História The Crescent - Capítulo 20


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Categorias Saga Crepúsculo
Personagens Alice Cullen, Bella Swan, Billy Black, Carlisle Cullen, Charlie Swan, Edward Cullen, Embry Call, Emmett Cullen, Esme Cullen, Jacob Black, Jared Cameron, Jasper Hale, Kim, Leah Clearwater, Personagens Originais, Quil Ateara, Renesmee Cullen, Rosalie Hale, Sam Uley, Seth Clearwater, Sue Clearwater
Tags Aventura, Crepusculo, Drama, Fantasia, Lobo, Quileute, Romance, Saga, Vampiro
Visualizações 38
Palavras 2.515
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Espero que gostem, boa leitura! *-*

Capítulo 20 - Pedido às estrelas


14 de janeiro de 2019 - 18h13min.

 

 

 

 

Adentro a cozinha e vejo uma cesta de vime sobre a mesa, Maya se incumbiu de levar coisas para comemos e ela tem se dedicado a preparar isso na última uma hora e meia. Eu paro perto da bancada e ela enfim fecha a geladeira e nota minha presença. Ela arregala os olhos e sorri em surpresa com o que vê em minha mão.

 

 

— Seu violão? Jura que você vai leva-lo? Há anos não te ouço tocar, achei que tinha desaprendido... --- Dou meio sorriso.

 

— É, eu acho que posso te surpreender Maya... Você só tem que permitir.

 

Me aproximo dela e paro bem à sua frente, Maya baixa o olhar e eu ergo seu queixo fazendo-a olhar pra mim.

 

— Tô cansado de não tentar... --- Minhas palavras saem em voz baixa e a vejo suspirar olhando para a minha boca.

 

— Do que você tá falando? --- Ela me questiona.

 

— De nós Maya. --- Rebato prontamente.

 

 

*Toc... Toc... Toc...*

 

 

E mais uma vez somos interrompidos por alguém que chega repentinamente, pelo cheiro percebo ser Seth do lado de fora da porta e eu suspiro aborrecido antes de me virar para atender, mas surpreendentemente Maya me impede segurando meu braço.

 

 

— Não desiste de mim, Sammuel... --- Estreito meus olhos ao ouvi-la desconfiado de que ela se refere a possibilidade do imprinting de Seth. Ela me olha de um jeito que sou incapaz de resistir.

 

— Eu vou lutar por você Maya.

 

 

Encaixo minha mão na nuca de Maya puxando-a pra mim. Junto nossos lábios num beijo cheio da minha vontade de saborear sua língua úmida. Maya se enlaça em minha cintura e eu a aperto em meus braços, nosso beijo está repleto de um desejo contido e também da saudade causada por esse dia em que estivemos de certa forma afastados. Seth volta à bater na porta lá fora e eu não me importo, assim como Maya parece também não se importar, aproveitamos esse momento para sentirmos um ao outro assim de corpos colados, saciando parte de nossas vontades com carinhos em meio a esse beijo. Minhas mãos descem pelas costas de Maya sentindo os longos cabelos perdurarem até a altura do cóccix e ela por sua vez aperta minhas costas com as pontas dos dedos causando uma reação involuntária e instantânea em meu corpo. Só quando noto que falta um pouco do fôlego a ela é que eu afasto nossos lábios passando a depositar beijos lentos e macios em seu pescoço.

 

 

— Eu não sei se aquela sua suspeita em relação ao Seth é ou não verdadeira, Maya. Mas eu não me importo, é comigo que você quer ficar e eu quero você... Então independente de qualquer coisa, é só você me dizer que sim, e eu saberei que você é minha de agora em diante.

 

 

Maya direciona seu olhar ao meu, ela suspira e sorri brevemente.

 

 

— Sim.

 

Não sou capaz de conter o sorriso que me surge. Ele vem sincero e intenso e só o que faço é erguê-la do chão e beijá-la sentindo o alívio por me livrar de todo aquele pesar e aperto em meu peito. Maya ri tão abertamente quanto e eu e nesse momento chegamos a esquecer de tudo ao nosso redor. Alguns beijos depois eu a coloco no chão novamente e ela bate na própria testa num gesto de quem fez bobagem.

