História The Company - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Dylan O'Brien, Holland Roden, Justin Bieber, Selena Gomez
Personagens Dylan O'Brien
Visualizações 47
Palavras 4.054
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Festa, Hentai, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olaaaaa pessoal, voltei novamente com uma fanfic, espero realmente que vocês gostem!
(Pessoal, eu já tentei de tudo mas capa não quer ficar na horizontal de jeito nenhum 🙄
Então por enquanto vai ficar essa aí mesmo...)
Boa leitura! Espero que gostem, já vai fazer uns 7 meses que tenho alguns capítulos dessa história no meu Notebook, espero não deixar vocês na mão...

Capítulo 1 - Felizmente sou pago para te proteger e não para te agradar


Fanfic / Fanfiction The Company - Capítulo 1 - Felizmente sou pago para te proteger e não para te agradar

P.O.V Dylan Marshall

-Preste bastante atenção. Lizzy é bastante persuasiva, então você tem que ser um bom ator, ela não pode sonhar que estamos sendo ameaçados. Ela gosta de sair para dançar escondido, e embora eu tenha os melhores seguranças do país, ela já conhece os planos, os perímetros a serem cobertos, tudo. Ninguém nunca consegue vê-la saindo, então eu preciso que você fique de olhos abertos. E se eu souber que você encostou um dedo nela... – Constantin coloca a mão na boca e quando tira um sorriso perverso está estampado em seu rosto.

-Quanto a isso não precisa se preocupar! – Ele está me encarando, com os olhos frios e sanguinários.

-Você me disse que tem um amigo de confiança... – Muda subitamente de assunto.

-Sim.

-Vou precisar dele. Minha filha está voltando da Rússia com uma amiga de infância a qual também vai precisar de proteção. Só você não vai dar conta do serviço, essas duas cresceram juntas, e são capazes de tamanhas artimanhas.

-Querido, você está fazendo com que nossa menina seja um demônio... – A Sra. Rostova surgiu descendo a escada. – Assim vai assustar o rapaz antes mesmo de começar a trabalhar. Ela é um amor de pessoa.

-Não quero assustá-lo Katarina, só não quero que erros sejam cometidos, basta um deslize para uma fatalidade acontecer.

-Dylan, Elizabeth é um doce de menina, não vai lhe dar nenhum trabalho. Fique tranquilo. – Ela ignora completamente o marido. – Apenas não deslize, e não cometa erros, ou não vai ser só o Sr. Rostov que irá machucá-lo. – Ela sorri.

-Sou bom no que faço, não tem nada com o que se preocuparem. E quando ela chega? – Pego meu celular pronto para mandar uma mensagem para o Justin.

-Já era para ter chegado, mas ouve um acidente talvez ela demore um pouco mais.

-Tempo o suficiente para que meu parceiro chegue. Só uma pergunta... Como você vai explicar para sua filha e a amiga dela que elas terão seguranças Vinte e Quatro horas por dia sem mencionar as pessoas que querem massacrar sua família?

-Ela sempre teve seguranças. Nunca tão eficientes como eu espero que vocês sejam, mas isso não é uma novidade para ela.

-Certo.

O Sr. Rostov senta-se junto a sua esposa e os dois começam a conversar entre si, sobre os negócios da família.

Essa família é sanguinária. Não me admira a filha ter se mandado para sua cidade natal. Aposto que ela não tem idéia do que rola na casa ao lado, onde eles torturam, extraem o que querem e matam. A Katarina é quem comanda o trafico de mulheres, e o Constantin comando o trafico de armas e órgãos. Ele também é conhecido por saber o segredo dos homens e mulheres mais podres que poderiam existir, e por cuidar para que ninguém nunca descubra e nunca os ache. 

Não que eu nunca tenha trabalhado com gente assim, na verdade eu não me importo, afinal, eu sou como eles. Gosto de matar, torturar e manipular.

-Ela chegou! – Katarina pula do sofá com um sorriso enorme no rosto.

Olho para o Sr. Rostov confuso, pois eu não vi e nem ouvi nada que indique que elas chegaram. Mas ele não se dá o trabalho de olhar para mim, apenas caminha até a porta lado a lado com a mulher.

Sem questionar sigo-os e sou surpreendido por ver o carro totalmente preto com vidros fumê chegando. Espero pacientemente atrás dos Rostov com os olhos atentos já que estamos em área livre.

