História The Clash 2 - The Distance, The Overcoming and The Change - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Descoberta, Drama, Mistério, Revelaçao, Sexualidade
Exibições 12
Palavras 6.139
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Esse capitulo ficou um pouquinho grande... Mas tudo bem hehehe

Narrativa do Max

Capítulo 5 - Miller's


Não entendo. Por que estou agindo dessa forma? — Atravesso a rua correndo. — Não entendo... Eu não deveria estar me sentindo assim.

 

— Já voltou? — Guadalupe me questiona assim que entro em casa.

 

   Ignoro sua presença e suas palavras, corro escada acima e me tranco no meu quarto.

 

— Eu não devia ter visto ele. — digo a mim mesmo. — Eu não consigo respirar.

 

   Caio de joelhos e permaneço no chão. — Sinto como se algo estivesse preso em minha garganta, meu ar simplesmente não sai.

 

— E-eu...

 

   E então eu grito, grito tão alto que cada pelo do meu corpo se arrepia. Lagrimas caem incansavelmente dos meus olhos, minhas mãos estão tremulas e mal me sustentam de joelhos no chão. — Por quê? Por que ele tinha que estar lá?

 

— Sr. Miller. — Guadalupe bate na porta.

— Sai daqui! — grito.

— Por favor. — ela insiste. — O que aconteceu?

— Saia! — grito levantando e jogando um porta-retratos contra a porta. — Me deixe sozinho, eu quero ficar sozinho.

 

   Estou agindo como uma criança, como uma criança que acaba de perder algo importante, mas eu simplesmente não consigo fazer parar, não consigo. — coloco a mão em meu peito. — Por que dói tanto? Por que a simples presença dele faz meu coração bater tão forte? Eu o odeio, odeio com todas as minhas forças... Mas ao mesmo tempo eu o amo.

 

— Alguém me ajuda. — sussurro em lágrimas.

 

   O que eu devo fazer? Devo sair e falar com ele? Devo apenas ignorá-lo? — Não é assim que as coisas são, e não é assim que eu sou. Eu sei que mais cedo ou mais tarde eu vou acabar procurando ele.

 

— Mas não agora. — digo me levantando.

 

   Tudo que está acontecendo agora é resultado de nossas escolhas e de nossas ações. — Ele fez o que fez comigo e isso não pode ser mudado, e eu não consigo simplesmente perdoa-lo. Eu escolhi deixa-lo ir, não devo ficar agindo assim sempre que encontra-lo, eu sou mais do que isso, eu sou melhor do que ele. — Pego o porta-retratos quebrado do chão. A foto que está aqui amaçada é a foto que tiramos ano passado no parque, nós cinco. — Não importa o que aconteceu entre Jeff e eu, eu não vou perder meus amigos que são tão importantes para mim por culpa dele.

 

— Devo parar de agir como uma criança. — ordeno a mim mesmo enxugando as lagrimas. — Devo agir como um verdadeiro Miller que eu sou.

 

   Jogo a foto em cima da minha cama, tiro minhas roupas e caminho até o banheiro. Ligo o chuveiro e me jogo em baixo da água morna.

 

— Chega de lamentar. — digo. — Chega de nutrir esses sentimentos. A partir de agora eu renuncio a qualquer sentimento que ainda possa ter por ele.

 

   Algo bate na janela do meu quarto me assustando. — Os ventos estão muito fortes neste inverno.

 

(...)

 

   Saio do quarto e vejo Patrick encostado na parede mexendo no celular. — Esse estilo de roupa que usa faz parecer que não tem dinheiro para comprar algo descente para vestir.

 

— Você voltou a uma semana e não me disse um oi. — ele diz assim que me vê.

— O que queria que eu dissesse? — pergunto fechando a porta.

 

   Fico encostado na parede em sua frente. — Nossos olhares se cruzam. — Não entendo o que ele deseja de mim.

 

— Você sabe que tudo o que eu fiz foi...

— Para o bem da nossa família, para não manchar a reputação intocável dos Miller. — digo o interrompendo. — Se é só isso. — digo andando.

— Você perdoou a Lucy, perdoou o Robert. — ele diz. — É tão difícil fazer isso por mim? Tão difícil me perdoar?

— Robert não tem nada a ver com tudo isso. — falo. — Ele só se envolveu para proteger a Lucy, e se eu perdoei a Lucy ou não o problema é meu.

— E quanto a mim? — Patrick insiste. — Você vai me perdoar um dia?

— Quem sabe. — digo descendo as escadas.

 

   Ele desce correndo atrás de mim.

 

— Vamos fazer alguma coisa então. — ele diz. — Nós nunca tivemos a oportunidade de nos conhecermos direito.

— E porque será né? — pergunto o ironizando. — E... Eu não quero andar com você, você me assusta, faz parecer que esta me vigiando, como sempre.

— Pode chamar seus amigos se quiser. — ele sugere. — Mas, por favor.

 

   Não entendo sua insistência, mas que mal tem?

 

— Tudo bem vai! — acabo aceitando. — Mas duvido que...

— O que foi?

 

   Amigos. Desde que voltei para Ohio não procurei nenhum deles, apenas falei com o Robert por acaso, e Lucy é praticamente da família, mas...

