História The Crown - Camren - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Cabello, Camila, Camila Cabello, Camren, Fifth Harmony, Jauregui, Lauren Jauregui, Norminah
Exibições 39
Palavras 2.657
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá gente <33333
To aqui eu com uma nova historia, dessa vez com Camren, espero que gostem...
E se gostarem pf divulguem pras amiguinhas, tem no wattpad pra quem acha melhor de ler<3

http://my.w.tt/UiNb/jQ48YmF4Fy

Capítulo 1 - The Princess


Fanfic / Fanfiction The Crown - Camren - Capítulo 1 - The Princess

Reino Americano
Século XXI 

Abri  meus olhos relutantemente enquanto os raios de sol ainda fracos da manhã acertavam em meu rosto. A primeira coisa que vi foi as alegorias detalhadamente pintadas de alguns séculos atrás,  que retratavam com destreza os feitos do Rei George VI bem no teto do meu aposento. Fiquei observando os desenhos como fazia vez ou outra. Os reis em toda sua magnificência,  tinham essa necessidade de deixar marcado em qualquer coisa, tudo que haviam feito na vida, era como se algum dia não fossem fadados ao esquecimento, tal como qualquer outra criatura que habita ou já habitou a terra. 

Inspirei fundo profundamente me lembrando do dia que me esperava. Como Princesa e Herdeira do Trono, não era como se minha vida fosse fácil. 

 

- Vossa Alteza, o rei e a rainha a esperam no Salão para o café da manhã...- a voz de Marie, uma das minhas criadas,  anunciou monótona. Normalmente aquilo acontecia todo dia.

Assenti lhe dizendo um obrigado e fui me preparar. Apesar de ser da realeza, eu odiava ter muita gente no meu espaço. Ter aquelas dezenas de mulheres ao meu redor como se eu fosse portadora de alguma deficiência física.  Gostava de arrumar-me sozinha, ao contrário das outras princesas como minha mãe dizia, que adoravam ser paparicadas o tempo todo. Depois de ter tomado um banho relaxante, coloquei o vestido bege, comportado e não muito exagerado, que eu sabia que havia sido minuciosamente escolhido pra mim. Posteriormente sentei-me na cadeira da enorme e luxuosa penteadeira datada da Era Vitoriana, e penteei meus cabelos negros. Me fitei no espelho e pensei no quanto  gostaria de usá-lo mais vezes solto, entretanto durante toda minha vida, fui ensinada que coisas simples como usar o cabelo livre, não eram adequadas para mim , quanto eram para um plebeu. Delicadamente prendi os fios em um coque e finalizei colocando uma presilha de pedras coloridas e brilhantes. 

Não demorou muito para que eu me visse descendo a escandalosa escadaria de mármore. Tudo naquele Palácio era exagerado. Desde as paredes, portas e móveis até a cor das flores presentes nos vasos em cantos remotos do lar real. 
Caminhei graciosamente até o salão, e ao chegar no ambiente, já senti os olhos  da minha mãe pesarem sobre mim. Não era exagerado eu dizer que ela gostava de controlar cada passo meu. 

- Bom dia querida...- disse o meu pai coloquialmente assim que me sentei. 

- Bom Dia Papai...- respondi com extrema educação lhe lançando um sorriso contido. –  E Bom Dia Mamãe... 

- Bom dia Camila...- me saudou não tirando os olhos de sua refeição. – Marta? – chamou por uma das mulheres que estavam paradas velando nosso café da manhã. 

- Sim Vossa Majestade? 

- Onde está Sofi? Ela já deveria ter descido.- disse a rainha com incomodo na voz. Marta respondeu algo que eu não prestei atenção e em seguida saiu, provavelmente indo atrás de Sofi. 
Olhei para minha mãe sem demonstrar nada, entretanto minha mente só queria implorar para que ela deixasse Sofi brincando, já que era o que a pequena garota gostava de fazer toda manhã. Eu só não queria que Sofi fosse tão pressionada como eu havia sido. Eu até entendia o fato de minha mãe me pressionar o tempo todo, até por quê eu era a próxima na sucessão da coroa, uma vez que meus pais não tiveram um filho homem. Ela só queria garantir que sua filha fosse a melhor para o futuro trono, mas Sofi? Eu poderia dar minha vida para que ela vivesse uma vida parcialmente normal, contudo minha mãe parecia não compartilhar da mesma opinião, e nesse caso, desafiar a Rainha não era algo que eu pudesse fazer sem sofrer algum tipo de repressão. 