Duas meninas pequenas saltam do carro pela porta de trás. Uma delas que julgo ser a Elizabeth olha para a cá com um sorriso enorme e corre na direção dos pais, primeiro ela se joga nos braços do pai que a recebe com um abraço apertado, em seguida ela abraça a mãe delicadamente, nem parece a “criança” que acabou de se jogar em cima do pai.

-Anda logo Bethany...! – Ela resmunga com um forte sotaque Russo chamando à amiga.

-Não enche Elizabeth, eu não tenho a mesma energia que você! – A Bethany caminha lentamente, mas embora a coragem da garota seja mínima o sorriso que ela tem no rosto parece ser de alivio. – Aah tio, quanto tempo! – Diz ao abraçá-lo. – Tia... – Abraça a Katarina. – Me diz onde é sua fonte da juventude! – Diz empurrando a Elizabeth que está abraçada à mãe de lado e faz a Katarina gira no lugar.

-Ah querida para com isso! – Elas riem.

-Vamos para dentro, aqui fora está ventando muito! – Constantin as empurra para dentro. – Como estão seus pais Bethany?

-Minha mãe anda com problemas no trabalho, mas está bem, e meu pai tá do jeito dele.

-Sei bem. E você querida, como foi por lá? Espero que tenha sido horrível, não quero que você fique longe nem tão cedo. – Ele ri, mas quando olha para mim seus olhos estão congelados ainda na ameaça que me fez hoje mais cedo.

Elizabeth Marie Rostova é baixinha e ruiva como a mãe, seus olhos tem um tom de verde água, uma mistura dos olhos verdes da mãe e dos olhos azuis do pai. Apesar do forte sotaque russo é fácil de perceber que ela é filhinha de papai, daquelas cheias de “não me toque”. Claramente consigo ver que ela vive no topo de uma torre de marfim, longe da podridão que acontece aqui em baixo.

Bethany também é baixinha, mas seu cabelo é castanho claro, seus olhos são castanhos, imagino que ela seja da família dos Petrov, que até onde eu sei depois que seus três filhos mais velhos morreram em função do trabalho eles excluirão a única filha que restou de qualquer coisa que tenha a ver com os negócios, colocando-a na mesma torre de marfim em que Elizabeth foi colocada.

Tirando o fato de uma ser ruiva dos olhos verde-água e a outra ser morena dos olhos castanhos elas não são muito diferentes. Ambas têm um sotaque russo bem forte, são pequenas, intocáveis, e indiferentes a qualquer coisa que esteja fora de sua zona de conforto.

Sento entediado em uma poltrona no fundo da sala esperando ser apresentado. Meu celular vibra e já sei que é o Justin dizendo que chegou. 

*Abre aqui!* 16:21

*lol* 16:23

*É sério, não tô a fim de tocar a campanhia e levar um tiro!* 16:26

*Toca logo a porra da campanhia!* 16:30

 

Ele não responde mais nada, então suponho que logo, logo ele vai estar aqui e esse teatro de família feliz vai acabar. Mas não. Demora cerca de 15 minutos para que o som da campanhia surja chamando a atenção de todo mundo.

-Quem será? Ninguém toca a campanhia. – Elizabeth comenta com a Bethany.

-Bom, alguém tocou! – Ela dá de ombros.

Katarina olha para mim, e sem que nenhuma palavra seja dita entendo que é para que eu abra a porta. Coloco meu celular no bolso e vou abrir a porta. Olho para a cara do Justin e me seguro para não esmurrá-lo agora mesmo.

-Achei que ia acampar lá fora! – Falo para que somente ele ouça.

-Não deu, um cara começou a rondar meu carro, eu tive que sair!

-Não querem compartilhar o assunto com a gente? – Constantin chama nossa atenção.

-Quem são você? – Elizabeth pergunta autoritária nos encarando.

-Estes são Dylan Marshall e Justin Baker.

-Não quero saber o nome deles pai, não seja ridículo, quero saber o que eles são e o que fazem aqui. – Fico calado esperando que o Constantin esclareça as duvidas dela.

-Lizzy está esperando uma resposta Dylan! – Katarina olha para mim.

-Sou seu segurança Srt. Rostova e o Justin será o segurança da Srt. Petrova.

-Pai?! – Sua fúria é direcionada ao Constantin. – Pensei que isso tinha acabado! Eu não acredito que vou ter um segurança. Um não, dois.

-Ei sua gulosa, um deles é meu! – Bethany tenta acalmar a amiga, mas é ignorada.

