História The Challenge - Capítulo 34


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Categorias Black Veil Brides (BVB)
Personagens Andrew "Andy" Biersack
Tags Andy Six, Arlandrie, Bvb
Exibições 135
Palavras 1.896
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Famí­lia, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Essa da foto é a Arly ❤ Mas o cabelo dela vai até o topo das coxas e tem as famosas pontas coloridas.

Capítulo 34 - The Biersack Family


Fanfic / Fanfiction The Challenge - Capítulo 34 - The Biersack Family

Point Of View Arlandrie Chamberlain

 

Entrar com Andy em sua casa ainda era estranhamente íntimo, mas, depois do cara sexy de quase dois metros deitado na grama com um dedo na boca, enroladinho de frio, ser arrastado por você para dentro do próprio quarto, onde coisas estranhas aconteceram, é difícil definir o que é invasão de intimidade com muita clareza.

A luminosidade da ampla cozinha dos Biersack me feria os olhos. Não apenas no sentido da claridade natural após um quarto escuro: meus olhos ardiam e lacrimejavam, tornando difícil a visão. Esfreguei os nós dos dedos nos olhos fechados, tentando conter a umidade, e, como resultado, ganhando apenas mais lágrimas. Maravilha.

Pelo que pude ver através dos olhos semiabertos, a mesma mulher gordinha de terça à noite estava agora caminhando entre a bancada - a mesma na qual Andy e eu comemos o sanduíche - e o fogão. Sentado na cabeceira da bancada, estava um homem que julguei ser seu marido, pela linguagem corporal de ambos. Um cheiro doce misturado à café preenchia o ambiente.

- Bom dia, mom.- Andy murmurou, a abraçando por trás e depositando um beijo no topo de sua cabeça, antes de solta-la e ir até o homem, beijando sua bochecha - Bom dia, pai.

- E quem é sua amiga? Pegue um prato para ela, está tão magra que de frente parece estar de lado, e de lado parece ter ido embora. - A mãe de Andy, que eu desconfiava ter sido apresentada sob um nome no começo da semana, respondeu amavelmente.

- Essa é a Arly, você a conheceu na terça, quando a galera veio. Quando você foi levar comida, ela já estava indo pra casa. - Ele explicou, fazendo alguma coisa no balcão, de costas para mim. - Nós a convidamos para o show de ontem, e zoamos um pouco na balada depois. Eu tava bêbado demais pra levar ela pra casa, então achamos mais seguro ela dormir aqui.

- Oh, você é a menina de terça? - A senhora virou-se para mim, parecendo animada. - Chris, veja! É a menina linda de quem te falei, a que Lilly contou que é a nova amiga de Sammi!

O homem ergueu os olhos da revista que lia, olhando a esposa por alguns segundos em busca de orientação antes de olhar para mim. Ele desviou os olhos, e então os voltou rapidamente, parecendo se dar conta de algo.

- Oh, sim. Seja bem vinda ao café da manhã dos Biersack, menina, Lilly falou muito bem de você. - Seus olhos passearam mais um pouco em meu rosto vermelho de vergonha, bem humorados. Pareciam caçar algo em minha face. - Sente-se, menina.

Andy, do outro lado da cozinha, apenas baixou a cabeça, e então começou à revirar a geladeira e mexer nos armários. Segui a orientação de seu pai, atravessando a cozinha em passos cautelosos, tentando enxergar o caminho. Deuses, como meus olhos doíam!

Antes que eu pudesse explodir tentando escolher uma banqueta alta, uma mão pálida de dedos longos surgiu ao meu lado, oferecendo ajuda. A aceitei.

O garoto não tinha mais que doze ou treze anos, e et parecido com Andy em quase tudo: era alto, pálido e tinha olhos azuis e intensos, que ressaltavam seu rosto bonito. Mas, ao contrário do possível irmão, seus cabelos eram castanho-escuros, cortados no ombro e com camadas meio bagunçadas, a adorável franja caindo nos olhos escondidos sob os óculos de armação preta e grossa no estilo nerd chic.

- Quem é a linda senhorita? - Perguntou, enquanto me ajudava à subir em uma das banquetas. Sua puberdade deveria ter chego mais cedo, à julgar pela voz grave. Oh, ele definitivamente faria sucesso entre as garotas.

