História The Blue Supremacy - Capítulo 23


Escrita por: ~

Postado
Categorias David Luiz, Fernando Torres, Frank Lampard, John Terry
Personagens Personagens Originais
Tags Chelsea Fc, David Luiz, Inglaterra, Lampard, Terry
Exibições 29
Palavras 3.077
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Primeiramente, boa noite! Esse capítulo é bem hot, portanto, me desculpem pela falta de intimidade ao escrever cenas assim. Me esforcei porque esse é um dos capítulos mais esperados de TBS. E por isso, não podia ter recebido outro nome. Dedico a minha Cahzinha, que endireitou o alemão mais galinha de Stamford e o deixou maluco por ela.
Um beijo pra Rute, Lary e Lau!
Amo vocês! <3

Capítulo 23 - Callack!


Fanfic / Fanfiction The Blue Supremacy - Capítulo 23 - Callack!


Camilla seguiu rumo ao apartamento de Ballack, logo após ambos deixarem Reus no aeroporto. Ballack havia convencido a alemã a ficar por mais alguns dias. E pelo caminho, a médica observou a paisagem, parecendo estar concentrada em alguma coisa.  Revivia as cenas que havia presenciado no banheiro pela tarde, protagonizadas por Terry e Lupita, e com isso, imaginou, quase em um delírio, como seria dividir as mesmas cenas com o alemão que estava bem ao seu lado, e lhe observava, preocupado.
— Você está bem? — Ballack indagou, fitando-a.
E após um aceno de sua cabeça, a menina voltou a fitar as ruas, pela janela do carro em que estava.
— Você tá chateada com alguma coisa? — o alemão estava realmente incomodado com a feição séria e a falta de palavras de Camilla desde que deixaram Stamford.
— Só quero chegar em casa logo! — declarou, impaciente.
Ballack, parecendo atender ao seu pedido, pisou fundo no acelerador de sua lamborghini, e em menos de cinco minutos depois, estavam em seu apartamento, como Camilla tanto desejava.
— Eu vou tomar um banho! Se quiser, depois podemos pedir alguma coisa...
O alemão havia retirado a camisa que tanto lhe incomodava, e a depositado sobre a cama, enquanto Camilla o observava atenta. Fitou seu abdome definido e seus ombros largos e másculos. Cerrou os olhos por um instante, aceitando que já não conseguiria evita-lo mais. Estava disposta a se entregar, e decidida, a menina o sentou sobre a cama com um empurrão inesperado. Ballack a fitou, surpreso, e caído sobre a cama, assistiu a charmosa alemã, de pernas grossas e bem torneadas, levantar seu pé e deposita-lo bem ao seu lado,  fazendo com que suas coxas ficassem totalmente à mostra por causa da minissaia que usava.
— Eu se fosse você, não sairia dessa cama! — e após sua declaração, Camilla caminhou em direção ao banheiro, na intenção de se despir, e ajeitar sua lingerie preta, que era composta por um sutien decotado e uma calcinha de rendas com algumas transparências. Se olhou no espelho, antes de ter coragem de retornar ao quarto, e gostou do que viu. Era uma mulher confiante, e isso lhe rendia um charme a mais. Estava disposta a fazer aquilo, mas seria do seu jeito. Por várias vezes havia fantasiado aqueles momentos com Ballack, que sempre lhe atraiu muito. E apesar de seu jogo duro, a menina sabia das vezes que precisou de todo seu autocontrole para conseguir resistir a ele.
Ao voltar para sua presença, Camilla o encontrou ainda na cama, imóvel e incrédulo. Mal conseguiu raciocinar direito ao vê-la vestida daquele jeito.  Ballack sentiu seu corpo dar todos os sinais possíveis do quanto ele a desejava, e não conseguiu disfarçar seu desejo ao fita-la.
— O que eu fiz pra merecer isso? — indagou, confuso, lembrando das vezes em que a menina o rejeitou.
— Depois eu te digo exatamente a quem você deve agradecer por isso! — a alemã sorriu maliciosamente, enquanto se posicionou bem à sua frente, fazendo com que Ballack analisasse bem de perto todas as suas curvas. Dos seus seios, barriga, até suas coxas, que tiravam-lhe o sossego.
— Você é muito gostosa! Mein Gott! — o alemão levou suas mãos à cabeça, desesperado.
— Só vou te dizer uma coisa! — Camilla o fitou intensamente, de uma maneira sensual — Quem dá as ordens aqui sou eu. Sei que tu tá acostumado a bancar o pegador. Mas essa noite, Michael Ballack, você é meu! E vai me obedecer...
Ballack riu, e era aquele sorriso cafajeste que só o alemão sabia dar. Aquilo tudo estava mexendo com sua imaginação, e ver a alemã bem à sua frente vestindo apenas uma lingerie estava o deixando louco.
— Então vem... Me manda, vai? — parecia ter intimidade com todos aqueles jogos sensuais — Aproveita que eu estou louco por você e já não consigo disfarçar mais...
— Tira a calça! — ela o fitava, com um sorriso.
E a obedecendo, quase por um impulso, Ballack se levantou da cama em que estava deitado, e tirou sua calça jeans, que logo encontrou o chão de seu quarto. Vestia uma cueca box preta que o deixava irresistivelmente sexy, uma vez que marcava exatamente o que Camilla buscava ver naquele momento. E nem um pouco decepcionada com o que viu, a alemã mordeu seu lábio inferior ao imaginar tudo o que faria com o que Ballack tinha pra lhe oferecer.  Sentou-se então em seu colo, fazendo o alemão gemer de prazer ao sentir seu corpo pressionar seu membro enrijecido e totalmente excitado. Camilla também sentiu o desejo tomar conta de si quando seus corpos colaram sobre a cama.
