História The Blower's Daughter - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Exibições 57
Palavras 3.178
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Desculpa, do fundo do meu coração, pela demora!
Fiquei muito enrolada as últimas semanas, desculpa mesmo!
Queria dedicar esse capítulo para a Flora, um amor de pessoa e que fez aniversário no meio tempo que eu não postei nada. Amo você. Obrigada. ❤️

Espero que gostem.
xx, VoxMarilyn. ❤️

Capítulo 16 - God, I'm so crazy, baby, I'm sorry that I'm misbehaving.


Décimo sexto capítulo - God, I'm so crazy, baby, I'm sorry that I'm misbehaving.

 

Lágrimas traiçoeiras desciam pelo seu rosto fino e molhavam o papel. Agradeceu mentalmente por gostar tanto de tinta aquarela, assim, aquele pequeno momento de fraqueza não estragaria um dos desenhos mais complexos que já fizera. Mesmo com tudo estando muito bagunçado, gostava de desenhar, era uma forma de fazer com que outras pessoas vissem o mundo da forma bonita que ela via.

Tinha essa visão meio distorcida das coisas. Sabia que o mundo não era tão bom e não era ingênua a tal ponto, como todos achavam, apenas gostava de injetar em si mesma uma pequena dose de utopia com esperança enquanto desenhava; e, enquanto desenhava, desenhava as coisas como as via.

Só não tinha essa mesma visão em relação a si mesma. Há muito tempo a única coisa que tinha certeza sobre a aparência era o cabelo colorido. Todos os dias era uma batalha diferente contra a imagem refletida no espelho, e uns dias eram realmente piores do que os outros; a comida havia se tornado sua inimiga. Não entendia o porquê ver a própria imagem tão distorcida ao ponto de odiá-la.

Não entendia o porquê de ele não gostar dela. Simplesmente não conseguia, afinal, se você ama alguém pelo o que ela é por dentro, ela era tão horrível ao ponto de desmerecer esse amor?

*
 

Aqui estou eu, no colégio, não prestando a mínima atenção no que o professor explica por estar escrevendo sobre ela novamente. Esta manhã eu me dei conta de que pode haver um dia que eu não me lembre de quem é “ela”, e eu posso jurar que foi a coisa mais dolorosa que eu pensei a respeito de tudo isso no último ano. E enquanto esses pensamentos rodeavam minha mente sempre inquieta, aquele envelope pardo parecia debochar de mim.

Tudo bem. Sei que se o destino traiçoeiro quiser apagá-la da minha memória não vai significar que nada nunca existiu. E é por isso que eu preciso confessar algo: Estou muito preocupado com ela.

Ela é tão frágil e tem estado quebrada por tanto tempo, mas está se envolvendo com alguém que mesmo eu, que não julgo, entendo como uma má pessoa; um gângster. Ela não pode se apaixonar por ele, porque, para gângsteres, amor é fraqueza e eu não quero que ela se iluda.

Sim, eu realmente estou preocupado com os sentimentos dela, porém preciso ser sincero, não sei quem eu estou querendo enganar. Ela não pode se apaixonar por ele porque eu não aguentaria vê-la apaixonada por qualquer outra pessoa, já que eu acho que estou me apaixonando por ela.

Atenciosamente,

L. Evans.
 

– Cara? – Castiel disse, estalando os dedos em frente ao rosto do amigo. – Lysandre!

Lysandre finalmente o notou. Olhou ao redor e a aula já havia acabado, havia perdido a noção do tempo depois de ter escrito mais uma daquelas cartas direcionadas a ninguém e passar bons minutos encarando aquelas palavras até elas pararem de fazer sentido.

Dobrou a carta e a colocou no meio de um dos livros, antes de colocá-los na bolsa e passar a alça pelo ombro.

– Castiel. – disse. – O que houve?

– Tentei falar com você o dia todo, cara. Você simplesmente desapareceu.

– Estava fazendo um trabalho para a senhora Howard. Tinha me esquecido dele.

– Claro que tinha. – o ruivo revirou os olhos. – Bom, você viu o Conl hoje?

– Não, por quê?

– Você vai treinar hoje?

– Não sei. Não tem muitas pessoas animadas com o Campeonato. Na nossa categoria são poucos alunos de poucos colégios...