 

— Acho melhor irmos, só nós dois mesmo. — falo um tanto desanimado.

— Certeza? Não tem medo de eu te jogar da escada rolante ou algo assim? — ele pergunta rindo.

 

   Fomos até a garagem e abri um breve sorriso quando revi meu carro.

 

— Acho que cuidei bem dele enquanto estava fora. — Patrick me entrega as chaves.

— Acho que nem lembro mais como...

— Deixa de drama. — ele me dá um tapa nas costas. — Você só ficou fora dois meses.

 

   Entramos no carro. Patrick apertou o botão no controle para abrir o portão e saímos. — É realmente a coisa mais estranha do mundo sair com ele.

 

— Aonde vamos? — pergunto.

— Ainda está cedo. — ele observa. — A gente pode ir ao cinema ou só beber.

— Somos menores de idade. — digo. — Ninguém vai vender bebida para nós dois.

— Então isso é um sim para o cinema. — ele diz sorrindo. — Aliás, eu nem bebo mesmo.

 

   Fui obrigado a abrir um sorriso.

 

— Viu? Eu não te faço só chorar, você acabou de rir.

 

(...)

 

   Chegamos ao shopping por volta das 13h30min. Ficamos fazendo hora até começar o filme, fizemos compras, ele me obrigou a vê-lo dançar em uma maquina, e por fim o filme.

 

— Não consigo me acostumar com o tamanho dessa tela. — digo me sentando.

— Você realmente parece um bicho do mato. — ele sorri sentando-se ao meu lado.

 

   As luzes apagaram e o telão foi ligado. Começam umas propagandas e...

 

— Eu devia ter dito sobre isso. — ele diz em sussurros.

 

   Um comercial, onde os protagonistas são Jeff e Lucy. — Estou começando a achar que Patrick não me trouxe aqui por nada.

 

— Te incomoda? — ele pergunta comendo a pipoca. — Quem eu quero enganar, claro que incomoda, você estava gritando feito um louco quando chegou em casa mais cedo, e antes disso você tinha saído da casa da Lucy, onde coincidentemente estava o...

— Cala a boca. — grito.

 

   As outras pessoas se irritam com meu grito e me mandam calar a boca.

 

— Desculpa, mas eu precisava ter certeza. — ele diz ainda em sussurros.

— Certeza de que?

— De que você ainda gosta dele.

 

   Eu sou estupido demais por acreditar que ele estava tentando ser meu amigo de verdade.

 

— Eu vou embora. — digo levantando. — Acho que você consegue pegar um taxi sozinho não é?

 

   Saio da sala do cinema e caminho pensativo pelo shopping.

 

— Olha aqueles dois. — uma mulher diz a outra.

 

   Um casal... Dois homens estão de mãos dadas andando pelo shopping.

 

— Que absurdo. — a outra resmunga. — E um desperdício.

 

   Ando apressado e enfim chego ao estacionamento, guardo minhas coisas no porta-malas e dirijo.

 

— Você é um completo idiota Maximilian Miller. — grito comigo mesmo.

 

(...)

 

   Paro o carro perto da praça do centro. — Eu sempre digo as mesmas coisas a mim mesmo, me impulsiono a seguir em frente, mas não seria mais fácil se eu parasse de fugir do Jeff de uma vez?

 

— Por que esse desgraçado não sai da minha cabeça? — pergunto em sussurros.

 

   Batidas na janela do carro me assustam. Levanto a cabeça e desembaço o vidro.

 

— Sarah? — digo surpreso.

 

   Saio do carro e me coloco de pé em sua frente. — Seus cabelos castanhos estão soltos, ela veste um sobretudo marrom e uma bota longa da mesma cor, luvas pretas e um gorro também preto. — Meu coração está batendo forte, mas não sei bem o motivo. — Ano passado Sarah foi a melhor pessoa que eu poderia pedir para ter como amiga, ela me ajudou, e me apoiou de diversas maneiras... E mesmo eu a tratando como segundo plano em algumas situações, ela sempre esteve presente.

   Ela repentinamente me dá um tapa no rosto.

 

— Acho que talvez eu tenha merecido isso. — digo colocando a mão no local do tapa.

— Você foi embora prometendo escrever, manter contato. — ela começa a chorar. — Você voltou a uma semana e não me disse um oi, não me visitou não deu sinal de vida.

— Desculpa. — peço. — Eu não tenho direito de pedir isso, mas eu peço mesmo assim. — insisto. — Eu voltei, mas... Eu não sabia se iria ficar ou não.

— E você nem por um segundo cogitou a hipótese de ir me ver? Ou ver qualquer um de nós.

— Eu não sei o que quer ouvir, eu já pedi desculpas. — insisto. — Me desculpa.

 

   A neve começa a cair mais fraca. — Sarah e eu nos sentamos em um banco e conversamos bastante sobre nossos últimos dois meses. Contei a ela sobre o Zac, a visita da Lucy... Sobre meu retorno o reencontro com Robert e o Jeff.

 

— Lembra? — ela pergunta. — Estivemos aqui no ano passado, acho que foi depois do seu aniversario.

