História The Crown Of Fire - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Visualizações 2
Palavras 2.043
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Canibalismo, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Hey
Nossa, eu me atrasei um pouco com as atualizações aqui, sorry :(
Andei estudando muito essa semana, e meio que me perdi aqui. A única história com atualização foi a Dreams Of an Angel, por que a Rafa atualizou kkk ><
Mas sem mais desculpas e enrolação, boa leitura Nutellas ^^

Capítulo 5 - A Profecia


 

A ajudante do rei pôs-se a ler um pergaminho comprido, com letras grandes e negras.

- Arieta! - falou ela, olhando para os jovens. A garota de cabelos negros ergueu a cabeça com um olhar feroz. - Você é procurada desde os treze anos por roubos e saques em lugares públicos na calada da noite. O que tem a dizer?

- Lacaia. - murmurou a garota. Ela não parecia nem um pouco interessada em apresentar sua defesa. 

 A ajudante do rei mordeu os lábios e prosseguiu. 

- O resto fez praticamente as mesmas coisas. Tirando você... Kristen.

 O rapaz de olhos vermelhos sorriu ironicamente.

- Assim como sua irmã saiu de casa com treze anos. Mas desde os catorze além de ter praticado profanação contra  deuses e divindades sagradas, depredou templos, roubou coisas importantíssimas, e creio que ninguém se esquecerá muito cedo da limpa feita no acervo de alquimia dos magos, fora alguns homicídios durante fugas e ataques. 

 Darion fez um gesto qualquer e encarou o rapaz.

- Parece que sua ficha aumentou consideravelmente desde seus dezessete anos.  - falou o rei. - Há cinco anos, quando nos conhecemos, você era um garoto qualquer que se achava dono da razão por que liderava uma gangue de lobos perdidos.

Kristen continuava sorrindo. Ele olhou para todos os lados, como se procurasse um jeito de fugir. 

- Dessa vez você não vai escapar. - falou Darion satisfeito. 

- Nem pensei nessa possibilidade. - falou o rapaz. Após uma pausa ele baixou a cabeça e mordeu a corrente prateada sorrindo feito maluco.  - Você nunca vai me parar. 

 Darion não prestou muita atenção nas palavras.

- Eu não teria tanta certeza disso se fosse você. - disse o rei encostando a lâmina da espada no próprio rosto.  

- Você ganhou essa batalha... Mas a guerra não acabou. Eu ainda vou derrubar você Darion. Nem que seja a última coisa que eu faça! 

 - Guardas, esse não tem mais jeito. Levem-no direto ao Labirinto Perpétuo. Quero ver se ele é tão bom a ponto de escapar do Labirinto.

 O rei sorriu triunfante, mas Kristen começou a rir histericamente. O sorriso do rei vacilou ao ver dois guardas agarrarem o rapaz que ria daquele jeito. 

- Aceito seu desafio, Vossa Majestade. - falou Kristen em tom de zombaria. 

 Os guardas o arrastaram de lá, rindo feito maluco. O rei se voltou para os outros. 

- Vocês não tem crimes o suficiente para ir ao Labirinto, nem para serem definitivamente exilados. Infelizmente, claro. Mas podem ser banidos do Norte. Quero vocês longe daqui em sete dias. E não apareçam mais. E só. Guardas!

 Os outros guardas se encarregaram de levar os demais embora. A ajudante estava parada com um olhar muito fixo no chão. Ela pensava se a vida de uma ajudante devia ser assim. Ela era muito desvalorizada. Darion nem seu nome lembrava e a tratava como um inseto! Talvez fosse a hora de abandonar o rei, e buscar uma nova vida... 

 

Antes que a ajudante do rei pudesse sequer pensar em largar seu cargo, ela foi chamada por Darion e recebeu uma missão.

- Quero que leve uma mensagem para o Oeste. Eu mandaria um pássaro, mas não creio que Windyx receberia de boa vontade, então acho melhor que você mesma entregue.  

- Com certeza. - falou a mulher reverenciando. - Irei o mais rápido possível e voltarei em breve com a resposta da rainha do Reino Safira. 

- Muito bem. - falou Darion. 

 A ajudante partiu logo na manhã do dia seguinte, levando a tal mensagem endereçada à rainha Windyx. Apesar de tudo, a mulher se sentia tentada a abrir o pergaminho, mas não fez isso, por respeito ao seu senhor.

