História The Calling - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Armin, Castiel, Dajan, Iris, Kentin
Tags Castiel, Kensie, Rosie, Rosiel
Visualizações 65
Palavras 2.721
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi genty! Como estão? Capitulo tretozinho, eu espero que vocês gostem! Nos vemos nas notas finais!

Capítulo 7 - Time Is Running Out



Estação de Eski - 1:45 PM
POV - Kentin Harris

 

Conforme a caixa metálica se aproximava do topo daquela montanha, sentia meu coração acelerar e meu estômago gelar. Eu estava claramente ansioso. É até engraçado pensar nisso agora, dentro de alguns minutos eu irei encará-la e como será que ela irá reagir.  Pf, como se eu não soubesse. É claro que eu sei. Eu a conheço melhor do que ninguém. Ela certamente ficará na defensiva.

 

Reviro meus olhos ao pensar isso e me ajeito no banco gelado da cabine do teleférico.

 

Rosie é muito teimosa, mas eu sei que esta aqui porque realmente acredita que fara alguma diferença. Mas já passou seis meses e os ors próprios policiais decidiram que era melhor fechar o caso então, porque ela insiste nessa ideia? Para que ficar se torturando? Nos últimos meses, eu percebi que ela andava dividida. Até pensei que ela, em algum ponto, tinha resolvido seguir em frente… mas é claro que eu estava enganado, afinal, as coisas nunca saem como gostaríamos. Nunca saem nem nunca são.

 

Suspirei fundo e quando a cabine chegou até o ponto B, fechei os olhos e cerrei os pulsos, em uma tentativa inútil de me preparar para encará-la. Para encarar os olhos verdes e cheios de determinação da minha melhor amiga.

 

[...]

 

Rosemary O’Connor - Estação de Eski , ponto B

Alguns minutos atrás.

 

— Você está indo muito bem! Vamos lá, impulsione seu corpo para frente e … - ouvindo isso e tentando, mais uma vez seguir suas instruções, minutos depois, me vi comendo neve. Mais neve.

Gospi o emaranhado de cristais de gelo, tentando esfregar minha boca com as costas das mãos, exprimindo uma careta mau humorada.

— Desse jeito eu nem vou precisar me preocupar com a janta. Já comi tanta neve que estou ficando cheia…

— Hahaha, você está indo bem, não se preocupe. Esta é o que? A sua quarta queda?
— Quinta. - corrigi seca.

— Quinta? Eu nem percebi. - Boris tentou disfarçar. Mas ele tinha percebido sim, só que estava tentando ser gentil e além disso, era péssimo mentiroso. Puxei meu celular do bolso e olhei a hora: quase duas e Alexy ainda não retornou. Será que alguma coisa aconteceu com ele ou seu irmão? Afinal, o monitor ficaria por ali até as 2h e até agora, nem sinal dos gêmeos… Não que isso fosse da minha conta, de qualquer forma.

Guardei o celular no bolso e ainda de quatro sobre a neve, virei meu rosto para encarar Boris, que retribuiu com um sorriso sem jeito.

Vamos continuar? - o instrutor me perguntou timidamente. E eu só sorri e assenti positivamente. Já era quase 2 horas e logo as aulas chegariam ao fim. No fim, acabei tendo aulas particulares, visto que os outros dois amigos de Alexy já sabiam esquiar e inclusive, já haviam descido a rampa congelada que constituía a trilha dali. Suspirei. A última coisa que eu queria era ser o centro das atenções, planejava ficar no meu canto, aproveitando que eu não era a única ali aprendo a esquiar para poder investigar…é... Not today, Rosie. Not today.

 

De repente, ouvi um barulho vindo do teleférico e tanto eu quanto Boris nos viramos para ver quem estava chegando. Acabei me erguendo e fiquei muda. Não era Alexy nem Armin que estavam chegando, mas sim Kentin.

 

Eu o encarei e, automaticamente, um meio sorriso se formou em meio lábios pelo rosto familiar. Porém, ele rapidamente se desfez quando lembrei do porquê de ele estar aqui e desviando o olhar para a neve no chão, suspirei. Já me preparando para os possíveis sermões que estariam por vir.

