História The angel's eyes never lie - Capítulo 25


Escrita por: ~

Postado
Categorias Sussurro (Hush, Hush)
Visualizações 37
Palavras 5.098
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ola olha eu aqui de novo.
Espero que gostem, meus amores...
BOA LEITURA...

Capítulo 25 - A Cem Por Hora


Sai do quarto e só aí reconheci o lugar, a porta de vidro que dava para a grande árvore com decorações. A lembrança daquele dia não foi agradável, Dabria machucando Patch. Eu não pude fazer nada.

- Ei, vai querer comer alguma coisa?- Levei um susto com a voz de Will.

Me virei para ele que estava na cozinha com um prato na mão.

- Claro.

Me sentei em um dos bancos no balcão e peguei o prato, havia uma tigela com macarrão instantâneo dentro. Coloquei um pouco no meu prato e comecei a comer.

- Você não comer? - Perguntei sem graça.

- Não estou com fome.

Assenti e voltei a comer. Will não tirava os olhos de mim um minuto e aquilo já estava me incomodando. Olhei para ele trocando olhares sem querer. Seu olhar estava indecifrável e sua postura era relaxada.

- O que foi?- Ele perguntou calmo.

- Você tá me olhando. E... sei lá é... estranho.

Will riu e se virou abrindo a geladeira e pegando uma garrafa de cerveja. Ele voltou a se escorar no balcão e voltou a me olhar.

- Patch falou para mim ficar de olho em você. - Will falou antes de tomar um gole de sua cerveja.

- Tá fazendo o trabalho bem feito. - Sorri ao arracar mais uma risada de Will. - Por que chamaram ele? - Perguntei curiosa.

- Judy mandou Gael e Wendy para missão e teve problemas. - Explicou.

- Por que não falou para você ir?

- Porque se Patch ficasse ele estaria de algum modo ligado a você e poderia afetar a sua proteção. Como eu não sou nada para você e você não é nada para mim...

- Fica mais fácil cumpri o trabalho. - Completei e Will assentiu.

Voltei a comer devagar, os cortes na barriga doíam enquanto eu fazia algum movimento brusco. Meu braço também, quando fazia qualquer movimento brusco. Eu me sentia destruída, sentia aqueles tipos de cansaço que te faz querer dormir meses seguidas. Mas era tanta coisa que eu tinha que pensar. Estava tão preocupada com meu pai, Vee me encheria de perguntas por qualquer arranhão no meu corpo. Teria que pensar no que dizer a ela, quando ela descobrisse que meu pai levou uma surra de... e isso era outra coisa para pensar. O que eu mais desejava no momento era que nada disso tivesse acontecido. Talvez eu não deveria ter saído de casa, ter deixado meu pai sair também. De alguma forma eu sentia que a culpa era minha.

Oh meu Deus, a culpa era minha. Meu pai estava em uma cama de hospital, Patch estava machucado, eu fui o motivode ter um tiroteio e uma perseguição de carro. Deveria ter fechado minha mente assim que Patch pediu, talvez poderia ter feito ir mais rápido e conseguir desviar da armadilha.

Um barulho na porta me tirou dos pensamentos. Olhei para porta e vi Patch entrando por ela, não deixei de sorrir. Uma emergia tão boa apareceu dentro de mim. Ele se virou para mim e sorriu de volta vindo até mim. Me deu um beijo na testa. Só aí percebi que carregava uma mochila na mão.

- A comida dele é tão ruim assim?- Patch perguntou olhando para meu prato ainda cheio.

- Não tem como macarrão instantâneo ficar ruim. - Will se defendeu.

- Na verdade eu é que não estou com muita fome. - Larguei o garfo no prato.

Levantei com cuidado por causa da minha barriga, mas acabei forçando a perna que estava machucada e quase caí. Patch segurou meu braço que não estava machucado e me ajudou a me ajeitar.

- Você está bem?- Patch perguntou me olhando preocupado.

- Estou. Eu só quero descansar um pouco.

