História The Chosen - Capítulo 56


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
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Palavras 5.861
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


E olhe só, chegamos ao último e enorme capítulo! q
Estou emocionada com tudo isso, sos. ;; Mas tenho uma surpresa para vocês. q
Bem, nos vemos nas notas finais.
Beijinhos, amores. <3

Capítulo 56 - Begin?


Fanfic / Fanfiction The Chosen - Capítulo 56 - Begin?

JungKook

 

EunJi gritava com a irmã, citando a ela os mais baixos e terríveis adjetivos, mas que mesmo assim era pouco perto do que ela realmente merecia. A dor era evidente no olhar dela, afinal, não era para menos, já que a própria irmã a mataria em poucas horas. SooYoung gargalhava e passava de lá para cá com velas, incensos e um longo tecido negro, enquanto DongHa trazia junto a TaeHyung, do porão, uma mesa longa e espaçosa que com toda a certeza cabiam duas pessoas ou mais. SooYoung esticou o tecido com a ajuda de Hoseok e Jimin por cima da mesa, e graças à sua largura, boa parte do tecido arrastava no chão. No centro daquele tecido havia algum símbolo bordado em vermelho que não consegui ver ao certo o que era. Jin e Yoongi espalharam ao redor daquela mesa algumas velas de cores diferenciadas, mas cada uma possuía um significado diferente, mesmo eu não sabendo quais eram. DongHa, ainda com a ajuda de Taehyung, iluminou toda a sala com velas, e a cada vela acesa repetiam uma frase inaudível, mas com força o suficiente para me causar calafrios. Anna chorava e tentava impedir que continuassem, mas a cada tentativa, SooYoung batia em seu rosto, e mesmo com a raiva transbordando do corpo do Jin, ele precisava segurar-se e controlar sua fúria. Eu olhava para o relógio na parede, desejando que o tempo parasse, mas parecia que quanto mais eu desejava, mais rápido os minutos corriam.

Faltava apenas mais uma hora para as três da manhã.

Batidas na porta nos fez acordar daquele desespero, e quando eu vi Carla entrar na sala, um fio de esperança e felicidade surgiu em meu peito.

- Carla, ajude-nos! – Implorei, mas ela revirou os olhos.

- Olha, quem quer que tenha feito o círculo mágico em volta da casa, quero que saiba que não adiantou.

Ela gargalhou junto à SooYoung, jogando um athame de prata em qualquer canto da sala. Ela se aproximou um pouco mais de nós e parou em minha frente, agarrando meu cabelo entre seus dedos e o puxando com força o suficiente para alguns fios soltarem-se.

- Você foi muito útil passando informações sobre o que acontecia com a Sophie, JungKook. – Ela sorriu. – Graças a você eu pude saber exatamente como a força da minha filha funciona, e assim eu consegui estudar a melhor maneira de controla-la.

- O que quer dizer, Carla?

- Nada. Eu apenas quero lhe agradecer por ter sido útil no meu caminho para a salvação.

Carla abriu um sorriso ainda mais largo, mas desta vez não era um sorriso doce, era um cheio de maldade e ódio. Ela parou ao lado de SooYoung e retirou de dentro de sua bolsa a caixa de joias onde estava o Cordão de Sangue, e quando a mais velha o pegou na mão, sorriu satisfeita.

- Eu não posso acreditar! – Gritei, chamando a atenção de todos. – Você havia se arrependido, Carla! Você pediu perdão junto ao seu marido e fez até o impossível para eu acreditar que você era boa. Essa mulher matou o seu marido, tentou te matar e está fazendo mal à sua filha!

- Você está enganado, JungKook. – Ela sorriu, balançando negativamente a cabeça. – Naquela noite, realmente nos arrependemos, mas quando Sophie nasceu eu percebi o erro que cometi. O meu arrependimento não faria a minha alma ser poupada, e como a menina já havia nascido antes de eu mudar a minha opinião, já não precisava mais do meu marido, por isso o matei. Eu sabia exatamente como cada um dos irmãos eram, por isso te avisei, e obviamente não poderia deixar a Sophie desprotegida ou algo sairia errado, não é?

- Você me enoja!

Yoongi correu até Carla e a agarrou pelo pescoço, com tanta força que o ar falhou aos pulmões dela, então ele desferiu um soco forte em seu nariz, fazendo-o sangrar, mas antes que ele pudesse continuar com as agressões, DongHa e Jimin o seguraram, e assim como eu, ele também acabou amarrado à uma cadeira.

SooYoung e Carla arrumaram as cadeiras em um círculo em volta da mesa no centro da sala, enquanto éramos obrigados pelo DongHa a vestir longas e largas capas pretas, e esse foi o único momento em que fomos soltos, pois ele rapidamente voltou a nos amarrar.