— Um dia antes da viagem para Nova York. — lembrei. — Sim... Mas não tinha tanta neve, e estava quente. — brinco.

— Aquele dia nós ficamos juntos pela segunda vez. — ela diz corando. — Quando a gente tinha começado eu sabia que era tudo para você fingir ser hetero, mas então você e o Jeff ficaram juntos... Tanta coisa aconteceu. Eu fiquei com medo de nunca mais te ver.

 

   A abraço e sinto seu corpo sobre o meu. — É impossível não me lembrar da nossa primeira noite.

 

— E o que vai fazer agora? — ela pergunta. — Não vai voltar para escola?

— Na verdade na segunda estarei lá. — falo sorrindo. — Acredite ou não eu sinto falta daquele lugar.

 

   Ela me dá um beijo na bochecha e se levanta.

 

— Você estava indo para algum lugar quando me encontrou aqui? — pergunto.

— Combinei de encontrar com umas amigas no boliche. — ela diz sorrindo.

 

   Olho para a cor cinza do céu e depois foco o olhar nela.

 

— É sério?

 

   Suas bochechas ficam coradas.

 

— Você está saindo com alguém! — digo surpreso.

— Não é bem saindo com alguém. — ela sorri timidamente. — Mas ele é um garoto legal.

 

   Fico feliz, realmente muito feliz que a Sarah tenha encontrado alguém que a mereça de verdade, alguém que possa dar a ela tudo que eu não pude.

 

— Max. — aquela empolgação de repente some. — Eu sei que desde que voltou devem estar te enchendo de perguntas, mas vou ser obrigada a perguntar também.

— Por favor, não. — levanto. — Eu não aguento mais todo mundo perguntando quando eu vou parar para conversar com o Jeff, não é como se eu não quisesse.

— Aquele bendito conflito interno. — ela murmura. — O mesmo que o quase fez hesitar quando estávamos juntos.

— Isso é diferente. — afirmo. — Não tem nada a ver.

— Max... Ninguém pode te obrigar a nada, e ninguém está te obrigando a voltar com o Jeff, só que ao menos devem conversar.

— Nós já dissemos tudo o que tínhamos para dizer um pro outro antes de eu ir embora. — digo. — Não há nada mais a se dizer.

 

   Minha reação em vê-lo essa manhã só prova que se ficarmos sozinhos em uma sala para conversarmos eu vou acabar cedendo, me entregando novamente. — Mas não é o que eu quero. — Eu decidi superá-lo e é isso que vou fazer, mesmo que a minha felicidade seja o custo disso tudo, eu preciso e vou superar o Jeff.

 

— Não está um pouco atrasada para o seu encontro? — pergunto um tanto rude.

— Acho que sim. — ela confirma. — Sabe... Eu já conheci três diferentes Max em você ao longo disso tudo, o primeiro que é o que todos amamos, o segundo que voltou das férias de verão um tanto diferente, mas ainda assim era o Max... E você agora, e eu realmente não estou gostando do que estou vendo.

— O que quer dizer? Todos mudam não é?

— O único que mudou foi você. — ela insiste.

— O Jeff...

— O Jeff sempre foi daquele jeito. — ela grita irritada. — Você que nunca quis enxergar, você que sempre fechou os olhos só para ver a coisa bonita e romântica da situação. Pense nisso Max, pense no que está perdendo afastando todo mundo de você.

— Eu não estou tentando afastar vocês de mim. — digo me levantando. — Estou tentando me reaproximar de vocês.

— Bom... Está fazendo isso da forma errada. — Sarah diz realmente zangada.

 

   Nunca a vi dessa forma, nem mesmo em nossos piores momentos... Não, não era assim que as coisas deveriam ser não é assim que as coisas deveriam acontecer.

 

— Espero que a volta à escola faça você voltar ao que era. — ela murmura. — Porque o Max que eu vejo agora é um Max completamente diferente.

— Querendo ou não esse sou eu agora.

— Não é. — ela me interrompe. — Você está fingindo ser alguém mais forte, mais maduro... Mas adivinha? Você não é você é um adolescente com problemas de adulto. Não tente ser quem você não é isso nunca acaba bem. Tome o exemplo da Lucy e do Jeff.

 

   Vejo-a se afastar, logo que chega à pista um carro azul para. Alguém desce um jovem da nossa idade eu acho talvez mais velho, esta usando roupas de frio. Ele abre a porta para a Sarah e ela me lança um último olhar antes de entrar no carro.

 

— As coisas não podiam acabar piores, poderiam? — pergunto a mim mesmo.

 

(...)

 

   Dessa vez mantive-me firme. Não chorei, não gritei nada fiz... Absolutamente nada. — Passei o final de semana todo evitando meu primo, e também evitei ir à casa dos Evans. — Lucy me deu copia de toda a matéria que tiveram até então. — Eu comecei esse semestre nessa escola, e estudava com Lucy apenas em duas matérias, acho que dessa vez tive o azar de ter somente uma única aula com ela.

 

   A segunda-feira, dia dois de março de dois mil e quinze finalmente chegou. — Não que eu esteja ansioso ou algo assim... Quem estou enganando, não dormi nada da noite passada, estou realmente muito ansioso para voltar.

