História The Blue Army - Capítulo 7


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Categorias Originais
Tags Drama, Guerra, Lesbianismo, Mulheres, Orange, Romance, Sexo, Suspense, Tragedia, Yuri
Visualizações 6
Palavras 1.618
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Esporte, Luta, Mistério, Orange, Policial, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Suspense, Violência, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá pessoas, talvez nem todos compreendam o que eu tento fazer, mas eu não estou criticando nada, até porque eu não gosto de julgar para não ser julgada, estou apenas adaptando as coisas nesta minha história, pois eu sei que não é assim que funciona certas coisas, e nas notas finais eu explicarei mais.

Capítulo 7 - Chapter VII


Fanfic / Fanfiction The Blue Army - Capítulo 7 - Chapter VII

Bessie Campbell POV

Dream on 

- Hoje o nosso Senhor me ordenou a fazer uma coisa diferente - O Sacerdote da igreja a qual minha família fazia parte desde criança dizia - Irei mostrar a vocês o que as doenças podem causar ao ser humano . Traga-a - Alguma coisa estava sendo segurada por fortes homens, aquela coisa tinha cicatrizes de doenças venéreas na boca e nas coxas 

- Quem é você? O que fez com a minha filha!? - Ouvi a voz de minha mãe e aí eu pude ver o rosto 

- Sou eu, mamãe - Aquela coisa era eu - Sou Bessie Campbell

- Isso é o que o homossexualismo vai fazer na vida de vocês! Esta jovem adquiriu essa doença entrando na instituição mais séria da Rússia - As forças armadas! Isso é um sinal que a doença pode se manifestar independente da criação ou local que você deixe seus filhos, isso é porque as coisas ruins estão sempre dispostas a arruinar nossas vidas tão fortificadas! O que vamos fazer pra curá-la? 

- Água benta! - Um coro de pessoas gritou e eu que me via em terceira pessoa, pude sentir como se estivesse sendo afogada na água benta. (...)

Dream OFF

- Acorda! O que é isso? - Eva me acordou 

- O que?! - Esbravejei - Me dê licença - Precisei sair, e fui armada pra dentro da floresta. (...)

Doença... O que Nikita fez comigo? De longe, eu nunca pensei que poderia namorar alguém, sempre por falta de atração nos rapazes, e as meninas eu sempre tive medo de me aproximar, e tudo isso sempre me deu falta de interesse em procurar algo assim, mas a Nikita praticamente se atirou em meus braços. Por que? 

Nada mais estava fazendo sentido pra mim, eu já não clamava Deus todos os dias, e muito menos fazia perguntas a ele, e naquele escuro da floresta eu não sentia medo de algo podendo me atacar e sim medo do que aconteceria daqui pra frente, e foi assim que decidi me ajoelhar para manter contato com o meu mais velho amigo... 

- Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tem misericórdia de mim, pecador. - Repeti inúmeras vezes até adormecer novamente. (...)

Narrador POV 

Eva aproveitava a sua hora de vigília para jogar graça por Diana.

- Seus cabelos ruivos são naturais? - Eva perguntara quando abraçou Diana.

- Apenas repare a minha sobrancelha… É a cor de meu cabelo?

- Não… É uma boa tinta ruiva, acho perfeito.

- Hum… Também gosto de você – seus cabelos pretos e olhos castanhos acompanhados de um rosto largo traziam um diferencial entre as outras meninas e isso, com certeza, chamava atenção de Diana. - Ao menos os olhos são naturais – Diana falou sobre seu verde.

- Acha que Nikita consegue aturar Campbell? - Perguntou Eva

- Qual seu problema com ela? Até a beijou

- Era apenas um desafio. Ela é muito mandona - Disse

- Acho que amanhã já temos uma isca pra caçar urso – Diana riu, mas, no fundo, morria de desejos por Campbell. (…)

Essas meninas não tinham a mesma dor para ser feliz como Campbell tinha, os costumes ocidentais penetraram no país e na cabeça das jovens que não ligavam pro modo como seriam vistas se ficassem juntas, por isso Diana e Eva se beijaram tanto ao invés de vigiarem...

A noite caia, tudo ficava mais frio, e apenas Diana e Eva tomavam conta daquela vigília e de repente pegaram no sono abraçadas, e ouviram um barulho estranho vindo das árvores antes de chamarem Sasha e Natalie. Nada como um barulho para apenas acordar as meninas. Ironia temporal.

Era pleno mês de Fevereiro e o inverno ainda estava longe do fim, a sorte das meninas era que estavam numa área ao sul da Rússia e o inverno não era tão rigoroso, ainda estavam sendo preparadas para enfrentar as florestas de São Petersburgo, e quem sabe a Sibéria? Não é a melhor opção para se treinar onde muitos inimigos morreram na guerra, já que o inverno russo é um aliado tão forte quanto os próprios soldados. Azarado fora Napoleão, azarado fora Hitler. 

As jovens dormiam tranquilas, Campbell tinha um sono de pedra mesmo com neve caindo sobre seu rosto e Nikita as vezes acordava e via a luz da fogueira por fora da barraca, a neve era fina, e Sasha e Natalie conversavam em volta sobre várias coisas, principalmente sobre a vida antes do exército. 

Aquele grupo de meninas tinha um diferencial, estariam unidas por ironia do destino? Nenhuma ali era uma pura santa, Campbell deixaria de ser aquela que aprendeu a ser e as outras já não eram, e um ciclo de amizade podia estar se formando, não entre todas. Entretanto, Sasha, Natalie, Nikita, Campbell, e Verônica tinham um diferencial entre si. 

