História The Blind Audition - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias The 100
Personagens Anya, Clarke Griffin, Costia, Indra, John Murphy, Lexa, Lincoln, Octavia Blake, Raven Reyes
Tags Clarke Griffin, Clexa, Lexa Woods, The100
Exibições 313
Palavras 1.322
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Mais um capítulo para vcs!

Capítulo 3 - Agora eu quero ir


POV LEXA

 

            - Eu gostei bastante da sua última apresentação. Você tem atitude e deve manter isso, ok? – eu disse para Raven.

                - Certo! Com certeza, vou manter. – ela falava animada.

                Eu dava mais algumas dicas para Raven, quando um furacão loiro passou correndo pelo corredor. Nos olhamos não entendendo nada. Clarke era uma das pessoas mais simpáticas e educadas dali. Ela sempre cumprimentava todos quando chegava. Sem distinção. De operadores de câmera até apresentador. Aquela atitude não parecia algo normal vindo dela. Afinal, ela passou do nosso lado e foi como se nem tivesse visto a gente ali.

                Me despedi de Raven e resolvi ir atrás dela. Eu estava preocupada. Desde a semana passada que eu tentava falar com ela e não conseguia. Nas vezes em que a encontrei, nos intervalos dos ensaios, ela fugira de mim. Sempre dando desculpas que não podia agora ou o Murphy estava chamando e coisas assim.

                Nos bastidores, a fofoca rolava solta. Eu acabei sabendo que após a última apresentação dela, o namorado havia invadido o corredor dos camarins. Palavras como irritado e furioso me fizeram temer um pouco por ela. E agora, vendo ela passar dessa forma, eu só podia supor que tinha dedo desse cara.

                Fui até o camarim da equipe do Mur, atrás dela, mas não a encontrei. Rodei por uns cinco minutos até encontrá-la saindo do banheiro. Ela estancou ao me ver. Seus olhos estavam tristes, como nunca havia visto desde que a conheci. Também estavam um pouco vermelhos. Dava para perceber que ela havia chorado. Ela estava vulnerável, exposta no corredor.

                Eu precisava tirar ela dali. Longe da vista dos curiosos.

                Sem pensar muito puxei-a pela mão e a levei até o meu camarim. Ela não falou nada, não protestou, apenas deixou-se ser arrastada por mim. Acelerei o passo o mais rápido que pude até entrar no meu espaço privado. Quando entramos, falei para ela se sentar no sofá e fui pegar um copo com água para ela.

                - Aqui, pega. – falei e estendi o copo para ela.

                - Obrigada. – ela falou quase em um sussurro.

                - Você está bem? – perguntei. Mas, logo me arrependi. Era óbvio demais que ela não estava.

                O silêncio durou alguns segundos. Ela permanecia com a cabeça baixa, meio que ponderando sua resposta. O foco era no copo, preso entre suas mãos. Observei ela suspirar e colocar o copo na mesinha do centro.

                - Eu... – não deixei ela continuar.

                - Não precisa me dizer nada, apenas quero que você fique bem. – eu disse e ela me olhou.

                - Eu ouvi o que as pessoas estão falando sobre mim, no corredor. – ela fungou e baixou a cabeça. – E como elas estão me olhando com pena e isso é ainda pior.

                -Ei, você não tem que se importar com o que elas estão falando. As pessoas falam demais coisas que não deviam. – falei tentando tranquilizá-la. Mas, aquilo não deixava de ser uma verdade.

                - Você também ouviu? – ela falou levantando, um pouco, a cabeça e me encarando. Eu balancei a cabeça, fazendo sinal de que tinha escutado. – Você deve me achar uma completa idiota também, né? – me cortava o coração o olhar que ela carregava.

                - Claro que não! Eu nunca pensaria isso de você. – falei rápido. – Cada um leva sua vida da maneira que acha certo. Eu não estou no seu dia-dia para saber o que é melhor ou como poderia ser melhor. É como te disse, ninguém tem direito de falar nada. – ela suspirou e se levantou do sofá. – O que você ouviu eles falando?

                - Eu ouvi um pessoal da produção falando que eu não ia muito longe no programa. Que do jeito que meu namorado era, iria estragar as coisas pra mim aqui e que eu era uma fraca que não me dava valor. – respirou fundo. – E uma das mulheres falou que eu devia ser igual a ele e gostar daquilo. – ela falava ao mesmo tempo que andava de um lado para outro. – E um outro rapaz falou que suspeitava até que o Finn me batia. Depois disso tudo, eu nem quis mais ouvir o resto da conversa e saí sem eles perceberem que eu estava ali ouvindo tudo.

