História The Chosen - Capítulo 44


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Visualizações 477
Palavras 1.780
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Cheguei rapidinho, awn. HDUSHUAS
Gente, eu escrevi esse capítulo com muito amor e cuidado para que estivesse bom o suficiente para vocês, mas como eu quase nunca consigo revisar, desculpem-me caso encontrem algum erro. ;-;
Bem, vamos à leitura. <3

Capítulo 44 - Forgive me, Sophie


Fanfic / Fanfiction The Chosen - Capítulo 44 - Forgive me, Sophie

SeokJin

 

Eu havia recebido uma ligação de Hoseok poucos minutos após eu sair da loja, dizendo-me que nosso irmão estava internado e em estado grave, o que obviamente me preocupou. Taehyung conseguia fazer qualquer ferida cicatrizar em segundos, conseguia se recuperar de qualquer alergia ou gripe, mas ele não conseguiria se recuperar de algo tão grave quanto às consequências drásticas causadas por sua tentativa de suicídio. O que eu não sabia era se o que me preocupava era a ausência dele para nossa salvação ou a ideia de perder um dos meus irmãos.

Eu caminhei o mais rápido possível para casa, já que não deixariam o Georg entrar no hospital junto a mim, e quando cheguei à casa percebi um carro estacionado em frente a mesma, mas eu não o conhecia. Entrei em silêncio e imediatamente percebi o cheiro de Sálvia Branca, uma erva que auxilia na limpeza espiritual, invadir minhas narinas. Coloquei Georg em cima do sofá e caminhei pela sala, até que ouvi vozes na cozinha, então elas apareceram em minha frente.

Anna estava ali, e surpresa por me ver, parou imediatamente de andar.

- O que você está fazendo aqui? – Perguntei a ela, que logo escondeu algo atrás de si. – O que é isso?

Ela deu um passo para trás quando me aproximei, assim como Sophie, mas antes que ela se distanciasse ainda mais segurei um de seus braços e puxei o recipiente de prata que eu usava para defumar ervas. Ela olhou-me assustada e eu rangi os dentes, segurando-me para não gritar com ela na frente de Sophie, que também segurava um objeto semelhante àquele.

- Jin, eu posso explicar...

A voz tremula dela entregou-me seu estado quando puxei o recipiente para mim, e dentro do mesmo o restante da Sálvia queimava. Eu joguei-o no chão e agarrei seus braços com força, arrastando-a para fora de casa, mas antes que eu conseguisse sair, Sophie gritou:

- Eu tentei matar o Taehyung.

Ela respirava ofegante pelo receio do que eu faria com sua amiga, e então parei com meu ato, virando sutilmente minha cabeça para o lado, fazendo-a prosseguir:

- Eu sei de toda a verdade, Jin. Eu sei o que vocês querem fazer, sei que vocês não me amam como dizem, sei que vocês me odeiam e que eu morrerei no último dia deste mês. – Ela se aproximou de nós e me obrigou a soltar Anna, que correu para o lado de EunJi e JungKook que desciam a escada. – Sem que eu percebesse algo me guiou ao quarto do nosso irmão e o convenceu a tentar suicídio, assim como fez com o Jimin logo em seguida. Eu sou a culpada e a Anna estava apenas tentando me ajudar.

- Sophie, você está louca.

- Eu sei que todos vocês são assassinos, sei que nosso pai abusou de você durante anos, sei que estamos destinados à morte, e eu também sei sobre o NamJoon.

Quando ela citou o nome de nosso irmão o meu sangue pareceu congelar em minhas veias. Ela realmente sabia o que escondíamos e quais eram nossas intenções, e isso poderia arruinar tudo o que planejamos durante anos.

Eu precisava fazer algo, precisava contar aos meus irmãos e aos nossos pais, mas eu nem ao menos sabia para onde haviam ido. Sophie estava quieta, esperando por minha resposta, mas eu apenas permaneci em silêncio, tentando pensar em algo que a fizesse esquecer de tal coisa.

