História The Boy - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Big Bang
Tags Nyongtory
Visualizações 105
Palavras 3.615
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - ''The Boy's Night.''


Fanfic / Fanfiction The Boy - Capítulo 4 - ''The Boy's Night.''

 

A noite...a noite parecia não avançar.

Os segundos rastejavam para minutos e os minutos pareciam nem mexer para as horas em que fiquei ali, sentado, desinteressado ao ambiente alheio, apenas focado no meu único objectivo. 
As mulheres com o tempo preguiçoso, cruzavam-se no nosso trilho e perguntavam se algum de nós tinha planos para aquela noite, que diferentemente das outras, parecia querer arder em mim. Claro que Taeyang e Daesung seguiram os primeiros rabos-de-saia que aparecessem dispostas em suas mãos, e nesse espaço de tempo, fiquei sozinho naquela mesa. Elas atravessavam-se, abordavam-me, sentavam-se no  meu colo, rebolavam, ofereciam-se todas para mim...e eu sabia que se quisesse, poderia tê-las a todas. Desfrutar de cada centímetro do corpo artístico feminino que estava desejoso de mim. Contudo, prefiro observar, pelo menos para já.

Todo o ambiente era inflamado pelo clima de pura atracção, sensualidade, sexualidade e tudo a que compete. Os desejos e perversões de cada um vagueavam pelo ar, como se fossem segredos escapatórios a uma rapariga à distância.
Olhava para eles. Aqueles ''senhorios', donos, proprietários, trabalhadores que após o dia largavam as famílias para esta vida, abanavam o seu dinheiro em frente daqueles femininos, realçados por toda a maquilhagem, que à vista de notas, passava de aborrecido a sedento. Eram as suas deixas. Desciam do palco na direcção deles e de seus colos de hastes porcamente erguidas. Rebolavam, provocavam, sorriam de um modo um quanto falso, sussurrariam algo e depois, desapareciam com seus novos mestres nos corredores.

Elas...poderiam viver num mundo à parte, mas sei-as de cor. Não passavam de raparigas ingénuas, em perfumes e vestidos luxuosos, arrojados...raparigas sem futuro e iludidas que anseiam por encontrar nestes homens a salvação e o verdadeiro amor...Como se isso sequer existisse. Mas o facto, é que procuram. criam e acreditam que encontrarão o seu cavaleiro andante que as levará para o castelo, para casa, construir familia, ressuscitar a dignidade e viveriam um amor fortalecido pela eternidade.
Por vezes, encaro algumas delas e apesar de não saber os seus nomes ou as suas histórias, sei os seus pensamentos escondidos pelos olhos vazios, Afinal, os olhos são o espelho da alma, e no que toca a estas mulheres, nunca nenhum espelho foi tão frágil e transparente...Porque quando olho para  estas ''algumas'' posso ver que esses sonhos iludidos já se esvaneceram e consequentemente se perderam algures entre o tempo e a tristeza.
Digo isto porque sei bem como somos. Antes de homens somos cães. Verdadeiros cães, escravos dos nossos próprios desejos, intuitivos, fazemos o que queremos quando queremos, onde queremos e com quem queremos. Sendo rico ou pobre, não olhamos a meio. Se for uma mulher, o intuito é de chegar a ela. E só.
Eu não olho a meios. Sinto tudo menos misericórdia. Não passam de passatempos, entretenimento de último recurso. Diversão temporária que arrebenta com a carteira e nada mais.

E este rapaz, é só mais um deste meu entretenimento.

Trata-se de um desejo carnal, um desejo para além do que o olhar permite. Eu quero-o para mim. 
E esta, é talvez a melhor parte de ser ele a minha escolha: posso ser o primeiro dele mas com certeza não serei o último, por isso, não haverá qualquer remorso ou ressentimento em relação ao que quer que eu o faça.

Contudo, não vou negar.