Patch tentou me ajudar, mas eu não aceitei e manquei até o quarto. Quando cheguei lá fui direto para cama e me deitei. Ele veio logo atrás de mim e e sentou na beirada da cama.

- Como você realmente está? - Patch perguntou direto parecendo sério.

- Estou melhor com você aqui.

Sorri para Patch que se inclinou para me beijar. Passei minhas mãos em seus cabelos negros, sorri no fim do beijo me sentindo melhor do que antes.

- Você vai dormir aqui comigo? - Perguntei já ansiosa pela resposta.

- Não dormiria em nenhum outro lugar.

Sorri novamente e o beijei. Eu amava o beijo de Patch era tão quente e delicioso, uma mistura de paixão com desejo que sempre crescia, cada vez mais, era bom se sentir amada e desejada.

Patch quebrou o beijo e se levantou. Foi até a porta a fechando e apagando a luz, apenas a lua ficou iluminando o quarto pela janela. Consegui ver Patch tirando sua roupa e ficando só de cueca, o roxo do seu abdômen era muito grande e me senti culpada de novo. Ele nos cobriu com o cobertor. Devagar, me aproximei dele para me aconchegar em seus braços.

Era tão bom estar em seu braços, senti o corpo quente dele ao lado do meu. Me sentia tão aliviada por ele estar comigo, mas por outro lado me sentia culpada, por ter feito ele passar tudo aquilo.

"Ah, anjo eu amo ouvir você implorando."

Suas palavras vieram na minha cabeça. Foi apenas um sonho Nora. Tentei a dizer a mim mesma, parecia tão real.

- Patch, o que Edgie fez comigo?- Respirei fundo, tudo aquilo passava várias e várias vezes na minha cabeça.

- Ele te lançou um feitiço de pesadelos. É uma das formas mais lento e sádico de matar alguém. Mas conseguimos fazer um feitiço de reversão antes que isso acontecesse. - A voz de Patch era séria e fria. Mas em algum lugar da frieza que eu não entendia, havia algo, algo que eu compreendia menos ainda.

- Tudo aquilo foi apenas um pesadelo? Tipo como acontece em "A Hora Do Pesadelo"?

Patch riu leve pelo nariz e beijou minha testa.

- Mais ou menos isso.

Fechei os olhos, passando por mais uma vez, o que eu havia sonhado. Vee, Scott, Patch, meu pai. Um de cada vez, me atacando ou morrendo. Me aterrozirando, fazendo com que eu colocasse mais um item na minha lista de medos.

- Anjo?- Ouvi a voz rouca de Patch atravessar meus ouvidos deixando todos aqueles pensamentos para trás. - O que você sonhou?- E em um segundo todos eles voltaram.

- Foi horrível. Vee me falava que eu estava a traindo e ela cortou meu braço. Depois eu vi meu pai, morto. - Uma lágrima teimosa, saiu de meus olhos. - Hank estava lá, ele fez os ferimentos na barriga. Depois eu vi o Scott morto, e você...

Me aconcheguei mais a Patch ao lembrar, suas palavras, tudo aquilo era horrível demais. Doía tanto que eu não conseguia controlar. Era uma das piores coisas que eu poderia sentir.

- Foi apenas um sonho. Eu...- Patch respirou fundo antes de continuar. - Eu não consegui reverter o feitiço antes. Não consegui fazer nada.

- Você fez tudo que pode. Obrigada... por ajudar meu pai. Por me ajudar. - Fechei os olhos por um instante. - E desculpa, eu não deveria.

- Não foi culpa sua anjo, nada disso. - Patch me apertou delicadamente em seus braços. - E jamais, pense em me agradecer de novo. Não me perdoaria se algo acontecesse com você.

Uma única lágrima solitária caiu sobre meu rosto. Tinha tanto medo que algo ruim acontecesse, com ele, com qualquer pessoa que amo. Como ele, eu nunca me perdoaria se isso acontecesse.