– Pois é, nossos dias de glória foram aos dezesseis. – Castiel respondeu, gargalhando, mas logo ficou sério novamente: – Mas é sério, cara, você precisa ver aquele escroto.

Lysandre não disse nada, apenas continuou andando, porém em direção ao ginásio. Ao abrir a porta viu Conl treinando com alguns outros companheiros de time, mas algo chamava muita atenção: os nós dos dedos das duas mãos estavam completamente machucados.

O rapaz de cabelo branco não disse nada, apenas deu uns passos para trás e saiu do ginásio, calmamente, sendo seguido pelo amigo não tão calmo.

– Porra, Lysandre, me escuta!

– Castiel, eu já disse que eu não vou me meter nas suas desavenças com ninguém e...

– Não sou eu! – Castiel o interrompeu. – É a Lynn! O rosto dela está bem fodido também. Se você tivesse ido à festa dele ontem à noite, teria visto.

– O quê?!

– Você me ouviu!

Lysandre ficou estático. O estômago dele começou a revirar e a visão embaçar e ele cerrou os punhos sem ao menos perceber. Um segundo depois, desferiu um soco com uma força que ele preferia manter escondida em um dos carros no estacionamento, amassando um pouco a lataria.

Castiel se aproximou e, colocando uma mão no ombro do melhor amigo, disse:

– Você precisa me ajudar a convencer aquela menina a para de trepar com ele.

*
 

Mal destrancou a porta e já adentrou a casa, com pressa, jogando a mochila no sofá e gritando:

 – Lynn, você está aí?

– Dormindo! – Lynn respondeu, quase gritando também.

Castiel olhou para Lysandre, revirou os olhos e subiu apressado as escadas, falando:

– Estou subindo!

– Oh, céus, por favor, não... – Lynn começou, mas se interrompeu quando ouviu a porta sendo aberta. Suspirou e resmungou: – Caramba, Castiel. Eu não queria que você subisse aqui e... – ela virou-se. – Ah, olá, Lysandre.

– Lynn, precisamos conversar. – o ruivo disse, passando as mãos pelo cabelo tingido.

– É sério? Ah, céus, eu realmente queria dormir um pouco, sabe?

Castiel parou por um segundo e correu os olhos pelo quarto. Notou uma dose de uísque sobre o criado mudo e, perdendo a paciência, disse:

– Caralho, Lynn, você toma Jack Daniels no café da manhã! Você pode conversar agora e...

– O café da manhã foi, tipo, cinco horas atrás.

– Você me entendeu.

Ela massageou as têmporas e saiu de debaixo do edredom, exibindo um pijama de bolinhas. Em silêncio, arrumou de forma meio desleixada a cama, prendeu o cabelo e sentou-se de novo, ascendendo um cigarro.

– Tudo bem, rapazes, o que vocês querem?

– Precisamos falar com você. Tipo, sério mesmo.

– Vá em frente, Castiel, está esperando o quê?

O rapaz olhou com os olhos acinzentados para o melhor amigo, como se implorasse uma intervenção. Lysandre suspirou e disse, calmamente:

– Lynn, nós sabemos verdadeiramente que nada disso é da nossa conta, mas... O Conl não é uma boa pessoa, você não deveria continuar saindo com ele. Nós sabemos que você sabe. Ele é perigoso.

– Eu gosto de perigo. – ela respondeu.

– Porra, eu estava na festa dele, Lynn. A mão dele está totalmente fodida, assim como o seu rosto! Ele te bateu?

– E você bateu a cabeça em algum lugar para achar uma coisa dessas?

– Ele é um gângster!

– Ele não me bateu!

– E como você explica o estado da sua cara? Ele estava te protegendo de alguém? Um cliente dele, eu aposto!

– Castiel, isso não é da sua conta!

– Ele vai acabar fodendo você!

– Já que você é tão bom em concluir coisas, quando é que você vai perceber que eu já sou fodida?! – ela gritou, estapeando a garrafa de uísque que se quebrou a uns metros dela.

Os rapazes se entreolharam, era a primeira vez que a ouviam falando um palavrão e a primeira vez que a viam com tanta raiva, a primeira vez que a viam perdendo a compostura.

