História The Ascent. - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Bruxas, Fadas, Guardioes, Lobisomens, Princesa, Principe, Vampiros
Exibições 7
Palavras 2.481
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fantasia, Magia, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Sobrenatural, Terror e Horror
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Capítulo 3


Logo que cheguei em casa - morrendo de frio, já que fui uma  tapada e não levei uma blusa - fui até a cozinha, morrendo de fome.  Sentei na frente da porta do armário e comecei a encher minha boca de bolachas, já que eu não sei nem ferver água, e então ouvi passos.

-AHA! Eu sabia que eu tinha ouvido um barulho. - Sra. Krauss disse para o seu filho, Jordan- que é, eu devo acrescentar aqui, uma coisa morena, alta e forte. Eu já disse que tenho fraco por altos, certo? - e ele me deu um sorrisão.

-Droga, eu fui pega novamente, - murmurei com a boca cheia de biscoitos. Qual é, eu não ia parar de comer só porque um gato tava aqui. Ainda prefiro comida ao invés de homens. Apontei com um dedo acusatório para Jordan. - nem pense em querer comer as de floresta negra. E, alias você não devia estar lá em... Qual que é o nome mesmo?  Inferno?

-Nossa, nem um "Jordan, é tão bom te ver"?- ele rolou os olhos, que eram quase pretos.

 Levantei-me, limpei minha boca, joguei minhas mãos para cima e dei um grito super feminino.

-Jordan, meu deus, é tão bom te ver! - sorri falsamente para ele. Da ultima vez que nos vimos ele estava com a cabeça enfiada no peito de uma menina. No meu quarto. Preciso dizer que isso rendeu um belo olho roxo nele?

 Eu ainda não o perdoei. Sou rancorosa, fazer o que.

Eu tinha uma queda por ele, mas ele nunca nem olhava para mim direito. Até meu peito crescer.

Ele fez uma careta para mim, mas eu o ignorei. Fui direto para a mãe dele, que nos olhava sorrindo. Acho que no fundo da alma dela ela tem esperanças de que um dia vamos nos casar e dar lindos netinhos de olhos verdes para ela. Como se eu suportasse ficar perto dele por mais de três minutos. Eu já tentei, mas a imagem dele com a cabeça no peito daquela menina sempre fica voltando a minha mente, me fazendo querer sair correndo.

-Melanie, o mande parar de sorrir pra mim desse jeito, ou eu vou socar ele. - ele rolou os olhos novamente e me abraçou.

-Temos um trato, lembra? - sussurrou no meu ouvido, me causando um arrepio involuntário. Dei um empurrão em seu peito, o fazendo cambalear para trás.

-Crianças, não briguem. Jordan, não provoque Soph.  Sophia seja educada. - Melanie, Sra. Krauss, era a melhor amiga de minha tia, o que me fez me perguntar se ela sabe o que eu sou.

Ela tinha olhos claros, azuis, e cabelos escuros- essa era a única semelhança com o capeta que ela teimava em dizer que era seu filho. Em minha opinião, ele é o filho de todos os príncipes do inferno, mas é difícil colocar isso na cabeça dela.

-Eu sempre sou. - resmunguei a seguindo até a sala, onde ela havia acendido a lareira. - Afinal, o que ele está fazendo aqui?

Eles se olharam, então ela disse rapidamente: - Oras, ele veio me visitar! - ela riu desconfortável - A questão aqui, mocinha, é onde você estava até agora. Fiquei morta de preocupação.

Droga, eu não sabia como responder. Sem falar que meu radar de papo furado apitou quando eles se olharam antes de ela responder. E meu radar nunca falhou antes, diferentemente do meu suprimento de mentiras sobre meu paradeiro.

-Eu estava caminhando. - Foi a melhor coisa que surgiu em minha mente. Tenho certeza de que ela piraria se soubesse que eu estava na casa de um cara mais velho a essa hora da noite.