Eu já havia desistido de gritar, xingar ou humilhar a Carla, pois a dor da traição falava mais alto do que qualquer palavra que eu ousasse pronunciar.

Então era dela que o NamJoon estava falando.

Carla é a traidora.

 

Anna

 

Faltavam pouco menos de vinte minutos para o começo do ritual, e eu era a única que não estava dentro do círculo, pois eu não passava de uma qualquer para SooYoung e não faria diferença alguma em seu tão esperado dia. Ela procurava em todos os cantos da casa o cordão que Jin havia enterrado, e a cada minuto ela ria por não acha-lo, e mesmo que um dia houvéssemos pensado que sem ele nada funcionaria, estávamos enganados. SooYoung afirmou que não precisaria dele, pois já tinha o suficiente. A ansiedade nos olhares daquele casal fazia meu medo e minha preocupação aumentar a cada vez mais, e percebendo que de alguma forma eu tentava estragar toda aquela energia que SooYoung consumia, ela sorriu, entregando ao Jin uma venda preta.

- Não quero que a nossa espectadora acabe com a energia nesta casa, então tampe seus olhos e garanta que ela não fará nada contra nós.

- Mas, mamãe, como ela faria algo apenas com o olhar?

- Seu irmão faz coisas incríveis com os olhos, Jin. – Ela sorriu, apontando para Hoseok. – O que nos garante que ela também não fará?

Ele nada disse, apenas assentiu dificilmente com a cabeça e se aproximou de mim aos poucos, curvando seu corpo para frente conforme meus olhos o acompanhavam. Discretamente, ele selou meus lábios e sussurrou:

- Se conseguir soltar-se, fuja!

- Não sem você.

- Por favor, fuja! Eu odiaria ver a mulher que eu amo sem vida.

Eu permaneci em silêncio e Jin sorriu, então, após poucos segundos, tudo escureceu.

 

Hoseok

 

Jimin e eu caminhávamos com pressa pela casa, trilhando o caminho até o final do jardim, onde Sophie e NamJoon estavam trancados, e para a nossa sorte nenhum deles estava possuído. Jimin sorriu ao ver os machucados espalhados pelo corpo de nosso irmão e rapidamente o prendeu em sua camisa de força, enquanto eu também prendia Sophie em uma. Ela estava chorando sem parar e aquilo partia o meu coração, mas era necessário.

Nós traçamos o caminho de volta em silêncio, mas o medo fazia parte de nossos corpos, ainda mais quando o céu começou a se fechar e nuvens escuras e carregadas apareceram sobre nossas cabeças. Todos estavam sentados em volta da mesa, e quando chegamos à mesma, Jimin empurrou NamJoon para cima dela, o obrigando a deitar-se em um dos lados, enquanto eu deitava Sophie do outro. As velas foram acesas quando os dois corpos estavam repousados, e quando eu vi aquela cena muitas coisas se esclareceram e uma delas foi a lenda sobre as duas covas na Vila. Elas pertenciam a eles.

SooYoung colocou o capuz que tampava parte de seus olhos e esticou uma faca para cima, e exatamente naquele momento o tempo nos indicou o horário: três da manhã.

A tempestade caía ao lado de fora e o barulho dos trovões causavam-nos tremores, e então, quando a energia tomou conta do ambiente, tudo se apagou.

 

 

Anna

 

A chuva aumentava a cada segundo que se passava, e os terríveis trovões faziam o piso da casa tremer abaixo dos pés de cada um dos presentes. SooYoung permanecia de olhos fechados entre Carla e DongHa, recitando repetidas vezes rezas direcionadas ao Mestre, que mesmo fora do campo de visão deles, estava presente acima dos corpos repousados no centro da sala. O inferno estava lá.

Sophie se contorcia e seus gritos eram altos e grossos, completamente diferentes da voz doce e suave que ela antes possuía. As garras enormes rasgavam a camisa de força, assim como NamJoon também fazia, em prantos e gritos pela dor do demônio possuindo seu corpo.

Os Guardiões e demônios estavam presentes, tomando por completo os corpos de cada um dos participantes do ritual, exceto dos três que o iniciaram.

O desespero tomava conta de todo o meu corpo, pois a única coisa que me deixava saber o que ocorria era o barulho que faziam, pois a minha visão permanecia tampada. Eu me debatia e tentava soltar-me a qualquer custo, mas Jimin havia deixado as amarras absurdamente fortes em meus pulsos, mas por sorte, Jin não havia feito o mesmo com a venda, a qual rapidamente escorregou pelo meu rosto até o meu pescoço. Então, finalmente pude ver.

