História The Blue Supremacy - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias David Luiz, Fernando Torres, Frank Lampard, John Terry
Personagens Personagens Originais
Tags Chelsea Fc, David Luiz, Inglaterra, Lampard, Terry
Exibições 26
Palavras 5.698
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oieeeeeee!
Gente, me perdoa se o capitulo ficou grande demais. Eu tinha muita coisa pra escrever! rsrs
Queria dedicar esse capítulo à Camilla, que aparecerá pela primeira vez em TBS, e à Girl Blue, que também terá uma participação como Rubi (porém, prometo que no próximo capitulo terá mais cenas de David/Rubi).
E, claro, à Lowis, que está nessa comigo há anos.
É isso ai, espero que gostem!
Mil beijos <3


PS: Não estou orgulhosa do que fiz com o Lampz nesse cap, portanto, me perdoem :(

Capítulo 20 - O aniversário da Mia (parte2)


Fanfic / Fanfiction The Blue Supremacy - Capítulo 20 - O aniversário da Mia (parte2)

Chegando no local, todos já estavam presentes, à espera de Terry, Mia e eu. A decoração era bem iluminada, e com tons de dourado e branco, o que fazia com que o local parecesse luxuoso e aconchegante. A principio, Mia acreditava que encontraria alguns amigos para curtir uma noite agradável, regada a boa música e algumas bebidas. Mas o que minha irmã encontrou ao adentrar o local fora uma plateia de amigos, familiares e conhecidos, que a observaram cuidadosamente caminhar sobre o salão, que estava iluminado pelas bordas, porém, com um espaço escuro bem ao centro. Tinha um microfone, estrategicamente posicionado em um pedestal, que sugeria algo. Mia olhou para os lados, ainda sem entender o que acontecia, e teve sua atenção tomada por uma voz feminina, que chamou seu nome, parecendo soar bem detrás das cortinas douradas que dividiam aquele ambiente juntamente com divisórias improvisadas para aquela noite especial.

— Mia!

Minha irmã me fitou, parecendo pedir que eu a explicasse o que estava acontecendo.

— Gostaria de te desejar um feliz aniversário em nome de uma pessoa especial, que me fez esse convite para estar aqui na sua festa hoje.  Parabéns! — ainda que com o inglês um tanto enferrujado, Anitta declarou sua mensagem antes que ouvíssemos as buzinas típicas de sua música mais famosa soarem dentro daquela boate. Exatamente no momento em que Mia descobriu de quem se tratava. Sua cantora favorita havia adentrado o local, juntamente com suas seis dançarinas, e estavam bem à sua frente.

Show das poderosas era o hit que havia apresentado Mia ao funk brasileiro. E totalmente extasiada, minha irmã, assim como todos os outros presentes, observavam a coreografia sensual e batida envolvente da apresentação da brasileira, que era sucesso em seu país de origem naquele momento.

Direcionei meu olhar às pessoas à nossa volta, e pude avistar Lindsay e Lupita, que também pareciam empolgadas com o show. Mamãe e papai também estavam presentes, assim como tio Frank, que parecia mais relaxado e despreocupado naquela ocasião.

— Meu Deus! — Mia exclamou, empolgada, assim que a primeira música havia cessado — Anitta? — gritou, enquanto corria em sua direção.

A brasileira sorriu e a abraçou calorosamente. Era inegavelmente atraente e parecia bastante simpática também. David caminhou até onde as duas ainda trocavam algumas palavras com dificuldade.

— Mia, Anitta não fala inglês muito bem! — o brasileiro sorriu, fitando-a pela primeira vez na noite. Estava especialmente charmoso, e com um olhar de satisfação ao ver Mia tão empolgada com o que acontecia.

— David? — ela pulou em seu pescoço, enquanto o abraçou, agradecida — Foi você que fez isso? Meu Deus! Obrigada! — mal conseguia conter sua afobação.

Anitta aproveitou o momento, para iniciar outra música, e deixar os dois a sós por um momento.

— Parabéns, pequena! — o brasileiro ainda sorria, encantado — Que bom que você gostou da surpresa!

— Gostei? Eu adorei! — Mia já não fitava mais o zagueiro, que não tirava os olhos dela — Essa mulher é o poder em pessoa! — declarou, referindo-se a Anitta, que se apresentava bem ao seu lado.

Aproveitei o momento, e caminhei até onde estavam Lupita e Lindsay, dançando empolgadas.

— Oi, neguinha! — a americana me cumprimentou com um sorriso — Tá gostosa, hein? Vai enlouquecer seu espanhol desse jeito! — gargalhou, animada,  me fazendo corar de vergonha.

— Esse é o plano! — Lupita também sorriu ao fitar-me.

