História The Ascent. - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Bruxas, Fadas, Guardioes, Lobisomens, Princesa, Principe, Vampiros
Exibições 5
Palavras 2.852
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fantasia, Magia, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Sobrenatural, Terror e Horror
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 15 - Capítulo 14


—Levante os braços, por favor, Princesa.

Eu obedeci. Assim como havia obedecido Nicholas. Assim como eu estava obedecendo a todos. Era o que mais estava me deixando deprimida, essa sensação de impotência. Nicholas estava agindo como um tirano mais do que nunca, dando ordens a todos e me ignorando toda vez que eu tentava dar uma opinião. E eu aceitava o jeito que ele me tratava, já que afinal, eu não saberia o que fazer se o poder de decisão estivesse em minhas mãos. Eu encarei o envelope que um mensageiro havia me entregado. Linne estava no quarto comigo, enquanto minhas medidas eram tiradas para o baile. Haviam se passado uma semana desde que eu havia feito o discurso, e mais um ataque aconteceu. Nosso exercito estava crescendo cada vez mais. Nicholas tinha razão quanto ao povo me ouvir. Mas eu sabia que precisávamos de mais. O baile seria em dois dias, e eu sabia que com o exercito de Andolovina teríamos alguma chance.

James mal falou comigo a semana inteira. Eu não conseguia saber se ele estava bravo comigo ou apenas ocupado com a guerra.

A televisão estava ligada no canal secreto dos vampiros (mais uma coisa que eu não sabia como funcionava), onde eles estavam reprisando meu discurso. O vestido perola rendado junto com o cabelo ondulado, estilos anos 60, me dava o ar de donzela, exatamente o que eles queriam. Eu pedia ao meu povo lutarem por seu país, por mim, por todos os reis que vieram antes. Todos aqueles anos fazendo teatro na escola me serviram de alguma coisa afinal de contas.

—Você acha que eu devo usar o cabelo para cima ou para baixo? - Linne me perguntou. Ela também estava sendo medida para seu vestido.

Eu sorri para minha amiga. Ela era provavelmente a única coisa que me fazia não sair correndo para as colinas.

—Devia usa-lo em um coque solto. Todos sabem como você é a única pessoa que consegue fazer até isso parecer clássico.

Depois que fomos medidas, nos deixaram sozinhas. Linne passou o braço ao redor dos meus ombros.

—Se anime Soph. Caspian não é tão mal assim. Eu sei que vocês dois se dão muito bem. James entende que você está apenas cumprindo seu dever.

Eu não respondi, apenas me enfiei em um casaco e a abracei. Eu precisava de um tempo sozinha para pensar. Linne entendeu isso e me entregou meu celular, claramente me informando que iria me ligar para se certificar que eu não havia sumido do mapa.

Enfiei minhas botas e sai. Era primavera, mas o vento continuava gelado aqui. Eu não segui um caminho certo, não prestei a mínima atenção onde estava indo. Eu estava proibida de sair do castelo, então fui até o limite dele, sentando na arvore ao lado do rio, perto do ponto onde ele se transformava em uma cachoeira caindo pelo penhasco.

Eu estava sentada na mesma posição por um longo tempo quando senti o cheiro de cigarro de cravos. Os pelos do meu braço se arrepiaram quando o mínimo toque da aura de Caspian me alcançou.

—Ai está você. Vai parar de se esconder de mim agora?

Olhei para cima, até encontrar os olhos violáceos me encarando. Ele não parecia muito melhor que eu, o que me fez me sentir instantaneamente culpada. Eu não era a única que estava lutando com minha mente.

—Não estava me escondendo de você. Estava me escondendo do resto do mundo, mas não de você.

Ele pisou em seu cigarro antes de se sentar ao meu lado. Seu cheiro me atingiu, de certa forma me fazendo sentir um pouco melhor. Seu casaco preto havia sido trocado por um sweater de tom terroso. Sua bota deu um chutinho na minha.

—Pronta? — ele perguntou suavemente. Eu assenti com a cabeça.

—Não temos muita escolha, não é? E você pode ter razão, com o tempo vamos nos amar. Não é assim nos livros?

Ele riu, o que transformou seu rosto todo. Ele era lindo, lindo de um jeito que não me era estranho. As linhas de seu rosto me lembravam alguém, alguém que eu não conseguia identificar ao certo.

Quando a rajada de vento nos atingiu, eu tremi. Estava ficando tarde, e a noite cada vez mais fria.

—Acho melhor você voltar para o castelo. Não queremos que você esteja resfriada quando eu estiver ajoelhado, não é mesmo?