- Me chame de Arly. - Sorri-lhe brevemente, incapaz de segurar a expressão pela dor nos olhos. - E o senhorito? Como eu deveria chamá-lo?

- Sou Danny. É um prazer conhecê-la, Arly. - Ele levou a mão que ainda segurava até os lábios, depositando um beijinho nas costas. O gesto foi tão adorável que me derreti. Ele analisou meu rosto por alguns segundos. - Já te falaram que você parece uma daquelas bonecas parecidas com humanos? - E então arregalou os olhos - Você tá chorando?

Não pude evitar um risinho fraco. Meninos, e seu irracional medo de lágrimas femininas.

- Oh, não. Tenho olhos lilases, e a falta de melanina os deixa sensíveis. Claridade os irrita. - Dei de ombros, esfregando um dos punhos sob os olhos e limpando parte da umidade.

Ele me deu as costas, saindo da cozinha. Confesso que sua atitude me decepcionou um pouco. Ele parecia tão doce.

- Experimenta isso! - Um copo surgiu à minha frente, envolto por outro conjunto de dedos pálidos e longos. Alternei o olhar entre Andy e o copo. - Eu o chamo de Drink Biersack 21.

- Por que 21? - Perguntei, curiosa, tomando o copo de sua mão. O líquido amarronzado parecia convidativo.

- Porque mom me proíbe de beber fora das baladas, então toda bebida feita em casa deve ser aceitável para qualquer menor de 21 beber. - Explicou, dando de ombros.

O fitei por cinco segundos, com dificuldade, antes de fechar os olhos e tomar um gole. Como aconteceu com o sanduíche, diferentes sabores explodiram em minha boca, me fazendo demora-los ali, para distinguir cada um.

Algo mais forte que achocolatado estava na base da mistura. Chocolate derretido, arrisquei. Junto à ele, algo semelhante à iogurte adocicado estava misturado à algo picante, e então algo mais frio vinha, em pedaços, e demorei alguns segundos até identificar o morango cortado em cubos. E, sobre tudo isso, granulado colorido enchia a estranha mistura.

Terminei de engolir, aproveitando cada pedacinho de sabor,

- Meus deuses, Andy. Como você mantém a forma? - Perguntei, pousando o copo à minha frente - Primeiro o X-Andy, e agora essa mistura do néctar dos deuses com pimenta e granulado!

Ele sorriu, inflando o peito feito um pombo, cheio de si.

- Isso é um segredo que não pode ser revelado à lindas meninas mortais, baby. - Piscou, divertido, sentando-se á minha frente, do outro lado da bancada.

- Ela já comeu X-Andy? - A mãe de Andy perguntou à ele, surpresa.

- Ela me contou que nunca tinha comido hambúrguer antes. Era meu dever moral e cívico, além de patriótico, iniciá-la na cultura americana. - Deu de ombros, floreando as palavras.

- Oh, minha menina, eu sinto muito. - Ela sacudiu a cabeça, sentando-se na banqueta próxima ao marido.

- Por que? - Tive de perguntar, curiosa, sem fitá-la, pois a claridade à seu redor me feria.

- Todos os outros hambúrgueres serão muito decepcionantes quando X-Andy é seu parâmetro inicial.

Se Andy estava inflado antes, imagino que agora ele explodiria. E então um objeto escuro surgiu, próximo à meu colo. Peguei os óculos de sol masculinos, confusa. Danny, ajeitando-se na banqueta ao meu lado, deu de ombros, parecendo envergonhado. Percebi que ele ruborizara.

- Olhos azuis também são um saco, às vezes. - Explicou-se.

Abri as asas do óculos, o encaixando no rosto. O formato das lentes era semelhante ao dos óculos de grau dele, quadradas com base arredondadas, grandes e ocultoras. O alívio na vista foi imediato.

Toda a atenção e cuidado por trás do gesto simples não me passaram despercebidas. Danny fora caçar óculos escuros apenas porque eu explicara o motivo da irritação em meus olhos. Isso era tão absolutamente adorável que não pude resistir à inclinar-me para o lado, beijando-lhe à bochecha próxima ao óculos.

