História The Clash 2 - The Distance, The Overcoming and The Change - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Descoberta, Drama, Mistério, Revelaçao, Sexualidade
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Palavras 3.821
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Volteeeei!!! hehehe... Capitulo bem breve com a perspectiva da Lucy!

Narração da Lucy!

Capítulo 2 - Um Novo Olhar


Meu nome é Lucy Evans, tenho dezesseis anos, sou atriz e modelo, e estou solteira... Onde estou agora? Bem...

 

— Srta. Evans pode, por favor, parar de sonhar acordada e prestar atenção na aula. — a professora de química me repreende.

 

   Mesmo nesse curto período de tempo eu conquistei grandes coisas, fiz diversos comercias e trabalhei em grandes campanhas de grandes marcas, mas mesmo assim, meus pais me forçam a frequentar essa escola publica Sylvester Preparation High School, ano passado quando Max e eu entramos aqui eu não tinha entendido muito bem o motivo, achava que era algum tipo de castigo... Agora eu só acho que meus pais estão realmente loucos. — Esse lugar já não tem mais graça. — Eu estudo na mesma sala que a tonta da Sarah, desde que o Max se foi ela grudou em mim como se fossemos grandes amigas, e por Deus, eu devo ter sido uma garota muito má na outra vida para ter que aguentar alguém como ela no meu pé. Robert e Jeff são do terceiro ano agora, e sempre quando dá nos reunimos, exceto o Jeff, eu acho que Robert e eu somos os únicos que conseguem estar com ele sempre, já que Robert é outro chiclete, e eu tenho varias campanhas com o Jeff. — As coisas em Lima, Ohio nunca tiveram tão paradas. — Eu realmente acreditei que com a volta de Jéssica Johnson para a empresa as coisas ficariam mais divertidas por aqui, mas não, estão todos agindo como se ela nunca tivesse ido embora... Exceto Yan e Jeff é claro, os dois continuam morando no mesmo lugar, mesmo com Jeff ganhando bem com as campanhas. São raros agora os momentos em que Jeff e Jenny se encontram, já que Jéssica proibiu que os dois se vissem. — Falando nisso, a pequena Jenny já está quase cem por cento. — Bom... Eu não contei ao Jeff sobre minha visita ao Max dias atrás, o Max fez a escolha dele, então o Jeff tem o direito de seguir em frente... Na verdade isso ele já o fez. Jeff voltou a ser o terror da escola, tratando os mais fracos como lixo, e se aproveitando da beleza para ganhar garotas... O que me deixa um tanto confusa.  Desde que o Max partiu Jeff deixou de ser honesto consigo mesmo, ele se escondeu novamente atrás da pose de valentão, mas eu sei... Eu sei que por dentro ele está sofrendo, eu sei que quando ninguém vê, ele chora.

 

   O sinal toca.

 

— Vamos? — Sarah abre um enorme sorriso.

 

   E claro... Ainda tenho que conciliar tudo isso com a torcida... Pois é, ainda sou a capitã das lideres de torcida, mas acredite tem horas que me da vontade de desistir, ainda mais depois que Louise voltou. — Está certo, eu usei de métodos selvagens e nada legais para me tornar a capitã, mas o que eu devo fazer? Dizer a todos que batizei a água da Sarah e por causa disso ela caiu e Louise quebrou a perna?

 

— O ensaio de hoje foi cancelado. Lembra? — falo. — A treinadora estava querendo fazer um treino no campo, mas a neve esta muito alta.

— É verdade. — ela diz se lembrando. — Então devemos ir ver os meninos, eles estão usando a quadra de basquete enquanto a neve não abaixa.

— Acho que você devia desistir. — falo levantando. — O Jeff não vai ficar com você, acredite...

— Eu não quero isso. — ela diz sem graça. — Eu só disse... O Robert também vai estar lá, e o Patrick também.

— Patrick...

 

   Então... Eu realmente me esqueci de falar dele. O primo inconveniente do Max, ainda está na cidade, e ainda esta na escola. Depois de tudo que ele me fez, me espionar, entregar provas comprometedoras sobre Max, Jeff e eu, depois de me atacar e me beijar... — Ele me irrita.