Ultimamente andavam havendo boatos sob uma onda de sorte nos povoados do Norte. Segundo a ajudante ouvira, uma cartomante com uma fama invejável andava de aldeia em aldeia fazendo profecias e cobrando por isso. Claro, a tal mulher não tinha permissão para isso, e capturá-la era mais um dever dos soldados do Norte. 

 Foi na saída do Reino Escarlate que algo chamou a atenção da mulher.

 A ajudante do rei parou o cavalo branco a alguns metros de distância de uma tenda lilás erguida na entrada da floresta. Havia um pequeno ajuntamento de pessoas ao redor, mas a mulher resolveu ir até lá dar uma olhada.

 Assim que se aproximou da tenda, um homem saiu de lá rindo feito bobo, e uma voz saída lá de dentro soou convidativa:

-Próximo!

 Como ninguém parecia animado em ir, a mulher entrou  devagar. Ao passar a entrada da tenda seu nariz captou um cheiro forte de ervas queimadas. Olhando para os lados,  viu uma variedade de luas, estrelas, e objetos esquisitos pendurados no teto. Em uma mesinha no centro da tenda, se sentava uma mulher muito magra, morena, com cabelos roxos arrepiados, usando muitos colares, anéis, braceletes, e com um vestido roxo escuro. 

- Seja bem vinda. - falou a mulher calmamente. - Sente-se.

 Com olhar suspeito direcionado à cartomante, a Ajudante sentou-se e encarou a figura exótica a sua frente.

- Bem, podemos começar pelo orbe ou pelas cartas?

 Sem saber muito bem o que dizer, a mulher apenas apontou para a bola de cristal sobre a mesa.

- Ótimo. - falou a cartomante. - Tudo que for dito aqui, eu prometo que não saíra daqui. E meu nome é Astride.

 A cartomante passou as mãos ao redor do orbe. Uma fumaça lilás dançou lá dentro, formando borrões e desenhos que para a ajudante do rei não faziam o menor sentido.  Astride se afastou do orbe um pouco, e cruzou os braços.

- Então, trabalha para o rei. - falou, meio receosa. A mulher a sua frente confirmou. Astride suspirou, e deu outra olhada na bola de cristal. - Eu vejo luz e escuridão se dividindo em seu caminho. 

- O que isso quer dizer? 

- Qual seu nome? 

- Não importa. - disse a mulher baixinho. - 

Astride mordeu o lábio. 

- Eu vejo uma decisão. Sim, você precisará tomar uma decisão. Um caminho levará você  a uma vida de riqueza e felicidade. Outro, a mesma vida de riqueza, sem um pingo de alegria.

 A expressão da mulher parecia incrédula. 

- O que? Isso só pode ser brincadeira. Que decisão seria essa?

 Astride se endireitou e entrelaçou uma mão na outra suspirando.

- Eu não poderia saber disso. E se soubesse, não poderia revelar. 

- Muito conveniente. - debochou a outra. 

- Sabe, lidar com o futuro não é brincadeira. - disse Astride.

- E o que é o futuro? 

- Nada mais do que as consequências do seu passado. Existem inúmeros mundos paralelos, onde escolhas foram ou não tomadas. Você, durante sua vida tem muitas escolhas a fazer e cada uma a leva para um futuro diferente. E tentar adivinhar esse futuro é uma das tarefas mais inexatas existentes, portanto, eu só peço que...

- Astride! - veio uma voz um pouco irritada do fundo da tenda. Uma aba de pano, que funcionava como uma porta, foi levantada e por ela saiu uma mulher sem dúvida mais velha que Astride. Devia estar na faixa dos cinquenta anos.  A mulher usava uma blusa branca muito maior que ela, e os cabelos loiros compridos já começavam a esbranquiçar. 

Ela puxou Astride da cadeira grosseiramente e sentou-se no lugar da garota, que por vez se sentou a um canto e cruzou os braços emburrada.

- Desculpe o comportamento de minha sobrinha.  - disse a mulher sorrindo. - Meu nome é Célia.

 Célia esticou a mão e a outra apertou-a de má vontade.

-Bom, espero que possa rever e me esclarecer as paranoias da sua sobrinha.

 Célia nem parecia ouvir. Cantarolava enquanto embaralhava umas cartas esquisitas. 

- Pegue uma. - falou, estendendo o baralho para a outra.

 A mulher puxou uma carta sem olhá-la, e depositou-a virada na mesa.  Célia automaticamente puxou a carta para si, desvirando-a, e encarou a figura por alguns instantes. A ajudante do rei esperou impaciente até que Célia espiou por cima da carta e deu uma risadinha.