Algures entre o ignorar e o olhar, criei uma simpatia temporária com ele.
Admirei o facto de como ele conseguiu chegar a mim e às minhas calças tão rápido. Admirei aquele tal rapaz cuja identidade mantinha-se anónima. Aqueles olhos que cada vez que capturavam os meus por entre a multidão, seguravam por breves momentos e depois, soltavam, deixavam-me sem sentido, sem resposta. Aquele rapaz de nariz empinado bem ali, que agora se sobrepunha no bar. Os lábios...como duas cerejas maduras que ao mínimo toque explodiriam. O cabelo tingido de branco, que provocava a vontade de agarrar, puxar por entre os meus dedos. Esse rapaz que passou a noite toda a evitar-me ridiculamente sem sucesso, a balançar-se no seu vestido que mantinha-se a mais para aquele corpo, que caminhava com os seus pequenos pés naqueles saltos altos, como se a cada passo que desse arrastasse o ego de todos os presentes naquela sala para a ruína. O novato, que dava-me um novo gosto pela palavra ''andar'' e ''curvar'', e que cada vez que se curvava para servir, era um milagre, um presente de todos os Deuses. O rabo cheio, firme, empinado, para minha visão. O rapaz que deixava todas aquelas raparigas arrasadas.

O novato de corpo perfeito, esculpido como o de uma estátua invicta e intocada. 

Completamente imaculado.

Ele era o novo fruto proibido de Rouge. Aquele que atormentava todos os que o desejavam mas não se atreveriam a tocar.

Todos menos eu.

Ele seria a minha nova experiência, eu seria o seu novo conceito de ''homem''.
Não seria como qualquer outro. Este era diferente. Limpo, bem tratado, cheiroso, pronto a ser usado. Quero ser eu a fazê-lo, vou ser eu a fazê-lo.
Observei-o toda a noite. Corria todos os cantos onde ele estava com olhar. Gostava de vê-lo andar, tremelicando em passos nervosos, sempre tão incerto do que estava a fazer. A maneira como ele sorria, perturbava-me, por saber que não era diferente da maneira como sorriu para mim. O sorriso de trabalhador era sempre igual, mas vê-lo sorrir para aqueles homens enjoava-me. Parecia que de repente, o sorriso que a mim pareceu inocente, transformava-se pervertido frente a eles. A maneira como eles o olhavam ir embora e comentavam entre si, deixava-me sem sentido.
Mas logo depois, ele voltaria a mexer-se, e como leão domado, eu voltava a segui-lo para todo o lado com o meu olhar. Até que ele notou.
Reparou que o encarava, mantendo o intenso e amargo contacto ocular que logo adocicou quando sorriu-me tímido,incerto se o haveria de fazer, escondendo-se nos clientes que servia mais uma vez. Ele sorriu e de repente sentia o aperto nas minhas calças, por entre as minhas pernas, a dor que se tornava insuportável. No entanto, recusava-me a perder o seu próximo passo, a perder os seus olhos. A sua voz era direccionada a eles, mas aquele olhar....aquele olhar mantinha-se bem preso ao meu, enquanto conversava sorridente.
Ele não tinha conhecimento de mim. Acordava males que apenas estavam adormecidos, quando me provocava daquela maneira. Era como se ele soubesse que é bom demais para mim. Como se o seu olhar me dissesse que não o poderia ter.
Mas a bomba só foi despoletada, a arma só premiu o gatilho quando ele saiu da mesa e desviou o olhar que me deu durante todo aquele tempo. Não, não pode acontecer outra vez. Não dava para segurar.
Sentia-me rídiculo ao vê-lo abandonar-me, fundindo-se com um grupo que conversava, como se o implorasse para ficar. 
Quando menos esperei, o meu corpo teve o acto involuntário de se levantar e seguir atrás dele. Quero saber o que ele quer de mim, quero que ele saiba o que quero dele. Por isso, atravessei aquele grupo, dando alguns encontrões, até ver o seu corpo pelas costas. Caminhei calmamente atrás de si até que ele olhou para trás e reparou em mim, contudo, voltou-se para a frente e continuou a andar.