                Me levantei e me aproximei dela. Ela parou de andar, ficando de frente pra mim e eu pude ver seus olhos marejados. Dei mais um passo e a puxei para um abraço. Ela me abraçou de volta. Forte. Senti que ela começou a chorar de novo e eu apenas fiquei ali, em silêncio. Eu afagava suas costas e lhe segurava firme, lhe mostrando que estava ali por ela.

                Eu entendia que ela estava chateada com as coisas que havia escutado. Mas, ao mesmo tempo, não entendi o motivo dela chorar tanto. Talvez, ela fosse uma pessoa mais sensível que as outras ou talvez, o estresse e a pressão de estar no programa afetassem ela. Porém, algo me dizia que tinha mais nisso. Não era só medo de sair do programa. Por um segundo, cheguei a cogitar se as suspeitas de que ele batia nela fossem verdade.  Entretanto, nunca vi nenhuma marca roxa na pele dela. Ao menos nunca prestei atenção.

- Sabe... – ela ponderou, afastando um pouco sua cabeça que estava apoiada no meu ombro, mas sem sair do meu abraço. – Eu sonhei tanto em chegar aqui. Em um dia poder te abraçar, pegar um autógrafo e tirar uma foto. Mas, em nenhum momento eu imaginei que estaria falando com você sobre isso. – falou dando um riso sem humor.

- O abraço você já tem. A foto e o autógrafo a gente pode resolver rapidinho também. – falei rindo e arrancando um sorriso dela.

- Você é mais incrível do que eu pensava. – ela falou admirada.

- Quer dizer que você sempre soube que eu era incrível? – falei e sorri de lado.

- Nossa, que metida! – falou com falsa indignação e me deu um soquinho no ombro.

- Ué, mas você que falou!

- Se eu soubesse que você ia ficar se achando não teria dito. – falou rindo.

- Eu acho que gosto da sua sinceridade. Principalmente, quando você fala sem pensar muito. – gargalhei e ela abriu a boca para retrucar, mas fomos interrompidas pela porta se abrindo.

- Vocês sabem pra que existe chave? – ela nem deixou abrirmos a boca. – Para ninguém vê a saliência dos outros.

E foi aí que nos demos conta que ainda estávamos abraçadas e que Anya, provavelmente estava entendendo tudo errado. Nos afastamos, mas continuamos uma ao lado da outra.

- Não é nada disso que sua mente maliciosa está pensando, Anya.

- Eu não estou pensando nada, garanto a você! – falou, erguendo a mão direita e fazendo sinal de tanto faz.

Senti Clarke se mexer desconfortável ao meu lado. Ela não gostava muito dessas brincadeiras e insinuações que a Anya fazia sobre a gente.

- Bom, eu vou indo! – Clarke disse, se virando para mim. – Obrigada pela conversa. Você não sabe o quanto me ajudou. – deu um sorriso tímido.

- Não tem que agradecer nada não. – sorri. – E quando precisar não hesite em me procurar. Eu estou aqui pra você. – ela acenou em agradecimento e saiu cumprimentando Anya.

- Droga! Cadê meu celular quando preciso dele? Meu twitter ia bombar com uma foto sua com cara de retardada. – ela gargalha.

- HÁ HÁ HÁ... tão engraçada!

- Sério, você tinha que ver sua cara! “Estou aqui pra você, Clarke”... – falou, tentando me imitar com uma voz melosa.

- Para com isso, idiota! – falei me jogando no sofá.

- Falando sério agora, Lexie-Lexie... – ela me olhou assumindo um tom sério. – O que está acontecendo entre vocês?

- Não está acontecendo nada, Any! – falei encostando minha cabeça no encosto do sofá. Anya se jogou ao meu lado.

- Sua cara não me engana! Você está afim dela. – falou convicta. - E isso não é uma pergunta. – dei de ombros e não respondi.

Logo, fomos chamadas para a gravação da noite.


Notas Finais


Música do Capítulo: Anavitória – Agora eu quero ir
Espero que gostem e qualquer coisa estou no twitter @MTLx4


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...