História The Crown - Camren - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Cabello, Camila, Camila Cabello, Camren, Fifth Harmony, Jauregui, Lauren Jauregui, Norminah
Exibições 29
Palavras 2.094
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ola
Boa leitura

Capítulo 2 - The Girl


Lauren POVs

Um dia antes...

- E então Lauren? – perguntou meu pai ao adentrar o quarto onde eu dormia quando ia visita-lo.- Pensou no que eu disse?

- Eu não quero ir papai...- afirmei.

- Você tem que ir.- disse ele olhando para os lados como se qualquer coisa coisa que eu dissesse fosse em vão. 

- Você simplesmente quer que eu largue minha faculdade assim? – indaguei indignada. 

- Serão dois meses no máximo Lauren...- disse tentando aliviar a situação. – E bem, olhe para mim, eu sou o primeiro ministro, posso arranjar qualquer faculdade que você quiser!- se gabou meu pai. 

- Mas essa que eu estou é a única que eu quero Pai! – afirmei buscando seus olhos. 

- Então é nessa que vai ficar Lauren... Eles podem ficar dois meses sem você. – ele me lançou uma piscadela. 

- Mas pai...- tentei me opor. 

- Lauren, por favor. Isso é importante! 

- Mande seu filho mais velho fazer isso então! – rebati. Eu não iria desistir tão fácil, e muito menos meu pai. Talvez eu tivesse herdado aquilo dele. 

- Lauren, Chris não está livre de obrigações, acredite. Mas por ora, eu preciso de você nisso...- abaixei os olhos resignada. – Portanto, você irá acompanhar Camila Cabello à França no próximo final de semana. 

- Eu não entendo por quê eu deveria fazer isso...- comentei balançando a cabeça negativamente. Será que a  Princesa  não poderia fazer aquilo sozinha? 

- Como eu disse Lauren, é importante. – insistiu ele olhando para o nada, parecia perdido em pensamentos. Meu pai sempre fora muito esperto, e eu sabia que a cabeça dele naquele momento estava à mil e com certeza o que quer que estava pensando, era realmente importante. – Você irá amanhã, sua passagem já está reservada. – finalizou o homem antes de sair do meu quarto tirando qualquer possibilidade de eu me defender. 

 

- Então Senhorita Lauren, como está seu pai?- indagou o homem que todos afirmavam ser a pessoa mais poderosa da terra. 

- Muito bem, Vossa Majestade.- respondi seca e sem humor. 

Tudo bem, eu não deveria estar respondendo daquela forma, porém não era como se eu quisesse estar naquele almoço. Ou naquela espécie de grupo de escravinhos da Princesa enquanto ela estivesse na França. 

- E como anda a Inglaterra?- indagou a rainha pousando seus olhos em mim. 

 No mesmo lugar? pensei em responder, mas desisti. 

- Está ótima para visitar...- eu disse por fim, forçando um sorriso. 
 O rei e a rainha deram de ombros falando algo sobre passar a próxima primavera lá se tudo corresse bem e depois começaram sua serie de questionamentos para a garota negra no outro lado da mesa, e eu agradeci.

Passei os olhos na princesa e ela parecia me ignorar completamente desde o começo daquele almoço. Se quando nos esbarramos mais cedo ela parecia por um segundo atenciosa, naquele momento era como se eu não existisse e aquilo me intrigou absurdamente. Durante todo o tempo da refeição e entre as conversas, me concentrei nela, talvez Camila fosse a coisa mais interessante naquela ocasião. A verdade é que ela parecia uma espécie de rocha impenetrável. A jóia preciosa da América -  como  todos se referiam nos jornais e televisão- era inquestionavelmente  bonita e inalcançável. Era como olhar para as estrelas brilhantes no céu e saber que elas são impossíveis de se tocar. Ela parecia tão perto e tão longe ao mesmo tempo, que eu me perguntava se era uma espécie de enigma. Camila, a princesa do reino americano, era simplesmente indecifrável. Parecia estar coberta por algum véu muito resistente e era quase como se eu não pudesse desvenda-la nunca. Eu poderia facilmente interpretar o rei ou a rainha naquele almoço, até mesmo a garota chamada Normani, que era assessora de Imagem, porém aquela mulher? Não mesmo, e aquilo me causara uma espécie de irritação excitante. Sem contar as órbitas escuras, quando havíamos nos trombado perto das escadas, que pareciam querer despir cada pedaço da minha mente. 

