História The Chosen of Nyx - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Afrodite, Annabeth Chase, Apollo, Artemis, Atena, Clarisse La Rue, Connor Stoll, Dakota, Dionísio, Frank Zhang, Gleeson Hedge, Grover Underwood, Hades, Hazel Levesque, Hefesto, Hera (Juno), Hylla Ramírez-Arellano, Jason Grace, Júniper, Leo Valdez, Nico di Angelo, Octavian, Paul Blofis, Percy Jackson, Perséfone, Personagens Originais, Piper Mclean, Poseidon, Quíron, Rachel Elizabeth Dare, Reyna Avila Ramírez-Arellano, Sally Jackson, Thalia Grace, Travis Stoll, Will Solace, Zeus
Tags Bad Wolf
Exibições 12
Palavras 3.206
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olaaa, voltei com mais um capítulo... espero que gostem e por favor deixem seu comentário no final, ok? Obrigada por lerem...

Capítulo 21 - Rome - Part 2



If nothing comes easy as long as we’re breathing
We’ll go all the way or go home
We were born ready, wherever it leads


Se nada vem fácil, desde que estamos respirando
Vamos percorrer todo o caminho ou voltar para casa
Nós nascemos prontos, onde quer que ela nos leve

 

Enjoy The Ride - Krewella

 

 

 

Pov's Percy


Bom, pelo menos eu não tinha medo de fantasmas, o que era bom. Metade das pessoas no acampamento estavam mortas. Guerreiros de roxo cintilante estavam parados do lado de fora do arsenal, polindo espadas fantasmagóricas. Outros andavam na frente do quartel. Um menino fantasma perseguia um cachorro fantasma pela rua. E nos estábulos, um cara grandalhão de brilho vermelho com cabeça de um lobo cuidava de uma manada de... aquilo eram unicórnios?

Nenhum dos campistas prestava muita atenção nos fantasmas, mas enquanto minha comitiva caminhava, com Reyna e Sophia na liderança e Frank e Hazel de cada lado, todos os espíritos pararam o que estavam fazendo e encararam eu e Sophia. Alguns pareceram zangados. O menininho fantasma gritou algo como gregguse ficou invisível.

Naquele momento eu também queria poder ficar invisível. Depois de algumas semanas sozinho, toda aquela atenção me deixava apreensivo. Fiquei entre Hazel e Frank e tentei parecer invisível.

— Estou vendo coisas? — Ele perguntou. — Ou eles são...

— Fantasmas? — Hazel se virou. Ela tinha olhos assustadores, como catorze quilates de ouro. — São lares. Deuses da casa.

— Deuses da casa. — Repeti. — Tipo... Menores que os verdadeiros deuses, mas maiores que os deuses de apartamento?

— São espíritos ancestrais. — Frank explicou. Ele havia tirado seu elmo, revelando um rosto infantil que não combinava com o corte de cabelo militar ou seu corpo robusto. Ele parecia uma criança que tinha tomado esteróides e entrado para a Marinha. — Os lares são um tipo de mascotes. — Ele continuou. — Na maior parte do tempo eles são inofensivos, mas nunca os tinha visto tão agitados.

— Eles estão olhando para mim e para minha "irmã". — Falei. — Um fantasma criança me chamou de greggus. Meu nome não é Greg.

— Não a lembra de ela ser sua irmã? Enfim, Graecus. — Hazel disse. — Assim que se acostumar em estar aqui, vai começar a entender latim. Semideuses tem um talento natural para isso. Graecus significa grego.

— Isso é ruim? — Perguntei.

Frank limpou a garganta.

— Talvez não. Você tem esse tipo de aparência, o cabelo escuro e tudo. Talvez eles achem que na verdade você é grego. Sua família é de lá?

— Não faço ideia. Como eu disse, minha memória sumiu.

— Ou talvez… — Frank hesitou.

— O quê? — Perguntei.

— Acho que nada. — Frank disse. — Os romanos e gregos tinham uma antiga rivalidade. Às vezes romanos usam graecus como um insulto para alguém estranho… Um inimigo. Não me preocuparia com isso.

Ele soou bem preocupado. Paramos no meio do acampamento, onde duas ruas se uniam em um T. Uma placa rotulava uma rua como via praetoria. A outra rua, atravessando o meio do acampamento, estava rotulada como via principalis. Debaixo dos marcadores estavam placas pintadas à mão como BERKELEY A 8 QUILÔMETROS;
NOVA ROMA A 1,6 QUILÔMETROS;
ROMA ANTIGA A 11648 QUILÔMETROS;
HADES A 3696 QUILÔMETROS (apontando diretamente para baixo);
RENO A 332 QUILÔMETROS, E MORTE CERTA: VOCÊ ESTÁ AQUI!

