História The Chosen - Capítulo 42


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Exibições 310
Palavras 2.655
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, meus amores! Senti saudade.
Hoje eu trouxe um capítulo grandinho e até que não demorei tanto quanto achei que demoraria. q
Bem, eu não tenho muito o que dizer, porque até agora estou sem fôlego após aquele album maravilhoso, sos. ;-; Acho que vocês conseguem me entender. KDSPOAKSO
Vamos à leitura. <3

Capítulo 42 - Marionette


Fanfic / Fanfiction The Chosen - Capítulo 42 - Marionette

Jin estava quieto e pensativo o suficiente para ignorar cada vez que eu o chamava, mas pela sua expressão perdida eu conseguia perceber que ele não me ignorava intencionalmente, mas sim porque realmente não estava me ouvindo. Eu cruzei os braços ao desistir de falar com meu irmão e assim como ele me mantive em total silêncio, pelo menos até chegarmos à nossa casa, quando ele parou em frente à porta e olhou-me nos olhos.

- Sophie, como conheceu a Anna?

- Eu estava voltando da escola quando a vi e ela logo começou a conversar comigo, foi assim que acabamos construindo uma amizade.

- Tome cuidado com as pessoas, porque nós nunca sabemos a verdadeira intenção delas. – Disse ele e eu acabei rindo.

- Realmente, irmãozinho. – Falei e ele voltou a me olhar, então cessei o riso com um breve suspiro. – Nós nunca sabemos as intenções das pessoas.

Encerrei nossa conversa e abri a porta de casa, percebendo que havia certa movimentação pelo local, mas antes que eu pudesse questionar meus irmãos, inclusive o Jin, já estavam no jardim dos fundos, e eu apenas os segui, temendo ser algo relacionado ao NamJoon, mas me surpreendi quando vi do que se tratava.

Um gato.

O gato preto corria por entre as árvores e todos meus irmãos também corriam atrás dele e, sinceramente, foi a cena mais ridícula que vi naquele dia.

- O que estão fazendo? – Perguntei assim que Jimin agarrou as patas do animal, com força o suficiente para o gato gritar pela dor.

- Esse animal asqueroso vive entrando aqui e comendo as plantas do Jin, fazendo suas necessidades dentro do meu quarto e quebrando os pertences dos meus irmãos. – Jimin me respondeu indiferente, aproximando-se de Jin que já esperava ao meu lado.

- Demorei, mas finalmente matarei esse animal.

Foi então que Jin ergueu uma faca, aparentemente muito afiada, e direcionou a ponta da mesma para o estômago do gato, que se debatia entre as mãos do Jimin, mas antes que aquela arma atingisse seu objetivo, segurei o pulso de meu irmão e o apertei com uma força tão absurda que o surpreendi, e em um impulso desesperado, estapeei um dos lados de seu rosto, assim como fiz com Jimin em seguida, e então segurei o gato, ainda assustado, entre meus braços.

- Vocês estão loucos? O que pensam que estão fazendo?

Falei ao afastar-me deles, que praticamente me devoravam com seus olhos, mas o que realmente me preocupou foi o Jimin, já que ele cerrou seus punhos e já se aproximava de mim quando Hoseok o segurou, puxando-o novamente para trás, e mesmo relutante, seguiu nosso irmão para dentro de casa. O clima estava realmente pesado, e os outros dois presentes apenas se retiraram quando tiveram certeza de que Jin não faria nada contra mim, e ao ficar sozinha com meu irmão, iniciei:

- Eu não deixarei que faça mal a vidas inocentes, SeokJin.

- Esse gato vem atrapalhando minhas plantações há meses, Sophie!

- Ele não tem culpa de seus atos, é apenas um animal indefeso.

- Eu já perdi plantas raríssimas por culpa dessa praga!

- Plantas morrem e renascem o tempo todo, como você pode colocar isso acima de uma vida?

- Uma vida insignificante!

- Tão insignificante quanto a sua?

Eu praticamente gritei, e por mais que minhas palavras pudessem o irritar causaram outro efeito. Os olhos dele encheram de lágrimas e seus lábios tremiam, então ele apenas se manteve em silêncio.

