História The Challenge - Capítulo 35


Escrita por: ~

Postado
Categorias Black Veil Brides (BVB)
Personagens Andrew "Andy" Biersack
Tags Andy Six, Arlandrie, Bvb
Exibições 83
Palavras 2.648
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Famí­lia, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hey, girls!
Então... Se eu, futuramente, postasse uma fic com foco no Danny, vocês leriam ou a história seria de pouco interesse geral? Por favor, por favor, respondam ❤ (Sorry, Andy, I Love u, but Danny have my heart)

Esse capítulo é dedicado à maior fãde Juliet Simms, à leitora superamor, à garota que incentivou e incentiva até hoje a postagem de capítulos e que nunca deixou de mostrar que está aqui. À alguém que já amei de cara só por respeitar e gostar da Juliet, e por ter tanta consideração e carinho por essa história. FELIZ FUCKING ANIVERSÁRIO, LUCYSIMMS ❤ Espero que goste do capítulo, pois o fiz pensando em tu, garota ❤ HAPPY SWEET 16 ❤

Capítulo 35 - The best way for a girl to start her day


Point Of View Arlandrie Chamberlain

 

- Seus pais parecem bem acostumados com adolescentes. - Comentei, analisando os pôsteres nas paredes de Andy.

- Eles são. Jake, CC, Jinxx, Sandra e Ash são meus amigos desde sempre. Sammi e Ella brotaram há uns anos, e Scout e Juliet surgiram em algum momento. Todos os nossos pais acabaram adotando todo mundo, e quando surge gente nova no meio, eles acabam comentando entre si, como se fosse um comitê de aprovação. - Ele soltou uma risadinha, e então deu de ombros. - Tia Lilly aprovou você, daí ligou pra todos os outros para dizer o quão incrível você é.

- É por isso que sua mãe já parecia aberta à minha presença hoje cedo? - Lembrei de sua hospitalidade calorosa, e do modo como ficara animada em me ver.

- Oh, pode crer. Nunca vou entender direito, mas funciona para elas. Com exceção à Scout, somos todos meio irmãos para elas.

- Por que Scout é a exceção? Quer dizer, se você quiser falar. - Emendei, repreendendo à mim mesma pela curiosidade.

- Ela... - Ele parecia desconcertado. Esfregou a nuca com os nós dos dedos, e então remexeu-se desconfortável. - Nós namoramos por um tempo, mas ela era o tipo de menina louca, sabe? Se eu não estivesse com ela, estava traindo-a, na cabeça dela. Eu tinha que dar satisfação sobre tudo, ela surtava com qualquer garota que se aproximasse de mim e já chegou até mesmo à tentar bater na Sammi quando ela dormiu aqui, uma vez. E então, um dia fui passar na casa dela. A mãe dela me mandou subir, e quando cheguei no quarto dela, ela tava fodendo com um cara que ela esnobava na escola. - Deu de ombros. - Eu fiquei puto, brigamos até os berros e eu terminei com ela. Agora, basicamente, ela grudou na Juliet para se manter no grupo. Nenhuma mãe gosta dela, então ela é basicamente a peste para elas.

- Ela é psicótica! - Arregalei os olhos. A história de Andy me chocara. Agora, ao menos, algo fizera sentido: eu sabia o porquê de Scout me incomodar tão imensamente. Ela me lembrava Dayse. - Não posso culpa-las por não gostar de Scout, se são todas suas mães. Vovó Madge mataria qualquer uma que ferisse Demétrius.

Ele ficou em silêncio por alguns instantes.

- Por que você chama seus pais pelo nome? - Perguntou, curioso, recostando-se na parede da cabeceira da cama.

A pergunta me pegou desprevinida. E, novamente, me deixou desconfortável. Abri a boca algumas vezes, procurando por alguma mentira próxima o bastante da verdade para que não fosse uma mentira. Uma omissãozinha não pode ser considerada ruim, quando necessária.

- Olha, não precisa falar se não quiser. - Falou, após alguns instantes, notando minha inquietação.

- Não, tudo bem. É só que... Eu vejo meu pai bem às vezes, e nós não temos realmente intimidade, sabe? Me sinto errada falando sobre ele com outras pessoas sob esse título. - Hesitei, procurando a outra parte da explicação. Torci o cabelo nos dedos. - E Dayse... Bom, ela trabalha das oito da noite até de manhã, e chega em casa um pouco antes de eu ir para a escola. Então enquanto ela dorme, eu estou na escola ou trabalhando, e vice-versa. Nós somos basicamente colegas de casa.

