História The Best Friend Of My Brother - Capítulo 32


Escrita por: ~

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Categorias Cameron Dallas, Kristina Bazan, Magcon, Matthew Espinosa
Personagens Cameron Dallas, Kristina Bazan, Matthew Espinosa
Tags Cameron Dallas, Colegial, Didallas, Magcon, Matthew Espinosa, Old Magcon, Romance
Visualizações 157
Palavras 3.639
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 32 - Friendship Goals And Jealous


— Em uma escala de um a dez, o quanto eu estou parecendo uma abelha com esse óculos?

Lola voltou-se para mim, com um óculos de lentes amareladas. Ela estava á meia hora no meu quarto, vasculhando algo que ficasse bem nela, para irmos ao shopping. Estava deitada com a barriga para baixo, sobre minha cama, enquanto trocava algumas mensagens em nosso grupo de mensagens. Pelo que diz aqui, os meninos também iriam no shopping. Para nossa sorte teríamos com quem deixar nossos vestidos que usariamos para o baile, já que o intuito da ida, era o traje. Ou seja, nós vamos obrigar eles a segurarem dezenas de sacolas.

Levantei os olhos, avistando Lola pelo espelho, com um dos óculos bregas que Nash me deu. Seu maior talento, e como sempre usava a desculpa fajuta de não saber de moda por ser menino – o que de fato me irritava, afinal, nós somos filhos de uma famosa estilista, e sexo não define conceitos – Segurei a risada, apertando meus lábios, mas infelizmente a mesma saiu como algo que foi preso há décadas.

Jesus! Ela parecia estar usando um cosplay de abelha.

— Desculpa, isso aí foi o Nash que me deu. – me desculpei pela risada e em seguida respondi sua pergunta. – Dez, com certeza.

— Dar tralhas pra você é com ele mesmo.

Assenti com a cabeça, enquanto ela continuava a fuçar minhas coisas.

— Exceto pelo Bolt.

Alissa saiu de repente do banheiro, ouvindo a nossa conversa, ao mesmo tempo que o rímel estava depositado em suas mãos. Seu olhar era de total choque pelo que ouvira, com uma das sobrancelhas levantada.

— É sério que vocês escolheram esse nome? – ela seguiu seu caminho de volta para o banheiro.

— Ideias do seu namorado gênio, querida. – levantei meus braços, em rendição.

— Eu iria falar que a Jade é a única sensata da família, mas aí me lembrei da situação complicada dela e do Matt.

A encarei em deboche, e rodei meus glóbulos. Manias como essas são impossíveis de conter e eu agradeço por tê-las nesses momentos que precisava.

— Qual é Jade, já está na hora de dizer. – Alissa largou o pote de rímel em cima da bancada do banheiro e se aproximou, sentando-se ao meu lado. – Você ainda sente algo pelo Matt?

No exato momento Jones voltou-se a mim, deixando qualquer coisa que segurava em cima da penteadeira. Encarei as duas com os lábios semi abertos, procurando talvez, por uma salvação, algo que me tirasse daquela situação. O que não aconteceu.

Joguei meu celular em algum espaço naquela cama e decidi responder a pior pergunta que já me fizeram.

— Não... – arrastei a voz, e franzi o cenho, estranhando tal resposta.

— Fala sério, está na sua cara, Hazel! – Lou se voltou para o espelho novamente, arrumando seus fios rebeldes.

— Você ainda ama ele, e ele ainda te ama, o que impede? – Ali perguntou, concentrada em minha resposta.

Bufei irrita por elas não notarem, que tudo impede.

— Absolutamente tudo. – dei uma pausa, calculando meus argumentos. – Eu não quero toda aquela confusão de volta, todos aqueles “eu te amo, eu te odeio… não espera, eu acho que te amo”. É tudo muito confuso, eu nunca sei quando ele vai deixar de ser um fuckboy de verdade.

Despejei tudo que sentira, e um silêncio instalou-se pelo cômodo. Talvez concordassem com tais fatos, ou só não estavam com coragem para me contrariar. Não sabia ao certo.