- Eu não sei o que te fizeram, não sei o que você sentiu ou o que ainda sente, mas eu te garanto que acabar com vidas inocentes não é a solução para sentir-se melhor.

- Você não sabe o que diz.

- Jin, o sofrimento alheio não é a cura para o nosso.

Falei com mais calma, e ao perceber o pequeno corpo mais calmo em meus braços, o estiquei para meu irmão, que imediatamente recusou, mas mesmo com sua insistência em rejeitar o gato, eu continuei com meu ato, até que após longos minutos, Jin direcionou seus olhos aos grandes e redondos olhos esverdeados do animal, e então ele o segurou em seu colo, assim como eu segurava. Eu ousei segurar sua destra e o obrigar a acariciar a barriga do gato, logo acima do local onde antes ele ameaçou cortar, e ao ouvir o ronronar do gato, os lábios de meu irmão abriram um belo sorriso, tão calmo e inocente que eu acabei sorrindo junto a ele. Jin voltou a olhar para mim aos poucos e além de seu sorriso também percebi seu olhar diferente, com um brilho imenso, tão belo quanto o de uma criança.

- Você, provavelmente, sentiu medo, carência, tristeza, dor e ódio na sua infância, e mesmo que você não perceba, essa “praga” em seu colo sofreu o mesmo por suas mãos. O primeiro passo para se livrar da dor é aceitar que a tirem de você.

- Ninguém se importa com a dor alheia, Sophie.

- Eu me importo, mas se você ainda não confia em mim, confie no que você segura em seus braços. Às vezes, Jin, esse coitado que vivia destruindo suas plantas queria apenas que você o notasse.

Jin ficou quieto outra vez, eu sabia que estava conseguindo toca-lo com minhas calmas e seguras palavras, que eu tinha certeza de que eram reais, mas eu sabia que ainda não era o suficiente para convencer ele, foi então que me lembrei de algo que não falharia de jeito algum: a inveja e seu desejo por superioridade.

- Dizem que os gatos escolhem seus donos. – Iniciei, chamando sua atenção para mim. – E ele não poderia ter escolhido melhor.

- O que está tentando dizer?

- Ele poderia ter escolhido qualquer outro, mas ele preferiu você em meio a tantos, preferiu estar em seu colo e ser cuidado por você. Realmente, você é o melhor.

Foi então que Jin voltou a sorrir e apertou mais o animal em seus braços, voltando a acariciar o corpo do mesmo. Jin suspirou e balançou sua cabeça.

- Ele não parece tão ruim agora.

- Ele é seu e é seu dever cuidar dele. Assim como você é o melhor irmão, vai ser o melhor dono.

Eu sorri para ele e ouvi sua voz agradecer-me em um sussurro quase inaudível, e então o deixei sozinho no jardim. Eu passei sem pressa pela cozinha, na tentativa de ouvir a conversa que Hoseok e Jimin tinham, mas aquilo apenas me serviu para irrita-lo ainda mais, e por pior que fosse, eu gostei da sensação. Eu ri baixo ao direcionar-me para a escada, mas meu riso desapareceu quando uma forte e insuportável dor de cabeça me agrediu, tão intensa que meu corpo fraquejou e meu sangue pareceu borbulhar dentro de mim, como se estivesse fervendo. Eu segurei o corrimão e deixei minhas pernas vacilarem, mas antes que eu caísse de joelhos na escada, um frio percorreu meu corpo, sustentando-o antes que eu perdesse todas as minhas forças.

Aquela sensação era nova para mim, mas mesmo com a dor inicial, eu me sentia bem com a temperatura extremamente baixa que percorria meu interior, assim como meus pensamentos que estavam longe de minha mente. Eu terminei de subir as escadas e caminhei pelo corredor superior da casa, e inconscientemente entrei no quarto de Taehyung, que estava sentado em frente à escrivaninha, concentrado em algo que lia em seu computador. Eu sorri e encostei a porta antes de me aproximar dele e tocar seus ombros nus. O corpo dele estremeceu com meu toque e eu novamente sorri, mordendo o lábio inferior ao ver seu estado diante a mim. Eu deixei que meu rosto fosse direcionado ao dele e rocei meus lábios umedecidos por seu pescoço.