-Precisamos conversar.- anunciou minha mãe voltando suas atenções para mim. Assenti para que ela prosseguisse.- Você vai para a França. – disse sem pestanejar. Eu até poderia ter ficado chocada, porém no meu papel como Alteza, viagens a diversos outros países e reinos eram apenas um mero detalhe e essa com certeza era a parte cativante em ser uma Princesa. Projetos sociais eram basicamente o que consistiam essas viagens. Ajudar os súditos, e se apoiar em parceria com reinos vizinhos ou nesse caso, reinos que ficam do outro lado do oceano. 

Conti minha felicidade ao ouvir aquilo. Como Princesa, nunca foi difícil pra mim não deixar que sentimentos se aflorassem demais.

Não pode demonstrar muitas emoções Princesa Camila.” 

“Vossa Alteza precisa aprender lidar com sentimentos” 

“Querida, você não deve ser uma pedra como seu pai, deve ser leve como uma pena, e contida na medida do possível, sem deixar a cortesia,a  delicadeza e a graciosidade de uma verdadeira Princesa de lado.” 

- A Princesa Dinah Jane está organizando um projeto em benefício às  crianças mais carentes do Reino Francês e conta com sua presença.- completou minha mãe me lançando um sorriso sem mostrar os dentes. – Talvez se achar plausível podemos implanta-lo aqui também. 

- Seria uma honra Mamãe...- afirmei no mesmo momento. 
Minha mãe ia dizer alguma coisa quando meu pai interrompeu: 

- Gordon está desesperado com a situação do reino... Quer de qualquer maneira conseguir a diminuição dos impostos das exportações que cobramos e pretende atingir seus objetivos através de você, futura Rainha da América...- disse o rei com humor, como se desse conta daquilo naquele momento. – Mas vá Camila, eles precisam conhecer um verdadeiro membro de uma realeza de perto, já que Dinah Jane  vive metida em escândalos na mídia francesa. – completou meu pai fazendo pouco caso. 

Apesar de ter concordado com aquilo, eu sabia que o rei não me queria envolvida naquele projeto. Ele costumava dizer que eu precisava me engajar em projetos políticos referentes ao reino, e não em “Cházinhos da Tarde sem maiores propósitos”,  como ele costumava se referir.

Esse papel é para Sofi, Camila” 

“Você é a futura rainha desse reino. Seu Título de Princesa é temporário.” 

- Você parte nesse fim de semana...- completou a rainha se voltando para mim. 

- Tudo bem. – eu disse no mesmo instante em que reparava que minha mãe já terminava de comer, o que significava que apesar de meu prato estar cheio, e eu estar razoavelmente faminta, eu teria que finalizar meu café assim que ela terminasse. Esse era o tipo de regra que eu tinha que conviver, nesse caso, a rainha sempre seria a última a terminar a refeição. 

- Ainda neste assunto, hoje haverá um almoço  com as pessoas que te acompanharão. Incluindo a sua acompanhante, e como está acostumada, a chefe de relações exteriores, e talvez sua assessora de imagem. 

Assenti concordando. Aquelas reuniões com quem quer que que me acompanhasse nas viagens eram uma espécie de ritual. Minha mãe costumava gostar de tudo perfeito, e como odiava que as coisas fugissem do controle, ia tratar de fazer cada pessoa naquele almoço lhe informar sobre cada passo meu enquanto estivesse fora. 

- Outra acompanhante? – perguntei serenamente. Normalmente essas acompanhantes não passavam de espiões da minha mãe, o que me fez revirar os olhos mentalmente. 

- Sim Camila... Você não espera que seu pai e eu lhe deixe partir para outro país sem alguém pra te auxiliar... – respondeu sem paciência.

 

- Você vai se sair bem...- confortou o meu pai, que até aquele momento tinha ficado calado. Lhe lancei o olhar mais provido de emoção naquela manhã , agradecida pelo apoio.
 


*** 

Passei o resto da manhã com Sofia. Apesar de eu já ter completado vinte e três anos, andar pelo palácio com Sofi sem maiores preocupações, era o único momento que eu me deixava mostrar minha humanidade. Sofi era minha humanidade. Enquanto todos lá fora da minha idade estavam se divertindo, eu estava sendo sobrecarregada com inúmeras responsabilidades que só remetiam a uma coisa: Eu era a futura Rainha do País. Tudo que eu fazia era calculado, planejado. Eu não tinha mais controle sobre o meu jeito. Eu fora moldada. Era como se eu tivesse sido derretida e colocada em uma forma perfeita e padrão. 