 

POV - Kentin Harris

 

Meu coração parecia sambar dentro da minha caixa torácica. E quando meus olhos encontraram os de Rosie eu sorri. Sorri em resposta ao sorriso que ela havia me dado logo que nossos olhos se encontraram. Porém, o sorriso dela logo se desfez e eu, que por alguns segundos, tinha me esquecido do real motivo de eu estar aqui, de súbito, me lembrei e também desviando o olhar, soltei um pigarro. Porque eu achei que fazendo isso, de alguma forma, eu fosse voltar a “realidade” e também porque eu queria garantir que ela me notaria e não iria ficar bancando a desconhecida. Sem joguinhos, desta vez.

— Ora, ora, não sabia que você também gostava de esquiar. - Rosie começou, e eu já podia sentir de longe que ela estava querendo brincar.

— Digo o mesmo. Será que o seu avião para o Texas errou o percurso? O mais esquisito é que você parece não ter se importando com a mudança radical de cenário. - sorri, enquanto me aproximava e o monitor estendia uma das mãos para que eu o comprimentace.

— Pois é. Digamos que eu mudei de ideia no meio do caminho… Precisa de um lugar para esfriar a cabeça, rs. - a morena ironizou e eu não pude deixar de revirar os olhos por causa da sua piadinha e balançar a cabeça negativamente.

— Mas me diz, o que veio fazer aqui? Esquiar ou apenas curtir a paisagem? - Ela falava sem me encarar, fingindo estar limpando seus equipamentos.

— Você sabe porque eu estou aqui. - falei serio.

— Sei é? - ela parou o que estava fazendo para me encarar. Não estava sorrindo, estava séria, estava determinada. E eu sabia pelo seu olhar que ela estava pronta para me mandar a merda a qualquer instante, se fosse necessário. Engoli em seco.

— Eu vim te buscar. - falei simplesmente.

Pff. - Rosie soltou uma risadinha soprada. — Quem é você? Meu pai?

— Rosie, você sabe que não há nada para você aqui. Porque ficar insistindo, é perda de tempo e…

— É mesmo? E no entanto, aqui esta você. Deveria voltar o mais rápido possível então, assim poderá aproveitar o SEU tempo, de uma forma melhor.

— A policia já disse que…

— Eu sei o que a polícia disse. O que a equipe de busca e até mesmo os jornais disseram sobre o caso. E dai? Eu não pedi para que você viesse atrás de mim, quem decidiu isso sozinho foi você. E se quer voltar, vá. Mas eu vou ficar.

— Não vou voltar sem você. - falei sério. Estava me controlando para não me deixar abalar por suas frases ríspidas.

— Uma pena para você, então, porque eu não vou ir embora até terminar o que vim fazer aqui. - ela falou, erguendo-se de repente para me encarar com o queixo erguido, enquanto seus equipamentos estavam jogados aos seus pés.

— Rosie…

— Kentin, eu preciso fazer isso! Entendeu?? Eu pre-ci-so. - falou pontuando a última palavra e a essa altura, eu já estava sentindo que minha armadura de serenidade estava se esvaindo. Porra, porque ela precisava ser assim, tão teimosa? — Olha, é melhor ir emb...

— Já disse que não volto sem você. - e apertei meu punho, já ficando irritado com aquela situação. — Eu só queria entender porque você não aceita… porque precisa ficar se torturando…- virei o rosto para o lado,não querendo encará-la.

— Sim, você esta certo. Você não entende… não entenderia. - falava olhando sem jeito para o instrutor, que agora estava parado sem saber o que fazer. Acabou por dizer que iria nos deixar a sós e saiu para entrar na pequena cabana que havia por lá.

Percebendo que estávamos só eu e ela no topo daquela merda, Rosie soltou um suspiro longo e falou:

— Kentin… eu juro que eu não estou louca ou sendo obsessiva como você provavelmente deve estar pensando... mas… acontece que…- ela falava pausada, como se estivesse ponderando se deveria ou não me dizer o que estava prestes a dizer.— Castiel me ligou e ele...

— Como é que é? - soltei uma risada em escárnio, a interrompendo. — Depois de seis meses, o Castiel, que desapareceu sem deixar pista algum, te ligou? Você só pode estar  brincando comigo…

— Viu só! É por isso que eu não te disse nada! Eu sabia que não deveria… aff, quer saber, vai embora! Você não é meu pai, não é meu irmão, vai! Eu não quero você aqui, eu não preciso de você aqui! Eu vou resolver tudo sozinha e você não precisa se preocupar comigo. - ela gritava irritada, enquanto juntava todos os seus equipamentos, desajeitadamente. Eu não sabia o que dizer, permaneci mudo, a ouvindo praguejar. — Eu não vou ficar aqui para você ficar me encarando com essa cara de pamonha sem dizer nada, achando que eu estou ficando maluca! Eu não estou! ok? Ele me ligou, ele precisa de mim e eu não vou voltar até encontrá-lo! Esta perdendo seu tempo. - dizia enquanto enfiava as botas no snowboard.

