História The Bet - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Taekook, Yoonmin
Visualizações 247
Palavras 7.631
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


WEEEE ARE THE CHAMPIONSSS MY FRIENDDDDDD
meu deusssssss eu nem acredito que eu consegui termina esta porraaaaaaa
GENTEKKKKKKKKK DESCULPA PELA DEMORA
eu amo vocês por me apoiarem tanto bebes <3
ESSE CAPITULO NAO TERIA SAÍDO SEM A AJUDA DO MEU DOCINHO DE COCO BIBI ~goldenochu <33333 te asmo hotaria
ENFIM BBS
boa leitura ;)

Capítulo 14 - Indiferença


Duas mesas adiante, uma fileira para trás. Jimin e Yoongi  mal podiam ser vistos de onde eu estava sentado, e me curvei para observar Jungkook, que encarou a cadeira vazia que eu geralmente ocupava antes de ir se sentar na ponta da mesa. Eu me senti ridículo por me esconder, mas não estava preparado para me sentar diante dele durante uma hora inteira. Quando terminei a refeição, inspirei fundo e fui caminhando até o lado de fora, onde Jeon terminava de fumar.

Eu tinha passado a maior parte da noite tentando formular um plano para voltarmos ao ponto em que estávamos antes. Se eu tratasse nossa transa da forma como ele geralmente lidava com sexo, eu teria uma chance maior o plano trazia o risco de perdê-lo completamente, mas eu tinha esperança de que seu imenso ego de macho o forçasse a entrar no jogo.

— Oi — falei.

Ele fez uma careta.

— Oi. Achei que ia te encontrar no almoço.

— Tive que entrar e sair correndo. Tenho que estudar —dei de ombros, fazendo minha melhor imitação de casualidade.

— Precisa de ajuda?

— É cálculo. Acho que com isso eu consigo lidar.

— Posso ficar perto só pelo apoio moral — ele sorriu, enfiando a mão no bolso.

Os músculos firmes de seu braço tencionaram com o movimento, e a lembrança deles flexionados enquanto ele me penetrava me veio à mente em vividos detalhes.

— Hum... o quê? — perguntei, desorientado com o súbito pensamento erótico que tinha passado como um lampejo por minha mente.

— A gente vai fingir que aquela noite nunca aconteceu?

— Não, por quê? — fingi que estava confuso e ele suspirou, frustrado com meu comportamento.

— Não sei... Porque tirei sua virgindade? — ele se inclinou na minha direção, dizendo essas palavras num sussurro.

Revirei os olhos.

— Tenho certeza que não foi a primeira vez que você deflorou um virgem, Kook.

Tal como eu temia, meu comportamento casual o deixou com raiva.

— Pra falar a verdade, foi sim.

— Ah, vamos lá... Eu disse que não queria nada esquisito entre a gente.

Ele deu uma última tragada no cigarro e o jogou no chão.

— Bom, se eu aprendi alguma coisa nos últimos dias, é que nem sempre a gente consegue o que quer.

— Oi, Taehy— disse Parker, me beijando no rosto.

Jungkook olhou para ele com uma expressão assassina.

— Te pego por volta das seis? — Parker perguntou.

Assenti.

— As seis.

— Então a gente se vê mais tarde — disse ele, seguindo para a aula.

Fiquei olhando enquanto ele se afastava, com medo de lidar com as consequências dos últimos dez segundos.

— Você vai sair com ele hoje à noite? — Jeon perguntou, fervendo de raiva. Seu maxilar estava cerrado, e eu podia notar que ele o mexia.

— Eu te contei que ele ia me chamar para sair depois que eu voltasse para o Morgan. Ele me ligou ontem.

— As coisas mudaram um pouco desde aquela conversa, você não acha?

— Por quê?

Ele saiu andando, e engoli em seco, tentando conter as lágrimas. Jungkook parou e voltou, inclinando-se perto do meu rosto.

— Foi por isso que você disse que eu não ia sentir a sua falta depois de hoje! Você sabia que eu ia descobrir sobre o Parker, e achou que eu ia simplesmente... o quê? Te esquecer? Você não confia em mim, ou eu só não sou bom o bastante? Me fala, droga! Me fala que porra eu te fiz pra você fazer isso comigo!

Eu me mantive firme, encarando-o direto nos olhos.

— Você não me fez nada. Desde quando sexo é uma questão de vida ou morte para você?

— Desde que foi com você!

Olhei de relance à nossa volta, percebendo que estávamos fazendo uma ceninha. As pessoas passavam devagar, nos encarando e sussurrando. Senti as orelhas arderem, e o ardor se espalhou pelo meu rosto, fazendo com que meus olhos lacrimejassem.

Ele fechou os olhos, tentando se recompor antes de falar de novo.

— É assim? Você acha que não significou nada pra mim?

— Você é Jeon  Jungkook.

Ele balançou a cabeça, revoltado.

— Se eu não te conhecesse, acharia que você está esfregando meu passado na minha cara.

— Não acho que quatro semanas constituem o passado.

Ele contorceu o rosto e dei risada.

— Estou brincando! Jeon, está tudo bem. Eu estou bem, você está bem. Não precisamos criar um caso em cima disso.

Toda a emoção desapareceu de seu rosto, e ele inspirou fundo pelo nariz.

— Eu sei o que você está tentando fazer. — Seus olhos perderam o foco por um instante, e ele ficou absorto em pensamentos. — Eu vou ter que te provar então. — Seus olhos se estreitaram enquanto ele olhava nos meus, com a mesma determinação que exibia antes de uma luta. — Se você acha que vou voltar a trepar com qualquer um por aí, está enganado. Eu não quero mais ninguém. Quer ser meu amigo? Ok seremos amigos. Mas eu e você sabemos que o que aconteceu não foi apenas sexo.