-Elizabeth você sabe muito bem que acima de qualquer coisa está sua segurança!

-Mas dois pai? Já não basta o batalhão que você mantém cercando a casa?

-Já chega Elizabeth Rostova! Você já tem 21 anos, não tem mais idade para fazer birra, acostume-se, essa é a sua vida.

Ela olha furiosa para ele que devolve o olhar na mesma intensidade.

-Eu sabia que deveria ter ficado na Rússia!

-ELIZABETH! – Katarina a repreende, mas tarde demais, ela já está subindo a escada batendo o pé e cuspindo fogo.

-Você só me arruma trabalho difícil! – Justin cochicha no meu ouvido e eu dou uma cotovelada nele.

Bethany corre atrás da amiga e a Sra. Rostova também, ficando apenas nós três. O Sr. Rostov está calmo, ou melhor, com a mesma expressão de sempre. Ele serve a si mesmo uma dose de whisky e senta na poltrona que fica no centro da sala.

-Ótimo, enfim a sós. Vamos aos negócios! Percebi que você andou fazendo seu dever de casa! – Constantin comenta enquanto Justin e eu tomamos a liberdade de nos sentarmos em um sofá de frente para ele.

-O que você quer dizer com isso? – Pergunto.

-Em momento algum eu disse o sobrenome da Bethany!

-Não foi difícil de adivinhar. Sua família é muito poderosa para aceitar que qualquer amiguinha da sua filha venha morar aqui, então deduzi.

-E se você tivesse errado?

-Raramente isso acontece, mas se acontecesse eu iria me desculpar.

-E você? É mudo por acaso? – Constantin direciona sua atenção para o Justin.

-Achei que nós íamos falar dos negócios! – Justin fala tão frio quanto o Sr. Rostov.

-Achou certo. A partir de hoje vocês vão morar aqui, como eu disse ao Dylan, quero os olhos de vocês sobre elas 24 horas por dia.

-E por quanto tempo você acha que vai ser preciso que nós fiquemos de babá? – Piso no pé do Justin.

-Espero que não por muito tempo. Fico feliz que você tenha tocando no assunto... – Justin me olha com um sorriso vitorioso. – Por que vocês dois decidiram virar babá? Como o Justin mesmo disse.

-É um trabalho como outro qualquer!

-A fama de vocês indica completamente o contrario. Ou você acha que eu iria contratá-los sem fazer uma boa pesquisa.

-Esse trabalho não tem nada de inferior Constantin, você é um homem poderoso, e as pessoas que querem matá-lo também são, apesar da função ser diferente está no mesmo patamar que todas as outras!

-Pensando assim... – Ele dá um gole no Whisky.

-Você me disse que sua filha já era acostumada com isso. Por que todo esse show?

-Ela é uma garota difícil, mas acredite amanhã ela vai fingir que você nem existe, o que pode te dar um pouco mais de trabalho, mas nada que você não consiga resolver! E você. – Direciona-se ao Justin novamente. – A Bethany vai querer tratá-lo como amigo, e você não é amigo dele, você é o segurança dela. Tome cuidado!

-Sim senhor.

-Acabamos? – Pergunto.

-Por enquanto.

-Qual será os nossos quartos? – Pergunto levantando do sofá.

-O seu é o do lado da Elizabeth, e o seu de frente para o da Elizabeth mas do lado da Bethany.

-E como nós vamos saber onde fica quem?

-As portas estão abertas, a porta do quarto da Lizzy tem uma placa de “Não perturbe!”. – Diz levantando-se e seguindo até seu escritório.

-Vou dar uma olhada lá em cima, e você olha aqui em baixo.

-Para que?

-Justin... Nós precisamos conhecer a casa.

-Sim, mas olha o batalhão que o cara mantém cercando a casa! – Ele cochicha. – Basta ficarmos com os olhos em cima delas e pronto, está tudo feito!

-Por que a Compania não me coloca com um parceiro a minha altura? – Resmungo. – Eu acho que você quer continuar nesse trabalho, certo?!

-Claro, imagina isso no meu currículo! – Diz sorrindo.

-Então eu sugiro que você levante esse traseiro do sofá e vá fazer o que eu mandei! E só apareça lá em cima quando souber de có e salteado cada cantinho daqui! – Digo saindo da sala e subindo as escadas.

-Você é muito tenso sabia?

-Por isso você ainda está vivo! – Falo antes de vira o corredor a minha direita.