— Rosie espera ai… vamos conversar. - tomei coragem para proferir.

— NÃO! Já falamos o suficiente. Claramente não iremos chegar a lugar nenhum aqui…

— Mas isso é loucura… ninguém iria sobreviver por tanto tempo…

— Eu não quero saber! Já chega, ok? Veio até aqui me buscar? Bem, já sabe minha resposta! Pode ir embora e quanto a mim? Não se preocupe comigo. Eu já estou bem grandinha, já não somos mais crianças! Não preciso que você fique cuidando de mim o tempo todo como sempre fez… bancando o irmão mais velho, eu já posso fazer isso eu mesma.

 

E dizendo isso, ela se virou e se inclinando em direção a descida da rampa, se impulsionou e desceu. Eu não sabia esquiar e o instrutor não estava junto, visto que se ausentou por achar que estava atrapalhando, então, tudo o que eu pude fazer foi, ainda de boca aberta, correr até a ponta e observá-la se afastar de forma desajeitada e em alta velocidade, enquanto a prancha de madeira deslizava sobre a neve compactada, no percurso.

Mas que merda que eu fiz?

 

POV - Rosemary O’Connor

 

Eu estava com raiva.Na verdade, eu ainda estou.

Quem ele pensa que é? Somos amigos, mas ele não pode vir aqui e achar que vai decidir por mim o que é ou não melhor para mim. E pensar que eu fiquei feliz por ver um rosto conhecido… tola. Era obvio que Kentin jamais entenderia… é claro que ele seria contra. Eu já sabia desde o início… e no entanto, um parte de mim realmente pensou, por alguns segundos, que ele poderia vir até aqui me apoiar… Idiota! Egoísta!

Ou talvez eu seja a egoísta? Mas quem liga? Eu não pedi para que ele viesse até aqui… eu não pedi por nada disso, porra!

Desci a montanha por impulso. Desajeitada e quase sem equilíbrio, no entanto, queria fugir dali o mais rápido possível. Queria terminar de uma vez aquela discussão que não nos levaria a lugar algum. Ouvir que Castiel estava morto e que eu estava louca me feriu de mais… porque eu mesma às vezes me pego questionando a veracidade dos fatos a que estou inserida… mas a ligação… está lá, no meu celular! Ele precisa de mim!

Sentia o vento cortando meu rosto conforme a velocidade aumentava, enquanto as lágrimas que brotavam dos meus olhos iam escorrendo em direção as minhas orelhas, geladas e salgadas. Eu tentava me manter focada para não cair e de certa forma, isso me ajudava a, por pelo menos alguns instantes, ignorar os pensamentos da discussão, que claramente, havia me abalado mais do que eu imaginei que poderia afetar.

E se ele estivesse certo? E se tudo isso não passasse de loucura minha?

As árvores ao meu redor iam passando em vultos rápidos, conforme eu ia descendo pela trilha, quando, de repente, eu vi uma sombra de algo ou alguém correr para se esconder atrás de uma árvore e por causa disso, acabei me atrapalhando, perdendo o equilíbrio e tropeçando em meus próprios pés, que estavam encaixados no snowboard.

Mas que merda é essa? - pensei rapidamente, mas sem tempo de me estender, pois não consegui impedir minha queda e em poucos segundos, comecei a rolar em alta velocidade, indo em direção a superfície congelada e coberta de pedras, ao redor do lago Tahoe. Tentava de todas as maneiras possíveis me agarrar a algum galho ou qualquer outra coisa pelo caminho da descida, para assim, impedir que eu chegasse lá em baixo de qualquer jeito mas não consegui. E sem sucesso, fui vendo o cenário ao meu redor girar comigo, a medida que eu ia me aproximando da superfície plana do lago.

 

Senti minha cabeça colidir contra algo rígido e minhas costas bateram com força, contra pequenas rochas, que estavam congeladas junto do lago.  A dor era lancinante e uma ardência percorreu meu corpo todo. Fiquei zonza e tudo começou a embaçar. As últimas coisas de que me lembro é da voz de Kentin, que gritava meu nome de longe.