- Seja um bom garoto, querido.

Taehyung nada fez, continuou paralisado em cima daquela confortável cadeira, então afastei-me dele e caminhei até o meio do quarto, e em silêncio ele me seguiu. Seus olhos estavam perdidos nos meus e seu corpo ainda tremia em uma postura perfeitamente ereta. A seriedade em seu olhar me fez rir, mesmo que aquele riso não fosse meu.

- Estamos cansando de esperar.

- O que devo fazer?

Ele perguntou e eu sorri, então pensei por alguns instantes e olhei para a sacada, suspirando lentamente ao ver as cortinas vermelhas balançando conforme o vento as atingia. Eu o encarei novamente e em minha mente a imagem de seu corpo caindo se repetia, e ele, com muita obediência aceitou meu “pedido”.

Taehyung caminhou sem pressa para a sacada e virou-se de costas para o jardim, e quando eu sorri pela última fez, ele deixou seu corpo tomar impulso para trás, e assim que eu ouvi o alto barulho causado pelo impacto de seu corpo com o chão aquela temperatura baixa desapareceu e meu corpo caiu sem força no chão do quarto, e naquele momento voltei a ter controle sobre meu corpo, e naquele exato momento me entreguei ao choro, tão intenso que cheguei a soluçar.

Aquela mesma mulher de antes me veio à mente. Ela estava cada vez mais forte dentro de mim, cada vez me consumindo mais e mais, cada vez me causando sensações absurdas e realizando atos que traziam graves consequências.

Por algum motivo ela queria que eu me livrasse de cada um deles da pior maneira possível e era evidente que ela não se preocupava com as consequências que seus atos causariam em mim.

Eu era apenas a sua marionete.

 

Jimin

 

Eu já estava mais calmo quando Hoseok terminou de conversar comigo, acabando por me fazer compreender que fui irresponsável por me comportar daquela maneira diante dos olhos dela, podendo jogar claramente o que realmente somos.

Jin havia saído pouco depois que Sophie o deixou no jardim, e por mais estranho que eu considerasse, ele levou o gato, alegando estar preocupado quanto minhas ações com seu novo animal de estimação. Aquela garota tinha o poder de manipulação ainda maior que o de Hoseok e isso se tornaria um problema em breve.

Meu irmão estava parado na porta do jardim enquanto observava o céu escuro em um agradável silêncio, mas aquela tranquilidade foi quebrada quando um barulho alto soou próximo a nós dois. Nos encaramos por poucos segundos e corremos para fora, e foi então que vimos Taehyung caído no chão de pedra, ensanguentado e inconsciente. Yoongi também veio até nós e correu até nosso irmão, checando seu pulso, e ao ver que ele ainda estava vivo, perguntou:

- Onde o Jin está?

- Não faço ideia. – O respondi nervoso, enquanto o ajudava a segurar a cabeça de nosso irmão.

- Precisamos leva-lo ao hospital antes que aconteça algo pior.

- Não é melhor esperar o Jin chegar e o examinar?

- Não temos tempo, Hoseok! – Ele praticamente gritou ao segurar Taehyung em seu colo, cuidadosamente. – Jimin, fique aqui para cuidar da Sophie. Hoseok, pegue o carro e vamos leva-lo daqui.

Não tive tempo de protestar, já que antes mesmo de eu dizer algo meus irmãos o levaram para longe de mim, e eu permaneci em silêncio, tentando colocar meus pensamentos em ordem. Foi então que consegui assimilar o que aconteceu com a Sophie.

Maldita.

Eu corri pelas escadas e me direcionei ao quarto de Taehyung, empurrando a porta com força o suficiente para assustar Sophie que chorava no chão do quarto. Eu a segurei pela gola da camiseta e a obriguei a levantar-se, e mesmo com seu olhar assustado não me sensibilizei.

- O que você fez com ele? Por que o jogou? – Gritei e ela negou.

- Eu não fiz nada, ele caiu!

- Não minta, eu sei que você o jogou!

- Ele caiu, Jimin, eu juro!

Ela continuava insistindo em sua mentira, mas eu sabia que não era verdade, talvez eu fosse o único que conseguisse perceber as mentiras dela.

