História The Bastard - Capítulo 12


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Categorias Holland Roden, Justin Bieber
Personagens Holland Roden, Justin Bieber
Tags Holland Roden, Justin Bieber
Exibições 67
Palavras 1.341
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - Aceitação



Dois meses depois, fazendo o meu melhor para transformar meu bangalô alugado em casa, eu cheguei a conclusão que perder Justin me fazia sentir como uma morte.


Não bastasse isso, eu praticamente tinha experimentado as cinco fases do luto: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação.


Em Vegas, naquele primeiro momento quando eu percebi que ele tinha me deixado, eu estava definitivamente em negação. Durante o resto da viagem à Califórnia, porém, a raiva assumiu, quando concentrei-me menos na ideia de perdê-lo e muito mais no simples fato de que ele tinha me abandonado.


A fase de negociação me bateu logo após chegar em Temecula, e durou cerca de uma semana. "Se ao menos eu não tivesse me jogado nele." "Gostaria de ter dito o quanto ele significava para mim." Eu me culpei pela sua partida.


A quarta fase não demorou muito para ofuscar todas as outras. Depressão foi, de longe, a mais difícil. Pegou o melhor de mim por pelo menos um mês e meio. Além do trabalho, eu não fiz nada além de voltar para casa e deleitar-me com o fato de que nunca conheceria alguém que me fizesse sentir como Justin tinha feito.


Apesar de como as coisas acabaram, eu realmente senti que ele tinha me arruinado para todos os outros homens. Eu acordava suando no meio da noite, dolorosamente excitada pelos sonhos vívidos e recorrentes de estar sendo duramente fodida por ele enquanto ele me dizia mais e mais como estava arrependido, que me amava, que tinha cometido um erro. Eu chorava, e depois voltava a dormir. Enquanto a depressão nunca ia embora totalmente, com cada dia passado sem qualquer palavra dele eu pude caminhar para a fase final do luto: aceitação.


Tanto quanto demorou, finalmente cheguei a um ponto onde sabia que tinha que aceitar o fato de que ele nunca voltaria para mim. Eu não tinha nenhuma escolha além de seguir em frente com a minha vida. Isso significava considerar voltar ao mundo dos vivos, mesmo que isso quase tenha me matado. Mas uma coisa era certa: não tinha como eu ser capaz de esquecê-lo se continuasse deitando na cama à noite, revivendo mais e mais como parecia tê-lo dentro de mim.


Eu ainda ansiava por ele, porem. Talvez isso realmente nunca fosse mudar.


Se houvesse tal coisa como um sexto estágio, deveria ter sido apropriadamente nomeado de ‘limpe essa merda’. Eu decidi que só entrar no meu carro era muito doloroso. Mais da metade da nossa relação ocorreu dentro da BMW.


Cada vez que olhava para a minha direita, eu ouvia sua risada ou via-o chupando um Pixy stick. Às vezes, eu jurava que ainda podia sentir o cheiro dele. O espírito de Justin sempre estaria bem vivo no carro.


Quando cheguei à concessionária para trocá-lo em uma tarde de sábado ensolarado, eu estava me sentindo muito emocional.


Eu tinha finalmente decidido trocá-lo por um Audi S3. Mas quando eu estava saindo para pegar meu novo carro, a mulher que tinha me ajudado com as negociações me chamou.


"Senhora"!


Virei-me para encontrá-la segurando o boneco de Barack Obama na mão. Meu peito apertou.


"Você esqueceu isso. Acabei de encontrá-lo no seu antigo carro. Há um adesivo pequeno no painel, mas nós vamos removê-lo. Pensei que você poderia querê-lo."


Quase o peguei dela. Quase. Lutei contra as lágrimas que estavam começando a picar meus olhos quando estendi minha mão e disse. "Fique com isso".


***


Nos meses pós Justin, deixar coisas novas entrar na minha vida parecia ser um desafio maior do que jogar as coisas velhas fora.


Jeremy Longthorpe era o CEO de uma empresa de tecnologia, e também um cliente meu... Nós passamos inúmeras horas trabalhando juntos em um pedido de patente para uma de suas invenções recentes.


Mesmo que ele tivesse deixado claro que estava interessado em mim, eu fingi não notar qualquer dica que ele jogou no meu caminho. Ele era realmente doce e bonito o suficiente, de um jeito peculiar e com óculos.


