História The Boy Who Wanted To See The Sun - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Five Nights at Freddy's
Tags Fonnie
Exibições 75
Palavras 1.073
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura ♥

Capítulo 1 - Através da Janela


Fanfic / Fanfiction The Boy Who Wanted To See The Sun - Capítulo 1 - Através da Janela

Foxy gostava do jeito como Bonnie se comportava. Não sabia o porquê, apenas gostava. Assim como de longe, observava o garoto voltar para casa acompanhado de seu irmão.

 

 

Tudo começara quando Bonnie nasceu, aos poucos o menino perdia a visão. Até que um dia nada mais pode ser feito. Aos seis anos de idade estava cego, privado de um de seus sentidos.

 

Foi nesse momento que Foxy conheceu a história do garoto. Tinha acabado de completar oito anos de idade, quando seu irmão adoeceu. Contavam–lhe que Mangle tinha um simples resfriado, mas Foxy não entendia ao certo, como um simples resfriado fazia seu irmão caçula ficar internado num hospital? Hoje em dia, Foxy sabia o porquê, câncer.

 

Quase todos os dias sua mãe o levava para ver seu irmão, até que um dia. Foxy viu um garotinho pálido demais, e com cabelos incomuns, de coloração que despontava ao roxo. Se fascinou por aquele garoto, e se espantou ao ver que o garoto era cego. De começo, Foxy sentiu estranheza. Sentiu pena do garoto, e por essa repulsa, nunca falou com o garoto – que descobriu se chamar Bonnie.

 

Hoje em dia, nunca conseguiu esquecer o garoto. E como poderia? Ele era seu vizinho há alguns anos, logo após a morte de Mangle. E assim, a convivência muda de vizinhos, arruinou Foxy aos poucos.

 

Todos os dias, o ruivo estava debruçado na janela. Na esperança de ver o arroxeado andar em passos lentos, acompanhado de seu irmão. Tudo que Foxy desejava era ir até Bonnie, ser seu amigo. Mas como poderia? Sentia medo de ser expulsado da vida do garoto antes mesmo de entrar.

 

Estava apaixonado por Bonnie. O garoto que viu pouco da beleza do mundo, cego. Cuidado como uma pérola pelos pais. E que todos tinham uma falsa pena. Tudo que Foxy desejava, era amá–lo como julgava que o mais novo deveria ser amado.

 

Nesse mesmo dia, Bonnie passou acompanhado de seu irmão. Mas algo fez o sangue de Foxy gelar, o de cabelos roxos virou o rosto em sua direção. Seus óculos escuros se contrastavam a pele pálida.

 

“Ele tinha o percebido?”

 

Não, não poderia. Era impossível. Mas como? Estava ficando louco com tudo a sua volta?

 

Dia após dia, hora após hora. Sentia–se na necessidade de abraçá–lo. Como poderia? Impossível, já era o cotidiano de suas frases. Uma triste realidade.

 

Naquele mesmo dia, chegou atrasado. Os irmãos passavam na frente de sua casa, quando Foxy chegava em casa. Respirou fundo algumas vezes, e acenou para ambos, desejando em bom tom um excelente dia.

 

Foi um dos raros momentos que escutou a voz de Bonnie, e além: em resposta para si. Se sentia nas nuvens, entrou dentro de casa e em seu quarto, abriu um radiante sorriso. Parecia uma adolescente apaixonada, por Bonnie, com certeza ele era.

 

Com o passar dos meses, virou costume Foxy se atrasar cinco, dez, quinze minutos para chegar em casa. Apenas para aproveitar os pouquíssimos segundos próximo de seu amado, alguns dias ele conseguia puxar um pouco mais de assunto. Mas quase sempre seu tratamento não era um dos mais especiais.

 

Até que um dia eles não passaram como de costume. Foxy ficou lá, há tarde toda esperando. E tudo se esvaiu, arruinou, despedaçou.

 

Quando sua mãe chegou em casa, comentou sobre os vizinhos, Bonnie tinha sido internado. O que tinha lhe acontecido? Foxy não sabia, sua mãe não sabia, ninguém parecia saber.

 

Foi assim por duas semanas, até que uma quarta–feira ensolarada, Foxy viu seu amado novamente. E quase não podia esconder a felicidade. Por tão pouco, era feliz, e Bonnie parecia saber – pois sorrira para o mais velho.

 

Não era grande coisa, não era. Mas Bonnie parecia ser seu amigo, ou apenas agia como um vizinho extremamente educado.

 

Meados da primavera, Foxy odiava tal época do ano. Fôra nessa época que seu irmão faleceu, só lhe trazia memórias tristes, e Bonnie também. Mas Bonnie nunca iria retribuir seus sentimentos.

 

Como viver amando alguém que não te ama? Que parece não saber de sua existência, mesmo que você guarde seu melhor sorriso apenas para aquela pessoa. Ela iria receber toda sua atenção? Ou iria confundir tudo como um simples gesto de educação?

 

Se não era amor, ninguém saberia. Mas Bonnie gostava de si, o garoto cujo tudo que via era o escuro, gostava de Foxy. Achava–o idiota, e um pouco tolo, mas uma de suas alegrias era cumprimentá–lo sempre que voltava para casa com Spring. Não sabia como o outro homem devia ser, e não se importava, aparência não era tudo. E em sua imaginação, sabia que existia alguém bom.

 

Alguém bom que parece perdido em seus próprios pensamentos sempre. Alguém que devia sorrir para si de maneira estranha, diferente, e muito boa, no final.

 

Um dia, ouviu a voz do mesmo, e emendou um assunto com o vizinho. Esse ficou feliz na mesma hora, e acabaram por marcar um tempo para conversarem, se tornar amigos de verdade era um grande sonho, não?

 

Foxy tremia. Com medo de fazer algo que Bonnie odiasse, fosse rude, ou um completo idiota. Mas quando começou a conversar com Bonnie, seu medo sumiu. Tudo sumiu na verdade.

 

E deixou se levar pelas palavras doces de Bonnie, no fim, seu amor era mais forte do que ele imaginava. No fim, talvez ele fosse retribuído. Ou talvez Bonnie só tivesse pena dele. Era desesperador, tantas dúvidas, e sem respostas.

 

Tudo terminou, num fim de tarde. Enquanto os dois conversavam, Foxy confessou seus sentimentos. De maneira tão espontânea, e Bonnie, sem reação, apenas riu. O que significava? Ele o achava um tolo? Um idiota? Por isso ria dele?

 

Não, Bonnie gostava dele também. Depois de tantos dias percebendo Foxy de uma maneira gentil, carinhosa, como ele parecia fazer o possível e o impossível para chamar sua atenção. Se ele soubesse que já chamava sua atenção o suficiente, não faria metade das coisas que se obrigava.

 

Nada foi dito. Foxy se levantou do chão, e abraçou o de cabelos roxos, que ficou incrédulo.

 

“Foxy?”

 

Ele não respondeu. Não precisou responder também, talvez não fosse o momento. Nenhum dos dois tinha experiência nisso, no amor. Foi quando um inocente selinho foi trocado, deixando os dois rubros de vergonha.

 

Bonnie tocou a face do mais alto, sentindo a quentura de seu rosto. E riu baixo, chamando–o de fogueira. Foxy inflou as bochechas, mas logo riu junto ao garoto.



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