Irritado, eu agarrei seu cabelo e a arrastei até a sacada, a obrigando a olhar a poça de sangue feita no chão, e ela gritou, chorando ainda mais que antes. Ela continuou negando o que havia feito e aquilo ferveu meu sangue, e assim a empurrei para dentro do quarto, em cima da cama.

O corpo dela tremeu quando retirei o cinto e o dobrei ao meio, e logo ela se arrastou para o fundo da cama, erguendo suas mãos em frente ao corpo, como se aquilo fosse me impedir de realizar meu ato, e mesmo com o medo em seu rosto, bati o couro contra o rosto dela, com a mesma força que ela usou em mim anteriormente.

Ela gritou e implorou para eu parar, mas não me comovi.

Ela chorou ainda mais, mas não me arrependi.

Ela tremeu, mas não me preocupei.

O medo fez meu corpo responder positivamente à dor dela, fez uma sensação prazerosa me invadir e causar os mais impuros pensamentos que eu poderia ter com ela. Meu corpo fervia e eu batia cada vez mais em seu pequeno e frágil corpo, e quando aquele prazer falou mais alto, larguei o cinto no chão e ergui meu braço, porque ainda não era o suficiente para mim. Eu precisava sentir sua pele se abrir entre meus dedos. Mas quando eu consegui atingir a altura desejada, Sophie agarrou meu pulso com uma força absurda e me jogou em cima da cama, foi então que ela segurou meu braço livre e subiu em meu colo, aproximando o rosto do meu.

A raiva tomou conta de seu olhar e um sorriso atormentador se formou em seus belos lábios, que pronunciavam meu nome suavemente, mas com uma voz que não vinha dela, e mesmo com o medo do que me aconteceria eu cedi aos seus macios lábios que tocaram os meus em um beijo nada calmo, mostrando para mim que eu não era o único a sentir aquela vontade. Minhas mãos, quando soltas, tocaram as coxas dela com força o suficiente para nosso corpos grudarem um contra o outro, e os lábios dela escorregavam por minha mandíbula até tocar o meu pescoço, sendo marcado por seus dentes conforme ela pressionava o quadril contra o meu, mas o barulho da porta de entrada abrindo chamou a minha atenção.

Sophie continuou no mesmo lugar.

- Sophie, nós não podemos agora.

- Um último beijo.

A voz macia dela acalmou o meu coração acelerado e eu fechei os olhos imediatamente, ouvindo o riso baixo dela antes de calar-se com meus lábios, beijando-me de uma forma que por mais intensa e prazerosa que fosse, conseguiu me assustar, já que por alguns segundos eu fiquei paralisado, sem conseguir mover minha língua contra a dela.

O quarto estava frio e o corpo dela pesava acima do meu e toda a minha energia se esvaiu quando meus lábios foram cortados pelos dentes dela, tão afiados quanto uma lâmina, e então o sangue foi sugado para dentro do corpo dela, e através daquele corte uma boa quantidade de sangue saiu, mas não o suficiente para deixar-me tonto, e então, quando satisfeita, ela saiu de cima de mim e em um relance pude ver seus olhos em um tom esverdeado, totalmente diferente do belo azul que eram antes. Eu levantei em silêncio quando a temperatura do quarto voltou ao normal, e então tranquei a porta já ao lado de fora. Não escutei barulho algum, o que era estranho já que meus irmãos não conseguiam ser silenciosos nem quando queriam; caminhei pelo corredor e olhei para o primeiro andar através da escada, mas não havia ninguém, então voltei o meu quarto, mas após eu sentar-me na cama a minha dor nas costas me incomodou, e estava mais forte do que em todos os anos que eu vinha sentindo-a. Meus ombros pesavam e eu estava cansado, foi então que senti algo frio rodear meu peito e quando olhei para o espelho em minha frente pude vê-la.

E ela estava tão linda quanto naquela noite.

A noite que eu, até então, não lembrava mais.


Notas Finais


E por hoje é só, meus amores!
Eu espero que tenham gostado e digam o que acharam, por favor!
Em breve continuarei, então aguardem, hm?
Beijinhos e eu amo vocês! <3


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