História The Conjuring - Capítulo 1


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Categorias American Horror Story, Invocação do Mal
Personagens Lana Winters, Personagens Originais
Tags American Horror Story, Horror, Invocação Do Mal, Suspense, Terror
Exibições 13
Palavras 3.895
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Mutilação, Necrofilia, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Home, Sweet Home


Fanfic / Fanfiction The Conjuring - Capítulo 1 - Home, Sweet Home

|AMITYVILLE, LONG ISLAND – 1974|

Era uma madrugada tempestuosa com direito a trovões e raios. Os ventos fortes faziam com que as árvores ao redor da casa da família DeFeo se mexessem sem parar. Ronald Defeo Jr, o filho mais velho da família, estava no porão sentado em seu sofá assistindo televisão, enquanto sua família dormia. Ronald já não dormia há dias, devido as terríveis vozes que havia ouvindo a noite toda.

─ Parem! Parem! Parem! ─ Gritava Ronald nervoso para as vozes pararem.

De repente, sua televisão desligou sozinha, e tudo o que ele ouvia agora eram as vozes. Ronald ficou fora de si, ele pegou a carabina de seu pai que ficava pendurada na parede do porão, e subiu as escadas. A casa estava escura, Ronald caminhou vagarosamente até o quarto de seus pais, Louise e Ronald DeFeo. Ao chegar lá, Ronald apontou a arma para os dois que estavam deitados de bruços, e sem hesitar disparou a carabina, cobrindo as paredes do quarto de sangue e matando seus pais na hora. 

No mesmo momento em que Ronald disparou a arma, todos os relógios da casa pararam de funcionar no horário em que estavam, 3:15 AM. Ronald então foi ao quarto de seus dois irmãos, John e Mark, e os matou com a carabina assim como fez com seus pais. Ronald por último foi até o quarto de suas irmãs, Allison e Dawn, e viu apenas Dawn deitada em sua cama. Rapidamente, Ronald disparou a carabina contra ela e ouviu barulhos vindos do closet delas. Ronald abriu a porta do Closet e viu Allison encolhida no canto do closet com medo e segurando seu ursinho de pelúcia preto.

─ Rony? O que houve? ─ Perguntou Allison assustada com uma voz angelical de criança.

─ Eu te amo Allison ─ Respondeu Ronald apontando a carabina para a testa de Allison e disparando.

Quando terminou, Ronald largou a carabina no chão do quarto de suas irmãs, e de repente tomou noção do que havia acabado de fazer.

Ronald desceu rapidamente até o telefone no andar inferior da casa, e ligou para a emergência.

─ 911, qual é a sua emergência? ─ Perguntou a atendente da emergência.

─ Estão todos mortos! ─ Gritou Ronald com a voz tremula.

─ Quem está morto, senhor? ─ Perguntou a atendente.

─ Meus pais e meus irmãos, foram as vozes, as vozes os mataram! ─ Respondeu Ronald chorando.

─ Mantenha a calma senhor, qual é o seu endereço? ─ Perguntou a atendente.

─ Avenida Ocean, 112 ─ Respondeu Ronald.

─ A polícia já está a caminho, por favor senhor, não desligue o telefone ─ Disse a atendente.

─ Rápido, eles estão vindo! ─ Gritava Ronald do outro lado da linha.

─ Eles quem, senhor? ─ Perguntou a atendente.

De repente, a atendente ouviu um grito de Ronald do outro lado da linha, e a ligação foi finalizada.

|DEAR PARK, LONG ISLAND – 1975|

Era uma manhã como qualquer outra. Pássaros cantavam enquanto voavam, a calçada das ruas aqueciam-se conforme o sol ia subindo até o topo do céu, e uma brisa levemente fria balançava os sinos de metal das casas da vizinhança dos Lutz.

─ Hora de acordar! ─ Disse Kathy sobre George em sua cama.

George a segurou, e a jogou para o lado, ficando por cima dela enquanto os dois riam da situação. Os dois sentiram a presença de mais alguém no quarto, e quando olharam para a ponta da cama viram Christopher, o filho do meio de Kathy.

─ George, o que está fazendo com a minha mãe? ─ Perguntou Christopher ajeitando seus óculos de mergulho.

─ Nada... Ainda! ─ Disse George beijando Kathy.