– Ouça você mesma! Você nem é mais você. – Castiel gritou de volta. – Nós achamos que você deveria parar de vê-lo. Você o deixou cheirar cocaína na sua bunda!

– O quê?! – ela gritou. – Primeiramente, não foi na minha bunda, mas se fosse, isso não seria da sua conta. E com licença, mas eu já te mostrei o meu verdadeiro eu? Você sabe, com certeza, o que você está falando? Você já me conheceu? Você não conhece. Ninguém conhece. Você não pode estar na minha casa, vir para o meu quarto e dizer que eu devo para de trepar com um cara porque ele é um gângster ou perigoso e porque ele está me mudando quando você nunca me conheceu realmente, Castiel. Não é porque eu te ofereci um lugar para ficar ou porque eu almoço com vocês que vocês me conhecem. Eu não sou eu mesma com ninguém. Sem perguntas. Uma situação de ganho mútuo.

– Lynn, eu quis dizer que...

– Saia, Castiel.

Ele a encarou por alguns segundos, os olhos acinzentados estavam escuros como uma tempestade, e logo deu as costas e bateu a porta com força. A garota apenas fechou os olhos e suspirou, desejando que tudo isso não passasse de um sonho, mas ela sabia que não era. Ficou quietinha por um minuto ou talvez dois, antes de abrir os olhos e encarar Lysandre.

– Lys. – ela sussurrou, com um sorriso fraco.

– Lynn. Trouxe flores para você. – ele respondeu, com um sorriso aberto enquanto exibia um lindo buquê de narcisos cor-de-rosa e rosas brancas antes de estendê-lo para ela.

– Obrigada. – ela disse ao pegá-lo e enterrar o rosto nas pétalas.

– É o segundo dia que você não vai ao colégio. Está acontecendo de novo?

– Acho que sim.

– Agora você está passando pela fase irresponsável ou pela fase triste?

– As duas. Nenhuma. Não sei.

– Entendi. Pode contar comigo com o que precisar, tudo bem? Olhe... Sinto muito pelo o que o Castiel disse.

– Tudo bem, eu sei que vocês são diferentes. Mas você também pensa que eu deveria parar de ver o Conl, não pensa?

– Sim.

– Por quê?

– Por que ele é perigoso, menina.

– Não, eu quero dizer... Por que você está aqui? Como eu disse, você nem me conhece. Você esta tentando me curar ou me consertar? Porque, acredite, você não vai conseguir.

– Eu passei doze dias aqui contigo enquanto você tinha uma crise depressiva e, por mais estranho que isso possa soar, eu observo você, então, para mim, eu já te conhecia bem o suficiente para querer dar a minha humilde opinião sobre alguma coisa, mas você já deixou bem claro que eu não conheço.

– Lys, eu...

– Tudo bem. – ele a interrompeu. –De qualquer forma, estou aqui porque me importo com você.

– Por quê? Eu não sou sua irmã, não sou a Rosalya. Por que você se importa?

– Eu apenas me importo com você. E é algo que eu não consigo explicar nem mesmo para mim.

Ela o olhou por uns segundos e esgueirou-se até o pé da cama, onde ele estava em pé. Ficou de joelhos no colchão e o olhou mais de perto, reparou como ele tinha cílios grandes e uma marquinha de nascença, em formato triangular quase perfeito, bem no final da sobrancelha. Reparou que, no olho verde, perto da íris havia resquícios de azul e, no olho âmbar, perto da íris havia resquícios de marrom. Com o coração batendo em um ritmo diferente do que costumava bater habitualmente, extremamente hesitante ela colocou uma das mãos na nuca dele, e passou os dedos vagarosamente pelo cabelo ali.

Ela olhou para aqueles olhos tão únicos mais uma vez enquanto ele envolvia a cintura fina daquela menina tão pequena com uma das mãos tão grandes e se inclinava. Beijaram-se novamente.

Intenso. Se há alguma palavra possível para descrever, certamente é essa.

Um beijo que se estendeu por uns bons minutos. Um beijo que o fez pensar que, não importava o quanto parecesse improvável, o quanto tudo e todos diriam a ele o contrário e o quanto de coisas poderia esquecer; aquela sensação não seria uma delas, aquela sensação se prolongaria na memória e no coração dele até seu último suspiro. Um beijo que a fez pensar que nem mesmo em cem anos ou visitando todos os países do mundo, nada se compararia aquele momento.