Ele passou por mim como um raio e fechei os olhos, exalando o ar que vinha prendendo. O moreno olhou de relance para trás e seguiu para a próxima aula. Uma lágrima escapou e rolou pela minha bochecha, e rapidamente a limpei. Os olhares fixos e curiosos dos outros alunos se cravaram nas minhas costas enquanto eu caminhava, sentindo um grande peso, até a aula.

Parker estava na segunda fileira, e me sentei sorrateiramente na carteira ao lado.

Um largo sorriso se estampou em seu rosto.

— Não vejo a hora de chegar hoje à noite.

Inspirei e sorri, tentando afastar o clima pesado da conversa que acabara de ter com Jeon.

— Quais são os planos?

— Bom, eu já me instalei no meu apartamento. Pensei em jantarmos lá.

— Estou ansioso por hoje à noite também — falei, tentando me convencer disso.

Com a recusa de Jimin em ajudar, Jackson foi meu relutante assistente na escolha da roupa para o meu encontro com Parker.

Depois de ficar remoendo meu plano falho a tarde inteira, não consegui me convencer a me arrumar todo. Tendo em mente que o tempo estava fresquinho, coloquei um suéter  fino cor de caramelo por cima de uma camisa branca, peguei minha jaqueta e fiquei esperando perto da saída.

Quando o Porsche reluzente de Parker parou na frente do Morgan, saí rapidamente pela porta, antes que ele tivesse tempo de vir até mim.

— Eu estava indo buscar você — disse ele, decepcionado, enquanto segurava a porta do carro.

— Então eu fiz você economizar tempo — falei, me sentando e colocando o cinto de segurança.

Ele entrou no carro e se inclinou na minha direção, tocando meu rosto e me beijando com os lábios macios e aveludados.

— Uau — ele exclamou, soltando o ar. — Senti saudade da sua boca.

O hálito de Parker cheirava a menta, sua colônia tinha um aroma incrível, suas mãos eram quentes e macias, e ele estava fantástico de calça jeans e camisa social verde, mas eu não conseguia me desvencilhar da sensação de que faltava algo. Aquele entusiasmo que eu sentia com ele no começo estava ausente, e, em silêncio, amaldiçoei Jungkook por ter tirado isso de mim.

Eu me forcei a sorrir.

— Vou levar isso como um elogio.

O apartamento dele era exatamente como eu tinha imaginado: impecável, com aparelhos eletrônicos caros em cada canto, e muito provavelmente decorado por sua mãe.

— E então, o que achou? — ele me perguntou abrindo um largo sorriso, como uma criança exibindo um brinquedo novo.

— É o máximo — assenti.

A expressão dele passou de divertida a sedutora e ele me puxou para os seus braços, beijando meu pescoço. A tensão tomou conta de todos os músculos do meu corpo. Eu queria estar em qualquer lugar, menos naquele apartamento.

Meu celular tocou, e apresentei-lhe um sorriso de desculpas antes de atender.

— Como está indo o encontro, hyung?

Virei as costas para Parker e sussurrei ao telefone.

— Que foi, Kook? — tentei colocar rispidez na voz, mas ela se suavizou com o alívio ao ouvir a dele.

— Quero ir jogar boliche amanhã. Preciso do meu parceiro.

— Boliche? Você não podia ter me ligado mais tarde?

Eu me senti um hipócrita ao dizer essas palavras, pois estava esperando aparecer uma desculpa qualquer para manter os lábios de Parker longe de mim.

— Como eu vou saber quando vocês vão ter terminado? Ai. Isso não soou bem... — ele disse, parecendo se divertir.

— Ligo pra você amanhã para falarmos sobre isso, ok?

— Não, não está nada ok. Você disse que quer ser meu amigo, mas nós não podemos sair juntos? — Revirei os olhos e Jeon bufou. — Não revire os olhos. Você vai ou não vai?

— Como você sabe que revirei os olhos? Está me perseguindo? — perguntei, notando que as cortinas estavam abertas.

— Você sempre revira os olhos. Sim? Não? Você está desperdiçando um tempo precioso do seu encontro.

Ele me conhecia muito bem. Lutei contra a necessidade premente de pedir que ele fosse me buscar naquela hora. Não consegui evitar e acabei sorrindo com esse pensamento.

— Sim! — falei em uma voz abafada, tentando não rir. — Eu vou.

— Te pego às sete.

Eu me virei para Parker com um sorriso tão largo quanto o do gato de Alice.

— Era o Jeon? — ele me perguntou, com uma expressão sagaz.

— Sim — respondi franzindo a testa, pego no flagra.

— Vocês ainda são apenas amigos?

— Ainda apenas amigos

Nós nos sentamos à mesa e comemos comida chinesa, que ele havia pedido para viagem. Fiquei mais receptivo a ele depois de um tempinho, e ele me fez lembrar de como era charmoso. Eu me senti mais leve, quase risonho, uma marcante mudança de momentos antes. Por mais que eu tentasse tirar o pensamento da cabeça, não podia negar que eram os planos com Jungkook que haviam iluminado meu humor.

Depois do jantar, nos sentamos no sofá para assistir a um filme, mas, antes de terminarem os créditos do início, Parker já estava em cima de mim, e eu, deitado de costas. Fiquei feliz por ter escolhido usar calça jeans; não teria conseguido me esquivar com tanta facilidade se estivesse de moletom.

Seus lábios viajaram até minha clavícula e sua mão parou no meu cinto.

Desajeitado, ele tentou abri-lo, e, assim que conseguiu, eu me levantei do sofá.

— Tudo bem! Acho que tudo que você vai conseguir hoje é uma rebatida simples, como se diz no beisebol — falei, fechando o cinto.

—O quê?

— Primeira base, segunda base? Não importa. Está tarde e é melhor eu ir embora.

Ele se sentou e segurou minhas pernas.

— Não vá embora, Taehy. Não quero que você ache que foi por isso que eu te trouxe até aqui.

—E não foi?

— É claro que não — ele me disse, me puxando para o seu colo. — Só consegui pensar em você nas últimas duas semanas. Peço desculpas por ser impaciente.