- Jin, eu sei que você provavelmente irá correndo contar aos nossos irmãos o que acabou de ouvir, sei que poderá me trancafiar como fizeram com o NamJoon, mas eu não tenho medo e até aceito se isso os deixar seguros, mas eu só quero que escute o que a Anna tem a dizer, por favor.

- Eu não quero ouvir nada do que ela tem a falar.

- Jin, por favor, escute-a.

- Eu não gosto dessa garota, Sophie. Eu não quero ficar perto de pessoas como ela.

- SeokJin, nós éramos amigos e eu sempre fui a única pessoa que se importou com você, agora porque uma família de merda diz que estou errada você deixará tudo isso para trás?

- Você me abandonou quando eu mais precisei, Anna. Quando eu fui internado naquela maldita clínica você nem ao menos se preocupou em ir me visitar ou perguntar sobre o meu estado. Quando eu recebi alta fiquei esperando pela sua visita, mas você não apareceu. Você simplesmente desapareceu.

- E você, por um acaso, se perguntou o que fizeram comigo enquanto você esteve longe? – Ela riu, descendo a escada e parando em minha frente. – A sua querida mãe tentou me matar várias e várias vezes, Jin. Sempre que eu procurava saber sobre você ela estava lá, e quando eu sabia que ela conseguiria tirar a minha vida eu fugi. Eu passei todos esses anos pulando de casa em casa, tentando estabilizar a minha vida e aprimorar meus conhecimentos.

- E por que não se preocupou em saber se eu estava bem ou não? Você não me procurou depois, Anna.

- Eu te observei por esse tempo todo, Jin. Eu consegui descobrir tudo sobre vocês através da magia, consegui cuidar de ti mesmo que distante, mas vocês estavam tão loucos que não era conveniente me aproximar, mas quando eu vi a Sophie e tudo o que ela fez por vocês eu precisei ajudar, assim como tentei ajudar você quando era pequeno. Eu poderia abandonar qualquer pessoa, exceto você, Jin.

Anna acariciava meu rosto carinhosamente enquanto seus olhos mantinham-se presos aos meus, e quando seus finos braços puxaram-me para seu abraço, meu corpo estremeceu, assim como meu coração que batia forte dentro do peito. A sensação de ser abraçado era maravilhosa, a sensação de ser lembrado era incrível e a sensação de ser importante para alguém era ainda melhor do que eu imaginava.

Eu nunca havia pensado que em menos de três horas eu poderia me sentir tão feliz como estava me sentindo. Sophie fez meu coração aquecer, Georg, o meu novo gato, fez eu me sentir especial, e a Anna... ela fez eu sentir uma queimação esquisita no estômago, algo semelhante a diversas formigas correndo por ele. Uma sensação estranha, mas muito boa.

- Deixe-me contar a verdade, Jin. Escute-me.

Eu olhei para JungKook e ele balançou a cabeça assim como Sophie fez em seguida, e eu assenti para Anna ao afastar-me. Ela sentou-se junto a mim no sofá e iniciou sua história absurda. Absurda, mas que fazia sentido.

Cogitar a hipótese de que a SooYoung já tinha tudo perfeitamente arquitetado esclarecia muita coisa que eu evitei perguntar durante muitos anos. Descobrir a origem de cada um de nós, descobrir a história de vida de nossos verdadeiros pais, descobrir o que as pessoas ao nosso redor faziam em troca de uma boa vida, tudo, exatamente tudo se encaixava e começava a esclarecer as milhares de dúvidas em minha mente.

Anna calou-se após terminar sua história e eu permaneci quieto, porque mesmo que muita coisa fizesse sentido, algo ainda faltava para provar a mim que tudo o que eu conhecia era uma farsa.

- Eu posso te mostrar algo que vai te fazer acreditar em mim.

- E o que seria isso?

- Leve-nos ao seu quarto.

- Estranho pedir isso depois de ter invadido ele e roubado minhas coisas.