#SeungriPOV

Aquele tal de Jiyong. Pude reparar nos seus olhares casuais de vez em quando. Acredito agora que não deveria ter sorrido para ele, pois agora ele está atrás de mim enquanto segue cada passo que dou. Não lhe sorri com qualquer tipo de intenção, apenas por acto de simpatia e educação perante um cliente. Não era propriamente para ele vir atrás de mim...

Mas o facto é que sim, tivera ido.

Lembro-me de apressar o passo, tentando fugir da sua perseguição. Contornei pessoas, bandejas, copos, até mesmo os meus próprios pés foram um ponto contra mim. Entrelaçavam-se e traía o meu caminho.Voltei a olhar para trás. Ele já não estava ali. 
Respirei em alívio, talvez sempre o tivera despistado. Contudo, quando me preparava para continuar no meu caminho, o meu corpo tivera sido puxado para o lado oposto ao meu caminho. Com a força tremenda, tivera perdido o controlo e o equilíbrio de mim próprio, prensando-me contra a parede dura. Os meus olhos encaravam o chão que no novo lugar, estava demasiado escuro. Era um dos becos do salão. Ao fundo dele, a luz verde que brilhava indicando a saída de emergência (sendo a única luz que ali existia).

Contudo, olhei em frente. 

Olhei em frente para vê-lo desta vez, cada vez mais perto. Jiyong.
Os seus traços eram ainda mais visíveis agora que o encarava. Olhos pequenos, contudo intensos, forçosos, autoritários, como se conseguissem ver através de mim. Intimidantes, profundos, contudo belos e com um leve toque de doçura. Contornando-os, pestanas pequenas mas arrebitadas, que lhe forneciam um olhar menos austero. Os lábios, fechados numa linha. Expressivos e brutos, sem amor, sem qualquer tipo de bondade neles. O cabelo negro, rapado em ambos os lados, proporcionavam aquele rosto esculpido, um formato másculo, firme e estreito. A linha do maxilar era bem definida visto que agora era pressionada pela expressão severa que me mostrava. O fato que cobria o seu corpo, contudo a camisa que agora apresentava-se desabotoada nos primeiros 3 botões, contornando a visão de um peitoral moreno, censurado pelo tecido. O laço já não estava tão bem apresentado, agora, desdobrado, pendurado à volta do pescoço. em desmazelo.
Toda aquela figura, todo aquela postura, todo aquele olhar...os meus joelhos tremiam, as minhas mãos buscavam um lugar onde permanecerem, mas apenas pairavam no ar sem refúgio. Sentia-me encurralado, preso entre aquele homem e aquela parede maçuda e pouco confortável que se fosse mais macia, provavelmente já me teria absorvido de tanto me prensar a ela, tentando fugir daquele alguém diante de mim.  
Após a minha distracção nele, o meu cérebro e o meu corpo acordaram do hipnotismo, e a ordem foi comum em ambos: Sai daí. Foge. E pelo menos...foi o que tentei. Assim que meus pés obedeciam à ordem que vagueava dentro da minha ideia, aquele braço forte espetou a sua mão bem em frente de mim, enquanto a mão livre que estava em seu bolso, dirigiu-se a meu queixo, guiando o meu rosto a encarar o seu. Estava literalmente a derreter. A mostrar a minha parte mais frágil a alguém que nem conhecera, a um homem convencido que neste momento pode ter os pensamentos mais obscuros e obscenos comigo. Recuso. O meu rosto estava na direcção do seu, mas os meus olhos continuavam distraídos no canto daquele beco, que naquele momento, era o mais receptivo para mim. Por um lado, a minha mente estava preparada para o que poderia acontecer esta noite, mas o meu corpo, o meu coração...esses não. Nunca estive tão perto de alguém, tão intimo com alguém. Sempre vivi isolado naquela minha casa, naquele meu mundo, naquela minha família, à qual tinha de proteger e à qual sentia-me responsável. Contudo, cada vez que olhava para este homem, era como se ele fosse o exemplo do que eu não queria fazer, contudo, tinha que fazer. E foi bem ali que distingui a diferença entre dever e obrigação. Entre humilhação e vergonha. Era a minha obrigação, apesar de sentir vergonha. Mas isto era a minha oportunidade...contudo garanto que não serei esse mar de rosas que este homem imagina. Darei trabalho. Sou luxuoso. 

