História The Bet - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Palavras 2.239
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Saga

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa Leitura!!!

Capítulo 2 - Capítulo Um


Tempo atual

Ariana vasculhou os olhos dele em busca de alguma pista de ironia. Ele não podia estar falando sério, não o Justin. Justin nunca levava nada a sério. Levantou rapidamente a mão para sentir a testa dele e estremeceu por dentro. O motivo por que Deus tinha abençoado um homem tão arrogante com um rosto de galã de cinema era algo muito além de sua compreensão.

Mas lá estava ele, um adônis comum, encarando-a como se os olhos dele não deixassem as mulheres mortais desconfortáveis.

— Você está bêbado? — ela sussurrou, inclinando-se mais para perto, o tempo todo amaldiçoando a cara loção pós-barba que exalava dele.

Justin deu um tapa na mão dela para afastá-la.

— Não, não estou bêbado. Caramba, Ariana, você está agindo como se eu estivesse te pedindo para fazer sexo ou alguma coisa assim.

— Esse é o seu exemplo? Sexo? Sério? Porque, pra ser sincera, Justin, isso é muito pior! — As mãos tremiam enquanto ela tentava voltar a respirar normalmente. Nesse ritmo, ela teria um ataque de pânico completo.

— Como pode ser pior? — A voz dele aumentou algumas oitavas enquanto outros clientes da cafeteria olhavam na direção dos dois.

Ariana se recostou na cadeira de couro e gemeu.

— Estou falando muito sério, Ariana. É o único jeito de convencer as pessoas. — Justin se inclinou para a frente, os antebraços musculosos e bronzeados flexionando-se sob as mangas enroladas enquanto ele descansava as mãos sobre a mesa.

— Você tem noção que seus pais me conhecem desde que eu tinha três anos? Além do mais, tenho certeza que sua mãe perceberia tudo. E nem me fale daquela avó de vocês.

O rosto de pedra de Justin se quebrou num sorriso.

— Não ria! Estou falando sério, Justin! A mulher deve ter trabalhado no FBI.

— São os olhos dela. — Justin deu de ombros. — Eles sempre me pegam. — Deu de ombros de novo. — Mas você está fugindo do assunto, Ariana. Estou desesperado.

— Ah, uau. Bem, já que você está falando desse jeito, como eu poderia recusar? Você está desesperado! Que romântico. Só que não. Não tenho ideia de como você se tornou o solteirão mais cobiçado da cidade, e aos 21 anos, que impressionante! — Ela sacudiu a cabeça sem acreditar

— Sério que você não sabe? — Ele se inclinou para a frente, os bíceps enrijecendo sob a camisa social cinza, pronta para explodir a qualquer momento. O rosto bem barbeado tinha um toque de barba de fim da tarde, e o cabelo claro caía em ondas sobre a testa. Os olhos castanho-claros a encaravam, e ela não conseguiu encontrar forças para desviar o olhar dos lábios de Justin enquanto ele passava a língua neles.

Droga. Ela estava suando de verdade só de olhar para o cara. Não ajudava muito o fato de que esta era a primeira vez que ouvia falar dele desde o incidente. Não que este fosse o momento de tocar no assunto.

— Ótimo. — Ariana mandou o coração parar de bater tão rápido e fechou os olhos de novo. — Justin, isso nunca vai funcionar. Por que não pede a uma das suas amigas strippers para fazer isso pra você? — E, por favor, pelo amor de Deus, me deixa em paz. Memórias demais a encaravam através dos olhos dele, e ela não tinha certeza se conseguiria digerir tudo. Não depois de saber que o restaurante que era de propriedade de seus pais tinha acabado de abrir duas novas filiais, uma delas em Seattle. A ferida parecia ter aberto novamente. Deu de ombros e deixou Justin continuar a defender seu caso.

— Hum, talvez porque elas sejam strippers? — Justin levantou as mãos e sacudiu a cabeça. — Você quer que a minha avó morra? Porque eu garanto: isso só vai provocar outro derrame.

Ariana fez uma pausa.

— Outro derrame? Quer dizer que ela já teve alguns? — Foi por isso que a vovó Dulce não me escreveu no último mês?

Justin estremeceu.

— Sim, está piorando. — Passou a mão pelo cabelo abundante. — Você vai me ajudar ou não? Eu te pago...

— Você me paga? — bufou Ariana. — Do mesmo jeito que paga suas strippers? Por que eu sinto que não vou conseguir nada dessa história?

Justin deu um riso forçado.

— Uau, eu detesto pegar pesado, mas você me deve.

— Eu te devo? — repetiu Ariana. — Ah, por favor, me diz como eu devo ao grande Justin Bieber um favor. Estou morrendo de curiosidade, sério. — Ela ergueu as sobrancelhas e batucou com a unha pintada na xícara de café frio.