Eu acabei rindo ao ver a expressão emburrada dela e apenas nos levantamos, e então cada um de nós subiu rapidamente e entramos no quarto. Sophie trancou a porta e Anna sentou-se na mesa redonda, ausente do altar, e eu sentei de frente a ela. JungKook trouxe até nós uma fotografia antiga, com pequenas manchas causadas pelo tempo. Na fotografia haviam muitas pessoas, mas não me preocupei em contar quantas haviam. Eu observei os rostos ali sem pressa, até reconhecer a feição gentil de uma das mulheres ao lado esquerdo de SooYoung. O sorriso semelhante ao meu aqueceu meu corpo e os olhos brilhantes me fizeram suspirar conforme minhas mãos eram seguradas pelas de Anna.

Eu olhei-a nos olhos e aquela bela imensidão esverdeada me prendeu, fazendo-me voltar em minhas próprias memórias.

 

SooYoung conversava com quatro homens encapuzados ao lado de fora de uma humilde casa, enquanto dentro desta uma mulher cantarolava uma música calma para o filho sonolento em seu colo que tomava o leite da mamadeira azul. A mãe distribuía beijos delicados pelo rosto do filho sorridente, pouco antes dele adormecer em seus braços quentes.

O pai do garoto parou ao lado de sua esposa e sorriu ao ver a expressão tranquila do garoto.

- Eu não quero entrega-lo.

- Vamos fugir daqui com ele, para longe.

- Mas fizemos um juramento, querida.

- Eu não me importo com o juramento, não me importo em morrer, eu apenas quero que o nosso filho fique seguro.

- Arrume suas coisas, querida. Vamos sair daqui agora mesmo.

A mãe sorriu aliviada e colocou o garoto em seu berço após se levantar, mas antes de correr para fora do quarto, SooYoung a parou, surpreendendo-a tanto ao ponto de a mãe, desesperada, começar a chorar.

- Vou mostrar o que acontece com quem quebra o juramento.

SooYoung deu um passo para o lado e cruzou os braços ao sorrir, então os mesmos homens com quem ela conversava entraram no quarto, e mesmo com os gritos desesperados atiraram no casal, em pontos certeiros que os fez perder a vida instantaneamente.

SooYoung voltou a sorrir e olhou para o garoto, ainda adormecido, no berço.

- Espero que você não seja covarde como seus pais quando crescer, SeokJin.

 

Anna soltou minhas mãos e eu finalmente consegui sair do transe que ela havia me feito entrar. Seus olhos preocupados me fizeram sentir um aperto em meu coração. Era verdade.

Foi então que uma sensação desconhecida preencheu meu peito, uma dor tão imensa que superava até mesmo a humilhação que sofri de meu pai, e juntamente àquela sensação, chorei. Chorei ao ponto de soluçar.

Sophie agachou em minha frente e abraçou minha cintura, repousando sua cabeça em meu peito, e logo senti JungKook, EunJi e Anna também me abraçarem, juntos.

- Perdoe-me, Sophie.

Sussurrei com a voz tremula, tentando de todos os jeitos cessar o choro, mas parecia impossível.

Durante anos causei a dor nas pessoas inocentes, culpando-os por algo que nenhum de nós teve culpa. Durante anos julguei meus pais por terem me abandonado em um orfanato quando, na verdade, eles haviam sido vítimas assim como cada um de nós. Eu enganei Sophie, a fiz sofrer e a julguei sem saber da realidade enquanto ela tentava se aproximar de mim e me presentear com a honra de ser seu irmão.

Seria tarde para me arrepender?


Notas Finais


Eu sou uma pessoa muito emotiva, então nem preciso dizer que fiquei emocionada escrevendo, né? KODSKASPKSAPO Espero que tenham gostado tanto quanto eu gostei de escrever esse capítulo!
Obrigada pelos comentários e pelos favoritos, meus amores!
Os vejo no próximo.
Beijinhos. <3


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