─ Pervertido! ─ Exclamou Kathy ao finalizar o beijo.

Kathy levantou-se da cama, e beijou Christopher na testa, e o mesmo a seguiu até a cozinha, onde ela foi para prepara o café da manhã. Era um grande dia para os Lutz!

─ Não acha que é melhor comprarmos algo para comer no caminho para a escola? ─ Perguntou Missy, a filha mais nova de Kathy.

─ Estou quase terminado aqui, filha, só um minuto ─ Disse Kathy desligando o fogo da frigideira onde estava preparando os ovos.

─ Eu não estou com fome, e posso ir andando! ─ Exclamou Daniel, o filho mais velho de Kathy enquanto colocava um de seus pés na cadeira que estava à sua frente.

─ Você não vai andando, e tire o pé da cadeira Daniel! ─ Disse Kathy colocando os ovos no prato de Daniel.

─ Eu posso te deixar na escola algumas quadras antes, ninguém irá ver ─ Disse George ao dar um gole em seu cappuccino.

─ Mãe, eu tenho doze anos! ─ Exclamou Daniel alterando seu tom de voz.

─ Enquanto você não for um adulto, iremos te deixar na escola ─ Respondeu Kathy enquanto penteava o cabelo de Missy.

─ Hoje é um grande dia! ─ Disse George abraçando Kathy por trás.

─ Por quê? Aonde vocês vão? ─ Perguntou Missy com um tom de dúvida.

─ Comprar a casa nova! ─ Disse Kathy em um tom de animção.

Após terminarem de tomar o café da manhã, Kathy e George deixaram as crianças na escola, e seguiram até Amityville, onde Kathy havia visto um anuncio de uma casa em questão no jornal.

─ As casas aqui estão acima do nosso limite, Kathy ─ Disse George enquanto dirigia seu Hyundai Pony.

─ Não de acordo com isso ─ Disse Kathy segurando o jornal rindo.

─ Ah, então deve ser verdade mesmo! ─ Disse George ironicamente.

─ Pensa positivo, vai! ─ Disse Kathy batendo com o jornal em George.

─ Mas eu penso, só que as casas aqui estão bem acima do nosso limite ─ Disse George balançando a cabeça.

─ É ali! ─ Afirmou Kathy apontando para a casa através das enormes árvores.

George dirigiu sua caminhonete até a frente daquela enorme e bela casa, de número cento e doze. Ao parar o carro, deparou-se com a corretora da casa, acenando para eles com um sorriso no rosto. Kathy e George desceram da caminhonete, e foram até a promotora que estava encostada em seu carro.

─ Olá, como vai? ─ Perguntou a corretora cumprimentando Kathy.

─ Olá, eu sou Kathy Lutz! ─ Respondeu Kathy retribuindo o cumprimento.

─ Me chama de Anne! Aquele é o seu marido? ─ Perguntou a corretora olhando para George.

─ Sim, George! ─ Disse Kathy pegando nas mãos de George.

─ Essa é uma casa incrível, eu sei que vocês vão adorar! ─ Disse a corretora subindo os degraus da entrada da casa.

─ Com certeza iremos ─ Concordou Kathy empolgada.

─ Podem me acompanhar, cuidado com os degraus ─ Alertou a corretora entrando na casa.

Kathy e George seguira a corretora, e ao passarem pela porta principal da casa se depararam com uma enorme casa, feitas com os mínimos detalhes, do chão até o teto. Kathy e George ficaram impressionados com tanta beleza.

─ É linda! ─ Exclamou Kathy olhando ao redor.

─ Eu sabia que vocês iam gostar, me deixem mostrar o resto da casa ─ Disse a corretora os guiado até o andar de cima.

─ Deve haver algum engano ─ Disse George espantado com a beleza da casa.

─ Como assim? ─ Perguntou a corretora confusa.

─ O anúncio que puseram no jornal... Deve estar errado, porque eu sou empreiteiro, eu sei quanto uma casa dessas deve custar! ─ Disse George curioso.

─ Bom, então se for verdade será um grande negócio! ─ Disse Kathy olhando encantada cada detalhe da casa.

─ Mas o que há de mau nisso? ─ Perguntou a corretora sorrindo.

Kathy e George passearam por todo o andar de cima da casa, e então desceram para olhar o resto.