Pensei naquilo várias vezes, pelo menos para manter a minha auto-estima o mais mediana possível. Eu preciso de me sentir bem, para que isto corra bem. Eu vou conseguir.

''Seungri...''-Ele suspirou, ainda segurando o meu queixo.-''Olha para mim pequeno.''-Pediu.

Contudo não respondi, nem atendi ao seu pedido.

''Olha para mim.''-Desta vez mais firme, bem como o seu agarrar no meu queixo que também intensificou. Acabei por ceder e olhar para ele. A boca que sem expressão estava há momentos, agora animava-se com um sorriso que me permitia a visão dos seus dentes perfeitamente alinhados. Lembrei-me de Hana, talvez os seus dentes ficassem tão perfeitos como os daquele Jiyong, após o aparelho. Hana...sinto a tua falta.

''Porra...''-Falou em tom baixo.-''És a puta mais bonita que já vi.''

Desprezo-o. Renego-o. Ignoro-o. Este é apenas mais um dos homens, mais um dos clientes. Mais um destes porcos. Pergunto-me o que Nari tanto venera neste homem. Se é que o chega a ser. Pelo menos, não para mim. Pergunto-me o que Betty viu nele, para o amadrinhar, para o mimar e tratar-lhe como seu filho...uma mulher tão doce para um homem tão ignorante e amargo. Mas enfim...calculo que há perguntas que simplesmente não se respondem. Na verdade, acho que nem quero saber a resposta. 

O meu corpo começou a torcer-se por dentro. O meu sangue pareceu parar de correr, o meu coração pareceu parar de bater, assim que o seu corpo avançou sobre mim. Ele estava tão perto, demasiado perto. O seu peito prensava-se contra o meu...podia sentir os seus pulmões incharem com ar e esse mesmo ar, soprar-se contra a minha testa, saído de seus lábios. A minha cabeça mais uma vez fugia do seu olhar, virando-se para a direcção oposta da dele que olha para mim. Um formigueiro no meu estômago quando uma das suas pernas encontrou caminho para o meio das minhas e o seu joelho começou a provocar o meu membro adormecido. Ofeguei por ar pelo contacto inesperado, e voltei a suster a respiração quando a mão que criava aquele muro, desceu para a minha coxa, levantando o vestido até ao meu rabo, apalpando uma de minhas nádegas. A sua boca deslizou para o meu pescoço húmido de suor em antecipação e nervosismo, lambendo-o, mordendo e chupando a pele nunca antes invadida por ninguém.

Naquele momento, temia-o. Temia o que quer que fosse que a sua voz dissesse dirigido a mim. Temia o seu toque e a sua presença que já era como um fantasma para mim. Talvez pareça estar a exagerar, mas este era o primeiro homem,aliás, pessoa que alguma vez se aproximou tanto, se envolveu tanto, me provocou tanto. Apesar de no fundo, apreciar o seu toque, era algo demasiado evasivo para mim. Sendo tudo isto a primeira vez. 

''Estive a ver-te toda a noite. Quero que venhas comigo.''- Largou a bomba.

Não. Eu não quero ir contigo. Recuso-me. Preferia antes nunca ter olhado para ti. Nunca ter-te encarado. Maldito. 

''Tu precisas de dinheiro, eu preciso de alguém como tu hoje, por isso, parece-me mais do que uma boa proposta.''- Não era uma proposta. Soava mais como uma ordem. Ou uma ameaça. Digo-o porque assim que terminou a sua frase, aquela perna que se mantinha no meio das minhas, subiu ainda mais a pressão contra o meu membro, levando-me a gemer baixo em frustração e prazer.

''E-Eu não...''-Comecei..

