História The Bet - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Taekook, Yoonmin
Visualizações 299
Palavras 5.309
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


DOCINHOSSSSSSSSS!!!! to viva mas to morta
g
Gentekkkkkkk passei por tanto perrengue nesse tempo fora que se eu contar vocês não acreditam, a faculdade infelizmente tá me sugando muito e eu acabo não conseguindo tempo pra att aqui :(((
Eu espero do fundo do coração que tentem me entender, pq o negócio tá hard real.
Enfim, ESTAMOS COM 14K DE VISUALIZAÇÕES, É ISSO MESMO PRODUÇÃO?????
GENTE MUITO OBRIGADAAA!!!! eu amo todos vocês demais demaisss, obrigada por tudo, por darem amor à fanfic, por não desistirem dessa autora aqui que aparece de século em século, mas principalmente por apoiarem o meu "trabalho", sério vocês são uns bolinhos :( AGRADECIMENTO ESPECIAL PRA BIFE QUE BETOU O CAPITULO YAY <3
Agora estamos rumo aos 500 favs!!!! e eu não poderia estar mais feliz bichoooo
PUTA MERDA to falando demais, me desculpem por isso, sem mais delongas.....
Boa leitura <3

Capítulo 17 - Full House


Dei um giro, analisando meu reflexo no espelho com um olhar cético. A camisa era de seda branca, com uma abertura em V do pescoço até metade do peito, e escandalosamente chamativa; a calça era de um jeans escuro e apertado e, para a minha surpresa, era rasgada na parte de trás, ou seja, perto da bunda. 

— Uau! O Jeon vai mijar nas calças quando vir você com essa roupa! — disse Jimin. 

   Revirei os olhos.  

— Que romântico.  

— Você entendeu o que eu quis dizer, não experimenta mais nada. — disse ele, batendo palmas animado.  

— Você não acha que é muito chamativo? Até a Mariah Carey mostra menos pele! Olha esse rasgo na bunda Jimin.  

Jimin fez que não com a cabeça.  

— Pode levar essas peças. 

   Fui me sentar enquanto ele experimentava uma roupa atrás da outra, mais indeciso quando se tratava de escolher uma roupa para si. Acabou escolhendo uma jaqueta em tom verde militar curta e justa, uma calça de lavagem clara e uma bota preta.  

  Fomos no Honda dele até o apartamento e vimos que o Charger do Yoongi não estava lá. Totó estava sozinho. Jimin pegou o celular e discou, sorrindo quando Yoon atendeu.  

— Cadê você, baby? — Ele assentiu e depois olhou para mim. — Por que eu ficaria bravo? Que tipo de surpresa? — perguntou, desconfiado, e olhou para mim de novo. Depois foi andando até o quarto do Min e fechou a porta.  

  Esfreguei as orelhas pretas e pontudas de Totó enquanto Jimin murmurava algo no quarto. Quando apareceu, tentou disfarçar o sorriso no rosto.  

— O que eles estão aprontando agora? — eu quis saber.  

— Eles estão a caminho de casa. Vou deixar o Jungkook te contar — disse ele, com um sorriso de orelha a orelha.  

— Ai, meu Deus... que foi? — perguntei. 

 — Acabei de falar que não posso te contar, é surpresa.  

  Fiquei inquieto, mexendo no cabelo e nos dedos, incapaz de permanecer sentado enquanto esperava que Jeon revelasse sua mais recente surpresa. Uma festa de aniversário, um cachorrinho... Eu não conseguia imaginar o que poderia vir agora.  

  O som alto do motor do Charger anunciou a chegada deles. Os meninos riam enquanto subiam as escadas.  

— Eles estão de bom humor — falei. — Bom sinal.  

Yoongi foi o primeiro a entrar.  

 

 

— Eu só não quero que você ache que tem algum motivo pra ele ter feito uma e eu não.  

Jimin se levantou para cumprimentar o namorado e jogou os braços em volta dele.  

— Você é tão bobo, se eu quisesse um namorado louco, sairia com o Jungkook.  

— Isso não tem nada a ver com o que eu sinto por você — Yoon acrescentou. 

 Jungkook entrou pela porta com um curativo nos quatro dedos da mão esquerda. Ele sorriu para mim e tombou no sofá, descansando a cabeça no meu colo.  

  Eu não conseguia desviar os olhos do curativo. 

 — Tudo bem... o que você fez? 

   Ele sorriu e me puxou para baixo para beijá-lo. Eu conseguia sentir o nervosismo irradiando dele. Por fora ele sorria, mas eu tinha a nítida sensação de que ele não sabia como eu reagiria ao que ele tinha feito. 

— Fiz umas coisas hoje.  

