História The Choice - Capítulo 9


Escrita por: ~ e ~Loralina

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Kai, Lay, Personagens Originais, Rap Monster, Sehun, Suga, Suho, V, Xiumin
Tags Chanbaek, Jikook, Kaisoo, Namjin, Sope, Sulay, Vhope, Vkook, Yoonmin
Visualizações 23
Palavras 5.730
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - I Love You


Fanfic / Fanfiction The Choice - Capítulo 9 - I Love You

POV* Jungkook

- Sr. Jeon?

Abri meus olhos de um vez ao ouvir meu nome, afinal de contas nem tinha conseguido dormir mesmo.

Já era domingo, pelo visto deveria ser de madrugada. O hospital não estava muito agitado, algumas pessoas dormiam nos bancos, outras andavam de um lado para o outro como se fossem zumbis e um médico tentava acalmar um grupo que havia acabado de entrar procurando por alguém. Taehyung ainda não tinha recebido alta, não tinha nem acordado, por isso eu estava ali.

Quando cheguei na sua casa no sábado, depois de quase atropelar um bêbado, pensei que ele estava morto. O tapede da sala onde ele estava jogado ficou encharcado de sangue, o rosto do Tae não tinha mais cor, seus olhos estavam fechados, suas roupas também estavam cheia de sangue. Confesso que quando passei por aquela porta quase desmaiei, mas sabia que não poderia fazer isso, ele estava praticamente morto e suas irmãs desesperadas, minha cabeça girava e eu não conseguia distinguir nada, absolutamente nada.

Então chamei uma ambulância, chequei a respiração do Tae, pelo menos ainda não estava morto. E depois deixei as meninas com a sr. May prometendo que logo voltaria e que Taehyung ficaria bem.

Passei a madrugada no hospital e também a manhã inteira, quando deu na hora do almoço lembrei de avisar os outros meninos, então em menos de dez minutos eles chegaram, Namjoon insistiu para que eu fosse em casa, e aceitei, Deus sabe como eu estava cansado e como precisava de um banho. Explique para meus pais que meu "amigo" tinha sofrido um acidente e por isso tinha saído de casa tão tarde. E depois de comer, tomar banho, e dormir por duas horas eu voltei para o hospital. Antes passei na casa da sra. May e conversei com as meninas, expliquei que Taehyung estava muito mal, mas logo iria melhorar e elas poderiam ir vê-lo.

Hoseok ficou comigo até às 21hrs, depois foi para casa por estar muito cansado.

Agora estou no hospital olhando para um médico que parece bem mais cansado do que eu e mesmo assim carrega um sorriso no rosto.

- Sr. Jeon me perdoe por te acordar, mas Taehyung acordou. Ele está bem, precisará ficar no hospital mais um dia apenas para exames de rotina, fora isso ele teve um ferimento grave e profundo por causa da facada, teve hemorragia interna durante a cirurgia, mas conseguimos conter o sangramento. Ele ainda está um pouco confuso, mas com uma boa alimentação, os remédios que passei e exercícios diários ele ainda vai viver por muitos anos. - O médico disse parecendo orgulhoso de si mesmo. E com toda razão. - Apenas evite que ele se meta em confusões do tipo. Está bem? E se o senhor quiser pode ir vê-lo.

- Obrigado Doutor. - Respondi me colocando de pé. - Muito obrigado por tudo.

Fiz um reverência e saí correndo pelos corredores do hospital. Sim, eu sei que não pode correr em um hospital. Mas, qual é? O cara que eu amo levou uma surra enorme e passou por uma cirurgia de risco, agora ele estava acordado e a única coisa que eu queria era vê-lo e ter a certeza de que estava tudo bem. Não ligo se pra chegar mais rápido terei que correr dentro de um hospital acabando com a paz das pessoas. Sou um bilionário e se quiser posso até comprar a porra desse hospital só pra ficar correndo dentro dele.

Saí do elevador e comecei a procurar o quarto do Tae, quando encontrei respirei fundo e abri a porta.

Tae parecia estar dormindo, a expressão suave, os olhos fechados, a respiração calma. Andei até a cama e afastei os lençóis para sentar no cantinho. Taehyung tinha um machucado roxo que já estava meio verde embaixo do olho, também tinha um corte feio no lábio inferior e outro na maçã esquerda do rosto. Ele também estava pálido, provavelmente por ter passado tanto tempo no soro, logo mudaria e voltaria a ser o meu Tae. Toquei a sua mão e ele abriu os olhos assustado, depois aos poucos sua expressão foi suavizando e por fim ele sorriu para mim.