Ao contrário do que imaginei, todos os irmãos de Sophie estavam amarrados às cadeiras, e mesmo que todos estivessem com suas entidades, a força da energia que os rondava era tanta que se tornava impossível conseguirem soltar-se. A cúpula de energia que envolvia-os era escura, quase completamente negra, coisa que eu nunca havia visto antes; o corpo de Sophie e NamJoon flutuavam a poucos centímetros da mesa onde antes estavam deitados, e os risos e gritos denunciavam o que estava dentro de seus corpos. Acima da cabeça de todos uma enorme mancha negra estava, algo que mudava de forma constantemente, não possuía um corpo ou um rosto, apenas grandes e aterrorizantes olhos vermelhos, e quando aquela mancha tomava forma de algo semelhante a um corpo, não era humano. Eu já não sabia distinguir se aquilo era a junção de suas energias ou se era o próprio Demônio.

Eu estava desesperada e sem saber o que fazer, o sangue que saía dos pulsos dos garotos, por conta da força da corda, pingavam no chão, e quando eu percebi o corpo de Jin começar a falhar em seus movimentos, me desesperei ainda mais.

- Vamos, Anna, apenas uma vez.

Sussurrei para mim mesma antes de reunir todas as forças e a energia pesada do ambiente em meu favor. Há anos eu venho tentando me aprimorar um pouco mais em minha força mental, mas eu nunca consegui nem ao menos mover um objeto por um milímetro sequer, mas naquela situação eu precisaria conseguir, nem que isso resultasse em minha própria morte.

Meus olhos estavam fechados e com esforço apaguei tudo o que rondava minha mente naquele momento, exceto a imagem de Jin, a qual me serviu de motivação para continuar. Eu repetia diversas vezes, em silêncio, que as cordas se soltariam, conforme a minha mente mantinha a imagem das mesmas. Então, após um curto tempo, meus pulsos escorregaram para fora. Comemorei em silêncio.

Cuidadosamente, levantei-me e andei devagar pela sala para não chamar a atenção de ninguém, e então avistei o athame que Carla havia jogado ao chegar, mas ele estava perto dos pés de Taehyung, o que dificultaria o meu “plano”. Eu pensei por mais alguns instantes e agachei devagar, assim aproximando-me do círculo, então, quando toquei o athame, a cabeça de Taehyung virou-se completamente para trás, e seus olhos negros fitaram o meu rosto enquanto suas narinas moviam-se rapidamente. Guardiões dos Portais não enxergam. Lembrando disto, agarrei o athame e rapidamente me afastei, e quando ele percebeu que meu cheiro havia sumido, voltou a olhar para frente. Jimin, que estava ao seu lado, debatia-se com força e eu percebi os seus braços quebrarem por conta da brutalidade usada, e quando os ossos ficaram expostos, segurei-me para não gritar. Hoseok apenas ria, assim como Yoongi, enquanto encaravam o rosto pálido do Jin, que mesmo ainda com vida, respirava fraco. Percebi que apenas JungKook estava imóvel, então pude lembrar que o seu Guardião não era nocivo, mas se eu o chamasse, tudo estaria perdido.

SooYoung elevou as mãos que seguravam o Cordão acima de sua cabeça, enquanto NamJoon e Sophie conseguiram soltar-se da camisa de força que estava coberta por sangue. Aos poucos me aproximei dela, tomando cuidado para não ser vista, até que parei atrás dela e apertei o athame em minhas mãos.

- E agora, com este Cordão que guarda o sangue de seus filhos, lhe entregarei as almas dos Guardiões que se sacrificam por ti, dos demônios que se curvam diante ao seu trono, dos fiéis que o amam e dos filhos prometidos.

Exatamente no momento em que ela terminou de se pronunciar, todos os presentes soltaram-se das amarras e levantaram-se, mas NamJoon e Sophie adormeceram. Yoongi imediatamente olhou para JungKook e o corpo do mais novo foi arremessado para longe, mas permaneceu dentro do círculo; Taehyung encarava o corpo fraco do Jin e brincava com o mesmo, fazendo seu corpo ser agredido diversas vezes apenas com a força mental que Taehyung possuía; Hoseok e Jimin também se agrediam, mas de forma mais severa que os outros, e mesmo com os braços completamente sem movimento, Jimin conseguia ser mais forte que o irmão, já que o corpo deste jorrava sangue. EunJi permanecia em seu lugar, chorando sem parar enquanto encarava JungKook, e percebendo sua franqueza, sabia que ele seria o primeiro a morrer. NamJoon e Sophie ainda estavam desacordados, e de acordo com as “regras”, quando o primeiro Guardião morresse, ambos acordariam antes de suas próprias  mortes. Eu precisava impedir. Então, entre um leve sorriso, gritei:

- Não desta vez, SooYoung.

