História The Crown - Capítulo 1


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - A Volta


POV-Ahren

 

    O sol de Angeles invadia o meu quarto por uma fresta na cortina. Só isso não seria suficiente para me acordar, de vez, provavelmente eu ficaria acordado por mais alguns segundos e dormiria, mas uma coisa me fez pular da cama: o despertador. Sempre achei esse barulho um inferno, contudo hoje ele me salvara, e assim que sentei na minha enorme cama lembrei o porquê eu deveria estar tão feliz naquele dia: ela voltava hoje.

    Antes que eu pudesse comemorar isso, meus mordomos invadiram a sala da minha cama dizendo:

- Bom dia, alteza. Desejou Nest.

- O senhor disse para que nos acordássemos o senhor as oito, caso o despertador não tocasse, lembra? Perguntou Luucas, desconfiado que eu fosse me zangar por conta deles terem entrado no quarto.

- Claro que sim. E agradeço por o terem feito, pois eu acho que não acordaria somente com o despertador. Menti, para alegra-lo, Luucas era o meu novo mordomo, depois de Nath se aposentar.

- Alteza, o seu banho está pronto. Informou-me Oto, que era o líder dos três.

- Obrigado, já estou descendo, deixe-me apenas escorvar os dentes.

- Sim, alteza. Disse Oto, mas todos fizeram uma reverencia e saíram.

    Sobre a sala da minha cama, era apenas uma parte do meu quarto. Nessa parte uma cama de quase quatro metros de comprimento ficava-com cortinas, finas na cor de branco-claro; dando a volta nela-além, é claro de um tapete peludo, branco com as bordas de ouro, duas cadeiras e no meio uma mesa e um sofá. A esquerda da minha cama; ficavam: três janelas e uma pequena sacada, ok, não era nada pequena. Mas eu pedi ao meu pai para colocar uma jacuzzi lá, no ano passado, então ela ficou bem menor. Mas era cercada por um vidro preto, que não dava vista a ninguém de fora. E a direita da minha cama ficava: duas cômodas, uma de quatro gavetas com livros em cima e meu laptop, e a outra só tinha duas gavetas, paralelas e velas de cores diferentes em cima, porquê eu adorava velas na decoração; e, por fim, o banheiro, que eu praticamente nunca usava. Somente para escovar os dentes e fazer as necessidades. O mesmo era simples. Tinha uma pia comprida, uma privada e um box, com três degraus de pedra antes da parte de vidro; uma ducha de metal quadrada na parte do cetro, dois penduradores de toalha dourados, um ao lado esquerdo e outro ao direito; e em cima deles dois haviam grandes claraboias.

    Como sempre, a essa hora da manhã, entrei no banheiro para escovar os dentes e depois fiz xixi e lavei as mãos.

    Fui para frente da cama onde tinha uma escada de pedra branca de cinco metros de altura e desci-a, chegando às portas duplas, brancas com maçanetas de prata, que davam acesso à parte grande do quarto. E que parte grande! Tinha cinco sofás oito poltronas, mesa, quatro escrivaninha, a minha estante de livros, três acentos na janela, uma sacada enorme, duas televisões, vários consoles de video games e meu armário de armas, pois eu adorava caçar e lutar. Tinha tanto armas de fogo, quanto arcos, lanças, facas e espadas.

    Mais ao fundo ficavam: o closet e o banheiro. No closet, ficavam as roupas normais, ternos, blazers, pijamas e minha coleção de pedras preciosas. O banheiro era enorme. Duas pias; a privada; o mesmo box, do outro, porem maior; uma cadeira de massagem-padrão nos quartos da realeza- e por fim a grande banheira, quatro metros de diâmetro, um metro e meio de profundidade, hidromassagem, uma ducha no teto e ela era feita de mármore branco. E no banheiro tinha janelas, altas, e claraboias.

    Tirei o pijama e entrei na banheira. A agua estava muito refrescante, também, o palácio real ficava em Angeles, ou seja, muito calor. E ainda mais agora perto das freias de verão, todos os ar condicionados do palácio estavam ligados (e podíamos fazer isso, afinal não pagávamos pela energia, mas não usávamos a da população. Nossa energia era captada via satélite e depois armazenada no próprio palácio, assim mesmo a noite tínhamos energia, além é claro de que isso impedia a falta de luz.). Haviam diversos, tipos de bolhas e espuma na minha banheira, não que eu ligasse para isso, mas meus mordomos eram perfeccionistas e todos os dias inventavam uma nova combinação de espuma, sempre usando três tipos diferentes. Hoje a combinação era: espuma vermelha e bolhas como rosas, bem pequenas que flutuavam muito, grandes bolhas prateadas que mal subiam alguns centímetros e já caiam e por fim espumas e bolhas médias verdes, que eram rápidas em tudo; subiam rápido, caiam rápido e estouravam ainda mais rápido. A ducha em cima da banheira foi ligada e eu comecei a me banhar.