 

   Está na hora do intervalo, e devido a forte nevasca algumas aulas foram canceladas. O que significa? Garotas sedentas, gritando enlouquecidamente na quadra enquanto veem o time de futebol americano da escola treinar.

 

— Está mais cheio do que eu imaginava. — reclamo.

 

   Sentamos na arquibancada e logo os vejo. Robert esta usando uma camiseta azul escura com detalhes em verde e a bermuda da mesma cor, seu corte de cabelo mudou seus cabelos negros agora estão um pouco mais curtos e arrepiados, de forma que já não ficam bagunçados como se tivessem vida própria como antes. O mesmo digo de Jeff, seu corte de cabelo também mudou, mas pela nossa profissão é até legal vê-lo com um corte fixo, suas madeixas loiras está cortada parecida com as do jogador David Beckham, comprimento médio, menores nos lados... Agora seu topete está arrepiado. Ele veste o mesmo uniforme que Robert.

 

— Eu vou até meu armário pegar meu casaco e já volto. — Sarah anuncia já de saída.

 

   Sinto alguém tocar meu ombro, olho para o lado e o vejo sentando-se do meu lado.

 

— Bom dia, Princesa.

 

   Ele continua se vestindo de forma estranha, como se fosse algum tipo de estrela do rock, seus cabelos negros ainda estão cortados com uma franja lateral.

 

— Já disse para parar de me chamar assim. — reclamo. — Já disse para parar de falar comigo também.

— Não posso. — Patrick parece se concentrar nos rapazes no centro da quadra. — As coisas vão voltar a ficar movimentadas por aqui.

— O que está dizendo? — pergunto curiosa.

 

   Patrick hesita.

 

— Apenas prepare-se... Tempos difíceis estão por vir, e eu não quero que se machuque. — ele diz em tom preocupado, o que me deixa nervosa.

— Você sabe que não preciso de proteção, ainda mais vinda de alguém como você. — digo hostilizando.

— O que foi? Ainda não me perdoou por tudo aquilo?

 

   Levanto e desço a arquibancada, percebo ele me seguir, mas continuo a andar.

 

— Você quer que eu peça perdão? Eu peço. — ele diz me parando no corredor. — Que droga, para de me tratar assim.

— Eu sempre te tratei assim, nunca foi diferente. Eu nunca simpatizei com você. Você acabou com a vida do seu primo, você destruir a vida do Jeff, você me...

— Não me arrependo de nada do que fiz assim como você não se arrepende de nada do que fez. — ele diz em sussurros. — Ou estou errado? Nós somos iguais, fazemos qualquer coisa pelo que queremos.

— Está errado. — digo virando de costas. — Tudo o que eu fiz foi para proteger o Max, eu nunca me importei de arriscar minha própria vida pelo...

— Pelo homem que ama. — ele conclui. — O quão patética você deve se sentir, fazendo tudo isso e vê o homem que ama se agarrar com outro homem.

— Não sou obrigada a ficar e ouvir essas coisas. — murmuro.

 

   Ouço passos rápidos.

 

— Lucy! — ouço o chamado.

— Robert? — pergunto confusa.

 

   Ele mesmo, Robert aparece com a respiração ofegante, seu corpo esta brilhando de suor, seus olhos castanhos parecem brilhar.

 

— Qual o problema? — Patrick parece esta falando no celular.

— Você já esta indo? — Robert pergunta.

— Você parou o seu treino só para me perguntar isso?

 

   Tenho certeza que ele veio se certificar que Patrick não esta me fazendo nenhum mal.

 

— Entendido, estamos a caminho. — Patrick desliga o telefone. — Princesa, temos que ir.

— Não vou a lugar nenhum com você.

— Olá também. — Robert diz.

— Paul Miller está no hospital. — ele revela. — E acredito que uma certa pessoa está para chegar.

 

   Olho para Robert e ele faz que “sim” com a cabeça. — Não resta duvidas... Se Paul Miller está no hospital, Max logo estará de volta à cidade.

 

— Tudo bem, recado dado. — digo caminhando até Robert.

— Onde está indo? — ele pergunta. — Temos que nos apressar.

— Eu sei. — continuo a andar. — Você não acha que vou entrar no mesmo carro que você acha? — pergunto puxando Robert. — Vamos.

 

   Entramos novamente na quadra, parece que o treino já acabou.