O almoço não tinha demorado tanto pra terminar, ou talvez fosse o fato de minha cabeça estar nas nuvens e eu não estar prestando atenção em nada do que a rainha falava, coisas sobre viagens e vestidos talvez. A única coisa que consegui dialogar durante aquele tempo fora a comida maravilhosa que estava sendo servida, eu poderia comer aquilo o dia todo, com certeza. 

- Senhorita Lauren onde pensa que vai?- assim que estava atravessando a enorme porta que me levava a saída daquele palácio a voz grave de Alejandro, o pai de Camila, penetrou meus ouvidos.

- Estou indo para o hotel, majestade. – afirmei sem graça. Eu queria dar o fora dali o quanto antes, toda aquela mordomia e formalidade, de fato não eram pra mim. Não era atoa que eu decidira morar o mais longe possível do meu pai e sua família perfeita, que ficavam a maior parte do tempo nos holofotes de toda Inglaterra.

- Aqui temos dezenas de quartos, você deve dormir aqui.- disse o rei com uma voz que nunca, absolutamente nunca, era contrariada. 

- Eu já estou no hotel, senhor...- tentei contrapor. – E minhas coisas estão todas lá. 

- Eu insisto Senhorita. Eu e seu pai somos amigos acima de tudo, não acho apropriado te deixar em um hotel quando pode ficar conosco até o final de semana. – reforçou o homem. Seus braços estavam atrás do corpo e ele passava realmente uma sensação de superioridade. – Escolha um quarto e junte-se a nós, e já mando um de nossos motoristas buscar suas coisas. 

Mordi o lábio nervosa, dividida entre recusar o pedido do rei da América ou simplesmente ceder. Porém não era como se ele estivesse pedindo. Muito pelo contrário, seu tom era algo como “Enquanto você não aceitar eu não vou parar... E bem, eu que mando nisso tudo.” Soltei uma respiração e meus ombros caíram vencidos. 

- Tudo bem...- cedi forçando um sorriso. O homem apenas deu um leve aceno com a cabeça em minha direção e chamou uma das mulheres que passavam andando por ali.

- Poderia gentilmente ajudar a senhorita Jauregui se acomodar em um dos nossos cômodos por favor?- foi a única coisa que Alejandro disse antes de sair, já que um guarda havia o chamado. A moça que se chamava Jules e eu, subimos as escadarias do palácio e eu me vi aterrorizada com a grandiosidade daquele lugar. O palácio do reino inglês poderia facilmente ser considerado humilde perto deste, tanto por dentro quanto por fora. Toda a arquitetura presente ali era arrebatadora. 

- Este está bom senhorita?- questionou Jules abrindo a porta de um dos quartos do espaçoso corredor. A mulher loira usava um tipo de uniforme real. – Se quiser eu posso ver outro...

- Não, este está bom...- respondi rapidamente. 

- Se precisar de alguma coisa eu estou aqui do lado, Okay? – disse antes de sair. 

Fechei a porta atrás de mim e parei para observar o lugar. 

Caramba

Aquele quarto era de tirar fôlego. Será que algo naquele lugar não parecia ter saído de um conto de fadas? Eu apostava que não. 

Fui até o outro lado,  até a sacada, e pude observar o imenso jardim verde e colorido lá fora. Dezenas de guardas vigiavam o lugar e eu poderia ouvir até seus risos em momentos de distração. Em seguida me  joguei na imensa e confortável cama. Eu poderia passar o resto da minha vida ali deitada, ainda mais quando o cheiro doce dos lençóis infiltrava-se nas minhas narinas, e não era nada como amaciante ou produto de limpeza, e sim um cheiro único e embriagante. Não demorou muito para que meu corpo insistisse em recuperar as horas de sono que eu havia perdido. Passei pelo menos cinco horas dormindo e quando eu acordei pude notar os últimos raios de sol iluminarem o ambiente. Rolei na cama e quando minhas pálpebras se levantaram, encontrei olhos grandes e pêlos brancos fazerem cócegas na ponta do meu nariz. 

Um poddle extremamente branquinho e peludo estava repousado na minha cama. Em seu pescoço estava pendurada uma coleira dourada com uma pequena coroa. Sorri fracamente e alisei os pelos macios do animal dócil. Cerrei os olhos ao ler “Simon” gravado no acessório.  

- Hey rapaz...- disse baixinho com uma voz mansa, me perguntando como ele havia entrado ali. 
Em seguida me levantei com aquela sensação comum de nunca ter dormido o suficiente e pude notar que as malas tinham sido deixadas ali, o que significava que eu poderia tomar um banho. 
Tinha terminado de sair da banheira quando ouvi batidas na porta. Vesti qualquer roupa e tirei a toalha do cabelo, deixando com que os fios molhados caíssem nos meus ombros. 

