História The angel's eyes never lie - Capítulo 24


Escrita por: ~

Postado
Categorias Sussurro (Hush, Hush)
Visualizações 35
Palavras 2.768
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Fiz esse cap pensando em vcs... espero que gostem, mesmo... muito obrigada pelos 53 favoritos, estou muito feliz que vocês gostem da minha fanfic...
BOa leiTUrA e atÉ as NOtAs fiNAIS ☆

Capítulo 24 - Feitiço dos pesadelos


A escuridão daquela floresta era assustada, o medo que controlava corpo não me deixava pensar.

Ouvi um gemido e me virei vendo de onde vinha. Cai no chão olhando para Vee, que estava amarrada pelos pulsos em uma tora de árvore erguida. Seu corpo estava todo machucado, e seu rosto havia lágrimas. Ao olhar para mim, seu semblante ficou triste e vacilante.

- Era você o tempo todo. – Ele falou como se me acusasse de algo. – Como eu pude confiar em você...? – Ela mal conseguia falar.

- Vee...

- Você me traiu, traiu sua raça. Eu tenho nojo de você.

As lágrimas que caiam sobre meu rosto, doía na alma vê-la daquele jeito. Não entendia o que eu havia feito, tentava entender ela, mais tudo estava tão confuso.

Ouvi passos atrás de mim, e assim que me virei me deparei com Vee na minha frente, arregalei os olhos, ela estava longe a segundos atrás. Antes que eu pudesse fazer oi dizer qualquer coisa, Vee levantou uma faca e fincou no braço. Gritei com a dor e ao encará-la nos olhos me assustei ao ver a expressão de prazer ao me machucar.

Tudo ficou preto de repente, me levando ao um lugar totalmente diferente. O sol fazia meus olhos se fecharem. Demorou para me acostumar com a claridade e quando meus olhos se acostumaram, o lindo campo encheu meu coração de esperança.

Avistei um homem andando em minha direção, uma sensação ruim me preencheu, não conseguia enxergar o homem por causa do sol. Mas sabia que ele trazia algo nas mãos.

Eu não conseguia me mexer, e uma sensação de pavor se apossou do meu corpo. O homem era Hank, e o que ele carregava nas mãos era uma cabeça decapitada, a cabeça do meu pai.

Não conseguia desviar o olhar, e o grito de horror que não consegui conter foi tão alto, que fez pássaros voarem das árvores bem distante. Sangue ainda saia da cabeça decapitada, um enjoo se pôs na minha barriga e as lágrimas que queimavam meus olhos fez a dor de tudo ficar cada vez pior.

- Não se preocupe com isso querida. – Hank falou ao se aproximar de mim. – Eu vou ser mais devagar com você.

Ele jogou a cabeça do meu pai longe e sacou uma faca do seu sinto. Ao olhar para mim mesma, notei que estava apenas de roupas íntimas, Hank passou a faça por cima da minha barriga antes de começar a fazer pequeno cortes nela. 

Meus gritos pela dor parecia satisfazer ele, eu implorava pra ele parar com aquela tortura, mas ele só afundava mais a faca me fazendo soltar gritos cada vez mais altos. Até tudo ficar preto.

A neve branca invadiu minha visão não me deixando calma. Minha pouca roupa fazia meu corpo adormecer a cada local que a neve tocava. O cenário agora, todo branquinho, poderia me trazer tranquilidade, mas só me trazia medo.

Olhei para a árvore mais próxima de mim, na neve embaixo dela estava vermelho, e mesmo não querendo, meus olhos foram automaticamente para cima, encarando Scott de cabeça para baixo, com a garganta cortada.

O frio deixava a cena pior, a dor no meu peito me deixou cansada, horrível. As pessoas que eu amava, estavam mortas e a sensação de quase me mataram. Dor que não mata, mais te faz querer morrer.

Já sem forças olhei para o lado e vê alguém caminhando até mim. Quando fiquei minha visão, uma esperança se acendeu no meu corpo, Patch parou ao meu lado, mas em vez de me ajudar, ele pegou meu pescoço e deu um sorriso sádico.

- Por favor... me ajuda...- Ele sorriu mais uma vez e apertou meu pescoço

- Ah anjo, amo ouvir você implorando...

Uma luz muito forte apareceu e um Segundo depois, a escuridão me engoliu novamente.