 - Uma devoção muito grande por algo. Ou melhor dizendo, alguém. - falou a cartomante. - Embora esse sentimento não seja correspondido. 

 Dessa vez a mulher não falou nada. Apenas apertou a língua entre os dentes e ficou calada. 

 -Mais uma carta. - Ela pegou a outra carta, largou-a na mesa sem olhar, e Célia a apanhou novamente.  Dessa vez, a cartomante não sorriu. 

Ela pareceu pensativa, talvez indecisa. 

- O que está vendo? - perguntou a cliente vendo a repentina mudança no humor da mulher. Célia imediatamente se recompôs e sorriu tremidamente.

- Ah... sim, as cartas, não. Bom, eu vejo algo... brilhar. É algo brilha no seu caminho e você quer alcançar essa coisa. Mas eu digo...

- Que coisa é essa? - perguntou a mulher, e pode-se ver que aquela era justamente a reação que Célia temia. A cartomante respirou fundo. 

- Não posso dizer o que é. É contra todos meu princípios revelar isso, pois mínimos detalhes podem alterar um futuro inteiro. Mas o fato é: O que eu vejo é um caminho escuro e cheio de pedras para chegar até onde você quer. Uma armadilha... talvez um acidente, mas algo vai acontecer e mudará tudo que você pensa conhecer. 

- Como assim? O que vai mudar e porquê? 

- Não sei. As cartas não são tão específicas, elas limitam o que eu posso ver e saber, e claro, não posso revelar tudo isso a  você, pois isso pode mudar tudo. Mas eu sei de alguma coisa. E posso dizer que as trevas estão em seu caminho...eu vejo uma mancha negra se atravessando na sua frente.... 

 A mulher levantou naquele instante.

- Para mim já chega dessa besteira. Eu nem devia ter parado aqui para ouvir essas loucuras. 

 A mulher já ia em direção á porta  quando Astride saltou da cadeira e gritou: 

- Ei, e meu pagamento?! 

A mulher riu e saiu dali pisando firme. 

- Essa mulher não pode sair daqui sem me pagar! 

- Astride. - falou Célia em voz baixa e tom sério. - Ponha essa profecia em um pergaminho e mande para o rei. Vou lhe dar mais detalhes, quero que envie a Darion o mais rápido possível.  

- Pensei que não gostasse do rei...

- Não admiro a conduta dele, nem suas atitudes, e tampouco o modo como subiu ao trono.  Não me admira aquele trono ser amaldiçoado. 

- Do que está falando?

- Astride, eu criei Darion desde pequeno, você sabe. Ele é órfão desde horas após ter nascido. A história de que era apenas o sucessor do trono se espalhou após a coroação. Ninguém sabe que eu o criei, até ele me abandonar. 

- Eu sei disso. Mas... mas... Por que diz que...

- Astride, se seu raciocínio fosse mais devagar você não saía do lugar. - resmungou Célia. - Darion não tem nenhuma ligação direta com o rei amaldiçoado. De modo que eu penso que a maldição não é algo de família, mas está no castelo. Atingindo mais precisamente o ocupante do trono vermelho.  

 Astride estava com o queixo no chão de tão aberta que a boca estava. 

- Mas então por que? Como Darion conseguiu o trono?

- Eu criei aquele garoto com tanto carinho e dedicação. Não entendo por que se tornou tão... tão... cruel. Astride, o que eu lhe disser agora, não deve sair daqui, nunca. Entendeu?

 Astride concordou com a cabeça.

- Eu tenho certeza que o antigo rei não pulou e muito menos caiu da janela do castelo. Não. Alguém o derrubou. 

 Astride agora encarava Célia firmemente. 

- O caminho até aquele trono tem um rastro de sangue, luta e dor inimaginável.  - prosseguiu Célia. - Os tempos estão mudando. E não são apenas as cartas que me dizem isso. Eu posso sentir. 

- Não contou àquela mulher tudo que você viu, não é?

Célia negou.

- Eu não podia. Mas torça, Astride, torça para que tudo que eu vi não se concretize. Pois se a profecia se cumprir...

 Célia terminou a frase com um longo suspiro.

- O que haverá se a profecia se cumprir?  - perguntou Astride alarmada, e Célia respondeu com apenas uma palavra.

- Guerra.


Notas Finais


Uau, esse capítulo ficou meio longo, mas acho que compensa o tempo de atraso :)
Até a próximaaaaa


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...