- Tente descansar um pouco agora, tivemos um dia longo. - Ele falou beijando minha testa.

- Estou com medo. Medo de ter pesadelos. - Meu corpo estremeceu, me senti mal de um segundo para o outro.

- Não precisa ter. Eu estou aqui. - Patch sussurrou em meu ouvido.

Sorri fraco ao ouvir aquela frase. Fechei os olhos, as lembranças dos pesadelos reais que tive caíram como pedra em minha cabeça, mas o cansaço era tanto em meu corpo que eu não demorei muito para dormir.

A felicidade era grande dentro de meu coração, um sentimento tão forte de amor e carinho inundava minha alma completamente.

Olhei para Patch mais uma vez, ele ainda nadava nas águas geladas do lag.. Ele estava tão lindo, seu corpo nu era o motivo de meus olhos brilharem de desejos, e meu corpo sentir uma quentura que ia além do que o sol poderia oferecer.

Patch saiu da água e veio direto em minha direção, ele olhava para meu corpo que - também estava nu - da mesma forma como eu olhava o seu, e ao chegar ao meu lado. Ele não esperou muito tempo para atacar meus lábios, com um beijo tão bom e amoroso... sentimos a necessidade do corpo um do outro. Estávamos prestes a fazer amor nas pedras do lago - de novo.

Mas um barulho nos interrompeu, não entendia, mas o pavor que se apossou do meu coração era familiar, já havia sentindo antes. Automaticamente, Patch escondeu nossas roupas dentre as pedras e me puxou para a água.

Mergulhamos pouco depois de ouvir os passos dos cavalos se aproximando e a voz do homem tão conhecido.

Ficamos escondidos debaixo de uma pedra, a água gelada me deixava com frio, mas Patch me puxou junto a ele, seu corpo quente e aconchegante se encaixava perfeitamente no meu. Não tinha espaço para o frio entre nós.

O ar de meus pulmões iam se esvaindo cada mais, e sem querer soltei o ar na água. O medo de sermos pegos me dominou, e Patch rapidamente colou seus lábios nos meus, colocando o ar que faltava em meus pulmões lá.

Pouco tempo depois, Patch e eu voltamos a superfície, respirei fundo sentindo o ar entrar em meus pulmões. Olhei para ele que sorria de forma alegre para mim, retribui o sorriso e o abracei, ele logo me envolveu em um beijo quente e caloroso.

- Eu amo você. - Ouvi Patch sussurrando depois do beijo.

A luz que entrava no quarto me fez me despertar de um sonho maravilhoso, abri os olhos, e aos poucos me acostumei com a claridade. Olhei para o lado, sorrindo ao achar Patch. Ele estava com os olhos fechados e um sorriso singelo nos lábios. Ele estava lindo enquanto dormia. De repente ele abriu os olhos. Deu um sorriso lindo e voltou a fechar os olhos por um momento.

- Bom dia- Sussurrei ao me virar de lado para ficar mais perto dele.

- Bom dia. - Ele abriu os olhos e por um momento meu mundo parou.

Tudo era tão perfeito ao seu lado, seu sorriso me deu uma felicidade boa e contagiosa.

- Você é linda. - Patch me tirou dos devanios. Sorri com seu comentário e neguei com a cabeça.

- Eu devo estar horrível. - Tentei arrumar meu cabelo mas Patch me impediu.

. E então me beijou. Tão lentamente que eu poderia ficar ali horas e horas o beijando daquela forma.

- Você está com dor?- Ele perguntou ficando sério.

Franzi a testa por momento, eu não estava sentindo dor, não muita. Minha barriga não ardia como ontem.

- Não, não estou sentindo dor. - Me deitei de barriga para cima e puxei minha blusa vendo o ferimento.

Parecia que eu já tinha aquele ferimento parecia semanas, já estava cicatrizando, apenas estava um pouco dolorido. Olhei novamente para Patch, ele sorriu e beijou meus lábios calorosamente.

