História The Curse - Capítulo 11


Escrita por: ~ e ~MiaUchihaStark

Postado
Categorias Originais
Tags Amy, Califórnia, Curse, Feitiço, Maldição, Mia, Moon, Rodriguez, Velarc
Exibições 5
Palavras 4.156
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fantasia, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 11 - Algo para amar?


                             Mia

    - Acorda Mia - alguém me cutuca - Vamos Mia.
    - Camila por favor - digo pegando um travesseiro.
    - Camila?
    Abro os olhos e vejo Isaac parado em cima da minha cama.
    - Tá sonhando com a Camila irmãzinha?
    - O que? Não!
    Ele faz uma cara de provocação e eu começo a rir.
    - Você é muito idiota - me sento na cama e coço os olhos.
    - Bom dia minha irmã querida.
    - O que você quer?
    - E por que eu iria querer algo?
    - Porque eu te conheço.
    - Bem - ele se senta ao meu lado - Vai ter um festival de música em Long Island sábado e eu queria saber se você quer ir.
    - A garota que você está ficando vai não é? - pergunto levantando as sobrancelhas.
    - Também.
    - Não sei, queria descansar um pouco.
    - Camila está de dando tanto trabalho assim?
    - Você é tão engraçado.
    - Mas vamos, por favor - ele se ajoelha na minha cama.
    - Tudo bem - digo o chutando - Eu vou.
    - Você é a melhor irmã.
    - Então me deixe dormir.
    - Já está na hora de acordar.
    - Não quero fazer nada.
    - Está assim porque não viu sua pequena sereia?
    - Amy não é minha pequena sereia.
    - Eu não disse que era ela - ele se joga em mim e abre um sorriso idiota.
    - Isaac, pare.
    - Tudo bem, o que importa é que você vai.
    - Você não vai sair daqui? - pergunto bocejando.
    - Vou - ele pula da cama - E você também, temos que ir trabalhar.
    Me afundo nos travesseiros e olho o celular, cinco mensagens de Camila e nenhuma de Amy, faz cinco dias que não conversamos e quase duas semanas que não nos vemos.
    Tento não pensar sobre isso, mas parece me assombrar.

    - Bom dia, Mia - diz Brooke passando por mim.
    - Bom dia, Brooke - respondo indo para minha sala antes que qualquer um me parasse.
    Quando me sento abro minha última gaveta, um bloco de papel quase todo escrito, metade cartas para Charlotte e a outra metade desenhos de Amy.
    O dia passa como um borrão e novamente eu não vejo Amy. Camila não vai porque ficou doente e eu resolvo lhe fazer uma visita.
    - Como está? - pergunto me sentando ao seu lado.
    - Um pouco melhor agora - diz ela coberta por três cobertores.
    - Não está com calor?
    - Por incrível que pareça não.
    - O médico veio te ver?
    - Veio, e disse que foi algo que eu comi, logo fico bem.
    - Pelo menos isso - digo segurando sua mão.
    Ela sorri, ficamos conversando até ela dormir e então eu vou embora. Isaac não está em casa quando chego - pra variar -, fico sentada no sofá por um longo tempo no apartamento escuro até dormir, ali mesmo na sala.

