História The Bodyguard - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bleach, Fairy Tail, Final Fantasy VII, Fullmetal Alchemist, Kingdom Hearts, Mad Father, Naruto, One Piece, Re:Zero kara Hajimeru Isekai Seikatsu
Personagens Cid Highwind, Edward Elric, Lucy Heartfilia, Madara Uchiha, Monkey D. Luffy, Orihime Inoue, Personagens Originais, Ram, Rem, Renji Abarai, Roxas, Rukia Kuchiki, Sephiroth, Toushirou Hitsugaya, Ventus
Tags Hitsugaya Toushirou, Hitsuruki, Kuchiki Rukia, Romance
Exibições 20
Palavras 1.728
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Postei essa história no Wattpad tbm

Capítulo 1 - Trauma


Midgar. 25 de Maio de 1995. Palco do bar 7th Heaven, no Setor 7. Histéricos, os clientes anseiam pelo show de Yousei Kasumi, uma cantora estrela do momento. Preparada para subir ao palco, um homem alto de olhos verde anil e cabelos longos e prateados presos por um rabo de cavalo chega com um um menino de olhos e cabelos da mesma cor que os dele, mudando que os cabelos do menino são extremamente rebeldes, e ele levava um buquê de flores pra cantora. Ele se jogou abraçando as pernas dela.

-Boa sorte mamãe!-o menino falou animado.

-Obrigada querido. -falara a mulher de cabelos azul água de olhos cor vermelho avelã. -E, o grande Sephiroth veio ao show de uma mera estrela?-falou brincando ao homem que a olhava parecendo se divertir de leve com a piada. -Me sinto honrada!-completou pegando o menino no colo.

-Que exagero. Você é a sensação do momento, Kasumi, parabéns. -falou o homem a beijando.

-Estou chocada! Ganhei um beijo do guarda costas do Presidente Shinra?

- Muito engraçadinha.

O menino olhava feliz e satisfeito pros dois.

-Que foi?-Sephiroth perguntou em meio a risos leves ao menino.

-É bom ver vocês se dando bem de novo!-falou o menino sorrindo de uma bochecha a outra.

Os dois olharam o menino meio surpresos.

-O-o que quer dizer com isso Toushirou?-Kasumi perguntou preocupada com o filho.

-Ouvi vocês discutindo de novo... Agora vai ficar tudo bem entre vocês? A turnê da mamãe já está acabando e o papai já está quase conseguindo férias... Depois de hoje vocês vão ficar de bem?

-É claro filho!-falou Sephiroth bagunçando (mais ainda) os cabelos de Toushirou. -É só estresse acumulado do trabalho!

-Exato! Nós estamos super bem!-falou Kasumi tentando forçar um sorriso. Na realidade, nenhum dos dois brigavam por estresse acumulado, mas sim por raiva um do outro pelo trabalho deles que causava intrigas terríveis entre eles.

-Prometem não brigar mais?...-Toushirou perguntou inseguro.

-Prometemos!-os dois falaram uníssonos, se olhando surpresos.

Os fãs gritavam "Ka-su-mi! Ka-su-mi! Ka-su-mi!".

-Bem... Tenho que ir...-Kasumi coloca Toushirou no chão o beijando na testa. -Me desejem sorte!

-Kasumi, quando isso acabar...

Ela olha Sephiroth curiosa.

-... Quando isso tudo acabar, quando eu conseguir umas férias do trabalho e você da turnê... Vamos recomeçar. Vamos... Voltar a agir como quando recém tínhamos nos casado!

-... Isso significa você lavar a louça, me ajudar na casa...

-Não importa! Quero ajudar!

-...

-Então?

-... Vamos.

-Kasumi-san, está na hora. -um dos ajudantes de palco informou.

-... Até já...

Feliz, ela subiu no palco. Encarando o seu público que a recebeu de braços abertos, ela jogava beijos a todos e começou a cantar "I Will Always Love You", mas na metade da música...

-And... I... Will... Alw... Ays... Love... You...-disse com a voz fraca e sem conseguir aumentar a voz direito.

Os fãs estranhavam a voz de Kasumi que geralmente alcança a tão almejada oitava. Uma das notas mais difíceis pros músicos...

Ela parou de cantar e olhava zonza pra plateia. Toushirou e Sephiroth olhavam-na preocupados. No segundo seguinte, ela perdeu o equilíbrio e caiu no chão desmaiada.

-Mamãe!!!-berrou Toushirou correndo até ela desesperado.

-Kasumi!!-Sephiroth correu até ela logo em seguida.

A plateia olhava assustada pra musa deles.