- Por quê...? - Perguntei não intendendo.

- É um dom. Isso prova que você é Nefilin, e também prova que é muito poderosa.

- Nossa. - Falei perdida em pensamemtos. - É bem esquisito isso.

Patch riu e me beijou novamente. Aquele beijo calmo se tornou mais quente e desejoso.

- Acho que precisamos de um banho. - Falei com segundas intenções.

- Acho que eu não te falei que o banheiro tem uma banheira bem espaçosa falei?- Patch perguntou beijando meu pescoço.

- Hum... que bom que falou nisso.

Patch se levantou me puxando junto com ele, ele me beijou assim que ficamos em pé, me guiou até o banheiro. Era espaçoso, tinha uma bancada grande com uma pia e toalhas em um cestinho chique. A banheira era quadrada e espaçosa. Voltando a me beijar Patch me deu impulso e me colocou em cima da bancada. Em segundos ele tirou minha camiseta e meu sutiã, não esperou nenhum segundo para atacar meus seios beijando e mordendo. Não queria me controlar então gemia alto conforme meu corpo se excitava.

Senti seu corpo se afastando do meu, gemi de reprovação e corei ao ouvir o riso de Patch, ele ligou o registro e a água começou a encher a banheira, ele voltou até mim e logo me atacou com mais beijo caloroso que só Patch conseguia oferecer. Ele me puxou até eu ficar de pé, se abaixou a minha frente tirando meu short junto com minha calcinha. Seus beijos quentes começaram a ser distribuídos na minha barriga e abaixando até minhas coxas, Patch tirou delicadamente o curativo da minha perna, aquele ferimento também estava cicatrizando rápido e não doía como o dia anterior. Seus lábios foram de encontro com o ferimento, dando ali um leve beijo, depois outro o interior da minha coxa, mais um, cada vez mais mais perto da minha intimidade. Aqueles beijos quentes e deliciosos, pareciam queimar minha pele de prazer, cada vez que eu era tocada. Então devagar, Patch levantou minha perna até ela se apoiar em seu ombro e torturando-me de uma forma deliciosa, passou sua língua devagar e bem de leve em todo meu sexo.

- Ah, Patch... - gemi sentindo uma onda de insanidade no meu corpo.

Patch apenas riu e voltou um movimento leve e circular com a língua em meu clitóris. Fechei os olhos com força, segurando com uma mão a bancada e a outra agarrando desesperadamente os cabelos negros de Patch. Os movimentos de sua língua ficaram mais rápidos e fortes, mesmo que eu quisesse com todas as forças meus gemidos, eu não conseguiria. Patch era ótimo em sexo oral, ninguém poderia duvidar disso.

Suas mãos começaram um caminho, passando pelas minhas coxas de forma quente e desejosa. Passaram por minha bunda e apertou me trazendo até si e intensificando seus movimentos com a língua. Quase gritei nessa hora, eu estava quase chegando em meu ápice faltava muito pouco.

Mas aí olhei em direção da banheira que já estava cheia.

- Patch... Patch a banh...- Minha frase foi interrompida por um gemido.

Patch deixou seus movimentos mais fracos e torturantes, me deixando mais descontrolada.

- A banheira... - Consegui falar apenas. - Ela vai... trans, transbordar daqui a pouco.

Parando com os movimentos, Patch deu um beijo leve em meu clitóris e se afastou devagar, ele desligou o registro da água e se voltou para mim, eu me segurava na bancada da pia, minhas pernas tremiam pelo quase orgasmo. Um sorriso malicioso se abriu nos lábios de Patch e ele logo veio até mim, me beija de leve e me guia até a banheira. Tirei sua cueca liberando seu lindo membro grande e ereto apenas para mim. Entramos na água quente da banheira, não esperei segundo e fui para o colo de Patch. Ele sorriu de forma safada e colocou suas mãos em meu quadril guiando-a em direção ao seu membro, me penetrando devagar. Joguei minha cabeça para trás o sentindo ele completamente dentro de mim. Comecei um movimento de vai e vem com meu quadril, um pouco desajeitado no início mas com a ajuda de Patch os movimentos começaram a se intensificar, cada vez mais rápido e forte. Meus gemidos altos se misturavam com os de Patch, que era roucos, baixos e sensuais.

