História The Clash 2 - The Distance, The Overcoming and The Change - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Descoberta, Drama, Mistério, Revelaçao, Sexualidade
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Palavras 2.569
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Já voltei! Um capitulo bem curtinho agora com o retorno do Max!

Narração do Maximilian

Capítulo 3 - De Volta em Casa


Quando eu resolvi voltar para o colégio interno meses atrás eu tinha a esperança de ficar afastado de tudo e de todos por um longo tempo, mas às vezes a vida nos prega peças, coisas e situações que mudam completamente o rumo de nossas vidas... No meu caso a saúde do meu pai. — Irônico não? A pessoa que mais me queria longe é agora a que mais me quer por perto. — Claro que eu ficaria imensamente feliz em dizer que foi por amor, saudades, mas não é bem esse o motivo e eu, sei bem. — Meu avô Sebastian Miller é dono de uma das maiores empresas em Los Angeles, ele teve um casal de filhos com minha avó, Margareth. Paul Miller, meu pai, e Elizabeth Miller, a mãe do Patrick. Meu pai e minha tia nunca se deram bem, e quando meu avô resolveu dar a presidência da empresa para minha tia o meu pai se revoltou e saiu de casa, montou seu próprio negocio sem nunca pedir ajuda a ninguém da família, e eu sou seu único herdeiro. — E é por ser seu herdeiro que ele me quer por perto em uma hora como essa, eu só espero que nada de grave esteja acontecendo.

 

— E como está o tempo ai? — Zac pergunta pelo celular.

— Eu acabei de descer do helicóptero, não podia ter esperado um pouco? — digo caminhando até o carro a minha espera.

— Não...

— Deixe de bobagem, eu sai tem algumas horas. — reclamo. — Desculpe, mas depois nos falamos.

 

   Entenda, eu realmente aprecio a amizade do Zac e agradeço pela companhia e tudo o que ele fez por mim enquanto estive no colégio interno, mas parece que ele simplesmente... Grudou em mim como um chiclete.

 

— Boa tarde Sr. Miller. — o motorista diz abrindo a porta do carro para mim.

— Boa tarde. — retribuo o cumprimento. — Você sabe o que aconteceu com ele?

— Desculpe-me senhor, mas essas informações não foram passadas para mim. — ele diz.

 

   O carro acelera. — Eu realmente não acredito que estou de volta a Ohio. Claro que eu esperava voltar, mas não tão rápido, eu achei que voltaria depois de formado, depois de finalmente tê-lo esquecido e superado por completo. — Eu não sei qual será minha reação ao ver o Jeff novamente.

 

— Devo preveni-lo de certas coisas. — o motorista diz. — As coisas mudaram um pouco desde que o senhor voltou para aquele lugar.

— O que aconteceu? — pergunto preocupado.

— Aquela mulher a qual todos tinham um pé atrás voltou para a empresa.

— Jéssica Johnson? — pergunto confuso. — Mas...

— Todas as investigações sobre o seu sequestro e da Srta. Lucy Evans foi arquivada.

— O que? — pergunto indignado. — E é claro que meu amado pai tem algo com isso.

— Quanto a isso não sei. — ele diz. — Só quis lhe dizer antes que criasse alguma falsa expectativa sobre punições futuras àquela mulher.

 

   Isso não esta certo, Jéssica Johnson... Quem é essa mulher afinal de contas?

(...)

— Chegamos. — o motorista anuncia.

 

   Quanta ironia. — Meu pai está internado no mesmo hospital que Jenny esteve ano passado.

 

— Antigo Ken. — Suzy Evans, escandalosa como sempre me recebe na entrada do hospital.

— Suzy. — a abraço. — Onde está minha mãe?

— Venha comigo criança.

 

   Entramos no hospital e sou levado por ela até a sala de espera.

 

— Eu me impressiono como você é tão parecido com o seu pai. — Jéssica Johnson diz.

— O que faz aqui? — pergunto. — Não deveria estar na empresa?

— Então já sabe das boas novas. — ela diz sorrindo.

— Não é hora para isso. — Leonard a interrompe. — Seja bem vindo de volta Maximilian. — ele me recebe com um aperto de mãos.

— Eu quero ver meu pai. — peço.

— Sr. Miller. — uma enfermeira aparece. — Queira me acompanhar, por favor.