Ele me beijou no rosto e me inclinei em sua direção, sorrindo quando seu hálito fez cócegas no meu pescoço. Eu me virei e pressionei os lábios contra os dele, tentando ao máximo sentir algo, mas nada aconteceu. Eu me afastei e suspirei.

Parker franziu a testa.

— Eu disse que sentia muito.

— Eu disse que estava tarde.

Fomos de carro até o Morgan, e Parker apertou de leve a minha mão e me deu um beijo de boa noite.

— Vamos tentar de novo. No Biasetti amanhã?

Pressionei os lábios.

— Vou jogar boliche com o Kook amanhã.

— Na quarta-feira então?

— Na quarta está ótimo — falei, com um sorriso forçado. Parker se mexeu no banco do carro. Ele estava se preparando para falar alguma outra coisa.

— Tae, vai ter uma festa de casais daqui a alguns fins de semana na Casa...

Eu me encolhi por dentro, temendo a discussão que inevitavelmente teríamos.

— Que foi? — ele perguntou, dando uma risadinha abafada e nervosa.

— Não posso ir à festa com você — falei, saindo do carro.

Ele me seguiu, me alcançando na entrada do Morgan.

— Você tem outros planos?

Eu me retraí.

—Tenho... O Jungkook já tinha me convidado.

—O Jeon  te convidou para quê?

— Para a festa de casais — expliquei, um pouco frustrado.

Seu rosto ficou vermelho, e ele se apoiou na outra perna.

— Você vai à festa de casais com ele? Jeon não vai a esse tipo de coisa. E vocês são só amigos. Não faz sentido você ir à festa com ele.

— O Jimin disse que só iria com o Yoon se eu fosse também.

Ele relaxou.

— Então você pode ir comigo — sorriu, entrelaçando os dedos nos meus.

Fiz uma careta para a solução dele.

— Não posso cancelar o que combinei com o Jungkook e depois ir à festa com você.

— Não vejo problema — ele deu de ombros. — Você pode estar lá pelo Jimin, e o Jeon vai se livrar de ter que ir. Ele vive dizendo que devíamos acabar com as festas de casais. Ele acha que elas só servem para que nossas companhias nos forcem a oficializar o relacionamento.

— Eu não queria ir à festa. Foi ele que me convenceu a ir.

— Agora você tem uma desculpa — ele deu de ombros.

Ele estava irritantemente confiante de que eu mudaria de ideia.

— Eu não queria ir nessa festa de jeito nenhum.

A paciência de Parker se esgotou.

— Só para esclarecer as coisas: você não quer ir à festa de casais. O Jeon quer ir, ele te convidou, e você não quer cancelar com ele para ir comigo, mesmo você nem querendo ir à festa para início de conversa?

Foi difícil ter de encarar o olhar raivoso dele.

— Eu não posso fazer isso com ele, Parker. Me desculpe.

— Você sabe o que é uma festa de casais? É uma festa aonde você vai com o seu namorado.

O tom condescendente dele fez com que qualquer empatia que eu estivesse sentindo fosse para o espaço.

— Bom, eu não tenho namorado, então tecnicamente nem devia ir à festa.

— Eu achei que a gente ia tentar de novo. Achei que tínhamos algumas coisa...

— Eu estou tentando.

— O que você espera que eu faça? Que fique sentado em casa sozinho enquanto você está na festa de casais da minha fraternidade com outra pessoa? Eu devo convidar outra pessoa para ir comigo?

— Você pode fazer o que quiser — respondi, irritado com a ameaça.

Parker ergueu o olhar e balançou a cabeça.

— Eu não quero convidar outra pessoa.

— Não espero que você não vá à sua própria festa. A gente se vê lá.

— Você quer que eu convide outra pessoa? E você vai à festa com ele. Você não consegue ver como isso é absurdo?

Cruzei os braços, preparado para uma briga.

— Eu falei que iria com ele antes de eu e você sairmos juntos, Parker. Não posso cancelar o compromisso com ele.

—Não pode ou não quer?

—Dá na mesma. Sinto muito se você não entende.

Abri a porta para entrar no Morgan, e Parker colocou a mão na minha.

— Tudo bem — ele suspirou, resignado. — Essa é, obviamente, uma questão com a qual vou ter que lidar. O Jeon é um dos seus melhores amigos. Eu entendo. Não quero que isso afete nosso relacionamento. Tudo bem?

— Tudo bem — falei, fazendo que sim com a cabeça.

Ele abriu a porta e fez um gesto para que eu entrasse, beijando o meu rosto antes.

— Vejo você na quarta às seis?

— Às seis — falei, acenando com a mão enquanto subia as escadas.

Jimin estava saindo do banheiro quando cheguei lá em cima, e os olhos dele se iluminaram a me ver.

— Oi, lindo! Como foi?

— Já era — falei, desanimado.

— Oh-oh.

— Não conta pro Kook, tá?

Ele bufou.

— Não vou contar. O que houve?

— O Parker me convidou para ir com ele à festa de casais.

Jimin apertou a toalha em volta do corpo.

— Você não vai deixar o Kook na mão, vai?

— Não, e o Parker não está feliz com isso.

— É compreensível — ele disse, assentindo. — E mau pra caramba.

Jimin puxou as mechas dos  cabelos molhados para trás e gotas de água escorreram sobre seu pescoço. Ele era uma contradição ambulante. Havia se matriculado na Eastern para que pudéssemos continuar juntos. Proclamava-se minha consciência, pronto para entrar em ação quando eu cedia a minhas tendências inatas a sair da linha. Eu me envolver com Jungkook ia contra tudo que tínhamos conversado, mas ele havia se tornado seu mais entusiasmado defensor.

Eu me apoiei na parede.

— Você vai ficar bravo se eu não for à festa?

— Não, eu vou ficar incrivelmente puto da vida. Isso seria motivo para a maior briga de todos os tempos, Tae.