O tom de minha voz fez a atenção de todos voltar-se para mim, e mesmo com medo, continuei com o que eu planejei. Direcionei o athame à minha frente e, concentrando o restante de energia positiva que havia em mim, corri ao redor do círculo, em sentido anti-horário, abrindo-o novamente. Eu guardei o athame na minha cintura e olhei para frente, me arrependendo amargamente do que eu havia feito. SooYoung gritava e ordenava aos seus filhos para que me matassem, e como bons e obedientes filhos, eles vieram.

Eu corri pela casa, corri tanto que nem ao menos olhei pelo caminho; Hoseok conseguia me fazer sentir uma dor terrível apenas com seu olhar, e mesmo com dificuldade, continuei a correr, entretanto, fui impedida ao sentir minhas costas chocarem-se em algo. A pouca luz iluminou o rosto de Yoongi que segurava meus braços, e completamente imóvel fiquei. Meus olhos estavam embaçados pelas lágrimas, mas pude ver quando Jin se aproximou, e mesmo que estivesse com medo dele, fiquei feliz em saber que a quebra de energia havia o feito melhorar. Ele olhou-me nos olhos e sorriu, fincando suas garras afiadas em minha barriga, perfurando-me a pele lentamente.

- Por favor, pare... – Implorei, mas isso apenas o fez rir. – Jin, sou eu... a Anna!

- O seu namoradinho não está mais aqui. – A voz soou grossa e eu tremi.

- Sim, ele está! Jin, você é o dono desse corpo, você é mais forte do que essa merda que está te possuindo agora. Reaja, Jin!

As minhas palavras pareceram o irritar mais, já que ele arremessou o meu corpo para longe, fazendo-me bater uma das pernas com força no móvel da cozinha, e quando caí no chão, ele se agachou em minha frente, e mesmo sabendo que não adiantaria de nada eu insistir, tentei algo que mexia com o verdadeiro Jin.

- Isso, entregue-se ao demônio. – Ri. – Você sempre foi um fraco mesmo. Os seus irmãos sempre serão mais fortes e melhores do que você, Kim SeokJin.

Naquele momento a expressão dele mudou para uma ainda mais aterrorizante, e conforme suas garras voltavam a me perfurar um dos braços, a dor foi evidente nos olhos dele, a dor misturada com a surpresa. O corpo dele estremeceu e caiu em minha frente, e pela forma como ele gritava e se contorcia eu percebi que Jin lutava contra aquela terrível força, e não demorou muito para que ele começasse a tossir e a vomitar algo, que muito diferente dos filmes que vi, era branco. Jin havia expulsado de si o demônio.

- Jin...

Um imenso e irritante barulho veio da sala, e assustados pelo que poderia ter acontecido, fomos até lá o mais rápido que conseguimos, pois naquela situação todo o mal-estar e dor que sentíamos era pouco.

NamJoon e Sophie estavam acordados, mas ao contrário do que imaginei, ninguém havia morrido, então tive total certeza de que o demônio que possuía o Jin já estava longe de nós. Ambos os corpos ainda flutuavam acima das cabeças dos ali presentes, e pela expressão que havia no rosto sem cor de SooYoung, as coisas saíram de seu controle. O delicado rosto de Sophie estava ainda mais pálido que o comum, seus olhos eram de um verde profundo e brilhante, seu cabelo passava de sua cintura e as veias de seu corpo eram bastante aparentes, não apenas por estarem saltadas, mas também pela cor estar ainda mais forte e evidente em todas as partes de seu corpo. NamJoon estava da mesma forma, mas seus olhos eram como dois abismos negros, e quando chegaram até mim, todo o meu corpo arrepiou. Ele gargalhou e ergueu uma de suas mãos, mas antes que pudesse fazer algo a mim, Jin me puxou para o outro lado da sala, mantendo-me atrás de si enquanto o irmão se divertia com o nosso medo.

- Eu distraio eles, vá ao meu quarto e prepare uma poção de proteção e banimento.

- Mas e você?

- Eu ficarei bem, apenas vá e seja rápida.

Jin não disse mais nada, apenas chamou a atenção de NamJoon e Sophie para si conforme corria para perto deles, mas sempre que ele tentava toca-los, seu corpo era arremessado para trás, e mesmo que a preocupação e dor me dominassem, eu fiz o que ele pediu e corri ao quarto. Eu caminhei com pressa pelas estantes e peguei Arruda, Mirra e Benjoim, ervas fortes e que afastam energias e espíritos ruins; misturei as três em um recipiente de vidro e as amassei, por fim despejando a água que havia em uma jarra ao lado da cama, programando-a para a finalidade correta. Eu apertei o pote entre minhas mãos e respirei fundo, perguntando-me se conseguiríamos sair vivos daqui.

