História The Ascent. - Capítulo 14


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Categorias Originais
Tags Bruxas, Fadas, Guardioes, Lobisomens, Princesa, Principe, Vampiros
Exibições 4
Palavras 2.283
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fantasia, Magia, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Sobrenatural, Terror e Horror
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 14 - Capítulo 13


Tão logo acordei me enfiei em leggings , tênis de corrida preto, junto com uma camiseta azul escura com um pinguim dançando na neve estampado nela. Meu cabelo estava preso em um longo rabo de cavalo alto. Ou seja, eu estava pronta para entrar em uma missão secreta.

O primeiro lugar que eu fui foi, bem, a biblioteca. Esperto, não?

Não muito, tendo em vista que não encontrei nada parecido com um diário lá. Apenas livros e mais livros, o que me fez perceber que eu fui procurar no lugar mais obvio, e é claro que meu pai não esconderia seu diário aqui. Acho que na minha mente eu ia achar o diário ao irar uma abertura de uma passagem secreta, tipo no filme Lenda do Tesouro perdido.

Segui pelos corredores até o andar acima, onde havia mais quartos. Para falar a verdade, eu não tinha a mínima noção de onde o quarto que meus pais dormiam ficava então era mesmo um tiro no escuro.

Depois de três horas revirando literalmente todos os quartos de hospedes, me joguei em cima da cama do ultimo quarto e grunhi. Eu estava achando que ia ser muito mais fácil e rápido que isso. Malditas Três Espiãs Demais e suas descobertas e soluções rápidas dos mistérios!

Se eu pelo menos soubesse onde ficava o escritório do meu pai, aposto que já teria achado. E eu nem podia perguntar á James sem ele começar o interrogatório.

Eu só precisava de uma pessoa que soubesse onde meu pai costumava ficar e, batata! Acharia o suposto diário.

Mentalmente, fiz a lista de quem eu tinha certeza que sabiam e eu não podia perguntar: James, Nicholas, o conselho.

Isso me deixava com os guardiões e empregados. E apenas os que trabalhavam aqui, há, bem… 17 anos atrás?

Isso estava se mostrando cada vez mais difícil.

Soprando uma mecha do meu cabelo para fora do meu olho, fui até o centro de treinamento. Os instrutores eram, pelo que eu sabia, os guardiões aposentados, então ali era onde eu devia colocar minhas esperanças.

Assim que botei o pé lá dentro, avistei James treinando. Sem camisa. Cara, essa era uma cena digna de foto. E como se por acaso meu queixo tivesse feito barulho ao se escancarar, ele fixou aqueles olhos cinzas em mim, franzindo levemente a sobrancelha, vindo até mim em passadas rápidas e longas. Então ele viu minha roupa de espiã.

Ele levantou uma sobrancelha daquele jeito irritante.

—Se perdeu no caminho da sua missão impossível? O que está aprontando agora Tess?

Coloquei as mãos em meu quadril, bufando.

—Se é secreta eu não posso te contar, não é? — ele apenas em encarou, sabendo que eu iria ceder uma hora — Tá certo, seu chato! Eu vim falar com o Robert sobre a segurança do país, você sabe, me informar sobre minha terá, etc.

De novo a sobrancelha arrogante. Uma gota de suor percorreu seu peito. Eu engoli em seco. Ele deu um sorriso torto e abriu a boca para falar mais alguma gracinha, mas pareceu pensar melhor, dando de ombros.

—Eu te acompanho. — ele disse, passando a toalha pelo seu pescoço.

Assenti distraidamente, Caminhamos pelos corredores sombrios e desertos, projetados especialmente para confundir os invasores. Eu não podia contar quantas vezes eu já havia me perdido simplesmennte indo da cozinha até meu quarto.

—Nicholas quer encontrar com você em seu escritório em duas horas. — James me informou assim que paramos na frente a uma porta dupla — Eu vou tomar uma ducha e te encontro aqui para te acompanhar até seu quarto, está bem?

—O que ele quer comigo?

—James pareceu ficar tenso por um momento.

—Não faço ideia. Te vejo daqui a pouco.

E então eu pude ter a bela visão da bunda de James naquele moletom.

Sacudi a cabeça, limpando meus pensamentos, Depois de tomar uma respiração profunda, eu bati na porta, ouvindo um grave “entre”.

O escritório dele era... moderno. A iluminação era boa, e havia uma fileira de telas monitorando o que estava acontecendo nos arredores da cidade e no castelo.

—Princesa, há alguma coisa errada?

Eu reuni meus pensamentos antes de perguntar qualquer coisa.

—Não, Capitão. Eu só estava me perguntando se você não faria a gentileza de me responder algumas perguntas, só isso.

Ele se sentou novamente na cadeira, indicando para que eu fizesse o mesmo.