-Ah meu deus... Alguém... Alguém aqui é médico?!-Sephiroth berrou assustado pra plateia.

-Mamãe...-Toushirou viu a mãe lentamente perder a consciência.

Cinco meses se passaram... Kasumi ficara hospitalizada desde então. E um dia, enquanto ela estava adormecida, sendo mantida viva apenas com uma máquina...

-O que foi que disse?!-Sephiroth perguntou irritado segurando o médico pela gola do jaleco. -Atreva-se a falar isso de novo!! Vamos!! Atreva-se!!-ele berrava com o médico, seus nervos estavam à flor da pele.

-Posso repetir o quanto quiser, ela não vai viver por muito tempo. -o médico gorducho falava.

-Hollander, seu...-ele socou a cara do médico de tão irritado. -Não vá dizendo por conta própria que minha esposa vai morrer!! Você não a conhece!! Ela vai acordar qualquer dia, sorrindo para mim e para Toushirou! Ela não iria deixar um desmaio de nada abatê-la.

-Não é só um desmaio. Ela teve um derrame no palco. Com o impacto da queda, teve um traumatismo craniano.

-... En... Então...

-Sephiroth, você passou dois anos na polícia antes de se tornar guarda costas do Presidente Shinra, você foi um detetive forense, entende que vitimas de traumatismo craniano dificilmente sobrevivem.

-...-Sephiroth caiu de joelhos no chão de cabeça baixa, incrédulo de que aquilo era verdade.

-Bem, a decisão de desligar as máquinas cabe à você. Mas já aviso, se quer diminuir o sofrimento dela, desligue. Isso só irá aumentar o sofrimento dela, o seu... E o de seu filho. Pense nisso.

Hollander saiu da sala deixando Sephiroth sozinho com seus pensamentos. Ele se sentou no sofá e bufou frustrado. Lembrando-se de como foi estúpido com sua esposa antes do show dela, discutiram por causa de um trabalho de Toushirou aonde os pais deviam ir no colégio falar sobre suas carreiras. Aonde na qual ele não pôde entregar porque nenhum deles teve como comparecer.

Logo mais Toushirou chegou na sala alegre.

-Oi pai! Oi mamãe! Está melhor?

-...

-Ah é! Eu fiz um desenho hoje na aula, a professora até me elogiou!

-... Filho?-Sephiroth o chamou hesitante.

-Hum? O que é papai?-Toushirou se aproximou dele. -Ah sim, olha!-ele dá o desenho ao pai. -O tema era "o que quero pro futuro"!

-... Esses são... Você, eu e sua mãe?

-Sim! Somos nós três num piquenique! Lembra? Você e a mamãe me prometeram que iríamos fazer um piquenique no Parque das Cerejeiras na primavera!-ele falou sorrindo de uma bochecha a outra.

-E-está lindo, filho...-Sephiroth forçou um sorriso apesar de esse desenho do filho tê-lo desencorajado um pouco.

-Obrigado!

-... Toushirou, preciso falar com você sobre algo sério.

-O que?-Toushirou perguntou com um sorriso menor.

-Filho... O médico veio aqui mais cedo e...

-Sério? O que ele disse?! Mamãe vai ser liberada?!

-... N-não é isso... Filho... O médico falou que... Que sua mãe não vai mais conseguir acordar, mesmo com o tratamento...

-...-Toushirou olhou o pai incrédulo. -Há... Háhá... Está só brincando, né? N-não faça piadas assim! Não tem a menor graça!

-Filho, estou falando sério.

O sorriso de Toushirou simplesmente sumiu. Ele ficou mais pálido.

-J-já falei pra parar com essa brincadeira papai... Não tem graça e eu to ficando com medo!

-Não estou brincando. Filho, temos que desligar essas máquinas...

-Desligar as... Para com isso papai!! Eu não to gostando dessa piada!!

Sephiroth se levantou e foi até a máquina. Olhou o botão "OFF" hesitante.

-Já falei pra parar! Não tem graça esse tipo de brincadeira!!

Ele não ouviu o filho... Levou a mão até o botão lentamente.

-Papai pare!! Vai matá-la!!!

Um simples movimento e o botão seria desligado.

-Papai... Não... Não!!!!

O botão foi apertado. Os batimentos cardíacos de Kasumi, antes mostrados em ondas suaves no monitor, se tornaram uma linha reta. Toushirou olhava o pai assustado.

-... Não... Não... Mamãe!!!!-ele berrou sacudindo a mãe na esperança de ela ouvi-lo. Nada. Ela sequer respirava. -Mamãe...-ele começou a chorar desesperado. -Mamãe!!!

Ele olhou Sephiroth com raiva e medo.