- Oi. - Ele disse com a sua voz rouca e arrastada.

- Oi. - Sussurrei de volta. - Como está?

- Com dor. - Ele disse sorrindo. - E você?

- Depois de quase ter um ataque cardíaco por sua causa. - Brinquei. - Estou bem.

- E as meninas? - Ele perguntou.

- Estão bem. Muito preocupadas, mas bem. - Respondi. - Tae, o que aconteceu naquela noite?

- O mesmo de sempre. - Ele responde olhando para o nada. - Meu pai chegou em casa bêbado, depois de um tempo começou a brigar comigo, as meninas estavam dormindo então pedi para que ele falasse baixo. Ele não gostou e me bateu, quando tentei revidar ele enfiou a faca em mim, depois saiu como se nada tivesse acontecido.

- Você não deveria ter revidado. Poderia estar morto, Tae. - Digo.

- É eu sei. Obrigado Jungkook. - Tae falou. - Se não fosse por você, eu... Eu provavelmente estaria morto. Você salvou a minha vida. E ainda cuidou das meninas mesmo não sendo sua obrigação. Sozinho eu não teria conseguido.

- Levando em conta que você tinha acabado de levar uma facada, acho que ninguém teria conseguido sozinho. - Falei, fazendo um carinho leve na mão do Tae.

- Eu tenho medo de falhar com elas. - Tae contou com lágrimas nos olhos. - Tenho medo de não conseguir fazer direito. Não ligo pro que acontece comigo, não me importo se apanhar, só quero que elas fiquem bem.

- E vão ficar. Você é ótimo no que faz, você sabe cuidar delas. E elas te amam. Tenho certeza que você nunca vai falhar com elas. - Falo beijando a testa do Tae.

Ele colocou a mão nas minhas pernas e sorriu para mim.

- Você sempre diz a coisa certa, sabia? - Tae perguntou fazendo carinho na minha coxa.

Me aproximo do seu rosto e beijo sua boca, me afasto mas Tae me puxa de volta. Nosso beijo começa lento, bem calmo, apenas dois garotos que se amam dando um primeiro beijo após uma experiência de vida ou morte. Mas logo mudou, meu corpo pedia por mais, e acho que o do Tae também. Ele me puxou pela camisa e me fez ficar deitado por cima dele, arrumei as suas pernas para que ficasse entre elas, mas Tae gemeu, não de prazer e sim de dor.

- O que foi? - Perguntei. Ele olhou para baixo e eu entendi. - Me desculpe, eu tinha esquecido.

Puxei o lençol do Tae e joguei para o lado, então levantei a camisa do hospital que ele usava e vi a marca da facada. Estava roxo ao redor e ainda tinha os pontos, passei os dedos ao redor sem pressionar muito.

- Dói? - Pergunto.

- Não. Pode continuar. - Tae falou passando a mão no meu cabelo.

Beijo perto do machucado dele, e vou descendo roçando os lábios na sua pele, beijo perto do seu umbigo, e também dou algumas mordidas na sua barriga. Depois subo pelo corpo do Tae e volto a beijar sua boca, com a minha destra toco seu membro ainda coberto pela calça. Tae parece levar um susto e o encaro sorrindo.

- Você nunca foi tocado aqui? - Pergunto, massageando seu pênis.

- N-não. - Ele gagueija.

- Ninguém nunca tentou? - Pergunto beijando seu queixo.

- Tentaram, mas nunca deixei ninguém me tocar. Até agora. - Tae sussurra com um olhar malicioso que faz meu coração bater mais rápido.

- Quer que eu continue? - Pergunto mordendo seu pescoço.

- Sim. - O mais velho sussurra.

- Não ouvi direito. - Digo.

Volto a morder seu pescoço e vou descendo até voltar para a sua barriga. Mordo e beijo sua pele macia enquanto continuo massageando seu pênis já ereto, parei meus movimentos, puxei o elástico da sua calça e tirei ela lentamente fazendo Tae delirar. Também tirei sua cueca e o deixei totalmente exposto à mim.

Olhei para o Tae, seus olhos dançavam indo do meu rosto ao seu membro recém descorberto. Voltei a tocar seu pênis e comecei a fazer movimentos de vai e vem, devagar e com cuidado porque não queria machucá-lo. Passei meu dedão por sua glande e olhei para seu membro ereto preenchendo minha mão. Acelerei meus movimentos, apertando-o com mais força, e me inclinando para beijar as coxas grossas do Tae, ele deixou um leve gemido escapar de sua boca, mas não era o suficiente, queria mais, queria que ele gritasse e implorasse pelos meus toques, queria que implorasse por mim. Aquilo não era nada se comparado ao que ainda iria fazer com ele.