Nash apareceu no quarto, abrindo a porta, prestes a sair do mesmo já que não largou a maçaneta, ou algo do tipo.

— Prontas?

— Sim, Hamilton. – assenti que sim, rindo, o que só intensificou com sua careta por tal nome.

O mesmo saiu do quarto percebendo que estávamos todas devidamente arrumadas.

Uma camiseta preta simples, um shorts jeans azul e Vans pretos era o suficiente para mim. Já que uma longa camada de maquiagem deixava tudo mais elegante para compensar minha preguiça ao escolher alguma roupa, fazendo-me pegar qualquer uma do closet. Notei que Alissa andou com passos decisivos para fora do quarto, deixando apenas eu e Lola no recinto.

— Se você ainda o ama devia tentar. – a encarei pelo espelho, surpresa pela quebra do silêncio. – De verdade Jade, um amor como o de vocês não morre tão rápido assim, ainda mais pelo fato que vocês vivem se desencontrando.

— É exatamente por isso que não devo mais tentar. Esses desencontros me confundem.

— Mas não devia, pois, há uma lenda japonesa que quando um fio vermelho está conectado á duas pessoas, nada jamais irá separá-los. – suspirei, enquanto ela continuava. – Não importa o tempo, as reviravoltas e os embaraços que aquele fio pode dar, você sempre acabará com a pessoa. E não há dúvidas que vocês tenham isso. – ela deu de ombros seguindo seu caminho quarto afora.

Na imensidão vermelha das paredes de meu quarto, acabei me perdendo em meus próprios pensamentos, recordando-me de algo há dias atrás.

FLASHBACK ON

18 de Novembro de 2017 — Estados Unidos, Califórnia.

Acariciei Majade por alguns minutos, vendo-a se aninhar no tapete do quarto, cada vez mais confortável. Logo levantei e sorri.

Caminhei até a porta, segurando a maçaneta e girando-a para o lado, abrindo o grande objeto de madeira e saindo do quarto.

Andei lentamente pelo corredor até chegar ao pé da escada. Desci-os meio que correndo, chegando rapidamente ao fim dos degrais.

Antes de tomar um bom café, decidi ir até o correio. Segui até a porta de casa. Abri-a e caminhei até o correio. Desci a portinha, encontrando duas cartas. Uma de energia e outra da faculdade, com o selo Columbia.

Larguei a porta aberta mesmo e entrei correndo dentro de casa. Sentei-me no sofá e desesperada, abri o envelope, passando os olhos lentamente pelas palavras que tinha ali.

“Jade Hazel Grier,

Temos o prazer de informar que a Columbia lhe aceita como aluna com grande honra. Pedimos para que compareça ao local para informá-la os horários de suas aulas e um tira-dúvidas, caso a tenha.

Agradecemos a sua vontade, e nos vemos em breve.”

Eu não conseguia acreditar no que acabara de ler. Eu tinha finalmente acabado de ser aceita na melhor faculdade desse país!

Um grito saiu por meus lábios, fazendo-me dar pulinhos de alegria. Tudo estava caminhando bem, e eu ainda não conseguia acreditar.

Larguei a carta no sofá mesmo, levantando-me. Precisava contar a alguém.

Sai em disparada de casa, levando junto comigo, a carta para comprovar o que eu dizia.

A cada passo que eu dava, meu sorriso ia se alargando. Ninguém que estava na rua entendia o motivo de eu estar correndo alegre. E eu até entendo eles, já que também ficaria assim caso encontrasse uma louca correndo feito uma desgovernada na rua.

A poucos metros de distância, pude ver a casa de Matthew. Aumentei um pouco mais a velocidade, para assim, poder chegar lá o mais rápido possível.

Assim que alcancei a porta, vi a mesma sendo aberta pelo quase loiro de olhos castanhos. E num ato inesperado, pulei sobre ele, fazendo-o dar uns passos para trás pelo susto que levou. Após alguns segundos, ele deve ter percebido quem era e soltou uma gargalhada, fazendo-me rir junto, enquanto respirava fundo, tentando manter minha respiração regular.