Estava totalmente descontrolada enquanto cavalgava no colo de Patch chegando cada vez mais perto do meu ápice. Patch me beijou intensamente e levou uma de suas mãos para meus seios, apertando-os forte. Soltei um gemido aumentando o máximo que conseguia meus movimentos.

- Eu... Não... - Apertei os ombros de Patch jogando minha cabeça para trás e gemendo alto.

- Goza para mim anjo. - Patch disse com a voz baixa e rouca.

Não aguentei nem mais nenhum minuto e cheguei ao meu ápice. Com esforço continuei os movimentos até Patch chegar ao seu clímax. Parei os movimentos por completo e largando meu peso em cima de Patch.

- Você... - Falei ofegante. - É muito bom... - Sorri contra a curvatura do pescoço dele.

Patch soltou um riso fraco e distribuiu beijos no meu pescoço, passando as mãos pelo meu corpo.

- Você é muito linda. - Ele mordeu de leve meu pescoço antes de continuar. - Tenho vontade de foder você o dia todo.

Quase gemi ao ouvir aquela frase, mas recuperei meu fôlego e sai de seu colo sentando na sua frente na banheira. Sorri animadamente.

- Acho que você pode terminar o que começou, hoje a noite. - Falei maliciosa pegando o sabonete.

- Com toda certeza.

Assim que terminamos o banho, eu peguei uma roupa que Patch trouxe ontem, como Mad havia arrumado já dava para imaginar as roupas. A melhor que achei foi um cropped roxo e uma calça jeans azul e rasgada em alguns lugares. Patch vestiu suas típicas roupas pretas.

Saímos do quarto até a cozinha onde estava Will pegando uma garrafa de cerveja na geladeira. Ele estava sem camisa deixando a vista sua cicatriz, ela era diferente da de Patch. Eram dois riscos grandes e retos em cada lado de suas costas. Ele se virou para nós e dei um sorriso rápido.

- Espero que tenham aproveitado a boa foda. - Corei ferozmente ao ouvi-lo falar. Patch riu indo até a geladeira e pegando outra garrafa de cerveja.

- Eu aproveitei o máximo. - Patch disse me deixando pior do que já estava. - E eu espero que você ainda se lembre quando foi a sua última.

Will o acompanhou na risada e bebeu um gole de sua cerveja.

- É eu me lembro, e já até sei com quem vai ser minha próxima. - Então Will sorriu e olhou para mim me dando uma piscadela.

Patch ficou sério olhando para Will dando-lhe um olhar mortal. Will por sua vez riu.

- Não gosta de dividir Patch?

Nesse momento, Patch deu um passo na direção de Will mas eu me meti no meio dos dois e botei minha mão no peito de Patch.

- Já chega! Vocês agem como se fossem crianças. - Falei bufando.

Me sentei em um dos bancos no balcão e mexi em meu cabelo. Will me olhou divertido e Patch sorriu sentando no meu lado.

- O Conan ligou, o humano tá legal e eles já estão colocando a segurança no lugar. - Will bebeu um gole de sua cerveja.

- Meu pai? - Perguntei alertada.

Will assentiu de forma rápida.

- O que eles falaram para a polícia? - Patch perguntou sério.

- Que o humano tava andando pela rua e quatro caras abortaram ele. - Will deu uma pausa. - O humano...

- Harrison. Chame ele assim. - Falei um pouco incomodada.

- Harrison. O Harrison não teve como se defender. E os caras deram uma surra nele. É isso.

- Por que alguém daria uma surra em outra pessoa assim? Do nada?- Perguntei confusa.

