História The Beginning - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Gorillaz
Personagens 2-D, Del Tha Ghost Rapper, Murdoc Niccals, Noodle, Personagens Originais, Russel Hobbs
Tags 2nu, Drama, Gorillaz, Lolitheunicorn, Pão, Phase 1, Phase 2, Phase 3, Phase 4, Russdel
Visualizações 28
Palavras 1.974
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Holo gente rs...

Vamos ignorar o fato de eu não postar um cap novo a mais de um mês e ter passado as férias inteiras mofando no sofá?

Vamo.

Desculpa, eu tenho MUITOS problemas em manter horários e pá, e como não consigo otimizar o meu tempo, ando ocupada e a minha criatividade não tem me ajudado, tive problemas para terminar o capítulo...

Mas hey! Estou me sentindo mais criativa ultimamente, e por consequência disso decidi começar o The other 51 challenge com esse capítulo (Irei explicar do que se trata nas notas finais.)

Já peço desculpas antes mesmo de começar, nao escrevo algo a algum tempinho, e talvez esse cap esteja mais bosta do que os outros...

Enfim, espero que gostem o/

Capítulo 4 - Forgiveness.


Nunca pensaram que viveriam para ver o dia em que Noodle perderia o seu brilho.

 

Era uma situação tão estranha, tão inimaginável, que não faziam a mínima ideia de como reagir caso algo do tipo viesse a acontecer.

 

Mas lá estavam, Russel e 2D olhando para a jovem guitarrista enrolada em suas cobertas, olhando fixamente para a parede de seu quarto escuro.

 

Russel fechou a porta do quarto, olhando para o seu amigo ansiosamente, não era segredo para ninguém que Noodle era a luz do homem, e que ele a amava mais que tudo.

 

-Temos que fazer algo sobre isso. - 2D parecia confuso como sempre, mas parecia fazer um esforço enorme para pensar em algo que poderia ajudar-lhes no momento.

 

-Já...Tentou falar com ela? - Russ suspirou pesadamente, Ainda olhando para a porta fechada, como se recusasse a acreditar que aquilo realmente estava acontecendo.

 

-Já... Mas... Ela não quer falar. - 2D colocou uma de suas mãos no ombro de Russ, o confortando com o olhar.

 

Por mais que ele não fosse a pessoa mais inteligente, Stuart era um bom amigo, e se esforçava imensamente para ajudar quem precisasse.

 

Ele era realmente bom demais para este mundo.

 

-Não é a sua culpa,Russ...Ela Ainda tá abalada pelo incidente...Eu sei que já se passaram alguns dias mas...Foi realmente demais para uma menininha.... - Stu parecia exibir um pouco de culpa em suas feições.

 

Ele não era de quebrar promessas, e ele havia quebrado uma ao dizer para a sua amiga que tudo daria certo.

 

-Você acha que... Talvez se comprarmos um presente para ela ela irá se sentir melhor? - Two sugeriu, tentando ao máximo acabar com o silêncio que preenchia o corredor em que estavam.

 

-Não...Noodle não é esse tipo de garota.- Os dois se mantiveram quietos e pensaram em uma possível solução novamente.

Estava fora de questão sugerir entregarem-na a uma outra família,por mais egoista que esse pensamento fosse, Kong era um lugar ruim o suficiente sem a pequena fonte de alegria deles, e bem, apesar do pouco tempo de convivência, era difícil de se imaginarem sem ela.

 

-Murdoc talvez...Ele foi bem duro com ela...Se ele se desculpar...Talvez...Ela se sinta melhor. - Era infantil pensar que funcionaria, mas naquele ponto, Russ estava desesperado. - Vai ser difícil, eu sei...Mas eventualmente isso terá que acontecer.

 

-M-Mas como, Russ?!?- 2D temia pelo bem estar de sua melhor amiga, e conhecendo o temperamento de Murdoc melhor do que ninguém, sabia que ele nunca iria se desculpar,não importa com quem fosse, e que tentar obrigar ele a fazer algo que ele não queria era basicamente pedir para ser morto.- Eu não quero perder a Noods...

 

Russel sorriu, pela primeira vez em dias.

 

-Eu tive uma ideia.

 

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-O QUE?!?! VOCÊ TÁ LOUCO?!? -Murdoc berrou,andando a alguns passos atras de Russel, tentando a todo o custo chamar-lhe a atenção. - EU NÃO VOU CUIDAR DAQUELA PIRRALHA! PORQUE O FACEACHE NÃO FICA DE BABÁ?!? EU TENHO MAIS O QUE FAZER.

 

Russel parou onde estava, exibindo toda a tranquilidade e calma que ainda lhe restavam, esperando que 2D entrasse no carro para que pudessem partir.

 

-Já te disse, temos que ir a cidade para comprar umas coisinhas...- 2D entrou no carro, observando o resto da discussão se desenrolar através da janela, batendo ansiosamente os seus pés chão enquanto esperava que Russel entrasse.

