História The Ascent. - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Bruxas, Fadas, Guardioes, Lobisomens, Princesa, Principe, Vampiros
Exibições 5
Palavras 1.848
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fantasia, Magia, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Sobrenatural, Terror e Horror
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Capítulo 5


Acordei nos braços dele. Ele ficou comigo a noite inteira? Senti-me envergonhada. Ontem pareci, mais do que nunca, uma criança.

Ele deve ter me sentido acordar, já que acordou poucos instantes depois.  Olhou-me por um momento, então se levantou da cama. Olhei para minhas mãos, desconfortável.

Ele parou do meu lado, então me puxou até eu ficar em pé. Sorriu, e perguntou se eu queria panquecas.

Acho que ele é bipolar, esperava algum comentário zombador, ou algo mais rude dele. Ele foi amável, me fez panquecas e garantiu que minhas roupas logo estariam chegando.

Eu observei enquanto ele ia se movendo pela cozinha. Tomando coragem finalmente disse: - Obrigada, James.

Ele sacudiu a mão, e respondeu:- São apenas panquecas Tessa.

Rolei meus olhos.

-Por ter ficado ontem à noite comigo, seu palhaço.

Ele parecia desconfortável agora.

-Não foi nada, sério. - ele virou de costas para mim, guardando a panela agora limpa num armário na parede. - eu também tenho pesadelos, e sei que eles são apavorantes. Além do mais, é legal ver você roncar.

-Eu não ronco! - Pelo menos eu achava que não. Se eu roncasse, nunca mais ia conseguir olhar para o rosto dele.

Bufei, ele estava mudando de assunto novamente. Típico dele.

 

Nos próximos dias que seguiram, eu apenas ficava lendo, enquanto ele muitas vezes saia para tratar de assuntos sobre os quais eu não tinha ideia. Às vezes eu o pegava falando no celular, rápido, e baixo. Mesmo não tendo a mínima ideia de que língua ele estava falando, eu sabia que era coisa seria. Eu conseguia saber quando ele estava irritado com algo agora, e quando ele estava assim eu ficava no quarto o dia todo, tentando evitar uma de suas explosões de maldade para cima de mim.

 

Eu sentia falta de casa, sentia falta de Linne. Diabos, eu sentia falta até de Jordan! Sempre que eu pensava nesses dois, lembrava de como eu acreditei que estava louca. Linne não acreditava em mim no começo, mas depois de uma semana naquele hospital psiquiátrico, ela apareceu. Disse que acreditava, disse que acreditava em mim. Ela estava com a expressão muito cansada, e na próxima visita, ela apareceu com várias escoriações pelos braços. Jordan havia dito que James os disse para não me contar nada. Será que essa foi a conseqüência por ela ter me contado? Será que James fez aquilo com ela?

Por algum motivo duvidava que houvesse sido James. Ele tinha seus momentos de fúria, mas duvido que ele fosse capaz de machucar alguém. A imagem dele cortando Charles ao meio veio em minha mente.

-Aquilo foi diferente... Linne não estava tentando me matar, não haveria porque machucá-la apenas por me dizer que eu não estava louca. - murmurei para mim mesma, como se apenas as palavras sendo ditas em voz alta fizessem as dúvidas em minha mente sumirem.

Ouvi passos no corredor e uma porta batendo. Então vozes.

- Eu não ligo, eu vou falar com ela de um jeito ou de outro. Tente me impedir, e eu te faço ficar mudo, seu cão de guarda miserável.

O que diabos Linne estava fazendo aqui?

- Carolinne, ela não quer te ver. Deixe-a em paz, ela tem os motivos dela.

- O motivo de ela não me querer ver é porque você me fez mentir para ela! Não me trate como se eu tivesse feito algo errado, quando a pessoa que mais mente para ela é você!