Eu dei o que devia ser o maior suspiro da Terra. —Não quero voltar pra lá.

—Sei exatamente do que precisa. Está com seu celular?— ele me estendeu a mão, claramente exigindo meu telefone. Eu o entreguei a ele pela simples curiosidade de ver o que ele faria.

Ele pareceu procurar algo, e logo depois de sorrir, colocou o aparelho em seu ouvido.

—Pra quem você tá ligando?—eu me levantei, e tentei escutar alguma coisa quando atenderam.

—Carolinne? Sophia precisa sair do castelo, e eu conheço o melhor lugar em Bucareste, perfeito para distrai-la, o que acha? — ele me deu um sorriso triunfante — Perfeito, me encontrem nos portões em uma hora. Como assim é impossível se arrumar nesse tempo? Bem, certo, me ligue quando estiverem prontas então.

Ele fechou o celular, me entregando ele ainda com o sorriso em seu rosto. Ele não me disse nada enquanto me acompanhava até a entrada do castelo. Depois com mais um daqueles sorrisos misteriosos, me deu um até logo e saiu assobiando pretensiosamente.

Subi o mais rápido que eu pude até meu quarto, onde uma Carolinne estava me esperando. Na minha cama, vários vestidos estavam jogados. —O que você pensa que vai fazer com toda essa parafernália?

Ela me deu aquele sorriso diabólico tão responsável por nos meter em problemas.

—Sophie, querida, nós vamos sair. Tirar sua mente desse lugar. Fazem séculos desde que você realmente aproveitou uma boa noite dançando.

Ele me enfiou no banheiro, claramente me mandando tomar banho. Eu a obedeci, já que ela tinha seu olhar de plano maligno. Enquanto eu me despia e prendia meu cabelo para não molha-lo, decidi que eu ia sair sim. Faziam mesmo séculos desde que eu saia, e eu merecia me distrair com todos os horríveis acontecimentos que foram jogados na minha porta. Eu iria sair, e eu iria me divertir.

Assim que eu sai do banheiro, fui até uma Carolinne sorridente, que estava terminando sua maquiagem. Ela já havia colocado um vestido maravlhoso, degradê do branco ao cinza com pequenos cristais refletindo a luz. Seu batom rosa e delineado a deixavam com uma aparência quase santa, coisa que todos sabíamos que ela não era. Eu sorri de volta.

—Qual vai ser o meu de hoje?

Ela me enfiou no vestido mais apertado que eu já havia usado, e com o decote mais provocativo, Ele era inteiro preto, parando no exato lugar onde minha bunda acabava. As alças finas destacavam mais ainda o decote escandaloso. Eu estava claramente vestida para matar.

Meu cabelo foi posto em um coque solto, com alguns cachos caindo, pelas habilidosas mãos de Linne. Minha maquiagem me fazia parecer realmente uma Femme Fatale.

Eu estava me sentindo bem de um maneira que eu nunca havia me sentido antes.

—Querida, não vai ter uma alma lá que não desejaria ser você. —ela disse quando ficamos lado a lado na frente do espelho.

Eu estava realmente deslumbrante. Sempre achei que Linne fosse a mais bonita, mas hoje, eu era quem chamava mais atenção. O preto em minha pele branca destacava minhas curvas, a maquiagem deixava meu rosto anguloso e misterioso. Eu sorri para ela, e meu telefone tocou.

—Pronta? — Ela me perguntou quando terminou de falar com quem eu deduzi ser Caspian.— eu chamei Klaus, espero que não seja problema.

—Claro que não vai ser, Klaus é o mais próximo que eu tenho de um amigo por aqui. As coisas entre vocês irão esquentar hoje. Essa é a minha previsão.

Ela gargalhou, e passou o braço pelos meus ombros. Saímos silenciosamente no corredor, já que se James me visse saindo assim, teria um treco. Pegamos o caminho secreto, o usado pelos funcionários, que levava até os portões. Assim que chegamos lá, Carolinne e eu procuramos pelos garotos. Klaus apareceu primeiro, me deu uma olhada.

—Você esteve se escondendo esse tempo todo por trás dos vestidos de boneca, não é mesmo, Soph? — Então ele e Linne começaram a tagarelar sobre algo. Mas eu não prestei atenção. Eu estava bufando no momento em que caspian decidiu aparecer, com um carro preto que parecia ser muito, muito caro.

Ele saiu pela porta do motorista, abrindo a traseira para Linne e Klaus. Depois que os dois entraram, ele me deu um olhada. Ele parecia surpreso. Mas não disse nada.