- Você devia sorrir mais sabia?- disse a minha irmãzinha com aquele ar de inocência típico de uma criança.

Sofi estava sentada na escadaria principal, enquanto eu estava em pé.

- É mesmo?- indaguei cerrando os olhos. 

- Sim, Camz... – afirmou balançando a cabeça, pra frente e para trás.- Seu sorriso é bonito.  

- Obrigada Sofi... Mas Você deveria sorrir mais também. – retruquei.

- Não, eu já sorrio muito Camz... Ontem mesmo a mamãe me disse para parar de ser tão “esbaforida”...- comentou Sofi com certa dificuldade em dizer a ultima palavra. Uma espécie de tristeza bateu em meu peito  ao perceber que minha mãe queria mesmo  reprimir a personalidade de Sofi. 

- Okay, vamos parar de falar de sorrisos, e vamos falar sobre como você está indo com sua tutora...- mudei de assunto. Sofi cruzou as pernas e olhou para cima, como se tentasse fugir do assunto. – Sofi... 

- Eu prefiro as aulas de etiqueta.- confirmou ela séria. O que era de preocupar, uma vez que as aulas de etiqueta com Madame Saint Clair, eram uma verdadeira tortura. 

Antes que eu pudesse repreender Sofi, pela visão periférica percebi alguém se aproximando e automaticamente varri as emoções do meu rosto e adquiri uma postura ainda mais correta, se é que era possível. 

- Alteza, sua mãe me mandou lhe alertar que faltam trinta minutos para o almoço.  – me disse um dos funcionários do palácio.- E Princesa Sofi, tenho ordens claras para te levar aos seus aposentos para que suas criadas te prepararem para o almoço também...- disse o guarda se voltando para Sofi, que naquele momento, já havia abandonado o resto de bons modos que lhe sobrara, e fugia do homem. Em menos de um minuto a menina já havia se perdido entre os corredores do palácio. Com sorte a achariam antes do jantar... 

 

Me olhei no espelho uma última vez antes do almoço. Eu estava suficientemente bonita, ainda mais porque uma das criadas, Jules, havia ajudado a me arrumar.Eu usava um vestido simples de um rosa apagado, que ia até a altura dos joelhos e que era justo na cintura. Ele era inundado por pedras e suas alças caíam levemente nos ombros. Meu cabelo fora jogado de lado, e Jules tinha entrelaçado os fios, e com sua habilidade com as mãos havia feito uma espécie de coque. Para finalizar ela encaixou no meu cabelo, uma presilha pequena, protótipo de uma coroa. Não era de longe como minha coroa real, porém era de extrema significância, uma vez que eu havia herdado de minha avó quando ainda era uma criança. 

Desci a escadaria deslizando levemente os dedos pelo corrimão gelado de mármore, pensando que no final de semana, finalmente sairia da monotonia do palácio por um tempo. Desci o ultimo degrau quando senti um peito se chocar contra o meu. 

- Oh Meu Deus! – se desculpou uma voz feminina. Levantei os olhos e encontrei os mais belos tons de verde, que agora me encaravam com um certo receio. – Me desculpa... Eu... 

- Está tudo bem.- eu disse sem demonstrar nada. A garota disse um obrigado baixinho olhando ao redor perdida. 

Ela era irritavelmente bonita. Tinha os cabelos negros jogados em camadas nos seus ombros e seus olhos eram tão verdes e vivos que eu tinha a sensação que eles fossem me engolir, ainda mais nesse exato momento em que ela me analisava pesadamente, como se eu fosse alguma coisa de outro mundo. Ela vestia uma saia justa até os joelhos e uma blusa comportada, porém seu rosto era tão jovial, que eu poderia imagina-la melhor em uma calça jeans surrada e em um daqueles tênis cheios de cadarços que todos os jovens fora do palácio costumavam usar. 
Passou alguns segundos e a garota arregalou os olhos, e murmurou algo sobre ter se esquecido de alguma coisa. Eu não tinha entendido, até ela ter se curvado levemente para mim em uma reverência. Parecia envergonhada. 

- A Senhorita está perdida?- perguntei a olhando no fundo de seus olhos. Ela pareceu ficar-se intimidada e os desviou. 

