História The Blue-haired Boy||HunHan - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Lu Han, Sehun
Visualizações 120
Palavras 1.843
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oeeeee desculpem a demora de BH, me perdoem e não desistem de mim♥

Pudim✿ฺ

Capítulo 10 - ◉Nine◉


Fanfic / Fanfiction The Blue-haired Boy||HunHan - Capítulo 10 - ◉Nine◉

Naquele cômodo havia um simples barulhinho de algo fritando, barulho este que provinha da TV onde sua mãe assistia a um programa de culinária. Luhan estava quietinho ao chão da sala sob o tapete felpudo tentando finalizar seu quebra-cabeça do Pocoyo de 100 peças. Notava-se de longe o semblante tristonho do garotinho, vez ou outra ele suspirava baixinho enquanto observava aos poucos a imagem do desenho ser formada. Já faziam duas semanas, contando com hoje. Duas longas semanas que não via seu amiguinho Sehun e não tinha notícias dele. Luhan estava triste de saudades, pensava em como montar aquele quebra-cabeça seria mais fácil e divertido se o garotinho estivesse ali consigo, fazendo piadinhas para o animar.

A campainha tocou e sua mãe logo se levantará para atender. Entediado, Luhan se levantou e foi em direção ao seu quarto. Ele buscaria pela caixinha para guardar as peças já que não tinha mais vontade alguma de o terminar, porém, quando voltava para a sala ele ouviu uma voz familiar. Apressou rapidamente alguns passos e se escondeu atrás do sofá, ele vira quando a empregada gentil que trabalhava na casa de Sehun adentrou a sala, ela parecia triste e meio sem graça, talvez por não aparecer por ali há tempos. Duas semanas, ele repetia em sua mente.

  — .... nunca mais viria aqui! — Retornou de seus devaneios passando a prestar mais atenção na conversa das mulheres. — Vamos, entre.

Ele reparara que o sorriso de sua mãe era grande, a mulher que ali estava era uma grande amiga, mesmo sendo de uma classe mais baixa. A verdade é que, para a senhora Lu, não havia ninguém melhor que outros, ainda mais por status, capital ou tamanho da conta bancária, apesar de ser "rica", sua mãe não se importava tanto com o luxo mas sim com o valor das pequenas coisas. Sua casa era mais aconchegante naquele tempo, tinha um cheirinho de lar que pairava no ar.

  — Sente-se. — Sua progenitora riu do modo acanhado da mulher que se sentara vagarosamente, olhando ao redor como se não reconhecesse a casa. — Passou bastante tempo sumida, aconteceu algo? Você não me parece bem.... — O tom animado logo se tornou preocupado e ela até buscou pelo controle para desligar a TV quando a mesma passou a fazer demasiado barulho. — Pode me dizer o que quer que seja! Foi seu pai novamente? Ele piorou?

De seu esconderijo, Luhan podia ver e ouvir tudo atentamente. Sabia que estar ali, escondido e ouvindo a conversa de dois adultos era feio, porém ele queria saber, e se ela fora ali trazer quaisquer notícia de Sehun? Seu coração chegava a palpitar de ansiedade no peito, e mesmo que não percebesse, com tal possibilidade, ele sorria abertamente.

  — LuYan, onde está Luhan? — A mulher logo dissera interrompendo as diversas perguntas de sua mãe.

  — Ele deve ter ido para o quarto, estava aqui ainda agora. — Explicou olhando em volta e o garotinho bisbilhoteiro se abaixou para não ser pego. — Por que? — Indagou curiosa.

  — O que eu tenho pra falar é sobre a família Oh. — Ela começou baixo e meio incerta. — Você deve ter reparado que Sehun não aparece mais aqui como de costume para brincar com Luhan....

  — Sim, pensei até que ele estivesse ido para alguma viagem mas Luhan não me disse nada. — Comentou confusa. — Além do mas, eu vi que teve bastante movimentação na casa dele uns dias atrás. Luhan está meio tristinho por não ter notícias do amiguinho. — As últimas palavras foram ditas mais baixas, sua mãe lamentava tal fato enquanto o pequeno confirmava com a cabeça por de trás do sofá, mesmo sabendo que ninguém o veria. Era melhor assim. — Mas o que tem?