— Então acho que não tenho opção — falei, enfiando a chave na fechadura.

Meu celular tocou, e a imagem de Jungkook fazendo uma cara engraçada surgiu no mostrador.

—Alô?

— Você já está em casa?

— Estou, ele me deixou aqui faz uns cinco minutos.

— Em mais cinco estou aí.

— Espera! Jeon? — eu disse, depois que ele desligou.

Jimin deu risada.

— Você acabou de ter um encontro decepcionante com o Parker e sorriu quando o Kook ligou. Você é mesmo tão idiota?

— Eu não sorri — protestei. — Ele está vindo pra cá. Você pode encontrar com ele lá fora e dizer que já fui dormir?

— Você sorriu sim, e não, você mesmo vai falar isso pra ele.

— Isso, Jimin, eu ir lá fora dizer pra ele que estou na cama dormindo vai mesmo dar certo.

Ele virou as costas para mim, caminhando até seu quarto. Joguei as mãos para o alto e as deixei cair ao lado do corpo.

— Jimin! Por favor!

— Divirta-se, Tae — ele sorriu, sumindo dentro do quarto.

Desci as escadas e vi Jungkook na moto, estacionada na frente do dormitório. Ele estava vestindo uma camiseta branca com um desenho preto, que realçava ainda mais seus braços.

— Você não está com frio? — perguntei, puxando minha jaqueta mais para junto do corpo.

— Você está bonito. Se divertiu?

—Hum... sim, obrigado — falei distraído. — O que você está fazendo aqui?

Ele apertou o acelerador, e o motor roncou.

— Eu ia dar uma volta para clarear as ideias. Quero que você venha comigo.

—Está frio, Kook.

—Você quer que eu vá buscar o carro do Yoon?

—A gente vai jogar boliche amanhã. Você não pode esperar até lá?

—Passei de ficar com você todos os segundos do dia a te ver durante dez minutos, se tiver sorte.

Sorri e balancei a cabeça.

—Só se passaram dois dias, Kook.

—Estou com saudades. Senta aí e vamos.

Eu não tinha como discutir. Tinha saudades dele também. Mais do que eu jamais admitiria. Fechei até em cima o zíper da jaqueta e subi na garupa da moto, deslizando os dedos pelos passadores de sua calça jeans. Jeon  puxou meus pulsos até seu peito e os cruzou. Assim que se convenceu de que eu estava me segurando nele bem apertado, saiu com a moto em alta velocidade.

Descansei o rosto nas costas dele e fechei os olhos, respirando seu perfume, que me fazia lembrar de seu apartamento, de seus lençóis e do cheiro dele quando andava pela casa com uma toalha em volta da cintura.

A cidade passava por nós como um borrão, e eu não me importava com a velocidade com que ele estava guiando a moto nem com o vento frio que me chicoteava a pele; eu não estava nem prestando atenção para onde estávamos indo. A única coisa em que eu conseguia pensar era no corpo dele encostado no meu. Não tínhamos destino nem agenda, e vagamos pelas ruas até bem depois de terem sido abandonadas por todo mundo, menos nós dois.

Jeon parou em um posto de gasolina.

— Você quer alguma coisa? — ele me perguntou.

Fiz que não com a cabeça, descendo da moto para esticar as pernas.

Ele ficou me observando enquanto eu passava os dedos nos cabelos para penteá-los e desfazer os nós, depois sorriu.

— Para com isso, você está lindo.

— Só se for para aparecer em um clipe de rock dos anos 80 — falei. Ele deu risada e depois bocejou, espantando as mariposas que zumbiam em volta dele. A pistola da mangueira de gasolina fez um clique, soando mais alto do que deveria na noite silenciosa. Parecíamos as duas únicas pessoas na face da terra.

Peguei o celular para ver o horário.

— Meu Deus, Kook. São três da manhã.

— Você quer voltar? — ele me perguntou, com uma sombra de decepção no rosto.

Pressionei os lábios.

— É melhor.

— Ainda vamos jogar boliche hoje à noite?

— Eu disse que vamos.

— E você ainda vai comigo na festa da Sig Tau que vai rolar daqui a algumas semanas, né?

— Você está insinuando que eu não cumpro minhas promessas? Acho isso um pouco ofensivo.

Ele puxou a mangueira de gasolina do tanque da moto e prendeu-a na base.

— Eu só não sei mais o que você vai fazer.

Ele se sentou na moto e me ajudou a subir atrás dele. Eu enganchei os dedos nos passadores de sua calça e depois, pensando melhor, o abracei.

Ele suspirou e endireitou a moto, relutante em dar partida. Os nós de seus dedos ficaram brancos quando ele segurou o guidão. Ele inspirou, começou a falar, depois se interrompeu e balançou a cabeça.

— Você é importante pra mim, viu? — falei, apertando-o de leve.

— Não entendo você, hyung. Achei que conhecesse as pessoas, mas você é incrivelmente confuso. Não te entendo.

— Eu também não te entendo. Supostamente você é o garanhão da Eastern. Não estou tendo a experiência completa que eles prometem aos calouros no folheto — brinquei.

— Isso é inédito. Nunca uma pessoa transou comigo só para me fazer deixá-la em paz — ele disse, ainda de costas para mim.

— Não foi isso que aconteceu, Jungkook — menti, envergonhado porque ele tinha adivinhado minhas intenções sem perceber como estava certo.

Ele balançou a cabeça e deu partida no motor. Dirigiu bem devagar, de uma maneira que não lhe era característica, parando em todos os faróis amarelos e tomando o caminho mais longo até o campus.

Quando estacionamos na frente do Morgan Hall, a mesma tristeza que senti na noite em que fui embora do apartamento dele me consumiu. Era ridículo ficar tão emotivo, mas, cada vez que eu fazia algo para afastá-lo, ficava aterrorizado que aquilo pudesse funcionar.