POV Patch

Mais um golpe foi deferido no meu abdômen, a dor se espalhou pelo meu corpo mas me concentrei em diminuí-la. As correntes apertavam minhas mãos, meus pés balançam de um lado para o outro. Mais uma vez Edgie me olhou e sorriu.

- É só falar. – Disse andando de um lado para outro. – Eu não sou ruim Patch, mas você tem que colaborar.

- Eu não vou dizer nada. – Falei entredentes.

Ouvi um grito alto da Nora na outra sala. Fechei os olhos e respirei fundo tentando o máximo que pude me concentrar. O que estava acontecendo com ela? O que ela devia estar sonhando? O medo de perdê-la era tão forte que doía mais dos que as pancadas com o taco de basebol na minha barriga.

- Tive uma ideia. Se você não vai responder por você, vai responder por ela.

Edgie deu uma ordem para os homens encapuzados e eles saíram pela porta. Voltaram um pouco depois com Nora nos braços. Meu corpo de agitou, ela estava com um novo ferimento na braço e tinha lágrimas no seu rosto. Seus olhos fechados entregando que ela estava em um profundo sonho – pesadelo.

- Tirem a roupa dela e a coloquem ali naquela mesa.

Tentei me soltar ao ver aqueles homens colocaram a mão nela, meu maxilar estava tão tenso que chegava a doer.

Assim que Nora estava apenas em roupas íntimas, deixando a vista o seu ferimento na perna e no braço eles a amarraram na mesa, ela se mexia de um lado para o outro sonhando com alguma coisa ruim.

- Vou perguntar de novo. O que os caídos sabem? – Edgie se aproximou de Nora. – Responda e eu a solto.

Mentira. Ele a mataria, pois Nora não seria de mais serventia. Eu não podia falar nada. Mas vê-la daquele jeito também destruía minha alma.

- Ok. É você quem sabe.

Ele andou até a vetada da mesa e colocou suas mãos na cabeça de Nora.

Uma agonia atingiu meu corpo, medo, raiva. Tudo misturado.

Nora começou a se mexer mais e começou a gritar. Cortes leves começaram a aparecer em sua barriga. Tentava me soltar daquelas correntes o máximo possível, todas as vezes falhando.

- Por favor! Pare. Eu imploro... por favor. – Nora gritava de olhos fechados enquanto cada vez mais cortes apareciam em sua barriga.

- Merda! – Falei alto tentando de novo me soltar. – Para, eu falo!

Edgie sorriu e afastou suas mãos da cabeça da Nora. Seu rosto se suavizou um pouco mas ela ainda continuava sonhando.

- Então, o que os caídos sabem até agora? – Perguntou sorrindo e pegando uma faca.

- A gente sabe que... – Respirei fundo, não iria entregar as informações para ele. – A gente sabe, que vamos massacrar vocês... matar um por um da pior forma possível.

A faca que Edgie estava segurando foi direto para minha costela.

Soltei um grito fraco com a dor e respirei com dificuldade, ri e cuspo sangue no chão.

- Vocês não sabem nem torturar um anjo caído direito. – Olhei para Edgie que se mantinha com o maxilar trincado e uma expressão séria. – Nós sabemos que vamos sentir um enorme prazer em decapitar cada um dos Nefilins contra nós,

Ele pegou a faça da minha costela e pegou o taco de basebol novamente. Deu cinco golpes direto no meu abdômen. Fechei os olhos com força pela dor. “Melhor eu do que a Nora.” Pensei comigo mesmo. Eu teria que manter a atenção dele para mim, assim ele não machucava Nora. Mas só os infernos saberiam o que ela estavam sonhando.

Edgie ia acertar mais um golpe quando de repente a porta abriu com força. Bruce de Kiel entraram correndo indo em direção dos homens encapuzados, o susto de Edgie foi grande. Então ele pegou seu cajado e estalou seus dedos. uma fumaça cinza apareceu nos seus pés então de repente ele desapareceu.

Kiel foi até uma alavanca no canto da sala e a puxou fazendo a corrente me soltar, cai no chão e me levantei com dificuldade. A primeira coisa que eu fiz foi ir até Nora. Ela mexia o rosto ainda sonhando enquanto eu a soltava.

- Por favor... me ajuda... - Ouvi ela sussurrar.

Soltei as amarras do seus tornozelos e a peguei no colo. Minha costela doía mais nada me impediria de segurá-la.

- Estou aqui anjo. - Sussurrei para ela enquanto Kiel e Bruce iam na frente abrindo caminho.