Comecei a morder e beijar suas pernas, sem parar com meus movimentos. Tae gemeu novamente, dessa vez mais alto e arrastado, mordi sua coxa e voltei a dar atenção ao seu pênis que pulsava na minha mão.

Tae respirava com dificuldade e os aparelhos ligados à ele faziam um barulho alto. Passei a língua na extensão do seu membro e ouvi ele gemer novamente. Ele colocou a mão na minha cabeça e puxou alguns fios do meu cabelo, coloquei seu membro na boca e senti o corpo de Taehyung se contrair. Comecei a chupá-lo olhando nos seus olhos, sentindo cada espasmo involuntário do seu corpo, ouvindo cada gemido que saía da sua boca.

- Jungkook. - Tae gemeu manhoso. - Mais rápido.

Aquela voz manhosa, misturada com um gemido faz meu corpo receber uma onda de energia e prazer. Tiro seu membro da minha boca e começo a masturbá-lo, passo minha outra mão na sua perna e vou subindo até chegar na suas coxas, deslizo minha mão para a parte de trás das suas coxas, e levanto sua perna para ter mais acesso à ele.

Coloco sua perna direita no meu ombro e começo a beijá-la. Dou algumas mordias e sem parar de tocá-lo deixo marcas de chupão na sua coxa. Tae geme mais alto e acabo mordendo com mais força sua pele. Então ele geme novamente, dessa vez mais alto ainda, acompanhado por um espasmo de prazer e por um orgasmo.

Olho para o rosto dele, seus lábios abertos, seus olhos grudados nos meus, seu cabelo estava um pouco bagunçado e ele estava corando.

Corando?

- Está com vergonha do que aconteceu, Tae? - Pergunto deixando a perna de lado e ficando por cima dele.

- Não deveria ter vergonha? - Ele pergunta com a sua voz mais baixa que um sussurro.

Beijo seu rosto e sorrio com aquilo.

- Não. Não deveria ter nenhuma vergonha. - Falei.

- Estamos em um hospital. - Ele fala como se aquilo fosse tudo.

- Sou um bilionário. - Retruco.

- E daí? Aqui continua sendo um hospital. - Ele diz.

- Tae, qual é a graça de ser um bilionário se não pode fazer sexo com a pessoa que ama em um hospital? - Pergunto beijando seu pescoço.

- Não fizemos sexo. - Tae fala meio tímido.

- Primeiro, só pra deixar bem claro. - Começo. - Aquilo que fiz em você, é descrito como sexo oral. Então é sexo sim. E segundo, não fizemos sexo ainda.

Tae engole em seco. E volto a espalhar beijos por seu rosto.

- Mas se não quiser, é só falar que eu paro. - Digo.

- Não! Não para. - Tae praticamente grita. - Não precisa parar.

Deixo um sorriso escapar e beijo Tae nos lábios, um beijo lento, cheio de mordias e mãos bobas.

Tae coloca as mãos por baixo da minha camisa e começa a me tocar, explorar minha pele e até me arranha. Ajudo ele a tirar minha camisa e ele sorri malicioso.

- Gosta do que vê? - Pergunto olhando para baixo.

- Vou gostar quando puder ver mais. - Ele responde.

Entendo a indireta e desabotou minha calça. Termino de tirar ela e volto a ficar por cima do mais velho. Vou espalhando beijos do seu pescoço à sua virilha, seguro suas pernas com força e as coloco com cuidado nos meus ombros. Toco seu pênis com a minha destra e o mantenho concentrado nos meus dedos que exploram seu membro ereto. Beijo a parte interna das suas coxas e sem avisar deslizo meu indicador até sua entrada. Taehyung solta um pequeno grito e me olha surpreso, continuo espalhando beijos em suas coxas até começar a movimentar meu dedo. Ele parece se acostumar, então penetro meu segundo dedo na sua entrada, geme novamente e arquea as costas.

- Me dá um dos travesseiros. - Peço sem tirar meus dedos de dentro dele.

- O-o quê? - Tae geme.

- Me dá um dos travesseiros. - Peço novamente entendendo a confusão do mais velho.

Ele tira um dos travesseiros e me entrega. Pego e coloco por baixo dele, um pouco acima da bacia, para que ele possa ficar mais confortável.

Tae relaxa um pouco com o travesseiro lá, então começo a fazer movimentos de tesoura com meus dedos dentro dele. À essa altura eu já estava quase explodindo de tanta excitação, mas hoje seria melhor para ele, era sua primeira vez e eu faria com que fosse perfeita, ou pelo menos quase.