Para uma morte certa, o lugar parecia bem limpo e ordenado. Os prédios eram caiados, arrumados com exagero como se o acampamento tivesse sido projetado por um professor de matemática espalhafatoso. Os quartéis tinham varandas sombrias, onde os campistas descansavam em redes, jogavam cartas e tomavam refrigerante. Cada dormitório tinha uma coleção diferente na frente mostrando algarismos romanos e vários animais — águia, urso, lobo, cavalo, e algo que parecia um hamster.

Junto da Via Praetoria, filas de lojas anunciavam comida, armadura, armas, café, equipamentos de gladiador e retalhos de toga. Uma concessionária de bigas tinha um grande anúncio na frente: CAESAR XLS COM FREIO AUTOMÁTICO, NENHUM DENÁRIO10 A MENOS!

Em um canto da calçada estava o prédio mais impressionante — uma cunha de dois andares, feita de mármore branco, com pórticos de colunas, como um banco à moda antiga. Guardas romanos estavam em frente a ele. Em cima da porta, estava um cartaz grande e roxo com letras SPQR 11
douradas bordadas dentro de uma coroa de louros.

— Seu quartel-general? — Perguntei.

Reyna me encarou, seus olhos ainda frios e hostis.

— É chamado de principia. — Ela examinou a plebe de campistas curiosos que os tinham seguido desde o rio. — Todos voltem às suas funções. Darei uma atualização à vocês na reunião de hoje à noite. Lembre-se, teremos jogos de guerra depois do jantar.

O pensamento do jantar fez meu estômago roncar. O aroma de churrasco do refeitório deu água na boca. A padaria no fim da rua também cheirava muito bem, mas eu duvidava que Reyna me liberasse para ir até lá.

A multidão se dispersou relutante. Alguns comentaram sobre minhas chances.

— Ele está morto. — Disse um.

— Devem ter sido aqueles dois que encontraram ele. — Disse outro.

— É. — Murmurou outro. — Deixe-o se juntar à Quinta Coorte. Gregos e geeks.

Algumas crianças riram disso, mas Reyna fez uma careta para eles, que sumiram.

— Hazel. — Reyna disse. — Venha conosco. Quero seu relatório do que aconteceu nos portões.

— Eu também? — Frank disse. — Percy salvou minha vida. Temos que deixá-lo…

Reyna deu a Frank um olhar tão severo que ele deu um passo para trás.

— Devo te lembrar, Frank Zhang, — ela disse — que você está no próprio probatio. Você tem causado problemas o suficiente essa semana.


As orelhas de Frank ficaram vermelhas. Ele brincava com um pingente amarrado no pescoço. Não tinha prestado muita atenção naquilo, mas parecia um crachá feito de chumbo.

— Vá ao arsenal. Vou te chamar se precisar.

— Mas… — Frank parou. — Sim, Reyna.

Ele correu de Reyna, que apontou para Hazel e para mim na direção do quartel-general.

— Agora, Percy Jackson, vamos ver se podemos melhorar sua memória.

A principia era mais impressionante por dentro. No teto brilhava um mosaico de Rômulo e Remo debaixo de sua mãe loba adotada (Lupa havia contado essa história milhões de vezes para mim). O chão era de mármore polido. As paredes estavam envoltas em veludo, então me senti dentro da tenda de acampamento mais cara do mundo. Ao longo das paredes estava uma exposição de cartazes e varas de madeira cravadas com medalhas e bronze – símbolos militares, adivinhei. No centro estava um mostruário vazio, como se o cartaz principal tivesse sido retirado para a limpeza ou algo do tipo.

No canto, uma escada levava para baixo. Estava bloqueada por uma fileira de barras de ferro como uma porta de prisão. Me perguntei o que havia lá em baixo - monstros? Tesouros? Semideuses amnésicos que tinham conhecido o lado mau de Reyna?

No centro da sala, uma longa mesa de madeira estava repleta de pergaminhos, notebooks, tablets, adagas, e uma tigela grande cheia de jujubas, que parecia estar fora do lugar. Duas estátuas de galgos em tamanho real – uma prata e uma dourada – ladeavam a mesa. Reyna foi para trás da mesa e se sentou em uma das duas cadeiras de encosto alto. Desejei poder sentar na outra, mas Hazel ficara de pé. Então por extinto fiquei também.

— Então… — comecei a dizer.