De fato, todas estávamos vestidas para matar; Ou para seduzir, uma vez que estávamos em uma boate em Londres, comemorando o aniversário de nossa caçula de Stamford. Era uma noite especial, e por isso, estávamos dispostas a aproveitar ao máximo aquele momento de descontração.
— Vocês viram o Torres por ai? — indaguei, procurando-o pelo salão.
— Tá ali, gata! — Lind apontou para o local onde o espanhol conversava entrosado com seu colega de seleção, César.
— Nossa! — exclamei ao fitar César pela primeira vez na noite. Estava especialmente bonito em sua camisa social azul carbono, que acentuava seus belos olhos.
O espanhol tinha traços marcantes, e por isso, sempre chamava a atenção. E naquela noite, não estava sendo diferente.
As dançarinas que acompanhavam Anitta em sua apresentação se sentiam em um harém. Por toda a parte, estavam cercadas por belos e poderosos jogadores de futebol de vários cantos do mundo. Stamford tinha para todos os gostos. Os veteranos e anfitriões não deixavam dúvida de que os ingleses comandavam o time. Lampard e Terry sempre foram dois dos jogadores mais cobiçados do time inglês. Os espanhóis, por sua vez, causavam um alvoroço por conta de sua sensualidade e ousadia. Torres e César haviam virado o jogo para a Espanha desde que chegaram em Londres. Ballack, Shevchenko e David, embora com nacionalidades distintas, tinham o mesmo charme contagiante que virou a cabeça de muitas em Stamford Bridge.
Enquanto sorri para Torres, mesmo de longe, percebi o quanto César estava sendo cobiçado pelas dançarinas que se apresentavam próximas a ele.
— Já viu como o César tá bonito hoje? — indaguei, fazendo Lupita olhar em sua direção. O espanhol retribuiu com um sorriso charmoso.
— Até vi! — suspirou, desanimada — Mas assim que vi vocês chegando, não consegui pensar em mais nada.
Minha amiga se referia a Terry, que conversava com Lampard, Frank e meus pais, há alguns metros dali.
— Você não consegue resistir ao capitão, não é, Lupi? — Lindsay gargalhou, empolgada.
— Tem como? — minha amiga não obteve resposta.
— Vivi? — Lind chamou meu nome, buscando atenção — Torres não ia trazer uma amiga espanhola?
— Sim! — concordei, receosa — Mas o voo dela atrasou, e eu nem sei se ela vai chegar a tempo.
— Eles são amigos há muito tempo? — Lupita questionou.
— Segundo o Torres, eles foram criados juntos. — respondi — Ela é mais nova que ele alguns anos...
— Parece que eu já vi essa história! — Lindsay declarou, provavelmente se referindo a Lampard e eu.
— Eu to tentando não pensar nisso, Lind! — suspirei, fatigada — Além do mais, ele me garantiu que eles são quase como irmãos.
— Então relaxa, neguinha! — a loira tentou tranquilizar-me — Mas quer um conselho? — me fitou — Fica de olho!
Franzi o cenho por um instante, insegura.
Enquanto conversávamos, Ballack chegava no local muito bem acompanhado de sua alemã de cabelos longos e negros como veludo. Camilla era esguia e tinha traços marcantes. Não era do tipo de mulher que passava desapercebida.
Mein liebe! — buscou sua atenção por um instante — Preciso te pedir segredo sobre o que você ouviu da minha conversa com o Shevchenko hoje. Tudo bem?
— Que conversa? — Camilla observava tudo a sua volta, atenta.
— Sobre ele e a Lindsay! — respondeu — Você provavelmente vai conhecer as meninas, e entender o porquê.
— Lindsay? — indagou, confusa — Pensei que a namorada dele se chamava Lupita...
— Ex-namorada! — Ballack ressaltou — Não se esqueça de que la o traiu com o Terry, e eles terminaram.
A menina arregalou os olhos, surpresa.
 — E o que a Lindsay tem a ver com isso? — continuou — Ainda não entendi...
— A Lind e o Shev tem um caso complicado! — o alemão tentou se explicar — Mas ninguém sabe disso, além de mim...
— Eles ficavam desde antes do Shev terminar o namoro?
Ballack respondeu-lhe com um aceno de sua cabeça.
— Meu Deus! — exclamou, indignada — Esse povo em Stamford precisa aprender a respeitar a vez do colega!
O alemão gargalhou, encantado, com sua sinceridade.
— E eu pensando que você era quem aprontava mais por aqui...
Ballack, ainda sorrindo, fitou Terry que se aproximava naquele momento.
— Boa noite! — o charmoso capitão inglês os cumprimentou com um sorriso largo nos lábios.
— Boa noite, Terry! — Ballack retribuiu — Deixa eu te apresentar minha...
— Sou Camilla! — a jovem o interrompeu, impedindo que pudesse completar sua frase. De fato, não sabiam o que eram até o momento, e isso preocupava Camilla, que estava pretendendo ir devagar naquele novo relacionamento — Muito prazer, Capitão! — finalizou com um aperto de mão caloroso.
