História The Blind Side of Love - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Monsta X
Personagens Hyung Won, I'M, Joo Heon, Ki Hyun, Min Hyuk, Show Nu, Won Ho
Tags 2won, Hyungwon, Monsta X, Wonho
Visualizações 13
Palavras 1.496
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Ecchi, Escolar, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


~Olá Terráqueos <3
Se você não me conhece ainda eu sou a Lua, muito prazer. <3 Espero que gostem dessa nova fanfic e... Estou explorando esse couple que pra mim é muito novo por que eu shippava muito o MinHyuk e o HyungWon, - Forbidden Love que o diga -, na verdade estou amando 2won haha. Sem mais delongas aproveitem o capítulo.

~Espero que gostem. <3

Xoxo - Lua

Capítulo 1 - Chapter I


Eu sei que vou me apaixonar por você, amor
E não é isso que eu quero fazer (...)

- The NBHD -

    Eu não me lembro da cidade, não das ruas detalhadas e muito menos de suas lojas e mercearias, não me lembro da cidade em si, mas lembro das árvores, da chuva incessante que nos perseguia quase o ano inteiro, das poças de água no fim da rua onde morava, lembro que contrastava o céu por vezes azul; O cheiro do orvalho, a brisa gelada que fazia com que eu me apertasse entre meus agasalhos, os guinchos dos pássaros e pequenos animais que viviam nas margens dos campos, era uma cidade tão bonita de ver, meus olhos enchiam-se de cores todas as manhãs, não era uma vida fácil, admito. Mas o caminho percorrido todas as manhãs por um mundo que explodia simplicidade e beleza em cada pequeno detalhe valia a pena, das folhas esticadas dos pinheiros às rochas blindadas com musgo, era um mundo bonito de ver... Era.

(...)

       Oito anos atrás...

       O céu estava azul aquela manhã, as calhas gotejavam pela chuva da noite anterior, meus pés afundaram minimamente na lama quando desci os três degraus da nossa casa, estava frio e eu não conseguia conter o sorriso apesar de ser uma quinta-feira. Acontece que a irmã da minha mãe viria para o meu aniversário, - dali à uma semana -, e eu adorava ela, sempre agiu como se fosse a minha mãe e só Deus sabia o quanto eu queria que ela fosse...

    Eu respirei fundo, poucos segundos, mas o bastante para que os meus pulmões agradecessem. Enquanto caminhava para a escola eu observava tudo ao meu redor, morávamos um pouco longe da civilização, mas papai gostava de dizer que era a melhor parte de toda aquela cidadezinha esquecida. A empolgação desaparecia a cada passo mais próximo do meu pesadelo, lá fora estava frio, mas dentro de mim tudo congelava, meus passos se tornaram hesitantes e então eu travei no portão da escola.

   Caminhei sem pressa torcendo para o sinal soar e o zelador me pegar fora da sala, eu teria dois tempos de detenção e seriam dois tempos sem o JunHyuk, o garoto mais alto do oitavo ano. Ele, - JunHyuk -, me batia sempre as quintas-feiras, tudo começou há dois anos quando ele chegou aqui, eu já havia feito tudo que podia, mas as surras ficaram piores, pelo menos ficando calado eu podia voltar para casa andando. 

    O sinal não soou. O zelador não apareceu e em minha primeira aula do dia o meu pesadelo sentou-se atrás de mim. Meu coração batia devagar, com medo, minhas unhas machucavam a palma da minha mão; Não é como se eu simplesmente deitasse no chão e deixasse que me espancasse, mas ele era (1) mais forte que eu, (2) tinha amigos sempre em seu encalço, (3) ninguém o punia, seu pai doava uma quantia anual para a escola ou algo do tipo, portanto ele ficava fora dos problemas e (4) ele sabia algo muito importante sobre mim.

   Meu coração saltava sempre que ele ameaçava levantar ou seus braços esticavam-se no ar, sua risada em meu ouvido, os dentes tortos eram chamativos enquanto seus lábios sibilavam ameaças sempre que eu olhava para trás, eu sou um covarde e não me orgulho disso.

    E o dia se arrastou, lento e doloroso, a alegria que senti pela manhã havia se esvaído do meu corpo, meus olhos sempre pousavam no relógio e logo ele soaria por toda a escola e só de pensar em algo assim meu estômago doía. O último tempo seria no ginásio, fiquei em um canto afastado jogando a bola para a pessoa mais próxima de amigo que tinha, seu nome era MinHyuk, era uma criança agitada demais para mim, mas sua companhia era agradável e diferente dos outros meninos ele não tentava se afastar de mim, mas infelizmente não estudávamos juntos.

- A minha avó me deu uma tartaruga. – Disse rapidamente -. Eu não sei porque, eu nem gosto de tartarugas, eu queria mesmo um leão ou um canguru, você acha que um dia eu posso ter um?

- Claro, MinHyuk. – Sorri sem graça -.