Tem muitas portas, entro em cada cômodo, e pelo que vi é apenas exagero de quem tem dinheiro, alguns até tem poeira, outros parecem habitáveis... Vou e volto entrando de saindo varias vezes decorando cada rota de fuga, cada esconderijo, cada perigo.

Por exemplo, a porta número três dá em uma sala média, mobiliada, nada incomum as outras, mas as se olhar bem as janelas são cinco centímetros maiores do que as outras facilitando a entrada de alguém pequeno. A porta número... sete tem a menor janela de todas, mas as barras são finas, e uma delas já está solta.

A parede do lado de fora tem raízes fortes e não precisa ser um gênio para saber que escalar uma parede com raízes é a coisa mais fácil do mundo.

Vou para o outro corredor, e começo da ultima porta que é o quarto do Sr. e da Sra. Rostov.

-Justin? – A Sra. Rostova entra no quarto me pegando de surpresa.

-Dylan! Só estou estudando a casa... – Digo me preparando para sair do quarto.

-Achou algum ponto fraco? – Olho para ela.

-Não.

-Nenhum quarto desse corredor tem ponto fraco.

-Prefiro ver com meus próprios olhos!

-Você está inseguro pelo que viu no outro corredor... – Ela está olhando pela janela.

-Não é o lugar mais seguro...

-É proposital. Se você olhar do lado de fora vai surtar com tantos pontos fracos.

-Primeiro eu não surto, e segundo, eu não vi nenhum segurança prestando muita atenção naquele lado da casa!

-Constantin espalhou minis-cameras naquele lado, temos homens a vigiando 24h por dia. Qualquer movimento suspeito e o que for vai morrer e nem vai saber!

-E por que fazer isso se é bem mais seguro manter toda a casa cercada de seguranças? – Analiso o lado de fora tentando identificar os pontos fracos agora que sei das câmeras.

-Constantin gosta de jogar com seus adversários...

Decido não fazer nenhuma pergunta, e ela decide calar a boca.

Continuo olhando para fora e ela me rodeando, mas isso já está ficando chato, e eu sei da fama de ciumento que o Constantin tem.

-Vou ver o quarto da sua filha!

-Não sei se ela vai gostar disso.

Saio do quarto ignorando a Sra. Rostova e sigo para o quarto da Elizabeth. Ela está jogada na cama lendo algum livro romântico, quase não percebe minha presença, mas isso seria bom demais para ser verdade.

-O que você está fazendo aqui? Corro risco de vida até no meu próprio quarto?

-Estou apenas estudando o perímetro.

-E eu não ligo, não gosto que a classe C entre no meu quarto.

-Felizmente eu sou pago para te proteger, e não para te agradar.

-Meu pai sabe que você é respondão?

-Tenho certeza que ele não vai se importar se isso não afetar o meu trabalho. – Vou até a janela.

-Já terminou?

-Não.

-Você é muito lerdo.

-Não sou lerdo, você que é uma tagarela, se você quer que eu saia daqui, fica calada, e me deixa fazer o meu trabalho. – Olho para ela, que está vermelha de raiva.

Ela não diz mais nada, apenas se acomoda na cama. Eu volto a analisar o quarto, sinto os olhos dela em mim, analisando cada movimento que faço. 

P.O.V Elizabeth Marie Rostova

 

Quem ele pensa que é para falar comigo desse jeito? Segurançazinho de 5° não faz a mínima idéia de com quem ele está falando. Ele não vai durar por muito tempo! Ele vai ser demitido ou irá se demitir, não me interessa.

Levanto da minha cama e saio do quarto indo direto para o quarto da Bethany onde entro e tranco a porta.

-O que foi? – Ela saí do banheiro enrolada em uma toalha.

-O idiota do meu segurança está brincando de guardinha no meu quarto.

-É o trabalho dele Liz, por favor.

-E... Vai ficar do lado dele?

-Não estou do lado de ninguém, vai dormir aqui hoje?

-Não, você fala dormindo e isso me assusta. – Ela me dá língua. – Só vim fazer hora, e tranquei a porta, caso ele decida brincar aqui também.

-Tá. – Sento na cama e observo ela abrir uma das malas e pegar um pijama verde claro e suas pantufas de panda. – Fala Elizabeth!

-O que foi louca?

-Eu te conheço, você não para de balançar essas pernas, tem alguma coisa te incomodando, então fala.

-O segurança é diferente.

-Diferente como?

-Ele é frio! Não tem medo de mim, e não olhou para mim como os outros olham.