— Eu quero saber se você é isso tudo mesmo! — sussurrou em seu ouvido, fazendo-o enrijecer os músculos e agarrar suas pernas com suas mãos grandes e firmes.
—Não me provoca, Camilla! — Ballack a alertou, enquanto seus lábios percorriam seu pescoço sensualmente.
— Me prova que eu não tomei a decisão errada. Me prova que vai valer a pena eu ter desistido de te rejeitar... — seus olhos estavam cerrados, e sua respiração, ofegante.
Ballack tinha a alemã em seu colo, e pressionava sua cintura contra seu colo, quase desesperado. Estava completamente excitado e entregue àquela situação. Tinha urgência em  toca-la, senti-la, beija-la... Seu coração estava acelerado, e não havia uma parte do seu corpo sequer que não desejava Camilla naquele momento.
— Então deixa de ser cabeça-dura, vai? Me deixa te enlouquecer do jeito que eu sei que posso. Me deixa te beijar toda até você implorar pra que eu te faça gozar de tanto prazer... — Ballack mostrava o porquê de toda a sua fama. O alemão de 1,88 m era o retrato da perdição. E Camilla tinha motivos o suficiente para pensar que ele sabia bem o que deveria fazer naquelas horas.
E sem raciocinar direito, apenas levada pela sensação que havia tomado conta de si naquele momento, a alemã baixou a guarda, desistindo de estar no comando daquela situação, e se entregou à vontade que tinha de ser completamente dominada por Ballack, que entendeu o recado rapidamente.
— Fica de costas pra mim! — pediu, quase em uma ordem, enquanto entrelaçou uma de suas mãos em seu cabelo, puxando sua cabeça para perto dele, onde seus lábios puderam encontrar o ouvido de Camilla, que o obedeceu, com os olhos cerrados de prazer. Estava debruçada sobre a cama, com Ballack por cima, segurando-a pelos cabelos, enquanto seu membro excitado encostava em suas coxas e bunda, ainda sob a cueca. Fora o bastante para enlouquecê-la. Camilla chamou seu nome, quase com um gemido, parecendo implorar que Ballack a penetrasse.
— Eu quero você agora! — declarou, segura e impaciente, fazendo-o sorrir maliciosamente.
— Quer? — o alemão desistiu de segurar seus cabelos, e a soltou, por um instante, enquanto usou suas mãos para despi-la da calcinha que ainda vestia e que naquele momento estava úmida de excitação.
— Agora, Ballack! — repetiu, aflita.
Sentiu então o toque de um de seus dedos no lugar de seu corpo que mais o desejava naquele momento, e gemeu de prazer com aquela sensação. Ele a acariciou por alguns instantes mais, antes de toca-la com sua língua, fazendo Camilla estremecer. Ainda estava de costas para Ballack, com seu corpo debruçado sobre a cama, quase sem forças para aguentar seu peso, por conta do prazer que sentia naquela hora.
— Por favor! — suplicou, com sua voz trêmula.
Ballack, atendendo ao seu pedido, cessou suas carícias, e despiu-se de sua cueca, fazendo com que Camilla pudesse fitar o que lhe pertencia naquele momento. Estava completamente rígido e excitado. O alemão sentou-se sobre a cama, logo após ajudar a menina a se livrar do sutien que ainda vestia.
— Vem! — ele a fitou — Senta no meu colo! Eu quero sentir ele todinho dentro de você...
Ela cerrou os olhos de satisfação só de se imaginar fazendo aquilo. Mas não era só sua imaginação. Era real! Camilla havia se entregado para Ballack, e não estava nem um pouco arrependida daquilo. Seu corpo lhe dava sinais a todos os instantes de que precisava daquele homem. Não tinha forças para resisti-lo mais. Sentou-se, lentamente, sobre seu membro rígido, e gemeu de prazer assim que ela o sentiu totalmente dentro de si. Ele a preenchia completamente, e assim que iniciou seus movimentos, fora tomada por uma sensação avassaladora.
— Rebola em mim, vai... — Ballack ordenou. Seu tom de voz era másculo e grave e suas mãos pressionavam-lhe a cintura.
Camilla o obedecia, quase em êxtase. Seu corpo se mexia sensualmente contra seu colo, fazendo ambos delirarem com aquela sensação.
— Quem dá as ordens agora? Quem? — o alemão sussurrava em seu ouvido, ofegante.
— Você! — declarou, quase com um gemido.
— Então confessa que você é louca por mim! Confessa que eu te enlouqueço...
— Somente quanto você me fizer gozar! — a menina sorriu, maliciosamente.
— Então se prepara pra isso! — aquela provocação parecia ter surtido efeito. Ballack a tirou de seu colo com facilidade, deitando-a sobre a cama, e penetrando-a por cima, tendo assim o domínio total da situação. E após alguns movimentos sensuais, pôde ouvir Camilla gritar de prazer ao atingir seu orgasmo, que fora avassalador. Suas pernas estavam trêmulas, e por alguns segundos, sentiu um prazer indescritível tomar conta de todo o seu corpo. O alemão, satisfeito, lhe beijou intensamente, ainda excitado com tudo aquilo.
— Você me deixa louca, Michael Ballack! Eu sou completamente louca por você! — fora a vez de Camilla retribuir, fazendo-o enrijecer os músculos com a declaração que tanto queria ouvir de sua boca. Gozou, logo em seguida, fazendo a alemã o fitar, satisfeita. Sabia que Ballack a havia enlouquecido, mas também tinha plena certeza de que havia feito o mesmo com ele.


