História The Artist - Capítulo 2


Escrita por: ß

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Horror, Mary, Marys, Mutilação, Originais, Personagens Originais, Terror, The Artist
Exibições 15
Palavras 3.115
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Terror e Horror
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


vocês já notaram que sempre tem um manicômio nas minhas fanfics?

pois é

Capítulo 2 - O manicômio


| The Artist |

| O manicômio |

A jovem artista direcionou o olhar para cima, vendo a grande construção velha que tanto lhe lembrava uma mansão abandonada. Os portões enferrujados lhe davam um arrepio na espinha quando os cruzou de carro; falando em carro, virou-se minimamente para trás, de rápido para ver o carro vermelho de seus pais disparar pela estrada. As grandes portas duplas abriram-se quando uma velha mulher vestida de enfermeira avisou-a que podia entrar.

Não dirigiu a palavra a ninguém quando adentrou a construção. A recepção era decorada pelo piso quadriculado e um grande balcão de madeira para que três secretárias e dois guardas trabalhassem no monitoramento. À frente, estendia-se um grande corredor que terminava em uma porta de ferro muito bem reforçada. As laterais das paredes possuíam andares modernos e recém reformados, talvez um exclusivo para os funcionários e visitantes.

A secretária que a atendeu tentou puxar conversa com a jovem, mas ao ver que o olhar não era dirigido a si, tentou ser mais sutil. A jovem artista entregou-lhe a cópia de seus documentos para comprovar sua identidade.

– Uma jovem tão bela como você não deveria estar num lugar como este – declarou um guarda ao espiar os documentos por cima do ombro da secretária. A jovem enfim olhou para cima, os olhos possuindo nada além de um triste mar sem brilho. A secretária enfim terminou de conferir os documentos, levantando-se da cadeira e gritando para alguém liberar a passagem.

– Tome cuidado para não se contaminar com esses malucos – o outro guarda a aconselhou com o tom de voz ácido.

Alguém acompanhou a jovem artista, que sequer fez questão de ver quem era. As portas abriram-se com muito esforço e o cheiro de mofo e sangue invadiu as narinas da jovem. O cheiro era desprezível e o cuidado com as paredes ainda mais. O corredor se estendia aos poucos até dar em um espaço aberto, com mesas espalhadas pelos cantos e escadas levando aos andares superiores.

Afastou-se do que a acompanhava e deixou-se ser guiada por uma velha enfermeira, que lhe disse que mostraria onde seu quarto ficaria. O quarto era ainda pior, com a aparência de ser uma solitária – em compensação, podia dizer que muitos daqueles que possuíam as portas brancas teriam a aparência de solitárias. As paredes eram reforçadas com algum material e – aquilo era sangue seco no canto?

– A refeição de vocês será servida às dez em ponto – disse antes de sair e fechar a porta.

A jovem olhou para os lados e sentou-se na cama mal arrumada, olhando para a pequena mala que lhe fora permitido entrar. Abriu-a e vasculhou até encontrar seu querido lápis, o único companheiro leal que tinha, embrulhado em um saco rosa.

– Meu querido amigo, que lugar horrível – ditou por trás das bandagens que ainda estavam em seu rosto. – E pensar que fui mandada para cá por causa de meu sorriso! Eu não sou louca como dizem, sou?

– Loucos são aqueles que não entendem a sua arte! – o lápis pareceu lhe dizer.

Passou as próximas horas vagando pelo quarto, sentando nos cantos e tentando se sentir confortável em seu novo cômodo, tentando se familiarizar com a excessiva cor branca do lugar. Seu vestido combinava certinho nos lugares que considerava serem os mais brancos; contudo, fez questão de não chegar perto da mancha de sangue que fazia contraste com a brancura do quarto.

