História The Challenge - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Black Veil Brides (BVB)
Personagens Andrew "Andy" Biersack
Tags Andy Six, Arlandrie, Bvb
Exibições 137
Palavras 1.329
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Famí­lia, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


61 FAVORITOS! OBRIGADA MESMO, SUAS GATAS <3

Dedicado especialmente às senhoritas @PoxaBiersack @LucySimms e a novíssima leitora @Panda_Biersack_, por comentarem e fazerem meu dia feliz <3

Capítulo 19 - New Things


         Point Of View Andrew Biersack

 

Aula do Holtz. Puta merda.

 

Entrei na sala, resmungando entre goles de café meio frio e sem açúcar da cafeteria do lado da escola. Não éramos liberados para sair durante o período de aulas, mas, bom, nem só de obediência vive o mundo, né? 

 

Afundei ao lado de Sammi, que, inexplicavelmente, consegue ter bom humor à essa hora da manhã. Sério. É plena terceira aula e ela tá saltitando na cadeira, esfregando as mãos enquanto olha pra mim em expectativa. Qual é o segredo dela? Joguei a mochila sobre a mesa, esfregando o olho esquerdo com as costas da mão.

 

- Bom dia - Resmunguei, piscando algumas vezes.

 

- Booom dia! - Começou, a voz levemente elevada (aparentemente, o mais baixo que ela consegue) e alegre. Seus olhos continuaram em cima de mim, piscando esperançosos.

 

Suspirei.

 

- Manda a bomba.

 

- O que aconteceu no pátio hoje cedo? E os outros dias? Abre o jogo, Biersack, o que tá acontecendo entre você e a ArlyDoll? Não me olhe assim! Tipo, todos nós sabemos. Tá rolando alguma coisa entre vocês!

 

Olhei em volta, desconfortável. As mesas dispostas no laboratório de biologia eram altas como no de química, e, ao todo, éramos dezenove alunos, divididos em três fileiras de três mesas duplas cada. As duplas eram afastadas umas das outras por um metro, de lado e de frente, o que me relaxou um pouco.

 

- Cala a boca, Sam. Não tem nada rolando. - Falei, baixo, revirando os olhos.

 

- Fala sério, Andy. - Foi a vez dela revirar os olhos, e, baixando a voz de um modo que apenas nós pudéssemos ouvir, continuou. - Vocês se conheceram semana passada, e terça ela está em sua casa, e vocês estão conversando profundamente, lado à lado, e então, quando Jake a leva para casa, você fica meio nervoso pelo resto da noite. E ainda, terça dessa semana, você a espera na porta da sala, para então levá-la para sua casa. E então, hoje de manhã, quando nos reunimos e Jake a abraça, você fica incomodado, e quando ele a traz para o grupo, você fica vermelho e os garotos agem estranho, e ela fica meio vermelha ao TE ver. Eu até entendo o lance da BVB, mas tudo isso aconteceu antes do Jake abrir o bico!

 

- Tá. - Revirei os olhos de novo. - Ela é gata e nova no pedaço. Loira, bom gosto musical e quieta. - Dei de ombros. - Foda-se, brincar um pouco com ela não vai cair mal, na real. Foi assim com Juliet, e nós estamos bem, não é?

 

Sammi era o tipo de garota que, se eu tentasse algum dia ver como algo a mais que amiga, seria irmã. Éramos amigos há tanto tempo, com uma intimidade tão grande, que o tema "sexo" era fodidamente natural para nós. Ela sabia das garotas que eu pegava, eu sabia dos caras com quem ela saiu e nós já discutimos fantasias sexuais e coisas do gênero. Não era só porque ela gostara de Arlandrie há dois dias que eu não seria sincero com ela.

 

- Juliet é uma versão com peitos de você. Ela gosta de você como um grande amigo, e não tem problemas em transar com você se isso parecer divertido. Mas, Andy... - Ela hesitou, baixando o tom de voz novamente, para um quase sussurro. - A Arly é diferente. Faça o que quiser com ela, eu não vou me meter, mas... não a machuque. Ela é diferente das outras, e eu não quero perder uma potencial-grande-amiga porque meu melhor amigo fodeu com ela.

 

- Fica tranquila, Sam. Não vou foder sua amizade. 

 

Antes que pudéssemos continuar à falar, Holtz, que havia sentado em sua cadeira, levantou e começou à gritar. 

 

- PRESTEM ATENÇÃO AGORA. - Resmungamos em conjunto. O cara era um filha da puta, apesar da maioria de nós o amarmos. Era o tipo de cretino filha da puta arrogante o suficiente para ser meio cômico. - Todos os que estiverem na carteira à direita pulem um banco para a frente. Os que estiverem na primeira, pulem para a última.