Também no inicio da noite, recebi uma ligação de Lupita, enquanto me arrumava, ansiosa, para ver Torres, que me buscaria em casa em alguns minutos.
— Oi, Lupi! — declarei, enquanto colocava um par de brincos de pérolas que havia ganhado de minha mãe.
— Victória? — chamou meu nome com um tom de voz estranho — Você está em casa?
— Sim! — respondi, preocupada — Aconteceu alguma coisa? — percebi sua apreensão.
— Eu to no carro, indo pra sua casa. Aí te explico! — declarou, e desligou, logo em seguida, me deixando sem maiores detalhes.
Sabia que alguma coisa tinha acontecido. Lupita raramente usava aquele tom de voz. E confesso que após os últimos acontecimentos em Stamford, estava preocupada de alguma coisa mais grave ainda vir a acontecer a qualquer momento. Resolvi então mandar uma mensagem para Torres, que estava online no Whatsapp, avisando que eu iria me atrasar.
 
“Nando, Lupita me ligou dizendo que precisava falar comigo e que estava vindo pra cá. Você pode esperar uns minutos antes de vir me buscar?”
 
Minha mensagem fora visualizada alguns segundos depois, e logo respondida.
 
“Claro, mi amor! Me liga quando terminarem.
 
Ao mesmo tempo em que conversávamos, vi que o grupo que tínhamos, intitulado como: CFC, estava movimentado, e resolvi ler algumas mensagens.
 