— Também senti sua falta, Jade. – brincou, soltando-me para conseguir me olhar. Soltei uma gargalhada, dando-lhe um tapa no peito.

— Pare seu idiota. O assunto é sério!

— O quê? A Casa Branca foi bombardeada? – zombou mais uma vez, rindo de sua imaginação.

— Não! Por Vênus, não! – respirei fundo, fechando os olhos e logo abrindo-os novamente, encarando o rapaz em minha frente. – Eu passei na Columbia!

Matthew ao ouvir aquilo, fez uma expressão de surpreso, agarrando-me pela cintura, e girando-me.

— Parabéns, Jade! Você merece. – falou, dando-me mais um abraço. – Mas ainda não consigo acreditar. – completou.

— Veja por si, então. Ultilize esses olhos que Deus abençoou a ti e tire suas próprias conclusões. – respondi-o, entregando a carta da faculdade à Matthew, que leu com calma, sibilando cada palavra exposta naquele pedaço de papel branco.

Seu sorriso alargou-se por sua face, mostrando o quão feliz estava por mim. Ele novamente me abraçou, beijando-me a bochecha e voltou a me soltar.

— Temos que comemorar, não acha? – apertou minha bochecha, e logo sorri. – Já que eu também passei na faculdade dos sonhos

— Claro! – concordei, e ele retribuiu o sorriso, logo percebendo o que ele tinha falado. – Sério isso?

— Sim! – afirmou ele, e o abracei, completamente alegre.

— Parabéns! Mais um motivo para comemorar.

— Vamos assistir Friends como forma de comemorar. – falou e eu o olhei incrédula.

— Sério que você quer assistir Friends como forma de comemoração? – revirei os olhos, logo sorrindo. – Qual é, Matthew! Vamos sair para algum canto!

— Tudo bem, tudo bem. – sorriu, por vencido já.

Tudo transcorreu-se normalmente, desde buscarmos Majade para ficarmos na praia junto à Burnie, seu cão. O dia estava belo, o mar parecia mais agitado do que nunca, fazendo tudo ficar ainda mais deslumbrante.

O vento batia contra meu rosto e o rosto de Matt, que infelizmente estava perfeito, como de praxe.

— Jay. – Matt chamou minha atenção, fazendo-me virar para ele. – Posso te fazer uma pergunta?

Sorri com sua total curiosidade que sempre acontece.

— Você e suas perguntas. – brinquei, rindo. – Prossiga.

— Você está bem vendo que a Liriel e o Cameron estão juntos?

Juntei minha sobrancelhas, completamente confusa. Olhei para o pote de sorvete que tínhamos comprado há segundos atrás, segurando-o firmemente em minhas mãos.

Alcancei então, nossos dois cães lado a lado, deitados sobre a própria pata. Sorri involuntariamente e voltei a encarar Matt que procurava por uma resposta.

— Isso nem deveria ser uma pergunta. – respondi, mas logo sorri para que não parecesse rude. – Eu estou bem tranquila, afinal, nós somos amigos. Sempre vamos ser.

Ele assentiu com a cabeça, talvez satisfeito com a resposta espero eu.

— Por um momento achei que você estivesse gostando dele.

Soltei uma risada nasalada de seu pensamento. Mau sabe que ainda estou apaixonada por ele.

Depois dessa pergunta, aproveitamos o clima da praia e resolvemos nos aproximar da água. O dia todo foi perfeito, Matt sempre me fez rir de uma forma absurda e isso nunca mudaria.

O dia passou-se rapidamente, e ao chegar em casa, a felicidade de meus irmãos de volta me atingiu. E tudo só melhorou quando dei a notícia sobre a faculdade, acompanhada de Matthew que dormiu em casa, graças á Nash.

FLASHBACK OFF

Voltei á realidade, encarando alguns frascos de perfume na penteadeira, e antes que meus pensamentos se tornassem uma completa bagunça, peguei um dos meus frascos de perfume que indicava ser da Rihanna e direcionei em meu pescoço. Passei-o sobre o dorso de minha mão, depois de ter passado pelo pescoço e logo me encarei no espelho, uma última vez.