Volto a beijar suas coxas e espero Tae se acostumar com meus dedos lá dentro, quando ele parece relaxar enfio o terceiro dedo, e faço alguns movimentos de vai e vem. Tae começa a gemer, me fazendo ir à loucura, quando vejo que sua entrada já está alargada ao máximo eu retiro meus dedos.

- Está esquecendo alguma coisa? - Tae pergunta com uma camisinha entre os dedos.

- Onde você...? - Pergunto sem entender de onde ele tirou aquilo.

- Peguei da sua calça. - Ele responde sorrindo.

Pego a camisinha da sua mão e coloco.

- É por motivos assim que te amo tanto. - Falo me aproximando do seu rosto e beijando sua boca.

Tae apenas sorri.

Respiro fundo tentando me controlar para não machucar muito o Tae, mas é quase impossível me manter calmo em uma situação como aquela.

- Tae... Isso vai doer muito, e eu vou tentar evitar ao máximo que doa, mas ainda assim vai doer. - Falo.

Minhas mãos fazem pequenos círculos na cintura dele, é possível ver seu peito subindo e descendo. Ele parece nervoso e mesmo assim sorri e balança a cabeça de um lado para o outro.

- Eu sei que você não me machucaria de propósito. - Ele diz. - Pode ir em frente.

Então me posiciono e penetro nele. Foram apenas três centímetros, depois parei, Tae gemeu, apertou os olhos, e soltou o ar aos poucos. Toquei seu membro para tentar distraí-lo da dor. E parece ter dado certo, pois ele logo começa a mexer os quadris em busca de mais contato.

Obedeço seu comando silencioso e vou penetrando nele até entrar completamente. Tae geme novamente, ele me olha com os lábios entreabertos e segura firme o edredom embaixo dele.

Começo a me movimentar dentro, entrando e saindo, primeiro devagar apreciando cada segundo, aproveitando sua entrada quente e apertada. Mas logo acelero minhas penetradas, atingindo seu ponto G, Tae não para de gemer, e eu o acompanho, ele ainda aperta com força o edredom, parece não aguentar a onda de energia que corre por suas veias. Então, apenas para provocá-lo ainda mais também toco seu membro que pede por atenção, eu o masturbo rápido, acompanhando meus movimentos, acompanhando seus gemidos.

Por fim Tae gemeu tão alto que tenho certeza que todo o hospital ouviu, então ele atingiu o orgasmo, e eu também.

Me deitei ao lado dele por alguns segundos apenas para a minha respiração voltar ao normal, depois me levantei novamente e me ajoelhei à sua frente na cama.

- O que está fazendo? - Ele pergunta com a voz arrastada.

- Te vestindo. - Digo o ajudando a coloxar a calça. - Não vou te deixar exposto à outras pessoas.

Terminei de vesti-lo e o deixei confortável, como estava antes de eu chegar. Por fim me vesti também.

- Deita comigo. - Tae pediu abrindo um espaço para mim na cama.

Me sentei na cadeira ao lado dele e comecei a fazer cafuné em sua cabeça.

- Você precisa descansar, meu amor. - Falo.

- Vou descansar melhor com você ao meu lado. - Ele diz.

Ouço alguém bater na porta e paro de fazer o cafuné.

- Espere um segundo. - Falo me levantando e indo até a porta.

- Boa noite, desculpe interromper, mas ouvimos gritos vindo desse quarto e gostaríamos de ter certeza que está tudo bem. - Uma enfermeira que estava na porta falou.

- Pode checá-lo, mas sei que está tudo bem com ele. - Falo morrendo de vergonha.

A enfermeira sorri e entra no quarto. Ela checa os aparelhos, fala com o Taehyung e depois se aproxima de mim.

- Ele está bem. Mas é melhor deixá-lo descansar. - A enfermeira fala. - Não se preocupe, cuidaremos dele. Pode ir para casa.

- Hã... Não. - Falo hesitante. - Prefiro ficar aqui, com ele.

- Mas o senhor não... - Ela começa a falar.

- Olha, você sabe quem eu sou? - Pergunto com as sobrancelhas levantadas. - Meu nome é Jeon Jungkook, e até que gosto desse hospital. Gosto de você e sinceramente não quero ter que pedir para... Sabe, te mandarem embora. Então, seria bem melhor se você me deixasse ficar.

Ela me olha confusa e assustada. Depois concorda e sorri.

- Claro, pode ficar a vontade. Precisa de alguma coisa? - A enfremeira pergunta.