Era verdade. Nossos encontros eram difíceis em casa. Mas não parecia bom o bastante. Trabalhar duramente não a faria menos mãe. Mas era errado chama-la assim, quando ela deixara de sê-lo ainda na minha infância.

As memórias de Dayse, no fim de sua sanidade, ainda eram frescas em minha mente. Seu comportamento irracional quando a droga entrava em seu organismo. O medo que me assolava quando o efeito começava a passar e ela caía pela casa, e eu então chamava por ela, assustada. O olhar triste em seu rosto, enquanto ela me segurava pelo braço e me levava de volta ao quarto, me colocando na cama junto à todos os travesseiros de vestido e trancando a porta atrás de si.

Todos os dias eram assim, até meus nove anos. Depois que ela quebrou meu braço, em um acesso de abstinência, tudo mudou. Quando eu a chamava, ela passava a chorar e me ignorar, até que chegou o dia em que ela me levou para o quarto, me sentou na cama. Não me lembro de seu rosto mais sério em qualquer outro momento de minha vida. Ela pusera as mãos em meus joelhos e encostara sua testa na minha. Sua voz era um sussurro no quarto escuro, e o cheiro forte de bebida feria minhas narinas. Ela sussurrara o quanto eu era linda, o quão forte meus olhos brilhavam. E então me dissera que não era digna de mim. Dissera que Marilyn e Woodley eram minha mãe e meu pai, e que ela já não era. Que jamais fôra. E que eu não devia chama-la assim. Disse que me amava e que esse era seu último ato como mãe: me libertar. E então beijara meu nariz e saíra do quarto.

Quando eu a chamara de mãe, assustada, nessa noite, ela não respondera. Apenas retirou a chave da porta de meu quarto e a colocou em minha mão. E, à partir desse momento, ela deixou de me enxergar. Pouco depois, eu parei de chama-la de mãe, quando ela mostrou-se ignorante à todos os meus chamados.

- Ela me pediu para não chama-la assim. Eu não a chamo. - Concluí, após alguns minutos de silêncio.

Ele me fitou por alguns segundos, e, nesse olhar, vi que ele entendeu que havia algo a mais na história. E ele soube que eu não contaria. E, de algum modo, naquele único olhar, soube que ele respeitaria isso.

Desviei o olhar primeiro. Tamanha conexão era... Pessoal demais, íntima demais para ser confortável. Ninguém poderia alcançar minha alma, ou essa pessoa iria correr, e eu ficaria apenas sozinha novamente. Eu não me permitiria ficar igual à Dayse.

- Preciso ir. Tenho que ir ao mercado antes que ele feche. - Anunciei, quebrando o silêncio e levantando de sua cama. Andy piscou e sacudiu a cabeça algumas vezes antes de voltar ao mundo real.

- Mas já? - Perguntou, levantando-se. - É cedo ainda.

- A comida tá quase esgotada em casa. Esqueci de ir ao mercado no começo do mês. Mais um fim de semana e eu vou passar à comer sopa de cebola de sachê no café, almoço e janta. - Brinquei, esquadrinhando o lugar em busca de minhas coisas, que, sinceramente, eu não me lembrava de ter jogado em algum canto.

- Se troca e eu te levo. - Pude ouvi-lo mover-se pelo recinto.

Quando eu achei que ele estava saindo, braços quentes envolveram minha cintura. Imaginei se ele poderia sentir as asas batendo em minha barriga. Girei em seu abraço, ficando de frente para ele.

Uma súbita timidez me tomou. Era diferente agora. A adrenalina louca já não pulsava em minhas veias, e não havia ninguém para impedir as coisas de fluírem. E então eu olhei em seus olhos e, aos poucos, a timidez se esvaiu.

Fiquei nas pontas dos pés, agora descalços, após ter jogado as pantufas de lado para sentar em sua cama. Ele curvou-se, segurando-me melhor contra si. Quando nossos narizes estavam à menos de dois dedos de distância, fechei os olhos, me entregando ao momento.

Nossos lábios se tocaram, suaves e lentos, e as asinhas em meu estômago multiplicaram-se, dançando em minha barriga. Deslizei os dedos por seus braços, explorando o modo como os músculos ondeavam sob a pele macia, que arrepiou-se sob a minha. O cheiro de Andy, agora, era uma mistura de perfume, álcool da noite passada e do ambiente, que cheirava à nicotina, perfume e a química da pele dele, e preenchia meus pulmões, fazendo com que meus sentidos entregassem-me por completo.