Segurei meu celular, antes despejado pelo colchão, e coloquei-o em meu bolso. Me afastei do quarto por completo, descendo as escadas de dois em dois, provavelmente já atrasada. Como sempre.

Passei pela sala como um jato, e logo tranquei a porta de entrada, pois, todos nos esperavam no carro de Nash, como o combinado. Puxei a porta do carro sem demora e encontrei Crawford, Alissa, Lola e Hayes no banco do passageiro.

— Eu estou vendo uma miragem? – questionei com o olhar focado em Craw, uma vez que Nash não perdera o tempo de dar partida. – Você se tornou um turista, eu nem vejo mais meu melhor amigo.

Como ele estava próximo de mim – entre mim e Alissa, ocasionando uma Jones espremida no canto esquerdo do carro – o mesmo envolveu seus braços pelo meu ombro, dando-me um abraço de lado. Senti tanto sua falta.

— Calma, seu melhor amigo está aqui. – Craw me reconfortou.

— Deixa o Shawn e o Sammy ficarem sabendo disso. – Hayes provocou, logo gargalhando.

Tecnicamente, Shawn estava afastado de todos por estar namorando a Samantha; Sammy entrara há pouco tempo na minha vida, e minha briga com Cameron é extensa, o que acarreta na realidade, Craw ser meu melhor amigo.

— Vocês sabem quem é meu melhor amigo de verdade. – lancei uma piscadela á Hayes.

— Me sinto honrado. – Craw direcionou uma de suas mãos que antes me laçavam, em seu peito.

— Sinta-se honrado mesmo, porque por enquanto eu nunca recebi esse título. – Alissa reclamou, rolando os olhos.

— Você já recebeu o título de minha cunhada, o que mais você iria querer?

Ela abriu a boca, em uma perfeita circunferência. Parcialmente tinha chegado em minha mesma conclusão. Lola seria a favorita.

Quis me lançar para fora do carro, mas antes, Nash decidiu ligar o rádio para aliviar a tensão.

— É sério que você disse que a Lola é a sua melhor amiga? – Alissa questionou, ainda chocada.

Lola olhava janela afora, com um sorriso discreto nos lábios, talvez um sorriso vitorioso. Ela agia como se nada estivesse acontecendo.

— Eu sempre soube. – Lola virou-se para mim, sabendo que eu a encarava.

— Caramba, eu adoro essa música. – Crawford inicou sua desengonçada cantoria, junto a música que tocava na estação da rádio.

Enquanto Crawford fingia não estar escutando os xingos de Alissa, cantando “Party Monster” do The Weekend, me questionei amargamente sobre as palavras de Lola.

Ela estava certa? O destino nos escolheu realmente?

Perguntas sem respostas. Não conseguia adivinhar tal questionamento, pelo simples fato que só iria possuir resposta na prática, se eu realmente tentasse. Entretanto não poderia fazer isso com nós novamente, é sádico pensar que nós dois sempre nos machucamos no final, por isso, não havia motivo para tentar algo.

— Jade. – ouvi Hayes me chamar. – Você está bem?

Voltei á realidade com sua pergunta, portanto, balancei a cabeça em afirmativa.

— Na realidade, não aguento mais o Crawford cantando na minha cabeça. – tapei os ouvidos, me devenchilhando de seu abraço que continuava intacto até agora. – Está achando que aqui é a audição do The X Factor?

— Seria desclassificado na hora se fosse. – Nash soltou.

— Ei! – ele exclamou, rindo da própria tragédia.

— Olha só está tocando New Rules, todo mundo cala boca. – Lola pediu, e foi a vez dela de cantar como uma cabra, destruindo a possível discussão de Nash e Collins.

Comecei a cantar junto com Lola e Alissa, ao mesmo tempo que os três garotos nos encarassem abismado, possivelmente por conta da letra. Essas são as novas regras, eles queiram ou não.

— É sério isso? – falou Crawford olhando diretamente para mim.

— Seríssimo. – Lola respondeu por mim.

— Você não pode atender as chamadas dele porque ele está bêbado e sozinho. – Alissa falou, portanto dei de ombros, por ser óbvio.