Como fora lhe dito, um barulho alto fez com que todos saíssem de seus quartos e vagassem até a grande área aberta da velha construção. As bandejas foram entregues aos “pacientes”, que se sentavam sobre as mesas e escadas. Um guarda entregou gentilmente a bandeja para a jovem artista, que a pegou sem nada dizer, procurando por algum lugar para sentar. Com o lápis entre os dedos, seguiram em direção as escadas, planejando sentar sobre elas ou ir para seu quarto.

Mas parou quando viu que havia um lugar vago em uma das mesas.

– Sente-se com aqueles ali – o lápis lhe aconselhou.

– E se eu estiver incomodando-os? – perguntou hesitante quando viu-se obrigada a andar para não parar o fluxo de pacientes e funcionários.

Não obteve resposta quando já estava a alguns passos da mesa. Respirou fundo e seguiu até lá, vendo as jovens sentadas comerem como se a aparência não lhes desse nojo. Parou em frente a elas, esperando que alguém lhe desse atenção – por sorte, a que parecia ser a líder do grupo, virou-se para encará-la com um olhar desconfiado.

– Ei, você é a novata, sim? Não me lembro de ter te visto por aí! – falou com um bom tom de voz, alto e claro. A jovem artista apenas confirmou com um balanço de cabeça, sentindo-se nervosa. – Então o que ta fazendo aí, parada como um poste? Pode sentar!

A jovem artista confirmou ligeiramente, sentando-se ao lado de uma jovem de cabelos encaracolados, de frente àquela que parecia ser a líder do grupo – e como pensara, estava certa.

–É bom ter uma carinha nova na área de vez em quando, sabe, é chato ter que ver os mesmos rostos de sempre – falou com a voz divertida, como se aquele lugar não passasse de uma pegadinha. – Meu nome é Maria Amaral, e não, não sou de outro país, é só o meu nome que é meio exótico pro nosso sotaque! – gabou-se com uma risada humorada. – Mas já que você é nova por aqui, não faz mal apresentar a gangue!

A jovem artista gostou do entusiasmo da outra – chegava a ser contagiante.

– O nome desse vivente que está sentado do meu lado – Maria apontou para o garoto de cabelos albinos que estava ao seu lado, que parecia concentrado nas dobragens com o guardanapo que fazia; levantou o olhar por breves momentos para cumprimentar a nova hóspede. – é Leslie Acer. Ele foi colocado pelo pai por causa das crises de ansiedade violentas que tinha.

– A que está sentada no canto da mesa é a Julie Pierrot, imigrante do país. Eu não sei muito bem a história, mas parece que foi mandada pra cá quando os senhores que cuidariam dela descobriram que tinha autismo. Triste saber que essa injustiça fora cometida pelas pessoas que deveriam cuidar dela!

– Porque a mandaram para cá, então? – enfim falou algo com o olhar dirigido a alguém.

– Ah, era um daqueles casais antigos, onde qualquer probleminha é visto como uma perdição ou um tabu, algo assim – Maria respondeu, revirando os olhos. – Mas voltando às apresentações, essa que está sentada ao seu lado é Susan Andreis, filha de um magnata e de uma escritora de romance e suspense. Susan tinha de tudo para ter a vida perfeita quando descobriram que ela sofria de um transtorno bipolar muito grave.

– O transtorno dela é tão grave que a cada dia ela acorda com uma personalidade diferente – é como se houvesse muitas pessoas dentro de uma!

– Se ela tinha uma vida perfeita, porque a mandaram para esse lugar?

– Ah, não mandaram ela para cá, não – Maria falou com os olhos levemente arregalados. A jovem artista se surpreendeu com resposta. – Ela mesma se internou aqui, por conta própria! Pelo o que eu sei, acordou com uma nova personalidade e pediu que alguém a levasse até um manicômio! E quando chegou aqui, fez a própria entrada alegando ser uma celebridade ateia que era contra Hitler e os cristãos fanáticos.

– Hitler, o líder da Alemanha? Impossível, eu mesma o matei enquanto palestrava para os lideres da velha Inglaterra! – Susan as interrompeu na hora, aparentemente acordada com uma personalidade de tempos antigos. – Lembro-me que voei pelos ares britânicos naquela noite!