Terry riu. Na certa havia percebido sua personalidade forte bem no momento em que ela terminou seu ato.
— Muito prazer, Camilla! — o inglês completou — Seja bem vinda a Londres!
— Bem vinda a Stamford, você quer dizer! — ela riu, descontraída — Já conheço muita coisa de vocês, mesmo sem nunca ter vindo aqui.
— Pois bem! Bem vinda à Supremacia Azul então!  — Terry ainda tinha um sorriso nos lábios, assim como Ballack, que fitava os dois enquanto conversavam.
— Você viu a Mia? Ou a Victória? — o alemão indagou, na intenção de nos apresentar Camilla.
— Mia está com o David. Estão conversando desde que ela chegou.  Não teve tempo de dar atenção a ninguém na festa ainda. — Terry respondeu-lhe, despreocupado.
— Deixa o rapaz terminar a surpresa que fez pra ela, cara! — Ballack gargalhou.
— Victória provavelmente está com o namoradinho espanhol dela, e com aquele amigo bundão dele! — o capitão não disfarçou seu descontentamento ao falar de César.
— César? — Ballack parecia ter entendido a referência.
Terry acenou positivamente com a cabeça, como resposta àquela pergunta.
— César Azpilicueta? — Camilla indagou, curiosa — Por que ele é um bundão, gente? Parece ser tão gente boa... — pareceu não compreender sua implicância.
— Saiu de tão longe pra medir forças comigo aqui em Londres! — terry bebia uma long neck de Budweiser.
— Sério? Ele está ameaçando a sua braçadeira, capitão? — Camilla ainda estava um tanto perdida.
Ballack gargalhou.
— Só se a braçadeira dele se chamar Lupita Hernandez.
— Espera um pouco! — a menina franziu o cenho — Já recebi informação demais sobre a Lupita desde que cheguei...
— Lupita é a personificação da discórdia em Stamford. — Ballack acrescentou.
— César te passou a perna com ela? — finalmente entendeu a que Terry se referia.
E apesar de descontente, confirmou  aquela pergunta com um olhar insatisfeito.
— Bem, capitão! Aqui se faz, aqui se paga...
Terry a fitou, esperando que prosseguisse.
— Você não soube respeitar a vez do ucraniano antes, agora o espanhol fez o mesmo contigo!
Camilla era decidida, e dizia exatamente tudo o que julgava necessário, sem receios.
— Ballack, eu se fosse você, colocava essa menina no próximo voo de volta pra Alemanha! — Terry declarou, mas ficou claro o tom de brincadeira em sua frase, apesar de a mesma não ter vindo acompanhada de nem um sorriso sequer.
— Encontrei a Victória! — Ballack quis por fim àquele momento — Vem, Camilla! — tomou sua musa pela mão, enquanto a repreendeu — Tenta pelo menos, mein liebe!  — deixavam o local, apressados.
— Tentar o que? — franziu o cenho, confusa.
— A pegar leve pelo menos hoje! — ele gargalhou, descontraído, enquanto a menina o acompanhava.
Se aproximaram de Lindsay, Lupita e eu, que ainda conversávamos no mesmo lugar.
— Boa noite, meninas! — Ballack foi o primeiro a nos saudar, com um sorriso.
Fitei Camilla por um instante, e logo entendi o motivo de sua felicidade. A jovem era realmente linda, e qualquer homem ficaria contente de tê-la como acompanhante em uma noite como aquelas.
— Oi! — fiz questão de ser simpática ao cumprimenta-los.
— Essas são Victória, Lupita e Lindsay! — Ballack nos apresentou, enquanto trocávamos beijos na bochecha.
— Muito prazer, Camilla! — eu sorri, à vontade — É Camilla, não é?
A alemã riu, descontraída.
— Gente, Shevchenko fez a mesma coisa, sem nem ao menos ter me perguntado meu nome! — gargalhou — Já vi que você fez minha fama aqui, não é, Ballack?
Ele riu, suspendendo os ombros, como se não soubesse de nada.
— Digamos que você é uma novidade pra nós aqui em Stamford! — Lindsay declarou, sorrindo — E que novidade, hein, alemão? — a menina pareceu elogiar Camilla, que ainda sorria.
— Muito prazer, meninas! — exclamou, animada — E onde está a aniversariante? Meu presente deve estar chegando no aeroporto bem agora! — a médica se referia a Reus, que, a pedido de Ballack, havia sido convidado a participar daquela festa.
— Presente? — Lind indagou, empolgada — É pra mim, neguinha! A aniversariante ta se divertindo com um brasileiro hoje. Fui eu quem fez o pedido de uma delicinha alemã.
— Sério? —  gargalhou, animada — Bem, espero que não tenha nenhuma confusão em Stamford por causa do meu bebê de topete dourado...
Ballack franziu o cenho, parecendo não ter gostado daquela declaração.
— Digamos que ele tem um histórico grande de confusões entre mulheres por sua causa...