 

   Deixo os três na sala de espera e caminho junto à enfermeira até o quarto onde meu pai está.

 

— Ele vai morrer. — pergunto em tom baixo e preocupado.

— Não se preocupe. — ela diz. — Seu pai é um homem durão, ele vai sair bem disso tudo.

— Eu... Acho que não posso fazer isso. — digo parando de andar.

— Sr. Miller... Seu pai precisa de todos perto dele nesse momento, e você como filho...

— Eu, eu vou entrar, desculpe. — digo pondo a mão na maçaneta.

 

   Abro a porta e a primeira pessoa que vejo é meu primo Patrick. — O traidor. — Ele está parado como uma estatua me encarando.

 

— Fico feliz em vê-lo novamente, primo. — ele diz sorrindo.

— Claro que fica. — digo passando por ele.

 

   Vejo meu pai deitado na cama, ligado àqueles fios e sinto um nó na garganta. Minha mãe está sentada no sofá ao lado da cama e se levanta assim que vê.

 

— Max. — ela sussurra com lagrimas nos olhos.

— Estou de volta. — digo abraçando-a.

— Maximilian. — meu pai me chama.

 

   Vou até ele e fico em pé em seu lado na cama.

 

— O que aconteceu? — pergunto.

— Nada com que precise se preocupar.

— Não teria me chamado se não fosse algo desse tipo. — falo. — Pare de bancar o durão, você quase morreu droga.

 

   Eu não sei o que dizer ou como agir. Eu nunca em toda minha vida me imaginei em uma situação como essa.

 

— Não precisa ficar me encarando com esses olhos piedosos. — ele murmura.

— Eu sou o seu filho. — falo. — Como espera que eu me sinta?

— Eu já cansei de tudo isso. — ele reclama. — Patrick avise a todos que já pode ir inclusive você Maximilian.

— Como ir? Eu acabei de chegar. — digo confuso.

— Devia ter ido para casa direto. — ele insiste. — Michelle pode ir se quiser.

— Não irei a lugar nenhum. — ela diz.

 

   Definitivamente ele não me trouxe de volta por amor.

 

— Vá meu filho, depois conversamos. — minha mãe diz me dando um beijo na testa.

 

   O que eu sou para ele?

 

— Vem Max. — Patrick me chama.

 

   Sou apenas mais um negócio para ele?

 

   Todos atenderam ao pedido do meu pai. Jéssica foi a primeira a ir, Patrick foi embora junto com os Evans... E eu, bom.

 

— Me leve até esse endereço. — digo entregando um pedaço de papel ao meu motorista.

(...)

   Farout Park, finalmente chegamos. — Esse lugar é nostálgico em todos os sentidos. — Foi aqui que tive grandes momentos de diversão e também de horror.

 

— Estarei esperando. — o motorista avisa.

— Obrigado. — agradeço descendo do carro. — Não irei demorar.

 

   A neve está caindo forte, os campos verdes estão cobertos por elas. — Meu coração esta batendo tão forte. — Caminho pelo parque até chegar à ponte, a mesma ponte onde tiramos a foto meses atrás. — Fico parado no centro e antes mesmo de eu perceber começo a chorar, e para falar a verdade eu não sei o motivo de minhas lágrimas.

 

— Vai pegar um resfriado se ficar parado aqui.

 

   Enxugo as lagrimas e olho para trás.

 

— Seja bem vindo de volta.

 

   É o Robert. — Ele está um pouco diferente, mas sim é ele. — Está usando um casaco pesado marrom, uma toca da mesma cor, uma calça jeans e botas também marrons.

 

— Robert. — murmuro.

 

   Ele corre e me abraça.

 

— Desculpe por eu não ter dado noticias. — digo envergonhado.

— Não se preocupe com isso. — ele diz sorrindo. — Você está aqui agora.

— Como sabia que eu estaria aqui?

— Seu primo mandou uma mensagem para todos nós. — ele diz me mostrando o celular. — Sarah, Lucy, Jeff e eu... Eu pensei em ir a sua casa, mas lembrei de que esse lugar é importante para você então achei que viria aqui primeiro.

 

   Nem quero pensar no porque do Patrick ter feito isso, mas agradeço por Robert ter vindo... Eu não teria coragem de ir até eles.

 

— Me conta. — digo olhando para o lago congelado. — Como estão todos?