 

— Não tinha alguém lá fora, batendo na porta? Caramba, deixa eu ver quem é...

 

— Não precisa Maya. --- A impeço segurando-a pela mão e ela me olha confusa. — Ele já foi, era o Seth.

 

A feição dela muda de repente, Maya agora parece pensar em algo.

 

— Ele... Ouviu a gente de lá de fora, não é? --- Me questiona.

 

— Sim, conseguimos ouvir à distâncias muito maiores que essa, mesmo em forma humana. --- Respondo.

 

— Caramba... --- Ela cometa parecendo preocupada, de certo temendo tê-lo magoado caso ele tenha tido o imprinting.

 

— Não vamos nos preocupar com isso agora Maya, nós nem sabemos a realidade da situação. Vamos preparar as coisas e vamos para a praia que o pessoal já deve estar chegando lá... --- Ela me olha de lado com cara de estranheza.

 

— Ué, achei que agora que nós nos acertamos você ia querer ficar aqui, assistindo tv, como antes... --- Dou um sorriso de canto.

 

— Eu falei sério quando disse mais cedo que “as coisas mudam” Maya, você tem me ensinado isso... Não vê? --- Agora eu a questiono e ela move a cabeça.

 

— É, eu tô vendo isso... SAM.

 

 

Ela dá uma piscadela assim que me chama pela forma que meu pai me apelidou quando eu ainda era criança e que sempre foi a maneira como eu prefiro ser chamado. Maya sempre me contrariou me chamando de Sammuel, só pra implicar comigo, já que é essa a maneira que eu sou chamado até hoje por Dona Anna.

 

 

Leva poucos minutos para que Maya e eu saíamos de casa com a cesta de vime e meu violão. Vamos na pick-up, já que os rapazes resolveram se encontrar na parte mais distante da praia, o que não me impediria se eu estivesse sozinho. Mas correr pela floresta com a Maya, um violão e uma cesta de vime cheia de guloseimas, não é a visão mais romântica pra uma noite como a de hoje. Em alguns minutos eu paro a pick-up e ajudo Maya com as coisas. Pego a cesta pesada e entrego meu violão a ela, Maya estranha pois sabe que eu seria perfeitamente capaz de carregar os dois sem dificuldade, mas aí como eu poderia fazer isso? Estico meu braço e busco o dela, entrelaço nossos dedos para que possamos caminhar na areia de mãos dadas. Nesse momento me recordo da noite de réveillon, quando estivemos perto daqui pra essa garota maluquinha tomar o maior caldo da história da humanidade. Brinco com ela sobre isso e Maya ri se lembrando da cena que protagonizou, ela ri seu sorriso tão lindo e eu percebo que pela primeira vez não há nenhum tipo de pesar me incomodando. Nem mesmo aquela sensação terrível de estar traindo a memória da Emily, ao contrário, eu sinto que finalmente estou fazendo a coisa certa.

 

 

— Ihh, olha isso gente... Vocês estão vendo a mesma coisa que eu? --- Embry ironiza. — O grande lobo negro resolveu sair da toca! --- Ele conclui e gargalha da própria piadinha sem graça.

 

— É sério que foi só isso que você viu, Embry? Fala sério cara... --- Jared comenta e cutuca Embry, logo o olhar de todos vem na direção que o noivo de Kim aponta. — Olha as mãozinhas dadas... --- A voz dele sai irritantemente debochada e eu paro com Maya diante da roda que eles formaram sentados.

 

— Podem parar com as gracinhas vocês dois... --- Os repreendo e Maya me dá um cutucão. Eu nem preciso que ela diga pra saber que ela deseja que eu pegue leve com os rapazes. Reviro os olhos, ela é muito boazinha com esse bando de moleque.