- Não, obrigado.

Então ela sai, e eu volto para o Tae. Me aproximo da sua cama e deito de frente para ele.

- Vai ficar aqui? - Ele pergunta.

- Sim. - Sussurro fazendo cafuné nele.

- Promete? - Tae pergunta fechando os olhos.

- Sim. - Volto a sussurrar.

Tae suspira e observo enquanto ele lentamente é pego pelo sono.

- Eu te amo. - Sussurro antes de dormir.

~

No outro dia acordo mais cedo que o Tae, me levanto e vou comprar um café para mim, já que ele ainda não pode comer qualquer outra comida que não seja a do hospital.

Volto para o quarto e esbarro com a enfermeira.

- Bom dia, sr. Jeon. - Ela diz.

- Bom dia, como ele está? - Pergunto.

- Está bem. O médico passará aqui mais tarde para lhe dar alta. - A enfermeira fala, faz uma reverência e sai.

Entro no quarto com um sorriso enorme no rosto.

- Onde estava? - Tae pergunta.

- Bom dia para você também. - Digo me aproximando da cama. - Como se sente?

- Acordei e você não estava aqui. - Ele diz.

- Fui comprar café. Apenas isso. - Falo dando um beijo na testa do mais velho.

- Não vejo a hora de sair desse hospital e comer um hambúrguer enorme. - Ele diz olhando para o meu café.

- Você vai receber alta hoje. Não se preocupe. Nós vamos voltar para casa logo. - Falei fazendo cafuné na cabeça do Tae. - Ah, e eu avisei para os meninos que você tinha acordado. Eles vão vir aqui.

- Falou com a Hayun? As meninas devem estar preocupadas. - Tae disse.

- Não, ainda não tive tempo de falar com elas. - Falo, e vejo o médico entrando no quarto.

- Bom dia senhores. - O médico fala ao entrar. - Tudo bem por aqui?

- Tudo ótimo. - Tae responde.

O médico checa a ficha do Tae e olha para ele.

- Bem, sr. Kim você receberá alta essa tarde. Só precisa fazer mais alguns exames e te libero desse hospital. - O médico fala sorrindo. - E o senhor tem mais visitas te esperando.

- Devem ser os meninos. - Falo. - Vou deixar você aos cuidados deles e volto quando o médico te der alta. Está bem?

- Tudo bem. - Taehyung fala com um pequeno sorriso no rosto.

Passo a mão no seu rosto para afastar alguns fios do seu cabelo e beijo sua testa.

- Eu te amo, Tae. - Sussurro apenas para ele ouvir.

Não que tivesse alguém mais no quarto que pudesse ouvir, o médico já havia saído então estava só nós dois novamente.

- Eu sei disso. - Tae responde ainda sorrindo.

- Você é um convencido. - Falo me afastando dele.

O mais velho abre um daqueles seus sorrisos retangulares que me faz pensar em mudar de idéia e ficar ali mesmo, com ele.

- Eu também sei disso. - Ele diz.

Me despeço do Tae e saio do seu quarto. Quando chego na recepção do hospital encontro com Seokjin.

- Olá hyung. - Digo ao me aproximar dele.

- Oi Jeon. - Ele responde. - O Taehyung ainda está acordado?

- Sim. Cadê os outros? - Pergunto.

- Estão vindo com Suga e Namjoon. - Jin revira os olhos ao falar o nome do Nam.

- E vocês ainda não fizeram as pazes? - Pergunto apenas para irritá-lo.

- Ele não desiste de mim. Não importa o que eu faça. Isso já está me dando nos nervos. - Jin reclama.

- Faz com ele igual eu fiz com o Tae ontem à noite. - Digo.

- O que você fez com o Tae ontem à noite? - Seokjin pergunta desconfiado.

- Pergunta pra ele. Mas acho difícil ele te falar qualquer coisa sem começar a gaguejar. - Falo já me direcionando para a saída.

- Ah, deuses! - Jin fala e sai em disparada para o elevador.

Com um enorme sorriso nos lábios saio do hospital e vou para casa.

Tomo um banho, explico para a minha mãe pela milésima vez que preciso ficar com meu amigo para ter certeza que ele está bem, aviso que provavelmente vou passar um tempo fora de casa - ela quase teve um AVC nessa parte - e depois de muita briga e um acordo com ela consigo sair de casa.

Infelizmente por causa do acordo, só pude sair de casa após o almoço. Então quando cheguei no hospital Tae já estava pronto para ir para casa.