E foi esse pensamento que a trouxe de volta à realidade, de forma cruel e fria. Ela se separou do rapaz e sentou-se na cama, com a expressão vazia, enquanto ele a olhava com os olhos coloridos totalmente confusos.

– Acho que você deveria ir. – ela sussurrou, com um nó se formando na garganta.

–Lynn, eu...

–Por favor.

Se o coração fosse feito de vidro, Lysandre poderia jurar tê-lo ouvido se quebrar naquele momento. Olhou-a mais uma vez, tão linda, antes de sair pela porta.

Com os pensamentos mais confusos que o emaranhado dos fios de cabelo quando acorda, lágrimas singelas desciam pelo rosto delicado daquela menina. Abafou um grito no travesseiro e estapeou o copo que estava na cabeceira, quebrando-o, próximo de onde a garrafa também quebrara.

O que ela não sabia era que Lysandre não havia descido as escadas como ela havia pensado, ele estava lá, do lado de fora, recostado à porta de madeira branca. E ele ouviu tudo.

*
 

Pouco depois das sete da noite, Lynn encarava o próprio reflexo no espelho, dividida entre estranhar ou gostar daquela sua versão de queridinha de um gângster. Sabia que Conl era perigoso e sabia que ele poderia estar com ela só por diversão, e, apesar do comportamento dele ao protegê-la e confiar nela cegamente ser extremamente esquisito e até mesmo um pouco obsessivo; apenas inflava o ego dela.

Com o cabelo solto roçando levemente na cintura enquanto se esgueirava no vestido Chanel, percebeu que estava adiantada demais e mesmo não querendo esperar muito tempo por ele no bar, sabia que os olhares de reprovação do Castiel não seriam poucos e não queria ter que aguentá-los. Calçou um par de saltos vermelhos e passou uma maquiagem leve. Encarou o reflexo novamente. A luz atingiu um dos detalhes prateado do vestido e ela abriu um sorriso fraco.

Suspirou, apagou as luzes e desceu as escadas. Sabia que os olhos acinzentados do colega acompanhavam cada movimento dela, mas fingiu não perceber; apenas passou pela sala de estar como se seus pés mal tocassem o chão e saiu para o abraço da escuridão noturna.

Menos de quinze minutos depois, estava sentada à bancada do bar, tomando uma dose de uísque. Os amigos do Conl sempre a recebiam com muito fervor, sempre a acolhiam como se ela realmente fosse a dama dele ou algo parecido.

Foram necessárias umas três doses até que ele chegasse. E, quando chegou, estava discutindo com alguém no telefone celular, demorando quase quinze minutos em uma conversa que estava deixando-o visivelmente irritado. Quando terminou a ligação, jogou o celular na parede, que se estilhaçou por completo.

Suspirou e foi em direção à menina dona de todo o seu coração, segurando-lhe a cintura enquanto beijava-lhe presunçosamente o pescoço. 

Ela virou-se e o beijou com vontade, querendo sentir o que havia sentido mais cedo, com Lysandre. Nada.

Esperou em silêncio que o loiro se sentasse ao seu lado e pedisse uma bebida para pousar a mão em uma das coxas dele e o olhar com os olhos grandes, escuros e interrogativos.

– Lynn, Lynn, você está complicando meus negócios ultimamente... – ele disse.

– O quê? O que eu fiz?

– Nada. Você não tem culpa de ser linda e ter esse puta corpo... – ele respondeu, massageando as têmporas. – Eu vendo cada grama de cocaína por oitenta libras. Um cara queria comprar meio quilo, sabe o que isso significa?

– Quarenta mil libras.

– Exato! Mas o filho da puta achou que o preço era injusto e pediu mais uma coisinha para compensar a quantia. Você. O mandei á merda, claro. Acho que vou ter que abaixar o preço do grama para sessenta, perdendo dez mil no final.

– O quê?! – ela exclamou. – Não há como convencê-lo?

– Acho que não.

Ela, em um conflito interno com sentimentos novos para ela, teve uma ideia, mas logo foi tirada de seus devaneios quando o rapaz, inclinando-se em direção a ela e apertando-lhe uma das coxas, sussurrou:

– Vamos lá para casa. Por Deus, o que eu poderia fazer com você agora...