 

— O que aconteceu? Que cara é essa? — Jeff me pergunta assim que nos vê.

— Preciso de uma carona, para o hospital. — peço.

— Aconteceu alguma coisa com seus pais? — ele pergunta enxugando o suor.

— Não... — hesito. — Paul Miller foi hospitalizado

 

   Jeff se espanta, mas logo retoma seu olhar de despreocupado.

 

— Que graça. — ele resmunga andando.

— Espera. — corro até ele. — Me escuta... O Max vai voltar.

 

   Ele para de andar. — Não sei o que dizer, mas é como se eu pudesse sentir a tristeza do Jeff.

 

— Isso não é da minha conta é? — ele pergunta virando-se para mim. — Vai ter que arranjar outra pessoa, tenho planos para hoje. — Jeff sai abraçado a duas meninas.

— Ele realmente esta guardando uma magoa enorme do Max. — Robert observa. — Me pergunto se isso vai continuar quando ele voltar.

— Vai tomar uma ducha. — falo. — Você vai comigo até o hospital.

— Não acha que tenho algo melhor para fazer?

— Não. — digo andando. — Estarei te esperando perto da saída.

(...)

   Já faz alguns minutos desde que deixei a quadra. — Eu sei que não posso agir dessa forma com o Robert, mas não sei agir de outra forma com as pessoas.

 

— Você esta parada ai há muito tempo. — Sarah e Louise aparecem. — Olá querida. — a loira diz.

— Olá Louise. — retribuo o cumprimento. — Alguma das duas viu o Robert? Estou esperando ele faz um tempo e...

— Robert já foi faz uns minutos. — Sarah revela. — Ele o Jeff saíram pelos fundos.

 

   Aquele imbecil...

 

— Tudo bem. — digo indo até a saída. — Posso muito bem chegar lá sozinha.

 

   Saio do colégio e o vento gelado já me faz me arrepender de não ter pegado carona com o Patrick. — Não entendo, por que o Robert esta me tratando dessa forma?

 

— Vamos Princesa.

 

   Patrick me reaparece parando o seu carro bem na minha frente.

 

— Não preciso da sua ajuda. — digo continuando a andar. — Eu vou pegar um taxi.

— Claro que vai. — ele diz me seguindo com o carro. — A neve esta caindo mais forte hoje, até você encontrar um taxi pode congelar em julgar pelas suas roupas.

— O que há de errado com a minha roupa? — pergunto irritada.

 

   Até que ele está certo. Estou usando o uniforme normal da escola, e um sobretudo preto e uma toca da mesma cor.

 

— Não quer que o Max venha para dois funerais. — ele brinca.

— Não seja ridículo. — grito. — É do seu tio que estamos falando.

— Era uma brincadeira. — ele diz parando o carro. — Vamos Lucy... Entre, por favor, eu não vou te atacar, eu prometo.

 

   Mais que droga. — Se eu não estivesse com tanto frio juro que preferiria ir andando a ter que ir no mesmo veiculo que ele.

 

— Esse não é o carro do Max? — pergunto entrando.

— Somos uma família unida. — ele diz acelerando com um sorriso no rosto.

— Não sorria idiota. — digo com um sorriso de canto de boca. — É só uma carona, não significa nada.

 

   O caminho todo permanecemos em silencio... Bom, eu permaneci em silencio, nunca vi alguém gostar tanto de falar, e o pior, falar de si mesmo. — Pelo amor de Deus, como eu queria que um meteoro caísse em cima desse carro.

 

— Aqueles ali não são Jeff boy e o garoto... — ele observa uma moto logo em nossa frente.

— Pare com isso. — o interrompo.

— São eles. — ele insiste.

— Não importa quem são, temos que chegar logo ao hospital. — falo.

— Que isso... Vamos brincar um pouco com nossos amigos.

 

   Patrick acelera o carro bruscamente.

 

— O que acha que esta fazendo? — grito colocando o cinto.

 

   Ele começa a se aproximar da moto. — São realmente Jeff e Robert. — A frente do carro bate de leve na traseira da moto, fazendo Robert olhar assustado.

 

— Patrick, por favor, para. — grito.

— Relaxa, é só uma brincadeira. — ele diz sorrindo.