Namjoon, Jin, Jimin e Tae foram em um carro, enquanto Suga, Hoseok, Chanyeol e Baek foram no outro.

Os outros tiveram compromissos e não puderam ir visitar o Tae, mas prometeram que fariam uma festa para ele quando estivesse melhor. E como Taehyung já estava sendo muito bem cuidado, resolvi ir buscar as meninas para vê-lo. Sabia que elas deveriam estar morrendo de saudades.

- Muito obrigado por ter cuidado delas durante esses dias. - Agradeço a sra. May.

- Sem problemas, elas nunca me dão trabalho. Mas e o Taehyung, ele está bem? - Ela pergunta.

- Está melhorando. - Digo. - Obrigado por se preocupar.

Saio da casa da sra. May com Sook no colo e Hayun ao meu lado. Quando chegamos em casa Tae estava sozinho sentado no sofá, as meninas correram e pularam nele. Apesar da cara de dor, Tae não reclamou apenas tentou fazer com que elas parassem de chorar.

Passamos o dia inteiro apenas aproveitando a companhia uns dos outros, assistindo filmes infantis, cozinhando e brincando com as meninas.

Quando elas cansaram Tae as levou para a cama, depois pediu para eu ajudá-lo à ir deitar. Ele estava muito melhor, mas ainda não conseguia andar direito.

- Me desculpe. - Taehyung falou.

Estávamos deitados na sua cama, ele usava meu braço como travesseiro e brincava com a barra da minha camisa.

- Pelo o quê? - Perguntei.

- Por ter falado aquelas coisas na sexta. - Ele respondeu. - Por ter brigado com você. Por ter sido idiota, sabe?

- Você não foi idiota. - Falei. - Você só não queria perder seu amigo.

- Também não quero perder você. - Taehyung disse me olhando com ternura.

- E nem vai. Eu sempre estarei com você. - Prometo, beijando o topo da cabeça do Tae.

- Falei com o Jimin hoje, ele me perdoou. Mas ainda está chateado com você. Então fala com ele, peça perdão. Não quero brigas entre a gente. - Ele diz. - Não quero mais brigas.

- Tudo bem. Vou falar com ele. - Respondo.

Sei que não vai ser fácil, antes eu era apaixonado pelo Jimin, mas acabou, eu fui idiota, talvez precipitado, não sabia que amaria tanto o Tae. Mas amo. E faria tudo por ele, inclusive pedir desculpas para o Jimin.

Naquela noite dormi ao lado do Tae, ficamos conversando até tarde e quando não aguentamos mais, acabamos pegando no sono. Não sei quem dormiu primeiro, mas quando acordei Tae estava com o braço ao redor da minha cintura e uma de suas pernas enrolada na minha. Tentei levantar sem acordá-lo, mas não deu certo.

- Que horas são? - Ele perguntou se virando para o outro lado.

- 06h15. As meninas tem escola, não é? - Pergunto mexendo no cabelo do Tae.

- É. - Ele responde com a voz arrastada. - Tenho que acordar elas, colocar o uniforme, dar café e esperar o ônibus passar. Nós vamos para a faculdade hoje?

- Você quer ir? - Pergunto.

- Não. - Tae fala, sua voz sai parecida com um gemido.

- Então, vamos fazer assim: eu arrumo as meninas, faço o café, levo elas pra escola, e depois nós dois ficamos aqui, apenas aproveitando. - Propus.

- Está bem. - Tae falou, e me levantei para começar meu trabalho. - Volta aqui.

Voltei e Tae me deu um beijo na bochecha.

- Pronto, agora pode ir. - Ele falou.

- É só isso que eu ganho? - Perguntei.

- Sim, quando terminar o trabalho te dou mais. - Tae responde sorrindo.

Depois de vira e volta a dormir.

Vou para o quarto das meninas acordar elas, a mais nova até que é fácil, mas a Hayun resolveu me dar um pouco de trabalho.

- Oppa, não quero levantar. - Ela murmura ainda deitada. - Por favor me deixe faltar na aula hoje.

- Eu não posso, Hayun. O Tae vai me matar se você faltar hoje. Então seja boazinha e saia da cama. - Falo tentando tirá-la de lá.

- Oppa, não cunsigo botar as meias. - Sook entra no quarto reclamando.

- Vem cá. Deixa eu te ajudar. - Me abaixo para ajudar Sook com as meias. - E Hayun vá tomar banho. Anda.

A menina desiste e levanta da cama. Caminha com raiva até o banheiro e bate a porta com força.

- Por que crianças são tão difíceis de controlar? - Murmuro para mim mesmo. - Quer tomar café agora?