 

— Ele voltou. — sussurros se espalham pelos corredores.

 

   Acho que eu já esperava por isso. Todos estão falando sobre mim, sobre como eu abandonei Ohio e voltei para o colégio interno, mas parece que ninguém sabe o real motivo de eu ter voltado. — Devo admitir, meu pai consegue me surpreender sempre. Como ele fez para tudo isso sumir assim de repente?

 

— Miller. — alguém me chama.

 

   Meu coração quase sai pela boca. — É ele? — Viro-me e...

 

— Achei que me formaria e você não estaria aqui. — Liam diz com um sorriso estampado no rosto.

— Oi. — retribuo o sorriso.

 

   Definitivamente não me lembro se Liam e eu voltamos a ser... Sei lá, alguma coisa.

 

— Como estão as coisas? — ele pergunta me empurrando para um passeio pelo corredor.

— Boas, eu acho. — respondo confuso. — Quero dizer, meu pai foi para Los Angeles depois que passou por uma cirurgia, mas ele está bem.

— Okay. — ele me da um tapa nas costas.

 

   Eu já mencionei o quanto isso me irrita? Porque as pessoas desse lugar não podem ser civilizadas e nos cumprimentar com um aperto de mão? Como o Zac fazia... Espera, não é bom usá-lo como exemplo, ele geralmente me cumprimentava nu enrolado em um avental minúsculo e com uma bandeja de biscoitos amanteigados.

 

— Agora é definitivo? — ele pergunta.

— Max! — o grito escandaloso de Robert fez com que todos olhassem para ele. — Foi mal. — ele se desculpa.

 

   Robert corre até mim e antes que ele pudesse me dar um tapa nas costas ergui minha mão e ele... Bem, não sei exatamente o que ele fez, mas disse algo como: “esse é o nosso toque secreto”.

 

— Então... — Robert diz um tanto musical. — Responde o nadador. É definitiva a sua volta?

 

   Abro a porta do meu armário e coloco alguns livros e cadernos dentro.

 

— Mesmo se eu quisesse não poderia. — fecho a porta. — Fui expulso de lá no momento em que entrei naquele helicóptero de volta para Ohio.

— Que ótimo! — Robert grita.

 

   Sua euforia foi tanta que vi um sorriso no rosto de Liam.

 

— Chega né? — Liam o interrompe.

— Ah! — ele parece se dá conta de algo. — Quero dizer, que chato... — e então ele me dá vários tapas nas costas.

 

   Salvo pelo sinal.

 

   Minha primeira aula é de... Espanhol. — Entro na sala e me deparo com um homem incrivelmente... Foco... Ajeitado.

 

— Taylor Palmer. — ele se apresenta.

 

   Okay... Sabe aqueles momentos do colegial onde acabamos por... Criar paixonites pelas professoras? Pois bem, acabei de criar uma pelo Sr. Palmer. — Ele é alto, provavelmente um metro e oitenta e cinco. Pele clara, porém bronzeada. — Acho que pratica esporte, é absurdamente musculoso. — Seus cabelos pretos são cortados no estilo militar, mas não tão baixo. Olhos... Castanhos. — Ele me lembra de alguém. E não... Não é o Jeff.

 

— Maximilian Miller. — retribuo o cumprimento.

— O famoso fujão. — alguém murmura.

— Arranje um lugar para se sentar. — Sr. Palmer volta a se concentrar no quadro.

 

   Olho para os olhares dos meus novos colegas de classe e percebo o quão difícil isso vai ser.

 

— Max?

— Jacob. — digo um tanto surpreso ao vê-lo entrar na sala.

 

   Ele está mais alto e mais forte. — Em relação aos músculos. — Mas sim... É ele.

 

— Parece que temos o primeiro tempo juntos. — falo.

— Legal. — ele concorda um tanto sem jeito.

 

   Sou obrigado a sentar em uma das últimas cadeiras. — Sabe o quão frustrante é para mim sentar aqui atrás? — Jacob está sentado no meio. — Eu não entendo, realmente não entendo o que aconteceu ano passado que nos afastou tanto... Desde que ele foi passar as férias de verão no Brasil voltou dessa forma.

 

— Hola classe! — Sr. Palmer inicia sua aula com um sotaque realmente engraçado. — Abra el libro em la página veintisiete

 

   Passei o primeiro tempo todo em silencio, apenas ouvindo as explicações do Sr. Palmer, e também as piadas sem graça vinda dos meus colegas. — O segundo tempo não melhorou em nada. Aula de geografia e a única aula que Lucy, Sarah, Jacob e eu temos juntos. — E dessa vez! Ahhh! Consegui meu lugar na primeira fileira.

 

— Como está indo o primeiro dia? — Lucy pergunta sentando na cadeira atrás de mim.

— Normal. — respondo. — Nada demais... Eu só sinto falta de ter todas as aulas com você.

— Eu sei. — ela murmura.

— Talvez os dois possam usar seus privilégios para conseguirem dar um jeito nisso. — um rapaz intimidante entra na sala.

— Do que esta falando estranho? — Lucy pergunta debochada.