Assim que me sentei no banco ao seu lado, ele foi andando com o carro lentamente até os portões. Todas nossas janelas estavam fechadas, então ninguém me barrou, já que eu tecnicamente não deveria deixar o castelo. Eles estavam mais preocupados com quem entrava.

Caspian acelerou assim que atingimos a estrada. Acelerou mesmo.

—Você está excepcionalmente deslumbrante essa noite, Sophie. — ele me disse, me dando uma rápida olhada e logo voltando seus olhos para a estrada. Carolinne estava ocupada flertando, então não fez questão de apontar que ela que me transformou, como costumava fazer.

Eu sorri, sentindo minhas bochechas corarem.

—Você não está nada mal, Caspian.

O que era absoluta verdade. Ela estava digno de uma capa de revista, com calças pretas, e uma camisa preta. Muito europeu, para falar a verdade.

Eu observe a paisagem pelo trajeto até Bucareste. A viagem foi mais curta do que eu imaginei. Assim que chegamos lá, Caspian se pôs ao meu lado de uma maneira protetora. Eu estava recebendo muitos olhares. Não fomos para a fila, como as outras pessoas. Caspian nos guiou diretamente até a entrada, dizendo apenas seu nome para a passagem ser liberada.

—O dono desse lugar é um de nós. Esse provavelmente é o lugar mais seguro para você na cidade.

Eu mal prestei atenção ao que ele estava falando. Meu corpo absorvia rapidamente as batidas da musica que estava tocando, e eu puxei Carolinne até a pista, enquanto ela estava no meio da frase em que ordenava os garotos a nos buscarem bebidas.

Nossos corpos faziam movimentos reversos na pista. Eu não dançava com Linne desde antes do acidente. Era libertador saber que eu podia agora. Saber que eu podia me sentir bem, que estava tudo bem na medida do possível, ao menos pelo momento. Senti uma mão tocando meu ombro, espalhando seu calor por ela. Mudei meu foco para Caspian, e aceitei a bebida que ele me oferecia. Era doce, exatamente do jeito que eu gostava.

—Dance comigo!— eu gritei em seu ouvido, tentando ser escutada sobre a música.

Sua mão tomou minha cintura, seus quadris seguindo meus movimentos, nossos copos erguidos em nossas mãos para não se derramarem. Eu bebi todo o meu, me sentindo bem. Caspian sorriu para mim, provavelmente sentindo com o seu poder que eu estava feliz.

A batida simples a que estávamos dançando mudou para uma de minha musicas favoritas com Linne, o que a forçou a me puxar para si. Era uma musica que sempre nos levava ao delírio, que sempre dançávamos do mesmo jeito sensual, que sempre fazia todos os olhos virarem em nossa direção. Caspian me observou enquanto eu desci até o chão com as costas grudadas na de Linne. Eu fechei os olhos, sentindo a musica entrar em mim.

Quando os abri novamente, Não havia ninguém perto de mim. Linne estava dançando com Klaus em um canto, coisa que eu definitivamente não queria interromper. Eu estava me sentindo um pouco alta, pela atmosfera e pela bebida que eu havia tomado. Procurei Caspian, mas mesmo com meus saltos haviam varias cabeças tampando minha visão.Tentei ficar nas pontas dos pés, e foi então que uma mão circulou minha cintura, me estabilizando no lugar.

—Calma ai, Sophie. Esses saltos não foram feitos para isso. — sua voz aveludada disse em meu ouvido, me lançando diversos arrepios.

—Cas!— eu gritei, sorrindo.Depois avistei uma bebida em sua mão. — Isso é para mim?

—Bem, era. Agora não tenho certeza se você aguenta.

Seu aperto não afrouxou de minha cintura quando eu virei a bebida. De fato, se intensificou. Eu não liguei. Coloquei o copo na bandeja de um garçom que passava por perto, e joguei uma mão para trás, tocando levemente o pescoço de Caspian. Meu corpo se movia, e consequentemente o dele atrás de mim. Essa musica era mais lenta, mais... sensual. Tirei os grampos que prendiam meu cabelo, os deixando cair pesadamente sobre meu ombro. Caspian olhou enquanto eu fazia isso.

Minha cabeça estava cinco quilos mais leves, e a encostei em seu ombro. Isso me permitia ver seu rosto, que estava completamente focado em mim. Eu sorri. Ele sorriu de volta, e me girou até estar virada de frente para ele. Suas mãos tomaram minha cintura, intensificando nosso ritimo. Eu sentia algumas cabeças se virando na nossa direção, mas não consegui tirar meu olhar dos olhos violáceos de Caspian. Ele estava completamente focado em mim. Meus olhos se fecharam. Suas mãos pressionaram mais minha cintura, meu quadril.