— Se tiver confusão por causa dele aqui, a gente nem vai se surpreender! —  garanti — Stamford é a casa das confusões, Cah! — tomei a liberdade de chama-la por um apelido. Estávamos bem à vontade.
— O fato do Reus não valer nada é motivo de orgulho pra você, né? — Ballack declarou, descontente — Agora se sou eu que não valho...
— Olha o ciúmes, Ballack! — Lindsay declarou, fazendo com que todas nós gargalhássemos.
Camilla sorriu, parecendo gostar de sua insatisfação. Era bom perceber o quanto Ballack estava envolvido, e mal conseguia disfarçar seu ciúme.
— Reus? — exclamei, me dando conta de quem a alemã falava — Deus! — revirei os olhos ao lembrar do quanto ele era atraente.
— “Dios” digo eu! — Lupita me repreendeu — Espero que você tenha pegado a referencia do meu espanhol, ouviu bem?
Eu gargalhei por um instante.
— Neguinha, o que acha de tomar um shot de tequila com a gente? — Lindsay convidou, parecendo querer brindar sua chegada a Londres. Era uma espécie de ritual.
— Não sei se eu posso beber hoje! — declarei, descontente — Fui parar no hospital por causa da glicose.
— Então fica a vontade pra ver as merdas acontecendo aqui hoje, sóbria! — Lindsay me fez parar para analisar que Torres e Lampard dividiam o mesmo local que meu tio Frank, e meus pais, que naquele instante pareciam interrogar o espanhol, enquanto conversavam empolgados.
— Puta que pariu! — cerrei os olhos de insatisfação — A probabilidade disso aqui dar merda hoje é 100%. — tentei garantir a mim mesma.
— Não sei se é realmente uma boa ideia você beber hoje, Victória! — Camilla declarou, cumprindo sua obrigação enquanto médica.
— Prefiro voltar do hospital do que ver alguém hoje ser carregado pro cemitério, Cah! — declarei, segura — Confia em mim... Essa opção é a melhor que tenho!
— Bem... — a alemã suspendeu os ombros por um instante — Fiz meu papel!
— Vamos então? — Lindsay exclamou.
— Eu não estou convidado? — Ballack nos fitava, sorrindo.
— Negativo! — Lupita o repreendeu — Vocês hoje só observam...
E após sua declaração, deixamos o local, animadas e bem entrosadas. Com certeza, Camilla fora muito bem vinda em Stamford. Enquanto conversávamos de muito bom humor, Mia e David não estavam tendo uma conversa tão agradável assim, em local isolado de todos. E depois de quase trinta minutos conversando, minha irmã deixou o local, apressada, enquanto o brasileiro ainda permaneceu no local por alguns instantes tentando assimilar tudo o que havia acontecido ali.
— Que cara é essa? — Terry se aproximou do jogador, que não estava sorrindo, como sempre fazia, naquele momento.
— Nada! — tentou desconversar — To um pouco desanimado só...
— Foi a Mia? — o capitão parecia prever aquilo tudo.
Davi balançou sua cabeça demonstrando desgosto.
— Luiz, você sabe que a Mia tem 16 anos, não sabe? — deu um gole na cerveja que tinha em mãos.
— Sei, né? — fitou o painel gigantesco que possuía o nome e a idade que a menina estava alcançando naquela noite, e que ele próprio havia escolhido para decoração.
— Então não se cobra tanto. Você fez o que pôde! — Terry tentava, sem muito sucesso, consola-lo.
— Eu to ligado! — pareceu concordar — Mas eu desisto... Não sei se to afim de continuar com isso.
Terry pareceu lhe dar razão com um aceno sutil de sua cabeça.
De longe eu percebi o clima em que o brasileiro e meu tio conversavam. Preocupada, resolvi deixar o local onde estava com as outras meninas, e ir de encontro a eles, na intensão de saber o que acontecia.
— David! — exclamei seu nome, enquanto me aproximei dos dois.
Ele me fitou, arqueando as sobrancelhas, parecendo adivinhar o assunto de minha conversa naquele momento. Esperou que eu prosseguisse, antes de dizer qualquer palavra.
— O que houve? — eu indaguei, ainda incapaz de acreditar que minha irmã havia lhe dado um fora bem na noite em que o brasileiro havia dado o seu melhor para organizar a sua festa de aniversário.
— Desisto! — o brasileiro suspendeu os braços, na intenção de demonstrar sua insatisfação.
— O que a Mia fez, David? — insisti, já desapontada com o que poderia vir a escutar.
— Nada que ela não tivesse direito de fazer! — tentou justificar a atitude de minha irmã.
— Eu não to acreditando que a Mia te dispensou mesmo depois de tudo o que você fez! — exclamei, alterada. Eu quase bufava.
— Victória, pega leve com a Mia! — David me fez um apelo — Ela não precisava ficar comigo só porque eu fiz isso tudo pra ela. As coisas não são assim...
— Não defende ela! — declarei, afobada.