Ele me acompanhou até a porta, e peguei as chaves, evitando olhar para ele. Enquanto eu procurava, desajeitado, a chave certa, ele levou a mão ao meu queixo e tocou suavemente meus lábios.

— Ele te beijou? — o moreno quis saber.

Eu me afastei, surpreso por seus dedos me causarem uma sensação que fez arder todos os meus nervos, da boca aos dedos dos pés.

— Você realmente sabe como destruir uma noite perfeita, não é?

— Você achou que foi perfeita? Quer dizer que se divertiu?

— Eu sempre me divirto quando estou com você.

Ele olhou para o chão e franziu as sobrancelhas.

— Ele te beijou?

— Beijou — suspirei, irritado.

Ele fechou os olhos bem apertados.

— Aconteceu mais alguma coisa?

— Não é da sua conta! — falei, abrindo a porta com tudo. Jeon a fechou e se pôs no meu caminho, com uma expressão arrependida.

— Eu preciso saber.

— Não, não precisa! Sai da frente, Jungkook!

— Hyung...

— Você acha que, porque eu não sou mais virgem, vou sair trepando com qualquer um que me quiser? Valeu! — falei, empurrando-o.

— Eu não disse isso, droga! É pedir demais querer ter um pouco de paz de espírito?

— E por que você teria paz de espírito se soubesse se transei ou não com o Parker?

— Como você pode não saber? É óbvio pra todo mundo, menos pra você! — disse ele, exasperado.

— Então acho que eu sou um imbecil. É uma atrás da outra com você essa noite, Kook — falei, esticando a mão em direção à maçaneta.

Ele me segurou pelos ombros.

— O que eu sinto por você... é muito louco.

— Na parte da loucura você está certo — retruquei, me afastando.

— Eu fiquei treinando isso na minha cabeça o tempo todo em que estávamos na moto, então me ouve... — disse ele.

— Jungkook...

— Eu sei que a gente tem problemas, tá? Sou impulsivo, esquentado, e você me faz perder a cabeça como ninguém. Num minuto você age como se me odiasse, e no seguinte como se precisasse de mim. Eu nunca faço nada direito, eu não te mereço... mas, porra, Tae, eu te amo. Eu te amo mais do que jamais amei alguém ou alguma coisa em toda a minha vida. Quando você está por perto, não preciso de bebida, nem de dinheiro, nem de luta, nem de transas sem compromisso... eu só preciso de você. Eu só penso em você. Eu só sonho com você. Eu só quero você.

Meu plano de fingir que ignorava tudo aquilo foi um fracasso épico. Eu não poderia fingir indiferença quando ele tinha acabado de colocar todas as cartas na mesa. No momento em que nos conhecemos, algo dentro de nós dois mudou e, o que quer que tenha sido, fez com que precisássemos um do outro. Por motivos que eu não conhecia, eu era a exceção na vida dele, e, por mais que eu tentasse lutar contra os meus sentimentos, ele era a minha.

Ele balançou a cabeça, pegou o meu rosto com ambas as mãos e olhou dentro dos meus olhos.

—Você transou com ele?

Meus olhos se encheram de lágrimas enquanto eu respondia que não, balançando a cabeça. Ele avançou com os lábios nos meus, e sua língua penetrou minha boca sem hesitação. Incapaz de me controlar, agarrei a camiseta dele com os punhos cerrados e o puxei para perto. Ele murmurava com sua incrível voz grave, me agarrando tão apertado que era difícil respirar.

Então ele recuou, sem fôlego.

— Liga pro Parker fala que você não vai mais sair com ele. Fala pra ele que você está comigo.

Fechei os olhos.

— Não posso ficar com você, Jungkook.

— Mas que inferno! Por que não? — ele perguntou, me soltando.

Balancei a cabeça, com medo da reação dele ao ouvir a verdade.

Ele riu.

— Inacreditável. A única pessoa que eu quero, e ela não me quer.

Engoli em seco, sabendo que eu teria que chegar mais próximo da verdade do que havia feito em meses.

— Quando o Jimin e eu nos mudamos para cá, foi para que a minha vida seguisse um determinado rumo. Ou melhor, para que não seguisse determinado rumo. As lutas, as apostas, as bebidas... foi tudo isso que eu deixei para trás. Mas quando estou com você... está tudo lá novamente, em um pacote forte e irresistível. Eu não me mudei para um lugar a centenas de quilômetros para viver tudo isso de novo.

Ele ergueu meu queixo para que eu o encarasse.

— Eu sei que você merece alguém melhor do que eu. Você acha que eu não sei disso? Mas se existe algum homem feito para mim... esse homem é você. Eu faço o que for preciso, hyung. Está me ouvindo? Eu faço qualquer coisa.

Recuei, com vergonha de não poder lhe contar a verdade. Era eu quem não era bom o bastante. Era eu quem arruinaria tudo, quem o arruinaria. Ele me odiaria um dia, e eu não suportaria ver a expressão em seus olhos quando ele chegasse a essa conclusão.

Ele segurou a porta fechada.

— Eu vou parar de lutar assim que me formar. Nunca mais vou beber uma gota de álcool. Vou te dar o felizes para sempre, hyung. Se você acreditar em mim, eu consigo fazer isso.

— Eu não quero que você mude.

— Então me diz o que fazer. Me diz e eu faço — ele implorou.

Quaisquer pensamentos de ficar com Parker já tinham sumido fazia tempo, e eu sabia que era por causa do que eu sentia por Jeon. Pensei nos diferentes caminhos que minha vida tomaria a partir daquele momento — confiar em Jungkook dando um salto no escuro e arriscar o desconhecido, ou afastá-lo de mim e saber exatamente onde eu terminaria, o que incluiria uma vida sem ele. Ambas as opções me aterrorizavam.

— Você pode me emprestar seu celular? — perguntei.

Jungkook juntou as sobrancelhas, confuso.

— Claro — ele disse, puxando o celular do bolso e entregando-o a mim.