Um lado seu se preocupava profundamente com o que Murdoc seria capaz de fazer se eles não estivessem por perto para garantir a segurança da guitarrista, mas outro se preocupava com o seu estado atual e esperava, que de uma forma ou outra, o plano maluco de Russel funcionasse.

 

-ENTÃO POR QUE EU NÃO VOU COM VOCÊ AO INVÉS DO FACEACHE? -  Russel estava prestes a perder a paciência novamente, respirando fundo e contando mentalmente até dez para manter a compostura e conseguir finalmente dar um fim a birra de Murdoc.

-Por que 2D será útil e não irá encher o meu saco para voltarmos para casa...Ao contrário de você. – Finalmente abriu a porta do carro para si, adentrando o veículo e dando partida no carro, observando o baixista irritado novamente, e abrindo a janela para garantir que ele visse o seu rosto. – Voltaremos até o final da tarde, até lá você deve cuidar de Noodle... Ela não vai dar trabalho, é uma boa garota.

 

Murdoc cruzou os seus braços e olhou para o chão de maneira infantil, murmurando xingamentos que Russel agradecia por não poder ouvir.

 

-Mas se a Noodle vier até mim com UM machucado...Eu não me responsabilizarei pelos meus atos.

 

Russ fechou a janela, e sem esperar que Murdoc reagisse se retirou da cena, deixando Murdoc sozinho.

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-Filho da puta, quando esse cara voltar aqui ele vai ver só... Eu vou bater nele de um jeito que ele nunca vai esquecer. – Murdoc sorria levemente ao traçar planos em sua cabeça.

 

Por algum motivo a ideia de Russel o temendo, e lhe garantindo todo o respeito que verdadeiramente merecia (em sua opinião), lhe agradava muito.

 

Ele era o único que não seguia de acordo com o plano, questionava e realmente parecia ser minimamente responsável no grupo, e também o único capaz de ir vencer Murdoc em uma briga e causar sequer o mínimo medo no líder da banda.

 

O motivo de ele ainda fazer parte do grupo era um mistério, qualquer ser humano normal definitivamente já teria desistido naquele ponto, mas Russel parecia sempre estar, de alguma forma, determinado a continuar ali e a fazer o melhor da situação deles.

 

Aquilo era admirável na opinião de Murdoc, não que ele fosse admitir, claro, ele era bom demais para isso (A/N : Palavras dele, não minhas.)

-AAAAAAAARGH!  PORQUE EU NÃO CONSIGO FAZER NADA CERTO?!? - O grito, seguido do barulho de um objeto pesado sendo arremessado contra o chão, e mais alguns objetos caindo alarmou Murdoc, deixando-o suficientemente preocupado para ir checar o quarto da guitarrista.

 

‘’ Estou apenas curioso, não estou preocupado com a pirralha.’’ ele tentava se convencer em vão, subindo as escadas (por não ter paciência o suficiente par esperar o elevador) um pouco mais rápido que o usual, esquecendo-se momentaneamente do cigarro aceso que o mesmo levava consigo, apenas tempo o suficiente para que conseguisse se livrar dele antes que se queimasse.

 

Ao chegar no quarto, sequer pensou duas vezes antes de abrir a porta, não se importava muito com o que poderia encontrar no quarto de nenhum de seus colegas de banda, e sentia que de certa forma tinha direito de entrar em seus quartos, já que ele, além de líder era o proprietário legal do terreno, e por tanto, legalmente cada quarto ali era de sua posse e ele estava sendo super bondoso em deixar o baterista esquentadinho, o idiota bonitinho e a menininha inútil viverem ali.

 

A visão do quarto da garota o deixou um tanto surpreso, uma emoção que somente ela parecia capaz de fazê-lo sentir.

 

O quarto estava uma bagunça, com papéis rabiscados e o que pareciam ser dezenas de gizes de cera espalhados pelo chão, junto com os restos de um abajur que fora aparentemente atirado contra a parede, com algumas gotas de sangue manchando o piso, onde ele supôs que ela teria pisado.

 

-Wow...Parece que um crime aconteceu aqui... – Não esperou ser convidado a entrar, já andando até Noodle e a pegando no colo, colocando-a encima de sua cama logo em seguida. – Você não consegue mesmo ficar um segundo sem fazer besteira, não?

 

Sabia que era difícil esconder a sua preocupação com ela, mas se sentia determinado a esconder até o último segundo.

 

Tinha medo de ela se tornar um possível alvo, já que não era novidade para ninguém que ele era uma má pessoa e estaria disposto a qualquer coisa por dinheiro e sucesso, e bem, essa ambição acabou sendo um tanto prejudicial para o mesmo, que se envolvera em inúmeras atividades criminosas, e sem dúvidas era alvo de muita gente.

 

Não se importava com o que poderia acontecer com ele, mas temia que Noodle, a garotinha doce que havia o cativado, sofresse as consequências pelos seus atos.