- Por ele ser Tira. É o que ele falou pro polícial. Mad e Conan falaram que estavam indo a um restaurante quando eles viram o conhecido e o levaram para o hospital. - Ele terminou de contar a história.

- Posso ir visitar ele?- Perguntei esperançosa.

A expressão de Patch ficou séria, ele bebeu um gole de sua cerveja antes de falar um pouco receoso.

- Está seguro mesmo? - Will assentiu tranquilo.

Patch olhou para mim por um momento e respirou fundo. Ele estava indeciso me deixando um pouco emburrada.

- Vamos. Que horas são?- Perguntou.

- Cinco e meia.

- Meu Deus! Eu dormi tanto assim?- Perguntei espantada.

- A noite foi cansativa, anjo. Mereceu descanso. - Patch me disse colocando a mão na minha perna.

- Podemos ir agora?- Perguntei rápida.

Patch assentiu sério, eu sabia muito bem que ele não queria ir. Não queria que eu ficasse um segundo em perigo, eu estava com medo, ele também estava. Eu via nisso nele, e me deixava nervosa, o fato de que ele me protegeria. Sempre. Meu medo, era não poder proteger ele.

- Vamos. - Ele falou bebendo mais um gole da cerveja e levantando.

Will levantou e correu até o corredor, voltando com uma camisa logo depois. Saímos da casa e andamos pelo cemitério em silêncio, minha perna ainda não estava muito boa então Patch me ajudou envolvendo seu braço em minha cintura.

Entramos em uma hilux preta e grande. Patch e Will foram na frente e eu fui atrás. O caminho todo fiquei olhando pela janela, com misto de sensações dentro de mim. Medo e preocupação estava no topo deles. Todo meu consciente fazia um esforço máximo para deixar tudo de lado, mas eu não conseguia, qualquer tentativa de me manter neutra eram falhas. Minha vontade de chorar pelo medo, me apavorar por cada barulho que ouvia ou qualquer carro que passava por nós. Era horrível o sentimento, parecia que a qualquer momento eu iria desabar, que não aguentaria mais loucuras.

Ouvi um celular tocando e reconheci o toque do meu celular. Will pegou meu celular do porta-luva e viu o nome na tela.

- Vee. - Ouvi o nome me preocupando automaticamente.

Peguei o celular de sua não e o atendi rapidamente. Não sabia se ela estava bem, muita coisa aconteceu desde a última vez que nos falamos, mas parecia uma eternidade.

- Oi Vee. - Falei um rápido demais.

- Ah meu Deus Nora! - Vee parecia aliviada. - Até que enfim me atendeu. Você está bem? Soube o que aconteceu com seu pai.

- Ah, eu sei. Estou bem, eu estava com Patch quando Mad encontrou ele. - Fechei os olhos lembrando da verdade dos fatos.- Eu estou indo ver ele agora.

- Meu pais querem voltar, a gente estava no meio da viajem quando soubemos. - Pela a voz de Vee ela estava realmente abalada. - Você está realmente bem? Não minta para mim Noh, por favor.

- Eu estou bem Vee, se eu precisar de algo ou alguém, eu tenho o Patch... o Scott também me ajudaria. Não precisa se preocupar, prometo a você. - Fechei os olhos mais uma vez.

Sussurrava para mim mesma "aguente Nora" não poderia vacilar agora. Eu deveria ir até o fim, não queria Vee aqui. O quanto mais longe eu ficasse das pessoas que eu amava mais seguras elas estariam.

- Meu Deus Nora. Fiquei com tanto medo, quando você não me atendeu achei que poderia ter acontecido algo á você. - Vee falou com a voz embargada.

- Eu sei Vee, eu esqueci o celular. Fiquei muito atordoada com a notícia. - Menti, já com lágrimas nos olhos por ter deixado minha amiga assim.

- Eu imagino, nem sei o que faria se isso acontecesse comigo. Me desculpe por não estar aí. - Ver falou tentando disfarçar sua voz chorosa. - Eu vou ligar para o Scott, ele pode ir fazer visitas a você até eu voltar. Não quero de jeito nenhum que você fique só. - Vee agora falou com uma voz autoritária.