– Internaram ela na hora, minha querida – o lápis lhe falou.

– E você, o que faz aqui?

Maria simplesmente bufou, comendo mais um pouco daquilo que deveria ser arroz.

– Estou presa aqui por causa da desgraçada da minha madrasta! Aquela bruxa velha nunca gostou de mim desde que se casou com meu pai! – falou com a voz mergulhada em revolta. – Me trouxe pra cá sem o consentimento do meu pai, dizendo que eu era louca e que tentei matá-la com uma faca de cozinha – o que é mentira, minha carinha nova, eu só tinha passado a faca da manteiga pra ela naquela manhã!

– Escreva as minhas palavras: quando eu sair daqui, vou mostrar a louca para aquela bruxa velha! – Maria novamente mergulhou a colher no arroz e a trouxe até a boca, mastigando rapidamente e encarando a jovem à sua frente com os olhos brilhando em curiosidade. – E você, está aqui por quê?

A jovem artista encolheu os ombros enquanto ajeitava os talheres sobre a bandeja ainda não tocada. Levou as mãos até as bandagens e as desamarrou com cuidado, levando-as até o colo por breves momentos. Maria arregalou os olhos e impulsionou o corpo para trás em choque, Leslie atrapalhou-se em sua dobradura quando percebeu o que a novata fazia, e sentiu-se um pouco tonto pelo o que viu. Susan, entretanto, dobrou-se sobre a mesma e culpou os rivais por terem torturado um de seus soldados – neste caso, seria a jovem artista ou era mais um delírio da outra? Julie continuou quieta no canto.

– Meu Deus – Leslie murmurou quando retirou um pequeno pote de remédios do bolso, abrindo-o e engolindo duas pílulas quando sentiu a ansiedade subir-lhe pela espinha.

– Cara, quem fez isso com você? – Maria perguntou com a voz sufocada.

– Eu mesma me fiz isso – respondeu quando decidiu começar a comer antes que seu estômago começasse a implorar por algo. Maria olhou-a horrorizada enquanto Leslie pedia à Julie um gole de sua água, que a mesma lhe entregou com movimentos de robô, como mesmo sussurrou. – Estava sendo difícil de agradar a todos, e já estava me cansando de sempre dar sorrisos falsos.

– Este sorriso é a sua obra-prima! – o lápis exclamou, mesmo que ninguém lhe ouvisse.

– E como você vai comer com essa boca cortada? – a jovem Amaral perguntou, inclinando-se sobre a mesa.

– Eu tenho que mastigar com o outro lado para que nenhum resíduo de comida caia na ferida – disse antes de experimentar o arroz – não estava soltinho e saboroso como o de sua mãe, mas já lhe era o mínimo para que não passasse fome durante a noite. – Por favor, não se preocupe. Aposto que isso não é o mais pesado que já tenha visto.

– Isso é verdade – seu enredo pareceu acalmar e distrair Maria de seu corte. – Já vi coisas piores enquanto estivesse aqui, e acredite, o seu corte entra na lista dos dez mais pesados que já vi!

– E qual é o primeiro? – Leslie intrometeu-se.

– A Sra. Belty correndo nua pelos corredores – declarou com um arrepio chacoalhando seu corpo. – Uma cena do inferno, se me permite dizer.

 

 

– Este lugar não é para nós, minha querida – o lápis declarou no meio da noite, deitado ao lado do travesseiro da jovem artista, que tentava se manter aquecida com o casaco que vestia e as pernas embrulhadas no fino lençol da cama. A janela guardada por grades enferrujadas permanecia aberta com o trinco emperrado. – Somos artistas, somos os senhores da arte, este lugar não é para nós!

– Eu vou dar um jeito de nos tirar daqui – respondeu-lhe com a voz trêmula pelo frio. – Só preciso que os funcionários deste lugar vejam que sou confiável, preciso que não desconfiem de nada.