  — O que tem é que.... — Ela exitou, olhando para os lados mais uma última vez para então, despejar algo que Luhan desejou nunca ter ouvido. — o pai de Sehun morreu.

A surpresa fora tão grande para sua mãe que a mesma levantou até a mão por sob o peito, Luhan ainda processava as coisas em sua cabecinha.

  — Por Deus! Que horror!

  — E não é só isso. — A mulher suspirou. — Hoje, a mãe de Sehun decidiu que não quer mais morar nesta casa onde há tantas lembranças e.... Eles estão se mudando.

E quando tudo fez sentido para si, ele não de importou em que lugar estava ou se sua mãe lhe pegaria ali. Luhan simplesmente escorregou até o chão onde recolheu as pernas para junto ao peito, abraçou-as e permitiu-se chorar.

Luhan Pov's

  Eu o contei tudo, mesmo que doesse até em mim relembrar aquele tempo. Naquele curto período de tempo que passamos ali - comigo prensado numa estante -, Sehun ouvia calado e de cabeça baixa. Eu não podia ver sua expressão pois a franja caia sobre seus olhos fazendo uma sombra, mas pude perceber por sua postura que estava tenso. Ele de repente ofegou.

  — Eu já te disse tudo. — Murmurei. — Posso ir embora agora? — Perguntei, de certo modo desconfortável pela posição que me encontra há algum tempo. Ele murmurou um "Não" tão bem dado e descarado que eu até me surpreendi de início. — Não?! Porque não?! — Eu perguntei alto, abaixando o tom aos poucos quando me lembrei que estávamos na biblioteca. Não queria levar outra bronca da bibliotecária.

Tão inesperadamente quanto uma chuva não prevista, senti seus braços se moverem ao meu redor e logo após ele encaixou a face na curva de meu pescoço. Meus olhos se arregalaram a medida em que ouvia soluços e minha pele se arrepiou por tamanha proximidade.

  — Por que está chorando? — Falei com a voz firme, tentando soar irritado. — Pare de chorar seu frangote! — Digo revoltado e tento me soltar de seu abraço, mesmo que no fundo eu não queira. Ele ainda tinha o mesmo cheirinho....

   — Fique quieto Luhan. — Me reprendeu num murmurar rouco e abafado pelo meu pescoço, me abraçando ainda mais forte contra si. — Só me abrace. — Pediu baixinho.

  — O quê? Te abraçar? Pra que? — Eu estava mais nervoso do que aparentava, meu coração dava indícios de que bateria mais forte contra o peito e com o abraço apertado temia que ele sentisse aquilo. — Pare de gracinhas Sehun! Vamos! Me deixe ir embora antes que os babacas dos seus amiguinhos apareçam aqui! — Digo impaciente tentando o empurrar pelos braços, o que não dera muito certo.

  — Não Hannie! Só me deixe ficar assim por um tempinho. — Sehun falou, sua voz embargada era quase inaudível. — Por favor, Hannie. — Suplicou e, naquela altura do campeonato eu já havia desistido de o chutar dali e ir para o banheiro jogar água no rosto para não chorar.

Talvez eu chorasse ali mesmo ao seu lado tentando o consolar, eu sempre fui bem idiota mesmo, não custava continuar sendo naquele momento. Estava sendo mais fraco que nunca, mas Sehun parecia mais psicologicamente abalado que eu, afinal, quem perdera o pai fora ele. Mas já se passou tanto tempo....

Suspirei profundamente passando vagarosamente meus braços em volta de sua cintura acariciando ali, ainda de um modo sem jeito, enquanto o sentia deslizar os dedos por minhas costas, fazendo desenhos imaginários.