-Bom, ele tem que ser frio para te proteger, e se ele tivesse medo de você eu mesma trataria de demiti-lo, e sobre o fato dele não te olhar como os outros... Me explica isso direito.

-Ah Beth vamos combinar, eu sou linda, e ele não deu nem uma olhadinha de rabo de olho, desde a hora que eu cheguei! – Reviro os olhos.

-Até onde eu sei, todos que te olharam de rabo de olho foram demitidos, então eu sinceramente não consegui entender onde está o problema ai, e outra eu achei que você nem tivesse notado a presença dele na sala.

-Eu não sou cega, sou apenas um pouquinho ignorante, isso ajuda a manter a classe C no lugar deles. – Bufo alto. – Eu voltei muito pálida da Rússia? Meu cabelo está feio? Eu estou muito magra?

-Ah, já entendi tudo. Você gosta que os seguranças te olhem. – Ela ri. – Você se sente bonita né?

-Claro, e desde que eu descobri o mundo malicioso, percebi que todos os meus seguranças me olhavam com segundas intenções... – Levanto e vou até o espelho. – Eu não consigo enxergar motivos para ele não ter me olhado! Mas segundas opiniões são sempre bem vindas.

-Você está linda Lizzy, sem neuras. Aceite que ele é bom no que faz. Mas vamos combinar, eles são bem gatos né? – Bethany fala se jogando na cama.

-Nem olhei direito! – Deito na cama com ela e ficamos ambas olhando para o teto.

-Ata, finge que eu acredito.

-Não enche. – Dou uma cotovelada de leve nela.

-Meus pais nunca contrataram seguranças jovens para mim. – Ela ri. – Por isso eu era obrigada a dar umas fugidinhas de madrugada.

-Não se engane, os jovens não são muito diferentes dos velhos. Eles dão uma olhadinha ou outra, nada demais.

-Você que é chata demais.

-Nem é, você acha mesmo que se eles fossem diferentes eu ia gastar meu precioso tempo estudando a planta da casa, examinando as rotas e os horários dos seguranças para enfim poder sair?

-Pensando por esse lado, você sendo você não faria isso se não fosse necessário. Você vai para o balé amanhã?

-Claro que vou, preciso dar o ar da minha graça depois de um ano sumida. Quer ir?

-Ah não. – Ela ri. – Deus que livre acordar 6h da manhã.

-Depois não vem reclamar quando ficar enferrujada e gorda.

-Primeiro, eu faço academia, e segundo, eu vou para a balada justamente para dançar e não ficar enferrujada.

-Realmente, eu preciso de uma baladinha. Mandei mensagem para um amigo, mas ele ainda não respondeu. – Tateio meu bolso, minha cintura e entre meus seios.

-O que?

-Meu celular... Acho que deixei na minha cama. – Saio da cama. – Vou lá buscar antes que aquele ser humano decida mexer no que não é dele.

-O nome dele é Dylan.

-Tanto faz. – Vou até a porta e a destranco.

-Ligação para você!

-Dylan! – Bato de frente com ele levando um susto. – Por que não me chamou?

-Vim fazer exatamente isso. Toma. – Ele me entrega meu celular, e dá uma espiada dentro do quarto.

-Oi Dylan, fica a vontade. – Beth sorri para ele.

-Srta. Petrova. – Ele sorri. – Não se incomode amanhã eu vejo seu quarto.

-Nada de senhorita, pode me chamar de Bethany. – E mais uma vez ele sorri para ela.

-Tudo bem... Bethany tenha uma boa noite. – Ele sai e desce as escadas.

-Ele. Flertou. Com. Você?! – Entro no quarto novamente.

-O que? Lógico que não. Eu fui educada, e ele também.

-Você viu o sorriso que ele deu? – A imagem dele sorrindo surge na minha cabeça...

-Um sorriso como outro qualquer. Você que ficou babando por ele! – Ela joga um travesseiro no meu rosto.

-Não babei não. Aquele idiota que não olha por onde anda e saí esbarrando em mim! – Jogo o travesseiro de volta.

-Dylan... – Bethany tenta imitar minha voz. – Dylan, oh Dylan.

-Cala a boca Bethany! – Sento na poltrona no canto do quarto.

-Quem te ligou? – Pergunta gargalhando.

-Já tinha até esquecido. – Olho meu celular. – Ethan...

-Seu ex?

-Isso. – Sorrio. Retorno ligação.