— A Sarah continua sendo a Sarah. — ele diz sorrindo. — Só sabe dançar, comer e chorar. A Lucy está mais perfeita do que nunca, e agora que virou modelo perdi todas as esperanças de ter alguma coisa com ela.

 

   Ele encerrou e ficou parado do meu lado.

 

— E ele? — pergunto. — Como ele está?

— Ele diz que não se importa, mas sabemos que está mal. — Robert conta. — Quando você foi embora, e ele correu atrás do carro gritando aquelas coisas, eu realmente achei que ele fosse esperar ou algo assim, mas parece que na cabeça dele voltar a agir como um louco é a forma mais fácil de te superar.

 

   Olho para o vasto horizonte, para a neve caindo sob minhas luvas. — Eu desisti de tudo, então por que sinto como se nada tivesse realmente acabado?

 

— Isso é estranho. — digo sorrindo.

— Qual é a graça? — ele pergunta confuso.

— A gente aqui falando dessas coisas. — sussurro. — Quando nos conhecemos você estava doido para que pegássemos garotas e agora eu...

— É gay. — ele diz sem voltas. — Acho que eu sempre soube você é perfeito demais, canta, tem essa pele de seda, cabelos bonitos... Mas sabe qual é o lado bom de tudo isso?

— E tem um lado bom? — pergunto.

— Sobram mais garotas para mim. — ele diz me dando um tapa nas costas. — Vamos, está frio demais aqui. — ele diz descendo a ponte

 

   Corro atrás dele. — Eu tive medo durante todo aquele tempo, eu não sabia o que esperar se Robert e os outros descobrissem sobre mim. Mas eu mais uma vez estava errado, e eu devia ter visto como foi com a Sarah, ela me acolheu e fez de mim um verdadeiro homem, não por ter tirado minha virgindade, mas por ter me feito abrir os olhos para quem eu realmente sou.

 

— E a sua irmã? — pergunto.

— Melissa? — ele diz em tom surpreso. — Diabólica como sempre. Acredita que ela me fez fazer um vídeo pedindo desculpas a um antigo colega de classe?

— Sua irmã parece ser sua mãe quando age assim. — digo sorrindo.

— É quase isso mesmo. — ele diz abaixando o tom de voz.

 

   Nunca parei para pensar e muito menos para perguntar, mas e os pais dele? —  Seu semblante torna-se vazio, como se estivesse remoendo alguma coisa. Talvez eu não devesse ter feito esse comentário.

 

— Eu tinha oito anos quanto tudo aconteceu. — ele começa de repente. — Meus pais tinham ido a essa importante conferencia sabe-se lá onde... Eu fiquei em casa sozinho com a minha irmã, e ela estava me deixando louco, ela tinha acabado de fazer treze... Estava me infernizando...

 

   Paramos de andar e nos abrigamos em baixo de uma arvore.

 

— Eu liguei para os meus pais aquela noite, disse que minha irmã tinha caído da escada e que ela não estava respirando. — lagrimas caem de seus olhos. — Horas depois alguém tocou a campainha, eu desci as escadas correndo e vi minha irmã desmaiar nos braços de um policial... O carro em que meus pais estavam foi atingido por caminhão e... Eu os matei.

— Não. — interrompo. — Robert, não foi sua culpa.

— Se eu não tivesse ligado, se eu tivesse suportado por mais algumas horas as implicâncias da minha irmã...

— Ei. — digo o puxando para perto. — Eu nunca te vi assim antes, e não estou gostando agora que estou vendo, trate de voltar ao normal.

— Foi mal. — ele sorri enxugando as lagrimas. — Acho que me empolguei um pouco, mas enfim... Minha irmã tem cuidado de mim desde então

 

   Acho que o pressionei demais, eu nunca o vi dessa maneira.

 

— Vamos embora. — digo andando. — Eu ainda tenho que passar em casa.

— Claro. — ele diz me seguindo. — E quando vai se encontrar com o Jeff?

— Se depender de mim nunca. — falo. — Mas como vou voltar para aquela escola será inevitável nosso encontro não é?

— É. — ele responde sorrindo.

 

   Demos carona ao Robert, sua irmã não está em casa, provavelmente resolvendo alguma coisa da faculdade, não me lembro se ela já se formou. — Não fui direto para casa, pedi para o motorista me levar para ver a escola, e da escola... Cá estou eu, escondido dentro do carro há quase quinze minutos na frente da casa de Jeff Johnson, e tudo que vi até agora foi Yan passando com um pneu nos braços.