Disquei os números e fechei os olhos enquanto ouvia o telefone tocar

— Jeon? Que merda é essa? Você sabe que horas são? — Parker atendeu.

A voz dele estava grave e rasgada, e senti meu coração vibrando no peito. Eu não tinha me dado conta de que ele saberia que eu havia ligado do celular do Jeon.

De alguma maneira, as palavras encontraram o caminho até meus lábios trêmulos.

—Desculpa te ligar tão cedo, mas isso não podia esperar eu... não posso jantar com você na quarta.

— São quase quatro horas da manhã, Tae. O que está acontecendo?

— Pra falar a verdade, eu não posso mais te ver.

— Taehy...

— Eu... tenho certeza que estou apaixonado pelo Jungkook — falei, me preparando para a reação dele.

Depois de alguns instantes de um silêncio atônito, ele desligou.

Com os olhos fixos na calçada, devolvi o celular ao moreno e então, relutante, ergui o olhar para ver sua expressão. Uma combinação de confusão, choque e adoração se estampava em seu rosto.

—Ele desligou na minha cara — fiz uma careta.

Ele analisou meu rosto com uma esperança cautelosa nos olhos.

— Você me ama?

— São os braços — dei de ombros.

Um largo sorriso se espalhou por seu rosto, fazendo com que seus olhos se fechassem e seus dentinhos salientes aparecessem.

— Vem pra casa comigo — ele disse, me envolvendo em seus braços.

Ergui as sobrancelhas na hora.

— Você disse tudo aquilo só pra me levar pra cama? Eu devo ter causado uma impressão e tanto!

— A única coisa que consigo pensar agora é em ter você em meus braços a noite toda.

— Vamos — falei.

Apesar da velocidade excessiva e dos atalhos, a viagem até o apartamento dele parecia sem fim. Quando finalmente chegamos, Jeon me carregou escada acima. Fiquei dando risadinhas com os lábios encostados nos dele, enquanto ele tentava destrancar a porta. Quando ele me pôs de pé e fechou a porta, soltou um longo suspiro de alívio.

—Isso aqui não parecia mais um lar desde que você foi embora — disse ele, beijando meus lábios.

Totó atravessou o corredor abanando o minúsculo rabo, encostando as patinhas nas minhas pernas. Fiquei falando com ele de um jeito amoroso enquanto o erguia do chão.

A cama de Yoongi rangeu e ouvi quando ele se levantou. A porta do quarto se abriu enquanto ele apertava os olhos por causa da claridade.

— Nem vem, Kook, você não vai fazer essa merda! Você está apaixonado pelo T... — seus olhos encontraram foco e ele reconheceu o erro — ...ae. Oi, Tae.

— Oi, Yoon — falei, colocando Totó no chão.

Jeon me puxou pela mão, passando por seu primo, que ainda estava chocado, e bateu a porta do quarto atrás de nós, envolvendo-me em seus braços e me beijando sem hesitar, como se tivéssemos feito isso um milhão de vezes antes. Tirei sua camiseta e ele tirou minha jaqueta, deslizando-a pelos meus ombros. Só parei de beijá-lo para tirar o suéter e a camisa, depois me joguei em seus braços de novo. Tiramos o restante da roupa um do outro, e em poucos segundos ele me deitou no colchão. Estiquei o braço para abrir a gaveta do criado-mudo e mergulhei a mão ali dentro, buscando por qualquer coisa que estalasse.

— Merda — disse ele, arfando e frustrado. — Eu joguei fora.

— O quê? Todas? — falei, sem fôlego.

— Achei que você não... Se eu não estava com você, não ia precisar delas.

— Você está de brincadeira! — falei, me recostando na cabeceira da cama.

A testa dele encostou em meu peito.

— Eu não podia ter certeza de nada quando se tratava de você.

Sorri e o beijei.

— Você nunca transou com ninguém sem camisinha?

Ele balançou a cabeça.

— Nunca.

Olhei ao redor por um instante, perdido em pensamentos. Ele riu por causa da expressão em meu rosto.

— O que você está fazendo?

— Nada. — falei, o fitando com um olhar apaixonado.

Ele pressionou o peito contra o meu e me beijou com ternura.

— Tem certeza?

— Tenho sim Kook — respondi em um suspiro enquanto ele fazia círculos em minha coxa com a ponta dos dedos.

Seus lábios buscaram cada centímetro do meu pescoço, e, quando ele achou o caminho até minha boca, afundei a ponta dos dedos nos músculos de seus ombros, me perdendo na intensidade do beijo.

Jeon levou minhas mãos acima da cabeça e entrelaçou seus dedos nos meus, apertando minhas mãos de leve e descendo seus beijos do meu maxilar até a clavícula, parando por lá por longos e torturantes segundos passando sua língua conforme ia desferindo mordidas por toda a extensão fazendo-me arrepiar dos pés à cabeça. Seus dedos percorreram a extensão de minhas costas e pararam no elástico da cueca branca a qual eu vestia, ele podia ver perfeitamente o quão necessitado eu estava, meu falo gotejava pré gozo, deixando minha peça íntima transparente. Sua mão, impaciente, foi descendo pela lateral do meu corpo, agarrando minha cueca e deslizando-a pelas minhas pernas até que a mesma se encontrasse no chão junto das outras peças de roupa.

Ouvi-o suspirar, enterrando novamente sua cabeça em meu pescoço enquanto suas mãos desciam até meu baixo-ventre, acariciando meu pau com firmeza. Gemi baixinho, apertando seus fios em meus dedos, e dando mais liberdade para sua língua em meu maxilar.  Deslizei meus dedos por seus braços, sentindo seus músculos definidos. Céus, Jungkook é tão…

 

Quente.