- Obrigada, Danny. Você não tem ideia do super-herói que acabou de ser.

O garoto sorriu, baixando a cabeça.

Enquanto isso, a senhora Biersack, que distribuía os pratos, nos olhava, parecendo encantada. Um grande prato branco recheado de panquecas enroladas com chocolate derretido foi pousado em minha frente, próximo ao Drink Biersack 21. Meu estômago revirou em meu interior, quase saltando por minha garganta para devorar tudo de uma única vez.

- Por que precisa dos óculos à essa hora, Arly? - Ela perguntou, colocando café em uma xícara antiga e a entregando para o marido.

- Eu tenho olhos violáceos, graças à uma síndrome genética e à uma deficiência de melanina. É como um azul falho. A luz os fere, quando em excesso. - Expliquei, meio por cima. - Meu pai tinha olhos azuis e cabelos louros, mas tanto ele quanto meu irmão os tem em tom um pouco mais escuros que os meus.

- Seu cabelo é realmente esbranquiçado?

- Desde sempre. Sou uma anomalia genética. - Dei de ombros, pouco confortável. Admitir ser uma anomalia em mais um campo era vergonhoso.

Comemos em silêncio, confortáveis. Uma intensa troca de olhares hostis entre os irmãos Biersack me entreteu, entre as mordidas das deliciosas panquecas da Senhora Biersack e os goles do drink de Andy.

- Arly, não é? - Chris, o marido, se pronunciou pela primeira vez. Olhei em sua direção, assentindo. - Quem são seus pais? Você tem feições tão conhecidas!

Ah. Estava explicado o motivo de todos os olhares dirigidos à mim por sua parte, durante a refeição.

- Dayse e Demétrius...

- Chamberlain? - Assenti. A animação do homem estava visível em seu rosto - Puta que o pariu. Amy, amor, se lembra? Dimi era meu melhor amigo, e Marj, Day e a Amy aqui eram um trio inseparável na escola! - Ele riu, me fitando, maravilhado. - Dayse e Dimi se casaram. Porra! Eles tiveram filhos! Como está seu pai?

Sua súbita explosão me surpreendeu. E... Meus pais tiveram vida escolar além do falho namoro? Wow. Isso era movidade.

- Eu... Hum, eu não vejo meu pai há uns meses. Ele anda ocupado no trabalho, e meus fins de semana têm sido cheios demais para poder visitá-lo. - Cocei a nuca, desconfortável. Ocupada demais, ou talvez mentirosa demais. Qualquer um de minha família deixaria as sempre presentes mangas compridas em paz, mas Demétrius era um caso à parte. Ele implicaria com tudo o que não me fizesse uma adolescente normal, porque era o único modo que encontrava de entrar em minha vida.

- Oh. E eles conseguem manter o casamento com tanta distância assim? - Perguntou, ainda sem sacar. Oh, droga.

- Senhor... Dayse e Demétrius se separaram antes mesmo dde Xand e eu nascermos. Por... Hum... Diferenças irreconciliáveis. Nossas guardas foram separadas, para, você sabe, ser justo. - Deuses, me tirem daqui, pelo amor da natureza. Porfavorporfavorporfavor. Andy não deveria saber de nada disso. Saber meu nome e meu número na chamada era o suficiente. Ele não precisava saber o quão fodidamente problemática eu era, não?

- Oh. Oh. - Ele pareceu desconcertado. - Eu sinto muito. Você é muito parecida com ele, sabia? Tem os traços delicados e femininos da tia Madge, mas o formato dos olhos, o cabelo... Cada pedacinho de você lembra ele. Exceto pela cor dos olhos. Essas lembram apenas você mesma.

Sorri levemente. Parecer com s vovó Madge era elogioso. E, bom, Demetrius não era exatamente feio, sabe? Eu diria o exato oposto.

- Mas você não tem nada, nada da Dayse. Não fisicamente. - Seu olhar agora era intenso - E espero que não seja como ela aqui - Bateu dois dedos em uma têmpora - Dayse tinha um dom especial, que a tornava destrutiva para quem quer que se aproximasse. Ela destruía pessoas apenas por diversão.



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