Seu rosto se suavizou um pouco. Olhei para seu corpo vendo o machucado da sua perna que sangrava cada vez mais.

- Ela está perdendo muito sangue. - Wendy chegou perto de mim passando a mão na testa de Nora. - Ela está gelada.

- O que a gente faz?- Matt apareceu olhando para Nora de forma preocupada.

- Levamos ela para a casa do cemitério. Morgana consegue lidar com esses ferimentos?- Judy apareceu do nada.

Todos estavam ali. Sujos de sangue e facas nas mãos. Gael e Rixon estavam lado a lado e eram os que estavam mais sujos de sangue. Judy estava com o seu vestido branco arruinado mas ninguém ali se importava.

- Consigo mais magia não serve para tudo. Ela vai precisar de sangue.

- Eu pego. - Matt falou chamando a atenção de todos. - Eu roubo do hospital.

- Tá vamos nos dividir nos carros. - Judy começou. - Mad, Conan e Kiel. Vocês vão levar Harrison ao hospital. Inventem uma boa história para os policiais. Matt e Lola vão seguir vocês até lá e vão roubar sangue, qual é o tipo de sangue dela?

- B - Falei rápido. Nem eu conseguia dizer como eu sabia daquilo.

- Então já sabem. Morgana, Patch e Will vão levar a Nora para a casa do Cemitério. O resto vem comigo.

Todos começaram a se mexer rapidamente. Todos entraram em seus carros. Matt e Lola seguiram a SUV do Kiel com a moto de Matt. Eu fui junto com Morgana e Will na picape da Morgana.

Segurei Nora no meu colo enquanto Morgana pegou um cobertor para cobri-la. Will dirigiu o carro e Morgana lia um livro que carregava sempre com ela. Ouvi alguns murmúrios de Nora e a olhei, ela estava com a testa franzida e sussurrava algumas palavras.

- Não... - Mexeu o rosto de leve continuando os sussurros. - Por favor... pare.

Beijei sua testa e comecei a acariciar seu rosto.

- Shhh...- Abracei ela deixando-a mais perto de mim. - O que o Edgie fez com ela?

- Ele colocou a mão na testa dela e ela desmaiou. Deve ser algum feitiço de pesadelos.

- Eu sei o que pode ser. Sei como reverter.

Assenti mais aliviado e voltei a olhar para Nora.

- Vai dar tudo certo amor. - Sussurrei para ela.

Levei Nora até o quarto da casa no cemitério, coloquei ela na cama e dei espaço para Morgana trabalhar.

- Eu preciso do kit de primeiros socorros. Patch pega pra mim. Will liga pro Matt vê se eles vão demorar muito.

Corri até o banheiro e peguei no armário o kit de primeiros socorros. Fui até Morgana e a entreguei. Will chegou logo depois com uma bacia d'água, ele saiu do quarto logo depois pegando o celular.

- Me ajuda aqui. Ela perdeu muito sangue.

Fiz tudo o que Morgana pedia, depois de limpar os ferimentos da Nora, Morgana começou a dar pontos nos ferimentos do braço e depois da perna. Nora se mexia e tive que segurá-la várias vezes. Nos cortes da barriga Morgana apenas passou uma pomada caseira que ela pegou em sua bolsa.

- Me ajuda a reverter o feitiço.

Assenti enquanto ela pegava uma tigela e colocava carvão dentro. Ela pegou uma faca e fez um corte em seu pulso derramando sangue na tigela. Ela esmagou o carvão e trouxe para perto de Nora.

- Você vai ter que segurar ela. Milhões de imagens vão aparecer na cabeça dela e ela vai lutar contra elas, mas isso interromperia o feitiço de reversão.

- Tá bom.

Ela passou o dentro da tigela com jkum líquido cremoso do sangue e do carvão misturados, começou a desenhar no peito de Nora uma espiral e depois fez uma cruz no meio do desenho ligando alguns pontos.

Assim que Morgana começou a citar algumas palavras em latim Nora começou a se debater. Ela sussurrava coisas sem sentido e começou a chorar desesperadamente. Era doloroso ver ela daquele jeito, mas tentava dizer a mim mesmo que aquilo era necessário.

Nora se acalmou de repente e Morgana parou de falar as palavras em latim. Ela ficou em pé e olhou para Nora deitada que agora parecia mais tranquila, ela pegou um cobertor e cobriu Nora.