─ A casa foi construída em 1692, pelo menos o porão. O resto foi construído depois, é uma das colônias alemãs mais velhas de Long Island ─ Disse a corretora os acompanhando até a cozinha.

─ É incrível ─ Disse Kathy andando em direção a Janela da cozinha.

─ A vista que vocês têm daqui é maravilhosa! ─ Disse a corretora.

Kathy abriu a janela, e ela e George se depararam com um enorme lago e uma casa de barcos logo em frente à cozinha.

─ Tem uma casa de barcos? ─ Perguntou George surpreso.

─ Só do que precisam é de um barco, não é? ─ Disse a corretora.

─ Na verdade, o George tem uma lancha ─ Disse Kathy olhando pela janela.

─ Essa casa parece que foi feita para vocês! ─ Disse a corretora sorrindo para os dois.

George e Kathy fecharam a janela, e olharam um para o outro. Kathy estava animada para comprar a casa, estava nos olhos dela.

─ Pode nos dar um tempinho sozinhos, por favor? ─ Perguntou George à corretora.

─ Claro, aguardarei vocês lá fora! ─ Respondeu a corretora saindo de perto deles.

Logo assim que a corretora pareceu estar longe deles, Kathy virou-se para George.

─ Eu quero comprar esta casa! ─ Disse Kathy olhando para George.

─ Querida, nós não podemos ─ Disse George em voz baixa.

─ George, nós merecemos isso! ─ Disse Kathy balançando a cabeça.

─ Se nós comprarmos, vamos ficar no vermelho por um ano! ─ Disse George abaixando ainda mais o tom de voz.

─ Escuta, quantas vezes você já me disse que se sacrifica demais por pouco dinheiro? Talvez hoje seja o dia de se recompensar! ─ Disse Kathy.

─ Eu sei querida, mas será difícil ─ Disse George respirando fundo.

─ Essa é a vida que nós queremos, George. Não podemos deixar essa oportunidade passar, não vamos achar uma casa dessas por esse preço de novo! ─ Exclamou Kathy.

─ Tudo bem! Nós compramos a casa ─ Disse George.

Assim que George disse aquilo, Kathy pulou em seus braços gritando de felicidade.  A corretora apareceu ofegante de tanto correr com medo de algo ter acontecido com eles.

─ Estão felizes? ─ Perguntou a corretora.

─ Eu estou muito feliz! ─ Disse Kathy transbordando alegria.

─ Ela está feliz, eu estou falido! ─ Respondeu George enquanto Kathy o abraçava.

Kathy e George saíram da casa junto com a corretora, e logo assim que pisaram na varada da casa, George não havia se convencido ainda.

─ Espera, eu preciso saber qual é o problema? ─ Perguntou George a corretora.

─ George, para! ─ Disse Kathy o segurando.

─ Não, porque tem de haver um problema ─ Disse George para a corretora.

A corretora pegou as chaves de seu carro, parou em frente aos dois e olhou ao redor. Respirou fundo, para dizer o que ela estava com medo de dizer.

─ Houve uma tragédia, um crime, assassinato ─ Disse a corretora.

─ Desculpe, o quê? ─ Perguntou George surpreso.

─ Aqui na casa? ─ Perguntou Kathy assustada.

─ Várias pessoas, uma família! Mas vocês sabem, seguimos em frente, a cidade inteira. Ficou no passado ─ Disse a corretora tentando melhorar a situação.

Um vento forte e gelado do norte soprou de repente, e Kathy abraçou George fortemente olhando para a casa.

─ Amor, você não está achando estranho comprar essa casa? ─ Perguntou Kathy assustada.

─ Casas não matam pessoas, pessoas matam pessoas! ─ Disse George.

─ Se vocês quiserem, eu posso chamar um padre para abençoar a casa antes de vocês entrarem! ─ Propôs a corretora.

─ Nós iremos querer sim, obrigada! ─ Respondeu Kathy.

|PRIMEIRO DIA|

Dois dias depois da visita a casa, Kathy e George se mudaram para lá, e chegaram com as crianças em sua caminhonete ao lado do caminhão de mudança. Todos estavam animados para o primeiro dia na casa nova, afinal, o que poderia dar errado?