Ela semicerrou seus olhos para mim, e eu pude prever um sermão vindo. Levantei rapidamente, e fingi ouvir meu celular tocar em meu quarto. Subi as escadas correndo, e assim que cheguei ao meu quarto, me escorei na porta, dando um suspiro de alívio. Melanie é famosa por seus discursos enormes.

Ainda encostada na porta, olhei meu quarto. As paredes eram verdes escuras, com várias coisas coladas nelas: imagens, fotos minhas e da Linne, lembretes, e folhas. No teto, estrelas que brilhavam no escuro pendiam dele desde a época em que eu era criança e implorei por elas. Minha cama - eternamente desarrumada- brilhava levemente com as luzinhas de natal que eu havia enrolado na cabeceira e na estante de livros que ficava ao pé da cama.

Atravessei meu quarto até chegar ao meu banheiro, tropeçando em vários ursinhos de pelúcia. O banheiro também estava uma bagunça, rolei meus olhos para mim mesma. Tudo sobre mim é uma bagunça, porque o banheiro seria diferente? Liguei o chuveiro, e o deixei no ponto mais quente, para aquecer o banheiro. Eu estava congelando, percebi. Retirei minha roupa e me encarei no espelho de corpo inteiro na porta. Havia vários lugares onde cicatrizes eram visíveis, passei minha mão por uma que era bem feia, na curva do meu quadril. Fechei os olhos com força. Meu corpo estava inteiro marcado por essas coisas desprezíveis. Cada cicatriz uma lembrança, uma dor. Isso não faz seu corpo ficar feio, disse a mim mesma, você continua bela.

Entrei no banho e fiquei sentada no chão, sentindo a água fervente bater em minha pele.  Lavei meu cabelo - que estava precisando de um bom corte, ele estava quase passando da minha cintura. Quando ele ficava molhado, sua cor mudava para vermelho sangue.

Forcei-me a sair do conforto do banheiro, vestida e cheirosa, pronta para-

Paralisei, eu não estava sozinha no quarto.

PORQUE ELE SEMPRE TEM QUE FAZER ISSO?

-Sai agora. - eu disse, minha voz cheia de raiva. Eu odiava ser surpreendida, e odiava ainda mais que me vissem apenas de pijama. Tinha bebês pingüins no meu pijama, pelo amor de Deus!

-Você mentiu. -a voz dele era firme, seu olhar duro. Irritei-me ainda mais, da Melanie eu entendia levar sermão, mas dele? Ele era a pessoa mais irresponsável que eu conhecia.

- Assim como vocês. Sei muito bem que não está aqui pelo simples prazer da companhia da sua mãe, afinal de contas, no seu campus você tem companhia muito mais... Interessantes. - Eu ia dizer comestíveis, mas mesmo não dizendo essa palavra, tenho certeza de que ele entendeu.

Fechei a porta do banheiro atrás de mim e peguei meu roupão que estava jogado no chão, me cobrindo com ele. Sentei-me na cama, o mais longe que ela permitia dele. Cruzei meus braços, e ele se virou para me encarar.

-Bem, eu acho a sua companhia muito interessante também. E eu vim para ver você, seu aniversario é daqui a duas semanas, afinal.

O encarei. Duas semanas? Se ele era daqui a duas semanas...

Senti-me ofegante, pânico crescendo dentro de mim.

Esse era meu prazo, duas semanas. Então eu seria como James, mas não sem antes passar por, de acordo com ele, uma dor terrível, que podia ou não me matar.

Fechei meus olhos com força, tentando fazer minha respiração desacelerar. Senti duas mãos em meu rosto, ouvi meu nome.

-Soph, - Jordan disse, sua voz demonstrava preocupação. - Soph, você está bem? Droga, você esta tendo outro ataque de pânico não é?

Abri meus olhos, e acenei levemente com a cabeça. Na época do acidente eu costumava ter vários ataques de pânico. Eu havia tido vários perto dele, quando ele me dava carona para a casa de Linne.