— Não sei. — ele diz. — O garoto mais rico da cidade, a modelo que trás dinheiro para escola, talvez devessem formal um casal. — ele finalmente olha para mim. — Ou o branquelo aqui é chegado em...

— Max! — novamente o grito escandaloso de Robert faz com que todos o olhem. — Desculpem novamente.

 

   O pequeno tumulto foi encerrado com a chegada de Robert. — O que é um alivio.

 

— O que está fazendo aqui? — Lucy pergunta.

— Não sei se percebeu, mas ele acabou de evitar um confronto. — Sarah diz.

— De nada linda. — ele manda um beijo para Lucy. — De qualquer forma... Estou encarregado de te guiar pelo colégio hoje, sou como seu instrutor.

— E para que isso? — pergunto confuso. — Eu já estudei aqui lembra?

— Eu sei... — ele praticamente grunhe ao dizer isso.

— Está fazendo isso para matar aula. — Lucy observa. — Não deviam estar estudando para S.A.T?

— Tá tudo bem. — ele bate o pé em protesto.

 

   Sou obrigado a rir de sua atitude, mas também noto seu desconforto.

 

— Depois do almoço, tudo bem? Eu ainda tenho um tempo livre. — digo.

— Tem? — Sarah pergunta.

— Ainda não decidi sobre a natação.

— Você definitivamente não deveria — Sarah diz.

— Você definitivamente deveria. — Lucy diz em contraposto.

— Tá vendo? — pergunto olhando para o Robert. — Ainda tenho que decidir.

— Certo. — ele diz. — Nos vemos no refeitório.

 

   Ele sai da sala assim que nossa professora chega.

 

— Você não esta considerando voltar não é? — Sarah pergunta.

— O que tem isso? — Lucy pergunta confusa. — Ele e o Jeff não podem se evitar para sempre.

— Desde quando você é a fã numero um do casal “Jax”?

— Jax? — pergunto confuso.

— É a combinação do seu nome e o do Jeff. — Lucy responde.

 

   “Jax”? O que diabos seria um “Jax”? Só consigo imaginar um jacaré completamente deformado.

 

— Estou apoiando eles, porque parece que a maior fã deles desistiu do posto não é? — Lucy pergunta irônica. — Por que será.

— Chega. — as interrompo em um sussurro que fez a professora se virar para nós por uns instantes. — Parem de falar de mim como se eu não estivesse presente. Que mania chata. E eu decido o que vou fazer. Okay? E só para deixar claro, não existe mais Jeff e eu.

— Mas...

— Entenderam?

— Sim. — elas dizem ao mesmo tempo.

 

(...)

   O plano era simplesmente matar aula junto com o Robert, mas de repente se tornou um tipo de reunião, onde o convidado principal sou eu, e eu não estou nem um pouco confortável com isso tudo. — Estamos na biblioteca, Robert, Lucy, Sarah, Liam, Jacob e Louise.

 

— Por que estamos aqui? — pergunto confuso.

 

   Bom... Durante o almoço Robert e eu conversávamos sobre o que faríamos a seguir, acho que Louise ouviu e acabou chamando Liam, que por sua vez chamou o Jacob... Já as meninas eram de se esperar que nos seguissem.

 

— É sério. — insisto. — Estou muito desconfortável aqui, se for para ficar assim prefiro assistir a aula.

— Não seja chato. — Liam se senta no sofá. — Estamos sendo seus amigos.

— Estão? — pergunto confuso. — Como? Sentados me encarando durante trinta minutos?

— Ele está certo. — Robert concorda. — Estamos aqui faz tempo e ainda não decidimos nada.

— Decidiram sobre o que? — o encaro.

— Sua festa de boas vindas. — Louise diz empolgada. — Não que estejamos em um bom momento para comemorar, quero dizer seu pai.

— Espera. — interrompo. — Eu não preciso de uma festa de boas vindas. — digo sem jeito. — É sério, eu já me sinto bem recebido estando com vocês aqui, isso já é muito para mim.

— Tenho uma ideia então. — Robert se levanta. — Max não quer uma festa, e nunca conseguiríamos arrastar o Jeff para a casa dele.

— Eu não o deixaria entrar. — digo debochado.

— Então, podemos ir a outra festa e agirmos como se fosse uma comemoração pela volta do Max. — ele abre um enorme sorriso no fim da frase.

— Seu plano é estupido. — Lucy diz se olhando no espelho de bolso.

— Não. — Liam parece concordar. — Talvez de certo, e eu já sei um lugar onde sempre tem festas.

— Só não me diz que é... — digo sem coragem de terminar.

— A casa abandonada! — Robert e Liam concluem juntos.

— É perfeito. — Liam se anima. — Eu posso descolar as entradas.

— Não acho que vai dar certo, somos menores de idade. — Sarah diz.

— Isso nunca nos impediu. — Robert diz. — Além disso, para garantir podemos conseguir algumas identidades falsas.

— O que? — pergunto assustado. — Não, não, não. Nem pensar, eu não vou ser preso. — digo um tanto exaltado.

— Ei cara, relaxa. — Robert coloca sua mão em meu ombro. — Você não precisa se preocupar com nada, Okay? É por nossa conta.

