História The Call Of Insanity - Capítulo 43


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Categorias Metallica
Tags Metallica
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Palavras 1.172
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 43 - Turning The Page


Fanfic / Fanfiction The Call Of Insanity - Capítulo 43 - Turning The Page

“Nossa atitude insincera perante à morte torna a vida insípida e vazia” - Sigmund Freud.

POV Kirk

Muito pouco se falava a respeito do acontecido. Não por indiferença nem por falta de solidariedade, mas devido à dor que aquele assunto acarretava. Um tipo de dor diferente para cada indivíduo distinto, seja de maneira explícita ou não.

Jade havia voltado a morar em São Francisco, porém ninguém mais a via. Raramente era possível vê-la na porta de casa por alguns poucos minutos fumando um cigarro. No entanto, nenhum de nós tinha a coragem de dirigir a palavra a ela. Medo da rejeição? Talvez, Entretanto acho que nós apenas estávamos respeitando o seu momento de luto.  

James, por sua vez, estava cada vez mais dependente da bebida. Era impossível tocar nesse assunto perto dele, muito menos pronunciar o nome de Jade. Acredito que o seu luto não seja devido à morte de Tracy, apesar de ter sido um trágico episódio. Para mim, os sentimentos de James eram devido ao seu harmonioso encontro com Jade e a chance de concertar os maus entendidos que haviam sido tirados dele. Querendo ou não, aquela noite deu-lhe a esperança de reatar algum tipo de relacionamento saudável com ela, mesmo que ele negue arduamente.

Já Cliff ficava pelos cantos solitário e tristonho com o seu baseado e baixo. Ao contrário de James, não se irritava ao ouvir o nome de Jade. Na verdade, em muitas noites eu, ele e Lars ficávamos sentados no sofá nos lembrando de bons momentos que passamos com ela e como sentíamos sua falta.

Periodicamente, encontrava Will pelos arredores do bairro que me contava com emoção e empolgação sobre o seu novo emprego como promotor de shows. Porém, era só perguntar sobre Jade que o seu sorriso sumia e deve surgia um olhar preocupado e distante;

-Sabe como é... ela não quer mais sair de casa. – ele dizia mexendo nos cabelos e desviando o olhar.

A cada dia que se passava eu desejava mais e mais ter a coragem de ir a até a sua casa e ver como ela estava. Eu queria apenas ouvir a sua doce voz rouca por causa do habito de fumar, contar a ela sobre os nossos novos planos para banda, dividir com ela novas músicas que havia descoberto e quem sabe talvez escutar o seu desabafo e ser o seu ombro amigo para chorar.

Por algum motivo eu me sentia o mediador daquela situação. Talvez porque eu e Jade nunca havíamos nos envolvidos romanticamente. Ou talvez o motivo seja que, entre nós quatro, eu era aquele que melhor sabia controlar os meus sentimentos e me manter sereno em meio a um momento ruim. De qualquer forma, eu precisava agir.  

Em algum momento logo após o sol se por, e após algumas cervejas, decidi ir até a casa de Jade. Como desculpa para ir até lá, resolvi que iria convidá-la para um de nossos shows aqui mesmo em São Francisco. Aproximei-me da porta de entrada e, após um longo suspiro, apertei a campainha.  

-Quem é? –escutei a sua voz berrar e logo me arrependi de ter tomado essa decisão.

-É.. o Kirk –disse meio tremulo e torcendo para que ela atendesse a porta.

Um minuto de silêncio tomou conta. Talvez ela estivesse apenas surpresa com a minha visita, ou corria o risco de tê-la irritado e ser ignorado completamente.

Engoli a seco e, percebendo que ela não iria abrir a porta, me virei e comecei a descer os poucos degraus que davam para a fachada da rua. Poucos segundos após o meu ato de partida ouvi o barulho do ranger da maçaneta;

-Kirk? –ela disse me fazendo virar a cabeça rapidamente –o que faz aqui?