Ele se moveu até ficar sentado atrás de mim, comigo entre suas pernas. Normalmente eu gritaria com ele por isso, mas agora não estava conseguindo nem respirar, muito menos chamá-lo de tarado. Ele encostou minhas costas em seu peito, e segurou minha mão.

-Vamos lá, - a voz dele era calma, suave. Me acalmei um pouco. - Siga a minha respiração.

Eu tentei, mas toda a vez que eu conseguia respirar direito, eu me lembrava de James, do acidente, do sangue.

Duas semanas.

-Droga Sophia, você nem está tentando! - senti lagrimas escorrendo pelo meu rosto quando meu pulmão começou a arder, implorando por oxigênio.

Agora foi a vez dele de manter a calma. Eu o ouvi chamar pela sua mãe, então eu apaguei.


 

              Quando eu acordei novamente, eu estava num ambiente completamente branco.

Hospital.

Suspirei, envergonhada. Não acredito que eu pirei tanto ao ponto de ser trazida para este lugar.

-Sabe, se você queria que eu fizesse respiração boca a boca em você, era só pedir.

Virei minha cabeça até achar Jordan sentado no sofá do meu quarto. Havia olheiras debaixo de seus olhos. Ele ficou acordado aqui até eu despertar? Mas por quê?  Odiávamos-nos, vivíamos brigando.

-Vou lembrar-me disso da próxima vez em que meu pulmão estiver exigindo oxigênio. - minha voz estava rouca, minha cabeça latejava.

-Qual foi o motivo do seu ataque? - abri minha boca para responder “sua cara me fez querer morrer”, mas ele levantou uma mão, me parando. - A verdade.

Fingi estar enroscada nos fios que ligavam meu corpo a alguns aparelhos, apenas para ganhar tempo.

-Eu... - comecei, mas logo parei. Eu não devia nenhuma explicação para ele, já que eu tinha certeza de que o fato de ele estar na cidade tinha a ver comigo, e não com o meu aniversario. Ou com o que iria acontecer no meu aniversario. Cruzei meus braços, irritada. - Eu não sei.

Ele passou as mãos pelo seu rosto, o que o fez parecer mais velho do que ele realmente era.

- Ótimo, então me responda: quem é James? - senti minha boca abrir, como diabos ele sabia sobre James?- Você ficou murmurando “James” quando estava dormindo, e eu achei um bilhete assinado por um tal de James no seu quarto. Então desembucha. Sei que se encontrou com ele ontem.

-Ele é um amigo. Eu não posso ter amigos agora?

Quando ele ia me responder, uma enfermeira entrou, e me fez varias perguntas, e disse que eu podia ir para casa.

Me troquei, e ele me levou para casa. O silêncio reinava no carro, até que ele finalmente o quebrou.

-Você sabe que eu me preocupo com você Soph. Eu achei que você fosse morrer. O que você pensou que é tão terrível a ponto de te causar um ataque?

Ignorando todo o tom de dor de sua voz, eu disse: - Eu lembrei que minha cama presenciou a tragédia de ter você engolindo os peitos de uma garota em cima dela. Eu imaginei o pavor que ela deve ter sentido, então eu pirei.

Ele parou o carro na frente do casarão. Arvores cercavam toda a propriedade, fazendo apenas a varanda ser visível.

-Eu estava bêbado. - ele disse, sua voz brava. Ótimo, eu prefiro ele bravo do que preocupado comigo. - E eu fiz aquilo pelo nosso bem! Porque você nunca pode entender nada?

Olhei para ele. Pelo nosso bem? NOSSO? Que eu saiba era pelo bem dele não pelo meu. Aquilo apenas me fez ficar com o coração partido, já que eu gostava dele na época.