 

Essa era a palavra que o descrevia. Desde o momento em que o vi naquele porão, senti calor, nossa, e como senti, só não conseguia admitir para mim mesmo. Enquanto estava em meus devaneios, senti algo úmido me tocar. Parei meus pensamentos olhando na direção do moreno, me deparando com a cena mais erótica que já vi em toda a minha vida. Jeon passava sua lingua por toda a extensão de meu tórax, hora ou outra arranhando minha pele sensível com seus dentes, seus dedos apertando a pele de minhas coxas com vontade. Suspirei, abrindo mais minhas pernas em um convite.

O mais novo beijou minha virilha, mordiscando-a, para em seguida deixar chupões por todo o lugar, maltratando também a parte interna das minhas coxas.

 

— Você é tão lindo, hyung. — murmurou, enquanto sentia seus lábios acariciarem minha derme, gentilmente.

— Kookie, eu quero te chupar. — digo, sentindo meu membro latejar com o pensamento.

 

O moreno ergueu o rosto em minha direção, mordendo os lábios enquanto observava meus olhos. Logo, o mais novo se levantou, se ajoelhando ao meu lado.

 

— Tive uma ideia! — respondeu para meu olhar confuso.

 

Ele se deitou ao meu lado, a cabeça encostada na cabeceira da cama.

 

— Vem cá — bateu de leve em suas coxas, puxando minha cintura para que eu ficasse em cima dele — Agora fica de quatro — Entendendo onde ele queria chegar, me virei de costas para ele e me posicionei com os cotovelos ao lado de seu quadril e meus joelhos perto de suas costelas.

— Isso, bebê.

Senti o mais novo apertar minhas nádegas com força, separando-as, me fazendo estremecer e conter um arfar quando senti sua respiração perto de minha entrada. Empinei mais minha bunda, me abaixando em sua virilha e vendo seu membro desperto bem em minha frente.

Lambi experimentalmente a cabeça, ao mesmo tempo que Kook endureceu a língua, me penetrando. Involuntariamente, soltei um gemido alto em sua pele, notando-o estremecer abaixo de mim. Ele investiu novamente o músculo em mim, apertando minhas nádegas com uma força para deixar marcas. Me abaixei até encostar meu peito em sua barriga, deixando-me totalmente exposto enquanto comecei a movimentar minha mão em seu pênis que pulsava e gotejava como nunca antes.

Experimentei colocar todo seu membro cuidadosamente em minha boca, engasgando quando o mais novo rebolou sua virilha. Jungkook distribuía marcas de mordidas por minhas nádegas, deixando chupões em minhas coxas. A excitação me fazia sentir fisgadas na boca do estômago, eu me sentia tão bem com ele. Comecei a chupá-lo com vontade, não me importando com os rastros de saliva que escorriam pelos cantos de minha boca. O aperto em meu quadril ficou mais forte e eu levei como um sinal de que estava indo bem. No momento, eu só queria que o moreno sentisse prazer.

Jeon parou de me penetrar com sua língua ao mesmo tempo que me virou na cama, me deitando na mesma, logo vindo ao meu encontro novamente. Sua boca encontrou a minha, em um ósculo lento, e suas mãos acariciavam minhas coxas, entrando entre elas e ondulando seu quadril no meu. Gemi alto ao que nossas ereções se encontraram, o mais novo as juntando e as apertando levemente entre seus dedos. Deus, como era bom. Jungkook arfou em meus lábios, movendo o quadril sobre sua palma e esfregando seu membro no meu.

 

— Kook, você tem lubrificante? — perguntei, a fala lenta por conta do prazer.

O rapaz gemeu, afirmando com a cabeça e esticando a mão que estava de apoio para debaixo de sua cama, retirando o pequeno tubo de lá. Sem parar de ondular o corpo contra o meu, o moreno abriu a tampa e apertou o conteúdo em cima de nossos membros, os melecando com o líquido gelado. Soltando o objeto sobre o colchão, Jungkook guiou sua mão para minha entrada, penetrando-a com o indicador lambuzado de lubrificante. Começou fazendo movimentos lentos, vez ou outra o tirando por inteiro de dentro de mim, apenas para rodear a entrada me fazendo arfar fortemente contra seu pescoço com a respiração acelerada.

Sua mão esquerda masturbava nossos membros de forma ritmada, fazendo meu quadril se erguer para acompanhar o ritmo. Sua palma deslizou por meus testículos, os massageando com cuidado para logo em seguida descer com a mão melecada, esfregando seus dedos em minha fenda. Minhas unhas seguraram a carne de seus ombros com firmeza, sentindo o mais novo penetrar três dedos de uma vez, fazendo minhas costas arquearem. Seus lábios deslizaram para meu mamilo, o maltratando com os dentes enquanto me alargava com seus dígitos. Eu percebia a forma como Jungkook se preocupava comigo, sempre dando atenção à várias partes de meu corpo ao mesmo tempo.

— Kook… Isso é bom.

 

Segurei em seus fios, mordendo o lábio para evitar gemer muito alto conforme o mais novo ia mais fundo em meu interior.

Segurei em seus fios, mordendo o lábio para evitar gemer muito alto conforme o mais novo ia mais fundo em meu interior. Arranhei sua nuca, empurrando meu quadril na direção de seus dedos, minhas pernas tremendo levemente pelo tesão.

 

Eu estava próximo, muito próximo.

 

— Estou quase, ah, Jungkook... — disse baixinho, com a voz trêmula quando imediatamente senti meu interior ser abandonado, logo soltando um xingamento em desaprovação.

— Ainda não, bebê. — disse ele, sorrindo ladino.

— Vamos logo com isso Jeon Jungkook! — bufei irritado. Seu sorriso cresceu, logo morrendo nos viramos na cama, dessa vez comigo por cima. O vi engolir em seco quando sentei por cima de seu membro. Sua mãos vieram para meu quadril e as minhas se apoiaram em suas coxas maravilhosas. Comecei a fazer movimentos com o quadril para frente e para trás, seus dedos me apertando conforme minhas nádegas se esfregavam em seu falo.