- Sim Alteza...- disse insegura. Era quase como se não soubesse ao certo como se referir a mim.-  Estou atrasada para um almoço com a sua família. – ela suspirou e fechou os olhos nervosa. 

- E qual é o seu nome?- indaguei.

- Lauren...- respondeu.- Lauren Jauregui. 

Cerrei os olhos minimamente. Aquele sobrenome de alguma forma me soara familiar. 

- Quem são seus pais senhorita Jauregui? 

- Meu pai é Primeiro Ministro da Inglaterra, Alteza. -  disse fazendo uma careta ao pronunciar “alteza”. Quase ri pelo jeito em que seu rosto se distorcia quando me dirigia o pronome. 

- Michael Jauregui, certo?- tinha me lembrado naquele momento sobre quem era o pai da garota. 

Mike Jauregui, como meu pai se referia, era a única pessoa em que ele confiava no Reino Inglês. Uma vez que o Rei da Inglaterra havia traído a constituição e dissolvido praticamente todo o poder do primeiro ministro, meu pai se tornara completamente contrário ao monarca. E se não fosse por Jauregui, provavelmente as relações entre os dois estariam mais efervescentes do que nunca. E em tempos em que o elo entre os reis não estava nada bem, como atualmente, o Rei tivera sorte em ter um ministro da qual meu pai realmente confiava. Jauregui havia sido uma espécie de liga entre os países, mesmo depois de ter sido traído pelo próprio parceiro. . – Admiro muito seu pai, Senhorita Jauregui... 

Lauren sorriu ao ouvir meu comentário e mordeu seu lábio inferior nervosa. Parecia intimidada a minha presença. Eu já estava acostumada com aquele tipo de comportamento. O jeito em que as pessoas ao meu redor pareciam não saber como agir. Como se você fosse importante demais para estar ali perdendo seu tempo conversando sobre assuntos banais. 

- Obrigada...- disse timidamente.- Alteza... – completou o que tinha se esquecido.

- E o que está fazendo aqui Senhorita? – perguntei curiosa.

 Apesar dela já ter dito que estava atrasada para um almoço com minha família - o que significava que ela provavelmente seria uma das pessoas que me acompanhariam – não resisti ao ímpeto de ser mais direta. 

- Estou aqui a trabalho...- afirmou buscando meus olhos, porém como se minhas órbitas fossem algum tipo de veneno, ela os desviou e pousou-os no meu pescoço ou talvez nos meus lábios. Meu olhar não passou despercebido em seus dedos travados no material preto de uma pasta que carregava junto ao peito.- Meu pai me mandou. 

 

- Estou indo para o salão agora.- afirmei.- Gostaria de me acompanhar? – questionei educadamente. Ela acenou e eu não pude saber se fora um alivio ou uma resignação. 

Enquanto caminhávamos a garota parecia murmurar consigo mesma, o que me deixou levemente curiosa para saber o que se passava em sua cabeça. Passamos por vários corredores em silêncio, até chegarmos ao salão, onde praticamente todos estavam reunidos, com exceção do rei e da rainha. Forcei um sorriso quase nulo para todos na mesa, que rapidamente fizeram questão de me prestar uma reverência, em seguida sentei-me, ao lado da cadeira que minha mãe sempre se sentava, e por alguma ironia, Lauren estava bem no assento a minha frente. Ela olhava para baixo, com um semblante que eu descrevi como de alivio por não ter se atrasado. Não demorou muito para que meu pai e minha mãe chegassem a mesa, com toda aquela imponência e frieza, que costumavam transmitir, a mesma que eu mesma havia adquirido. Todos também fizeram uma reverência um pouco eufóricos demais por estarem na presença dos mandantes da América.

- Boa Tarde a todos.- saudou minha mãe forçando um sorriso. Todos disseram algo como “boa tarde vossa majestade”mostrando os dentes, menos Lauren que apenas sussurrou um boa tarde desanimado. Provavelmente minha mãe nem reparara, ou Lauren provavelmente seria dispensada naquela mesma hora.- Então vocês irão auxiliar Camila em sua viagem para França... Portanto teremos uma longa e produtiva conversa, e um bom banquete é claro... – disse a rainha por fim. 


Notas Finais


E ai o que acharam???
De novo aqui o link do wattpad: http://my.w.tt/UiNb/jQ48YmF4Fy
Me ajudem a divulgar Pf *--*


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