Sair com ele também seria um pequeno conflito de interesses, mesmo a empresa não tendo regras escritas contra sair com clientes.


A verdade era que eu não me sentia pronta. Minha mente ainda estava muito ocupada com as memórias de Justin. Mesmo que eu tivesse me livrado das provas físicas dele, o que restou depois disso não podia ser destruído tão facilmente, não importava o quanto eu tentasse. Embora me machucasse, Justin ainda estava preso dentro da minha cabeça e do meu coração quebrado.


Portanto, gastar tempo extra com Jeremy era, no mínimo, uma distração.


Era suposto nos encontrarmos no escritório numa noite de sexta-feira, para uma sessão de trabalho extra. Ele havia me ligado pouco antes, para avisar que chegaria um pouco tarde, e me perguntou que tipo de comida eu queria que ele trouxesse.


Minha resposta foi, "Algo fast-food e que me faça muito mal. Hoje foi um daqueles dias.”


"Entendi" disse ele. Ele era tão legal.


O cheiro de algo frito fez seu caminho até mim antes de eu notar ele andando através do labirinto de cubículos em direção ao meu escritório no canto.


Jeremy estava com dois sacos carregados de gordura. "Desde que você não foi específica, escolhi alguns tipos diferentes de comida ruim".


"Obrigada. Estou morrendo de fome."


Ele deslizou uns papéis para o lado."Por que nós não aproveitamos o jantar antes de voltar ao trabalho?"


"Tudo bem", eu disse, revirando os sacos.


Ele trouxe comida do Taco Bell, Pizza Hut e Popeyes. Popeyes!


Eu não podia escapar. Justin estava em toda parte. Sem reclamar sobre os pedaços de frango, comecei a me servirquando Jeremy estendeu a mão e agarrou um. "Ei, largue minha comida." Eu brinquei. Lembrei-me dizendo algo semelhante a Justin, no primeiro dia que nos conhecemos. Pequenos lembretes vieram como ondas depois disso, inesperadamente trazendo de volta a dor, e com força total.

De repente, eu parei de comer.


Jeremy baixou seu sanduíche. Com a boca cheia, ele perguntou, "Você está bem?"


"Sim. Eu estou bem."


"Você esta com raiva por que eu peguei um dos seus pedaços de frango?"


Dei um meio sorriso. "Não, não. Não foi isso."


Ele se inclinou. "O que foi, então?"


Olhando para baixo, eu disse "Não é nada."


"Aubrey, claramente não é nada. Você estava comendo como uma máquina, mas então parou de repente. O que aconteceu?"


Provavelmente o olhar na minha cara me denunciou.


"Você pode falar comigo, você sabe," ele disse.


Eu queria contar a alguém. Eu não tinha dito nada a ninguém ainda. Nem uma única pessoa sabia sobre o que tinha acontecido comigo.


"Você realmente quer saber?"


"Sim, quero".


Durante a próxima hora, eu disse a Jeremy tudo o que se passou entre eu e Justin. Ele escutou atentamente, sem julgar,e eu me senti bem em desabafar.


Balançando lentamente os braços cruzados, a boca de Jeremy estava curvada em um sorriso compreensivo. "Bem, isso explica muita coisa."


"Explica"?


"Por que você caía fora sempre que eu me insinuava para sair com você."


"Você reparou nisso, hein?"


"Sim. Eu observo tudo sobre você." Ele olhou para baixo, quase envergonhado por ter admitido seus sentimentos de uma forma indireta. Quando ele olhou para cima de novo, ele disse, "Eu realmente gosto de você, Aubrey."


"Eu gosto de você, também. Não quero que pense que minha hesitação tem algo a ver com você."


Ele enfiou a mão no meu braço. "Olha... agora que eu sei a razão pela qual você é tão fechada, acho que é ainda mais importante sair. Eu prometo que não vou esperar nada. Deixe-me ser seu amigo. E, se as coisas se transformarem em mais, tudo bem. Na pior das hipóteses, mesmo se não acontecer nada de mais, nós ainda teremos um bom tempo juntos."


Eu sorri. "Então, você está me pedindo mais diretamente desta vez."


"Sim. Eu estou te pedindo uma chance. Saia comigo."


Arrisque-se. Eu não tinha usado o nome de Justin quando contei a história. Então, achei a escolha de palavras de Jeremy bastante irônica.


"Uma chance, hein?"


"Sim".


"Ok, Jeremy. Eu vou sair com você."



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