''Resposta errada amor.''- Interrompeu,desta vez, levantando-me do chão, quando aquela mão que estava no meu queixo, puxou o cabelo curto da minha nuca, fazendo-me encará-lo. Aí a sua perna pressionou ainda mais e eu podia sentir-me desfazer em seu abuso. Os meus olhos reviraram ao toque mas tratei logo de acordar. Eu não podia dar-lhe esse prazer de me ter vulnerável. Por isso encarei o seu seu olhar directamente. A minha expressão fria, em homenagem à dele.Eu queria apenas matá-lo naquele momento. No entanto, a reacção que esperaria dele foi totalmente inversa. Em vez de mostrar qualquer tipo de  importância, apenas riu à gargalhada da minha expressão raivosa.

''Estás furioso...''-falou por entre os seus risos. Mas depois, algo estranho aconteceu. Ele parou de rir como que de repente, e encarou-me em silêncio por momentos, até aquele sentimento electrizante que todos os livros falam, caiu sobre mim, quando aqueles lábios caíram nos meus, beijando-me violentamente, marcando os meus lábios que logo tornaram-se um pouco mais vermelhos com aquela investida. 
Contudo, aquele sentimento que penetrou o meu corpo, desapareceu e em fracção de segundos transformou-se em nada. Não sentia nada para além de desprezo. E então, foi aí que provavelmente, tomei a pior das decisões. Com alguma da força que ainda tinha arrecadada em mim, inclinei a minha cabeça em frente e limpei os meu lábios ao seu casaco caro, repelindo a sua saliva que estava em meus lábios.

Isso sim, deixou-o furioso. A sua atitude revelou-se violenta após esse meu acto. As suas mãos seguraram os meus pulsos e levantaram-nos à altura da minha cabeça, contra a parede, deixando-me indefeso. Foi aí que seus lábios invadiram a minha boca mais uma vez, certificando-se que desta vez,humedecia a minha boca ainda mais com sua saliva. Então aí eu percebi o seu ponto fraco, o controle, a possessividade. Assim que limpei meus lábios ao seu casaco, foi como se me declarasse vencedor, ele não aceitou e voltou a beijar-me para que mostrar-me que ele manda. Está enganado.

Ele voltou a rir ao ver a minha expressão de puro desprezo por ele. Parecia divertir-se comigo e com a minha raiva.

''Tu vens comigo.''- Ele confirmou e nesse momento, soltou um dos meus pulsos, mas manteve o outro ainda preso, liderando-me até àquele corredor de quartos. 

Acredito que fiquei pálido de medo naquele momento, contudo, confesso que me senti mais seguro ao ver Kevin bem ali, no corredor. O nosso salva-vidas em caso de emergência. Ele olhou-me, ele reconheceu-me. Reconheceu Seungri, o ''carne fresca'' que arrumou o seu fato desajeitado no dia passado. Kevin era de facto uma jóia e ele pareceu de facto devoto para com a nossa segurança.O seu olhar dirigdo a mim era de preocupação, quase sentiu o medo comigo, talvez.

Jiyong.
Ele abriu a porta de um quarto aleatório, atirando-me para dentro dele, fechando e trancando a porta logo a seguir. Retirou o seu casaco e atirou-o para o cadeirão estilo vintage ao canto do quarto. 

''Deita-te.''-Ordenou.