— Tipo o quê? — eu quis saber, desconfiado.  

  Jeon deu risada.  

— Calma, Tae. Não é nada ruim.  

— O que aconteceu com os seus dedos? — perguntei puxando a mão dele para cima.  

Um motor a diesel com som de trovoada estacionou lá fora e Jungkook se levantou do sofá num pulo para abrir a porta.  

—Já estava na hora, cacete! Já faz cinco minutos que estou em casa! — ele disse com um sorriso. 

   Um homem entrou de costas no apartamento carregando um sofá cinza coberto de plástico, seguido de outro homem que o segurava do outro lado. Yoongi e Jungkook arrastaram o sofá velho — comigo e com Totó ainda sentados — e os homens colocaram o novo no lugar. Jeon puxou todo o plástico, me ergueu nos braços e me colocou nas almofadas macias.  

— Você comprou um sofá novo? — perguntei, com um largo sorriso.  

— É, e algumas outras coisas também. Valeu, pessoal — ele agradeceu, enquanto os caras erguiam o sofá velho e iam embora.  

— Lá se vão muitas lembranças — falei, com um sorriso de satisfação.  

—Nenhuma que eu queira guardar. 

   Ele se sentou ao meu lado, me observando por um momento antes de arrancar a fita que segurava a gaze em seus dedos.  

— Não entre em pânico.  

 

 

 

 

  Minha mente foi a mil como que poderia estar debaixo daquele curativo. Imaginei queimaduras ou pontos ou outra coisa igualmente horripilante. 

   Ele puxou a gaze e fiquei ofegante ao ver a escrita simples e preta tatuada na parte superior de seus dedos, com a pele em volta ainda vermelha e brilhante por causa do antibiótico que tinha sido espalhado no local. Balancei a cabeça, sem poder acreditar, enquanto lia a palavra.  

"TETE" 

— Gostou? — ele me perguntou.  

— Você tatuou meu nome nos dedos? — eu disse, mas não soava como a minha voz. Minha mente se espalhava em todas as direções e, ainda assim, consegui falar num tom calmo e sereno.  

— Tatuei. 

   Ele beijou o meu rosto enquanto eu olhava fixamente para a tinta permanente em seus dedos, mal podendo acreditar.  

— Eu tentei dissuadir o Kook, Tae. Mas fazia tempo que ele não fazia nenhuma loucura. Acho que estava tendo crise de abstinência — disse Yoongi, balançando a cabeça.  

— O que você acha? — Jeon me perguntou. 

 — Não sei — respondi. 

 — Você devia ter perguntado a ele primeiro, Kook — comentou Jimin, balançando a cabeça e cobrindo a boca com os dedos.  

— Perguntado o quê? Se eu podia fazer uma tatuagem? — ele franziu a testa, se virando para mim. — Eu te amo. Quero que todo mundo saiba que eu sou seu.  

Eu me mexi. 

 — Isso é pra sempre, Jeon.  

— Nós também somos — disse ele, pondo a mão no meu rosto.  

— Mostra o resto — disse Yoon.  

— O resto? — falei, baixando o olhar para a outra mão dele.  

  Jungkook se levantou e puxou a camiseta. Os músculos de seu abdômen malhado se contraíram com o movimento. Ele se virou e, na lateral do corpo, havia outra tatuagem nova, na extensão das costelas.  

— O que é isso? — perguntei, apertando os olhos para ver os símbolos verticais.  

— É em hebraico — disse o moreno, com um sorriso nervoso.  

— O que quer dizer?  

 

 

 

 

— Quer dizer “Pertenço à meu amado, e meu amado pertence a mim”.  

Meu olhos se voltaram rapidamente para os dele.  

— Você não ficou feliz com uma tatuagem só? Tinha que fazer duas?  

— É algo que eu sempre disse que faria quando encontrasse a mulher ou homem da minha vida. Eu encontrei você... Fui lá e fiz as tatuagens. 

O sorriso dele foi se esvaindo quando ele viu minha expressão.  

—Você está bravo, não está? — disse ele, abaixando a camiseta.  

—Não estou bravo. Só estou... É um pouco sufocante.  

  Yoongi apertou Jimin de encontro à lateral do corpo com um dos braços.  

— Vai se acostumando, Tae. O Kook é impulsivo e mergulha de cabeça em tudo. Isso vai ser suficiente até ele conseguir colocar uma aliança no seu dedo.  

  As sobrancelhas de Jimin se ergueram, primeiro para mim, depois para Yoongi. 

 — O quê?! Eles acabaram de começar a namorar!  

— Eu... acho que preciso de uma bebida — falei, entrando na cozinha. 

   Jungkook deu uma risadinha, observando enquanto eu remexia os armários.  