Um dos braços de Andy firmou-se em minha cintura, de modo à me segurar contra ele, e então estávamos nos movendo, até que a parte de trás de minhas pernas batesse contra algo. Ambas as suas mãos desceram para meus quadris, erguendo-os e me sentando sobre uma superfície dura e lisa. Agora estávamos quase da mesa altura, embora eu ainda fosse alguns centímetros mais baixa.

Andy acomodou-se entre minhas coxas, as grandes mãos pousadas onde elas encontravam-se com os quadris. Puxei-o contra mim, suave, mas firmemente. Ele não resistiu, deixando que o espaço entre nossos corpos fosse quase inexistente.

O beijo aprofundou-se. Nossos lábios moviam-se em sincronia, úmidos e curiosos, continuando a exploração da noite anterior. Uma de suas mãos deslizou por minhas costas, enroscando-se no cabelo na altura da cintura, e então puxando-o para baixo, fazendo com que minha cabeça pendesse um pouco para trás.

Andy aproveitou a oportunidade, agarrando minha nuca com a mesma mão, que agora tinha um monte de cabelo embolado em seu interior. Ele interrompeu o beijo, deslizando os lábios úmidos por meu queixo, brincando com meu maxilar com a ponta do nariz. Cada centímetro de minha pele se arrepiou. Ele desceu mais, deslizando num quase-toque os lábios por meu pescoço, antes de puxar entre os dentes a pele macia da curvatura do pescoço.

Meu corpo estremeceu, e, involuntariamente, apertei-lhe entre as coxas, de modo que ele não fosse capaz de afastar-se. Se ele parasse agora, eu seria capaz de chorar.

Agarrei os cabelos próximos à sua nuca entre os dedos, puxando-os enquanto massageava a pele de seu pescoço. Sua outra mão, lentamente, subiu pela lateral de minha cintura até encontrar as costelas, e, sobre a camisa, pude sentir seus dedos brincando com a parte inferior de meu seio direito, surpreendente sensível.

Por alguns instantes, a carícia simplesmente me impediu de fazer mais do que apenas senti-la. Por onde seus dedos brincavam, pequenos raios de uma sensação muito gostosa surgiam, espalhando-se por todo meu corpo até encontrar o meio me minhas coxas, próximo ao local onde eu mantinha Andy preso. Mas então essa sensação passou a me assustar, tamanha era a intensidade de seu efeito em mim.

Subi a mão livre, segurando a de Andy e a descendo de volta para a cintura. Ele entendeu o recado de imediato, e não tentou voltar à posição anterior. E mais pontos se acumularam para Andy Biersack!

Sua mão subiu por meu braço coberto pelas mangas de sua blusa, os dedos brincando com a pele sensibilizada da nuca antes de entrelaçarem-se com as raízes de meu cabelo, correndo pelo couro cabeludo. Então... Essa área... Digamos que eu me arrepio até mesmo prendendo o cabelo, tão grande a sensibilidade.

Estremeci novamente, arqueando o corpo em sua direção. Arfei, e, quase trêmula graças ao grande trabalho de sua boca em meu pescoço, puxei-o novamente para mim, buscando seus lábios com avidez. Ele gemeu, o hálito quente batendo contra a área macia sob a orelha antes de atacar-me, me beijando de modo quase voraz. Deslizei a mão livre por seus ombros até encontrar a base de suas costas, subindo a regata e descobrindo os músculos definidos sob ela.

Batidas fortes soaram contra a porta do trailer, fazendo com que interrompêssemos o beijo bruscamente.

- Andy? - A voz de "tia" Amy soou, do lado de fora.

Reprimi uma risadinha nervosa, relaxando as costas e pousando a testa em seu peito. Suas mãos pousaram no topo de minhas coxas, que ainda o envolviam.

- Quê, mãe? - Perguntou, a voz alta. Seu peito, bem como o meu, subia e descia rapidamente, ainda ofegante.

- Pergunte à menina Arly se ela quer ficar para o almoço. - Respondeu.

Ele olhou para mim.

- Eu realmente tenho que ir. - Disse para ele, que então gritou:

- Ela tem compromisso essa tarde, então não.