— Ótimo. — Ele se recostou e cruzou os braços sobre o peito. — Quinto ano, você queria um cachorro. Seus pais disseram não. Então, eu, sendo o ótimo amigo que sou, fui à loja e comprei um pra você.

— Isso não conta — argumentou Ariana. — Você deu seu nome a ele.

— Ele tinha pelo claro — comentou Justin. — Além do mais, você dormia com ele toda noite. — Seu sorriso era sem-vergonha, e Ariana quis dar um soco nele.

A garota abriu a boca para dizer isso, mas foi interrompida.

— Oitavo ano...

— Ai, Deus.

— Oitavo ano — repetiu ele com uma piscadela. — Você estava a fim do Mac Miller. Eu, como sou um bom amigo, disse a ele que você dava o melhor beijo de toda a escola. Vocês dois namoraram por um ano antes de você dar o fora nele para curtir pastos mais verdes.

— Ah, então é assim que você se refere a si mesmo agora. Pastos mais verdes. — Ariana sorriu com arrogância.

— É, bem, é verdade.

— Não basta. — Ariana suspirou. Justin estava tão perto que ela sentia o cheiro do seu xampu. Uma mistura masculina aromática de menta e canela que provocava seus sentidos com visões de um homem que ela nunca mais teria. Nunca teve, pra início de conversa.

— Ótimo. — Justin balançou a cabeça. — Eu não queria ser obrigado a fazer isso. Fingindo estar entediada, Ariana só olhou para trás e esperou.

— Seu primeiro ano na faculdade, você tinha um peixe chamado Stefan. O peixe mais feio que já existiu.

— Ei! — Ela fez uma cara furiosa. — Era meu melhor amigo.

— E você o deixou na escola por duas semanas, supondo que sua colega de quarto santinha cuidaria dele.

— Ela sempre odiou aquele peixe — resmungou Ariana.

— E quem cuidou do seu peixe?

Ariana olhou para as próprias mãos.

— Quem cuidou do seu peixe, Ariana?

Com um suspiro profundo, ela respondeu:

— Você cuidou do peixe, Justin.

— Então eu ganhei. E, mais uma vez, você me deve. Além disso, você quer mesmo que a minha avó morra? A avó que te ajudou a ser rainha do baile? A que realmente usava seus colares de macarrão? É muito simples. Faz isso no fim de semana e eu te deixo em paz.

Recusando-se a responder, Ariana encarou a mesa do café e lambeu os lábios. Talvez, se parecesse suficientemente patética, ele a deixasse de lado. O simples fato de estar no mesmo ambiente que ele era suficiente para seu coração ficar apertado.

— Ari — resmungou Justin. — Você não tem ideia de como a minha imagem é importante pra mim.

— Uau, isso não está ajudando o seu caso — soltou Ariana.

— Eu preciso disso. — Justin estendeu a mão sobre a mesa e agarrou a mão dela. Suas mãos eram sempre tão grandes e quentes, como se, ao segurá-las, ele pudesse afastar toda dor. Mas ela sabia a verdade: aquelas mesmas mãos a destruíram, arruinaram e, no fim, aquelas mãos egoístas nunca devolveram seu coração. — Eu pago seus empréstimos estudantis.

— Como você sabe dos meus empréstimos...

— Eu sei de tudo. — Ele piscou. — É meu trabalho. Vamos lá, você precisa terminar o último ano da pós-graduação, Ari. Já se passaram três meses desde a graduação. Quer ficar para trás enquanto todo mundo está fazendo alguma coisa por aí?

O cara nunca devia tentar ser advogado. Ariana ficaria surpresa se ainda tivesse algum resquício de autoconfiança quando saísse da cafeteria. Estava tentando decidir se era possível bater com a cabeça na mesa de café com força suficiente para conseguir uma concussão.

— Por favor — implorou Justin. Suas mãos apertaram as dela com mais força. — Faz isso por mim. Faz isso pela vovó. Que inferno, faz isso por você. Você precisa terminar os estudos, Ari, e como os seus pais...

— Não ouse trazer os dois para esta conversa.

Justin engoliu devagar e soltou a mão dela. Seus dedos dançaram no queixo de Ariana enquanto virava a cabeça dela para encarar seus olhos.

— É só no fim de semana do feriado. Não pode ser tão ruim. Éramos melhores amigos.

Éramos era a palavra-chave. Justin não tinha nem mandado mensagem para ela desde a formatura.

— Bilionário sem coração... — murmurou Ariana. O cara não tinha a menor vergonha. O pior era que ela realmente precisava terminar os estudos e estava prestes a deixar de pagar os empréstimos. Todo o dinheiro que os pais deixaram para ela tinha sido gasto na casa e na aposentadoria, e a Seattle University não era exatamente uma faculdade barata.