Sasha gostava de festa e levar as meninas pro lado alcoolizado, vale-se lembrar que a cerveja não era considerada um álcool na Rússia, e a Vodca é bem cultural, Sasha é uma típica patriota.

Natalie tinha o espírito de guerra, tinha um potencial de líder ainda não alcançado, mas já era bastante desconfiada e cheia de planos por si própria, além de sua sinceridade ser o que afastava pessoas que não suportassem seus ideais.

Verônica era verdadeira, mas ainda tinha muito que aprender. Estava apaixonada pelo Capitão, e isso a fazia perder reais pontos pelo seu potencial de forças armadas. Ela queria subir de uma forma bastante inconsciente, não notava que a sua atração pelo capitão não era apenas por desejo, como também pela busca em aspiração em algo. (…)

A manhã chegou, era hora de Valentina e Marina encerrarem a sua vigília e chamarem Bessie, Nikita, Eva, Diana e Sasha. Natalie, Raíssa, Verônica, Valentina e Marina ficariam tomando conta de tudo, até trocarem de turno. Bessie e companhia estavam em busca de água e comida, todas tinham apenas seus almoços alimentado-as, além da Vodca, que por incrível que pareça, não trouxe nenhuma ressaca, já que o álcool é um costume cultural. O alcoolismo entre jovens é um dos principais problemas.

Bessie Campbell POV

Era manhã, voltei pro acampamento já que não estava muito longe e estava preparada para a caça, um sinalizador estava na bolsa de uma, Nikita segurava uma lança afiada, eu levava canivete e as outras meninas levavam grandes facas, ou qualquer algo cortante para nos defendermos, além de reservar de água. 

- Bessie, você dormiu bem? - Nikita perguntou seca olhando pra mim

- Ótima - Respondi sem muita delongas e sem olhar nos olhos

- Você está bem? - Pegou no meu braço - Eu sei que você não dormiu com a Eva

- Eu não tenho nada com a Eva - Respondi - Nem com você - Soltei meu braço, acho que infelizmente ela nunca iria entender o que eu estava sentindo. Ela não tinha as mesmas revelações que eu. (...)

- Vamos seguir por aqui – Eu sugeri um caminho mais limpo, as árvores de toda a floresta eram altas e era difícil encontrar vida vegetal ou animal em pleno inverno.

- Você adora mandar – Eva sussurrou

- Apenas opinei o que considero melhor, se quiserem ir pro outro lado… Podem ir.

- Eu estarei com ela – Nikita ressaltou e todas continuaram comigo.

(...)

Os ursos pardos não hibernam durante o inverno, e têm saltos de cerca de 50 quilômetros por hora e podem ser totalmente fatais! Era isso que eu queria caçar… Acho que era mais fácil achar um lobo cinza ou até mesmo pescar um Bagre! Se houvesse um rio. (…)

- Gente – Sasha gritou – Eu tô bêbada ou aquilo é um rio!

- Bagres! - Gritei em direção ao rio, na esperança de encontrar os bagres ou quaisquer peixes, já que os bagres não tem a melhor carne na minha opinião, e aposto que na das outras meninas também.

- Eu e Diana vamos pescar – Eva falou ao puxar a linha e anzol – Vamos levar peixes para comermos. - Vão procurar mais coisas – Ordenou

- Adoraria um banho – Nikita disse – É desconfortável

- Neste frio? Está pedindo pra ter uma hipotermia? - Sasha disse

- Vamos pular nuas – Diana falou – Todas nuas, e vamos nos limpar de tudo e nos abraçar.

- Eu aceito essa – Eva falou.

- Isso é loucura gente! - Eu disse – Ninguém aqui vai fazer isso! Vão assustar os peixes.

- É… Melhor irmos caçar. - Nikita respondeu

(…)

- Estou feliz por não estarmos no norte – Disse para quebrar o gelo, pois não queria estragar tudo devido ao que estava se passando na minha cabeça.

- Todas nós – Sasha respondeu

- Tenho medo do Wolverine – Nikita disse

- Wolverine? – Sasha

- É… o glutão, os caçadores da minha família sempre tiveram trabalho pra caçar aquela pele, e ainda chamam eles de reis da taiga siberiana. - Nikita falou

- Aquela merda é uma mistura de urso com os queridos cachorrinhos – me introduzi na conversa, já que eu iniciei e notei que todas ficaram caladas e Nikita e Sasha me empurraram para atrás da árvore.

- Está vendo aquilo!? É um ômega – Nikita

- Um lobo solitário, é o prato cheio pra esta noite – Falei

- Subam naquela árvore, rápido! - Nikita ordenou e Sasha foi a primeira a subir, e eu ajudei Nikita a subir e acho que chamei atenção do lobo que enquanto eu subia ouvia a respiração de desespero de Nikita e quando olhei para baixo ele estava me olhando.

- Segura forte, Campbell – Sasha falou e fiquei desesperada, e cai quase por cima do lobo e lembro de uma dentada no meu ombro e de repente meu desespero me fez fechar os olhos e esperar (…)

 


Notas Finais


Gente, essa coisa que aconteceu na Igreja não é a visão que eu tenho, é só algo que causa um terror psicológico na minha personagem e eu precisei usar isso, por mais que Bessie não soubesse o que era homossexualidade, ela vai ter a noção que é errado pros moldes deles por meio de lógica.


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