História The chronicles of a lost love - Capítulo 16


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Carlota, Drama, Edmundo, Felipe, Originais, Reinos, Reis, Revelaçoes, Romance, Segredo
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Palavras 1.319
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, meus amores! Tudo bem?

Capítulo 16 - A visão


Fanfic / Fanfiction The chronicles of a lost love - Capítulo 16 - A visão

As situações vividas nem sempre são as de desejo, na verdade, quase nunca é. Mas assim como a escolha limpa pode tornar-se algo profundamente bom, a consequência pode tornar-se profundamente amarga. Carlota agora sabia disso.

Sabia que seu pai estava morto e sabia que alguém tinha o matado. Tinha suas convicções junto a rainha que fora alguém de confiança de Marcus, alguém que sabia sua rotina. Na hora do assassinato não entrou ninguém no castelo, a entrada era proibida nas madrugadas até mesmo para quem era da corte.

Uma das provas mais evidentes e confusas era: Por que Marcus saiu de seu quarto na madrugada? Isso era o que mais a atormentava, junto com a dor da perda.

Havia dois dias que Marcus fora sepultado. A princípio seu corpo descansaria no jardim, como Carlota gostaria. Mas as leis do parlamento real deveriam ser seguidas e o lugar adequado para um rei festejar sua vida eterna seria a cripta, que fica abaixo da capela, onde já estava enterrado o avô de Carlota.

Ao mesmo tempo que gostaria de uma semana inteira para si, entendia que o reino estava a par do chanceler Tobias, e que ele não era um homem de muita confiança. Ela pretendia investigá-lo. Tobias era conhecido por seus subornos em nome do rei.

A movimentação em Gloriam estava maior que nunca, a segurança tinha aumentado e seus receios e desconfianças sobre quem matará seu pai também. Tinha várias pessoas em mente, gostaria de interroga-las, mas só quem tem permissão era os duques com a permissão de vossa majestade.

Felipe não foi visitá-la, nem mesmo mandou uma carta perguntando se estava bem. Era como se eles nunca tivessem tido nada, ela sentia sua falta! E poxa, como sentia. Portanto, impossibilitada de sair do castelo. Achava que ele era o único que iria entender sua dor.

Mas estava enganada como todas as vezes, Felipe nunca iria compreendê-la. Ele nunca sentiria o que ela sente, porque corpos diferentes; são mentes diferentes.

Ouviu as portas serem abertas e esperou o guarda anunciar quem era. Edmundo Vaughn entrou em seguida, logo as portas atrás de si foram fechadas. Sua postura estava ereta como sempre, vestia uma calça de couro preta e uma túnica azul marinho.

— Alteza. — disse ele.

— Majestade. — Ela não fez nenhuma reverência.

Seu olhar foi fixo para Edmundo, gostaria de intimida-lo, igual fazia com Felipe. Não surtiu efeito, Edmundo a lançou um olhar de deboche que a irritou.

— Fico surpresa que vossa majestade tenha participado do funeral de meu pai. Digamos que é proibido.

— E digamos que eu não me importo nem um pouco, Carlota. As regras do meu reino são diferentes da sua. A monarquia lá não segue os mesmos princípios daqui. Isso é muito relativo. — Respondeu, Edmundo.

— Então suponho que...

— Não suponha! — Interrompeu ele. — Não trabalhamos com suposições, mas com fatos.

— E sobre o que você exatamente está falando, Edmundo? — Carlota alterou sua voz.

— Sobre a morte de seu pai, oras! Quem o matou está ao seu lado, e eu não sei se merece a morte mais cruel que estão pretendendo.

Ela olhou para ele impressionada, então ele sabia quem matará seu pai?

— Mas quem irá decidir não é Vossa majestade! — Deu um sorrisinho irônico. — Lembra-te do que disse a minutos atrás: "As regras do meu reino são diferentes da sua." Com isso, meu caro Edmundo, já concluímos tudo. Agora diga, você sabe quem matou o rei?

— Carlota, Carlota — Repetiu ele em tom de aviso. — Seja mais humanista e terá todas as respostas, porque minha cara princesa, enquanto estiver com o pensamento inteiro voltado para si, está limitada a encontrar apenas seus erros. Seja livre de você mesma.