—Ele estava brincando, hyung.  

—Estava, é? — perguntou Yoon.  

—Ele não estava falando de nada tão cedo — o moreno tentou se safar então se virou para Yoongi e grunhiu: — Muito obrigado, babaca.  

— Talvez agora você pare de ficar falando disso — Min sorriu de lado.  

  Despejei uma dose de uísque em um copo e inclinei a cabeça par trás, engolindo o líquido todo de uma vez. Fiz uma careta quando a bebida desceu queimando pela garganta.  

  Jeon envolveu gentilmente minha cintura por trás.  

— Não estou pedindo você em casamento, hyung. São só tatuagens.  

— Eu sei — respondi, fazendo que sim com a cabeça enquanto despejava mais uma dose no copo. 

   Ele puxou a garrafa da minha mão e girou a tampa, fechando-a e enfiando-a de volta no armário. Como não me virei, ele rodou meu quadril para que ficássemos cara a cara. 

 

 

 

 

 — Tudo bem, eu devia ter falado com você sobre isso primeiro. Mas eu decidi comprar o sofá, e aí uma coisa levou à outra. Fiquei empolgado.  

— Isso é muito rápido pra mim, Jeon. Você já falou de morar junto, acabou de se marcar com o meu nome, fica dizendo que me ama... Isso é tudo muito... rápido.  

O moreno franziu a testa.  

— Você está surtando. Falei pra você não entrar em pânico.  

— É difícil não entrar! Você descobriu sobre o meu pai e tudo que você sentia antes de repente tomou outra proporção!  

— Quem é o seu pai? — Yoongi quis saber, claramente descontente por estar de fora. 

 Quando ignorei a pergunta, ele soltou um suspiro.  

— Quem é o pai dela? — perguntou à Jimin, que balançou a cabeça, querendo dizer a ele que deixasse isso pra lá.  

A expressão de Jungkook estava contorcida de indignação.  

— Meus sentimentos por você não têm nada a ver com o seu pai.  

— Nós vamos à festa de casais amanhã. Supostamente, é uma grande coisa, onde vamos anunciar o nosso relacionamento ou algo do gênero, e agora você tem o meu nome no seu braço e esse provérbio falando que pertencemos um ao outro é muita coisa, tá? Estou surtando!  

  Jeon agarrou o meu rosto e plantou um beijo na minha boca. Depois me ergueu do chão e me colocou em cima do balcão. Sua língua implorava para entrar na minha boca, e, quando deixei, ele soltou um gemido.  

Seus dedos se afundaram no meu quadril, me puxando para perto.  

— Você fica gostoso pra cacete quando está bravo — ele disse de encontro aos meus lábios. 

— Tudo bem — falei baixinho. — Estou calmo. 

  Ele sorriu, satisfeito por seu plano de distração ter funcionado.  

—Tudo ainda é a mesma coisa, Tae. Ainda somos você e eu.  

— Vocês dois são doidos — disse Yoongi, balançando a cabeça.  

Jimin deu um tapa de brincadeira no ombro dele.  

— O TaeTae também comprou uma coisa para o Jungkook hoje.  

— Jimin! — dei bronca.  

— Você achou uma roupa? — o moreno me perguntou, sorrindo.  

—Achei — o envolvi com as pernas e os braços. — Amanhã vai ser a sua vez de surtar.  

— Não vejo a hora de isso acontecer — ele me disse, me puxando para descer do balcão.  

 

 

 

    Acenei para Jimin enquanto Jungkook me levava pelo corredor. 

 

—//— 

 

   Na sexta-feira, depois das aulas, Jimin e eu passamos à tarde no centro da cidade andando pra lá e pra cá. Quando voltamos ao apartamento, cada canto tinha sido coberto com buquês de rosas. Vermelhas, cor-de-rosa, amarelas e brancas — o apartamento parecia uma floricultura.  

— Ai, meu Deus! — Jimin soltou um grito quando cruzou a porta.  

Yoongi olhou em volta, orgulhoso.  

— Nós saímos para comprar flores para vocês dois, mas nenhum de nós achou que um buquê seria o suficiente. 

 Abracei o moreno.  

— Vocês são... o máximo. Obrigado.  

Ele deu um tapinha na minha bunda. 

 — Faltam trinta minutos para a festa, Tae. 

   O Min e o Jeon se vestiram no quarto de Jungkook, enquanto eu e Jimin nos arrumávamos no quarto de Yoongi. Quando eu estava colocando o sapato, ouvi alguém bater à porta. 

 — Hora de ir — disse Yoon.  

Jimin saiu do quarto e ele assobiou.  

— Cadê ele? — Jeon perguntou.  