- Não exagere Vee. Eu estou bem, pare de pirar. - Falei tentando sorrir. - Eu amo você. Mas preciso ir.

- Ok Noh, se cuide. Fique longe de perigo. Se cuida mesmo em?! Eu te amo.- Ela falou parecendo meu pai.

- Tá bom mãe. - Brinquei. - Tchau.

- Tchau. - Ela falou com a voz embargada novamente.

Desliguei o celular e sequei uma única lágrima que caiu dos meus olhos. Respirei fundo e olhei para a janela olhando para o hospital. Patch estacionou o carro em uma das vagas mais longe do prédio.

Andamos o caminho todo em silêncio, Patch pegou minha mão e entralaçou nossos dedos. Ao entrar no hospital, logo vimos Mad e Conan abraçados em um dos bancos.

Mad veio em minha direção me abraçando apertado, ela parecia preocupada e assim que me viu pareceu ficar aliviada.

- Você está bem?- Perguntou ela com um sorriso compreensivo.

- Estou. Em que quarto está meu pai?- Perguntei pegando sua mão.

- Vem eu vou mostrar.

Então Mad me arrastou até o elevador e entramos. Patch ficou me observando até eu entrar no elevador, seu olhar era atento e sério.

- Está mesmo bem?- Ela me perguntou realmente preocupada.

- Sim Mad. Estou louca para ver meu pai, fiquei muito preocupada com ele.

- Eu entendo. - Mad apertou minha mão.

O elevador se abriu, e entramos em um corredor totalmente limpo e branco, fui guiada até uma porta no fim do corredor. Mad sorriu e se afastou virando o corredor.

Abri a porta do quarto devagar, e entrei no quarto branco e bem arrumado. Observei a cama de ferro com meu pai deitado nela. Meus olhos logo se encheram de lágrimas. Seu rosto estava com alguns cortes, o olho esquerdo estava roxo, o braço estava enfaixado. Ele estava tão machucado, tudo aquilo por minha culpa.

Fui até a cama e peguei sua mão. O olhei em silêncio por um tempo, não sabia o que falar. Não ia conseguir controlar as minhas lágrimas por muito tempo, e não consegui, ao vê-lo acordar. Quando meu pai abriu os olhos, ficou me observando por alguns minutos antes de sorrir.

- Oi pai.- Sussurrei com a voz embargada. - Você está bem?

- Estou ótimo Nora. - Seus dedos apertaram o meus. - Eu tô pronto para a próxima.

- Não fala isso. - Alguma lágrimas começaram a cair sobre minhas bochechas. - Você está precisando de alguma coisa? Está confortável? Ou com fome?

- Filha, pare. - Harrison agora parecia sério. - Não chore. Eu estou bem.

Assenti ainda não conseguindo controlar as lágrimas. Meu coração estava sendo bombardeado por milhares de sentimentos ruins, tudo acontecia de uma vez só e eu não conseguia controlar o que acontecia em minha volta. Tudo estava um caos, e o controle escapava da minha mão sem parar. Eu não sabia como lidar com aquilo, minhas emoções estavam todas a flor da pele. E o medo, o pavor de perder alguém, me dominava.

- Eu sei de tudo querida. - Meu pai falou de repente.

- O quê?- Perguntei confusa.

- Eu sei porque Henry me pediu para cuidar de você, sei o que ele está tentando fazer com você agora. - apertou minha mão. - Como você está se sentindo?

- Com medo pai. - Não consegui controlar minhas lágrimas. - Não quero passar por isso de novo. Não quero ver você ou qualquer outra pessoa machucada.

- Vem aqui.

Meu pai bateu a mão no lado da cama e eu sentei ali devagar. Ele me puxou e eu deitei em seu peito enquanto chorava. Meu pai fazia carinho em minhas costas.