— Não. — recuso. — Pessoal, eu realmente agradeço o que querem fazer por mim, mas de verdade, não precisa, não precisa mesmo.

 

   Pego minha mochila e levanto.

 

— Aonde vai? — Lucy se levanta.

— Não precisam me seguir. — digo sem graça. — Olha... Desculpe, eu tenho que ir.

 

   Deixo a biblioteca na certeza de que não estou sendo seguido, e na maior certeza ainda que magoei todos eles. — Não que eu me importe com o que a Louise ou o Jacob pensam sobre mim.

 

   Ando pelos corredores até chegar à quadra das piscinas. Assim que entro escuto o som dos nadadores caindo na água.

 

— Pelo visto está considerando voltar para a equipe. — a treinadora Holy aparece atrás de mim me assustando.

— Não. — me recomponho. — Estava apenas passando e... Acho que eu não me dava conta o quanto eu sentia falta desse lugar.

— Se quiser pode se juntar e mostrar a esses molengas, o que é nadar de verdade. — ela diz sorrindo.

— Posso? — pergunto ansioso.

— Não com essas roupas.

— Eu trouxe. — falo animado. — Quero dizer, eu trouxe minha sunga.

— O vestiário não mudou de lugar. — ela diz indo na direção da piscina.

 

   O piso molhado, o brilho azul refletido a água da piscina, o som da água. — Eu realmente senti falta desse lugar.

 

   Entro no vestiário. — Parece não ter ninguém aqui. — Porém um dos chuveiros está ligado.

 

— Olá? — chamo enquanto caminho para desligar o chuveiro.

 

   Ouço uma das portas dos armários se fechar e pulo em susto.

 

— Não desligue. — ele diz fazendo meu coração saltar.

 

   É ele, realmente é ele. — Seus cabelos dourados estão maiores e mais arrumados, mas definitivamente é ele. — Está com uma toalha azul escura enrolado na cintura. Seus olhos verdes parecem brilhar.

 

— Jeff...

 

   Meu Deus... Sinto como se meu peito fosse explodir.

 

— Não precisa me olhar com essa cara. — ele diz em tom debochado, passa por mim e entra no box. — Até parece que nunca me viu antes.

 

   Ele tira sua toalha e vai para debaixo do chuveiro. — Talvez eu deva dizer algo, um “oi” talvez, sei lá, eu só não sei agir com ele como amigo, porque acho que nunca tivemos tempo de sermos amigos.

 

   Viro-me de costas e começo a andar.

 

— Vai ser assim? — ele pergunta me fazendo parar de andar. — Toda vez que nos virmos agora vai fingir que eu não existo?

 

   Permaneço em silencio. — Droga, eu quero falar com ele, mas simplesmente não sei o que dizer, as palavras fogem de mim, e quando imagino um dialogo só consigo, me ver acusando-o.

 

— Droga, Miller! — ele grita.

 

   Olho para trás, ele sai do chuveiro e se enrola novamente a toalha, e anda até mim.

 

— Diga alguma coisa. — ele me agarra pelos braços.

— O que quer que eu diga? — pergunto quase em sussurros.

— Qualquer coisa. — seu aperto fica ainda mais intenso. — Quando você correu da casa da Lucy, achei que não te veria mais.

— Você está me machucando. — murmuro.

— Eu sei que isso tudo...

— Não seu idiota. — grito. — Você está me apertando, está me machucando.

 

   Jeff me solta e dá uns dois passos para trás.

 

— Desculpa. — ele se desculpa sem graça.

— Olha isso não vai dar certo, eu achei que poderia voltar para escola e andar pelos corredores e te ver sem sentir nada, mas eu me enganei.

— As coisas não tem que ser desse jeito. — ele diz. — Foi sua escolha, nós dois terminarmos, foi sua escolha voltar para o internato e agora é sua escolha estar aqui. O que está fazendo? Me provocando?

— Provocando? Jeff, eu sou a vitima aqui lembra? — pergunto. — Se não me falha a memoria foi sua ideia a invasão minha casa, e você só se aproximou de mim por...

— Chega. — ele passa por mim. — Eu não tenho que te ouvir novamente.

— Mas agora eu quero falar. — digo.

— Mas eu não quero ouvir. — ele soca o armário. — Você me acusa e me acusa, mas eu salvei sua vida.

— Minha vida não estaria em risco se você não a tivesse colocado nessa situação.

— Sua vida já estava em risco antes mesmo de eu te conhecer, apenas adiei o inevitável.

— Quer saber. — passo por ele. — Não importa, eu vou embora.

— Claro que vai, é tudo o que sabe fazer não é? Virar as costas e fugir.

 

   Não sei o que esta dando em mim, mas eu simplesmente me viro ando até ele e o puxo pelo braço e... O beijo. — Bem ali, no meio do vestiário, correndo o risco da treinadora Holy ou qualquer outro aluno entrar. — Simplesmente o beijo, e durante o beijo é como senti-lo novamente em Nova York, sentir seu primeiro toque em meu corpo.

 

— Por que isso agora? — ele pergunta parecendo confuso.