Ao descerem do carro, Kathy avistou o padre saindo de sua nova casa, e foi cumprimentá-lo.

─ Padre Callaway, muito obrigada por vir! ─ Disse Kathy cumprimentando o padre com um aperto de mão.

─ Por nada, senhora Lutz. É um prazer conhecê-la ─ Respondeu o padre.

─ Ficarei grato em poder vê-los na minha igreja, caso desejarem ─ Disse o padre descendo as escadas da varanda.

─ Com certeza nós iremos, obrigada mais uma vez! ─ Respondeu Kathy sorrindo.

O padre deu as costas para os Lutz, e seguiu em direção ao seu carro que estava estacionado em frente a casa. Kathy abriu a porta principal da casa, e a deixou aberta para eles colocarem os móveis na casa, e colocarem tudo em ordem.

─ Estamos ricos! Ricos! ─ Disse Christopher ao entrar na casa.

─ Estamos ricos de tudo, saúde, menos dinheiro! ─ Disse George abraçando Kathy.

─ Lar, doce lar ─ Disse Kathy abraçada com George.

|MONROE, CONNECTICUT|

Na pacata cidade de Monroe, Ed e Lorraine Warren estavam dando uma palestra sobre um pequeno caso que investigaram em Nova Jersey, onde uma família que se mudou para uma casa sofria de fenômenos paranormais.

─ Aqui, como vocês podem ver, foi uma foto tirada no andar de cima da casa, onde nós conseguimos captar a imagem do fantasma que assombrava a casa ─ Disse Ed apontando para o telão.

─ Soubemos pela vizinhança que a família que morou antes na casa, tinha três filhos. A menina mais nova morreu ao cair acidentalmente da janela do segundo andar da casa, portanto constatamos que o espírito da filha mais nova estava ainda rondando a casa ─ Explicou Lorraine para todas as pessoas curiosas presentes ali.

─ O que vocês fizeram a respeito da assombração? ─ Perguntou uma adolescente sentada na terceira fileira.

─ Nós chamamos um padre para abençoar a casa, e então nunca mais a família reclamou de eventos estranhos na casa ─ Respondeu Ed.

─ E vocês são o quê? Digo... Como chamam vocês? ─ Perguntou um menino sentado logo na primeira fileira.

─ Já fomos chamados de Caça fantasmas, pesquisadores paranormais... ─ Disse Ed.

─ Loucos e pirados! ─ Completou Lorraine ironicamente fazendo todos rirem.

─ Mas preferimos ser conhecidos apenas como Ed e Lorraine Warren! ─ Disse Lorraine aproximando-se de Ed.

Ao terminarem a palestra, Ed e Lorraine saíram do auditório, e seguiram para o estacionamento onde o carro estava. Lorraine colocou algumas coisas na mala do carro, e a fechou, e os dois entraram no carro.

─ Saiu-se muito bem hoje, Lorraine ─ Disse Ed a parabenizando.

─ Dar palestras com certeza é o meu forte! ─ Disse Lorraine dando um beijo em Ed.

─ É melhor nós irmos logo, prometi a Judy que a levaria para tomar sorvete ─ Disse Ed ligando o carro.

─ É melhor mesmo, tenho uma entrevista para fazer hoje ─ Disse Lorraine rindo.

|AMITYVILLE, LONG ISLAND|

Já era noite, e a família Lutz estava exausta de tanto arrumar a casa o dia todo devido à mudança. Todos estavam na sala de jantar da casa, jantando pizza.

─ O que acharam da pizza? ─ Perguntou George às crianças.

─ Está deliciosa! ─ Respondeu Missy com um pedaço da sua na boca.

─ Pelo menos agora a gente já sabe onde pedir pizza agora que moramos aqui ─ Disse Kathy bebendo seu refrigerante.

Kathy enquanto bebia seu refrigerante percebeu que Daniel, seu filho mais velho, estava muito quieto, e com uma expressão de insatisfeito com alguma coisa.

─ Daniel, você está bem? ─ Perguntou Kathy.

─ A gente vai morar aqui agora mesmo? ─ Perguntou Daniel emburrado.

─ Mas é claro que sim, nós compramos a casa ─ Respondeu Kathy.

─ Eu não queria trocar de escola ─ Disse Daniel.

─ É só fazer novos amigos! ─ Disse George.