— O Tae vai sair em um segundo — Jimin explicou.  

— Esse suspense está me matando, TaeTae! — ele gritou. 

 Saí do quarto, mexendo inquieto na minha camisa, e o moreno estava parado na minha frente, pálido. 

 Jimin o cutucou e ele piscou.  

— Puta merda! 
— Está preparado para surtar? — ele perguntou.  

— Não estou surtando, ele está incrível — disse o moreno.  

Eu sorri e, lentamente, me virei para mostrar o rasgo ousado no jeans, bem abaixo da bunda.  

 

 

 

— Ah, agora estou surtando — ele disse, vindo até mim e me virando.  

— Não gostou? — perguntei.  

— Você precisa de uma jaqueta que cubra esse rasgo.  

Ele foi correndo até o armário, apressando-se em colocar meu casaco sobre os meus ombros.  

— Ele não pode usar isso a noite toda, Kook — disse Jimin, rindo baixinho.  

— Você está lindo, Tae — disse Yoongi, como desculpas pelo comportamento do primo.  

Jeon tinha uma expressão aflita enquanto falava.  

—Você está lindo. Está incrível... mas não pode usar isso. Sua calça é... uau, sua bunda está... sua camisa é aberta demais, e isso aí é só metade da camisa! Não tem nem a parte da frente quase!  

Não consegui evitar e sorri. 

 — Não exagere, e é assim mesmo, Jungkook.  

— Vocês gostam de se torturar? — Min franziu a testa.  

— Você não tem uma camisa mais fechada? — Jungkook me perguntou.  

Olhei para baixo. 

 —Na verdade, ela é bem simples. É só a frente que fica meio à mostra.  

— TaeTae, — ele sussurrou, encolhendo-se com as próximas palavras que ia dizer — não quero que você fique bravo, mas não posso te levar na minha fraternidade assim. Vou arrumar briga em cinco minutos.  

Fiquei na ponta dos pés e beijei os lábios dele.  

— Eu tenho fé em você.  

— Essa noite vai ser um saco — ele grunhiu. 

— Essa noite vai ser fantástica — disse Jimin, ofendido.  

— Só pensa como vai ser fácil tirar essas roupas depois — comentei com ele, beijando seu pescoço.  

— Esse é o problema. Todos os outros caras lá vão ficar pensando a mesma coisa.  

— Mas você é o único que vai descobrir — falei animado.  

Ele não respondeu, e recuei para avaliar sua expressão.  

— Você quer mesmo que eu troque de roupa?  

O moreno analisou meu rosto, minha camisa, minha calça, depois soltou o ar contido.  

— Não importa o que estiver vestindo, você é maravilhoso. Eu preciso me acostumar com isso, certo? 

 

 

 Dei de ombros e ele balançou a cabeça. 

 — Tudo bem, já estamos atrasados. Vamos.  

Eu me aninhei perto de Jungkook para me aquecer enquanto caminhávamos do carro até a casa da Sigma Tau. O ambiente lá dentro estava enfumaçado e morno. A música tocava alta no porão e Jungkook balançava a cabeça no ritmo. Todo mundo pareceu se virar para nós ao mesmo tempo. Eu não sabia se era porque Jeon estava numa festa de casais ou porque ele estava usando calça social ou por causa da minha roupa, mas o fato é que todo mundo estava nos encarando. 

 Jimin se inclinou e sussurrou no meu ouvido:  

— Estou tão feliz que você esteja aqui, Tae.  

— Fico feliz por ajudar — grunhi.  

Jungkook e Yoongi guardaram nosso casaco e nos conduziram até a cozinha. Yoongi pegou quatro cervejas na geladeira e as distribuiu entre nós. Ficamos em pé na cozinha, ouvindo os caras da fraternidade discutirem a última luta de Jeon. As meninas da fraternidade feminina que estavam com eles eram as mesmas loiras peitudas que tinham seguido Jungkook até o refeitório na primeira vez em que nos falamos.  

Lexie era facilmente reconhecível. Eu não conseguia me esquecer do olhar na cara dela quando Jeon a empurrou do colo dele por ela ter insultado Jimin. Ela me observava com curiosidade, parecendo estudar cada palavra que eu dizia. Eu sabia que ela queria descobrir porque Jeon Jungkook  aparentemente me achava irresistível, e me peguei fazendo um esforço para lhe mostrar o porquê. Mantive as mãos no moreno, fazendo comentários irônicos e inteligentes em momentos precisos da conversa e brinquei com ele em relação às novas tatuagens.  

— Cara, você tatuou o nome do seu namorado na mão? Por que você fez isso? — perguntou Brad. 

 Jeon virou a mão orgulhoso para mostrar o meu nome.  