— Não adianta, Victória! — Terry interferiu na conversa, após tomar um gole da cerveja que tinha em mãos — A gente só gosta de quem não gosta da gente.
— Isso! Então vai pensando assim que você vai ver o gol de letra que o César vai te marcar com a Lupita! — respondi fatigada.
David gargalhou.
— Vivi, eu to bem! — o brasileiro tentou convencer-me.
— Impossível estar! — ainda estava indignada com o que acontecia.
E de costas para pista de dança, não percebi Torres se aproximar de nós, acompanhado de Rubi, sua amiga de infância, que havia acabado de chegar do aeroporto, e que mesmo assim, parecia ter se arrumado especialmente para aquela ocasião.
Buenas noches! — Torres nos saudou, enquanto eu me virei para fita-los.
Me surpreendi, porém, com a imagem que presenciei naquele instante. Rubi não passava de uma menina, assim como eu. Diferente da imagem que eu havia projetado dela em minha cabeça, de uma mulher mais velha e arrebatadoramente sedutora. Talvez não tivesse mais que vinte anos, e possuía cabelos ruivos e longos, que eram a combinação perfeita com seus olhos verdes e vibrantes. Rubi era linda, e seus traços exalavam inocência e um tanto de timidez. E com um sorriso ainda acanhado, cumprimentou a todos, bem no momento em que Torres a apresentou para Terry e eu.
— David! — ouvi a menina exclamar, após cumprimentar Terry e eu com beijos na bochecha.
— Hola, mi niña! — declarou com seu “portunhol”, enquanto a abraçou calorosamente.
Eu franzi o cenho, confusa com a cena que vi. Mas logo me lembrei de Flori nos contando das vezes em que o brasileiro havia ido à Espanha e passado dias em sua casa. Provavelmente se conheceram em alguma dessas vezes.
— Muito prazer, Rubi! — declarei, enquanto vi a menina voltar sua atenção a todos nós, novamente.
Hola, Vic! Mucho gusto! — me sorriu, mais a vontade.
— Pensei que você não viesse mais! — iniciei uma conversa, enquanto Torres, Terry e David nos observavam.
— Meu voo atrasou! Quase que eu não chego a tempo! — gargalhou, contida — Obrigada pelo convite, viu?
— Era o mínimo que eu poderia ter feito, depois de ter ido pra Espanha com o Nando, e ele não ter tido tempo de ir ver você. — declarei, deixando todos os meus medos e inseguranças para trás. Assim como Torres havia me garantido, naquele instante, pude constatar que Rubi realmente não me era uma ameaça.
— Eu aceitei a justificativa dele. Ele realmente teve motivo! — continuou — E onde está a aniversariante?
— Pra ser sincera? Não sei onde minha irmã está! — respondi, insatisfeita. Ainda não havia engolido toda aquela história com David.
— Ela disse que ia procurar a namorada do Ballack pra receber o presente alemão que ela ia trazer! — David declarou, desanimado.
— Ah, ela disse isso? — indaguei, indignada — Gente, eu vou matar a Mia na noite do aniversário dela!
Torres riu, e me abraçou pela cintura, na intensão de me acalmar.
— Que presente alemão? — Terry pareceu não gostar de mais homem invadindo seu lugar.
— A Camilla trouxe o Reus pra Londres, e ele está vindo pra cá! — respondi.
Torres pareceu não gostar de minha declaração.
— O que houve com você, David? — Rubi não havia tirado os olhos do brasileiro, que realmente estava nos preocupando, naquela ocasião. David sempre estava sorrindo, e fazendo suas brincadeiras, e vê-lo daquele jeito deprimido, era algo a se estranhar.
— Nada não, niña! Eu to legal! — tentou convencê-la com um sorriso — Quer tomar alguma coisa?
— Claro! — pareceu aceitar seu convite — Vocês querem ir com a gente? Se referia a Torres, Terry e eu.
— Prometo que até o final da noite nós tomamos alguma coisa, Rubi! — garanti — Mas agora eu realmente preciso encontrar a Camilla e ver no que essa história toda de “Reus” vai dar.
Torres mais uma vez enrijeceu os músculos ao me ouvir falar do alemão.
— Eu acompanho vocês! — Terry exclamou — Preciso de outra cerveja!
E após sua declaração, os três deixaram o local, e seguiram em direção ao balcão de bebidas.
— Victória? — Torres chamou meu nome, fazendo-me fita-lo.
— Oi? — respondi, e percebi sua feição descontente — Que cara é essa, Nando?
— Não quero que se meta com essa história toda de Reus. — declarou, seguro.
Eu sorri, percebendo o ciúme em sua declaração.
— E por que não? — continuei, me fazendo de desentendida.
— Não gosto dele, e do que já ouvi sobre ele! — insistiu.
— Você está com ciúmes, Nando? — não consegui evitar minha pergunta, ao fitar a insatisfação em seus olhos e que transparecia na feição tensa de seu rosto.
