História The Bet - Capítulo 35


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Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.695
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Dois meses depois, volta o cão arrependido com o rabo entre as pernas.
Me desculpem por todo esse atraso, mas agora eu estou de férias então vou ter mais tempo e disponibilidade para postar!
Espero que não tenham desistido da fic.
Espero que gostem e aproveitem o capítulo!

Capítulo 35 - Rafael's side (Part I)


- Como assim, Mari? - ele perguntou em meio a um suspiro, parecendo cansado.

- Eu lembro que a Manu tinha me mandado uma mensagem, dizendo que você estava na mesma balada que ela, ficando com uma outra garota. - eu falava de cabeça baixa, lembrando da sensação que tive naquele dia, era como se uma dor enorme estivesse criando um enorme buraco em mim. - Então eu te mandei aquela mensagem dizendo que estava tudo acabado.

- Então foi isso que aconteceu? - ele perguntou com um misto de surpresa e raiva. - Eu nunca soube o que aconteceu, você simplesmente terminou comigo e nunca mais atendeu minhas ligações ou me recebeu na sua casa. Eu não sabia o que tinha feito, eu achei que tinha estragado tudo...

- Calma, você tá falando rápido demais. - eu disse, segurando uma e suas mãos, tentando passar tranquilidade para o loiro, o que o fez soltar um suspiro. - Você pode me explicar melhor?

- Eu fui naquela festa porque era de um dos filhos dos sócios do meu pai, nós nos conhecíamos desde pequenos e eu fui por pura pressão do meu pai, já que era um dos acordos mais caros dele. - ele fez uma pausa e soltou um suspiro, como se estivesse tirando um peso de seu peito.

Rafael's Flashback On

Mesmo morando em uma casa gigante, ainda me impressionava o tamanho e a estrutura das mansões que as vezes eu ia. Mas nenhuma, nunca, se comparou com o tamanho das casas dos Diniz, é claro, não eramos uma família que gostava de perder, em nada. Mas aquela foi a que mais chegou perto em relação ao tamanho.

O jardim da frente da casa estava cheio de adolescentes parcialmente bêbados, copos e garrafas de bebida. Fui em direção à porta da frente, querendo encontrar Matheus, fazer uma social e ir embora. Não que eu não gostasse de festas, mas depois de conhecer a Mari e ficar com ela, eu não sentia necessidade alguma de beber tudo o que eu bebia e usar todas as drogas que eu usava, eu não precisava ter medo do meu pai porque ela me ajudaria a enfrenta-lo.

- E aí, cara, você veio. - Matheus me cumprimentou no meio do corredor, de frente pra escada pro primeiro andar. - Não achei que iria te ver aqui. Lá em cima são os quartos, seguindo reto fica a cozinha e lá embaixo é pra quem quer mesmo se divertir. - ele disse piscando para mim - Estou indo pra lá agora, se quiser me acompanhar.

- Valeu, mas vou ficar por aqui. - respondi em meio a música alta. Ele ficou me olhando enquanto eu ia em direção a cozinha. 

Não foi fácil me livrar dessa vontade de usar drogas. Não que eu fosse viciado, mas era um refugio, quando tudo estava errado era pra droga que eu corria, até ela aparecer. Depois disso ela se tornou meu refugio.

Cheguei na cozinha e, provavelmente, era a parte da casa mais bagunçada. No meio do lugar tinha uma ilha, tipo de cozinha americana, e estava cheia de garrafas de bebidas cheia e vazias, copos jogados, o chão estava pegajoso e as pessoas completamente bêbadas. Fui em direção a bancada tentando não esbarrar em ninguém, e que ninguém esbarrasse em mim, coloquei dois dedos de wiskey e energético em um copo, e fui em direção ao jardim dos fundos. 

Me encostei na parede e fiquei tomando minha bebida olhando a cena. A caixa de som estava lá fora e as pessoas, já muito bêbadas, dançavam enquanto algumas outras estavam se beijando e ficando ali em volta. Apenas fiquei parado, olhando pra lugar nenhum e pensando. Eu havia me tornado aqueles apaixonados sem causa, passava a maior parte do meu tempo pensando em Mariana, uma menina que vi no shopping, me encantei e tive coragem de pedir seu número. Em pouquíssimo tempo ela tinha mudado minha vida inteira e eu estava completamente apaixonado por ela. Me permiti rir com a ideia de Rafael Diniz, o pegador, presente em todos os roles, e agora sumido, apaixonado.

- Pensando nela? - ouvi uma voz feminina e levantei o olhar. Manoela, melhor amiga de Mariana que me odiava.

- E aí, não sabia que conhecia o Matheus. - respondi surpreso.

- Ele é amigo de um amigo. - ela disse encostando na parede ao meu lado. - Por que não trouxe a Mari?

- Ela não curte muito festas, você sabe. E eu não pretendo ficar muito tempo.

- Por que não? Não tá gostando? - ela perguntou enquanto se aproximava de mim.

- Na verdade, eu só não vim em consideração ao Matheus mesmo. - disse indo pro lado, tentando me afastar. - Nos conhecemos desde pequen...

- Deixa disso, vem dançar.

Ela começou a dançar na minha frente, bem próxima a mim, fazendo com que quase nos encostássemos, o que fez soar um alerta na minha cabeça. Eu precisava sair dali o mais rápido possível. Tentei sair, mas ela me cercava, me prendendo na parede, me impedindo de sair dali sem encostar nela. E logo a cena ficou pior.