— Eu sou louco por ele — ele disse, baixando a cabeça para mim com olhos ternos.  

— Você mal conhece o garoto — disse Lexie com desdém. 

 Ele não tirou os olhos dos meus.  

— Conheço sim. — Então franziu o cenho. — Achei que as tattoos tinham te deixado em pânico. Agora você está se gabando?  

Eu me estiquei para cima para beijar o rosto dele e dei de ombros.  

— Elas estão me conquistando aos poucos.  

Yoongi e Jimin desceram as escadas e fomos atrás deles, de mãos dadas. Os móveis tinham sido afastados e alinhados ao longo das paredes, para criar uma pista de dança improvisada. Tão logo descemos as escadas, uma música lenta começou a tocar.  

Jeon não hesitou em me levar para o meio da pista, me segurando bem perto dele e puxando a minha mão para o seu peito.  

 

 

— Estou feliz por nunca ter vindo a uma festa dessas antes. Acertei em ter trazido somente você. 

 Sorri e pressionei o rosto em seu pescoço. Ele manteve a mão quente e macia encostada na parte de baixo das minhas costas.  

— Todo mundo está te encarando com essa roupa — ele comentou.  

Ergui o olhar, esperando ver uma expressão tensa, mas ele estava sorrindo.  

— Até que é legal... estar com o cara que todos querem. 

 Revirei os olhos.  

— Eles não me querem. Eles estão curiosos para saber por que você me quer. E, de qualquer forma, tenho dó de qualquer um que ache que tem alguma chance comigo. Estou completamente apaixonado por você. 

 Uma expressão aflita obscureceu sua face.  

— Sabe por que eu te quero? Eu não sabia que estava perdido até que você me encontrou. Não sabia que estava sozinho até a primeira noite em que passei na minha cama sem você. Você é a única coisa certa na minha vida. Você é o que eu sempre esperei, Tae. 

Ergui as mãos para pegar o rosto dele e ele me abraçou, me levantando do chão. Pressionei os lábios contra os dele e ele me beijou com a emoção que tinha acabado de transmitir em palavras. Foi naquele momento que me dei conta do motivo pelo qual ele tinha feito a tatuagem, de por que tinha me escolhido e por que eu era diferente. Não era apenas eu nem apenas ele — era o que nós dois formávamos juntos.  

Uma batida mais forte vibrou nos alto-falantes, e o moreno me colocou no chão.  

— Ainda quer dançar?  

Jimin e Yoongi apareceram ao nosso lado e ergui uma sobrancelha.  

— Se você acha que consegue me acompanhar.  

Ele abriu um sorriso presunçoso.  

— Veja você mesmo.  

Eu movi o quadril de encontro ao dele e passei as mãos em seu peito, abrindo os dois botões de cima da camisa. Jeon riu baixinho e balançou a cabeça, e eu me virei de costas, me mexendo encostado nele ao ritmo da música. Ele me agarrou pelo quadril e eu estiquei as mãos ao redor dele, agarrando seu bumbum. Inclinei-me para frente e os dedos dele se afundaram na minha pele. Quando me levantei, ele tocou minha orelha com os lábios.  

— Se continuar desse jeito, vamos ter que sair mais cedo.  

Eu me virei e sorri, jogando os braços em volta de seu pescoço, e ele pressionou o corpo contra o meu. Tirei a camisa dele para fora da calça, deslizando as mãos por suas costas e pressionando os dedos nos músculos robustos. Depois sorri com o ruído que ele fez quando saboreei seu pescoço. 

 

 

 — Nossa, Tae, você está me matando — ele gemeu, agarrando a barra da minha camisa e puxando-a só o suficiente para tocar minha cintura com a ponta dos dedos.  

— Acho que sabemos qual é o apelo — disse Lexie em tom de zombaria atrás de nós.  

Jimin se virou e seguiu pisando duro na direção dela, pronto para o ataque.  

— Repete isso! — meu amigo disse. — Quero ver se você se atreve, vadia! 

Lexie se escondeu atrás do namorado, chocada com a ameaça de Jimin.  

— É melhor colocar uma focinheira na sua namorada, Brad — avisou Jeon.  

Duas músicas depois, meus cabelos estavam úmidos de suor. Jungkook beijou a pele abaixo da minha orelha.  

— Vamos, Tae. Preciso fumar.  

Ele me conduziu pela escada e pegou meu casaco antes de me levar para o segundo andar. Saímos na varanda e nos deparamos com Parker e uma garota, mais alta que eu, os cabelos curtos e escuros presos para trás com um único grampo. Na hora notei o fino salto agulha, pois ela estava com a perna enganchada no quadril de Parker, encostada na parede de tijolo. Quando ele percebeu nossa entrada, tirou a mão de baixo da saia dela.  