 

— Tá, mas então quer dizer que vocês se assumiram mesmo? Quem diria hein... Eu jurava que o Jake ganhava essa! --- O comentário vem de Jared que me faz sentir vontade de responder à altura, mas evito por causa de Maya.

 

— O Jake? --- Quil retruca. — Eu estava apostando era no Seth... O moleque estava com ela todo o tempo. --- Ele completa e eu chego no meu limite.

 

— Olha aqui, vamos parar com isso agora mesmo. Vocês não vão querer me irritar hoje... Não, hoje.

 

O olhar que eu lanço sobre eles é tomado por minha seriedade agora, o burburinho que rola é em torno de declarações do tipo “foi mal, a gente só estava brincando” e eu apenas meneio minha cabeça indicando que é pra findar o assunto. Kim felizmente dissipa o clima esquisito puxando conversa com Maya e depois de alguns minutos estamos entrosados com o restante do grupo. Levou alguns minutos para Quil conseguir preparar a fogueira e já com ela acesa é que Paul se juntou a nós, mas dessa vez ele não está acompanhado pelo alvo de seu imprinting. Segundo ele a irmã de Jacob está trabalhando e só virá mais tarde. Falando em Jacob, Embry disse que ele se voluntariou para fazer a ronda já que não estava com ânimo pra se juntar a nós. Eu atribui mentalmente a isso, o fato de provavelmente ter ficado sabendo por Seth que Maya e eu viríamos, mas Embry disse que ele preferiu não vir porque a filha de Edward teve uma piora considerável em seu estado, na noite passada. Apesar da rivalidade natural que tenho com os Cullens, eu lamento pelo Jake que a situação de Renesmee esteja tão crítica. Mas o que me surpreende é Seth não estar aqui ainda, já que teoricamente ele veio primeiro que nós, quando foi embora lá de casa ainda a pouco, achei que ele viria direto pra cá, mas até agora ninguém sabe onde ele está. A conversa vai ficando cada vez mais animada e logo outros da matilha se juntam a nós. Brady e Collin vieram direto de um evento na escola, os dois são os únicos da matilha que ainda estão no Ensino Médio. Só falta mesmo o Jacob, o Seth e a Leah para completar o grupo, mas a irmã de Seth ainda está viajando em lua de mel aproveitando as férias que conseguiu no trabalho...

 

 

— Conseguiu falar com ele? --- Embry questiona Quil a respeito de Seth e na sequência ouço e sinto o celular de Maya vibrar em seu bolso.

 

— Olha só, deve ser ele ligando pra Maya.

 

 

Meu olhar descontente vai direto a Quil por seu comentário. Maya tira o celular do bolso e ao olhar a tela, nos pede licença e se coloca de pé afastando-se pra atender. Eu estreito os olhos sem entender o porquê dela não poder atender aqui perto de nós. E mesmo apesar dela se distanciar, daqui presto atenção nela.

 

 

— Oiii, quanto tempo Jack! Que saudade de você... Tá tudo bem por aí?

 

Ela fala com empolgação e eu me frustro ao perceber que a chamada ruim à essa distância não me permite conseguir ouvir a resposta do outro lado da linha. A conversa dela segue...

 

— Ahh, eu estou na casa do meu... É... Enfim, é complicado. Mas porquê?

 

Maya engasga na hora de explicar sobre mim e eu suspiro aborrecido. Será que não fui claro o suficiente sobre o que somos um para o outro agora?

 

— Caramba Jack, que chato... Eu queria estar aí pra cuidar de você meu bem, mas estou tão longe, que você não faz ideia.

 

 

A conversa continua me intrigando, e não conseguir ouvir a resposta me deixa ainda mais incomodado.

 

 

— Ah, eu não sei, mas eu acho que não teria problema... E conforme for eu posso ficar com você num hotel também, sei lá. Vamos combinar isso melhor mais tarde então, vai lá tomar seu banho. Eu te ligo antes de dormir... Um beijo enorme, se cuida!

 

 

Ela encerra a chamada e eu fico tentando entender o que eu ouvi. Minha mente está confusa agora, tão confusa que eu nem me dou conta quando ela volta a se sentar ao meu lado novamente.