- Vai ficar tudo bem Nora. - Meu pai beijou o topo da minha cabeça. - Você tem que superar esse medo, é assim que os Grey vivem.

- Preciso de você aqui, pai. Não sei o que seria de mim sem você.

- Estou aqui minha filha.

Me abraçou da forma que pôde por causa dos aparelhos, ficamos abraçados em silêncio. Era tão bom estar com meu pai. Ele, como ninguém, sabia fazer eu me sentir bem.

A porta se abriu devagar revelando Patch. Ele estava com uma expressão séria, mas suavizou quando viu eu e meu pai.

- Anjo, temos que ir. - A voz rouca de Patch era baixa, me deu arrepios ao sentir preocupação da sua parte.

- Vá filha, eu logo estarei em casa.

Levantei devagar secando as últimas lágrimas que caíram.

- Eu te amo pai. - Falei antes de beijar seu rosto.

- Com certeza eu amo mais. - Ele riu fraco.

Sorri e fui até Patch que pegou minha mão e beijou minha testa.

- Ei, Patch não é?- Meu pai perguntou e Patch assentiu com a cabeça. - Obrigado. Muito obrigado por cuidar dela.

Patch demorou ou pouco, mas assentiu com a cabeça de forma simples. Então saímos dali e começamos a andar pelo corredor um pouco apressados.

- Aconteceu algo? Meu pai está seguro?- Perguntei sentindo o medo atingir meu corpo.

- Está tudo bem, anjo. Apenas temos que sair daqui. -

Ele mantinha sua mão agarrada na minha até chegar no lado de fora do hospital. Will estava esperando e assim que nos viu, veio até nós.

- Vamos pata onde agora?- Will colocou as mãos no bolso tranquilo.

- Recebi uma ligação da Judy. O Instituto está seguro. - Will assentiu assim que Patch terminou de falar.

Começamos a andar pelo estacionamento que estava mais escuro do que quando chegamos e vazio também. Havia uma mulher encostada no poste e assim que percebeu nossa presença andou até nós. Meu sangue ferveu a ver quem era.

Dabria sorriu de forma maligna, e - pelo incrível que pareça - eu não fiquei com medo ali. Fiquei apenas com raiva.

- Olha o destino sempre faz a gente se encontrar. Que estranho. - Ela riu.

- Piranha amarela. - Falei baixinho para mim.

Dei um passo a frente mas Patch me impediu e olhou para o Will.

- Tire ela daqui.

- O quê? Não irei a...

- Agora. - Falou olhando ainda para Will, me ignorando totalmente.

Senti a mão de Will no meu braço me puxando, olhei para Patch com raiva, o olhar de Patch estava sombrio e seus olhos negros pareciam mais escuros, enraivecido. Entrei no carro junto com Will que partiu apressado do estacionamento. Olhei para trás, vendo Dabria perto de Patch sorrindo enquanto falava.

Olhei para frente apavorada com o que poderia acontecer ali.

- Não podemos deixá-lo sozinho. - Falei em um tom baixo. - Ele pode se machucar.

- Ele sabe o que faz. - Will estava tranquilo enquanto olhava para frente concentrado na estrada.

- Você quer simplesmente deixar ele lá? Se aquilo for uma armadilha? Se ela tem alguma coisa que pode machucar Patch? - Will ficou tenso por um momento e franziu as sombranselhas.

- Ele da conta de Dabria. - Falou calmo.

Fiquei quieta e fechei meus olhos, lembrando de do meu último encontro com Dabria, no cemitério. Um arrepio correu em meu corpo. Mas uma raiva apareceu, não parecia ser meu, um sentimento de raiva acumulada e estranha. Não sabia de onde vinha aquela raiva, parecia ser um sentimento que Patch sentiria. 


Notas Finais


Então, gente quando eu fui colar para colocar aqui, deu problema é eu apaguei a metade do Cap, é então, para conseguir postar hoje, eu postei só isso. Mas mesmo assim espero que não odeiem,
Bjinhos da titia Puh.. Até o próximo


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