 

   Fecho meus olhos e tudo que sinto é o carro rodopiar na pista. — Talvez por causa da neve, mas eu senti que batemos em alguma coisa.

 

— Droga. — Patrick murmura acelerando.

— Droga? — repito.

 

   Olho pelo retrovisor e vejo Jeff e Robert levantando do chão. — Eles estão bem, ainda bem.

 

— O que você tem na sua cabeça? — pergunto aos berros.

— Não grite comigo. — ele reclama.

— Como quer que eu aja? — pergunto. — Você parece uma criança, toma vergonha na cara, você poderia ter matado os dois, poderia ter nos matado.

— Não aconteceu nada tá legal? — ele diz ofegante. — Olha... Esquece o que acabou de acontecer.

— Claro que não vou esquecer, e nem eles. — digo. — Você acha que o Jeff vai deixar isso assim? Você realmente não o conhece, e eu não queria estar na sua pele quando ele te encontrar.

(...)

   Enfim chegamos ao hospital. Desço do carro apressada, entro no hospital e logo encontro meus pais e a Sra. Miller na sala de espera.

 

— Lucy. — Michelle Miller me abraça.

— Sinto muito pelo aconteceu. — digo.

 

   Olho para os lados na esperança de vê-lo, mas parece que ainda não está aqui.

 

— Não se preocupe, ele virá. — ela diz. — E dessa vez será definitivo

— Quero vê-lo. — peço.

— Claro. — Michelle me leva até uma enfermeira. — Por favor, acompanhe-a até o quarto do meu marido.

— Você não vem? — pergunto confusa.

— Acho melhor eu não ir agora. — ela responde com sorriso forçado no rosto.

 

   Os corredores, o cheiro, o barulho... Tudo me faz lembrar a época em que Jenny estava nesse hospital. — Não que eu tenha vindo visita-la ou algo do tipo, mas as poucas vezes que vim foi o suficiente para me mostrar o quanto eu detesto o clima dos hospitais. — Finalmente chegamos ao quarto. A porta está fechada e a enfermeira me deixa sozinha. — Por que estou nervosa? Hesitando em entrar?

 

— Você sabe que é o melhor. — ouço uma voz familiar vinda de dentro do quarto.

 

   Abro a porta e me deparo com Jéssica Johnson sentada na poltrona ao lado da cama. — O que essa mulher faz aqui? — Seus cabelos loiros curtos estão amarrados em um rabo de cavalo, está elegante como sempre, seu sobretudo branco está repousado sobre o outro sofá.

 

— Certificando-se que dessa vez ele morra? — pergunto friamente.

— Lucy... — Paul me repreende.

— Minha pequena princesa. — ela sorri para mim. — A muito não nos vemos, fico feliz em ver que está bem.

— Claro que estou. — falo. — E ficaria ainda melhor se saísse desse quarto.

— Lucy você não pode falar assim com as pessoas. — ele insiste em defendê-la.

— Sim eu posso. — insisto. — Desculpe, mas o senhor não é o meu pai, porém zelo pela sua saúde e segurança, e a presença dessa mulher aqui não irá lhe fazer bem.

— Acho que devo ir. — Jéssica diz levantando.

 

   Ela caminha em curtos passos até o sofá onde está seu sobretudo, e assim que passa por mim me olha como se estivesse dizendo: “Te pego na saída”.

 

— Não deveria falar assim com ela. — Paul diz.

— Desculpe se interrompi algo importante. — digo fechando a porta. — Sr. Miller... O senhor sabe quem é aquela mulher, não entendo o que ela...

— Tem certas coisas que devem permanecer sem ser entendidas. — ele diz. — Eu fico agradecido pela sua preocupação e também agradeço por tê-la expulsado daqui.

 

   Eu não sei direito o que Paul sabe sobre o ocorrido, meses atrás, mas tenho certeza que ele sabe que Jéssica estava envolvida em seu sequestro e também no meu e do Max.

 

— Por que está aqui? — ele pergunta assim que me sento.

 

   Por quê? Na verdade também estou me perguntando isso.

 

— Podemos não ser de sangue, mas ainda assim o considero como da minha família, afinal... Eu e ele crescemos juntos. — digo referindo-me ao Max.

