História The Broken Road - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Lucy Hale, Sofia Carson, Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Luna Valente
Tags Drama, Lumbar, Lunbar, Paixão, Romance
Visualizações 128
Palavras 2.756
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


hey gente faz tempo que eu ñ posto eu sei mas eu to com.uns problemas depois eu explico.

Capítulo 4 - Thougts


POV Luna


O que faz alguém especial para você?

Era essa a pergunta que eu me fazia depois de ter visto uma parte importante do meu passado sentada em frente a uma lareira com um livro nas mãos. Depois de dez anos de ausência, Ambar tinha finalmente retornado ao rancho. Eu mal pude reconhecê-la por trás daquele corpo de mulher séria e apática. Ela estava muito diferente daquela menina de sorriso fácil e olhar doce de quem eu me lembrava. Obviamente o tempo tinha passado para nós duas e já não éramos mais as mesmas de anos atrás.

Mas nosso reencontro foi tão estranho. Acho que é essa a palavra que melhor define. Eu fiquei feliz em saber que ela estava aqui, mas ela não parecia sentir o mesmo. Senti vontade de abraçá-la, mas tudo o que encontrei foi uma mão estendida para um cumprimento formal. Talvez as circunstâncias moldaram a sua pose indiferente, deixando para trás qualquer resquício de amizade que existiu entre nós. Na verdade, seria muita pretensão minha achar que alguém como ela, a única herdeira do império Estrabao, poderia ser amiga de alguém como eu, uma simples veterinária do rancho, e com quem só teve contato poucas vezes durante a infância e uma pequena parte da adolescência.

Havia uma porção de mim que torcia para isso. Talvez, deva-se ao fato de que ela era a única amiga que eu tinha naquela época e, portanto, alguém especial na minha história. Só sei que há lembranças para nós duas. Se não tem significado para ela, tem para mim. É absurdo não parar de pensar sobre isso? A verdade é que o dia já estava quase amanhecendo e ainda não tinha conseguido pregar os olhos. Odeio quando os meus pensamentos me tiram o sono. Mas não posso evitar o pequeno caos que se formou na minha cabeça após revê-la depois de todo esse tempo.


Quando o sol finalmente resolveu entrar pela janela do meu quarto, levantei e fui até o banheiro fazer a minha higiene matinal. Notei duas belas olheiras estampando meu rosto. Voltei para o quarto e coloquei uma velha calça jeans preta, uma blusa qualquer, minha jaqueta de couro e minhas botas. Prendi meu cabelo em um coque desajeitado e passei alguma maquiagem para tentar disfarçar minha cara de sono. Desci as escadas e fui até a cozinha. Minha mãe já tinha colocado a mesa para o café. Eu a cumprimentei com um beijo.


- Bom dia, mama! – Disse sonolenta.

- Bom dia, mija! – Ela fitou o meu rosto e semicerrou os olhos na minha direção. – Você dormiu bem? Está com uma aparência cansada.

- Mais ou menos. – Disse enquanto puxava uma das cadeiras e me servia de um pedaço de bolo.

- Você e  a Danielle brigaram de novo? - Perguntou preocupada.

Danielle era a minha namorada e na noite passada nós tínhamos brigado realmente, o que não durou quase nada, pois fizemos as pazes logo em seguida. Contudo, isso não era motivo para tirar o meu sono. Mas não achei que seria conveniente dizer a minha mãe a verdadeira causa da minha insônia, até porque isso poderia causar más interpretações. Por isso resolvi aproveitar a história com Danielle e me livrar de ter que dar explicações que eu nem mesma tenho.

- Nós tivemos uma pequena discussão ontem a noite.

- E o que aconteceu dessa vez? Eu sabia que essas festinhas regadas a álcool não podiam resultar em boa coisa, Luna. – Disse um pouco brava.

- O problema não foi a festa, mãe, mas sim o ciúme louco da Daniee. Você acredita que ela quase voou no pescoço de uma das garçonetes?


- Ela é uma moça muito educada e se agiu assim é porque tinha uma boa razão para isso. - Minha mãe adorava a minha namorada e sempre procurava defendê-la de alguma forma. Até parecia que eu era a vilã da história em algumas situações.

- Razões essas que eu não dei. – Tratei de me defender antes que o jogo virasse para mim.