    Depois do banho sai da banheira me sequei e quando eu ia voltar para o quarto para que meus mordomos me vestissem (oque eu não via a menor necessidade, qualquer idiota sabia como vestir um terno.) eu simplesmente parei e me olhei no espelho e vi o de sempre: um cara de dezesseis anos, com cabelos castanhos tão escuros que até pareciam pretos, pele branca; e musculoso (pois eu malhava três vezes por semana, e eu gostava muito de fazer isso, e faria mais se o trabalho de príncipe herdeiro não me enchesse tanto a cabeça e o tempo.) de repente pensei que essa repentina olhada no espelho seria por causa de... Não. Isso definitivamente não era possível, ela era minha amiga de infância e isso seria esquisito, se bem que quando ela viajou para a Itália, seis anos atrás, eu dei um beijo, de língua, nela como presente de despedida. Que saco, esses pensamentos não paravam de me vir à cabeça. Passei o desodorante de voltei para o quarto, onde meus mordomos já estavam prontos para me vesti.

     O terno não era desconfortável. Muito pelo contrario, dormiria com ele se pudesse, oque uma vez eu o fiz, mas segundo os “bons modos” um príncipe não deve dormir com as suas roupas normais, se é que um terno podia receber tal apelido, somente de pijamas.

    Depois que meus mordomos terminaram eu deixei a ala principal do quarto, e segui para a ala de trabalho, passando pelas portas, dessa vez com maçanetas de outro. Essa segunda ala, que era praticamente padrão em todos os quartos importantes do palácio, era reservada as coisas chatas. Tinha umas quatro janelas, muitas estantes com muitos livros sobre Illéia e como reger o país, a minha escrivaninha e mais um laptop e...

- Ah, então era ai que você estava. Disse eu finalmente achando o meu celular, um iphone branco de ultima geração. Eu deveria tê-lo deixado aqui ontem, quando conferi os relatórios de impostos de vinte e sete províncias diferentes. Oque, graças a minha irmã-que nasceu com cérebro para matemática-, não demorou muito.

    Eu ia saindo pela porta quando Oto saiu da parte principal e me disse:

- Alteza, o senhor esqueceu a sua coroa!

Merda. Eu realmente queria não ter achado o telefone e pudesse escapar sem esse. Eu ODIAVA usar coroa, a qualquer hora do dia, mas principalmente pela manhã. Mas, quando eu ia dar uma desculpa e fugi lembrei-me de algo e disse ao Oto:

- Já que vou ser obrigado a isso, traga-me a coroa de descanso. Que bom que ele sabia oque era isso, pois se dependesse de Luccas para isso ele não a acharia nem que sua vida dependesse disso.

    Segundos depois ele a trouxe, a única coroa que eu tolerava usar. Era um anel de ouro com vários losangos, do mesmo material, em volta e no losango maior, o central perfeitamente alinhado ao me nariz, tinha um enorme rubi com um contorno de cristais de agua.

- Essa alteza?

- Sim.

Coloquei-a e senti um pouco de peso na cabeça. Pelo menos ela apenas ficava envolta, na altura da testa, e não tinha aquelas pontas para cima, que só serviam para que colocassem mais e mais pedras para que pesasse ainda mais e mais.

    Sai do quarto e me vi na sacada dos quartos. Com nove portas duplas, sendo a do centro-que era a maior e mais bonita-, a do quarto dos meus pais. Desci as escadas e me deparei com a enorme sala de estar real. Mas não me importei, fui em direção das portas. Feitas de uma pedra verde com margens de ouro e o mesmo formava vários desenhos de dragões ao logo da porta, que tinha deis metros de altura. Qualquer imbecil poderia fazer um grande esforço e tentar empurra-la, mas eu não faria isso.