—Pode perguntar o que quiser, alteza.

Eu juro que eu me encolhi com o titulo. Eu ainda não havia me acostumado, mesmo depois de tanto tempo.

—é que James me deu o diário de minha mãe, para eu me sentir conectada a ela, conhece-la melhor, e eu realmente sinto que a conheço depois de lê-lo. Mas eu não sinto nenhuma relação com meu pai. Todos falam que somos parecidos, mas para mim é como se ele fosse um completo estranho.

Ele me olhou com algo parecido com compaixão.

—Princesa, se quer saber mais sobre seu pai, James seria a melhor opção. Era ele que ficava ao lado dele o tempo inteiro. — ele me olhou por um segundo. — Mas bem, James provavelmente iria fazer algum comentário irônico sobre isso antes de responder alguma coisa, não é?

Assenti completamente aliviada por não ter que criar uma nova mentira. Eu tinha que agradecer a James por sua má fama mais tarde.

—James não entenderia. —eu disse— Eu queria mesmo saber se meu pai mantinha um diário, ou um caderno de anotações.

Ele franziu a testa por alguns momentos.

—Pensando bem, já vi seu pai com um caderno diversas vezes em seu escritório. Já tentou procurar lá?

Eu dei um suspiro.

—Eu não faço a mínima ideia de onde fica.

Ele sorriu. —É o escritório de Nicholas agora, mas tudo continua lá. — ele olhou em seu relógio e assoviou. — E é lá que eu deveria estar também.

Nós dois saímos de seu escritório juntos.

—O que você devia saber mesmo, Sophia, é que seu pai foi um dos melhores reis, e um dos melhores homens que eu já conheci, e se você for um pouco como ele, Munin está em boas mãos.

E depois disso ele seguiu seu caminho, enquanto eu tentava processar tudo. Então, eu tinha que arrumar um jeito de entrar no escritório de Nicholas sem ninguém saber - principalmente já que eu duvidava muito que o próprio Nicholas me permitiria fuçar em busca de algo que podia incrimina-lo.

E claro, eu também estava tentando não surtar com o fato de que eu não tinha a mínima ideia de com governar um país.

Me sentindo levemente histérica, fui até meu lugar calmante. Eu sei que algumas pessoas diriam que ficar ao lado de um esqueleto gigante é assustador e não calmante, mas bem, ninguém nunca disse que eu sou normal.

O calabouço - ou seria masmorra? Qual é mesmo a diferença? - continuava sendo apavorante ara qualquer pessoa, mas para mim, era reconfortante. A janela gigantesca que dava direto para o precipício estava fazendo o vento chicotear meus cabelos para trás. Descalcei meus tênis e senti a pulsação que o chão enviava através de meu corpo.

Meu dragão continuava o mesmo, os buracos de seus olhos me olhavam desafiadoramente.

Coloquei minhas mãos em seu crânio. A aura dele me tocou, e não o contrario como havia acontecido com a águia. A dele estava exigindo que eu fizesse alguma coisa, que eu a puxasse até mim. Fechei os olhos com força, não parando para pensar em nenhuma consequência. Nossa vontade era uma só. Eu tinha que trazê-lo de volta, parecia que ele falava. Eu precisava dele

Puxei a aura dele até mim, sentindo-a me preencher. E depois a empurrei com toda a força para ele.

Assim que abri os olhos, vi que estava sentada no chão, me sentindo prestes a desmaiar. Eu estava tremendo.

E o meu dragão não era mais apenas uma caveira. Ele estava coberto por uma fina camada de escamas, me lembrando uma cobre albina. Cobri minha boca com minha mão. Ele agora tinha olhos. Olhos verdes - do exato tom esmeralda que o meu. Ele parecia me encarar.

—Tereza, o que diabos você fez agora? — James me olhou de uma maneira estranha.

Afastei a mão dele de perto de mim e tentei levantar sozinha, o que não deu muito certo já que ele teve que me puxar.

—Construi a muralha da China. — eu resmunguei. — O que você acha que eu fiz?

—Sophia, o que você fez foi estúpido. Olha como isso te deixou! Parece que você está com uma doença terminal.

Coloquei a mão no meu cabelo

—Por favor me diz que meu cabelo não caiu. Eu demorei anos pra deixar ele desse tamanho.

James quase sorriu. Quase. Então ele se lembrou que estava bravo comigo e tudo o mais e fechou a cara.

O mundo parou de ficar tremulo e James franziu o cenho.

—Como...?Você melhorou de uma hora para a outra! —ele segurou meu rosto entra suas mãos, me encarando. Sacudiu a cabeça e olhou para o dragão. — Ele é lindo.

Eu passei a mão pelas escamas. Elas eram macias.

—Ele disse obrigado. — eu ri.