— Porra, Taehyung! — Sorri, rebolando com mais vontade. Guiei seu membro até minha entrada, forçando-o levemente. Ofeguei baixo quando sua glande me penetrou. O aperto em meu quadril se tornou doloroso, mas não me importei, mais ocupado em descer por seu pau lentamente. A sensação não era a melhor no início, e vendo isso, o maior começou a me distrair, beijando meu pescoço e deslizando as mãos por meu membro.

Depois de um tempo imóvel tentando me acostumar com o volume em meu interior, comecei a subir lentamente para em seguida descer por inteiro em seu falo, ouvindo o moreno arfar entrecortado pelo aperto inesperado. Quando a dor não era mais tão presente, os movimentos foram aumentando o ritmo, conforme Jeon segurava minha cintura com força, auxiliando nos movimentos.

Em algum momento, o moreno acertou um ponto dentro de mim com força, fazendo com que eu gemesse roucamente, pedindo por mais daquilo.

 

— Ah Jeon… d-de novo, por favor — disse rebolando lentamente prolongando a sensação, inebriado pelo prazer.

—  O que, baby? O que você quer? — sussurrou, sorrindo de lado enquanto dava uma forte mordida em meu pescoço já maltratado.  

— Hmmm… Me fode com mais força. — O moreno rosnou, aumentando a força das estocadas. Conti um gemido alto, rebolando para tentar achar aquele ponto de novo. — Ah, mais forte… É só isso que você sabe fazer?

Quase me arrependi quando, no segundo seguinte, ele me ergueu em seus braços com facilidade, batendo minhas costas com força na parede enquanto empurrava com violência seu quadril no meu. Minhas pernas agarraram sua cintura fina por instinto e minhas mãos se posicionaram em seus braços, os apertando com força conforme o prazer me atingia. O mais novo praticamente grunhia em  meu ouvido, sua respiração pesada em meu pescoço.

Joguei minha cabeça para trás por prazer, sentindo o moreno acertar com força minha próstata, e  minhas pernas tremendo fracas.

— E agora, baby? — parou de se mover por um instante, respiração ofegante, olhos cravados nos meus, retornando com uma única estocada forte e profunda, me fazendo ver estrelas e meus ouvidos zumbirem.

Minhas pernas tremiam tanto, que se Jeon me colocasse de pé eu cairia ali mesmo.

— C-continua me fodendo, não p-para… — murmurei agarrando os cabelos de sua nuca num puxão fraco, de olhos semicerrados e respiração rala.

— Seu desejo é uma ordem — o moreno voltou a me penetrar com ainda mais avidez, me fazendo pular em seu colo repetidas vezes, soltando gemidos sôfregos em seu ouvido.

Tentei buscar apoio em seu ombro, soltando-o sem querer quando senti meu corpo ser inundado de prazer ao tê-lo estocando um ponto especial em meu corpo. Palavrões escaparam de minha boca conforme ele insistia em me foder naquele local, fazendo minhas costas se arquearem e os dedos do pé se contorcerem. Ele riu, a boca encostada em meu pescoço. Tratei de descontar em suas costas, deixando-as vermelhas com minhas unhas, mas ele mal pareceu ligar. Acho que ele estava tão perto quanto eu.

O moreno saiu de meu interior logo soltando minhas pernas de encontro ao chão, pegou em minha mão e me arrastou até a cama, me deitando na mesma, subiu vindo de encontro a mim. Seus lábios buscaram cada centímetro do meu pescoço, e, quando ele achou o caminho até minha boca, afundei a ponta dos dedos nos músculos de seus ombros, me perdendo na intensidade do beijo.

Jeon levou minhas mãos acima da cabeça e entrelaçou seus dedos com os meus, apertando minha mão e me penetrando novamente, logo em seguida. Seus movimentos eram certeiros em meu ponto de prazer, meu abdômen se tencionava com uma força impressionante.

Soltei um gemido mais alto, mordendo o lábio e tombando a cabeça no travesseiro, de olhos cerrados.

 

— Tae — ele sussurrou, parecendo em conflito —, eu preciso…

— Não pare — implorei.

Obedecendo, o mais novo continuou enquanto gemia em meu ouvido, soltando elogios e palavrões que me faziam ficar ainda mais excitado, se possível. Puxei-o para um beijo, apertando meus calcanhares em sua cintura, gemendo em sua boca enquanto me desmanchava de prazer entre nossos corpo. Eu sentia como se tivesse perdido o ar dos meus pulmões.

Abri os olhos pesarosos ainda de prazer, olhando para Jungkook que me observava com atenção, a franja escura molhada de suor e a boca semiaberta de onde saia seus gemidos. Que bela visão. O moreno jogou a cabeça para trás enquanto gozava em meu interior, soltando grunhidos e gemidos deliciosos. Ele caiu delicadamente sobre meu corpo, respirando com dificuldade antes de me beijar rapidamente, caindo para o lado. Ele esticou os braços e retirou alguns lenços úmidos, nos limpando antes de deitar na cama de novo.

Sorri e suspirei, cedendo à exaustão. Jeon me puxou para o lado dele e nos cobriu, descansei o rosto em seu peito e ele me beijou na testa, entrelaçando os dedos nas minhas costas.

— Não vai embora dessa vez, hein? Quero acordar assim amanhã de manhã.

Beijei o peito do moreno, sentindo-me culpado por ele ter que me pedir isso.

— Não vou a lugar algum.




 


 


Notas Finais


obrigadaaaa por toda a compreensão de vocês, de verdade, agora que o sufoco maior passou, vou começar a postar com mais frequência, amém
SOMOS MAIS DE 300 FAV!!!!!!!!!!!! MUITO OBRIGADAAAAAAA DOCINHOSSSS MAMAE AMA VOCES <3333333
espero que o lemon esteja do agrado de vocês pq deu um trabalho do caramba hein
então é isso nenês, vejo vocês semana que vem!!
que min yoongi abençoe vocês <3


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