    Ao lado da porta tinha duas estatuas grandes de dragões, feitos de ouro com olhos de rubis, e no dragão da direita tinha um segredo. Na presa da esquerda tinha um mecanismo ativado quando essa era virada para fora e assim que eu o fiz a porta se abriu e eu estava no final dos corredores da fortaleza impenetrável. Tipo nas Crônicas de Gelo e Fogo, onde a família real fica em uma torre muito protegida com um fosso de espigões de ferro em volta, a nossa era exatamente igual, porem tínhamos cinco delas. A do Norte, a do Sul, a do Leste, a do Oeste e a Central, onde a minha família ficava. Tinham dezoito alas, contando com a ala real, nessa fortaleza. Três para os irmãos de meu pai-com as famílias-, uma para minha avó e avô, uma para a minha bisavó e bisavô, quatro para as irmãs de minha mãe-também com a família-, três para os irmãos de minha mãe, outra para os meus avós maternos e mais uma para o ramo central da família real. As outras cinco eram extras.

    Em cada ala tinha espaço para serem construídos treze quartos, mas nunca chegava a esse ponto. E o lado bom era que quando um novo casal real era coroado, o titulo de “ala real” era apenas mudado para uma nova ala, não sendo necessária a mudança da família toda. E ainda tinha espaço, na torre, para serem construídas mais vinte e seis alas. Sendo assim era MUITO grande. E, sim, você contou certo. Minha mãe tem sete irmãos e irmãs, sendo que ela é a casula da família. E parece que ela decidiu copiar a minha avó porque eu também tenho sete irmãos e irmãs, mas diferentemente de minha avó minha mãe ficou gravida apenas seis vezes. Primeiro temos eu e minha irmã gêmea, Katherine, 16 anos, (oque foi um caso engraçado porquê era para ela ser a futura rainha, não eu ser o futuro rei. Pois seguimos a tradição europeia no caso de gêmeos: oque nasce primeiro herda o trono. Mas eu estava atrás dela na barriga e ela simplesmente não queria sair. E ela não só fez isso, como também me deixou passar primeiro, e eu virei o futuro rei, agradando tanto a tradição europeia quanto a japonesa e coreana, que para eles, como o gêmeo de trás é formado primeiro, ele ou ela é o mais velho, portanto é o rei.); depois de nós dois vem nossa irmã Stefany, 15 anos; depois nosso irmão  Noren, 13 anos; depois os outros dois gêmeos: Osten e Kaden, 9 anos; depois nossa irmã Astral, 7 anos e o ultimo irmão Honiz, 4 anos. E por fim os meus pais: sua majestade real o rei Stefan e sua majestade real a rainha Crystal. E com isso temos toda a família real principal.

    Eu estava perto da porta da saída da fortaleza, quando olhei para a grande maquete do palácio, que tinha lá. Era em um formato circular, perfeito. E todo o palácio-contando com os vários pátios internos-, mais os jardins, mais o parque aquático, mais a o estúdio do Jornal Oficial, mais as quadras de bastekete, tênis e futebol e por fim mais a parte privada do Bosque Nacional de Angelis, que era envolta pelo palácio. Tudo isso resultava em catorze quilômetros de diâmetro, que as muralhas circulavam. Era incrível e tinha uma arquitetura expressamente vitoriana, tanto para a parte externa, quanto interna (quem já foi no museu impereal, em Petrópolis, pense naquilo, porem aplicado ao palácio) . E as tecnologias ficavam muito bem disfarçadas, como as câmeras de segurança, por exemplo, que ficavam disfarçadas nas pinturas das paredes.

    Segui para a saída, onde dois guardas abriram a porta para mim. Porem foram tanto eles quanto os dois de fora que disseram:

- Bom dia, alteza. E fizeram reverencias.

- Bom dia. Respondi. Atravessando a ponte de ferro que ficava sobre o poço de espigões. Chegando ao outro lado desci as escadas e procurei o hall dos elevadores. Como estávamos em uma torre com cento e quatro andares (toda a fortaleza contava como apenas um andar) tinham apenas quatro, enormes, elevadores, não oito como o de costume. Apertei o botão de numero 50 e o elevador começou a descer para o corpo do palácio, como eram chamadas as estruturas que não tinham torres. No hall dos elevadores do andar 50 tinham oito elevadores, quatro para subir e descer e quatro para andar pelo palácio. Fui até o de andar pelo palácio e apertei o botão escrito: Sala do Trono Beta. E o elevador começou a descer em uma velocidade impressionante e em quinze segundos eu já estava no subsolo do palácio, que era basicamente como uma linha de metro, mas somente uma linha para cada elevador. O elevador começou a acelerar e rápido, porem confortavelmente, eu já estava subindo novamente para o andar de numero 60 do prédio que ficava dois prédios depois do que eu estava. E as portas se abriram e eu finalmente tinha chegado ao andar da Sala do Trono Beta.