Aparentemente gostaram daquela cena, talvez ver o antigo Rafael tenha animado as pessoas que me conheciam das antigas festas, fazendo com que elas formassem uma roda em volta de nós, gritando e assistindo ao espetáculo particular de Manoela.

- Manoela, não! - eu disse rigidamente, esbarrando em todos para sair dali. Fui direito para o terceiro andar da casa, era o mais reservado e eu sabia que teria poucas pessoas, já que era o mais afastado. Entrei no primeiro banheiro, trancando a porta em seguida e encostando as costas na mesma. O que acabou de acontecer? A melhor amiga da minha namorada tava fazendo um twerk em mim?

Fui até a pia, lavando meu rosto. Fiquei pensando se alguém teria filmado aquilo, o video poderia chegar até a Mari e ela poderia entender que eu estava causando aquilo, ou até gostando. Fiquei um tempo ali pensando no que fazer, poderia ligar pra Mari e contar o que aconteceu, o que seria muito estranho. Poderia ir até Manoela e pedir explicações para aquela cena ridícula, mas seria arriscado ela tentar algo mais uma vez. Ou eu poderia simplesmente ir embora e fingir que tudo isso foi um sonho muito louco.

Quando já estava com a mão na maçaneta, meu celular vibra em meu bolso. Pela tela já pude ver que a mensagem vinha de Mari. Senti um sorriso se espalhando por meu rosto e meu peito ficando leve. Não estava tarde, então eu poderia pegar um táxi até sua casa e podíamos ficar juntos conversando coisas bobas e sorrindo. Cliquei para abrir a mensagem.

"Não me liga mais, não me procura. Acabou!"

Era como se tivesse abrindo um buraco bem embaixo dos meus pés. O QUE CARALHOS ESTAVA ACONTECENDO? Não podia ser real, era um sonho, um pesadelo horrível. Eu senti que o ar faltava em meus pulmões, como se alguém tivesse me dado um soco bem no estômago e eu não conseguisse me recuperar. O sorriso sumiu do meu rosto e uma expressão de desespero tomou seu lugar. Eu tentava desesperadamente ligar para seu telefone, que dava desligado. Eu me sentia perdido, como se eu não soubesse o que fazer sem ela, como se não soubesse qual seria meu próximo passo.

Devo ter passado mais de uma hora dentro daquele banheiro, as lagrimas limpando meu rosto e eu tentando clarear minha mente. Depois de controlar as lágrimas e ainda me sentindo perdido, uma onda de raiva tomou conta de mim. Eu realmente a amava, e ela simplesmente terminava comigo por uma mensagem, sem nenhuma explicação?

A raiva e a magoa me guiaram até o porão. Eu havia lavado o rosto, mas era claro que meus olhos estavam inchados, e eu simplesmente não me importava que as pessoas me vissem assim. Até poderia estar aparentando fraqueza, mas ninguém nunca mais me veria daquele jeito.

Rafael's Flashback Off

- O que aconteceu no resto da noite, como eu voltei pra casa, como eu dormir ou qualquer coisa, eu simplesmente eu não me lembro. - ele disse olhando pro chão tentando esconder suas lágrimas. - Eu fiquei tão chapado naquele dia e nos outros, a única coisa que eu queria era acabar com aquela dor que eu sentia.

Era como se tivesse um caroço na minha garganta, que me impedia de falar, respirar, gritar, chorar. Era como se tivessem jogado um balde de água fria em mim e eu pudesse ver toda a verdade, uma verdade estranha e dolorida. 

- Me desculpa. - eu sussurrei em seu ouvido o abraçando. - Me desculpa não te dar chances pra explicar, me desculpa por duvidar do seu amor e da sua fidelidade, foi tudo culpa minha. - senti lágrimas quentes e pesadas escorrerem por meu rosto, lágrimas cheias de culpa, confusão e dor.

- Ei, a culpa não é sua. - Rafael dizia retribuindo o abraço com mais força e limpando minhas lágrimas. Ele olhava pra mim com seus olhos vermelhos de choro, forçando um sorriso pra me deixar bem. - Nenhum de nós dois tem culpa do que aconteceu. A Manoela simplesmente fez isso acontecer, a culpa é dela ok?

- Então é por isso que não nos falamos mais? - eu perguntei - Eu descobri isso quando ela voltou do Rio?

- Não exatamente. - ele respondeu com hesitação, me deixando nervosa, o que mais ela teria causado? - O importante agora é que você sabe a verdade e estamos juntos. - ele acariciou meu rosto, limpando as lágrimas que insistiam em cair, me envolvendo em seus braços, fazendo me sentir segura, como se nada pudesse me atingir dentro do seu abraço.

Ficamos um tempo ali, um dentro do abraço do outro, apenas sentindo o cheiro do outro e ouvindo sua respiração, guardando o momento. Depois de um tempo pedi pra ficar sozinha, poder tirar um cochilo. Mesmo depois de esclarecer o que havia acontecido, eu ainda sentia meu peito carregado, como se eu não soubesse de tudo, como se essa história fosse apenas a ponta do iceberg.


Notas Finais


Não esqueçam de dizer o que acharam!

A fic também está sendo postada no wattpad: http://w.tt/22TZyUl


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