Quando eu abri minha boca para perguntar sobre o que ele estava falando, alguém bateu na porta do carro. Era Melanie, sorridente. Ela disse que estava preocupada, e todo aquele blah blah blah.

Subi para meu quarto, ainda pensando no que Jordan havia dito.

Será que ele achou que eu gostava de pornografia e ia ficar pra assistir? Bufei e coloquei um pijama novo. Eu havia ficado um dia e meio no hospital, já que eles me deram um tranquilizante depois que conseguiram estabilizar minha respiração, já que eu havia dado indícios de um novo ataque de pânico.

Eu não me lembrava de nada, mas Melanie disse que Jordan ficou lá o tempo todo.

Deitei na cama, exausta. Procurei meu celular, que estava enfiado na minha calça, que por sua vez estava jogada no chão - como todas as minhas outras roupas. Quando o puxei do bolso, um papel saiu junto. Nele havia apenas um número, mas eu sabia que era dele.

James.

Eu queria conversar com ele. Queria que ele me dissesse que estava tudo bem. Meus dedos coçaram com a vontade de discar aqueles números, mas me contive. A tela do meu celular dizia que eu tinha cinco novas mensagens. Quatro eram de uma Carolinne desesperada, perguntando se eu havia morrido e com que roupa eu queria ser enterrada, e se eu queria rosas ou margaridas para jogarem sobre o meu caixão. Uma era do mesmo numero do papel que eu havia achado. James havia me mandado uma mensagem? Será que ele sabia do meu ataque? Lembrei-me do beijo, da sensação. Então me lembrei de como ele foi um completo imbecil depois.

Abri a mensagem, nela estava escrito -Me ligue assim que acordar.-

Só isso. Como eu disse antes, ele adorava me dar ordens.

Eu liguei no mesmo instante.  Ele atendeu no primeiro toque.

-Oi. - eu disse agora tímida. Era a primeira vez que nos falávamos depois do ocorrido.

-O que aconteceu? Você está bem?

A voz dele estava cheia de preocupação. Lembrei a mim mesma que esse era o trabalho dele, que ele tinha que ficar preocupado comigo.

-Ah, você sabe, um ataque de pânico, só isso. Eles me levaram pro hospital apenas porque eu desmaiei, então acharam que eu tinha morrido, já que eu não respirava. Eu fiquei lá até agora porque eles queriam ter certeza que eu não ia ficar com nenhuma sequela, ou algo assim.

Houve um silencio então. Esperei ele falar, me enfiando debaixo das cobertas. Eu estava com tanto sono.

-Qual foi o motivo?

Pisquei, olhando para o teto que agora brilhava com as estrelas. Quando eu era criança, eu achava que essas estrelas eram de verdade, e que se eu olhasse bem, veria anjos voando entre elas.

-Desculpe? - as estrelas começaram a borrar, então fechei os olhos com força, e quando os abri novamente elas estavam normais.

-O motivo para você surtar. - A voz dele era impaciente, eu quase podia vê-lo andando de um lado para o outro em sua sala bem arrumada.

-Meu aniversario é daqui a duas semanas. - respondi, sem conseguir esconder o medo em minha voz. - James... Eu tenho apenas mais duas semanas. O que vai acontecer então? Vou ter que abandonar tudo? O que vai acontecer quando eu estiver Ascendendo?

Ouvi um som parecido com o bater de uma porta. Mais silencio se seguiu, enquanto eu ouvia alguns sons do outro lado da linha.

-James? - eu disse hesitante.

-Eu quero que você durma um pouco, eu estou indo ai.

Isso me fez ficar um pouco mais acordada. Vindo aqui?

-Mas, James, a Sra. Krauss está aqui, e o filho dela também. O que eu falo para eles quando você chegar? Eles não vão gostar nada disso.

Ele então disse uma série de palavras em outra língua, parecendo ser palavrões.

-Eles não irão saber, não se preocupe. Agora durma, eu já estou indo ai para conversarmos.

 



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