Ainda assustada e perdida em meus pensamentos, ouvi um horrível grito, tão grosso e alto que até mesmo os móveis do quarto tremeram, e então corri para a sala, foi então que percebi Sophie se divertir com as torturas que proporcionava ao Jimin, fazendo-o chocar contra a parede várias e várias vezes seguidas, e ao ver o estado de seu corpo entendi o motivo para o grito: com apenas um movimento de seus olhos, Sophie havia dilacerado a coluna dele, e julgando pela gosma branca ao lado dele, percebi que seu demônio também havia se afastado. Ela continuaria com as agressões, mas antes que pudesse, joguei um punhado daquela água com as ervas em seu corpo, o que a fez agarrar-me pelo pescoço, sem tocar suas mãos em mim, e me erguer pela parede manchada de sangue, minhas forças eram em vão, e antes de perceber, aquele pote já havia caído ao chão e se quebrado, mas graças à energia do que ali havia, Sophie me soltou e o restante dos irmãos voltaram a si, e no lugar dos gritos os vômitos ficaram e gemidos de dor ficaram. Jin tentava de todas as formas tirar Alcander de dentro do irmão, mas ele apenas gargalhava enquanto marcava a pele exposta dos braços do Jin, que mesmo com uma insuportável dor, se mantinha firme. Olhei ao redor e percebi a ausência daqueles três, e antes que Sophie voltasse a me atacar, corri para a cozinha enquanto puxava Hoseok que já havia entendido o que se passava. Ele me soltou e avisou que procuraria na sala de jantar, enquanto eu corri para o jardim e percebi certa movimentação no quarto onde trancavam NamJoon. Receosa, fui até o local e percebi que SooYoung puxava uma estante com a ajuda de Carla, revelando uma porta que daria diretamente na rua, mas antes que pudessem escapar, Yoongi e Taehyung vieram até nós e agarraram seus pais, e eu não pensei duas vezes antes de também puxar Carla para fora.

- Fujam conosco, ou eles matarão a todos nós! – DongHa implorou, mas Yoongi riu

- Não diga bobagens, papai. – Ele revirou os olhos e bufou. – Eu sei que planejaram cada detalhe disto, e sei também que se fugíssemos juntos, vocês nos matariam para cumprir com o acordo.

- Filhos, por favor...

- Não insista, DongHa. – SooYoung falou ao rir. – Mesmo que voltemos, não iremos morrer, pois o Mestre está ao nosso lado.

- Você é tão ingênua. – Falei em uma voz baixa ao entrar novamente na casa, empurrando Carla para a sala. – Os demônios mentem, bobinha.

Assim que entramos no cômodo, um forte trovão fez as janelas estilhaçarem e as portas baterem, e quando Yoongi tentou abrir uma delas, não conseguiu. As velas apagaram-se e o único som que ouvíamos era o da chuva e o das gargalhadas de Sophie, e para a nossa sorte, Jin conseguiu banir o demônio do NamJoon, e este estava tão assustado quanto eu. O silêncio reinou, mas logo se esvaiu quando com apenas um grito, Sophie iniciou um incêndio, mas ele ainda estava consideravelmente fraco.

Com uma das mãos, Sophie grudou os corpos de cada um de seus irmãos nas paredes, até mesmo do Jimin, que já estava quase sem vida. A tortura era evidente, as peles sangravam e os rostos ficavam pálidos e marcados a cada movimento que ela fazia, e naquele momento uma raiva incomum tomou conta de mim. Eu agarrei o pescoço de SooYoung e a empurrei para a chama, e com seu grito, Sophie se divertiu, olhando-me.

- Pare, Damara. – Falei e ela sorriu, vindo até mim em silêncio. – Você não terá sua liberdade dessa maneira.

- O que diz, humana? – Ela gargalhou, e seu olhar era como ácido em meu corpo.

- Apenas terá sua liberdade se o seu arrependimento for verdadeiro. Demônios mentem.

Os olhos dela perderam o brilho quando ela me ouviu, e quando ficou pensativa, seu corpo também foi jogado contra uma das paredes e exatamente naquele momento eu vi a imagem escura e aterrorizante vindo em minha direção. Eu não ousei olhar em seus olhos vermelhos, mas voltei a segurar o pescoço de SooYoung.

- É ela que você quer? – Perguntei, recebendo um riso em resposta. – Então é ela que você terá.

Eu rapidamente agarrei o athame em minha cintura e perfurei a barriga de SooYoung com a lâmina afiada, mesmo sabendo que ele não poderia, jamais, ter contato com o sangue. Ignorei todas as minhas crenças e promessas e banhei minha mão direita no sangue que jorrava de seu corpo, e assim desenhei um pentagrama na parte “limpa” do chão, e eu rapidamente a joguei dentro do símbolo. Em seguida, repeti o ato com DongHa e Carla, pedindo perdão em silêncio por machucar a mãe de minha melhor amiga. Eu amontoei os corpos ainda com vida e suspirei.