— Tae — ele disse, surpreso e sem fôlego.  

— Oi, Parker — falei, abafando uma risada.  

— Como, hum... Como você está?  

Sorri com educação.  

— Ótimo, e você?  

— Hum — ele olhou para sua acompanhante. — Tae, essa é a Amber. Amber... Tae.  

— Aquele Tae? — ela perguntou.  

Parker assentiu, rápida e desconfortavelmente. Ela me deu um aperto de mão com um olhar de desprezo e então olhou para Jungkook como se tivesse acabado de encontrar o inimigo.  

— Prazer em te conhecer... eu acho.  

— Amber — Parker falou em tom de aviso.  

Jeon riu e abriu a porta para que eles passassem. Parker agarrou Amber pela mão e entrou.  

— Isso foi... estranho — falei, balançando a cabeça enquanto cruzava os braços, me apoiando na balaustrada. Estava frio, e só havia um punhado de casais ali do lado de fora.  

Jungkook estava todo sorridente. Nem Parker seria capaz de estragar seu bom humor. 

— Pelo menos ele desencanou e não está mais enchendo o saco para voltar com você.  

— Eu não acho que ele estava tentando voltar comigo, e sim me manter longe de você.  

 

O moreno torceu o nariz.  

— Ele levou uma garota pra casa uma vez pra mim. Agora age como se toda vez aparecesse em casa pra salvar cada caloura que já comi.  

Desferi um olhar seco para ele. 

 — Já te falei como odeio essa palavra?  

— Desculpa — ele disse, me puxando para seu lado.  

Ele acendeu um cigarro e inspirou fundo. A fumaça que soprou era mais espessa que de costume, misturada com o ar gelado do inverno. Ele virou a mão e olhou demoradamente para os próprios dedos.  

— Não é estranho que essa tatuagem seja não apenas a minha preferida, mas que eu goste de saber que ela está aqui?  

— Bem estranho. — Jeon ergueu uma sobrancelha e eu ri. — Estou brincando. Não posso dizer que entendo, mas é meigo... de um jeito meio Jeon Jungkook.  

— Se é tão bom ter isso no braço, não posso nem imaginar como vai ser colocar uma aliança no seu dedo.  

— Jungkook..  

— Daqui a quatro, talvez cinco anos — ele acrescentou.  

Respirei fundo.  

— Precisamos ir devagar. Bem, bem devagar.  

— Não começa, hyung.  

— Se a gente continuar nesse ritmo, estaremos casados antes de me formar. Não estou pronto para me mudar para a sua casa, não estou preparado para usar aliança, e certamente não estou pronto para ter um relacionamento definitivo com alguém.  

Jeon me agarrou pelos ombros e me virou de frente para ele.  

— Esse não é o discurso “quero conhecer outras pessoas”, é? Porque não vou dividir você. Nem ferrando.  

— Eu não quero mais ninguém — falei, exasperado. 

Ele relaxou e soltou meus ombros, segurando a balaustrada. 

 —O que você está dizendo, então? — perguntou, encarando o horizonte.  

— Estou dizendo que precisamos ir devagar. Só isso.  

Ele assentiu, claramente desapontado. Encostei no braço dele.  

— Não fique bravo.  

 

 

 

— Parece que damos um passo para frente e dois para trás, Tae. Toda vez que acho que estamos falando a mesma língua, você ergue um muro entre a gente. Eu não entendo... A maior parte das pessoas pressiona o namorado para que o relacionamento fique sério, para que falem sobre seus sentimentos, para que sigam para a próxima fase...  

— Achei que já tínhamos concordado que eu não sou como a maioria das pessoas...  

Ele deixou a cabeça pender, frustrado.  

— Estou cansado de tentar adivinhar. Pra onde você acha que isso vai, Tae?  

Pressionei os lábios na camisa dele.  

— Quando penso no meu futuro, vejo você nele.  

Jeon relaxou, me puxando para perto. Ficamos olhando as nuvens noturnas se mexerem pelo céu. As luzes da faculdade pontilhavam o bloco escurecido, e os convidados da festa cruzavam os braços em espessos casacos, correndo para o aconchego da casa da fraternidade.  

Vi a mesma paz nos olhos de Jungkook que tinha visto apenas algumas vezes, e me ocorreu que, tal como nas outras noites, a expressão satisfeita dele era resultado direto da segurança que eu lhe transmitira. 