 
Mia Sanders
Qual de vocês vai me dar a camisa pro jogo de sábado?
David? Tio Terry?
 
David Luiz
Já dei a minha pra Rubi, Mia!
 
Mia Sanders
Mas ela nem faz parte do nosso grupo...
 
Ashley Cole
Pois deveria! A mina é linda...
 
Mia Sanders
Tio Terry?
 
John Terry
Não sei se a minha vai estar disponível, Mia.
 
Mia Sanders
E pra quem você vai emprestar ela?
 
Scarlet Hawtrick
Eu tinha pedido a ele, Mia. Mas tudo bem, Terry, eu não me importo com isso...
 
Frank Lampard
Pode ficar com a minha, prima.
 
Mia Sanders
Te amo, Lampz!
 
Revirei os olhos ao ler todas aquelas mensagens, mas não tive tempo e nem vontade de responder alguma delas. Ouvi o interfone tocar e após atender, pedi ao porteiro para que permitisse a subida de Lupita.
— Que cara é essa, Lupi? — abri a porta e me assustei com sua aflição.
— A gente pode ir pro seu quarto? — indagou, apressada.
— Claro! — respondi — Mas eu to sozinha em casa. Mia ainda está na mansão do tio Frank, e o tio Terry saiu. — expliquei, enquanto caminhávamos em direção ao corredor.
— Melhor assim! — minha amiga declarou, esperando que eu abrisse a porta de meu quarto.
— O que foi? — indaguei, mais uma vez — Você está me deixando preocupada!
Lupita com certeza estava revivendo os momentos que tivera há pouco em seu apartamento, ao ter uma conversa nada agradável com Lindsay, que a deixou mais do que intrigada. Sua cabeça não conseguia parar de martelar  as frases de César quando conversaram sobre a americana ainda na Espanha.
Assim que chegaram em casa após o treino que tiveram em Stamford naquela tarde, Lupita se surpreendeu ao encontrar flores na portaria do prédio em que moravam, e que possuíam um cartão com seu nome. Havia sido César, que gentilmente tinha lhe enviado, enquanto ainda estavam fora. Lindsay, que havia subido primeiro, tomava um banho relaxante no banheiro de sua suíte, quando fora surpreendida por Lupita, que adentrou o local sem bater.
— Lind, você viu quem me mandou flores?
— Quem? — gritou de dentro do banheiro, curiosa.
— O lindo do César!
— Arrasando corações hein, morena? — ela gargalhou, animada — Vão fazer algo mais tarde?
Lupita, porém, não prestou atenção na pergunta de sua amiga, pois viu algo sobre sua cama, que a intrigara.
— Lindsay? O que o relógio do Shevchenko ta fazendo na sua cama? — indagou, perplexa, enquanto analisava o objeto, que naquele instante, já estava em suas mãos...
A loira caminhou em sua direção, enrolada em sua toalha, e sem ter o que responder de imediato.
— Que?
— Esse relógio é do Shevchenko! — gesticulava, um tanto exaltada.
— Shevchenko? Claro que não, Lupita! Isso deve ser do Cech. O que um relógio do Shevchenko estaria fazendo aqui no meu quarto?
— É dele sim, porque fui eu mesma que o dei de presente. E esse relógio é exclusivo, veio da Itália... — declarou, segura.
— Juro que não sei como veio parar aqui. Talvez no meio das suas coisas... Você sabe bem que vivo pegando coisa sua e trazendo pra cá. — gargalhou, tentando disfarçar o nervosismo.
— Esse relógio não estava comigo, estava com ele! — Lupita estava ficando nervosa, suas mãos tremiam, mesmo que sem querer.— Nem eu, porra! Por que não liga pra ele e pergunta?
— Lindsay, se você e o Shevchenko estiverem escondendo algo de mim, eu não sei nem o que faço...
A bela loira arregalou os olhos, temendo que seu romance estivesse prestes a ser descoberto.
— O que você acha que estamos escondendo? — indagou, sem muita confiança — Eu mal falo com o Shevchenko, Lupita! Você acha o que? Que estamos juntos?
A costa-riquenha não sabia o que dizer, e muito menos o que pensar. Estava desconfiada demais para se arriscar a terminar aquela conversa, e  correr o risco de acusar  Lindsay sem motivos.
