História The Confused Lover - Capítulo 22


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lay, Personagens Originais, Sehun, Suho, Xiumin
Tags Baekhyun, Chanyeol, Chen, Exo, Imagine, Kai, Lay, Sehun, Suho, Xiumin
Exibições 110
Palavras 1.904
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Queria compartilhar pra vcs q tô sofrendo again pelo 4minute e virei mais fangirl da Hyuna do que eu já era.
Só isso mesmo.
Fiquem com o sofri... capítulo.

Capítulo 22 - Heartaches


Fanfic / Fanfiction The Confused Lover - Capítulo 22 - Heartaches

Capítulo 22 - Heartaches


[Seul, 02 de setembro de 2016]

Acordei em uma sala toda branca, com uma dor de cabeça infernal. Aish, eu nunca mais vou beber na minha vida. Nessas últimas semanas, bebida só trouxe problemas. Meu braço estava recebendo soro. Me sentei vagarosamente na cama e esfreguei os olhos. Eu não queria nada disso.

Eu só queria esquecer que existia, esquecer que eu conhecia o EXO, esquecer de tudo. Fingir que minha existência não importa por pelo menos um dia. Mas isso já foi em vão quando Kai entrou no quarto.

-Ni, você tá melhor? Eu liguei pra minha mãe e ela falou com seus pais e...

Meus pais? Ele havia contatado meus pais...

Eu estava ferrada, muito ferrada.

Até imagino a cara de ódio de minha mãe ao saber que a filha desmaiou de bêbada em uma balada na Coréia. Ela devia ter jogado o celular no chão ou talvez descontado em um vaso da sala. E o que faria dessa vez? Aigo, quando eu voltar para o Brasil eu não poderei nem chegar perto deles. Minha mãe já me espancou por menos... Quero dizer, se é que eu vou voltar.

Kai viu meu olhar desesperado para o chão e se sentou ao meu lado na cama de hospital.

-Eu tava preocupado... me desesperei - ele tinha um olhar triste e cansado, e logo vi novamente como ele realmente se importava comigo.

-Meus pais... - pude sentir minha voz falhar com um choro entalado em minha garganta. Antes que minhas lágrimas embassassem mais minha vista, o puxei para dar um cafuné em sua cabeça.

-Espero que não tenha nenhum problema, eu não pensei direito... - eu acariciava seus cabelos e via o quanto ele estava preocupado. Eu realmente queria que meus pais não fizessem nada a respeito, mas isso seria um milagre. O perigo estava eminente, e eu estava com muito, muito medo. Kai sabia dos meus pais, mas agora não havia nada que ele pudesse fazer.

-Você se lembra de alguma coisa? - perguntou Kai, provavelmente tentando tirar meus pensamentos de meus pais.

-Eu fui muito idiota.

-Calma. Só me explica o que aconteceu, ninguém me explicou nada. Eu tô muito confuso.

-Vou te falar desde o começo então.

Falei dos acessos de ciúmes doentio de Chanyeol e da discussão do lado de fora da van. Falei da minha idiotisse, do beijo e da briga. Deixei mais lágrimas caírem no processo e ele me afagou em um abraço apertado. Era muito bom ter Kai para confiar.

Depois de um tempo silencioso no abraço de Kai, alguém bateu na porta, nos separando. Kai foi atender e olhou para mim assim que abriu a porta.

Era Chanyeol.

Assenti com a cabeça para deixá-lo entrar, e Kai saiu logo em seguida.

Chanyeol possuia olheiras significativas e olhos vermelhos, indicando que ele havia chorado há pouco. Ainda estava com a mesma roupa de ontem, porém esta estava amarrotada e seus cabelos totalmente bagunçados. Me doeu vê-lo naquele estado.

Ele se sentou em minha frente na cama e olhava fixamente para suas próprias mãos.

-Desculpa - ele se pronunciou depois de um grande tempo em silêncio.

Olhei para ele aliviada. Um "desculpa" era tudo o que eu precisava ouvir dele. Toda a decepção anterior se fez bem menor, como toda minha culpa. O abracei. Eu não precisava dizer nada, o ato já foi suficiente para ele desabar em lágrimas, como eu também. Fiz carinho em seu cabelo suado e esperava que aquele momento nunca acabasse.