-Fala baixinha.

-Oi, você que me ligou, o que deseja?

-Fiquei sabendo que você está de volta a Seattle.

-Voltei! – Sorrio.

-Não vejo a hora de te ver, consegui umas entradas para aquela boate que você adora, topa?

-Quando?

-O que é? – Beth pergunta curiosa.

-Calma...

-Amanhã. Eu imagino o quanto você deve estar louca para sair de casa.

-Você me conhece, o que eu posso fazer?Mas... Uma amiga minha está morando aqui em casa por um tempo, e ela vai junto.

-Só consegui duas, gatinha. Vai ter que ser na próxima.

-Faz o seguinte, amanhã eu vou para o balé, me encontra lá.

-Hum. Vou dormir para passar mais rápido, a gente se vê! – Desligo o celular.

-E?

-Como um excelente ex que ele deve ser, já conseguiu duas entradas para a melhor boate de Seattle.

-E como eu fico nessa?

-A pergunta é: Como ele fica! Amanhã vamos nos encontrar, jogo meu charme e nem vou precisar pedir duas vezes. – Ela ri.

-Você é diabólica.

-Ei... – Finjo estar ofendida. – Vou dormir amanhã o dia começa cedo! – Jogo um beijinho no ar para ela.

-Seja gentil e vá dar boa noite para o Dylan.

-Você tem o que na cabeça?

-Você quer ou não quer que ele te note?

-Não quero.

-Você quer que ele flerte com você ou te olhe, não sei como funciona essa sua cabecinha louca, de qualquer forma vá dar boa noite para ele! E de quebra diz que vai sair de manhã cedo para o balé.

-Nem sonhando! Vai dormir que seu mal é sono. – Fecho a porta.

Entro no meu quarto, tiro a roupa e coloco um pijama e um hobby por cima. Fecho a janela, as cortinas e ligo o ar-condicionado. Deito na cama e me enrolo nas cobertas.

O que a Bethany tem na cabeça? Por que diabos eu iria dar boa noite para ele? Talvez ela tenha razão. Em partes, eu tenho que ganhar a confiança dele, talvez assim eu consiga sair de noite sem levantar suspeitas, preciso ganhar a confiança dele.

Levanto da cama e saio do quarto. Fico parada olhando para a porta do quarto dele. É só bater, entrar e dizer “Boa noite Dylan”. Bater? Eu, Elizabeth Marie Rostova batendo antes de entrar...? Poupe-me. Se ele for grosso comigo, eu juro que o demito agora mesmo.

Abro porta e entro, mas ele não está. O quarto está impecável, com uma mala preta no canto, apenas o edredom está desarrumado, e um porta retrato está na estante, mas idéia de nunca ter entrado neste cômodo me distrai... Abro as cortinas, a vista é mais bonita do que a minha, pois é virada para o bosque, e a minha janela e virada para a cidade. Consigo ver vaga-lumes voando para lá e para cá.

-O que você está fazendo aqui? – Dylan saí do banheiro acompanhado de uma nuvem de vapor.

-Ah... É... Eu vim te... – Esqueço completamente o que ia dizer.

Ele está com apenas uma toalha amarrada no quadril, e com uma toalha pequena ele está secando o rosto e as gotas que escorrem pelo seu peito descendo até seu abdômen.

-Tá precisando de alguma coisa? – Fala tirando-me do meu transe.

-Vim só para te avisar que vou sair para dançar amanhã de manhã. – Falo recuperando minha voz.

-Você quer ir para uma boate de manhã?

-Não idiota, vou dançar balé!

-Tá, eu te levo.

-Tanto faz.

-Era só isso? – Pego-me literalmente babando por ele.

-Era! Boa noite. – Forço um sorriso.

-Boa noite, Srta. Rostova.

Saio do quarto e entro no meu. O que foi aquilo Elizabeth? Você gaguejou! Jogo-me na cama. Mas como eu iria saber que ele estaria seminu e todo molhado? Eu babei. EU babei, literalmente. Ele que não pense que agora tem intimidade comigo, porque eu estou apenas querendo a confiança dele. Não o afeto!


Notas Finais


Pessoal, sem muitas delongas... Obrigado por terem lido, qualquer duvida, criticas e/ou elogios fiquem a vontade!
Vou tentar postar pelo menos uma vez por semana, mas não prometo, pois com o trabalho, colégio e a falta de um wi-fi complicam um pouco as coisas!
XoXo até a proxima!


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