– Percebe que estamos em um manicômio, minha querida? Estes caras sabem como lidar com loucos.

A jovem artista tentou ignorar seu amigo, as palavras rodando sua cabeça – ela estava presa em um manicômio, um lugar para loucos e pessoas rudes que não entendiam nada de arte.

 

 

Passadas semanas, a jovem artista tomou coragem o suficiente para perguntar à Maria sobre algo que percebera alguns dias que passavam por seu quarto.

– Porque as janelas possuem grades?

– Que bom que perguntou, porque eu sei dessa história muito bem! – Maria falou animada quando os funcionários permitiram um momento livre para que todos fossem ao pátio, possuidor de algumas áreas verdes e uma grande fonte – como se aquilo fosse ajudar a diminuir o ar sombrio que a velha construção possuía. – Tudo começou com uma mulher bem fora da casinha, Susana eu acho que era o nome. Ela não aceitava o fato de que fora mandada pra cá no final da Segunda Guerra, quando foi despedida da equipe de enfermagem por alegações que ela já estava passada com a guerra.

– Veja bem, ela tinha tida uma vida corrida e apertada: trabalhava como enfermeira na guerra, teve vários casos com soldados aliados e inimigos, e perdeu o bebê do seu grande amor na metade da gravidez. A guerra faz com que as pessoas valorizem as coisas que perderam, mas que amaldiçoem os sentidos quando tudo o que se ouve é somente bombas e cartuchos de balas sendo disparadas. – Maria fez uma pausa antes de continuar. – Quando a guerra acabou, ela meio que ficou louca com todo o silêncio e paz que se estabeleceu. Nunca foi revelado quem a mandou pra cá, mas sempre diziam – e ainda dizem – que muitos estavam cansados de vê-la se tornar um fantasma do passado.

– E quando chegou aqui no manicômio, tentou fugir diversas vezes até quase conseguir ao se jogar pela janela e correr morro abaixo. Infelizmente pegaram ela na metade do caminho. Desde então, para evitar acidentes, colocaram grades nas janelas de todos os quartos, mas já estão lá a tanto tempo que só um puxão já deve arrancá-las do lugar.

Aquilo era tudo o que a jovem precisava ouvir.

 

 

Naquela noite, quando viu a oportunidade bater à sua frente, abriu a porta chamando a atenção do guarda que andava pelos corredores à noite.

– Não é permitido que os pacientes saiam de seus quartos durante a noite – disse curto e grosso.

– Sinto muito, senhor guarda, mas é que a janela do meu quarto está emperrada e entra um ar frio. Não estou conseguindo dormir desse jeito – disse com a voz mais inocente que conseguiu. O guarda arqueou a sobrancelha e adentrou o quarto, sentindo na pele o ar frio da noite que entrava pela janela aberta.

Caminhou até lá e tentou fechá-la, mas o trinco emperrado não lhe permitiu o ato. Franzindo o cenho, retirou de dentro da calça uma chave inglesa de muito tempo atrás e tentou destravar o trinco com golpes brutos. De nada adiantou quando somente emperrou ainda mais.

– Vou chamar por auxílio – deixou a chave sobre o parapeito e olhou para a jovem artista. – Não toque em nada, minha jovem, cuidaremos disso em poucos minutos.

Ao sair do quarto, a jovem viu a oportunidade surgir em seus olhos. Pegou a chave inglesa e observou-a com cuidado, perguntando-se o que faria com ela.

– Tente afrouxar os parafusos das grades! – o lápis exclamou da cama.

– Sim, é claro – murmurou.

Afrouxou os parafusos dos cantos com muita dificuldade, tomando nota de não fazer nenhum barulho exagerado para não chamar a atenção dos funcionários que vagavam pelo manicômio à noite. Colocou a chave no chão e forçou a grade, tendo-a saltado do lugar com um barulho metálico e ferrugem sujando suas mãos. Deixou-a abandonada no chão.