- Olá...- disse a vozinha fininha da garotinha parada na minha frente, ela tinha um sorriso simpático no rosto e a imagem de Camila Cabello fora rapidamente associada à ela na minha mente. Talvez elas fossem parentes. 
- Olá...- respondi abrindo um sorriso. Aquela criança era extremamente fofa.

 -Eu não consigo achar meu cachorrinho, e Jules me disse que talvez ele possa estar aqui...- disse fazendo um tom triste. 

- Oh, Sim... Ele está aqui...- respondi enviando um sorriso para a menina. Abri passagem para ela e assim que olhei de volta para a cama onde o animalzinho estava antes de eu entrar no banho, percebi que ele já não estava mais lá. – Ele estava ali agora mesmo... 

A menininha soltou uma risada gostosa, como se já estivesse acostumada com aquilo e começou a procurar embaixo dos móveis. 

- Minha irmã vem pra cá as vezes e Simon segue ela em todas elas...- disse a garota. Eu supus que sua irmã fosse Camila. 

Então aquela flagrância  dos lençóis era dela? Isso explica muita coisa... 

- Talvez ele tenha achado que eu fosse ela...- comentei. 

- Sofia o que está fazendo aqui?- virei bruscamente quando a voz fria e controlada passou pelos meus ouvidos. Não demorou muito para que a imagem de Camila Cabello tomasse conta dos meus sentidos. Eu não consegui nem responder pela garotinha, apenas fiquei paralisada. Eu simplesmente não conseguia desgrudar meus olhos da morena. Apesar de ter chamado a atenção de Sofia, seu rosto estava leve, porém não leve suficiente para que eu pudesse lhe dizer uma boa noite sem que sentisse que fosse ser congelada há qualquer momento, apenas o suficiente para aprecia-la. Seus ombros estavam em uma postura perfeita, como se tivessem sido calculados para estarem naquela altura, e seus olhos em nenhum momento deixaram Sofia.

- Estou procurando Simon, Camz...- respondeu a menina enquanto enfiava a cabeça embaixo da cama. Camila pareceu ter ficado incomodada pelo fato de sua irmã ter chamado-a de Camz na minha presença.

Rapidamente tirei meus olhos de Camila quando percebi que agora ela me olhava com as sobrancelhas arqueadas como se dissesse “Por quê está me olhando?” Cheguei até a limpar a garganta antes de ajudar Sofia a procurar o cachorro ao invés de olhar para a mulher. 

- Eu ajudo...- murmurei.

 Camila pareceu ter ficado no mesmo lugar, com aquela pose imponente e superior que de alguma forma me irritava e despertava minha curiosidade ao mesmo tempo. 
Minhas atenções foram rapidamente voltadas para a porta do closet aberta e em seguida para um rabinho que balançava de um lado e para o outro. Sorri ao ver aquilo e em menos em um minuto tinha pegado o animalzinho nos braços. Sofia abriu um sorriso imenso ao ver que eu havia achado Simon e correu até mim beijando o cachorro várias e várias vezes. 

- Obrigada! – agradeceu assim que passei a bola de pelos para ela. – Qual o seu nome? 

- Lauren Jauregui. – antes que eu pudesse responder, Camila, que ainda estava parada na porta fez por mim. - Agora vamos Sofia, pare de incomodar. 

- Ela não está incomodando, Alteza.- respondi me voltando para ela,  quase tão friamente quanto seu próprio tom. 

Sofi pareceu ter se entediado com aquele pequeno diálogo entre mim e sua irmã e revirou os olhos. 

- Obrigada por achar meu cachorrinho Lauren.- disse me lançando um sorriso com todos os dentes. – Te vejo no jantar? 

-Eu espero que sim...-respondi mexendo nos pelos do animal mais uma vez. 

Sofia caminhou até a porta e quando achei que Camila sairia sem algum grand finale, ela cerrou os olhos me analisando com aquele jeito coloquial e cru que eu havia acostumado em menos de um dia de convivência, mas que de alguma fucking forma, me intimidavam quase que instantaneamente. 

Com sorte eu voltaria viva da França. Murmurei assim que ela se retirou depois de fechar a porta educadamente, antes de sair. 


Notas Finais


http://my.w.tt/UiNb/fGlGrRrXHy
LINK DO WATTPAD
Me ajudem a divulgar please :)


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