 

— Ken...tin… - sussurrei com dificuldade. E depois, tudo ficou embaçado, o ambiente ao meu redor perdendo o foco, escurecendo mais e mais a cada piscadela, que eu dava com dificuldade. Continuei ouvindo os berros desesperados de Kentin até que tudo ficou silencioso e então eu já não via nem ouvia mais nada.

 

[...]

 

Já era noite quando eu acordei, de repente. A cabana estava vazia e silenciosa. Onde estavam todos? Kentin? Levantei-me sem dificuldade e por alguns instantes, cogitei que o acidente tivesse sido um sonho. Segui para a sala, estava tudo escuro e o disjuntor não estava funcionando. Um vento gelado invadia o cômodo e assoviava, quase como num uivo lá fora. As janelas de vidro tremilicavam, como o resto da construção toda que parecia estar passando tanto frio quanto eu sentia, naquele momento. Me abracei na tentativa inútil de me aquecer e comecei a caminhar pela cabana, procurando uma vela ou algo para acender a lareira, que também estava apagada.

 

De repente, uma música começou a tocar e logo reconheci ser o toque do meu celular, que vibrava insistentemente. Me guiei pelo som até o banheiro, onde o aparelho encontrava-se sobre a pilha e atendi, meio receosa. O que ele estava fazendo aqui?

 

— alou? - pronunciei insegura. E do outro lado da linha, um chiado familiar soava. Engoli em seco. — Alou? - repeti e os chiados foram diminuindo, até que eu consegui ouvir uma respiração pesada do outro lado da linha. Meu coração disparou, instantaneamente.

— Castiel? É você?

E a respiração pesada continuava. Era quase como um arfar.

— Castiel? Castiel, por favor, fala alguma coisa! - eu gritava, segurando o aparelho com força, contra minha orelha.

Ro...sie…

— Meu deus, Castiel, me fala onde você está! Castiel?

… eu sinto... frio... não …

— Onde você está, me fala onde? Como é ai? Castiel?

O tempo esta acabando… eu…

 

Arregalei meus olhos, parecia até que eles iriam soltar para fora. Gritei novamente para que ele dissesse onde estava, ou qualquer coisa que pudesse me indicar uma direção, mas a ligação caiu.

Não! Merda… não, não! - eu repetia, enquanto as lágrimas brotavam dos meus olhos. Eu me sentia impotente, sem saber para onde correr. Para onde eu deveria ir… “o tempo está acabando”.

 

Meu coração batia acelerado, tão rápido que meu peito começou a doer e comecei a sentir falta de ar. A ansiedade me fazendo sentir as pernas fraquejarem. Coloquei o celular contra meu peito e olhei rapidamente ao redor, em busca de algo quente, mas nada havia. Minha respiração começou a falhar cada vez mais, e levei uma das minhas mãos ao meu peito, pressionando-o como se isso fosse aliviar a dor. Eu não sabia o que fazer, estava sozinha, estava tudo escuro e o vento uivando lá fora indicava que estava nevando. Mas o “tempo está acabando” e sem pensar direito, fui em direção a porta, com certa dificuldade. As pernas falhando e a respiração ficando cada vez mais falha. Comecei a ficar tonta, minha visão se tornando turva a cada passo que eu dava em direção a porta de entrada.

“O tempo esta acabando.” - a frase ia se repetindo como num loop, na minha cabeça.

Mais um passo e eu caí, de joelhos. Colocando as duas mãos no chão e encarando as tábuas de madeira escura do chão. Tudo estava ficando turvo, escuro. Eu iria desmaiar a qualquer instante.

“O tempo esta acabando”.

— Não… - eu sussurrei com dificuldade. — n..não…

Senti meu corpo todo adormecer e minha visão escureceu de vez. Acabei desmaiando novamente e antes que minha consciência se esvaísse por completo, a voz na minha cabeça continuou repetindo:

 

“O tempo esta acabando, Rosie. E você não fez nada.”



 


Notas Finais


E aiii? O que acharam? Quem vocês acham q ela viu no meio das arvores? E essa ligação na finaleira? E a briga com o Kentinho? Sempre trago perguntas e respostas que é bom, nao POIDPOFIOPD ms prometo q logo logo a nossa historia vai tomar um novo rumo! Não deixem de me dizer o que acharam!<3333


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