Carlota desviou sua atenção de Edmundo, não gostaria de olha-lo, ele nem mesmo a conhecia e ainda assim achava que poderia julga-la.

— Alteza. — Ele riu antes de sair do quarto.

***

Houve um momento em que todos de Gloriam acreditaram que estavam bem, e que o reino finalmente iria sair da crise e começariam a ter vidas melhores, ao menos estás foram as últimas promessas que Marcus fizera. O rei estava decidido a torna-se um rei melhor, porém, foi interrompido.

Agora eles estavam a mercê do que a rainha fosse decidir, eles a amavam, mas sabiam que em liderança ela nunca fora uma das melhores. Certa vez, quando Marcus fez uma viajem distante e o reino ficou sob seus cuidados, aquilo tornou-se em um caos. Os bárbaros aproveitaram para saquear os comerciantes e famílias ricas, o que levou a várias execuções na praça central. Os soldados não era suficiente.

Quando Marcus retornou para o reino, junto ao parlamento criou novas leis contra atos bárbaros e adicionou em seu testamento que apenas uma mulher casada, sob a orientação de um homem experiente poderia comandar Gloriam.

Por sorte, há uma semana atrás, ele decidiu voltar e mudar o testamento novamente. Colocou Carlota e sua irmã como herdeiras principais, e a rainha poderia governar o reino que herdou de seu pai, ele tinha depositado as esperanças nela. Entretanto, nenhuma de suas filhas poderia torna-se rainha, senão casadas com um rei.

A rainha Safira era do tipo que dava um jeito em tudo, não importa o quão este fosse o jeito, o importante era que as coisas saíssem como ela queria que fosse. Seu perfeccionismo na vida de Carlota e Marcus os deixavam enfurecidos, a rainha gostava de controlar, manipular e sempre que podia usava suas táticas ilícitas.

Ela já tinha pecados o suficiente e que consequentemente a arrastariam para o inferno. Safira ainda era muito inocente quando, em um casamento arranjado, causou-se com Marcus. Tinha acabado de fazer 15 anos de idade, enquanto Marcus era 5 anos mais velho do que ela. O rei foi seu marido ideal porque fazia parte do príncipe encantado que ela esperava, e ele se encaixava no padrão que ela gostaria de ter por perto.

Alto, magro, a pele um leve tom de bronzeado, cabelos e olhos negros. Ele tinha sido um jovem atraente. Carlota se parecerá com ele, em muitos aspectos.

Aos seus 16 anos deu a luz a sua primeira filha: Connie Mandiv. A princesa da luz, como diziam o povo. Ela tinha um sorriso doce e encantava-se até com um canto de um passarinho, mas quando um soldado surge em seu caminho, ele a tira dos eixos e a puxa para baixo. Connie quando tinha 15 anos, apaixonou-se intensamente por um soldado que fazia sua guarda, e então ficou grávida.

Marcus por sua vez, para não manchar sua imagem, deserdou do seu testamento, a bateu mesmo grávida e a expulsou para muito longe dali junto ao soldado. Safira não pudera fazer nada, estava grávida de Carlota e muito doente, não soube do ocorrido, quando percebeu, sua filha não existia mais naquele mundo.

Ela correu para a floresta, desesperada, na esperança de que fosse encontrar sua filha. Vagou, vagou, e vagou. Durante um dia inteiro, e antes de sair daquela floresta amaldiçoou aquela parte em que ficará o dia inteiro vagando. Sua segunda gravidez era um dos piores momentos de sua vida. Carlota veio como uma chama para iluminar e aquecer o frio, e Marcus a tinha como a única salvação.

Porém, todos os dias, ele pronunciava palavras ofensivas para com a rainha, dizendo o quanto não o suficiente era por não dar-lhe um rei, por não dar-lhe um homem.

Com o nascimento da segunda princesa uma lei foi criada no parlamento proibindo falar da princesa Connie Mandiv. Todos que desrespeitassem a ele, estavam sob pena de morte. Entretanto, Marcus nunca dissera a verdade a seu povo, ele disse que Connie estava decidida a ser uma eterna serva de Deus e que fora morar em um convento perto do papa.

E esconder isso de Carlota seria o prudente, já que a menina era uma impulsiva.



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