- Sim! - Sook grita.

Levo ela para a cozinha e preparo o café das duas. Então Hayun aparece na cozinha com seu uniforme, o cabelo penteado e com um sorriso no rosto.

- Está de bom humor agora? - Pergunto.

Hayun se senta na mesa ao lado da Sook e começa a comer.

- É, acho que estou. - Ela responde.

Quando elas terminam de comer, o ônibus passa e leva elas para a escola. Volto para dentro de casa e vou para o quarto de Taehyung.

- Voltei. Trabalho feito. - Digo abraçando Tae pela cintura.

- Elas banharam? - Tae pergunta.

- Sim. - Respondo.

- Comeram? - Ele deita de peito pra cima.

- Sim. - Respondo beijando seu nariz.

- Viu elas entrando no ônibus? - Tae pergunta colocando sua mão na minha nuca.

- Sim. - Respondo revirando os olhos. - Já acabou o interrogatório?

- Já, agora está na hora de receber seu prêmio por ter feito o trabalho. - Ele diz me puxando para um beijo.

- E qual vai ser meu prêmio? - Pergunto ficando por cima dele.

- O que você quiser. - Tae diz passando as mãos no meu rosto.

- O que eu quero é imoral, impróprio e alguns dizem que é até mesmo nojento. - Falo mordendo o pescoço de Tae.

Ele puxa meu rosto para um beijo voraz, lento e viciante. Sabe aquele beijo que fica na memória? Que você nunca consegue esquecer? Aquele beijo que nos melhores momentos volta à sua mente e te faz sonhar acordado? Esse era um desses beijos. E por ser Kim Taehyung acabou melhorando tudo.

Tae entrelaçou suas pernas nas minhas e com um movimento de ninja trocou de posição comigo. Ele ficou por cima com suas pernas ao redor dos meus quadris, Taehyung desviou sua atenção da minha boca para meu pescoço, ele não era delicado como eu. Ele me mordia com força e deixava marcas de chupão por toda parte. Naquele dia estava usando uma camisa de botões, e Tae foi desabotoando cada um deles, e toda vez que desabotoava um me olhava, e beijava o pedaço de pele recém descoberto. Assim foi até que chegou no último botão.

- Acha que devo continuar? - Ele perguntou passando a mão por cima do meu pênis coberto pela minha bermuda.

- Ah deve. Se tem uma coisa que você deve, é continuar. Fique à vontade. - Digo sem tirar os olhos daquela criança provocadora.

Sim, eu sei que ele é mais velho que eu. Mas e daí?

Na cama Kim Taehyung era uma criança, curiosa e pervertida.

Ele desabotoa minha bermuda e a puxa até tirá-la completamente. Ele toca meu membro ainda coberto pela cueca box, e molha os lábios com a língua. Tae brinca com a barra da minha box e morde minha barriga.

- Ah, Tae. - Deixo um pequeno gemido escapar dos meus lábios.

Ele sorri contra minha pele, e retira minha box. Me apoio nos cotovelos para ver melhor a cena, Tae me encara com os olhos brilhando de malícia. Ele segura meu pênis já ereto com uma mão e sem aviso prévio enfia na boca arrancando um gemido dos meus lábios.

Perco meu apoio e caio na cama, o mais velho ainda me chupa e o prazer começa a inundar cada parte do meu corpo. Seguro alguns fios do seu cabelo e puxo com um pouco de força, admito. Quando estou prestes à atingir o orgasmo Tae para, se coloca de joelhos em cima de mim, e volta sua atenção para a minha boca. Ele me beija, e morde meus lábios, então fica de pé e arranca sua bermuda e sua box do corpo. Depois volta a ficar por cima de mim, e a me beijar.

- Eu amo você. - Ele fala com seus lábios próximos ao meu ouvido. - Eu te amo muito, Jungkook. Mesmo antes de você saber que eu existia, já te amava.

- Como assim? - Pergunto puxando seu rosto para olhá-lo nos olhos.

- Eu te vi na televisão. Várias vezes, sabia quem você era. E me apaixonei por você antes mesmo de te conhecer. - Ele diz tocando meu rosto. - Por isso quando você se mudou para Seul, e fiquei sabendo que estava com Jimin, acabei ficando triste. Porque você mostrou ser tudo aquilo que eu pensava que era. E percebi que te amava, mas que você nunca seria meu. Mas agora é.

- Agora sou. - Digo puxando seu rosto para um beijo.

