História The Cabaret - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Visualizações 10
Palavras 1.882
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Famí­lia, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo-Ai
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá galere do meu core, como vão?
Parece que estou conseguindo manter minhas postagens semanalmente, espero conseguir dar continuidade a isto hahaha
Bom, não vou ficar enrolando-os desta vez. Um beijo e até lá embaixo 0/

Capítulo 3 - Flowers


Lysandre acordara mais leve; o sol queimava as pálpebras – ele as abria com dificuldade. Viu o interior do Moulin Rouge.  Viu que nele só estava o rapaz ruivo; os olhos fechados, braços cruzados, sentado em uma cadeira distante a sua. Pensou em chama-lo, mas este abrira os olhos antes que pronunciasse alguma palavra. Com uma feição carrancuda, ele levanta e caminha até sua mesa.

“O senhor precisa ir embora, não sou pago para dormir com bêbados.”, disse oneroso. Lysandre ergueu-se, fez um aceno com a cabeça e seguiu para a saída.

Nada há de se fazer pela manhã, desta maneira decidiu caminhar pela cidade para pensar em como lidar com a situação anterior, todavia tomaria teu desjejum antes de qualquer coisa. Estava faminto. Chegou aos Champs-Elysees, onde se encontrava diversas cafeterias, escolheu uma visivelmente vazia e adentrou-a. O rapaz sentou-se nos fundos e apoiou a cabeça sobre os braços, precisava recuperar forças, refletir, primeiramente, as ultimas horas que vivenciou. As lembranças eram muito perturbadoras, mas o que lembrava bem era de ter visto claramente teu irmão beijar os lábios de tua amada, na qual pousara em tua cama. Rosalya jamais ousou chegar perto de teu próprio quarto, onde estava tua cabeça quando decidiu ficar no de Leigh? Perguntava-se. Lysandre imaginava o que poderia ter ocorrido enquanto estava fora, exclusivamente naquele leito, cujo não tinham decência alguma em passar juntos. De tantos quartos dentro daquela mansão, aquele respondia a todas as tuas indagações.  Acertado esse ponto, só restava ver o que, por ora, iria fazer. Caminhar o resto da vida nos bulevares das cercanias não solucionaria teus infortúnios. Faria uma passeata durante o dia, a fim de conhecer melhor o local onde, provavelmente, vive a moça que conhecera anteriormente, e pela tarde voltaria à mansão.

Lysandre vagou um bom tempo pelos arredores, embora tenham grande simplicidade havia alegria desmedida, muitas vezes sem um motivo claro. Observava atentamente as árvores balançarem ao ritmo de teus alvos fios e as crianças correrem pelas ruas; fazia lembrar tua velha infância, onde não havia preocupações, responsabilidades, sentimentos não correspondidos. Frustrava-se apenas por ser mais baixo que o irmão e não conseguir balançar-se sem que alguém o empurra-se ou por tua mãe não permitir comer um doce antes do jantar. De fato, momentos singelos nos quais sentia falta. Os casais conversavam animadamente, trocando olhares sinceros, jovens rapazes falavam sobre política, senhoras tricotavam em varandas ou regavam os vasos de lírios − pequenos atos que enchiam os olhos de Lysandre de vivacidade. Desejava ter nascido ali, quem sabe teria conhecido Katrina antes. Ah, Katrina. A moça não desgrudara de teus pensamentos. O gesticular das mãos quando cantava versos estranhamente cativantes, o sentir da canção, o sorriso tímido, os negros cabelos balançando ao ritmo de tua fina cintura, decerto a mulher lhe lançara um feitiço. Desejava vê-la mais uma vez, mesmo que não diga uma palavra, apenas contempla-la já o faria um homem satisfeito.

“Não!”, bramiu exânime. Algumas pessoas o olharam assustadas, Lysandre desculpou-se e continuou a caminhada.

Não podia pensar em Katrina, pois era um rapaz comprometido. Apesar de lembrar-se constantemente da cena noite anterior, dado que é um ocorrido recente, Rosalya e Leigh não sabiam que haviam sido flagrados. Deveria fingir. Isso, fingir. Poderia esquecer que um dia aquilo ocorrera e simplesmente seguir em frente. Era o que faria. Tua mãe jamais aceitaria tal calúnia. Leigh já possuira esposa assim como ele.

