História The Boarding school - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Visualizações 14
Palavras 1.358
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Prefácio


 

O dia estava chuvoso, raios luminosos e assustadores caiam do céu e trovões assustavam as pessoas por onde elas passavam. As estrelas brilhantes, pouco a pouco sumiam ao ficarem atrás das chatas e cinzentas nuvens e a enorme lua rodeava lentamente o local. Mas mesmo assim o carro não parava. Um Maybach ds8, suja pela terra e com pneus velhos, preta. Dentro, o motorista, sério com um estranho e ridículo bigode dirigia, usava seu óculos e ás vezes espiava a bela mulher sentada ao seu lado. Cabelos loiros e pele bem branca. Um chapéu extravagante na cabeça e vestido cor vinho. No banco de trás, uma pequena e quieta garota de mais ou menos 12 anos. Usava um vestido básico verde musgo e na cabeça havia um enorme laço branco atrás, também era loira. Observava preocupada pela tempestade o lado de fora da pequena janela embaçada. Passavam por pedras, pontes, estradas de areia até chegarem a uma enorme casa bege, pelo que dava para se ver parecia que tinha uns três andares ou mais contando com o sótão. Um decorado jardim, com moitas e árvores com folhas bem verdes e úmidas pelas gotas de chuva. Trilhas que levavam a um lugar escondido na floresta que ficava lá perto e dois balanços num canto perto de alguma das janelas trancadas.

 

O carro para, e o motorista segurando seu simples guarda-chuva abre a porta da moça a deixando sair, assim como a garotinha assustada. Dá um sorriso de lado ao ver a expressão da menininha e as acompanha até a porta de entrada. Subiu os degraus centrais e tocou a assustadora e demorada campainha.

A porta se abre. Era uma moça, pano branco na cabeça, de um vestido velho alaranjado como o interior de uma madura abóbora, além de um simples e sujo avental de empregada. Com a cabeça baixa faz sinal com sua mão direita para que os três entrassem. E assim fizeram.

 

(...)

 

A garotinha segurava a mão de sua mãe, curiosa olhando em volta enquanto fazia biquinho de lado, o lugar era bastante luxuoso, decorado, com um monte de lustres no teto, além de uma enorme e quente lareira na entrada do local. A moça dá um sorriso olhando para a pequena e logo a solta devagar.

Na enorme escadaria que dava inúmeras voltas nos andares, desce um homem, ajeitava o paletó de seu terno limpo e preto. Tinha um cabelo castanho e escuro, tinha um chapéu cinza na cabeça e sorria gentilmente para as duas recém-chegadas.

- Enfim chegaram bem, parece que esta tempestade não vai parar tão cedo assim - Sua voz era rouca e amargurada. Dava as mãos para a senhora sorridente e sorri de lado sincero. - Vamos, o meu escritório é no segundo andar. - Acena a cabeça para a sua esquerda e juntos começam a subir aquela escadaria detalhada de madeira rústica. A garotinha, sozinha senta em um dos degraus não podendo ir junto a eles. Cruza os braços em volta das pernas e observa seriamente o pendulo do relógio se mover de um jeito irritantemente assustador. Mas aquele descanso que na verdade não passava de um enorme tédio some. Risadas aparecem, distantes, bizarras ou até macabras, parecia ser uma criança. Assustada se levanta, gira seu corpo para os lados vendo atentamente todos os cantos do cômodo em que estava. Mas não havia nada a não ser ela mesma. Coloca uma pequena mecha de cabelo atrás da sua orelha e de boca semiaberta se senta lentamente de volta a aquele degrau detalhado de ladrilhos bem escuros. Preocupada e ao mesmo tempo cautelosa, de cabeça baixa presta atenção no local devagar. Com sobrancelhas franzidas e franja quase em frente ao olhos. Sua respiração estava ofegante mas bem pouca. Volta a abraçar suas pernas preenchidas pela sua clara e fina meia que ia até seus joelhos finos.