— Nem ser amiga dele. – Lola continuou.

— Muito menos estar por baixo dele, porque assim você não vai superá-lo. – finalizei as famosas regras para ser uma boa jogadora.

— Quanta baboseira. – Nash reclamou, evidenciando que já estávamos em frente ao Shopping.

— Você só fala isso porque a maiorias das garotas que ficou, tem um miolo no lugar do cérebro. – disse para ele, quando o carro foi estacionado. – É engraçado ver que April é completamente diferente.

— E é por isso que ele está louquinho por ela. – Hayes cantarolou.

— Louquinho? – Nash retirou a chave do carro. – Até parece. – fez um “puff” com os lábios.

Fui a primeira a sair do carro, em seguida foi a vez de Crawford, consecutivamente Alissa saira do outro lado, junto á Lola. Meus irmãos já fora do carro, seguiram seu caminho Shopping adentro, fazendo-nos escutar o som do carro sendo trancado.

— Escuta Nash, você não engana ninguém com essa cara de bobo apaixonado. – Crawford falou, enquanto eu caminhava ao seu lado.

— Quantas vezes eu vou ter que dizer que eu não estou apaixonado pela April?! – ele gritou atraindo os olhares de muitas pessoas.

Olhei em volta, percebendo que todos nossos amigos estavam no hall de entrada nos esperando, consequentemente, April também estava dentre as pessoas. A loura o encarou de cenhos franzidos, e só após dois minutos Nash percebeu a merda federal que havia cometido.

Ele balbuciou um “Porque vocês não disseram que ela vinha?”, com a cabeça virada para nós. Apenas ri baixinho, e logo nos juntamos em uma roda conjunta nos locomovendo para a praça de alimentação.

As piadas envolvendo Nash não pararam um segundo, mas nada ele poderia fazer. Começamos conversas aleatórias, e como estava ao lado de Matt ele decidiu que era uma boa ideia colocar os braços em volta do meu ombro, enquanto caminhávamos até o Burguer King. Definitivamente isso não é uma boa ideia.

Tentei agir naturalmente, mesmo explodindo por dentro e segui o plano de pedir alguma coisa com muito bacon naquele local.

Após termos feito todos nossos pedidos, tentamos procurar uma mesa enorme que conseguisse espaço para cada um de nós. Não demorou muito para acharmos, devo ressaltar. Entretanto a atenção de todos estava voltada para nós, já que rimos e conversamos extremamente alto.

Por alguma ironia do destino, ou não nem ao menos sentada pude escapar de Matt que estava sentado ao meu lado, por isso, seus braços me envolveram novamente. Ele parecia não ligar para isso enquanto ria com Carter de algo extraordinário, ao ver deles, claro.

Nossos pedidos enfim chegaram, então, não medi esforços para focar somente em meu hamburguer. Matt apesar de ter seu sanduíche em mãos, ousou pegar uma das minhas batatas com cheddar e bacon.

— Ei! – bati em sua mão, o que o fez rir.

— Você vai ter que aprender a dividir quando nós nos tornarmos colegas de quarto em Nova Iorque. – ele franziu o cenho, endireitando seu boné virado para trás em sua cabeleira parcialmente loira.

A felicidade por ter um futuro incerto com ele em Nova Iorque me atingiu. Seria completamente incrível dividir um apartamento somente nosso.

— Isso é sério? – perguntei mordendo um pedaço de meu sanduíche, curiosa.

— Seríssimo, Jay. – ele sorriu e tomou um gole de seu refrigerante. – Imagine “Jade e Matthew, os colegas de quarto”.

— Uou! Isso poderia ser o nome de algum filme. Imagine.

— Não ia sair de cartaz nunca. – ele começou a rir, então o companhei. – Mas segue o plano de deixar a Majade dentro do armário da faculdade.

— Se você diz. – dei de ombros.

Voltamos a comer nosso lanche em silêncio, que só acabou alguns minutos depois, quando Liriel se prostrou rente á mim para irmos comprar nossos vestidos. Diferente do que as meninas achavam eu gostava dela, todos diziam que Cameron só estava com ela para esquecer que um dia eu existi, mas eu vejo nos olhos dele que ele realmente gosta dela.