Ela não disse nada. Apenas sorriu e se levantou, puxando-lhe pela mão.

*
 

Apoiada à grade da sacada, enquanto o vento forte castigava o pequeno corpo que estava enrolado em um lençol azul, Lynn encarava a lua cheia em seu ápice enquanto fumava um cigarro.

Era pouco mais das onze da noite e Conl dormia como um anjinho na enorme cama de casal. Ela não poderia negar que estava exausta, mas havia algo que precisava colocar em prática ainda naquela quarta-feira.

Estava confusa, absolutamente nada parecia fazer sentido. O sentimento de vazio e insignificância estava voltando a assombrá-la e ela percebeu, com pesar, que teve pouco mais que uma semana de paz entre as crises. Estava cansada disso. Queria se sentir inteira de novo. Queria se sentir inteira, livre e amada. Tudo ao mesmo tempo, tudo com a mesma pessoa.

Ele havia dito que a amava naquela noite. Enquanto estavam entregues um ao outro, ele havia dito que a amava, mesmo precipitadamente e ela sabia que não tinha como ser verdade. Conheciam um ao outro há três semanas e mesmo acreditando em amor à primeira vista, sabia que não era verdade; ou pelo menos precisava acreditar que não era. Mas também sabia que, com ele, se sentia viva. Porque, há um tempo, o coração ainda batia e o corpo implorava por ar, mas não era como se ela realmente se sentisse viva.

Sempre disse a si mesma que o melhor a se fazer, em qualquer e toda situação, é seguir seu coração. Porém ela já duvidava desse dogma pessoal quando o coração parecia uma cidade fantasma de tão quietinho, e ela se pegou desejando um mapa para mostrar ao coração que direção seguir.

Mesmo confusa, já havia tomado a decisão e não voltaria atrás, não agora. Apagou o cigarro no cinzeiro e pegou as roupas espalhadas pelo quarto para tomar um banho no banheiro do primeiro andar. Afinal, tinha alguém para encontrar.

*
 

Novamente com o corpo enrolado em um lençol e fumando um cigarro, Lynn olhou para a parede com a tinta desbotada do hotel. Os olhos estavam vazios e ela se sentia meio... suja.

Vasculhou na bolsa pelo punhal militar que havia pegado do Conl e, em um movimento rápido demais, o posicionou na garganta daquele estranho. O estômago revirava de uma forma que ela não conseguiria descrever caso precisasse, o fato de fingir ser violenta não combinava com ela, mas ela não deixou nada disso transparecer.

Manteve a mão firme e os olhos ameaçadores e, mesmo sentindo uma ânsia infernal, ameaçou:

– O Conl nunca vai poder saber do que aconteceu aqui. Você vai até ele amanhã e vai dizer que mudou de ideia e que vai aceitar a oferta. Vai se desculpar por ter desejado a dama dele e vai dar mais dez mil de cortesia. Fui clara? – ela perguntou, com o maxilar cerrado. O homem, que a olhava com desespero e nervosismo, assentiu. – Você vai fingir que isso nunca aconteceu e não vai sequer pensar sobre. Porque, meu querido, ou o Conl descobre o que aconteceu e estoura sua cabeça ou eu descubro que você falou sobre isso para alguém e corto a sua garganta, acabando com o que eu vou deixar inacabado por essa noite. 

O homem assentiu, ela abaixou o punhal. Trocou-se rapidamente e saiu, batendo a porta do quarto com uma força exagerada e, ao dar poucos passos para fora daquele hotel, vomitou. 


Notas Finais


Pessoal, eu e uma leitora, que acabou se tornando uma amiga importantíssima e muito amada, começamos uma fanfic, também sobre Amor Doce. Deem uma olhada e, acima de tudo, nos deem uma chance! ❤️ https://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-amor-doce-closer-5724990

Pessoal (2), eu nunca exigi isso de vocês nem nada, mas sabe, dá um puta desânimo quando você escreve um capítulo cheio de amor e carinho para tipo, três pessoas, das setenta que leram, comentarem. :( Bom, não sou desse tipo que é movida a comentários e favoritos, mas seria legal se vocês fizessem um esforcinho ahhaah amo vocês, beijos! ❤️


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