Quando abri novamente os olhos, o rosto de Caspian estava a centímetros do meu.

—Se você me pedir para te beijar, eu beijo.— A voz dele novamente me enviou arrepios.

E talvez eu estivesse bêbada com a festa, com a dança ou com a bebida. Mas eu queria. E eu sabia que eu iria provavelmente me arrepender mais tarde, mas eu não ligava. Eu havia decidido viver o momento no caminho para cá. Não iria ficar me lamuriando pelas coisas que eu fiz ou que deveria ter feito. Então, com os olhos ainda trancados no dele, eu disse:

—Me beije, Cas.

E ele me beijou.

E eu o beijei de volta. Forte. O beijei até ficar completamente sem fôlego, zonza, e ter que parar para recuperar minha respiração.

—O que estamos fazendo? — eu murmurei, meio que sorrindo.

Ele retirou uma mecha de cabelo do meu rosto.

—Minha querida Sophie, estamos vivendo. E você está voltando a ser você mesma.

Eu sorri amplamente agora. Linne estava enfiada na boca de Klaus. Ela também estava vivendo. Caspian me olhava sorrindo. Eu me estiquei para beija-lo mais, agarrando seu pescoço, colando nossas testas.

—Me faz um favor? — ele assentiu.— Nunca me deixa esquecer que eu sou apenas Sophia, certo? A garota que gosta de dançar, e ler, e de viver. Não deixe que o conselho tire essas coisas de mim.

Ele se inclinou, e com a boca raspando em minha orelha, sussurrou.— Eu prometo que não deixarei isso acontecer.

Então seus lábios encontraram os meus novamente, e não lembro quantas vezes nos beijamos em meio da nossa dança.

...

Estava amanhecendo quando voltamos ao castelo. Eu estava uma bagunça, mas uma bagunça feliz. Os guardas murmuraram alguma coisa pelos rádios que usavam, me fazendo franzir o cenho. Caspian largou o carro na escadaria e me ajudou a subir, sua mão em minha cintura, me dando apoio já que meus pés estavam mais doloridos do que nunca. Seu casaco estava sobre meus ombros, meus saltos em minhas mãos. Ele me acompanhou até o meu quarto, me puxando para si em frente a minha porta.

—Espero que tenha se divertido. — ele murmurou, antes de me beijar com força, me prensando contra a parede.

Nos separamos quando passos ecoaram no corredor. Eu o empurrei para longe de mim, sorrindo como uma colegial.

—É melhor você ir, antes que alguém nos veja.

Ele sorriu, ainda me prensando contra a parede. —Bem, amanhã estaremos noivos. É natural que eu te dê um beijo de boa noite.

Meu sorriso quase se desmanchou. O baile. Já era manhã, o que fazia o baile ser no dia seguinte. Um pouco da leveza que eu estava sentindo se esvaneceu.

—Ah. — murmurei, fechando os olhos. — Havia me esquecido desse detalhe.

Aqueles olhos violáceos me encararam com uma profundidade que me pareceu estranha depois de toda a leveza da noite. Era como se Caspian estivesse me estudando profundamente.

—Não precisa fazer isso.

Eu meio que bufei.

– Suponho que eu possa deixar todos morrerem, ou me entregar para os Giovanni. Se bem que as vezrs eu acho que issi seria a melhor escolha. Deus sabe que Munin se livraria de uma pessima governante.

Caspian tirou uma mecha de cabelo grudada em meu rosto. – Sophie minha querida, para alguém tão inteligente voce você fala coisas muito estupidas. – passos ecoaram novamente no corredor. Ele me du um leve beijo. – Até amanhã.

Então eu o observei caminhar despreocupadamente pelo corredor,as mãos em seus bolsos. Sacudi mubha cabeça ao entrar em meu quarto, logo me livrando do meu vestido. Agarrei meu celular na cama. A tela piscava com o alerta de mensagem. James.

"Me encontre quando acordar. E tome uma aspirina para a sua ressaca, ja estou começando a sentila pelo laço. Tenho que conversar sobre uma coisa importante com você."

Sem xingamentos. Sem ameaças. Era tão descaracteristico de James que meu peito se apertou. Me forcei a dormir e sonhar com um mundo onde eu não tinha que fazer decisões difíceis.



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