Determinado, entrou numa floricultura de aparência convidativa; o frontispício detinha cores verde-mar e creme, algumas flores eram expostas em vasos multicores na calçada de paralelepípedos e outras nas vitrines, as janelas eram grandes o suficiente para enxergar todo seu interior, cujas paredes creme eram dominadas de prateleiras e mobílias de madeira de tons também claros e as luminárias refletiam nuances amareladas, dando um aspecto mais refinado ao ambiente, apesar de localizado no subúrbio. A escolha não foi meramente aleatória, uma melodia entoava em seu âmago; o tinir do instrumento de sopro seduzira os sentidos auditivos de Lysandre no qual foi enviado ao local como se levitasse sobre o chão. Compraria rosas a sua amada e propiciaria uma surpresa. Ao lado do guichê, o rapaz de olhos âmbar que cantara junto a Katrina posicionava-se em uma banqueta de madeira; distraído com seu saxofone, os olhos permaneciam fechados mesmo quando ouvira o sino tocar no momento em que o albino adentrara. Escolheu as mais belas rosas brancas, lembrando os sedosos fios de Rosalya e levou-as até a bancada onde iria pagar. O rapaz abriu os olhos, pousou seu instrumento e sumiu através da porta rente a ele. Poucos segundos depois ele retornara com a mulher dos olhos esmeralda; tua paixonite de uma noite. Teu coração disparou-se, sentiu-se ansioso, sem palavras. Esquecera até do que estava fazendo ali, se ela não tivesse dito nada.

 “Bom dia, posso ajuda-lo?”, falou Katrina. Estava vestida de maneira simples, usava uma camisa branca de babados, saia longa preta e um corset de mesma cor. Aos teus olhos, a mesma beleza que conhecera outrora, porém algo o deixava entristecido, ela parecia não se lembrar dele.

“Gostaria de pagar pelas flores.”, respondeu rapidamente. Katrina as pegou e começou a fazer uma espécie de embrulho no caule destas.

“Geralmente esta loja é frequentada por homens, o que me deixa muito feliz”, seus olhos permaneciam concentrados no embrulho bem elaborado que fazia e prosseguiu a fala: “Fico feliz com a intenção que estampam em teus olhares quando chegam aqui; pensando na amada ou em tua mãe.”, ela dá um sorriso sincero às flores, “Eu nunca recebi uma flor.”, desta vez teu olhar dá de encontro aos olhos heterocromáticos de Lysandre.

Ele não sabia ao certo o que sentia, mas era prazeroso. Fazia tempo que não era invadido por tal sentimento. Suas bochechas enrubesceram, se perguntava como uma mulher poderia encara-lo de maneira tão segura e dizer tais palavras. Fora sempre ele quem proporcionava a loucura as mulheres nas quais ele conversava, fato que fazia Rosalya se morder de ciúmes. Um murmúrio incomodo o fez tomar tua lucidez; fora o rapaz que ainda estava ao lado de Katrina. Lysandre nem notara tua presença, no entanto aproveitou a deixa para ir embora, deu as moedas à moça e virou-se para sair da pequena floricultura.

 “Por que não me diz teu nome?”, a voz de Katrina o fez parar. Ficou ali, estagnado, como se não houvesse nada mais a se fazer no teu dia. Cogitou muito no que diria, sempre tinha uma boa resposta, mas a verdade é que se encontrava confuso demais nos últimos dias. Lysandre puxou uma rosa do embrulho e a deixou em cima do balcão.

“Fique tranquila. Não sou ninguém importante.”, dito isso ele pegou delicadamente uma das mãos de Katrina e beijou as costas desta de forma afetiva. Nada mais disseram. Ele dá um ultimo sorriso e vai finalmente embora. Lysandre foi capaz de notar o olhar do rapaz que o atravessava como uma adaga que acabara de ser afiada.

O sol já estava no meio de teu curso quando chegou à mansão, na próxima vez que sairia “sem rumo” pegaria um cavalo para poupar-lhe as horas de caminhada, concluiu exausto. A mansão localizava-se entre os bosques cuja distância da cidade era significativamente extensa; o conde e a condessa não apreciavam os barulhos urbanos, por isso decidiram construir naquele espaço. Lysandre atravessou o amplo jardim florido calmamente, não queria apressar-se ao que deveria lidar lá dentro, puxou o ar puro para dentro de tuas narinas e o soltou gradativamente, observava a beleza da colossal construção cor de gelo enquanto não chegava lá. Não era um caminho tão longo, para sua infelicidade, logo estava cara a cara com a porta de mogno na qual abriu sem dificuldade, o que o fez estranhar um pouco. No hall da entrada encontrou tua mãe descendo as escadas, tua feição exprimia pura aflição, quando o viu, correu até o rapaz aliviada. Ela lhe deu um abraço forte, seguido de um olhar reprovador.