Andamos pelo Shopping todo conversando sobre os garotos e em como tudo estava se endireitando sobre o assunto “relacionamento”. Sempre há exceções, e dessa vez eu era a exceção.

Paramos em uma loja de grife e então, achamos o sonhado vestido que cada uma queria. Fomos para o provador, e só saímos quando todas já estávamos devidamente vestidas.

— Senhor, Jade! Você está parecendo a Cinderela. – Lola olhou para mim, trajando um vestido vermelho.

— Obrigada. – agradeci com um sorriso no rosto, enquanto me encarava pelo espelho que tinha perto dos provadores. Meu vestido era parecido com o de uma debutante, azul, tomara que caia e com diversos detalhes. – Eu preciso achar o Nash, é ele quem vai pagar o vestido.

As garotas concordaram com isso, ainda visulusbramdas em como estavam elegantes. Sai do provador, dando a visão de um Cameron cheio de sacolas nas mãos, sentado em um estofado, enquanto encarava algo que provavelmente importante em seu celular.

Infortunadamente, ele é a única pessoa que estava ali, por isso, tive que lhe chamar. Mesmo contra minha vontade.

— Cameron? – o chamei, mas ele nem ao menos levantou a cabeça. – Você sabe onde está o Nash?

Cameron demorou alguns segundos para responder, mas continuou focado em sua tela.

— Eu acho que ele foi escolher um smoking junto com o Matthew naquela lo… – franzi o cenho quando ele parou de falar notando que levantou o cenho até a mim, e estava com os lábios carnudos entreabertos. – Você está completamente perfeita.

Encarei o carpete, respirando pesado, por dessa vez estar completamente envergonhada. Agradeci com um aceno de cabeça, abrindo involuntariamente um sorriso pequeno.

— Obrigada.

Ainda de lábios juntos em um sorriso, sentei-me ao seu lado. Seus olhos continuavam atentos em mim, observando cada detalhe.

— Desculpa… É só que você está realmente bonita. – abri ainda mais meu sorriso, por ele ser tão sincero. – E desculpa por ser um babaca.

Franzi a testa e levantei finalmente meu olhar até ele. Não tinha o porquê de não perdoá-lo, pessoas erram a cada dia e em todos esses anos de amizade, Cam sempre foi sincero. Ele apenas deixou que os sentimentos cegassem ele, e uma amizade como a nossa não podia ser destruída dessa forma.

— Está tudo bem. – dei de ombros, o deixando surpreso. – Você sempre será um dos meus melhores amigos mais idiotas.

Um sorriso alinhado e perfeito tomou conta de sua face. Encostei minha cabeça em seu ombro, deixando que Cam depositasse um beijo em minha testa.

— Você é a garota mais forte que eu conheço, nunca deixe algum babaca quebrar seu coração.

Meu coração saltou com suas palavras, claramente Cameron e eu tínhamos a amizade mais bela, apesar de certas coisas, sempre será eu e ele. Só nos separamos quando Liriel apareceu entre nós, com um vestido amarelo, perfeitamente modelado para ela.

Os olhos de Cam brilharam, assim que a fitou.

Virei meu ombro para ver se Nash estava ali para que eu pudesse pagar meu vestido, e graças ao universo ele estava. Matthew também, e sua feição parecia ser frustrada, intercalando seu olhar severamente de mim até Cameron.

Provavelmente ele vira nossa reconciliação, mas nada justificava aquilo.

Ele estava com ciúmes?


Notas Finais


Só queria dizer que meu bloqueio ta vivão e que esse capítulo ja estava pronto há algum tempo. A parte do Flashback ia ser um capitulo, mas eu nao consegui continuar, por conta do meu bloqueio e essa parte foi feita pela @Becrux
Não sei se vai dar pra postar o capítulo da formatura ainda essa semana, na sexta, porque ele ta pela metade e eu nao sei como continuar. Amo voces e prometo que nao vou demorar voltar <3


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