-Chanyeol... - quebrei o silêncio exposto na pequena sala. Chany me olhou nos olhos com tristeza.

As lágrimas em seu rosto desciam pela pele clara como se não tivessem pressa, percorriam e exploravam suas bochechas até encontrarem seu queixo, e então se despediam do rosto quente para se misturarem com suas roupas. Ou com as minhas, já que parte delas estavam molhadas do abraço. E fui eu que provoquei esse estado nele. Por ser estúpida e imatura.

-Acho melhor darmos um tempo... - falei baixinho. Aquilo era doloroso demais.

-Como? - ele levantou minha cabeça pelo queixo.

-Não acho que isso esteja dando certo...

Ele fungou para mais uma vez meu peito receber uma pontada de dor.

-Eu não quero - ele disse, com voz falha.

-Chany... - suspirei - Eu preciso de um tempo. Pra pensar. O que eu fiz foi muito errado e... Bem, preciso de um tempo.

Eu já havia entendido que esse relacionamento não daria certo, faria mal para ambos.

-Se é assim que prefere... espero que esse tempo acabe logo.

Chanyeol acariciou minha bochecha direita e pela primeira vez no dia vi um sorriso seu. Um sorriso triste, dolorido. Mas um sorriso. Ele apertou levemente meu rosto com seus dedos e me puxou para colar nossos lábios. Eu deixei que o fizesse. Éramos dignos de um último beijo.

Seus lábios secos envolveram os meus em um beijo caloroso e constante. Não tínhamos pressa alguma, apenas queríamos apreciar o carinho entre nossas bocas, que se completavam com ternura. Ele tinha gosto de café.

Ao saber que eu estava prestes a desmoronar em pedaços, D.O insistiu ardualmente para cuidar de mim. Ele era o melhor amigo do mundo.

-Eu trouxe algumas coisas... - disse D.O entrando no meu quarto com algumas sacolas. Eu estava com um pijama de panda e um coque sentada em minha cama. Coloquei essas roupas para me animar, pois sempre me sentia uma criança feliz com elas. Mas dessa vez não havia surtido mesmo efeito. Eu ainda me sentia um lixo.

-E o que você trouxe? - tentei dar um sorriso, porém este saiu triste.

-Doramas, refrigerante, pipoca e muito, muito sorvete - ele deu um sorriso quadrado - muito lindo, por sinal - e finalmente olhou pra mim. Ele começou a rir e me contagiou a um sorrisinho de lado.

-Gostou do panda? - perguntei.

-Você está muito fofa, Ni! Não dá pra conter o riso!

D.O se acomodou ao meu lado da cama, sempre sorridente. Ele parecia tentar me animar, mas era difícil demais me alegrar naquela situação. Ele colocou o dvd de um dorama novo na TV do meu quarto - que eu mal usava - e me passou um saco enorme de pipoca com um copão de refrigerante. Ele já havia preparado tudo, que eficiente esse garoto.

O dorama que ele havia selecionado era bem triste. Nunca fui de chorar vendo programas, mas na situação em que eu estava, as lágrimas estavam doidas para sair. Me acomodei em D.O, deitando minha cabeça em seu peito e o segurando com um dos braços. Ele começou a fazer um cafuné em meus cabelos. Mas tudo aquilo apenas piorou minha situação. Me lembrei do carinho de Chanyeol.

E então minhas lágrimas conseguiram romper meus olhos e correr em liberdade por meu rosto juntamente com um soluço que as acompanhava.

Será que foi uma boa ideia dar um tempo? Eu sou tão completa por ele. Tão idiota, eu sou.

-Ei, Ni. Não chore. - D.O passou os dedos por minhas bochechas, limpando as fugitivas.

E o choro vinha e vinha, cada vez mais forte. D.O pausou o dorama e me virou para ele, me afagando em um abraço forte. Eu provavelmente molhei toda sua camiseta pelo tempo que fiquei agarrada a ele, descarregando as mágoas. Ele apenas acariciava minha cabeça e depositava pequenos beijos em seu topo.

Talvez eu não seja tão idiota assim. É melhor pra você, Nicole! Pare de ficar se questionando.

Funguei algumas vezes e esfreguei minha cabeça em seu tronco, me enchendo de seu perfume.