O meu cérebro paralisou e do nada, tudo se tornou bem real para mim. Se estes dias já tinham sido bem reais, então aquela frase tinha sido a verdadeira estalada para o mundo real. Eu ia de facto fazer isto, com um homem que nem sequer gosto, que de facto...até detesto. Agora, ele mandava-me deitar naquela cama que aparentava tão confortável e macia, mas que para mim, seria para sempre odiada e simbolo de desconforto. 
Mas fiz o que me disse. Sentei-me e lentamente retirei os saltos altos, que me magoaram os pés durante toda a noite. Deitei-me e simplesmente olhei aleatoriamente para o tecto. Podia sentir o acumular de sentimentos, de medos, de sonhos destruídos virem ao de cima e tudo tornou-se inteiramente insuportável quando a sua face apareceu em cima da minha. Voltei a negar-lhe olhar-me. E desci. Desci os meus olhos para algures longe dele. Apercebi-me que já não tinha camisa, mas as calças, ainda estavam lá. O meu olhar escureceu ao fechar os olhos quando senti as suas mãos apoderarem-se das minhas costas, abrindo o meu vestido e começando a deslizá-lo pelos meus ombros. Com os olhos fechados parecia tudo melhor, podia imaginar o amor da minha vida ainda por descobrir a tocar-me. e não este homem.Podia imaginar que o fazíamos num sitio mais belo do que este, num sitio puro e inocente e não num quarto de um bar de strip. Podia fazer deste momento tudo o que quisesse, contudo....cada vez que ele respirava no meu ouvido, ou o seu corpo se pressionava mais ao meu, cada centímetro que aquele meu vestido descia...era mais um murro para a realidade. 
E esse murro doía. Doía muito, como várias facas espetadas em mim. Talvez até mais. Eu estava a ceder para este homem. Eu estava a perder a batalha...E isto foi o que me levou abaixo. O que me fez incapaz de suster mais as lágrimas que teimavam cair, à medida que ele me beijava. Então chorei, Em silêncio...mas chorei. 

Contudo, ele notou. Ele olhou-me e o seu dedo dirigiu-se até um dos meus olhos, levando uma lágrima consigo que logo levou à sua boca e sorriu, Como se atrevia? 

''Ficas ainda mais bonito quando choras pequeno.''-Ele observou zombando da minha infelicidade.

Mas de repente a tristeza tornou-se raiva, frustração e a dor que me magoava, tornou-me forte o suficiente para revolucionar-me contra ele. A minha mão voou em direcção à sua bochecha estalando nela, com força. 
Senti-me livre, orgulhoso,porque me tivera defendido daquele homem. Contudo, quando me apercebi do que fiz, tudo caiu à minha volta. Podia vê-lo queixar-se a Betty, podia ver-me a ser despedido...tudo por um acto irreflexo e sem controle. Arrependi-me quase de imediato.

Ele olhou-me. Olhos fervorosos e matar-me-iam se pudessem. De imediato, cuspiu na minha cara. Ódio. Transpareceu no corpo e remexi-me. Eu próprio acabaria com ele. Quem ele se julga. Remexi-me com toda a força contudo, as suas mãos prendiam os meus pulsos ao lado do meu rosto com o agarrar mais forte e violento que alguma vez tive o dissabor de sentir.
Grunhi, enxotei, levantei braços, corpo, tudo o que pude para me soltar dele. Mas foi em vão. Não desceria ao seu nível. Não cuspiria na cara dele. Esse é talvez o pior acto que pode existir. É algo nojento.

''Babe estás a matar o clima.''-Observou.

Aí tudo despoletou em mim. Com uma força que desconhecia ter mim, pude levantar-me e soltar-me do seu toque. A minha mão empurrou-o, contudo não me libertei dele e aí, ele bateu-me no rosto. As minhas mãos tocaram a minha bochecha e simplesmente tentei virar-me em posição fetal na cama. Ele levantou-se e deixou-me sozinho na cama, encolhido, choroso, com medo, dorido. Pelos barulhos apercebi-me que se vestia e pelo aroma pude notar que tinha acendido um cigarro. 
Apenas ouvia, recusava-me a olhá-lho. 

A porta bateu. E aí eu voltei-me para o lado da porta. Ele tinha acabado de sair. Olhei para cama.

Notas espalhadas na colcha, que ele tivera deixado para mim.

 


Notas Finais


Hello! Desculpem pela demora, mas a escola não me larga ahaha <3
Talvez só consiga atualizar ao final de cada semana <3
GENTE EM RELAÇÃO À FIC: Eu sei que isso está meio violento, mas as coisas no inicio serão assim mesmo. Como costumo dizer...o amor é uma coisa gradual e que vai crescendo com o tempo e para ser sincera...seria praticamente impossível uma amor todo fofo entre eles logo no inicio. Acompanhem a história para verem esses dois desabrocharem.<3 MIL OBRIGADAS PELOS FAVORITOS, VISUALIZAÇÕES TUDO <3


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