 

- Boa sorte, garanhão. - Sammi sorriu, desviando o olhar da última cadeira.

 

- Você também, gatinha. - Pisquei para ela, enquanto Jinxx tomava meu lugar. O rolo dos dois já havia sido esclarecido para mim há algum tempo. Ela iria gostar da aula de hoje, mesmo que fosse uma detalhada explicação sobre mitocôndrias.

 

Agarrei meu copo de café, agora quase gelado, jogando a mochila nas costas, passando por Jake antes de chegar ao fundo da sala, onde sentei, meio largado, ao lado de Arlandrie, que parecia meio entediada enquanto anotava o cabeçalho do caderno. 

 

- O antigo companheiro de vocês... Deixem-me advinhar: eram alguém com quem se sentem confortáveis, alguém que vocês sabem trabalhar. -  Murmúrios de concordância - Isso vai atrapalhar na atividade à seguir. Vocês precisam da falta de intimidade, do desconforto, do novo. Todos vocês, virem-se para suas duplas. Provavelmente, já se conhecem de outras aulas, ou dos anos que passaram juntos. Esqueçam isso. A pessoa diante de vocês é nova, e vocês não fazem idéia de quem seja. Façam uma descrição dessa pessoa, de sua aparência. Não conversem e não encostem uns nos outros. Escrevam sobre a experiência, sobre o que sentiram.

 

Virei a cadeira para o lado, me sentando novamente e, apoiando o caderno nos joelhos, fitei-a. Apagar conceitos já concebidos era algo meio difícil.

 

Arlandrie virou-se na cadeira, as coxas pressionadas contra o encosto da cadeira e o caderno sobre a mesa. 

 

Me forcei à esquecer quem ela era, ou o que fazia e até mesmo aquele sonho. Olhei para Arly  como a desconhecida que ela quase era.

 

O que vi foi uma garota linda. Do tipo, linda mesmo. A garota pálida, com cabelo louro-quase-branco e pontas arco-íris, me olhava através dos olhos liláses, um universo inteiro pontilhado com prata. A blusa vermelha, de um tecido macio que talvez fosse veludo, agarrava-se à sua pele, com furos intencionais no ombros que revelavam apenas outra blusa branca. A calça-jeans escura começava de onde a blusa terminou, e delineava as pernas de um jeito que, francamente, me deu vontade de acompanhar a linha infinita de suas pernas longas, apenas para acabar em AllStars pretos de couro.

Os seios eram terrivelmente proporcionais à seu corpo, grandes de modo à serem interessantes e pequenos de modo que não ficaria vulgar ela sair sem sutiã... dolorosamente sexy. Balancei a cabeça, desviando os olhos de seu peito, apenas para encontrar seu olhar logo em seguida. 

Uma conversa não-verbal passou entre nossos olhares. A resposta imediata de seus olhos fez com que a pele de minhas costas se arrepiasse. Um novo olhar marcou seus traços, e então uma estranha satisfação me tomou ao vê-la cruzar as pernas, apertando as coxas entre si. Antes que eu pudesse pensar sobre isso, sorri para ela. Um daqueles sorrisos que você só dá para aquela menina que você quer pegarsabe?

E então algo inexplicável aconteceu.

Ela sorriu de volta. Um sorriso pequeno, um mero curvar de lábios, que combinou tão perfeitamente com o olhar em seu rosto que foi quase doloroso.

A sensação nova me tomou de um jeito esquisito, e eu não sabia muito bem como lidar com isso. Voltei o olhar para o caderno, adicionando detalhes à forma básica de Arlandrie, já em sua forma básica esboçada no caderno. Escrever sobre o que eu vira tomaria um rumo pornográfico demais para ser decente em uma aula de ensino médio. Um desenho de como ela me parecia naquele momento era o melhor jeito de simplesmente fazer a lição. 

E então o sinal tocou, e eu joguei o material na mochila enquanto me levantava. Holtz gritou os últimos comandos, e eu? Eu saí da sala, rumando o fodido banheiro de deficientes. 

Se eu realmente tivesse que ficar naquele lugar até as três da tarde, era melhor me livrar de... certas coisas.

              

 

 


Notas Finais


         Então, garotas...
Tenho sessenta e uma leitoras, e o número de comentários é de dois-três à capítulo. Pessoal... isso é meio chateante.
A meta de comentários para que o próximo capítulo seja postado é de pelo menos sete. Sério, gente, eu preciso saber o que vocês pensam, e escrever tudo no escuro é realmente difícil. Você não sabe se foi bem, se foi mal, se precisa de melhoras, se a história está atendendo as expectativas... Só... por favor.

BVBeijos. <3


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