  — Tudo bem, Sehun. — Eu murmurei deitando minha cabeça em seu ombro. — Está tudo bem, eu estou aqui. — Sussurro suspirando, sentindo mais de seu cheirinho gostoso e ouvindo seus soluços. Suas lágrimas molhavam meu pescoço e o hálito quente batia ali, vez ou outra arrepiando-me totalmente. — Não precisa chorar...

Eu só tinha medo de que com minha tentativa de o consolar, acabe relembrando demais o tempo em que eramos amigos. Não quero misturar as coisas, já passei tempo demais lamentando seu sumiço e a tremenda falta que sentia de si.

Não quero mais sofrer por Sehun. Eu, simplesmente, nem ao menos queria ter meras lembranças sobre ele. Porém o passado não é algo que se apague facilmente como uma borracha em um papel escrito a lápis.

Pov's Baekhyun

A sala estava uma zona. Tinha gente juntando mesas para jogar algum jogo, um retardado foi para o quadro e começou a fazer desenhos com o pincel do professor, umas garotas gritavam histéricas do meu lado e eu juro que estou me segurando pra não bater nelas.

Luhan já havia sido trancado do lado de fora da sala com o babaca do Sehun faz tempos, porém quando abrimos a porta eles já não estavam ali. Meu coração até acelerou. Poderia Sehun ter feito algo de mau a ele? Não.... Ele não teria essa coragem.... Não é? Aish! Pensar nisso me deixa frustrado! Onde será que eles estão? O que estão fazendo que ainda não voltaram?

  — Se você não parar de fazer careta ela vai ficar na sua cara pra sempre! — Kyungsoo me cutucou com seu lápis, resmunguei me remexendo na cadeira.

  — Porra Kyung, tinha que ser na costela? Filho da puta.

  — Cala essa fossa, desgraça! Filho da puta o caralho! Tu para de me xingar que eu não sou tuas nega não.

  — Tanto faz. — Revirei os olhos. — Hum.... Kyung! Você não acha que os dois estão demorando demais? — Perguntei a ele, roubando canetas do seu estojo para rabiscar a última folha do meu caderno.

  — Un? Quem? — Ele indagou sem tirar os olhos de sua folha A4.

  — Como assim quem?! O Sehun e o Luhan! Quem mais seria?!

Ele parou de desenhar um fofo neko de algum anime e largou o lápis sobre a mesa, cruzou os dedos e me encarou profundamente. Engoli em seco.

  — Baekhyun, doce Baekhyun. — Começou me deixando com medo. Ele tinha aquela mesma expressão de quando matou o pobre gatinho de sua prima. — Você não acha que está se preocupando muito? Eles estão dentro da escola, Sehun não faria nada a Luhan com ele estando aqui.

  — Você é idiota? Estar na escola não impediu ele de espancar o Lu em todas aquelas vezes! Imagine agora, onde todos os professores estão em reunião. — Falo pouco alto e exasperado, indignado pela provável "inocência" do meu amigo no quesito Oh.

  — Okay. Recapitulando; eu não acho que Sehun seja louco de fazer mau a Luhan quando ele corre perigo de ser punido severamente pelo professor. — Tossiu. — Nosso professor é chato pra caralho, e, infelizmente, costuma cumprir muito bem as promessas dele.

  — Hump. — Fiz bico e ele voltou a desenhar.

  — Voltei. — Kris suspirou ao sentar-se próximo a nós. Ele despejou as garrafinhas d'água na mesa junto com os fines de diversos sabores. — Vocês são uns gordos. — Resmungou. — E ainda me usam como escravo.

Eu só sei que quando o intervalo soar, se Luhan ainda não estiver aqui, Sehun terá que se entender comigo. E aí desse Oh se meu bebê estiver com algum arranhão sequer.... Ele irá aprender com quantos paus se constrói uma canoa, pois vai precisar para fugir de mim e minha ira.


Notas Finais


E foi isso❤ desculpem mesmo, mesmo, mesmo por ter sumido por tanto tempo. Enfim não desistam de mim e não se esqueçam de favoritar❤


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