As estátuas de cachorro arreganharam os dentes e rosnaram. Franzi o cenho. Normalmente eu gostava de cachorros, mas aqueles me encaravam com olhos de rubi. Seus dentes pareciam tão afiados quanto navalhas.

— Quietos meninos. — Reyna disse aos galgos.

Eles pararam de rosnar, mas continuaram me vendo como se estivessem me imaginando em um saco de ração.

— Eles não atacarão, — Reyna disse — a menos que você tente roubar alguma coisa, ou a menos que eu mande. Eles são Argentum e Aurum.

— Prata e Ouro. — Deduzi.

Os significados em latim apareceram em minha cabeça, assim como Hazel havia dito que aconteceria.

Quase perguntei qual era qual. Então percebi que era uma pergunta idiota. Reyna colocou sua adaga na mesa. Tive a vaga sensação que já havíamos nos visto antes. Seu cabelo era preto e liso como uma pedra vulcânica, trançado nas costas. Ela tinha a pose de um espadachim – relaxada, mas ainda assim vigilante, como se pronta para entrar em ação a qualquer momento. As linhas de preocupação ao redor dos olhos a faziam parecer mais velha do que provavelmente era.

— Devemos nos conhecer. — Decidi. — Não lembro quando. Por favor, se puder me contar qualquer coisa…

— As coisas mais importantes primeiro. — Reyna disse. — Quero ouvir sua história. Do que você lembra? Como chegou aqui? E não minta. Meus cachorros não gostam de mentirosos.

Argentum e Aurum rosnaram para enfatizar o ponto. Então contei minha história – como havia acordado na mansão em ruínas nas florestas de Sonoma. Descrevi o tempo com Lupa e sua matilha, aprendendo a linguagem de gestos e expressões, aprendendo a sobreviver e a lutar. Lupa me ensinou sobre os semideuses, monstros e deuses. Ela tinha explicado que ela era uma dos espíritos guardiões da Roma Antiga.

Semideuses como eu ainda eram responsáveis por continuar as tradições romanas nos tempos modernos – lutar com monstros, servir aos deuses, proteger mortais, e sustentar a memória do império. Ela tinha perdido semanas treinando-me, até eu estar tão forte, resistente e perverso quanto um lobo. Quando ela ficou satisfeita com minhas habilidades, mandou-me para o sul, dizendo que se eu sobrevivesse na jornada, deveria encontrar uma nova casa e recuperar minha memória. Nada pareceu surpreender Reyna. De fato, ela pareceu achar isso bem comum – exceto por uma coisa.

— Nenhuma memória? — ela perguntou. — Você não se lembra de nada ainda?

— Partes vagas e peças soltas. — Olhei para os galgos. Decidi não mencionar Annabeth. Pareceu muito particular, e eu ainda estava confuso sobre onde encontrá-la. Tinha certeza que tínhamos nos conhecido em um acampamento – mas esse não parecia ser o lugar certo.

Além disso, fiquei relutante em compartilhar minha única memória clara: o rosto de Annabeth, o cabelo loiro e os olhos cinzentos, o jeito que ela ria, atirando seus braços ao redor dele, e dando um beijo nele sempre que fazia algo estúpido.

Ela deve ter me beijado muito, pensei.

Eu temia que se falasse sobre essa memória para alguém, ela evaporaria como um sonho. E eu não podia arriscar.

Reyna girou a adaga.

— A maior parte do que descreveu é normal para semideuses. Até certa idade, de um jeito ou de outro, encontramos o caminho para a Casa dos Lobos. Somos testados e treinados. Se Lupa achar que somos dignos, nos manda para o sul para entrar para a legião. Mas nunca tinha ouvido falar de alguém que perdeu a memória. Como encontrou o Acampamento Júpiter?

Continuei e contei a ela sobre meus três últimos dias – as górgonas que não morreriam, a senhora quevirou uma deusa, e finalmente quando conheceu Hazel, Sophia e Frank no túnel da colina. Hazel continuou a história dali. Ela me descreveu como corajoso e heróico, o que me deixou desconfortável. Tudo o que eu havia feito tinha sido carregar uma senhora hippie.

Reyna me estudou.

— Você é velho para um recruta. Sophia já conhece este acampamento, passou meses aqui, mas não pôde ficar. Ela também tem sua idade, mas... -- Reyna olhou para minha irmã que estava quieta e apenas observava. -- Eu a conheço e sei que ela pode se cuidar muito bem sozinha. Tem o quê, dezesseis?