 

   O quarto fica silencioso. — Um tanto irritante.

 

— Onde está o meu. — ele parece engasgar. — Onde está o Maximilian?

— Onde mais ele estaria? — pergunto confusa. — Você o trancafiou novamente naquele lugar estranho.

— Ele foi por vontade própria.

— Claro. — concordo. — Logo depois de agressões verbais e físicas... Ameaças. Devo continuar Sr. Miller?

— Você me lembra da Jéssica quando mais jovem. — ele diz. — E isso me deixa preocupado.

— Acredite, eu não sou como aquela mulher.

— Do jeito que fala parece que a conhece de um longo tempo.

— Tive o desprazer. — confesso. — Mas nada que prejudique a empresa, para falar a verdade foi justamente na época daquele escândalo de Nova York.

— Vocês têm passado por muitas coisas esses últimos meses. — ele diz em múrmuros. — Você foi sequestrada três vezes só no ano passado.

— Nada que me impeça de sair às ruas novamente. — digo. — Eu sou uma Evans, Sr. Miller, como tal estou sujeita a diversos tipos de coisas, assim como o Max.

— Aonde quer chegar? — ele pergunta. — Também acha que foi um erro enviar ele novamente para o colégio interno.

— Não diria que foi um erro, mas foi uma medida que não influenciará em nada do que queria.

— Ainda não entendi.

— Você teme pela sexualidade do Max. — ele remexe irritado na cama. — O mandou para lá na esperança dele esquecer de uma vez por todas o Jeff, mas cometeu um terrível erro.

— Não vejo onde eu possa ter errado.

— Você o mandou para um colégio interno onde todos os alunos são homens. — digo em sussurros. — Como espera que ele pare de ter esses desejos o mandando para...

— Chega! — ele grita. — Ouça Lucy, você é a filha do meu melhor amigo, cresceu dentro da minha casa, não lhe dou o direito de dizer que estou errado na criação e educação do meu filho.

— Longe de mim. — digo me desviando. — Tudo o que eu quero é o Max de volta, não importa que seja para ficar comigo, ou com o Jeff, ou com a lerda da Sarah... Tudo o que eu quero é meu amigo aqui comigo.

 

   Levanto e caminho até a porta.

 

— Você é curiosa Lucy Evans. — ele diz em um tom agradável. — Você é completamente diferente dos seus pais em todos os aspectos, você me lembra...

— Talvez eu te lembre da Jéssica, porque de alguma forma você e ela são parecidos. — digo saindo do quarto.

 

   Não sei o que consegui com essa conversa, na verdade acho que não consegui nada, mas... Eu sei que ele ficou mexido com as minhas palavras e tenho certeza que pensará duas vezes antes de mandar o Max para aquele lugar novamente, então tenho esperanças de que se ele realmente vier, será definitivo.

 

— Devia ter mais cuidado, Princesa.

 

   Olho assustada para trás e vejo Jéssica parada segurando um copinho de café.

 

— Você que deveria ter cuidado. — digo em sussurros. — Não tem mais nada que possa usar contra mim, e sabe muito bem o tipo de compaixão que tenho pelos outros.

— Claro que sei. — ela diz. — É exatamente por isso que não desisto de você... Você vai ser minha sucessora um dia, e precisa estar pronta quando esse dia chegar.

— A Gague dos Trilhos já era. — digo sorrindo. — Você não tem mais nada.

— É o que você acha não é? — ela bebe o café. — Existe algo que nem mesmo o Jeff sabe sobre a Gangue dos Trilhos. Lucy chegará o dia em que você virá a mim, e eu estarei pronta para te receber de braços abertos.

 

   Ela passa por mim me deixando sozinha no corredor.

 

— Droga. — sussurro.

 

   Por mais que eu tente, o fantasma Jéssica Johnson sempre volta para me assombrar, e ela faz questão de me lembrar de tudo o que eu fiz. — Eu preciso ser cuidadosa, eu preciso fazer alguma coisa. — Mas primeiro... Eu preciso do Max perto de mim.

(...)

   Deixo o hospital com a desculpa de que preciso fazer umas fotos de última hora. Pego um taxi e finalmente chego à residência dos Johnson.

 

— Tem vindo muito aqui ultimamente. — Yan me recebe saindo da oficina.