 Eu conhecia o sentimento de insegurança, de viver uma onda de azar atrás da outra, de homens que temem a própria sombra. Era fácil ter medo do lado negro, o lado que o neon e o gliter nunca pareciam tocar. Jeon Jungkook, porém, não tinha medo de lutar ou de defender alguém com quem ele se importasse ou de olhar nos olhos humilhados e furiosos de uma pessoa desprezada. Ele podia entrar numa sala, encarar alguém duas vezes maior que ele e mesmo assim acreditar que ninguém conseguiria encostar nele — que ele era invencível.  

Ele não temia nada. Até me conhecer. 

Eu era uma parte da vida de Jungkook que lhe era desconhecida, o coringa, a variável que ele não conseguia controlar. Independentemente dos momentos de paz que eu lhe dava de vez em quando, em um dia ou outro, o turbilhão que ele sentia sem mim piorava dez vezes na minha presença. A raiva que ele sentia havia se tornado apenas mais difícil de controlar. Ser a exceção não era mais um mistério, algo especial. Eu havia me tornado a fraqueza dele.  

Tal como eu era para o meu pai.  

— Tae! Você está aí! Te procurei por toda parte! — disse Jimin, irrompendo pela porta e erguendo o celular. — Acabei de desligar o telefone. Estava falando com o meu pai. O Doyoung ligou para eles ontem à noite.  

— O Doyoung? — meu rosto se contorceu em repulsa. — Por que ele ligaria para os seus pais? 

 Jimin ergueu as sobrancelhas, como se eu devesse saber a resposta.  

— Sua mãe continua desligando o telefone na cara dele.  

— O que ele queria? — perguntei, me sentindo nauseado.  

 

 

Ele pressionou os lábios.  

— Saber onde você estava.  

— Eles não contaram pra ele, contaram?  

A expressão de Jimin se entristeceu.  

— Ele é seu pai, Tae, meu pai achou que ele tinha o direito de saber.  

— Ele vai vir até aqui — falei, sentindo os olhos arderem. — Ele vai vir até aqui, Jimin!  

— Eu sei! Sinto muito! — ele disse, tentando me abraçar. Eu me afastei cobrindo o rosto com as mãos.  

Um par de mãos fortes, protetoras e familiares pousou nos meus ombros.  

— Ele não vai machucar você, TaeTae — disse Jeon. — Não vou deixar.  

— Ele vai dar um jeito — disse Jimin, me observando com o olhar pesado. — Ele sempre faz isso.  

— Tenho que cair fora daqui.  

Apertei o casaco nas costas e peguei a maçaneta. Estava tão perturbado que não conseguia coordenar o movimento de abaixar a maçaneta e puxar a porta ao mesmo tempo. Tão logo as lágrimas de frustração rolaram nas minhas bochechas geladas, Jungkook cobriu minha mão com a dele e me ajudou a abrir a porta. Olhei para ele, consciente da cena ridícula que eu estava fazendo, esperando ver um olhar confuso ou desaprovador em seu rosto, mas ele olhava para mim sem nada além de compreensão. 

 Ele passou o braço em volta dos meus ombros, e juntos descemos as escadas e passamos pela multidão até chegar à porta da frente. Jimin, Yoongi e Jungkook se esforçavam para manter o mesmo passo que eu, enquanto seguíamos em direção ao Charger.  

Jimin apontou algo com a mão e me agarrou pelo casaco, me fazendo parar no meio do caminho. 

 — Tae! — ele sussurrou, mostrando-me um pequeno grupo de pessoas.  

Elas estavam reunidas em volta de um homem mais velho e desleixado, que apontava freneticamente para a casa, erguendo uma foto. Os casais assentiam, olhando para a imagem.  

Parti como um raio em direção ao homem e arranquei a foto das mãos dele.  

— Que diabos você está fazendo aqui?  

O grupo se dispersou e entrou na casa. Yoongi e Jimin ficaram cada um de um lado meu. Jungkook segurou meus ombros, atrás de mim. 

 Doyoung olhou para a minha roupa e estalou a língua em sinal de desaprovação.  

— É isso aí, Docinho. Você pode tirar o garoto de Daegu...  

 

 

 

— Cala a boca, Doyoung. Só dá meia-volta — apontei para atrás dele — Volta para o lugar de onde você veio, qualquer que seja ele. Não quero você por aqui.  

— Não posso, Docinho. Preciso da sua ajuda.  

— Que novidade! — disse Jimin em tom de desdém.  

O Kim mais velho estreitou os olhos para ele e depois os voltou para mim.  

— Você está bonito, cresceu... Eu não teria te reconhecido na rua.  

Suspirei, impaciente com a conversa fiada.  

— O que você quer? 

Ele ergueu as mãos e deu de ombros.  

— Parece que me meti numa confusão, menino. Seu velho aqui precisa de dinheiro.  

Fechei os olhos.  

— De quanto?  