— Por aí — Respondi e olhei para minha irmã que piscou para mim, como se tentasse me manter calmo e concentrado em Reyna.

— Se você perdeu tantos anos sozinho, sem treino ou ajuda, devia estar morto. Um filho de Netuno? Você deveria ter uma aura poderosa que atrairia todos os tipos de monstros.

— É. — Falei. — Fui avisado sobre esse cheiro.

Reyna quase sorriu para mim, o que me deu esperança. Talvez ela fosse humana, afinal de contas.

— Você deve ter ficado em algum lugar antes da Casa dos Lobos. — Ela disse.
Encolhi os ombros. Juno havia dito alguma coisa sobre eu estar adormecido, e eu tinha uma sensação vaga que eu tinha ficado mesmo – talvez por um bom tempo. Mas isso não fazia sentido. Reyna suspirou.

— Bem, os cachorros não te comeram, então acho que está falando a verdade.

— Ótimo. — Falei. — Da próxima vez, posso passar pelo polígrafo?

Reyna se levantou. Ela passeou na frente dos cartazes. Seus cachorros de metal a viam ir e voltar.

— Mesmo se eu aceitar que você não é um inimigo. — Ela disse. — Você não é um recruta comum. A Rainha do Olimpo simplesmente não aparece no acampamento, anunciando um novo semideus. Da última vez que um deus maior nos visitou empessoa foi… — Ela balançou a cabeça. — Só ouvi lendas sobre essas coisas. E um filho de Netuno… não é um bom presságio. Especialmente agora.

— O que há de errado com Netuno? — Perguntei.

-- E o que significa... especialmente agora? -- Completou Sophia, quebrando seu silêncio.

Hazel me lançou um olhar de aviso. Reyna continuou passeando.

— Você lutou com as irmãs da Medusa, que não tem sido vistas há milhares de anos. Você agitou nossos Lares, que estão te chamando de graecus. Você veste símbolos estranhos, essa camisa, as contas no seu pescoço. O que querem dizer?

Olhei para minha própria camiseta laranja esfarrapada. Devia ter tido palavras alguma vez, mas estavam muito desbotadas para ler. Eu devia ter jogado a camisa fora há algumas semanas atrás. Estava em pedaços, mas eu não conseguia suportar a idéia de se livrar disso. Só fiquei lavando-a em córregos e fontes de água da melhor maneira que consegui e a colocando de volta.

Quanto ao colar, cada uma das quatro contas de argila estava decorada com um símbolo diferente. Uma mostrava um tridente. Outra era uma miniatura do Velocino de Ouro. A terceira estava gravada com o desenho de um labirinto, e a última tinha a imagem de um prédio – talvez
o Empire State Building? – com nomes gravados ao redor que eu não reconheci. As contas pareciam importantes, como fotos de um álbum de família, mas não consegui lembrar o que significavam.

— Não sei. — Falei, simplesmente.

— E sua espada? — Reyna perguntou.

Cheque meu bolso. A caneta havia reaparecido como sempre. Peguei-a, mas então percebi que nunca tinha mostrado a espada para Reyna. Nem mesmo Hazel e Franka tinham visto. Como Reyna sabia sobre ela? Tarde demais para fingir que ela não existia… destampei a caneta. Contracorrente apareceu inteira. Hazel ofegou. Os galgos rosnaram apreensivamente.

— O que é isso? — Hazel perguntou. -- Nunca tinha visto uma espada assim.

— Eu já. — Reyna disse sombriamente. — É muito antiga… um modelo grego. Costumávamos ter algumas no arsenal antes de… — Ela parou. — O metal é chamado bronze celestial. É mortal para monstros, como o ouro imperial, mas muito raro.

— Ouro imperial? — Perguntei.

Reyna desembainhou a adaga. Com certeza a lâmina era de ouro.

— O metal foi consagrado nos tempos antigos, no Panteão de Roma. Sua existência era rigorosamente guardada em segredo dos imperadores, um jeito de seus campeões matarem monstros que ameaçavam o império. Costumávamos ter mais armas como essa, mas agora… bem, nós as riscamos da lista. Eu uso essa adaga. Hazel tem uma spatha, uma espada de cavalgaria. Mas essa sua arma não é romana, de qualquer modo. É outro sinal que você não é um semideus comum. E seu braço…

— O que tem? — Perguntei.

Reyna ergueu seu próprio antebraço. Eu não tinha notado antes, mas ela tinha uma tatuagem: as letras SPQR, espadas cruzadas e uma tocha, e debaixo disso, quatro linhas paralelas como códigos de barra. Olhei para Hazel.