Ele tentou distanciar seu olhar por um instante, mas votou a me encarar logo em seguida.
— Você é a coisa mais linda que eu já vi na vida, Torres! — gargalhei, fazendo-o arquear as sobrancelhas com meu ato.
Fomos interrompidos, porém, por Lupita, que se aproximou de nós puxou-me pela mão, apressada.
— Temos mais um shot de tequila! — se referia a Rubi, que se encontrava próxima das outras meninas no balcão — Vem, Victória! — minha amiga estava visivelmente aletrada por causa do álcool sem seu organismo.
Antes de deixar o local, em sua companhia, aproximei meus lábios do ouvido de Torres, que cerrou os olhos com meu ato, e principalmente com minha declaração.
— Quero que use esse mesmo tom comigo quando estivermos sozinhos... — sorri satisfeita, ao perceber sua respiração se intensificar logo após meu sussurro. E só então deixei o local acompanhada de Lupita.
Lindsay, havia deixado nosso grupo de garotas por um instante, com a intensão de ir até o banheiro. E na volta, acabou esbarrando em Shevchenko, que ainda não estava muito certo de que havia tomado a decisão certa de ir naquela festa de aniversário.
— Será que você pode parar de me dar “vale night” e me colocar de titular hoje, Lindsay? — o ucraniano declarou fatigado, referindo-se as vezes em que a americana o havia colocado pra escanteio, e resolvido sair com outros caras.
— Depende, querido! — sorriu — Tenho um alemão na fita ai... Se ele não aparecer, a gente conversa!
Shev segurou seu braço com força, a surpreendendo com seu ato.
— Lindsay, não me provoca...
— Ei! — se livrou rapidamente, preocupada com as pessoas a sua volta — Ficou maluco, foi?
— Não fiquei! — ele garantiu — Só não tenho nada a perder...
— Pois é! Mas você vai segurando essa onda ai, porque eu tenho! Não quero danar minha amizade com a Lupita, minha carreira em Stamford, e mais um caralho de coisa por sua causa não.
Ele engoliu seco ao ouvi-la declarar aquelas palavras.
— Não vale a pena pra você, não é? — ele a fitava, perturbado.
— Claro que não! — fez questão de ser clara — Você nunca fez questão disso! Agora, quem não faz sou eu!  — e após castiga-lo com aquelas palavras, deixou o local, apressada.
Todas nós tínhamos motivos suficientes para beber naquela noite. E fora exatamente o que aconteceu. Empolgadas, perdemos a conta de quantos shots de tequilas viramos em um curto espaço de tempo, e éramos apenas observadas pelos jogadores, que estavam sempre em nossa volta. Lupita, Lindsay, Camilla, eu e até Rubi, fazíamos parte daquele grupo de meninas que haviam parado a boate por alguns instantes, por estarmos juntas.
Por esse mesmo motivo, Camilla acabou não ouvindo seu celular chamar dentro de sua bolsa, perdendo assim uma ligação de Reus, que após não ter sucesso tentando falar com sua colega de seleção, ligou para Ballack, que o indicou o local exato daquela boate. Não demorou muito para que o alemão, Marco Reus de 24 anos, chegasse ao local onde acontecia a festa de Mia. E fora exatamente quem o recebeu, assim que o alemão adentrou a boate Aura.
— Boa noite! — Mia sorriu maliciosamente ao fitar seu sorriso de canto.
— Estou procurando a Camilla! — ele declarou, ainda sorrindo — Sou Marco Reus!
— Logo vi! — Mia o fitava dos pés a cabeça, e parecia estar muito satisfeita com o que via — A Camilla está lá dentro, mas a gente podia pular essa parte, não acha?
O jovem atacante franziu o cenho, não compreendendo sua proposta.
— Você é meu presente de aniversário! — ela declarou, empolgada.
— Ah! — pareceu entender o que estava acontecendo — Você é a aniversariante! Meus parabéns!
— Tenho certeza de que você pode fazer melhor que isso!
E após sua última declaração, Mia, sem nem ao menos ter dito seu nome ao alemão, tomou-lhe pela mão e saiu puxando-o rumo à pista de dança.
— Onde estamos indo? — ele parecia não saber onde aquilo tudo daria, mas não mostrou estar insatisfeito. Seguiu Mia no meio das pessoas que dançavam empolgadas.
— A propósito, eu me chamo Mia! — minha irmã entrelaçou seus braços no pescoço do alemão, que ainda estava confuso com o que acontecia, mas não recuou em momento algum.
— Quantos anos você está fazendo? — sorriu, enquanto pôde fita-la pela primeira vez na noite, com seus corpos colados.
— Isso importa? — a menina gargalhou empolgada, enquanto levou uma de suas mãos à nuca de Reus, que mordeu seu lábio inferior com seu ato, e a beijou intensamente, logo em seguida. Estavam se beijando calorosamente, bem no meio da pista de dança, após terem trocado apenas meia dúzia de palavras, e aquilo parecia estar agradando aos dois.