 

-Não se sinta ofendida, estava brincando. – Ele reparou que ela parecia um pouco triste e evitava contato visual com ele, imaginou que fosse pelo ocorrido no show, mas decidiu que seria melhor evitar o assunto no momento, poderiam resolver isso depois. – O importante é...O que aconteceu aqui?

 

Noodle evitou falar, parecendo um pouco assustada de início, pensou em gritar para fazê-la desembuchar logo, mas sabia que isso só iria piorar a situação, e não era exatamente isso que queria.

 

‘’Quando fiquei tão mole e sentimental? Eu não sou assim! Como posso esperar que me temam se fico todo molenga perto de uma criança?!?’’ Tentou se corrigir mentalmente, mas sentia que o estrago já havia sido feito.

 

-Eh...Noodle...A music... E-Escreve...- Ela parecia testar a língua que os outros dois membros da banda insistiam tanto para que ela aprendesse, tendo uma notável dificuldade na pronunciação de algumas palavras e na formação de frases, de qualquer forma, progresso é progresso, e isso tornaria tudo muito mais fácil a partir de agora.

 

-Estava escrevendo uma música, lil’ dove? E eu posso ver? - Murdoc agradeceu mentalmente por ninguém estar o vendo naquele momento, parecia tão doce, tão calmo que até sentia náuseas.

 

Noodle concordou e tentou se levantar, sendo prontamente impedida por ele.

 

-Oh shit, esqueci que estava com os pés machucados...É...Eu tenho que ver se tem algum caco preso no seu pé...Se o Russ te ver assim, ele me mata.

 

Ele checou os seus pequenos pés e garantiu que não houvesse nada ali, claro, não fazia ideia de onde estavam os bandaids daquela casa, então não pode fazer muito mais além daquilo.

 

Noodle parecia ansiosa para mostrar o que havia feito para ele, não parando quieta do momento em que ele lhe fez a pergunta, parecendo mais do que disposta a se machucar ainda mais só para poder compartilhar algo que ela havia feito com alguém.

 

Vendo toda a sua animação (e que ela definitivamente não iria desistir tão cedo) ele foi obrigado a recolher os inúmeros pedaços de papel do chão e entrega-los a ela, que separava os desenhos de suas composições (que compunham a maior parte da pilha de papéis) e entregava as que ela julgava as melhores para ele.

 

As letras não haviam sido adicionadas ainda, com boa parte das músicas sendo apenas rascunhos de acordes de guitarra, violão ou baixo, as únicas exceções estavam escritas em japonês, com anotações escritas com giz vermelho pela folha inteira, que ele desejava entender no momento.

 

Apesar de claramente estarem incompletas, o tanto que ela havia feito era genial na sua opinião, e tinha sim muito potencial.

 

Murdoc bagunçou os cabelos da guitarrista de maneira afetiva, como uma maneira de recompensá-la pelo bom trabalho, e como um sinal definitivo de que a briga entre os dois agora era oficialmente águas passadas e eles poderiam recuperar o estrago com um álbum fantástico.

 

-Mas hey, lil’ dove...O que é isso? - Ele apontou para uma folha que claramente possuía alguns acordes, que fora posta na pilha de desenhos.

 

Quando ele alcançou a folha, ele viu ela tentando pegá-la quase que desesperadamente, era engraçado na opinião dele, deixar ela puta logo depois de terem feito as pazes.

-Mu-doc! Naah! Não! Não! – Noodle se esticava e tentava de todas as maneiras alcançar o papel, até que, depois de um milagre (e o Murdoc tendo se cansado disso) ela conseguiu pega-lo e guarda-lo novamente junto com os desenhos.

 

-Por que estava escondendo, Noodle? Não estava ruim mesmo, só precisava de uns ajustes, poderia até te ajudar nisso. – A menor negou com a cabeça, o deixando confuso. – Tá, tanto faz. Se quiser ajuda não corre atrás de mim também.

 

Noodle não pareceu se incomodar com isso, segurando o montinho de desenhos com um sorriso satisfeito.


Notas Finais


tHE OTHER 51 CHALLENGE O/
Okay, não sei se conhecem o musical Hamilton (Certamente já ouviram a minha pessoa falar sobre ele), mas esse desafio foi inspirado em uma das músicas/ um momento histórico, em que Alexander Hamilton escreveu 51 essays (Não é um termo comum no Brasil, mas são trabalhos escritos mais ou menos) em seis meses defendendo a constituição americana, ao contrário do plano original, em teria que escrever apenas cinco.

O objetivo do desafio é escrever 51 fanfics, oneshots, capítulos, músicas, poemas...Qualquer coisa escrita, realmente, em menos de 6 meses.

Parece fácil, mas eu sinceramente duvido que seja suahus

De qualquer forma, fica aqui marcado que eu dei início ao desafio no dia 10/08/2017 e esse é o (1/51).

Não vou deixar ser tão facil assim, tho :p

Quão longe vocês acham que eu chego? Acho que chego em 30, ou 20 se ficar com muita preguiça sahuahsu]

Enfim...Acho que é só, né?

ATÉ!


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