— Todos a temos. — Ela confirmou, erguendo seu braço. — Todos os membros completos da legião têm.

A tatuagem de Hazel também tinha as letras SPQR, Mas ela só tinha um código de barra, e seu emblema era diferente: um grifo preto como uma cruz com os braços curvos e uma cabeça. Sophia fez o mesmo e em seu antebraço se revelou um tridente, o SPQR e três linhas paralelas.

Olhei meus próprios braços. Alguns arranhões, lama, e uma mancha de Crispy Cheese ‘n’ Wiener, mas sem tatuagens.

— Então você nunca foi um membro da legião. — Reyna disse. —Essas marcas não podem ser tiradas. Acho que talvez… — Ela balançou a cabeça, como se estivesse descartando uma idéia.

Hazel deu um passo à frente.

— Se ele sobreviveu sozinho todo esse tempo, talvez tenha visto Jason. — Ela se virou para mim. — Você nunca viu um semideus como nós antes? Um cara de camisa roxa, com marcas no braço…

— Hazel. — A voz de Reyna era firme. — Percy já tem o bastante com que se preocupar.

Toquei a ponta da espada, e Contracorrente voltou para a forma de caneta.

— Nunca vi ninguém como vocês antes. Quem é Jason?

Reyna lançou um olhar irritado para Hazel.

— Ele é… era meu colega. — Ela apontou para a segunda cadeira vazia. — A legião normalmente tem dois pretores eleitos. Jason Grace, filho de Júpiter, era nosso outro pretor até desaparecer em Outubro.

Tentei calcular. Não prestei muita atenção no calendário no deserto, mas Juno tinha mencionado que agora era Junho.

— Quer dizer que ele já se foi há oito meses, e vocês não o encontraram?

— Ele pode não estar morto. — Hazel disse. — Não vamos desistir.

Reyna fez uma careta. Tive a impressão que esse Jason devia ser mais que só um colega.

— As eleições só acontecem de duas maneiras. — Reyna disse. — Ou a legião coloca alguém como um escudo depois de uma grande batalha e não tivemos nenhuma grande batalha, ou temos uma votação na noite de 24 de Junho, na Festa da Fortuna. Que será em cinco dias.

Franzi o cenho.

— Vocês têm uma festa para tuna?

— Fortuna. — Hazel corrigiu. — Ela é a deusa da sorte. O que quer que aconteça no dia da festa pode afetar o resto do ano. Ela pode conceder ao acampamento boa sorte… ou muita má sorte.

Reyna e Hazel olharam para a cadeira vazia, como se estivessem pensando no que estava faltando. Um arrepio me de volta.

— Uma Festa da Fortuna… As górgonas falaram disso. E depois Juno. Eles disseram que o acampamento seria atacado nesse dia, alguma coisa de uma deusa malvadona chamada Gaia, e um exército, e a Morte sendo libertada. Está me dizendo que esse dia é nessa semana?

Os dedos de Reyna apertaram o punho da adaga.

— Você não vai falar nada sobre isso fora desta sala. — Ela ordenou. — Não quero você espalhando mais pânico nesse acampamento.

— Então é verdade. — Falei. — Sabe o que vai acontecer? Podemos parar isso?

Eu tinha acabado de conhecer aquelas pessoas. Nem tinha certeza se gostava de Reyna. Mas queria ajudar. Eles eram semideuses, o mesmo que eu. Tinham os mesmos inimigos. Além disso, me lembrei do que Juno tinha dito para mim: não era só o acampamento que estava em risco. Minha antiga vida, os deuses, e o mundo inteiro seriam destruídos. O que quer que esteja vindo, era enorme.

— Já conversamos o suficiente por enquanto. — Reyna disse. — Hazel, leve-o ao Templo do Morro. Encontre Octavian. No caminho pode responder as perguntas de Percy. Fale sobre a legião para ele.

— Sim, Reyna.

Eu ainda tinha muitas perguntas, parecia que meu cérebro iria derreter. Mas Reyna deixou bem claro que a audiência havia acabado. Ela embainhou a adaga. Os cachorros de metal se levantaram e rosnaram, avançando lentamente na minha direção.

— Boa sorte com o agouro, Percy Jackson. — Disse a pretora. — Se Octavian te deixar viver, talvez possamos comparar as notas… sobre seu passado.


[...]
 


Notas Finais


ESPERO QUE TENHAM GOSTADO...

POR FAVOR COMENTEM E FAVORITEM!!! ; )

BJS E ATÉ O PRÓXIMO CAPÍTULO...


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