Enquanto isso, próximo de onde nós meninas ainda estávamos bebendo e conversando quase com euforia, Terry observou, descontente, o momento em que César se aproximou de Lupita.
No sabía que te gustaba tanto el tequila! — o espanhol sussurrou em seu ouvido, após envolver uma de suas mãos na cintura de Lupita, que se arrepiou com aquele ato.
Ni yo! — ela sorriu, enquanto repousou seu rosto em seu peito, tentando se equilibrar em seu salto de 11 centímetros.
Estás bien? — César percebeu o quanto estava alterada por causa do álcool.
Ni um poco! — gargalhou, descontraída, se sentindo muito a vontade com aquela conversa em seu idioma nativo — No sé cómo voy a volver a mi casa más tarde…
No se preocupe. Yo te llevaré a casa.
E após se fitarem intensamente por alguns instantes, Lupita resolveu se afastar um tanto, antes que cometesse a loucura de beija-lo bem no meio daquela pista de dança, onde não sabíamos se Frank ainda estava.
Hecho! — pareceu aceitar o convite de passarem o resto daquela noite juntos.
E sua resposta agradou a ambos, menos a Terry, que virou a long neck de cerveja que tinha pela metade, descontente com toda aquela cena.
Eu resolvi que era hora de ir ao banheiro, e ainda tonta, e mal enxergando algumas coisas em minha frente, deixei o local e segui rumo ao banheiro feminino, que ficava um tanto afastado da pista de dança onde estávamos.  De todas, talvez eu fosse a mais embriagada. Talvez por conta de minha falta de intimidade com bebidas, ou até mesmo por conta de minha glicose, que já havia dado sinais de que não estava normal naquele dia. As tequilas que tomei fizeram um efeito arrebatador em meu organismo, e eu mal conseguia acertar o caminho daquele corredor que levava ao banheiro que eu buscava. Esbarrei em algumas pessoas antes que desistisse do meu trajeto e repousasse meu corpo em uma das paredes, tentando me equilibrar. Cerrei os olhos e senti uma onda de adrenalina tomar conta de meu corpo, ao ouvir alguém chamar meu nome, e se aproximar.
— Victória?
Senti uma de suas mãos percorrer meu rosto e eu continuei de olhos fechados apenas aproveitando a sensação que tomava conta de mim naquele momento. Seus dedos percorreram meu rosto e pescoço, enquanto seu corpo se aproximou do meu, fazendo meu coração se acelerar. Nossa respiração se intensificou, e nossos lábios estavam a centímetros de distancia. Suspirei de satisfação ao sentir suas mãos em minha cintura pressionar meu corpo contra a parede, enquanto senti minhas pernas bambearem por causa da bebida e daquela sensação. Tinha dificuldade ara enxergar, e não consegui distinguir o rosto que me fitava tão de perto no momento que abri meus olhos pela primeira vez.
— Você está bem? — Lampard sussurrou em meu ouvido, tentando escapar de todo o barulho de música que vinha da pista de dança próxima dali.
Franzi o cenho ainda tentando decifrar as palavras que havia acabado de escutar, mas já tinha perdido o domínio de meu corpo e mal conseguia controlar meus sentidos. Estava vulnerável por causa do álcool, e não consegui responder palavra alguma.
— Olha, eu sei que a gente não anda bem, mas... — continuou sussurrando em meu ouvido, na intensão de que eu pudesse escuta-lo — Eu to morrendo aos poucos por ficar sem você. Já não aguento mais!
Cerrei os olhos novamente, ao sentir sua respiração tão próxima de meus lábios.
— Eu te amo! — declarou quase em desespero, antes que tocasse meus lábios com os seus pela primeira vez. Lampard esperou que eu correspondesse ao seu beijo antes de continuar. Abraçou-me calorosamente com uma de suas mãos, enquanto a outra segurava uma long neck de cerveja.
— Você ainda me ama? — tentou fitar-me, mas eu mal conseguia abrir os olhos.  Se entregou então ao desejo de me beijar intensamente, e assim o fez. Eu correspondi ao beijo ainda vivendo um delírio, e aquilo durou tempo o suficiente para enlouquecer nós dois.  Até que eu declarei as primeiras palavras que consegui desde que tudo aquilo havia iniciado.
— Eu te amo, Nando! — ainda que com dificuldade, consegui fazer com que ele compreendesse bem o nome com o qual havia lhe chamado naquele momento.
Lampard fora tomado por uma ira súbita e irracional ao me ouvir, que o fez quebrar a long neck de cerveja na parede onde eu estava recostada, fazendo um corte, ainda que desproposital em meu braço, e em sua mão, que sangrava enquanto ele me cobrava resposta, aos gritos.