─ Cala a boca, eu não falei com você! ─ Disse Daniel respondendo George arrogantemente.

─ Daniel, mais respeito! ─ Exclamou Kathy indignada.

─ Tudo bem, Kathy ─ Disse George tentando amenizar a situação.

Daniel levantou-se da cadeira, e deu as costas para todos, e foi em direção à escada para subir ao seu quarto.

─ Daniel, por favor, volte aqui! ─ Disse Kathy em voz alta o chamando.

─ O deixe ir! ─ Disse George colocando as mãos nas de Kathy.

Após a pizza ter acabado, Kathy jogou fora a caixa da pizza, e deixou a louça para George lavar. Após terminarem, ambos subiram, e Kathy colocou as crianças para dormir.

─ Já rezou? ─ Perguntou Kathy a Christopher se aproximando para dar um beijo em sua testa.

─ Já, duas vezes! ─ Respondeu Christopher recebendo o beijo de sua mãe.

─ Para quem você rezou? ─ Perguntou Kathy.

─ Se eu te contar não se realiza mãe! ─ Respondeu Christopher.

─ Conta a verdade para ele! ─ Disse Daniel na cama ao lado lendo uma revista.

─ O quê? ─ Perguntou Kathy confusa ao se virar.

─ Que rezar não adianta nada! ─ Respondeu Daniel.

─ Filho, não fala isso ─ Disse Kathy.

─ Ninguém me atendeu quando eu rezei para o papai ficar vivo ─ Disse Daniel se virando para o outro lado da cama.

Kathy sentou-se na cama de Daniel, e respirou fundo, enquanto George estava do lado de fora do quarto os ouvindo.

─ Muitas vezes acontecem coisas inexplicáveis, filho ─ Disse Kathy.

─ Olha, eu preciso que você dê uma chance para o George, tá? Não está sendo desleal com o seu pai gostando do George. Ele só quer ser seu amigo, e talvez um dia alguma coisa a mais. Ninguém nunca vai substituir o seu pai ─ Disse Kathy em voz baixa.

─ Nem você? ─ Perguntou Daniel.

─ Nem eu, filho ─ Respondeu Kathy dando um beijo nele.

Kathy levantou-se, desligou as luzes e fechou a porta do quarto dos meninos, e então seguiu para o seu quarto com George.

─ Você vai continuar arrumando a casa? Vem, terminamos amanhã! ─ Disse George deitado na cama olhando Kathy guardar as roupas no guarda-roupa.

─ São só algumas roupas, e eu não vou morrer! ─ Respondeu Kathy.

─ Só acho que você leva esse negócio de mudança muito a sério ─ Disse George.

Kathy fechou o guarda-roupa e George levantou da cama, para pegar um cobertor para eles.

─ Não está achando que estava muito frio, não? ─ Perguntou George esfregando as mãos.

─ Não ─ Respondeu Kathy.

─ Acho que vou lá embaixo dar uma olhada no aquecedor ─ Disse George.

─ Ok, enquanto você vai lá, eu vou tomar um banho, porque estou precisando ─ Disse Kathy pegando sua toalha.

Kathy e George saíram do quarto, Kathy foi ao banheiro e fechou a porta, enquanto George desceu até o porão para olhar o aquecedor. Kathy abriu a cortina da banheira, e viu que a água que havia deixado lá, ainda estava morna. Kathy adentrou a banheira, e relaxou dentro dela, fechando seus olhos. George abriu o aquecedor, e colocou mais lenha para deixar a casa mais quente. Assim que o fechou, George encontrou um relógio velho no chão, que estava parado as 03h15min da manhã. George colocou o relógio em cima de uma mesa de madeira velha que havia no porão, e então começou a sentir um vento gelado, e alguns sussurros. George olhou ao redor, mas não viu nada. Enquanto isso, Kathy estava quase dormindo na banheira, quando percebeu um cheiro desagradável vindo da água. Kathy abriu os olhos e se deparou com a água completamente vermelha, cor de sangue. Kathy se assustou e automaticamente gritou, fazendo com que George corresse para o banheiro para saber o que tinha acontecido.

─ Kathy, o que aconteceu? ─ Perguntou George assustado ao entrar no banheiro.

─ Eu não sei, ai meu deus... ─ Disse Kathy ofegante.