- É bom mesmo! Garotas como Danielle não se acham por aí facilmente. – Enfatizou me fazendo revirar os olhos. Eu gostava da minha namorada, mas o jeito que minha mãe a tratava chegava a ser insuportável às vezes.


Os pais de Danielle eram pessoas bem influentes e donos de uma das maiores fazendas produtoras de leite do estado. Danielle trilhava o mesmo caminho dos pais, sendo inserida desde cedo nos negócios da família. Para minha mãe, ela era o partido perfeito. Eu não tinha do que reclamar, para falar a verdade. Ela era bonita, educada e de boa família. O único problema eram os seus ataques de ciúmes, mas com o tempo aprendi a lidar com isso.


- Não se preocupe, nós já fizemos as pazes. – Disse tentando encerrar logo o assunto antes que eu me irritasse.

- Ótimo! Queria que você a trouxesse para o aniversário do seu pai hoje à noite.


Droga! Com todos os meus pensamentos uma bagunça, acabei esquecendo que faríamos uma pequena celebração pelo aniversário do papai. Nem comprei o presente ainda. Tratei de disfarçar meu espanto com a notícia, ou minha mãe surtaria.

- Tudo bem, eu falo com ela. – Disse e ela apenas assentiu com um sorriso. Precisaria dar um jeito de escapar e ir até a cidade comprar alguma coisa, o que seria uma missão quase impossível com o tanto de trabalho que eu tenho hoje.

Por falar nele...

- Cadê o papai? – Perguntei pegando mais um pedaço de bolo.

- Ele está no estábulo. Quer que tudo esteja perfeito para quando a Srta. Smith aparecer. E é bom você se apressar. Ele disse que ia te esperar para terminar de preparar os cavalos.

De repente, senti uma ansiedade subir pela espinha. Se Ambar decidisse cavalgar, ela teria que me encontrar de alguma forma, pois era eu quem cuidava dos cavalos. Isso era bom e ruim ao mesmo tempo. Era bom porque eu queria vê-la de novo e ruim porque eu não sei como devo agir perto dela. Eu tinha uma imagem sua na minha cabeça que foi desfeita em menos de 24 horas. É como se eu não a conhecesse no final das contas. Deus! Isso vai ser tão... estranho! Eu nem deveria estar tão preocupada assim. Só tenho que agir normalmente que vai ficar tudo bem. Certo?


Fui em direção ao estábulo e não pude deixar de notar como aquela manhã estava linda. Nas árvores ao meu redor, as folhas dançavam ao soprar do vento, enquanto o sol reluzia no horizonte. Os pássaros cantavam como se estivessem em uma grande festa, e o ar estava perfumado com o aroma de flores e terra. A vantagem do meu trabalho é que eu podia estar sempre em contato com a natureza que eu tanto amava e isso me fazia feliz.

Quando cheguei ao estábulo vi o papai começando a selar um dos cavalos. Eu me aproximei e o cumprimentei com carinho. Ela me deu um beijo na testa me fazendo sorrir.

- Eu estranhei não vê-lo no café da manhã. – Disse enquanto alisava o pelo do cavalo em nossa frente.

- Quis deixar tudo preparado. Faz muito tempo que um Smith não pisa aqui e eu quero que tudo esteja perfeito.

Meu pai tinha uma grande admiração e respeito pela família Estrabao. Ele sempre me contava a história de como o pai de Ambar o acolheu junto com a minha mãe quando ele perdeu o emprego e não tinham nem onde morar.

- Mas está tudo perfeito, papa. Não tem com o que se preocupar. O senhor cuida desse rancho como se ele fosse seu.

- Eu devo muito a essa família, mija. Tudo o que eu fizer é pouco. Além do mais, o que eu puder fazer pela hija drle eu irei fazer. Aquela chiquita tem passados por momentos difíceis e eu quero trazer um pouco de felicidade a ela. – Disse com um semblante um pouco triste.

Aquilo me deixou intrigada. O que ele estava tentando dizer? Eu sei que perder os pais e a irmã de uma só vez não deve ser algo fácil, mas já faz mais de dez anos que eles morreram. Não quero ser pretenciosa, mas já não era algo para ter sido superado?


- Aconteceu alguma coisa que eu não estou sabendo? – Perguntei cautelosamente.

- Nada, mija. Só peço que trate a Srta. Smith da melhor maneira possível. Você estará me fazendo um grande favor. Agora me ajude com esta sela.