— Bilionário? Ainda não, gatinha. Sem coração? — Justin estendeu a mão e tocou o rosto dela. — Acho que nós dois sabemos a resposta pra isso.

Lembranças do toque dele inundaram seus sentidos até Ariana sentir que não conseguia respirar. Tinha viajado por essas estradas tantas vezes com esse homem. Primeiro no ensino médio, e depois de novo na faculdade. Não pensava que a vida ficaria no caminho do único homem a quem ela entregara seu coração. Mas Justin tinha mudado, e por isso ela jamais o perdoaria. Ariana olhou para o próprio colo e fechou os olhos. Como ele ainda tinha tanto poder sobre ela? Um toque e um suborno e ela estava pronta para fazer exatamente o que ele dizia.

Verdade, Ariana sempre teve uma queda pela avó dele, sem se importar se ela era assustadora ou não. Além do mais, a vovó Dulce tinha sido a única a ajudá-la a passar pela época de sua vida em que ela não se importava de morrer dormindo ou continuar vivendo. Os anos negros foram apenas isso. Negros. Ariana deu de ombros ao pensar em como as coisas tinham ficado ruins. Se a vovó Dulce estava doente e Justin estivesse querendo ajudá-la, e se ele realmente pagasse seus créditos restantes, valeria a pena.

— Só no fim de semana? — perguntou Ariana baixinho. — E você está dizendo que a vovó anda sentimental e não está se sentindo bem?

Justin assentiu.

— Ela diz que quer ver você, e preciso que meus pais parem de me encher com esse meu furo com as strippers na imprensa. Se eu levar você pra casa com um anel no dedo, tudo será perdoado. Papai não vai achar que precisa desistir da aposentadoria, e a vovó não vai me matar. É uma situação vantajosa para todos. Além disso, como eu disse, a imagem é tudo, e eu ainda quero ter controle total da empresa da minha avó no fim do mês. O conselho não vai aceitar se eu continuar com as manchetes negativas. Preciso de todo mundo do meu lado. Vamos nos separar e eu finjo um término, choro na TV e, bem, pelo menos os membros do conselho que me odeiam vão ficar com pena de mim.

Não esperou ela concordar. Em vez disso, enfiou a mão no bolso.

— Não é só por mim. É pela vovó, Ari. Ela não está bem. Isso pode ser a única coisa que pode fazê-la querer continuar a viver.

Ariana semicerrou os olhos. Safado mentiroso. Em seus 21 anos, Justin não tinha aprendido a mentir melhor? O sorriso dele estava tenso, a respiração, meio irregular. Mas ele falou da vovó.

Ariana de repente se sentiu mal. Queria subir no avião agora mesmo, mas Justin não sabia que ela e a vovó ainda conversavam. Nem ela queria que ele soubesse.

— Ótimo, mas a vovó não pode saber dos empréstimos estudantis. Combinado? — Ariana estendeu a mão, esperando que Justin não percebesse o leve tremor.

Expirando, Justin sorriu.

— Obrigado por fazer isso por mim.

Ariana encarou seus olhos castanhos-claros.

— Pela vovó. Estou fazendo isso pela vovó e por mim. — Não por você, nunca mais por você, Justin. O resto do pensamento ficou suspenso no ar. De repente, a cafeteria pareceu um lugar pequeno demais para trazer de volta velhos demônios. Ariana deu uma risadinha trêmula e esfregou as mãos suadas na calça jeans. Preocupada de ele, de alguma forma, piorar as coisas sorrindo ou oferecendo um abraço de piedade, deu um grande gole no café.

Justin se afastou da mesa.

— Certo, tudo bem. Bom, obrigado por ser minha noiva falsa. — Pegou um anel de três quilates e colocou no dedo dela de um jeito confiante.

— M-mas... — gaguejou ela. — Como você sabia o meu tamanho?

Ele sorriu e se levantou.

— Um homem nunca poderia se esquecer dessas mãos, Ariana.

— Não importa quantas mãos o safado segurou? — perguntou Ari de um jeito suave.

Justin deu uma risadinha.

— Isso mesmo. Vejo você na sexta de manhã, ok?

Ariana suspirou.

— Ok.

— Obrigado, Ari...

— Não fala nada.

Ariana observou, agoniada, enquanto o homem que ainda era dono de seu coração assobiava, colocava as mãos nos bolsos e saía da cafeteria. O solteiro mais famoso de Seattle tinha acabado de pedi-la em casamento. Embora fosse um casamento falso, ainda era um pedido. Devia estar contente.

Mas era difícil ficar contente quando o amor de sua vida, o menino que fazia tortas de lama com ela e beijava seus joelhos quando ela caía, pensava nela apenas como um jeito de escapar de uma situação desagradável.

De repente, desejou estar num bar, e não no Pike Place Market.


Notas Finais


Continua...


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