─Você está bem? ─ Perguntou George perto da banheira onde a água já estava normal.

─ Eu acho que eu acabei dormindo ─ Disse Kathy.

─ Vamos! Você está muito cansada, termine o banho e vamos dormir ─ Disse George ao lado de Kathy fora da banheira.

|SEGUNDO DIA|

Na manhã seguinte, Kathy havia ido ao mercado com a caminhonete de George para comprar algumas coisas para a casa nova, e deixou George cuidando das crianças na casa, porém ele estava mesmo é cortando madeiras com um machado para colocar no aquecedor no porão da casa.

─ George, George! Olha o que eu achei ─ Gritava Christopher correndo em direção de George com uma armadilha para ratos na mão.

─ Onde você encontrou isso? ─ Perguntou George.

─ O Daniel e eu achamos ─Respondeu Christopher com sua voz de criança fina e irritante.

─ Onde? ─ Perguntou George pegando das mãos de Christopher.

─ Lá no porão! ─ Respondeu Christopher.

─ No porão não, meu escritório! ─ Disse George furioso.

O sorriso no rosto de Christopher logo desapareceu com o olhar sombrio de George para ele. George abaixou-se na frente de Christopher.

─ Presta atenção, não vá lá embaixo nunca mais, entendeu? ─ Disse George seriamente.

O barulho de Kathy chegando com a caminhonete de George podia ser ouvido de longe. Kathy a estacionou em frente a casa.

─ Meninos, me ajudem com as compras! ─ Gritou Kathy buzinando para seus filhos.

─ Vai lá, ajude sua mãe! ─ Disse George a Christopher.

Christopher correu em direção a Daniel, e foi junto com ele até a caminhonete pegar as compras com sua mãe. Eles entraram com as compras, e assim que deixaram na cozinha subiram para o andar de cima. George entrou na cozinha para falar com Kathy logo assim que os meninos subiram.

─ Se sente melhor? ─ Perguntou Kathy beijando George.

─ Um pouco, deve ser apenas um resfriado ─ Respondeu George se aproximando da pia para lavar as mãos.

─ Eu achei uma babá para nós, lá na mercearia ─ Disse Kathy.

─ O Daniel vai adorar! ─ Disse George ironicamente.

─ Vamos chamá-la de babá de jovens adultos? ─ Perguntou Kathy rindo.

De repente, o cachorro começou a latir, e Kathy sentiu falta de Missy.

─ Cadê a Missy? ─ Perguntou Kathy a George.

─ Eu não sei ─ Respondeu George confuso.

Kathy saiu da casa, e George a seguiu. Os dois viram o balão que Missy carregava saindo de dentro da casa de barcos. Kathy e George correram até a casa gritando pelo nome de Missy.

Ao entrarem na casa de barcos, se depararam com Missy em cima da lancha, olhando para o lago e segurando uma bexiga vermelha.

─ Missy, me dê sua mão! ─ Disse George estendendo a mão para Missy.

─ Filha, dê a mão para o George! ─ Disse Kathy nervosa.

Até que Missy acordou de um transe, e se virou para George, que a pegou com suas mãos, e a pôs no chão.

─ Por que estava ali? Poderia ter caído na água! ─ Disse Kathy abraçando Missy.

─ A Allison queria ver o barco! ─ Disse Missy.

─ Allison? Quem é Allison? ─ Perguntou Kathy confusa.

─ É a minha nova amiga ─ Respondeu Missy.

Kathy e George se olharam, e então Kathy pegou Missy no colo.

─ Alguém devia estar cuidando de você! ─ Disse Kathy para Missy olhando para George.

Kathy saiu com Missy no colo da casa de barcos, e George achou tudo aquilo muito estranho. Ele fechou a casa de barcos com um cadeado, e por um momento sentiu um clima que nunca havia sentido antes, os ventos que sopravam do outro lado do lago estavam gelados. Sem motivos, George olhou para a casa e ficou a observando, sem saber que mais tarde se arrependeria de tê-la comprado. 


Notas Finais


E então? O que acharam do primeiro capítulo?Cada temporada terá dez capítulos, e postarei um toda semana! Comentem para eu saber, isso faz com que eu me motive, e continue postando!!! Até o próximo capítulo!


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