-Obrigada D.O. Você é meu anjo da guarda - eu o olhei depois de me acalmar completamente.

-Se você quiser desabar, eu estou aqui como você esteve pra mim - ele apertou meu nariz com um pequeno sorriso. Eu me lembro bem daquele dia.

- D.O oppa, não chore - me sentei ao seu lado no sofá - o que aconteceu?

-Nada... - ele murmurou se encolhendo mais - apenas algumas memórias que vieram a tona.

-Oppa... eu estou aqui ao seu lado. - o abracei sem hesitar - mesmo se não quiser me contar... estou aqui por você.

Eu o apertei em meu abraço, limpando as lágrimas de seu rosto macio enquanto suas bochechas coravam.

-Eu... - e antes que pudesse dizer algo mais, desabou em lágrimas, me abraçando forte.

-Tá tudo bem... - eu o apertava cada vez mais, quase chorando junto com ele por vê-lo em tal situação.

Ficamos por algum tempo abraçados em silêncio, apenas sentindo nossa respiração e nosso batimento cardíaco se sincronizando aos poucos.

O contei tudo. E com ele foi muito mais fácil. Eu realmente me sentia bem ao seu lado.

-E agora tô me sentindo um lixo... - terminei de despejar todas as mágoas nele.

-Não se sinta assim, não foi culpa sua - ele me olhava ternamente - você estava sob o efeito da ira, e depois da bebida... Chanyeol já pediu desculpas... As coisas já se resolveram e com o tempo voltarão a ser a mesma coisa de antes. E Suho também vai voltar a falar normalmente com você. Não se preocupe, já está tudo se normalizando.

-Não sei se voltará a ser como antes... - eu brincava com suas mãos fofinhas. Mas ainda, nenhum sorriso. Apenas alguma tranquilidade.

-Claro que vai - ele sorria acariciando minhas bochechas.

Sério, como consegui um amigo tão bom?

-E você já sabe como está Suho? Ninguém me deixou falar com ele depois do ocorrido. - arqueei as sombrancelhas. Eu nem sequer perguntei a Chanyeol.

-Eu conversei com ele. Ele está bem, só um pouco... desconcertado.

-Está bem mesmo? Não ficou com o rosto inchado ou algo do tipo?

-Nada que maquiagem não resolva - ele riu - Suho vai gostar de saber que você está se preocupando com ele.

Levei minhas mãos a seus cabelos e tentei dar o melhor sorriso possível a ele, observando diretamente em seus profundos olhos.

Ficamos por um tempo nos olhando. Ele ainda acariciava minhas bochechas e eu mexia em seus cabelos.

Ele aproximou seu rosto do meu com a respiração calma.

Fechei os olhos e senti seus lábios macios e quentes nos meus, em um beijo que possuía um máximo de carinho. Pude sentir o ar quente que saía de suas narinas na pele de meu rosto.

Ele foi aprofundando o beijo enquanto eu apenas o acompanhava. Sua língua passou a brincar com a minha em movimentos suaves e doces.

Quando o beijo foi ganhando mais intensidade, D.O se afastou de mim. O olhei com estranhamento.

Eu também não sabia porque estava fazendo aquilo. Mas estava. Foda-se tudo.

-Eu não posso me aproveitar de você assim... me desculpa - ele abaixou a cabeça.

Eu estava totalmente confusa. Algo me fazia querê-lo, mas eu sabia que ainda estava apaixonada por Chanyeol. Então por quê aquele beijo foi tão bom, tão reconfortante, tão amável?

D.O me olhou com tristeza. Ele era tão bom comigo. Meu apoio quando preciso. O abraço reconfortante. A pessoa na qual eu despejava minhas mágoas para aquecer meu coração.

Meu melhor amigo.

Eu amava D.O.

Como um amigo, eu o amava.

Como um amigo...

-Desculpa... - o abracei forte e ele retribuiu. Ele era meu melhor amigo. E não seria justo nem comigo e nem com ele investirmos em algo que apenas um dos dois sentíamos. E no caso, eu não correspondia o mesmo amor que D.O tinha por mim. 


Notas Finais


Até o Kyungsoo entrou pra lista da Ni :')
Beijinhos pãezinhos :3


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