- Eu prometi que jamais me envolveria com a magia negra, mas é necessário.

Meus olhos encheram-se de lágrimas e, tremula, ergui o athame para cima, apertando-o firmemente em minhas mãos.

- Eu ofereço a ti, Lúcifer, as três almas perdidas de seus mais fiéis seguidores; lhe presenteio com o banquete de seus pecados carnais e espirituais; mato sua cede com sangue fresco e cheio de vida daqueles que te juraram amor e, por fim, lhe entrego diante aos céus os corpos de seus escravos.

Ao terminar de dizer tais palavras, afundei a lâmina no estômago de Carla, a qual estava por cima dos outros corpos, e ali deixei, imediatamente perdendo minhas forças e caindo ao lado dos corpos. O incêndio aumentou e após um longo suspiro os três perderam suas vidas. Sophie acordava aos poucos e todos os seus irmãos estavam em si, mas caídos ao chão enquanto tentavam se esquivar das fortes chamas. Jimin era o único que não se movia um centímetro sequer, pois o fogo fez a grande estante cair e esmagas suas pernas. Hoseok gritou e soluçou de tanto chorar ao ver o irmão e melhor amigo naquela situação, e então, enquanto o abraçava, falou:

- Você ainda tem chance de se arrepender, Jimin... por favor, só falta você! – Hoseok implorou, mas Jimin sorriu, negando com a cabeça.

- Eu me arrependi, irmão, mas já era tarde demais.

- Não é tarde! Por favor, aguente mais um pouco!

- Fuja com os outros, irmão... odiaria ter que ver essa sua cara feia no inferno todos os dias.

- Idiota!

Hoseok acabou rindo da piada de seu irmão, enquanto tentava o puxar para fora daquele lugar, mas a cada esforço, Jimin sentia mais dor. Sophie parou ao lado de Hoseok e também tentou tirar o irmão dali, enquanto Taehyung e Jin tentavam arrombar a porta, já que nas janelas haviam grades que impossibilitavam nossa saída. A cada momento o fogo aumentava e as tosses surgiam com mais intensidade, e então, quando estávamos prestes a desistir, JungKook ri.

- O que está esperando para me levar? – Perguntou à EunJi.

- Eu não posso... já está tudo terminado, Jeon!

- Não, não está! Você sabe que ele não vai parar enquanto não tiver mais uma pessoa para levar, e se você não fizer, ele matará a todos nós.

- Jeon, não peça isso, por favor!

- EunJi, é o nosso destino. – Ele sorriu e se aproximou dela, mesmo com as chamas tocando seus pés. – Eu amo você.

Jeon selou os lábios de sua amada demoradamente, depositando nos mesmos o último beijo do casal, enquanto ela chorava e soluçava. O abraço de despedida foi doloroso, mas preciso.

JungKook afastou-se dela e fechou seus olhos, esperando pelo pior, então EunJi caminhou para perto de mim, se esquivando do fogo, e retirou o athame que ainda repousava no corpo de Carla, então voltou para perto de JungKook e acariciou seu rosto, como se quisesse o guardar para sempre em sua mente.

- Eu também amo você e por isso não posso fazer o que pediu. Desculpe-me, meu amor. – Ela sorriu e ergueu o athame com ambas as mãos, respirando fundo. – Viva, querido.

Ela falou e JungKook abriu os olhos, mas quando tentou impedi-la, já era tarde. EunJi cravou a faca em seu próprio estômago, afundando a lâmina o mais fundo que conseguia, e com muito esforço a retirou, caindo em cima da chama que aumentou quando a porta finalmente fora aberta. Antes que JungKook conseguisse também se jogar contra o fogo junto a ela, Yoongi o puxou para fora da casa, enquanto Jin e NamJoon levaram Sophie e eu para fora da casa, mas Taehyung e Hoseok permaneceram ali.

- Irmão, não há o que fazer, deixe-o ai!

- Não! – Hoseok gritou, abraçando ainda mais forte o irmão. – Ele sempre esteve comigo e me protegeu, e não é agora que o deixarei sozinho. Está na hora de retribuir.

Taehyung ainda insistia, mas era em vão, e percebendo que morreria se continuasse ali, correu para fora, parando ao nosso lado, e assim que ele chegou, a cada inteira virou uma enorme chama, e com a explosão que teve nos fundos, percebemos que o gás da cozinha havia explodido, intensificando ainda mais o incêndio.