Fui até a porta hesitantemente. James havia me comprado algumas roupas, então eu me livrei da camiseta dele. Só de moletom, andei nas pontas dos pés até a porta. Não queria que me ouvissem. A discussão deles estava baixa agora, mas ainda ouvia alguns barulhos de raiva característicos de Linne. Abri a porta, decidida a enfrentá-la. Como assim James era o que vinha mentindo para mim? Era ele que me dava todas as respostas! Ele que me acalmava depois dos pesadelos! Ele sempre estava lá, me protegendo.

Eles pararam de discutir, assim que me viram na entrada da sala.

-Como assim, - eu comecei a falar com minha voz sem qualquer sinal de raiva, completamente desprovida de qualquer indício de emoção. - James é o que está mentindo para mim?

Estupefatos, os dois me encararam por um segundo. Olharam-se então, Linne com raiva, ele com uma expressão que eu não pude identificar.

-Sophia, me deixe falar com você. Eu queria te contar tudo desde o começo, mas os Anciões não deixavam. Deixe-me te contar tudo.

Cruzei os braços, incerta se eu queria ouvir ou não. Olhei para James, procurando sua opinião. Quando ele encontrou meu olhar, deu-me apenas um aceno com a cabeça. Vá em frente.

Girei em meus calcanhares. Com uma rápida olhada pelo meu ombro, indiquei que ela deveria me seguir.

Entrei em meu quarto, e ela estava logo atrás de mim. Sentei na cama, com o queixo em meus joelhos. Ela sentou-se com as pernas cruzadas, uma mão apertada na outra. Ficamos assim por alguns segundos, antes que ela começasse a falar.

-Começou pouco antes do acidente. Eu acordei um dia, e simplesmente estava levitando. Gritei por ajuda, e minha mãe me explicou o que estava acontecendo comigo. Disse que nossa família era de uma linhagem antiga, que magia corria em nosso sangue desde os tempos dos deuses do Olimpo. Eu tinha que manter tudo em absoluto segredo, ela disse. Morávamos aqui apenas porque sua tia estava aqui. Eles precisavam de nós, para lançar feitiços na cidade, para detectar todo ser sobrenatural que cruzasse as nossas fronteiras. Eu fiquei estática, queria te contar tudo. Passei todo o tempo até o acidente completamente miserável, achava injusto com você, achava idiotice não te contarem nada. Foi aÍ que conheci James. Ele está aqui desde o ano passado, te vigiando. Explicou-me o perigo que você corria, e a importância de você não saber nada. Explicou-me como eu iria receber treinamento, como o Conselho iria me pagar pelos meus trabalhos, mas eu não queria pagamento nenhum. Queria te contar a verdade. Quando você sofreu o acidente, ajudei a mexer com a sua memória, mesmo que isso me fizesse infeliz. Coisas ruins acontecem quando não se cumpre as ordens do Conselho...

Ela pausou, e eu peguei a mão dela. Eu havia sentido tanto a sua falta. Saber que o preço de me manter a salvo havia custado sua felicidade fez meu peito apertar.

Com um sorriso ela continuou: - Você estava tão frágil. Eu fazia feitiços Soph, toda vez que eu ia te ver no hospital para tentar te tirar daquele estado. Você estava enlouquecendo, e eu não suportava ver aquilo. Então eu te disse que acreditava em você, e você logo melhorou. Eu sabia que havia feito a decisão certa, mas o Conselho não achou. Eles me puniram,  fui mandada para Munin, sofri todo o tipo de coisa. Mas valeu a pena, você estava bem. Jordan notou os machucados quando eu voltei, e me contou o que ele era. Me contou que ele só engoliu os peitos daquela mocréia pois foi ordenado. Ele tinha que te afastar dele, sabia?

 

Bufei, então disse: - Certo, e ele não gostou de ficar com uma loira sentada no colo dele. - ela riu tão alto que me assustou. Estava tão acostumada com o silêncio dessa casa.