— Você o que? — seus olhos estavam marejados e eu podia ouvir a fúria em suas palavras — Você ama esse desgraçado? Você ficou maluca? — continuou, transtornado. Nem havia percebido o corte em meu braço que também sangrava, assim como sua mão, que por causa de toda a adrenalina, não doía.
Eu cerrei os olhos ao ouvir seus gritos, e pedi com dificuldade para que ele parasse. Algumas pessoas  passavam pelo local, mas se recusaram a apartar o que acontecia ali. E como se já não existisse confusão o suficiente entre nós dois, Torres, que havia presenciado o momento em que havia deixado a pista de dança rumo ao banheiro, percebeu minha demora, e resolveu ir ao meu encontro, uma vez que sabia que eu já não estava muito bem por causa das doses de tequila. Ao chegar no corredor, acabou se deparando com aquela cena confusa, mas perturbadora. Meu braço sangrava, assim como a mão direita de Lampard, que ainda estava transtornado e me cobrando respostas. O espanhol não pensou duas vezes antes de partir em sua direção e acertar seu rosto em cheio com um soco que lhe deu com toda a força que possuía no momento. Eu gritei ao presenciar aquela cena, e logo em seguida, vi o momento em que Ballack segurou o espanhol, e Terry levantou Lampard, que havia caído por causa da força do golpe que havia recebido. Lupita também estava no local, e me abraçou, preocupada, enquanto ainda temia que Lampard e Torres continuassem aquela briga.
— Seu merda! — Torres tentava a todo custo se soltar dos braços do alemão, que tinha dificuldades para segura-lo — O que você fez com ela? Você ficou maluco?
— Você vai se arrepender de ter saído da Espanha pra vir pra Londres! — Lampard exclamou, enquanto Terry também o segurava pelos braços.
— Pelo amor de Deus, gente! — Lupita suplicava para que toda aquela confusão cessasse — Olha o tanto de gente que ta vendo isso! — continuou.
— Lampard! — Terry chamava seu nome, tentando buscar sua atenção — Vamos sair daqui, porra! Agora!
— O que ta havendo? — Shevchenko também havia chegado no local, preocupado — Lampard! Sai logo daqui! — ajudou Terry ao segura-lo, enquanto teve seus braços sujos com o sangue que saia da mão do inglês.
Com muito sacrifício, Terry e Shev conseguiram fazer com que Lampard deixasse o local, onde eu ainda estava desesperada. Lupita ainda me segurava, preocupada, enquanto Ballack tentava acalmar Torres, que estava a ponto de fazer uma besteira.
— Nando!  — chamei seu nome, fazendo-o recobrar sua lucidez.
— Victória? — se aproximou de mim em desperto, e me abraçou calorosamente — O que houve? Você ta bem? — estava preocupado com o corte em meu braço, que ainda sangrava.
— Gente, ta tudo bem! Foi só uma briga boba! — Lupita tentava espantar alguns curiosos — Vocês já podem voltar para a pista de dança. Ainda tem muita festa rolando lá!
— Vivi! — Ballack chamou meu nome, preocupado — O que houve com o seu braço? Ta tudo bem?
— Eu to bem! — exclamei, temendo que a confusão continuasse — Foi um acidente!  Um pedaço da garrafa que quebrou esbarrou no meu braço... Mas eu juro, foi um acidente!
— Acidente? — Torres ainda estava transtornado — Eu vou matar aquele infeliz...
— Nando, por favor! — chamei seu nome, quase em súplica — Eu quero ir pra casa! Me leva pra casa? Por favor?
— Victória, você vai pra casa comigo! — Lupita declarou, segura — Torres, e você vai pra casa com o César! Agora, ouviu bem?
Pude ver a insatisfação nos olhos do espanhol, que não respondeu nada, porém.
— Você quer que eu leve vocês? — Ballack se ofereceu, gentilmente.
— Não precisa, Ballack! Eu estou de carro! — Lupita respondeu-lhe — Mas muito obrigada, mesmo assim!
Eu ainda tinha dificuldade para pensar e assimilar tudo o que acontecia, mas a única coisa que eu sabia era que eu realmente precisava ir para casa.  Lupita e eu deixamos o local sem nos despedir de ninguém, após a costa-riquenha pedir que César levasse Torres para casa e ficasse com ele por aquela noite. Não tive notícias de Lampard, e nem de Mia, que após levar um perdido de Reus, flagrou o alemão aos beijos com Lindsay ainda na pista de dança. Não sei se aquele aniversário havia sido o que Mia esperava, e por esse momento, rezei para que aquela noite terminasse logo, e que o outro dia não nos reservasse coisas piores do que as que havíamos presenciado naquela boate. Com toda a certeza eu teria duas ressacas na manhã do domingo seguinte: a física, por conta da bebida; e a moral, por conta do acontecido.
 


Notas Finais


Desculpem os erros!


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