Aos poucos, sons de passos ficavam cada vez mais altos, alguém estava se aproximando pelo topo daquela gigantesca escadaria detalhada. E num susto, a menininha corre até o centro da sala olhando quem descia, e era apenas sua mãe e o velho. O batom da mulher estava um pouco borrado, e que aos poucos ela limpava com o polegar. O homem, ajeitava seu paletó sorrindo de lado. Tirava um lenço do bolso que logo entregou a moça.

- Oi filha, desculpe a demora.

- ... - Encarava séria o senhor esnobe e seu estranho bigode grisalho.

- O que houve pequenina? - Deu leves tapinhas no topo da cabeça da menor ainda risonho.

- ... Nada - Tirou com sua mão esquerda a mão do moço ainda sem expressão.

- Olha a educação Jennifer. - Nervosa mas paciente a mãe da garota fala em tom médio apontando para a menor.

- ... - O velho funga e logo ri baixo ironicamente. - Então você se chama Jennifer? - Se curva em frente a ela.

- Você não ouviu ela falando não? - Sorrindo de lado dá uns passos para trás, e assim o homem expira fortemente pelo nariz.

- Jennifer! - O tom de voz da mulher aumenta, franzindo as sobrancelhas mas logo ri pausadamente para o outro. - Desculpe, ela normalmente não é assim.

- Tudo bem - Suspira arrumando o chapéu no topo da cabeça. - Bom, irei chamar a tutora para ajuda-la a encontrar seu quarto. - Dá meia volta e sai por um dos corredores ainda naquele misterioso andar. As duas ficam sozinhas. Até que a mais alta se agacha e segura forte os pulsos da filha.

- Olha, você não é assim, me fez passar uma tremenda vergonha na frente do seu novo diretor!

- Mas quem mandou você beijar aquela boca nojenta dele? Eca! - Desvia o olhar.

- Eu não o beijei!

- O borrão do batom da sua boca te entrega, posso ter apenas 12 anos, mas eu não sou boba.

- ... - Estressada mostra os dentes brava - Quer saber? É até melhor você ficar aqui. Estarei bem longe de você amanhã... E como você sabe... É por causa do meu novo marido. Sabia? Ãh? Sim... Iremos nos mudar para a Alemanha! Incrível não é? E você... vai ficar aqui, sozinha, apenas com alguns pirralhos bastardos da sua idade. Bom não é? Espero que se divirta - Aperta mais forte, até que percebe uma senhora chegar no lugar. Usava um vestido preto básico e um pano branco na cabeça, cabelos castanhos e longo porém presos na forma de um grande coque com tranças. A mãe falsa, solta a garota e se levanta normalmente sorrindo de lado.

- Eu sou Mônica, a tutora dos garotos, a agora dela também.

- Sou Lara, mãe da Jennifer.

Lara na verdade, mesmo sendo mãe de sangue da menina, não cuidava dela como devia ser feito, se comportava como se fosse uma madrasta, não a limpando quando se sujava na terra, não a dando comida quando estava com fome, e quase não dava nenhum brinquedo a ela. Mas mesmo assim, a dava uma casa, de mal gosto mas dava. Resmungava para o novo marido dela o quanto a queria longe, até descobrir esse internato para garotos, implorou para o diretor de joelhos para que a menos ficasse e assim depois de um tempo ele deixou. Animada e aliviada a mulher logo preparou as melas da outra e a levou o mais rápido possível ali. Sim, esse não era nem de longe algo que uma boa mãe faria. A garota aguentou, quando fazia alguma bagunça, mesmo que fosse sem querer, sua "mãe" a xingava e só não batia por que o bom homem com que ela pretende se casar a parava toda vez. Só que menos quando ele não estava lá.

E agora, iria viver em um enorme e antigo internato para garotos, era novo para ela, não conhecia o lugar. E o mais importante, até aquele dia não tinha visto nenhum dos garotos que ficavam lá. Será que é porque estaria tarde? Pegou suas malas e sem se despedir de sua mãe seguiu a moça até um pequeno quarto, onde se trocou e finalmente depois de tantos pensamentos sobre ali dormiu.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...