Eu estava puxando a energia do chão para mim, percebi. Era por isso que de repente eu parecia melhor. Eu estava fazendo isso inconscientemente. O que me apavorou.

—Vamos, você tem que se arrumar para encontrar Nicholas.

E foi assim que ele praticamente me arrastou até meu quarto, onde uma Lizbete aguardava com o arsenal de beleza.

—Vai ser formal? Achei que fosse ser apenas Nicholas e eu. — eu perguntei a James enquanto ele esperava pacientemente Lizbete aplicar minha maquiagem.

— E era, mas agora Nicholas convocou todos do conselho, e os guardiões-chefes.

Franzi o cenho, fazendo Lizbete me olhar feio. Era coincidência demais tudo isso ter sido mudado depois que eu encontrei com Robert. Será que ele fofocou sobre minhas perguntas para Nicholas?

Assim que Lizbete me fez entrar em um vestido de cetim verde, percebi que eu estava apenas sendo paranoica. Nicholas provavelmente apenas havia feito planos de ir entediar outra pessoa no dia que a reunião normalmente seria e a mudou para hoje.

James me acompanhou até a outra ala do castelo, para a sala de reuniões formais. Assim que chegamos a frente das grandiosas portas duplas - feita de madeira maciça com uma chapa de ferro que desceria por ela em caso de emergências . Ele pegou minha mão e a apertou por um breve momento.

Todos os membros do conselho estavam lá. Geralmente um ou outro faltava, mas aparentemente, hoje não.

—Ah, Princesa, que bom que chegou. Vamos começar a reunião. Sente-se em seu ligar, por favor.

Eu fui até onde meu lugar era, ao lado de Klaus diretamente de frente para Nicholas na mesa redonda. James se sentou ao lado de Robert.

—Bom, o motivo que nos traz aqui é urgente, então não perderei tempo com formalidades. Na noite passada, nosso vilarejo mais afastado, a vila de São Martin, foi atacado pelos Giovanni. — fechei os olhos quando ele começou a passar as fotos do ataque. — Isso, como todos sabem, só pode significar uma coisa. Estamos em guerra.

Eu me senti zonza novamente. Eu sei que devia ter prestado atenção nos planos que eles estavam fazendo já que afinal, eu era tecnicamente a cabeça do conselho, mas tudo que eu podia em lembrar era do sonho.

“Uma vila por vez, vou destruir seu país, até chegar a você e fazer você aceitar. É sua escolha”

Eu devo ter entrado em estado de choque, ou algo assim, já que eu só sai do meu transe quando todos estavam saindo da sala. Assim que fiz menção de me erguer, Nicholas me parou com uma mão em meu ombro.

—Fique, Sophia. Tenho mais um assunto a discutir com você.

Assim que todos terminaram de sair da sala- até James- Nicholas me olhou gravemente.

—Isso te ,lembra alguma coisa?— ele me deu uma foto, um cadáver desfigurado num canto e na parede escrito em sangue: “Decida-se, Sophia, decida-se.”

—O lider dos Giovannis decidiu que me quer do lado deles e decidiu invadir meu sono para me fazer a proposta. Eu recusei e agora eles estão atacando,

Ele passou a mão pelo cabelo grisalho.

—Isso de certa forma é sua culpa— ele me olhou friamente. — Devia ter contado a alguém no segundo que acordou. Teríamos nos preparado. O fato Sophia, é que não temos condições de ter uma guerra. Os números deles só crescem enquanto os nossos caem. Nosso exercito não será suficiente. Era seu único dever nos alertar sobre o ataque, e você não o fez.

Eu engoli o choro. Eu sabia que ele estava certo.

—O que eu posso fazer para ajudar? - eu sussurrei, minhas unhas se cravando na carne do meu braço.

—O único modo de termos um exército capaz de ganhar essa guerra é se nos aliarmos a Andolovina. Você se casará com Caspian, anunciaremos o noivado no dia do baile. E você fará um discurso para a televisão de emergência de Munin anunciando a guerra e pedindo para seu povo se alistar. E você os fará se alistar, entendeu?

Eu assenti, trincando a mandíbula. Eu não iria chorar na frente dele.

–Ainda haverá um baile mesmo com a guerra?

—É claro que sim, o povo precisa se distrair. — ele me olhou profundamente, Seu olhar me congelou no lugar. —Saiba que eu estou muito decepcionado com você. O país está decepcionado com você. Pode sair.

Eu praticamente fugi de lá. Assim que botei os pés para fora da porta, eu me pus a chorar. Segui o caminho menos frequentado até meu quarto. Quando finalmente cheguei a minha porta, Caspian estava me esperando. Ele não disse nada, apenas me abraçou.

Eu nunca precisei de mais nada tanto quanto daquele abraço.



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