Eu subi novamente o único degrau que já havia descido e me aproximei de forma tímida para ela. Ela parecia que não dormia há dias. Tinha grandes olheiras, cabelos desgrenhados, roupas largadas e, é claro, um cigarro na mão. No entanto, apesar disso tudo, a sua beleza ainda estava lá.

-Bem, eu só queria saber como você estava. Você sabe... é o que os amigos fazem... não é? – falei receoso ao aguardar a sua resposta de maneira impaciente.

Ela sorriu. Não era um sorriso de felicidade plena, mas um sorriso sincero e singelo, como se significasse um ‘’obrigada’’.

-Entre, por favor.

Naquele momento toda a minha ansiedade e calafrios haviam passado. Ao entrar naquela casa  bagunçada com cheiro de cigarro e perfume feminino me senti pleno. Sentei-me no sofá perto à uma pilha de discos antigos. Antes mesmo que ela pudesse abrir a boca eu me pronunciei;

-Eu estava doido para te ver... quer dizer... você faz muita falta, sabe?

Ela se sentou ao meu lado, apagou o cigarro e o colocou sobre a mesa.

-É. Eu sinto falta de você também.

-Olha, eu estava pensando... quer ir ao nosso show? Eu sei que você não está muito no clima de sair, mas talvez seja bom para você, sabe?

Espantosamente ela não recusou. Acho que ela também sabia que precisava voltar à sua vida normal, a encontrar os amigos e a se divertir.

Ficamos ali horas conversando sobre nada e tudo ao mesmo tempo. Ela me contava histórias hilárias sobre Will em seu novo emprego e eu lhe mostrava milhões de músicas novas. Aquilo me fez tão bem, imagino que ainda mais a ela.

Já eram por voltar de onze horas quando percebi que precisava voltar para casa.

-Eu espero você amanhã na primeira fila então! –disse enquanto a abraçava.

Ela apenas sorriu e abanou a cabeça fazendo que sim.

Minutos depois, ao chegar em casa, vi que Cliff estava sentado na cozinha sozinho olhando vidrado pela janela.

-Tá doidão, é? –falei dando um tapinha nas suas costas que logo o tirou do transe que ele se encontrava anteriormente.

-Onde é que você estava? Eu fiquei te esperando para ir comprar comida, mas você havia sumido! –Ele falou esfregando os olhos vermelhos.

-Eu estava com a Jade –falei com naturalidade e logo pude ver o espanto em seu rosto.

-Espera, aquela Jade? –ele parecia não acreditar no que eu havia falado.

-Eu não conheço mais nenhuma outra, e você? –falei ao abrir a geladeira –cadê o James e o Lars?

-Como assim você foi falar com ela? –ele falou ainda surpreso desprezando a minha pergunta.

-Qual é a dificuldade de entender? Eu fui até a casa dela ver se ela estava bem, afinal somos amigos, não? –me virei impaciente –e, novamente, onde estão James e Lars?

-Foram ao mercado –disse Cliff com um tom de indiferença –e... como ela está? –falou receoso e ansioso ao mesmo tempo.

-Ela me parece bem abatida, mas acho que está melhorando. Ah! E ela vai no nosso show de amanhã.

-Como? – ele quase pulou da cadeira.

-Qual o problema?

-Para mim nenhum... mas como é que você vai contar para o James?

Naquele momento senti um calafrio e engoli a seco. Havia me esquecido desse pequeno detalhe. Mal pude responder Cliff quando escutei a porta de entrada se abrir.


Notas Finais


OLHA QUEM VOLTOUUUUUUUU
Primeiro de tudo eu gostaria de me desculpar por ter sumido por mais de um ano.
A real é que eu tive um ano muuuuitooo corrido devido ao vestibular e algumas questões pessoais.
Mas enfim, eu me sentia na obrigação de terminar essa história pelo simples motivo de ter a sensação de dever cumprido.
Eu nem sei se alguém mais se interessa por essa história, mas de qualquer forma vou terminá-la.
Espero que gostem!


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