Desci minhas mãos do seu rosto para sua bunda, então o levantei e coloquei onde queria. Tae foi sentando devagar, descendo lentamente até que senti ocupar todo o espaço dele, Taehyung abriu a boca e gemeu. Quando ele se acostumou com a dor começou a rebolar, coloquei minhas mãos no seu quadril e o ajudei a se movimentar, logo ele não precisava mais de ajuda, Tae rebolava, ia e vinha fazendo seu próprio ritmo, passei minhas mãos na sua coxa e desci até seu membro ereto.

Seguirei com a minha destra e comecei a masturbá-lo no mesmo ritmo dos seus movimentos. Ele gemia alto, cravou suas unhas no meu peito e começou a quicar mais rápido, gemi seu nome várias e várias vezes, até que ele gemeu uma última vez, jogou a cabeça para trás e senti seu gozo melar minha mão. Ele saiu de cima de mim e deitou do meu lado. Puxei-o para que deitasse por cima do meu braço e esperei até que nossas respirações voltassem ao normal.

- Só não entendi uma coisa. - Falei depois de um tempo.

- O quê? - Ele perguntou.

- Se você já era apaixonado por mim, por que me tratou tão mal quando nos conhecemos? - Pergunto.

- Eu gostava de você, e você estava pegando o meu melhor amigo. - Tae responde. - Queria que eu agisse como?

Taehyung se levanta e vai até o banheiro, depois para a cozinha.

- Pra onde vai? - Pergunto seguindo ele.

- Me deu fome. Vou procurar o que comer. - Taehyung responde.

Passamos o resto do dia juntos, apenas comendo, assistindo e aproveitando o tempo juntos. Ter Taehyung só para mim era como um sonho, mas não estava completo, preciva que todos soubessem o quanto eu o amava. Por isso resolvi que contaria para os meus pais sobre ele. Então na terça durante o jantar eu simplesmente falei.

- Mãe, pai eu sou gay. E estou apaixonado por um cara da faculdade. - Falei.

Minha mãe me observou com os lábios abertos, ela olhou para mim, depois para meu pai que me olhava meio furioso.

- Eu gosto muito dele. E queria que vocês soubessem disso. - Acrescentei quando vi que ninguém ia falar nada.

- Está bem. - Meu pai falou.

- Está? - Perguntei assustado.

- Não vou falar que estou saltando de alegria, mas, você já é um adulto. Não posso interferir nas suas decisões. - Ele disse deixando sua comida de lado. - A imprensa vai te atacar por todos os lados, vão querer te tirar do concelho da empresa, provavelmente não vão te respeitar e vão jogar muitas piadas para cima de você, e você vai ter que adotar um bebê para criá-lo como um verdadeiro Jeon, porquê a única coisa que eu não quero, é que você não deixe a empresa nas mãos de um idiota. Então, está pronto para passar por tudo isso?

- Sim. - Respondi. - E você mãe, o que acha de tudo isso?

- Por tanto que ele seja um bom rapaz, e goste de você. Por mim tudo bem. - Ela responde dando de ombros.

- Engraçado que encontrei um diário em uma daquelas caixas, um diário de Jeon Chan, e ele também tinha um amante. Ele se apaixonou por um homem. Mas decidiu abrir mão dele, por ter medo das consequências. - Digo.

- Ah, sim. Foi eu que coloquei ele lá. - Minha mãe fala.

- O quê? Por quê? - Pergunto assustado.

- Já sabia que você conversava com Jimin, e estava cansada de você nunca se decidir se gostava ou não dele. Então coloquei o diário lá porque sabia que ele te ajudaria. - Ela respondeu.

- Tava incentivando nosso filho à ser gay? - Meu pai perguntou para minha mãe.

- Não, só dei uma força. - Ela respondeu. - Você está namorando o Jimin?

- Não, não deu muito certo entre a gente. - Falei.

- Então, quero que traga o garoto aqui no sábado. - Minha mãe ordena.

Concordo com a cabeça e volto a comer. Na quarta vou para a faculdade e Tae também, saí mais cedo da minha aula e fiquei esperando Taehyung sair. Até que vejo Jimin andando sozinho no corredor, crio coragem e saio correndo até ele.

- Jimin! - Grito, então ele para e me olha.

Seu cabelo preto está grande, cai por cima dos olhos, fora isso ele parece perfeitamente bem, sem olheiras, sem rugas, nada que denuncie tristeza.

- Posso falar com você um segundo?


Notas Finais


Bem, é isso. Próximo capítulo é o último. Apenas os pingos dos "is"
Vou tentar postar logo, mas não tenho certeza de nada.
Obrigada por acompanharem a fic, amo vocês
Bjssss


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