— Eu estava indo bem, estava mesmo. Só precisei pegar um pouquinho emprestado pra poder continuar e... você sabe.  

— Eu sei — falei com raiva. — De quanto você precisa?  

— Dois cinco.  

— Que merda, Doyoung, dois mil e quinhentos? Se você sumir daqui, eu te dou esse dinheiro agora mesmo — disse Jeon, pegando a carteira.  

— Ele quer dizer vinte e cinco mil — falei, olhando com ódio para o meu pai.  

Doyoung examinou Jungkook atentamente. 

 — Quem é esse palhaço?  

Os olhos do moreno se ergueram da carteira e senti o peso dele se apoiando nas minhas costas.  

— Agora posso ver por que um cara esperto como você foi reduzido a pedir mesada para o filho adolescente.  

Antes que meu pai retrucasse, peguei meu celular. 

 — Pra quem você deve dessa vez, Kim? 

 Ele coçou o cabelo grisalho e ensebado.  

— Bom, Docinho, é uma história engraçada...  

— Pra quem? — gritei.  

— Pro Taemin.  

 

 

 

Meu queixo caiu e dei um passo para trás, indo de encontro a Jungkook.  

— Pro Taemin? Você está devendo pro Taemin? Que merda você estava... — Respirei fundo. Não adiantava. — Não tenho tudo isso de dinheiro, Kim.  

Ele sorriu.  

— Algo me diz que você tem. 
— Pois eu não tenho! Você realmente se superou dessa vez, hein? Eu sabia que você não ia parar até acabar morrendo.  

Ele se mexeu, e o sorriso presunçoso desapareceu de seu rosto.  

—Quanto você tem?  

Cerrei o maxilar.  

— Onze mil. Eu estava economizando para comprar um carro.  

Os olhos de Jimin voaram na minha direção.  

—Onde você conseguiu onze mil dólares, Taehyung?  

—Nas lutas do Jeon — falei, com os olhos pregados em Doyoung.  

Jungkook me virou pelos ombros para me olhar nos olhos.  

— Você conseguiu onze mil dólares com as minhas lutas? Quando você apostava?  

— Adam e eu tínhamos um acordo — respondi, sem ligar para a surpresa dele.  

De repente, os olhos de Doyoung ficaram cheios de animação.  

— Você pode duplicar isso em um fim de semana, Docinho. Você consegue os vinte e cinco pra mim no domingo, aí o Taemin não manda os capangas dele atrás de mim.  

Senti a garganta seca e apertada.  

— Isso vai me deixar duro, Kim. Tenho que pagar a faculdade.  

— Ah, você consegue recuperar esse dinheiro rapidinho — ele disse, acenando com a mão como se não fosse nada.  

— Quando é o prazo final? — perguntei.  

— Segunda de manhã. Quer dizer, à meia-noite — ele respondeu, nem um pouco arrependido.  

— Você não tem que dar uma porra de um centavo pra ele, TaeTae — disse Jeon, puxando meu braço.  

O Kim mais velho me agarrou pelo pulso.  

 

 

 

 

— É o mínimo que você pode fazer! Eu não estaria nessa merda hoje se não fosse você! 

 Jimin afastou a mão dele de mim com um tapa e depois o empurrou. 

—Não se atreva a começar com essa merda de novo, Doyoung! Ele não te obrigou a pegar dinheiro emprestado com o Taemin!  

Ele olhou para mim com ódio.  

— Se não fosse por ele, eu teria meu próprio dinheiro. Você tirou tudo de mim, Taehyung. Eu não tenho nada!  

Pensei que o tempo longe de Doyoung havia amenizado a dor de ser filho dele, mas as lágrimas que fluíam dos meus olhos diziam o contrário.  

— Vou conseguir o dinheiro para você pagar o Taemin até domingo. Mas depois disso quero que você me deixe em paz, cacete. Não vou fazer isso de novo, Kim. De agora em diante, você está por conta própria, está me ouvindo? Fique. Longe. De. Mim.  

Ele pressionou os lábios e assentiu.  

— Como quiser, Docinho.  

Eu me virei e fui em direção ao carro, ouvindo Jimin atrás de mim.  

— Façam as malas. Estamos indo para Daegu. 
  


Notas Finais


Ei bichinhos!!!
Sim a tatuagem do jeon é inspirada em uma fanart que eu vi, e sim sou a louca das fanarts, e não tenho muito o que falar kkkk
Obrigada por lerem até aqui bbs, não sei quando sairá a próxima att, massssssss juro que vou tentar NÃO DEMORAR TANTO, juro de dedinho viu.
Faltam só 8 caps pra the bet acabar, to só tristezasss ;(
amo vocêsss bolinhossss
que min Yoongi abençoe vocês <3


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