- Sabe, eu acho que o nome dela vai ser Barry. Eu tenho todos os volumes do Flash, você quer ir na minha casa esse final de semana? A Barry vai correr e estou chamando só os amigos íntimos.

- A Barry?

- Sim.

- É fêmea, por que Barry?

- Por que ela quer e se ela quer ser A Barry por mim tudo bem.

- Oh, certo. Eu tenho que pedir a minha mãe primeiro. – Sorri -.

    Continuei sorrindo sem graça até a bola cair em minhas mãos, MinHyuk continuou a falar sobre os heróis de quadrinhos favoritos dele, era um colecionador assim como o garoto do sexto ano, ChangKyun eu acho. Num piscar de olhos tudo pareceu parar, a porta se abriu e a turma do nono ano adentrou o ginásio, o seu rosto brilhava, mal havia se instalado no colégio e todos o rodeavam como se fosse uma celebridade. Eu o via as vezes lendo na biblioteca ou cantando pelos corredores vazios, ele era mágico e tudo nele parecia bonito.

   Meu rosto estava rubro, dos meus lábios um sorriso bobo surgia e então a bola baqueou o meu rosto com força levando-me ao chão e o tempo corria novamente. MinHyuk se desculpava, seus olhos estavam molhados pelas lágrimas, era um garoto doce no fim das contas, todos olhavam para mim com sorrisos estampados -ou não - em seus rostos, a professora falava algo que eu não podia entender e uma mão surgiu no meio de todas as outras e eu fui levantado:

- Tudo bem aí? – Ele perguntou e travei, era o garoto do nono ano -.

   Minha língua resolveu dar nós em minha boca, minha garganta ficou seca e o meu rosto parecia que ia explodir, talvez fosse só o efeito que a bola causou em mim. Abaixei o rosto e lágrimas molharam minhas bochechas, ele se afastou quando a professora tomou a frente e me puxou, pela camisa mesmo, até a enfermaria.

    Eu não chorava pela dor, nem pela vergonha, mas por que eu não aguentava mais guardar aquilo. Mas o que eu poderia fazer? Era apenas um garoto confuso.

    Não sou um especialista no amor, para ser sincero eu nunca beijei ninguém e me sinto estranho quando outros garotos começam a falar sobre meninas e os seus beijos molhados, eu menti uma vez dizendo que na última viagem à casa da minha tia eu havia beijado uma garota, eles não descobriram a verdade, mas nunca mais contei essa história.

     Mas pelo menos àquela vez eu queria entender o amor, queria poder dizer ao meu coração que era errado se apaixonar por um garoto e pedir-lhe para que se aquietasse quando ele estivesse por perto; talvez eu pudesse segurá-lo e quem sabe abafar os tambores barulhentos que ressoavam por todo o meu ser quando o ouvia cantar, ah se eu pudesse escrever uma carta para o meu coração eu pediria para ter paciência, pois a flecha do amor podia nunca chegar para nós, pediria que aprendesse a ignorar esse sentimento irracional e quem sabe bater mais baixinho.

    Eu não tinha certeza se o que eu sentia era amor, tenho quase treze anos e nunca senti isso por mais ninguém, nunca tive o meu coração partido e se o tivesse um dia teria de ser por Shin HoSeok. Eu me sentiria honrado se fosse.

    Calafrios percorriam o meu corpo enquanto eu deixava lentamente a escola, tudo estava silencioso e vazio, o mundo inteiro estava descolorido e então ouvi a risada soprada dele...

     Senti o baque do meu corpo contra o concreto, arfei, minhas costelas se contraíram quando seu pé chutou-as, ele empurrou-me com o pé para que eu continuasse de costas, fechei meus olhos e senti outro baque contra meu estômago abaixo das costelas, reprimi um grito, ele virou-me de frente e olhou no fundo dos meus olhos:

- Você é uma aberração. – Sussurrou -. Você nasceu doente e vai morrer assim, contaminado e sujo.

   JunHyuk cuspiu no chão bem ao meu lado e me soltou, mas antes de ir chutou meu estômago e empurrou minhas pernas com os pés. Então eu puxei o ar com força enquanto deixava as lágrimas saírem, eu queria gritar e mandá-lo a merda, mas eu não conseguia nem respirar. O meu corpo sempre esteve machucado, ferido, mas não o meu rosto e se por acaso eu machucasse o rosto bastava dizer que caí a caminho da escola e isso era tudo.

   E eu continuei ali até ter forças para me levantar e então a voz harmoniosa preencheu o lado de fora e as cores reapareceram, ele não havia ido embora, estava lá o tempo todo e provavelmente seria testemunha da minha surra miserável; Meu coração pulsava com tanta força que doía, minhas pernas fraquejaram e logo estávamos cara-a-cara...


Notas Finais


Esse capítulo dedico à minha fiel leitora Luíza Reed que foi responsável pela capa linda. <3
~Espero que gostem.

Xoxo - Lua


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