Um filme se passou em sua cabeça naquele momento, e agitada, deixou o quarto sem declarar palavra alguma. Sua primeira reação foi pegar o carro e sair daquele apartamento, na intenção de esfriar a cabeça e tentar pensar com clareza. Decidiu então me ligar, e ali estava ela, após alguns minutos, ainda mexida com o que havia acontecido.
— Victória, me responde uma coisa com sinceridade? — me fitava, ainda desconcertada.
— Claro, Lupi! Sou sempre sincera contigo...
— Você acha que a Lindsay seria capaz de fazer algo que pudesse nos magoar? — declarou, me fazendo arregalar os olhos, surpresa — Digo, ficar com o Lampard de novo, agora que vocês não estão ais juntos... Mesmo sabendo que isso te atingiria?
— Por que está perguntando isso, Lupita? — meu coração se acelerou por um instante — Eles ficaram? Lampard e Lindsay ficaram?
— Vivi! — chamou meu nome, na tentativa de me acalmar — Relaxa! Não é nada com você...
— Então da onde você tirou essa pergunta? Por que está me perguntando isso? — estava realmente confusa.
— Encontrei o relógio do Shevchenko nas coisas da Lindsay agora a noite! — disse com dificuldade — E não faço ideia de como ele foi parar lá.
— Como é? — exclamei, assustada — Você perguntou a ela? Perguntou a ela o por que disso?
— Perguntei! — respondeu — E ela gaguejou, deu algumas voltas no assunto e no final das contas não me deu explicação alguma. Disse que não sabe como isso aconteceu.
— Você ta achando o que? Que a Lindsay e o Shevchenko estão juntos? — indaguei, quase indignada — Lupita isso é muito grave! Você tem mais algum motivo pra achar isso?
—Victória, eu não sei se você percebe o jeito que a Lindsay trata todo mundo, incluindo o Lampard, o Torres, o Terry... Sempre faz parecer que ela não rejeitaria ninguém se algum deles estivesse disponível. Independente de você estar com o Torres, ou se ainda gostar do Lampard...
Eu estava perplexa. Minha cabeça estava uma confusão só, e eu tentava compreender suas explicações.
— César me mostrou uma mensagem que ela mandou pra ele, logo depois de saber que estávamos juntos. Victória! — me fitava, apreensiva — Eu não sei o que pensar... Não quero ser injusta com a Lindsay! Mas também não sou mais aquela boba que chegou em Londres meses atrás.
— Lupi! — gaguejei — Eu nem sei o que te dizer...
— Não quero voltar pra casa hoje... Não vou ter reação, até tirar essa história à limpo! — declarou, segura.
— Dorme aqui hoje! — sugeri — Vou ligar pro Torres e dizer que não vou mais pra casa dele...
— Não! — me impediu de pegar o celular — Você vai sim. Não precisa se preocupar comigo, eu vou ficar bem!
— Claro que não, Lupita! — a repreendi — Não tem ninguém em casa, e eu nem sei a hora que o Terry vai voltar... Se ele pelo menos estivesse aqui, sei que seria uma boa companhia pra você. — sorri.
— Não quero atrapalhar você e o Torres! — cerrou os olhos de insatisfação — Você não faz ideia do quanto eu torço pra isso dar certo...
— Lupi, não vou morrer só porque não vou ver o Torres hoje a noite! — gargalhei, apesar de saber da vontade de estar com ele que me consumia — Posso vê-lo amanhã! Fica calma! — a assegurei.
— Você jura? — me fitou, com olhos piedosos.
— Claro que sim! — ainda sorria — Eu vou ligar pro Nando...
— Preciso tanto do seu colo de amiga! — a morena deitou-se sobre o travesseiro que se encontrava sobre minha cama, e eu acarinhei seus cabelos, enquanto com a outra mão, disquei o número de Torres.
E após eu explicar o motivo pelo qual não nos veríamos, o espanhol compreendeu que não poderíamos nos encontrar naquela noite. Eu jamais me concentraria em alguma coisa, mesmo que essa coisa fosse o Torres, sabendo que minha amiga estava tão confusa e perturbada daquela maneira. Minha vontade de estar com ele teria que esperar até um momento mais apropriado, e eu teria de acalmar meu coração até aquele momento realmente resolver chegar.



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