-Que bom que eu não vou precisar matá-lo. Isso me poupa um trabalhão. Enfim, como o cão de guarda está te tratando?- um sorriso tão Carolinnesco passou por seus lábios, e eu já sabia que ela ia falar algo sobre ele ser um pedaço de mau caminho.

-Bem, ele é legal.  Só que de vez em quando ele muda de comportamento. Num segundo ele esta todo carinhoso, cantando para me fazer dormir, e no outro ele está fazendo comentários maldosos.

Ela se ajoelhou em cima da cama, sua animação visível.

-Ele canta para você dormir? Sophia! Vocês dois estão...

Sacudi minha cabeça veementemente.

― Não, eu acordo berrando e ele provavelmente só faz isso pra poder ter seu sono de beleza ou algo do gênero. Nunca aconteceu nada entre nós...

Então parei, lembrando do beijo. Senti-me corando, e Carolinne logo me olhou, seus olhos se arregalando milímetro por milímetro a cada segundo.

-Conte. - exigiu. Sorri com a facilidade com que fizemos as pazes, mas isso sempre acontecia desde que tínhamos nove anos.

-Ele... Bem, ele me beijou. Mas não foi nada demais. - menti nessa ultima parte. Para mim tinha sido alguma coisa, não era todo o dia que eu tinha aquela reação. Mas para ele... Isso era uma historia completamente diferente.

Mordi meu lábio enquanto ela me encarava incrédula. Por fim, ela disse: - Não acredito nisso, você está derretendo o coração de iceberg dele!

Bufei. Dificilmente. Logo depois ele havia dito que queria me levar para cama, o que não me parecia muito romântico. Eu disse isso para ela, e logo mudamos de assunto. Depois de algumas horas ela se foi, me fazendo prometer  mandar mensagens de texto para ela todo o dia.

Depois de levá-la até a porta, me deitei no sofá, exausta. James saiu pela porta de seu quarto, e se sentou na poltrona que ficava do lado oposto do sofá. Seu rosto não demonstrava qualquer emoção. Depois de mais alguns minutos de silencio, ele apontou para a porta.

- Suas coisas estão lá fora. Vai querer ajuda? - sua voz era dura, como se ele estivesse com raiva.

    Acenei, então o observei levar todas as caixas que continham meus pertences para o quarto.  Daqui a uma semana ou duas, eu iria ter que abandonar tudo isso também. Esperei ele aparecer na porta do meu quarto, com um olhar questionador em minha direção. Cansada, me arrastei até o quarto.

Silenciosamente, desempacotamos minhas coisas. Ele posicionava os livros na estante, eu, já havendo colocado todas as minhas roupas no armário, estava enfileirando meus ursinhos de pingüins no parapeito da janela. Quando terminei, deslizei até o chão. Coloquei minha cabeça entre os joelhos, subitamente zonza. Respirei profundamente. Meu pulmão queimava, como quando eu tinha um ataque. Senti uma mão em meu ombro. Respirei novamente, sentindo o cheiro do pós barba dele.

Suspirei. Eu estava conseguindo respirar novamente. - O que foi isso?

Ele olhou agitado em volta, pela janela, então para seu relógio.

-Tessa, que dia é hoje? -olhei para ele, sem entender.

- Vinte e sete de novembro.

Encarou-me, me dando aquele olhar que dizia “Qual é, use essa massa que fica guardada dentro do seu crânio”. Vinte e sete?

A realidade caiu sobre mim, escondi meu rosto por trás de minhas mãos. Meu aniversario era daqui a dois dias! Como eu podia ter esquecido? Eu estava tão alheia ao mundo desde que mudei para cá, eu havia me esquecido completamente sobre o que me aguardava no dia 29 de novembro.

-James! - minha voz era fraca.

Ele estava se movendo rapidamente, segurou meu rosto entre as mãos, olhou em meus olhos. Checou meu pulso. Ele deve ter decidido que eu estava bem, pois me largou. -Está começando mais cedo do que devia. Você ira Ascender antes da hora.

 



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