Quando nos recuperamos da tosse e conseguimos contatar a polícia, nos sentamos com certa distancia da casa, mas o suficiente para assistirmos o “show de luzes” oferecido pelo incêndio.

NamJoon estava abraçado à Sophie que ainda chorava e lamentava pelos amigos perdidos, assim como eu. Quando ele conseguiu a acalmar, afastou-se e selou seus lábios, ignorando completamente a presença irritada e enciumada de Taehyung.

- Graças a você eu pude ter o gosto da felicidade, Sophie. Eu nunca imaginei que amaria, que teria vontade de viver e de proteger alguém, e graças a você eu estou tranquilo, vivo, amando e tendo a minha liberdade de volta. Eu gostaria de que a situação fosse diferente, gostaria que estivéssemos todos juntos, sorrindo, brincando e comemorando o fim daquele inferno, mas infelizmente precisamos encarar a dura e frustrante realidade. – NamJoon suspirou e forçou um sorriso, acariciando o rosto de Sophie. - Espero que logo essas lágrimas parem, pois você fica muito mais bonita sorrindo.

- Isso parece uma despedida.

- Digamos que é um “até logo”.

- NamJoon...

- Taehyung! – NamJoon segurou uma das mãos do irmão e o puxou para perto de Sophie, o fazendo segurar a destra dela. – Eu sei que fui errado em tirar de ti a única mulher que você amou, sei que fui um idiota em roubar o amor da sua namorada, mas eu sei que apesar de tudo isso, você é o único que poderia faze-la feliz e cuidar dela.

- NamJoon, você não precisa fazer isso... eu entendo que tudo foi culpa minha e...

- Quieto! – Ordenou, mas sorriu largo logo em seguida. – Por mais que eu queira, receptáculos não podem ficar juntos, em hipótese alguma, e é por isso que eu a deixarei em suas mãos. Cuide dela e a faça feliz, irmão.

NamJoon novamente sorriu e abraçou o irmão antes de repetir o ato com cada um de nós, e assim que ouvimos as sirenes se aproximando, ele correu para longe, sumindo completamente de nossas vistas em poucos instantes.

Três carros de polícia pararam em frente a nós e dois caminhões de bombeiros faziam seu trabalho contra o severo incêndio, então, os policiais vieram até nós.

- Poderiam me explicar o que causou o incêndio?

Eu e Jin nos encaramos por um tempo e respirei fundo, antes de iniciar a história. O policial anotava tudo o que eu dizia, mas obviamente eu ocultei boa parte do ocorrido, ou achariam que éramos loucos e culpados por tudo o que aconteceu. O policial, ao terminar de anotar o que eu dizia, retirou o óculos e suspirou.

- Não é o primeiro caso de satanismo na região, e se eu estiver certo, as pessoas que realizaram os dois rituais ocorridos no local, são as mesmas. – Ele falou e eu concordei. – Nossas ambulâncias estão chegando e os levarão ao hospital, e após terem cuidado médico, os levaremos à delegacia para depor.

Não dissemos nada, apenas concordamos e nos retiramos dali após perceber o fogo ser controlado e as ambulâncias chegando ao local, e quando os bombeiros saíram de dentro da casa, nos aproximamos ainda mais de lá. Cada um deles levava em uma maca os corpos sem vida e completamente carbonizados de SooYoung, Carla e DongHa, e a cena era tão horrível que nem ao menos conseguíamos olhar. Quando o último bombeiro saiu, JungKook empurrou Yoongi que estava em sua frente e fez o bombeiro parar, então agachou ao lado da maca e voltou a chorar enquanto olhava para o rosto quase irreconhecível de EunJi. A dor dele era imensa e eu até me senti mal em ver seu desespero, e percebendo isso, Jin me abraçou com força.

- Vamos, Kook, levante-se. – Yoongi apertou os ombros do mais novo e o ajudou a se levantar. – Lamentar não a trará de volta.

- Você diz isso como se fosse fácil. Não sabe como é a dor de perder alguém que você ama.

- Como ousa? – Yoongi riu, cruzando os braços. – Eu perdi dois dos meus irmãos para o fogo.

- Mas eles não se mataram para você viver.

Jeon levantou o rosto e secou as lágrimas com as palmas das mãos, e ao encarar-nos, percebemos algo de diferente em seu rosto, algo que com toda a certeza o deixaria feliz em saber. Sophie soltou Taehyung e segurou o rosto do amigo entre as mãos.

- Kook, os seus olhos são lindos...

Um leve sorriso apareceu nos lábios dele, mas antes que pudesse falar qualquer coisa, um vento forte e extremamente gélido tocou nossas peles, fazendo todas as folhas das árvores que estavam molhadas pela chuva, voarem. O último homem saiu da casa, retirando as luvas que usava.