    Basicamente o palácio funcionava assim: tinham os corpos do palácio e as torres. Haviam vinte e seis torres importantes, além de outras menores que eram irrelevantes, e haviam os corpos do castelo que apesar de serem bem menores que as torres eram maiores. As cinco maiores torres do castelo tinham 400 metros de altura e cento e quatro andares e os copos do castelo tinham de cento e vinte a duzentos metros de altura e os maiores tinham sessenta andares, como oque eu estava.

    Segui o caminho para a sala do trono e fui admirando as fotos dos presidentes dos antigos países que agora é Illéia e conforme você se aproximava da sala do trono começavam os retratos dos reis e rainhas da família Schreave. O primeiro rei: Matheus I, O Sábio, ele tinha a pele como os latinos e cabelos levemente avermelhados; depois seu filho: Adam I, O Rígido, tinha pele branca e calos e barba negros; Marcos I, O Apaziguador, tinha a pele branca e os cabelos vermelhos; Son I, O Feroz, tinha pele clara e cabelos como fogo; Kira I, A Dama de Luz, ela foi a primeira rainha de Illéia, tinha cabelos platinados e pele clara; Erza I, A Rainha de Armadura, ela tinha cabelos escarlates e pele clara; Natsu I, O Dragão de Fogo, tinha pele levemente bronzeada e cabelos rosa-cereja; Gorgge I, O Justo, cabelos loiros e pele clara; Maves I, A Estrategista das Fadas, cabelos louro pálidos e pele branca; August I, O Lord do Saber, cabelos escuros como a própria meia noite e por ultimo Stefan I, O Coração de Leão, ou mais conhecido como meu pai, tinha cabelos tão escuros quanto os meus, olhos iguais aos meus, e pele clara. E do lado direito da parede, na frente do retrato de meu pai, tinha uma moldura de ouro, igual a todas as outras, vazia. A minha moldura, da qual eu morria de medo. Poucas pessoas sabiam disso, mas quanto mais aniversários passavam com mais medo eu ficava da coroa. Medo de não ser um rei digno, medo de desapontar o meu povo, medo de falhar medo de...

- Pensando na pose para a pintura? Perguntou uma voz que eu conhecia bem.

- Não. Já sei que sendo eu nela vai ficar fantástica. Disse eu me virando para encontrar Katherine aos risos. Minha irmã era bem diferente de mim. Enquanto os meus cabelos eram castanho escuros, quase negros, os dela eram loiro-pálido, os meus olhos eram como uma safira com uns detalhes em azul claro, os dela eram lilás com detalhes em branco.

- Vamos dar bom dia a suas majestades reais? Perguntei.

- Claro, não vejo a hora de irmos para a sala de refeições para eles voltarem a ser só: papai e mamãe. Respondeu ela.

    Ofereci meu braço à ela que o tomou, formalidades, não importando o grau de parentesco ou a falta dele. Adentramos na sala do trono. Todos os dez tronos da família lá, por isso essa era a sala Beta, a Prime só tinha o da minha mãe e do meu pai.

- Bom dia Altezas. Disseram todos os empregados e ministros.

- Bom dia pai, bom dia mãe. Dissemos eu e minha irmã.

- Bom dia, Ahren, bom dia Katherine como...

- Bom dia! Berrou uma coisinha pequena de cabelos escuros e olhos violetas. Honiz saiu correndo de trás dos belos tronos e abraçou as minhas pernas.

- Oi macaquinho. Disse minha irmã.

- Honiz, solte as minhas pernas antes que eu caia com você.

- Não.

- Honiz isso é uma ordem de seu futuro rei. Faça isso ou vou te banir. Disse eu fingindo ser sério e ele saiu correndo e chorando para trás de minha mãe que o acalmou.

- Não faça o seu irmãozinho chorar, ciumento. Disse ela.

- Não sou ciumento não. Afirmei.

- A não? E...

- Sinto muito interromper suas majestades e altezas, mas o avião da família Gremory já pousou e já está saindo de Carolina e deve chegar, aqui às onze.

Parei de respirar.

- Rias. Sussurrei.  



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