-Porque fez isso?! Você e ela tinham se resolvido!!!

-... Isso só estava aumentando o sofrimento dela...

-Não... Seu...

Sephiroth olhou o filho, mas quando ia se aproximar...

-Não se aproxime!!!-Toushirou berrou se afastando e olhando-o morto de medo. -Não se aproxime...

-Filho, o que foi que...

-NÃO SE APROXIME!!!! Seu... Seu monstro!!! Você a matou!!!-ele falou isso ao pai em meio à lágrimas de ódio. -Como pôde?...

-Filho...

-Não me chame de filho!!! Não me chame disso nunca mais!! Eu... Eu... Eu te odeio...-ele falou olhando para o pai. Ele se levantou e saiu correndo.

No dia seguinte, a seguinte manchete saiu:

"EXTRA

Hitsugaya Kasumi, também conhecida como Yousei Kasumi, falecera de insuficiência cardíaca dia 21 de Outubro às 15:43."

Estampada na primeira página com a foto dela cantando num de seus shows mais famosos, no Karakura Stage em 92.

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Seis anos se passaram desde o ocorrido, Toushirou nunca, jamais enxergou Sephiroth como seu pai novamente, nem o enxergava mais como um ser humano. O jovem Toushirou, agora com treze anos ignorava a existência do pai e se recusava a usar o sobrenome dele. Sempre que perguntavam sobre o pai, ele falava "que pai?" e completava afirmando teimosamente que não tinha pai algum. Às vezes voltava pra casa somente dois ou três dias depois e logo em seguida saía. E aproveitando que o filho chegara em casa...

-Ok filho, essa situação já está ridícula de tão insuportável, desculpe, ok?! Mas o que podíamos fazer?! Sua mãe teve um traumatismo craniano! Ela não ia sobreviver!!

-Não tem como saber!! Ela podia acabar sobrevivendo, podia acordar no dia seguinte, mas você destruiu essa chance!! Você desligou aquela maldita máquina e matou ela, seu assassino!!-ele berrou irritado, pegou sua mochila e saiu dali.

"Assassino", essa palavra ecoava na mente de Sephiroth junto da memória do dia que desligou a máquina de Kasumi, de como Toushirou o olhou e o chamou de monstro. Ia se repetindo mais e mais na mente dele. Tentando esquecer, ele bebia uísque de vinte e um anos. Mas as memórias que teve com Kasumi no colegial vieram a tona. Desesperado, ele se levanta cambaleante e vai até uma gaveta. A abre e mexe nela durante alguns segundos. Ele puxou um revólver. Nessa hora, Toushirou voltou à casa. Ele havia saído já tinha meia hora.

-Não se engane. Só vim buscar algo que eu...-ele vê o pai bêbado, com os olhos vermelhos e com uma arma na mão. -O-o que você tá fazendo?...-perguntou meio assustado.

-... Oi... Voltou cedo.

-É, voltei, agora larga isso.

-Filho... Você estava certo...-falou chorando desesperado.

-O que?

-Eu sou... Um monstro... Um assassino...

-Não, você não é! E-eu só estava irritado, e-eu não falei por mal!

-Filho... Desculpe... Eu sinto tanto, tanto, tanto...

-T-tá tudo bem, só larga essa arma!

-Não... Eu te amo filho... Você sempre foi meu bem mais precioso...-ele aponta a arma pra própria cabeça.

-Pai... Larga a arma.

-...-ele abre um sorriso. -Me chamou de pai...

-S-sim! Pai, e-eu nunca falei a sério eu tava irritado e acabei descontando tudo em você, agora larga essa arma, pelo amor de deus...

-...Fico feliz por você me chamar de pai... Uma última vez...

-Não fala assim pai, por favor, larga a maldita arma!

-Por favor... Tome muito cuidado no futuro, encontre uma boa moça... Crie direito seus filhos... Fique longe de drogas, cigarros e álcool...

-Pai?...

-Por favor...-ele destrava a arma. -Não se torne o que eu me tornei...

-Pai!!

Sem pestanejar, Sephiroth puxou o gatilho. No segundo seguinte, ele caiu com tudo no chão, banhado numa poça feita por seu próprio sangue. Toushirou olhava assustado pro pai. Ele largou a mochila no chão e foi até ele.

-Pai!!! Pai!! Pai!! Pai!!!-ele berrava sacudindo o pai, sem resposta nenhuma.-Não! Não! Por favor, não! Não... PAI!!!!!!!!

A partir daí, Toushirou se isolou de toda e quaisquer emoção que fosse. Se tornou alguém frio. Se viu obrigado a conviver com isso.

Quinze anos se passaram...



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