“Onde estavas com a cabeça quando saiu de casa sem avisar, Lysandre? Imaginas o quanto estive agoniada com tua falta?”, declarou a mãe. Lysandre tinha idade o suficiente para fazer o que bem entendia, porém tua mãe o tratava como se fosses um adolescente com os hormônios a flor da pele. Ele não se importava com o tratamento da mãe, sabia que ela o amava, poderia apenas inventar uma desculpa e tudo voltaria ao normal.

“Apenas fui visitar meu velho amigo Nathaniel, que precisava de minha opinião em um projeto que estas a desenvolver. Perdoe-me.”, omitiu e logo se adiantou sobre as flores, pois ela as fitava com curiosidade, “Trouxe as rosas para Rosalya. Senti sua falta e quis fazer um agrado casual.”, completou.

“Meu Lysandre de sempre!”, ela ri, “Vá atrás de tua esposa, meu querido, vá.”, Lysandre assentiu e rumou as escadarias. Subia um degrau de cada vez tentando recobrar a calma de segundos atrás, preparou um discurso enquanto voltava para mansão então só deveria dizê-lo e abraça-la como sempre fazia quando a via. Não seria tão diferente.

Defronte a porta da sala de jogos, repassou tua fala pela milésima vez e finalmente a abriu. Lá estava ela, sentada sobre a poltrona carmim, tricotando mais uma de tuas criações, teu olhar encontra o de Lysandre e ela sorri ao vê-lo com as flores em mãos, já o rapaz permanecia estático. Rosalya por tua vez, ergueu-se, abandonando teus afazeres e indo de encontro com seu amado, ela o abraça e ele corresponde sem hesitar. Os maus pensamentos foram embora, eles retrocederam as poltronas, postas frente à outra e puseram-se a tagarelar como de habitual. Imediatamente Lysandre sentiu-se feliz, era real como tudo havia voltado aos teus devidos lugares. Pensou até mesmo que tivera um sonho estranho, pena que não existia justificativas para aquilo que vira durante esses dias. Decidiu encarar tudo como uma ilusão.

Enquanto conversavam, Lysandre recordou de um verso que ouviu na noite passada e decidiu compartilhar com a amada. Ela fez uma careta de início, mas se conformou e até achou engraçado. Ficou satisfeito com a reação dela, vê-la sorrindo daquela maneira era de fato demasiadamente prazeroso. E assim continuou a cantar as melodias que estavam acostumados. Aquela ainda era sua Rosalya. Sim, sua e de mais ninguém. A imagem de Katrina desapareceu-se rapidamente, tornando-se um simples fruto de tua imaginação poética. Um dia ainda escreveria sobre ela, não tinha como negar o efeito que tinha sobre ele, era merecedora de versos a tua altura. Uma mulher capaz de fazê-lo esquecer teu amor maior por Rosalya devia ter um pequeno reconhecimento, pois era extraordinário.

“Lys, preciso lhe dizer algumas coisas.”, Rosalya declarou seriamente, arrancando-o de teus devaneios bruscamente. Aquela pequena frase fez surtir um estado de pânico total em Lysandre. Então és verdade que o irmão e a amada vão permanecer juntos? Que estas apenas a sonhar o momento que permanecem juntos, um amando ao outro?

O silencio pode parecer contemplativo para aqueles de coração leve, alma fugitiva de aterramento, emoções correspondidas de amor; para Lysandre o castigo de teu sossego passageiro, tuas noites mal dormidas e as atitudes que tomara até agora. Neste momento, os segundos se faz maiores do que parecem. Neste momento, Lysandre torna-se um homem buliçoso e inseguro. E neste momento, só deseja voltar para tua utopia naquele vulgar cabaré.


Notas Finais


Perdoem por mais um capítulo tedioso, mas a Tia-san não consegue fazer um epílogo em apenas um capítulo... Juro que ficará melhor daqui para frente! Estou aberta a sugestões e criticas, nas quais tenho certeza que me ajudarão muito, além do apoio de vcs :3
É isso, espero que tenham gostado! Um beijão da Tia MidnightMiss!


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