— Droga. — grito indo até a saída. — Apenas... Apenas esqueça, esqueça que isso aconteceu.

 

   Ele dá uma risada.

 

— Acha isso engraçado? — pergunto.

— Acho que estamos situações opostas agora não é? — ele pergunta me deixando ainda mais confuso. — Ano passado era eu que costumava a dizer isso, para esquecer... Parece que...

— Apenas me deixe em paz, sem mais joguinhos, sem mais encontros no vestiário, sem... Sem mais nada, apenas adeus.

— Até logo. — ele diz.

 

   Então corro. Corro do vestiário, corro da quadra das piscinas. Quando me dou conta estou sentado chorando na escada. — Eu não entendo. Como ainda posso amá-lo? Como ainda posso sentir alguma por ele mesmo sabendo de tudo que ele fez comigo?

 

— Algum problema?

 

   Enxugo as lagrimas rapidamente e me levanto, olho para o alto da escada e vejo o Treinador Alec.

 

— Não sabia que já tinha voltado. — ele diz.

— Primeiro dia. — digo pegando minha mochila.

 

   O Treinador e eu não temos um histórico lá tão legal, para falar a verdade nunca conversamos direito, tudo o que sei sobre ele é que ajudou muito o Jeff, e ano passado fazia de tudo para eu não atrapalhar o desempenho do Jeff.

 

— É complicado se adaptar a escola voltando no meio do semestre. — Alec desce as escadas e me força a acompanha-lo.

— Não tem tanta diferença assim. — falo. — Afinal só fiquei dois meses, afastado.

 

   Eu já havia percebido antes, mas sempre quando fico perto de pessoas ligadas ao Jeff, me sinto constrangido.

 

— Desculpe treinador, mas eu preciso ir. — digo andando em passos largos.

 

   Eu passei por muita coisa nesse último ano, passei por coisas que jamais imaginaria. — Fui sequestrado, vitima de bullying, traição, mentiras. — Mas eu ainda estou aqui não é? Então eu deveria simplesmente deixar tudo o que aconteceu para trás e seguir em frente? Bem, é o que eu quero, é o que eu espero que aconteça.

   O dia passou e as coisas na escola parecem que estão se normalizando. Estou me adaptando novamente ao colégio publico, e já me acostumei a ficar trocando de sala a cada nova matéria. Em relação a tal festa de boas vindas, bom, teve a festa... Só que eu não fui. — Acho que tive medo dele estar lá. — Mas o que importa é que nessa semana que passou voltei a me reaproximar da Sarah, o que é uma coisa boa, e também com o Robert.

(...)

   E hoje dia três de março, é o dia que meu pai volta para cara. — Ele sofreu um infarto, e dias depois que fui visita-lo ele teve uma complicação e precisou de cirurgia. Desde então ele foi para Los Angeles com minha mãe para se cuidar. — Nesse tempo fiquei em casa apenas com meu primo Patrick, e por mais que nossa situação seja ruim, tentamos não nos matar. — Claro que não literalmente. — Ele começou a me tratar normal depois de perceber que venho evitando o Jeff na escola, e eu simplesmente trato-o como um visitante indesejado na minha casa.

 

   A neve ainda está derretendo lá fora, porém aquele frio todo já não faz mais parte do nosso dia a dia, as arvores chamam atenção pelo verde de suas folhas. — A doce primavera.

 

— O que está assistindo? — Patrick pergunta se jogando no sofá.

— Um filme. — digo colocando a tigela de pipoca vazia em cima da mesa de centro.

— Isso eu sei. — ele sorri.

 

   Não é que eu esteja o ignorando, mas eu não consigo olhar em seus olhos e achar que está sendo sincero comigo, porque quando eu achei isso ele me arrastou para um cinema apenas para me mostrar um comercial do Jeff e ter certeza que eu ainda sou gay.

 

— Como foi a escola hoje? — ele insiste em falar comigo. — Eu cheguei agora porque eu tenho aquelas atividades extracurricular e...

— Eu não me importo com o que você tenha que fazer na escola depois do horário, Okay? Apenas me deixe ver o filme.

— Seco. — ele murmura se levantando. — Está todo arrumado assim por quê? Pretende sair?

— Sabe que não podemos sair hoje. — digo. — Meus pais estão voltando de viagem.

— E precisa dessa formalidade toda? — ele pergunta. — São seus pais.

 

   Nossa conversa se encerra quando ouvimos o som de um carro estacionando.  — Patrick e eu nos posicionamos na entrada da mansão, e assim que as portas se abrem ela vem em meu encontro.

 

— Meu pequeno. — minha mãe me abraça.

 

   Ela está elegante, seus cabelos pretos estão amarrados em um rabo de cavalo, usa um sobretudo vermelho e luvas.

 

— Senti sua falta. — sussurro.

 

   Ver meu pai entrar por aquela porta me deu arrepios. Seus cabelos pretos estão um pouco maiores do que o de costume, seus olhos azuis brilhantes, e sua barba esta feita... Olhando assim ele realmente...

 

— Não tem nem como dizer que não são pai e filho, vocês dois são idênticos. — Patrick brinca o recebendo em um aperto de mão.