- São apenas esses, podem levar. – Um dos bombeiros disse.

- O que? Mas faltam dois! – Yoongi falou ao se aproximar. – Meus irmãos ainda estão lá dentro, bem ao lado da porta.

- Desculpe-me, senhor, mas não sabemos do que está falando. – Confuso, o bombeiro ergueu as sobrancelhas. – Não havia nenhum corpo além desses lá dentro.

Ao ouvir aquilo, Yoongi nos encarou e rangeu os dentes, e imediatamente corremos entre os homens para dentro de casa, e assim como ele havia dito, Hoseok e Jimin não estavam ali, em lugar algum.

Por algum motivo, eu sentia que aquele não era o final, mas sim o início.

O terrível e assustador início.

(...)

Seul, 30 de setembro de 2017.

 

Há pouco mais de uma hora desde que entramos neste lugar, até então, desconhecido. O clima deste lado de Seul é realmente frio, e mesmo que ainda seja duas da tarde, o sol não apareceu e o julgando pelo céu escuro eu juraria que seriam oito da noite. A neblina cobria as ruas conservadas e as folhas das árvores caíam em cima do carro, assim como alguns galhos vez ou outra. O silêncio estava agradável, até que o ânimo na voz de meu amigo o quebrou por completo.

- Ei! – Disse ele entre um riso, quase esfregando o mapa em meu rosto. – Acho que conseguimos chegar!

- Você disse isso das últimas três vezes, Yixing.

- Mas agora ele está certo, Chanyeol. – Minseok disse, mostrando-me o GPS de seu celular. – Finalmente conseguimos chegar.

Um suspiro de alívio foi audível de todos nós, já que estamos na estrada desde madrugada. Continuei dirigindo pelo caminho proposto por Minseok, em velocidade reduzida, pois queríamos observar aquela bela parte da cidade. Após alguns minutos, não tão distante de nós, a imagem da enorme mansão nos presenteava, e animados, comemoramos. Estacionei o carro em frente ao local e descemos assim que um homem muito bem vestido veio até nós.

- Vocês são os novos hóspedes, certo? – Ele perguntou e concordei. – Deixe-me ajuda-los com as malas, por favor.

O homem de cabelo alaranjado sorriu, ajudando Yixing a carregar as malas pelo caminho de pedras até a entrada da mansão, e assim que chegamos até lá, o homem suspirou e balançou a cabeça, deixando uma das malas ao lado da porta, no chão.

- Eu sempre esqueço as chaves.

Ele sorriu e ergueu a destra, puxando a maçaneta de pedra e batendo quatro vezes na porta, e assim que ele pegou a mala novamente e nos deu espaço, um outro homem, ainda mais bem vestido, nos atendeu. O gentil sorriso dele se abriu ao nos ver, dando-nos espaço para entrarmos.

- Sejam bem-vindos, senhores!

Sorrimos em agradecimento à sua recepção e caminhamos sem pressa para dentro do enorme hotel, e assim que todos estávamos dentro do local, ele sorriu e curvou seu corpo levemente em nossa direção, erguendo apenas sua cabeça em seguida, e logo seu sorriso novamente surgiu, mas ao contrário da última vez, estava com um ar psicótico e maldoso.

- O senhor é um dos donos daqui? – Jongdae perguntou ao ajeitar a mochila em seu ombro.

- Certamente, senhor.

- E qual deles você é?

O homem ergueu o corpo e pendeu levemente sua cabeça para o lado. Novamente aquele aterrorizante sorriso.

- Park Jimin.

 

Continua...

 


Notas Finais


Bem, agora vamos aos agradecimentos, não é?
Desde que pensei sobre essa fanfic, tive um medo absurdo de não gostarem ou algo do tipo, porque é um tema bem diferente e bem "pesado", mas eu me enganei. Eu ganhei leitores maravilhosos e que me motivaram até aqui, sempre me dando apoio, carinho e inspiração. Graças a vocês eu cheguei até aqui e vou continuar aqui, eu realmente me emocionei a cada comentário lido e favorito, vocês não têm noção do quanto amo vocês. ;; Eu fico triste pelo fim da fic, mas fico feliz por sair daqui carregando tanta lembrança boa e carinho, e é por isso que decidi fazer a segunda temporada da fanfic, porque vocês merecem isso e muito mais.
Obrigada por tudo, de verdade. The Chosen vai ficar marcada no meu coração eternamente, assim como os meus leitores. Ah, e antes de ir, gostaria de dizer que a partir de janeiro começarei a reescreve-la em livro, então aguardem!
Obrigada, outra vez, e eu amo vocês. <3


Aqui o link da segunda parte, amores: https://spiritfanfics.com/historia/death-hotel-7181808

Beijinhos e eu amo vocês. q <3


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