- Diga a ela para vir semana que vem para o almoço de domingo. Chame todos os seus amigos, pra almoçarmos na mesa de piquenique do jardim da lateral.

- Okay, mãe.

Ouvimos ela afastar-se, e então porta da casa que levava aos fundos foi fechada. Sem conseguir me segurar mais, soltei um risinho. Ele fitou-me, quando voltei à ficar ereta, e então riu junto. Eu me sentia vermelha. Talvez por mais de uma razão.

- Eu vou me trocar. Daqui a pouco os mercados fecham, é domingo. - Coloquei as mãos em seu peitoral, afastando-o um pouco.

- Você tem meeesmo que ir hoje? - Resmungou, bem humorado, esfregando o nariz numa trilha imaginária que ligava meu pescoço à minha bochecha, fazendo com que eu me arrepiasse novamente.

- Sim, menino Robin. - Respondi, soltando um risinho provocado pela carícia.

- Ei! Eu não sou Robin! - Protestou, e, então, encostando a testa na minha, continuou, a voz baixa e grave: - Eu sou o Batman.

- Ah, é? Que pena, Batsy. Eu sou a CatWoman, e eu preciso me trocar. - Respondi, a voz levemente sarcástica, dando um selinho em seus lábios antes de empurrá-lo de verdade, apoiando as mãos aos lados dos quadris e voltando à ficar em pé.

- CatWoman? Isso vai ser interessante. - Mordeu o lábio inferior, sorrindo, antes de seguir em direção à porta e sair, fechando-a atrás de si.

Sozinha novamente, respirei fundo, recostando-me no que descobri ser uma escrivaninha - que, pelo que minha memória fotográfica me permite lembrar, não estava aqui da primeira vez - e esfregando o rosto. Minha pele ainda estava arrepiada, e meu corpo estava quase febril de tão quente.

Maldito garoto sexy!

+~+~+~+~+~+

- Tchau, senh... - Um olhar repreensivo. -... Tia, tchau, tio. - Completei, ruborizando.

- Volte no próximo domingo, fazemos um almoço com toda a turma de vocês para reunir um pouco. - Amy despediu-se com um beijo em minha bochecha. Após todos os beijos que eu havia dado há pouco em seu filho, não me senti no direito que rejeitar seu contato humano. - Tchau, menina Arly.

"Tio" Chris beijou minha testa, fazendo outro comentário sobre minha semelhança com meu pai e pedindo para mandar lembranças à minha família. Concordei com um sorrisinho, antes de virar-me para Danny, que parecia me esperar, parado ao lado da porta que separava a cozinha do corredor que levava à sala.

- Sim. - Respondi.

- Sim o que? - Perguntou, confuso.

- Já me disseram que pareço uma boneca humana. Sammi, Ella e alguns dos outros me chamam de ArlyDoll. - Respondo à pergunta que ele me fizera ainda no café da manhã, mas, que devido à pergunta sobre os olhos, eu não chegara à dar atenção.

- ArlyDoll. - Experimentou a palavra, deixando-a rolar pela língua antes de sorrir, aparentemente aprovando o apelido. - Posso te chamar assim?

- É claro. - Sorri, dando um beijo em sua bochecha antes de Andy me puxar delicadamente pela mão, indicando que devíamos ir. - Tchau, Danny.

- Até a próxima, ArlyDoll. - Sorriu, adorável, acenando com a mão antes de Andy guiar-me para fora, onde eu estacionara seu carro nessa madrugada.

O percurso até o mercado próximo à minha casa fora preenchido com conversas sobre bandas, músicas e o show de ontem. Andy me contou sobre o processo de montagem da maquiagem e dos ensaios intensos que os meninos e ele faziam antes de um show.

Inclinei-me no banco, após soltar o cinto de segurança, e ele virou-se em minha direção. Sua mão esquerda envolveu meu rosto, e então, por alguns minutos, apenas nos deixamos levar, num beijo muito mais decente do que aquele que tivemos em seu quarto.

- Tchau, Batman. - Interrompi o beijo, sabendo que, se continuássemos, o rumo que tomaríamos seria semelhante ao anteriormente citado. Ele sorriu, divertido

- Espero vê-la em breve, CatWoman. - Flertou, com um sorriso que classifiquei como pervertido.

- E vai. Temos aula amanhã. - Respondi, saindo do carro e fechando a porta atrás de mim.

Uma sessão de pegação com Andrew Biersack realmente era um dos melhores modos de começar o dia de uma garota.



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