— Pai. —digo me aproximando. — Como o senhor está?

— Não vou dizer que estou pronto para outra, porque não estou. — ele diz sério.

— Vovô e vovó?! — Patrick exclama surpreso.

 

   Vovô e vovó?

 

— Como está grande. — a senhora o abraça.

 

   Meu pai para do meu lado e os encara.

 

— Maximilian, porque não os cumprimenta? — ele pergunta.

— Eu, eu não sei quem são. — digo confuso.

 

   De repente me vejo em um clima de tensão. O senhor fica me encarando como se estivesse tentando ler meu pensamento.

 

— Não seja mal-educado. — meu pai reclama em sussurros.

— Não seja duro com o menino. — a senhora vem até mim. — Era de se esperar essa reação, afinal você o trancafiou naquele lugar a vida toda, e nem mesmo nós chegamos a vê-lo.

 

   Ela segura minha mão. — Suas mãos são macias e quentes.

 

— Eu sou sua avó, Margareth. — ela diz em um brilhante sorriso

 

   Margareth Miller é minha avó por parte de pai. Têm cinquenta e sete anos e ajuda seu marido a cuidar da empresa, ela é uma grande empresaria. Sua aparência não diz que ela tem tudo isso de idade, sua pele é tão clara como a minha, seus olhos são de um verde tão claro que parecem cristais, cabelos pretos cortados na altura dos ombros, ela é mais baixa um pouco do que eu.

 

— É um prazer conhece-la, Sra. Miller. — digo tão formalmente que pude me sentir corar. — Digo... Vó.

 

   Meu, meu avô olha para o meu pai como se não gostasse dessa situação.

 

— Fale com o menino. — minha avó dirige-se ao seu marido.

 

   Ele estende as mãos para mim, e a aperto em cumprimento. — Diferente da minha avó, ele tem uma aura fria, como se desejasse afastar as pessoas. Seu nome é Sebastian Miller, dono de um enorme império em Los Angeles. Têm cinquenta e nove anos, branco, cabelos curtos grisalhos. Ele é alto, e seus olhos são azuis.

 

— Desculpe a intromissão. — digo. — Mas o que estão fazendo aqui?

— Seus avós vão passar um tempo conosco. — minha mãe diz. — Afinal faz tempo que a família toda não se reúne.

— Nem todos estão aqui. — Patrick diz dando de costas.

— Não de as costas para nós, ainda estamos aqui. — meu avô diz de forma tão rancorosa que o ar pareceu estremecer.

— O senhor não é meu pai para cobrar educação. — ele diz indo em direção as escadas.

 

   Nossa, eu realmente nunca o vi desse jeito. — Acho que ele ficou assim, pois sua mãe não veio.

 

— Maximilian vai ver como está o seu primo. — meu pai praticamente ordena.

— Eu não. — recuso.

— Como é? — meu avô contesta. — Seu pai te deu uma ordem.

— Se vocês estão preocupados com ele vão lá e vejam, não dou a mínima para aquele garoto.

— Olha aqui moleque insolente. — ele aumenta o tom de voz.

— Olha aqui você. — digo. — Acaba de chegar e já quer botar moral? Eu deixei de ser aquele Maximilian babaca que todo mundo fazia o que queria com ele... E não me olhe desse jeito pai, a culpa é sua.

 

   Passo pelos meus avós e saio de casa. — Eu acho que fiz besteira, mas... Mas eu não vou suportar ficar naquela casa com uma versão mais velha e mais chata do meu pai.

 

   Uma limusine estaciona em frente à mansão dos Evans, Lucy sai esplendorosa do veiculo. — Ela está usando um vestido de gala, seus cabelos dourados está preso em um coque.

 

— Teve uma boa noite? — pergunto atravessando a rua.

— Max. — ela sorri em me vê. — Apenas um jantar de negócios. — ela diz.

— Nossa. — abro um pequeno sorriso. — Sua vida realmente mudou.

 

   Ela olha para mim, e assim que seus olhos foram para minha mansão e voltaram a mim percebi que ela já notou que não estou bem.

 

— O que aconteceu? — ela pergunta. — Já brigou com seu pai?

— Antes fosse só com ele. — abaixo a cabeça. — Acho que fiz besteira. Meus avós vieram passar um tempo na minha casa, e eu meio que explodi com meu avô.

— Ah! — ela diz surpresa. — Vovô Miller não é legal?

— Vovô Miller parece o meu pai mais velho. — digo não tão animado.

 

   Rimos juntos. — Eu não queria perguntar, mas vendo-a desse jeito, só imagino se o Jeff estava junto com ela.

 

— Sim. — ela diz. — Ele estava no jantar.

 

   Bruxa!!!

 

— Credo. — digo sorrindo. — A gente nem formula a pergunta e você já responde.

— Está estampado na sua cara. — ela diz. — Você ainda o ama, porque não param com essa infantilidade?

— É mais complicado do que aparenta ser. — murmuro. — Sabe quando vou voltar com o Jeff? Quando você admitir que gosta do Robert.

— Coitado do Jeff então. — ela sorri. — Vai te esperar para sempre.


Notas Finais


Por enquanto é isso... Depois eu volto! :D


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