— Boa tarde para Senhor também. — digo irônica. — O Jeff já chegou?

— Está lá em cima. — ele diz enquanto passo por ele. — Claro... Pode subir.

 

   Não me lembro da primeira vez em que estive aqui, mas desde que o Max voltou para o colégio interno eu tenho feito visitas ao Jeff. — Tive medo de ele fazer alguma besteira. — A porta de seu quarto esta aberta, entro e percebo que ele não esta.

 

— Tempo perdido. — reclamo comigo mesma.

 

   Esbarro em seu guarda-roupa e um caderno de desenhos cai aberto. — Coincidência ou não, o desenho ali exposto é o rosto do Max, e está perfeito.

 

— Por favor, não mecha nisso. — me assusto quando Jeff entra no quarto enrolado em uma toalha branca.

— Desculpa, eu... Quero dizer.

 

   Ele ainda o ama, ele ainda o espera.

 

— O que veio fazer aqui? — ele pergunta tomando o caderno da minha mão e guardando novamente. — Não deveria estar com seu namoradinho?

— Namoradinho? — pergunto confusa. — De quem está falando.

— Patrick.

— Me poupe Jeff. — reclamo sentando em sua cama. — Você sabe que não existe e nem existirá nada entre aquele garoto e eu.

— Diz à garota que estava com ele no carro quando ele tentou me matar. — ele diz se vestindo.

— Pra começar a culpa é sua.

— Culpa é minha? Me diz o que eu fiz.

— Você não quis me levar ao hospital, fui obrigada a pegar carona com aquele... Garoto.

 

   Jeff fica em silencio, termina de se vestir e fica parado em frente à janela observando a neve cair.

 

— Ele vai voltar. — falo. — Não pode o evitar para sempre e nem ele vai conseguir fazer o mesmo com você.

— Ele escolheu me deixar pra trás. — Jeff finalmente volta a falar do assunto. — Eu dei uma escolha a ele, e ele me deixou, simples assim, acabou.

— O que queria que ele fizesse? Ele tinha acabado de descobrir que você foi um dos idealizadores do sequestro.

— Não me lembre disso. — ele diz. — E também não tem importância, se ele realmente voltar nada vai mudar... Eu segui em frente, você seguiu em frente, espero que ele tenha feito o mesmo.

— Não você não espera. — digo sorrindo. — Seu desejo é que ele volte e corra para te procurar, mas isso não vai acontecer Jeff... O Max mudou, ele está mais... Frio em relação a você.

— Não se preocupe com isso, eu não estou pensando nisso e você também não deveria pensar. — ele mente. — Concentre-se no trabalho, daqui a umas semanas nós temos um grande evento.

— Nunca achei que ficaria animado com essas coisas.

— Acredite Lucy Evans, ter me tornado o que sou hoje foi a melhor coisa que podia ter me acontecido.

 

   Você pode até dizer isso, mas sei que são palavras ditas apenas por dizer. — Até quando vai fingir que o que aconteceu entre você e o Max foi um sonho?

 

— E sua irmã? — pergunto meio sem jeito. — Já a viu desde o último sutil encontro?

— Sútil? — ele repete em risos. — Mas não... Jenny se afastou de mim, e a última vez que conversamos de verdade foi quando ele foi embora.

— Sua mãe estava no hospital. — conto. — Ela voltou a me dizer aquelas coisas.

— Você deve se afastar dela. — ele diz colocando os sapatos. — Jéssica já se provou perigosa, sabe lá o que ela quer de verdade com você. — ele veste uma jaqueta de couro preta. — E ainda tem aquele rapaz.

 

   Jeff se coloca em frente ao espelho e arruma seu topete.

 

— Eu já disse que não existe nada entre o Patrick e eu. — insisto já cansada.  — Quanto a isso nem você e nem o Robert precisam se preocupar.

— Robert. — ele repete novamente em risos.

— Deixa de palhaçada. — grito jogando o travesseiro nele.

 

   Saímos do seu quarto e fomos para a sala, onde ficamos conversando um pouco, até meu celular tocar.

 

SMS – Patrick: “Prepare-se... Ele voltou!”.


Notas Finais


Por enquanto é isso... Mas logo logo venho com o proximo capitulo! Até mais!


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