 

 

— Não vai tocar? Você trouxe o violão pra ele ficar ali à toa? --- Maya me questiona como se nada tivesse acontecido. Eu chego a respirar fundo antes de falar.

 

 

— Maya, por favor me diz que esse tal de Jack, é um amigo seu que se submeteu a uma cirurgia de redesignação sexual para o gênero feminino?

 

 

Ela me olha com surpresa.

 

— Ahh, eu esqueci esse negócio de você ouvir de longe... --- Ela suspira. — Não Sammuel, não teve nada disso de cirurgia de redesignação não. Mas porquê? --- Maya me questiona e eu olho ao redor, por sorte todos estão entretidos entre risadas e conversa, nem prestam atenção ao que falamos.

 

— Você viu a forma como se referiu a mim ao telefone? E esse papo de você ficar num hotel com ele? Maya, você tá querendo me enlouquecer, ou testar meus nervos?

 

 

Minha última frase a faz rir e eu fico sem entender qual é a graça.

 

 

— Sabe de uma coisa, eu nunca imaginei que você fosse ciumento assim, caramba... --- Ela comenta e volta a rir, em seguida continua a falar. — Jack é abreviação de Jackeline. Minha grande amiga da época da faculdade, que acaba de terminar seu noivado de três anos e está arrasada precisando do meu ombro amigo.

 

 

Minha face muda na mesma hora que ela conclui. Sammuel Uley, você é um grande bobão!

 

 

— Sua amiga... Ah, qual é, eu sou um neurótico mesmo, não é possível... --- Comento coçando a cabeça e Maya ri se encostando em mim, ela faz um carinho em meu cabelo e me dá um beijo no braço que apoio sobre meus joelhos flexionados.

 

— É o neurótico mais lindo desse mundo todinho!

 

Ela me faz rir e eu a puxo pra um beijo breve pra evitar as piadinhas dos demais.

 

— Mas me explica essa coisa de você ficar com ela em um hotel? Você tá pretendendo viajar e me deixar aqui Maya?

 

 

Ela volta a sorrir, mas dessa vez seu ar não é de quem se diverte e sim de quem se sente satisfeita pelo que ouve.

 

 

— Não, é claro que não bobinho. Só se você fosse comigo... Se bem que eu cheguei a cogitar essa hipótese, lembra? Queria fugir com você para Manhattan quando o bruxo me viu naquela noite... --- Assinto e ela continua. — Na verdade ela me perguntou se podia vir pra cá, ela quer fugir da realidade dela, se afastar de tudo que lembre o noivo. E eu pensei que não teria problema ela ficar aqui comigo, mas é claro que se isso for um problema pra você eu ficaria com ela num hotel em Forks por alguns dias... Ela realmente precisa de mim Sammuel.

 

 

Meneio a cabeça com o que ouço.

 

 

— Mas é claro que ela pode ficar com a gente lá em casa Maya, a gente dá um jeito de ela ficar bem acomodada... Se ela é sua amiga e precisa de você, como eu poderia negar?

 

Maya sorri abertamente e me abraça, chegamos a cair juntos na areia tamanha a empolgação dela com minha resposta. E é claro que os rapazes não deixariam isso passar despercebido, se puseram a fazer piadinhas e falar gracinhas sobre Maya e eu. Mas dessa vez eu não me aborreço, aproveito o embalo e tenho com eles um momento que a muito não tinha. De descontração e tranquilidade. A noite segue e nós conversamos, rimos, brincamos e eu enfim tomo coragem e pego meu violão. Maya se emociona ao me ver tocar mas ela disfarça bem e ninguém percebe o quão bobinha ela é. A música passa a embalar nossa pequena reunião sob a lua e à beira do mar de La Push e se eu pudesse fazer um pedido às estrelas, seria com certeza de poder eternizar esse momento com os meus amigos e essa garota incrível que veio revolucionar a minha vida!

 

 

 

 

Continua...


Notas Finais


Até o próximo! ♥


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