- Vem você também precisa de alguns pontos. - Ela apontou para a poltrona e eu me sentei lá. Ela pegou a linha e a agulha e começou a costurar minha pele.

Minutos depois Matt e Lola chegaram com notícias de que Judy estava com problemas e precisava deles e da Morgana. Nora já estava recebendo o sangue e parecia melhor. Fiquei observando ela até ela acordar

POV Nora

Meu corpo estava todo dolorido quando acordei, abri os olhos me vendo em um quarto desconhecido. Não sabia onde estava, olhei para os lados e vi Patch sentando em uma poltrona. Ele estava com os olhos fechados e estava sem camisa. Seu abdômen estava com uma coloração roxa e azul misturadas. Parecia bem feio o hematoma. Lembrei do meu pai e comecei me apavorar.

Ele estava tão machucado. Patch deve ter cuidado dele. Não poderia perdê-lo. Apenas a ideia já foi o suficiente para encher meus olhos de lágrimas.

- Nora?- Ouvi a voz de Patch.

Ele agora caminha até mim e se ajoelhou no lado da cama.

- Você está bem?- Ele parecia um pouco nervoso.

- Estou. - Falei mas não pude negar uma lágrima que rolou nos meus olhos. - Cadê o meu pai? Onde eu estou? Por que você está machucado? - Perguntei tudo de uma vez.

- Calma. Está tudo bem. Seu pai está no hospital e você está na casa do cemitério.

- Por que você está machucado?

- Isso não é nada demais. Você está com dor? - Ele perguntou segurando minha mão.

- Um pouco... - Olhei mais uma vez para Patch e tentei sorrir. - Como a gente conseguiu escapar?

- Não foi tão difícil, você precisa descansar agora...

Patch foi interrompido por uma batida na porta. Will apareceu e chamou Patch.

- Eu já volto. - Ele me deu um beijo longo na testa e foi até onde Will o chamou e desapareceram na minha visão.

Fiquei um tempo sozinha até Patch aparecer novamente, ele estava sério e não gostei do rosto quando sentou na beirada da cama para falar.

- Eu vou precisar sair. Precisam de mim...

- Para onde você vai?

- Precisam de mim no Instituto. Eu vou voltar logo.

Assenti e pedi ajuda para me sentar na cama, Patch meio receoso me ajudou. Senti dor na barriga mais consegui me manter sentada. Patch foi até um pequeno roupeiro e pegou uma camiseta e uma bermuda larga.

- É só isso que tem aqui.

- Está bom. Quem mais está aí?- Perguntei enquanto Patch me ajudava a colocar a camiseta.

- Apenas o Will.

Me senti desconfortável. Will não gostava de mim, eu não confiava muito nele e não estava com medo de ficar sozinha com ele.

- Eu não quero ficar sozinha com ele. - Falei um pouco nervosa.

- Vai ser por pouco tempo. Prometo.

Eu levantei com dificuldade e Patch me ajudou a colocar a bermuda.

- Ah, isso é ridículo...- Falei bufando.

- O que anjo?

- Eu me sinto uma criança, precisando de ajuda para se vestir.

Patch me beijou calmamente segurando meu rosto com delicadeza.

- Eu gosto de cuidar você, bebê. - Patch sorriu e eu dei um leve tapa em seu braço.

- Não teve graça. - Falei tentando não rir.

O beijei mais uma vez, agora com mais força. Patch agarrou minha cintura, tentou ser delicado mais com o tempo foi apertando mais e mais minha cintura.

- Eu tenho que ir. - Patch disse quebrando nosso beijo.

- Ok. – Falei um pouco triste. – Eu posso ir visitar meu pai?

- É muito perigoso. Ainda não dá, mas prometo que você vai vê-lo em breve.

- Tudo bem. – Falei tentando ser compreensiva.

Patch saiu e eu me deitei na cama pensando.

Como minha vida seria daqui para frente? Eu quase morri. Meu pai poderia estar morto agora, o que seria de mim se isso continuasse por muito mais tempo? Tudo havia se tornado perigoso para mim agora, e o que eu teria que largar mão para ter segurança?  


Notas Finais


Então é isso... comentem o que acabaram isso sempre me motiva muito, aceito críticas negativas também, é sempre bom né?
Favoritem se estão gostando please....
Beijões da Tiazona Puh e até o próximo capítulo de... THE ANGEL'S EYES NEVER LIE


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