Se eu não conhecesse o meu pai eu diria que ele estaria falando a verdade. Mas algo tinha acontecido e, por alguma razão, não quis me contar. Eu respeito sua decisão, pois se ele escolheu guardar segredo é porque era algo muito importante para ser compartilhado no momento. Porém, isso só me deixou mais intrigada. O que será que tinha acontecido?

De repente, escuto passos se aproximando.

- Sr. Valente, desculpe interrompê-lo! – Disse um jovem funcionário do rancho ficando parado na entrada da baia.

- Não está interrompendo, meu jovem. Diga, o que deseja?

- A Srta. Smith deseja vê-lo na casa principal.

- Diga a ela que já estou indo!

- Sim, senhor. Com licença! – O jovem se retirou fazendo um pequeno cumprimento com o chapéu que usava.

- Você termina de selar esse cavalo para mim? Ele é o último.

- Claro, papa. Pode ir!

Ele se retirou dando um pequeno beijo na minha testa novamente. Ambar provavelmente o estaria chamando para fazer perguntas sobre o rancho. Eu procurei fazer o que ele tinha me pedido e aproveitei para me distrair um pouco. Minha cabeça tem andado bastante cheia com todos esses pensamentos sobre ela. Isso já estava me incomodando.


Mas eu fiquei bastante curiosa em saber o que tinha acontecido com ela para o meu pai dizer aquelas coisas. Deve ter sido algo muito sério. Será se é por esse motivo misterioso que ela voltou aqui depois de tanto tempo? Será essa a verdadeira razão pela sua postura fria e distante? Tantas perguntas na minha cabeça...

Para mim sempre foi difícil acreditar que gente rica tivesse problemas que o dinheiro não pudesse resolver. Danielle diz que não há sonho que um bom maço de dinheiro não torne realidade, ou dor que algumas notas de cem não cure. Mas meus pais sempre me falaram para ver as pessoas além do que elas possuem, pois todo mundo, seja rico ou pobre, tem um coração que pode ser quebrado até o final do dia.


E eles têm razão. Quero acreditar que Ambar não tenha se tornado uma esnobe por causa da fortuna que possui. Por mais que eu tenha ficado um pouco decepcionada com o nosso reencontro, talvez o drama que ela deve estar passando seja a causa do seu comportamento indiferente. E se ela está realmente passando por um momento ruim, eu vou ouvir o meu pai e ajudá-la da melhor forma possível.


De repente, escuto alguns passos se aproximando tirando-me dos meus pensamentos. Eu estava terminando de prender a sela e escutei a voz do papai.

- Você já terminou com ele?

- Sim. Tem mais algum para selar? – Perguntei levantando a cabeça e senti meu coração acelerar algumas batidas quando vi que Ambar estava parada do lado dele. Ela sorriu gentilmente e eu senti minhas bochechas corarem com a visão repentina dela alí.


- Mija, a Srta.Smith quer dar uma volta pelo rancho e ela pediu para que você a acompanhasse.


- Se você não estiver muito ocupada, claro. Não quero atrapalhar o seu trabalho. –Ambat completou.

Eu ouvi isso mesmo? Por que ela não pediu a companhia do papai em vez da minha? Ele conhece esse rancho melhor que eu. Não que eu estivesse evitando a companhia dela, é só que seria o mais lógico. Calma, Luna! Eu não deveria estar nervosa assim. Quando foi que eu fiquei tão insegura?


- Não, claro que não. – Disse timidamente.

- Perfeito! – Disse o meu pai. – Eu vou voltar ao escritório, porque eu tenho algumas coisas para resolver. E, Luna, lembre-se do que eu lhe falei.

- Claro, papa. Não se preocupe.

- Então, bom passeio. Vejo as senhoritas depois. Com licença!

Meu pai saiu e Ambar o acompanhou com os olhos. Eu me peguei observando seu rosto por esses breves segundos em que ela não me notava e, percebi que, apesar do sorriso gentil em seus lábios, os seus olhos ainda tinham aquele ar triste de ontem a noite. De repente, ela se voltou na minha direção e eu tratei de desviar o olhar rapidamente.

- Nós vamos cavalgar? – Perguntou enquanto fazia um carinho no pescoço do cavalo que tinha alí.


- Sim. A não ser que a senhorita não queira. Aí eu posso pegar um dos jeeps e...

- Pode me chamar de Ambar, Luna. Não tem problema. Sei que seus pais não gostam, mas eu não me incomodo. – Disse calmamente.