 

— Acho que devemos ir senhor. — o motorista diz. — Esse lugar não é seguro.

— Tudo bem. — concordo ainda olhando pela janela.

 

   O carro acelerou e por uns instantes pensei ter visto alguém na janela do quarto do Jeff. — Será que era ele?

(...)

   Ao passarmos pelos portões do condomínio meu coração disparou, foi como reviver a cena do sequestro, repetidas e repetidas vezes... Mas ao mesmo tempo me vem à lembrança do Jeff correndo atrás do carro.

 

— Seja bem vindo ao lar. — o motorista diz assim que o carro para em frente à mansão.

 

   As portas se abrem e Guadalupe vem ao meu encontro. — Ela parece ainda mais velha do que eu lembrava.

 

— Minha doce criança. — ela diz me abraçando.

— É bom vê-la também. — digo acariciando seu rosto. — Vamos entrar antes que congelemos.

 

   Assim que entro em casa todas as lembranças do ano passado ressurgem, meu pai, minha mãe... Tudo.

 

— Vou para o meu quarto. — aviso. — Depois eu desço.

— Quer que eu leve algo para comer?

— Não será necessário. — digo subindo as escadas.

— Tudo bem. — ela diz. — Levarei um pedaço de bolo e um copo de leite.

 

   Ando pelo corredor. — Não sei o motivo de eu estar tão assustado, eu conheço esse lugar, não faz tanto tempo desde que parti. — Chego em frente a porta do meu quarto, crio coragem e abro.

 

— Bem vindo de volta. — Lucy diz levantando da minha cama.

— Lucy... — digo espantado.

 

   Ela me abraça e depois fica me encarando.

 

— Lucy, eu...

— Esquece. — ela diz com um sorriso forçado no rosto. — Esqueça tudo o que me disse naquele lugar... Eu esqueci. O que importa é que você está aqui, você está em casa.

 

   Eu sei que não fui justo com ela, disse coisas horríveis, mas mesmo assim aqui está ela, na minha casa, no meu quarto... Para me receber, como sempre foi.

 

— É estranho. — digo me sentando na cama. — Não faz tanto tempo desde que fui embora, mas sinto como se eu não pertencesse mais a esse lugar, entende?

— Não, não entendo. — ela diz indo até a janela. — Max esse é o seu lugar, o seu lar.

— Eu sei. — digo com um sorriso bobo no rosto. — Para falar a verdade estou realmente feliz em estar de volta. — digo deitando. — Agora eu desejo mais do que qualquer outra coisa descansar.

— Mas primeiro. — ela diz me mostrando o celular. — Quem é Zac e como ele conseguiu meu numero?

— Só pode ser brincadeira. — digo sorrindo. — Ele está começando a me assustar.

— Quem é ele? É seu novo...

— Não. — a interrompo. — É meu colega de quarto, ele é... Meu amigo.

— Amigo. — ela diz indo até a porta. — Eu vou para casa, não esqueça de ligar para esse seu amigo... E também para a lerda e o Robert.

— Eu estava com o Robert. — conto.

— Que legal. — ela diz irritada. — Achei que seria a primeira a ver você.

— Na verdade o primeiro a me ver foi o meu motorista, depois sua mãe.

— Você entendeu idiota. — ela diz abrindo a porta.

 

   Eu desejo... Eu desejo de todo o meu coração que as coisas voltem a ser como eram antes do sequestro. Eu queria ter meus amigos perto de mim, ter o Jeff me fazendo de bobo... Eu queria não pensar nisso, mas eu simplesmente não consigo.

 

— Estou feliz por estar de voltar. — falo.

— E eu também. — ela diz saindo do quarto.

 

   Eu não sei... Não sei o que vai acontecer a partir daqui, não sei se minha vida se tornará um inferno de vez, ou algo de bom vai acontecer para mim. Eu só sei que de agora em diante nada mais será como antes, nem minhas amizades, minha relação com meus pais. — Eu tenho medo do futuro.


Notas Finais


Bem curtinho como eu disse... Próximo capitulo é narrativa do Jeff... Tentarei voltar o mais breve possivel... Valeu!


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