– Estamos livres, meu amigo! – comemorou ao pegar o lápis em mãos. Subiu para o parapeito da janela, inclinando-se contra o ar gélido da noite, vendo que seu quarto ficava a poucos metros do chão – se caísse, não obteria machucados graves ou letais. Quando se preparou para saltar com cuidado, a porta fora novamente aberta, e uma exclamação a fez mudar de idéia.

– As grades já estão velhas mes– ei, o que pensa que está fazendo! – o guarda exclamou juntamente com um auxiliar.

A jovem artista jogou-se do parapeito da janela sem arrependimentos, caindo de qualquer jeito no chão, por sorte sem machucados, apenas alguns arranhões.

– Conseguimos meu amigo! – comemorou quando se sentou nos joelhos, mas a felicidade logo se foi ao ver que cairá por cima do lápis, quebrando-o em dois. Pegou-o com as mãos trêmulas, mordendo o lábio inferior quando o arrependimento enfim lhe abateu. – Oh não, meu amigo, sinto muito!

– Está tudo bem, minha querida – o lápis falou com a voz doce. – Passamos por grandes momentos! Mas como seu amigo, apenas quero ver o seu bem – deixe-me aqui e corra para longe desse lugar que não é merecedor de sua arte. Afinal, você é a artista, não? – a correria repentina que se formou em frente ao manicômio chamou-lhe a atenção. – Corra minha querida, antes que lhe peguem!

Com lágrimas em seus olhos, a jovem artista deixou o lápis para trás quando se pós de pé e correu pelo jardim mal cultivado e esquecido a tempo, procurando por algo que lhe ajudasse a sair daquele lugar. Encontrou, escondida pelo mato crescente, uma abertura nas grades, que lhe dava passagem por uma estradinha de chão batido.

A luz da lanterna pegou o movimento das folhas quando atravessou a abertura e encontrou-se correndo pela estradinha. A estrada lhe levava para baixo, lembrando-lhe de um pequeno morro, quando tropeçou em um chão falso e caiu sem forças abaixo, rolando por alguns momentos antes de pousar em um terreno de terra fofa.

Ao levantar a cabeça, reconheceu de imediato a parte traseira da casa de seu vizinho de esquina.

– É por isso que o Sr. Green reclamava de “pessoas invadindo o seu jardim” – murmurou ao levantar-se da terra, não se importando com o vestido e o corpo sujos de terra e adubo.

Contornou a casa e caminhou pela calçada em direção à sua própria, esfregando ora os braços ora os olhos para limpa-los das recentes lágrimas. Perdera seu lápis, amigo de tantos desenhos, e ainda tivera que passar dias de sua vida em um lugar onde presenciava pacientes serem arrastados até os fundos do manicômio e voltarem à força com machucados ou membros faltando quando eram “cuidados” por aqueles que eram os péssimos funcionários com um desejo extra de dor.

Contornou a própria casa e caminhou pelo jardim, realizada ao reconhecer a boa e velha imagem de verde que tanto admirava.

Percebeu uma movimentação pela cozinha antes que portas batessem e gritos fossem ouvidos, até o carro ser arrancado da garagem e voasse pelas ruas. A jovem artista não precisou de provas quando provou a teoria de que a gerência do manicômio tivesse ligado para seus pais avisando de sua fuga.

Decidira não correr o risco de ser pega e levada para aquele lugar. Estremeceu com o ar gélido e vagou os olhos pelo jardim, deparando-se com a velha casinha de madeira improvisada nos fundos do terreno, somente usada para guarda coisas não muito utilizadas no dia a dia. Destrancou e forçou a morta já caída aos pedaços, sentindo o cheiro de abandono voar por suas narinas.

Passando pelas frestas da madeira, a luz da lua iluminava aqueles objetos que seus feixes conseguiam alcançar. No canto, algo brilhou por seus olhos.



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