- Tem certeza? Não quero desrespeitá-la.

- E não vai. Prefiro que você me chame assim.

- Ah... tudo bem, então. – Disse um pouco sem jeito. Aquilo foi inesperado, mas agradeci internamente por não ter que chama-la mais de senhorita. Era tão formal e monótono.

- E quanto a cavalgar, hum... Eu até que gostaria, mas não ando de cavalo há bastante tempo. - Ela falou um pouco frustrada.


- Olha, eu posso ajudar você. – Tentei encorajá-la.

- Melhor não. Se minha coordenação já não era boa naquela época, imagine agora depois de todos esses anos.

- Realmente... – Deixei escapar tendo um pequeno flash de memória Ambar arqueou as sobrancelhas em surpresa e logo me dei conta de que deveria ter guardado meus pensamentos para mim.

- Ambar, descul...


- Eu não era tão ruim assim. – Disse ela com um leve sorriso me fazendo respirar aliviada.

- Verdade. Os cavalos é que tinham um problema. – Brinquei.


- Luna! – Disse com uma cara de espanto enquanto sorria. Não pude evitar sorrir também.

- Desculpe. Foi mais forte que eu.

- Sua idiota! – Falou entrando na brincadeira.

Talvez todo o drama que eu tinha criado na minha cabeça fosse apenas uma paranoia. Algo tinha acontecido com Ambar, isso era inegável. Mas aquele pequeno momento que tivemos agora só me provou que eu estava exagerando quanto a sua mudança de caráter. A velha Ambar ainda estava lá de alguma forma, só que adormecida. Eu não sei o que a impedia de acordar, mas decidi que faria de tudo que estivesse ao meu alcance para trazê-la de volta.


- Então, como vamos fazer isso? – Perguntei segurando as rédeas e puxando o cavalo para fora da baia.

- Luna, eu já disse que não vou consegui cavalgar.

- Então, só vejo uma alternativa. – Disse montando no cavalo. Ambar me olhou confusa.

- O que você vai fazer?

- Ambar, esse aqui é o Sylvester. Sylvester, essa aqui é a Ambar, sua dona. – Ela me olhava com uma cara engraçada. Provavelmente, pensando que eu era louca. Mas eu só queria quebrar o gelo e mostrar para ela que não tinha o que temer. Ela queria andar de cavalo e ela iria andar de cavalo, ou não me chamo Luna Valente!


- Luna, eu...

- Sylvester, Ambar está com medo de subir em você. Ela diz que não sabe mais andar de cavalo. Mas eu quero que você seja um bom garoto e nos leve para passear pelo rancho, pode ser? – Disse enquanto deitava por cima de seu pescoço e acariciava seu pelo. Em seguida me ergui de novo e estendi minha mão para Ambar. Ela me olhou sem entender nada.

- Vem, ele vai levar a gente. Não precisa ter medo. – Disse com um sorriso.

- Eu não acho que isso seja uma boa ideia.

- Sylvester é um verdadeiro gentleman. Você não vai se arrepender, eu prometo!

- Luna, melhor não.

- Ambar, nós não vamos participar de uma prova de hipismo. É só um passeio. Além do mais, ele é super dócil e logo você vai ver que não tem porque temer.


- Eu...

- E eu não vou mais aceitar um não como resposta. – Disse tentando fazer uma cara séria, mas ela apenas sorriu da minha pose.

- Tudo bem, então. Mas se eu morrer, eu mato você. – Falou séria e eu sorri da sua afirmação sem sentido.


- Fechado!

Ambar finalmente cedeu e resolveu subir, sentando logo atrás de mim. Seus braços frágeis envolveram a minha cintura com tanta força que eu senti meu umbigo encostar-se à espinha. Ela estava com medo, é verdade. Mas pelo menos confiou em mim o suficiente para aceitar arriscar-se um pouco. O seu abraço me provocava uma sensação boa, quase que de paz. Senti-me feliz por saber que ainda ficaríamos um bom tempo assim. O rancho era grande o suficiente para não termos que nos separar tão cedo. É errado eu pensar assim? Só sei que queria aproveitar cada minuto que viria pela frente e tentar trazer um pouco de felicidade a sua vida que parecia ser tão triste.


Antes eu estava com receio de estar tão próxima dela e, agora, já não queria deixa-la ir.


Notas Finais


ai gente mas um capitulo pra vc


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