    No sábado Isaac me acorda antes do que eu imaginava e começa a correr pela casa. Buscamos Natalie, e seguimos viagem. Levamos cerca de duas horas para chegar em Long Island e tenho que aguentar a conversa do casal.
    Quando descemos do carro Isaac não espera muito para sumir com Natalie. Fico parada na entrada, muitas pessoas indo e vindo, a música alta e misturada, carrinhos de comida e roupas estranhas, acho que posso resumir esse local assim.
    Como Isaac me tirou da cama sem comer vou até o carrinho mais perto, dou uma olhada no cardápio e nada me atrai, peço um copo de refrigerante e começo a caminhar, nos três palcos espalhados bandas tocam músicas que nunca conheci.
    Pessoas cantam e dançam como loucas, paro em um dos palcos e observo uma banda com três garotas. Olho para as garotas e meus olhos param em uma, Halsey, aquela é Halsey.
    Isso é muita coincidência.
    - So I heard you found somebody else; And at first; I thought it was a lie; I took all my things that make sound; The rest I can do without;
    “I don't want your body; But I hate to think about you with somebody else; Our love has gone cold; You’ve intertwined your soul with somebody else;
    Viro para continuar andando, mas acabo esbarrando em alguém e todo meu refrigerante é jogado em mim.
    - Meu Deus, me desculpe - começo a limpar minha camiseta.
    - Parece que ganhei um encontro - levanto o olhar ao ouvir sua voz.
    Amy está parada me encarando com um de seus sorrisos arma no rosto.
    - Amy, o que… O que está fazendo aqui.
    - Acho - diz ela balançando as mãos para seca-las - Que a pergunta correta é por quê você está aqui. Não parece o tipo de lugar que você viria.
    - E por que acha isso? - digo cruzando os braços, e descruzando o no momento seguinte ao sentir eles molhados.
    - Porque você, Mia Rodríguez não gosta desse tipo de música, desse tipo de lugar, dessas pessoas e todo o resto.
    Fico em silêncio apenas pensando no que ela diz. Ao fundo a banda continua seu show.
    - I'm looking through you; While you're looking through your phone; And then leaving with somebody else; No, I don't want your body; But I'm picturing your body with somebody else;
    - I don't want your body; I don't want your body; I don't want your body; I don't want your body - Amy sussurra.
    - O que?
    - É a música.
    - Conhece todas?
    - Ao que parece sim, e se não conhecesse essa em questão, eu não ia ter um porquê de viver.
    - Não é exagero?
    - O exagero é questão de perspectiva.
    - Como consegue ser assim?
    - Assim como?
    - Saber sempre o que dizer.
    - Não - responde rindo - Geralmente eu não sei o que dizer, apenas invento algo.
    - I start to believe in anything you're saying; I'm reminded that I should be getting over it;
    - É boa nas suas invenções, Amy Sem Sobrenome.
    Ela ri como se eu tivesse contado a melhor piada do mundo.
    - É assim que me chama pros seus amigos?
    - Meus amigos não sabem de você.
    - Você corre atrás de mim durante a noite e seus amigos não sabem de mim? - ela coloca a mão sobre o peito e faz cara de ofendida.
    - Evitamos esse assunto.
    - Por que? - faço uma careta e ela revira os olhos - Camila.
    - Camila - repito.
    - Got someone you love?; Get someone you need?; fuck that, get money; I can't give you my soul; 'Cause we're never alone.
    - Mas, com Camila ou não, você me deve um encontro, Mia Rodríguez.
    - É, acho que devo, mas eu gostaria de não ser com a minha camiseta transparente - digo apontando para a mesma.
    - Vem comigo - ela pega minha mão e saí correndo.
    - Aonde a gente vai? - pergunto tentando desviar meus cabelos do rosto.
    Ela para em uma grande barraca cheia de camisetas. Todas elas com desenhos estranhos ou nomes de bandas.
    - Escolhe uma - diz ela.
    - Eu não, não acho que tenha nenhuma que eu goste. Não tem nenhuma igual a sua? - digo olhando sua camiseta preta.
    - Tudo bem - diz ela e se vira para a garota dentro da barraca - Me dá a vermelha do KOL.
    A garota vai até uma camiseta no fundo.
    - KOL? - pergunto esperando a camiseta chegar a nós.
    - Kings Of Leon - diz ela pegando a camiseta.
     Ela segura minha mão e saímos andando novamente.
    - Deixe-me adivinhar - digo deixando que ela me leve - É uma banda?
    - É quase uma religião - diz ela seguindo o caminho para não sei onde - Ou você gosta, ou nunca ouviu.
    - Profundo - digo rindo.
    - Entra aqui - diz ela me empurrando para um banheiro químico e entrando logo em seguida, ficamos espremidas lá dentro, mas eu não iria reclamar.
    Sem avisar Amy começa a tirar sua camiseta, arregalo meus olhos, não sei se pela cena, ou por seu corpo ser exatamente igual ao de Charlotte, não há mais escapatória. Nesse tempo até ela tirar a camiseta pude reparar em suas tatuagens, quando acabou ela me estendeu a camiseta e pegou a recém comprada, percebi que ela não iria sair ou se virar para que eu me trocasse e de alguma forma eu me senti feliz por isso.
    - Ficou ótima - diz ela avaliando o resultado.
    - Agora você tem um encontro - digo abrindo a porta.
    Ninguém nos olha estranho quando saímos juntas do banheiro.
    - AH MEU DEUS - grita ela pulando - EU AMO ESSA MÚSICA.
    Começamos a correr até parar em um palco e Amy cantar ou gritar, é difícil escolher.
    - Well I may love you in the morning; Like today, you’ll never know; If I would step this way, I’d find a garden; Like today, you’ll never know;
    “Well you may claim that you found me; Like today, you’ll never know; Like today, you’ll never know;
    Enquanto ela canta vejo a garota mais linda do mundo, seus cabelos azuis balançando e brilhando enchendo minha vista. Ela se dedica a sua letra, como se aquilo para ela tivesse significado.
    - Oh non the less; I must confess; That I’m a mess; I’ve been left to safe you
    - You’re situation must be there; You’re situation must be over the creek; and when did we speak;
    - That I kind of left you; I still haven’t met you; Well I may fall into your dance; Like today, I’d never know; We may meet with awkward hearts; Like today, I’ll never know; Like today, I’ll never know - ela canta isso enquanto olha diretamente para meus olhos. Ela fecha os seus olhos e deixa a música guiar seu corpo, ela começa a se mover devagar no ritmo.
     - Oh non the less; I must confess; That I’m a mess; I’ve been left; Oh non the less; I must confess; I’m a mess; I’ve been left to safe you;
     Ela abre seus olhos novamente e me encara profundamente, o verde parece refletir tudo a nossa volta. Seu corpo ainda se move no ritmo da música. Ela abre um sorriso e eu a vejo, em seu quarto, os cabelos castanhos na altura dos ombros, os mesmos traços, até o nariz perfeitamente igual, rodando como um pião, com um vestido rosa claro que dança com ela a fazendo parecer uma flor. Amy se aproxima de mim e é como se pudesse sentir o perfume de Charlotte. Seu rosto fica milímetros perto do meu, ela pega minhas mãos e as mexe em sintonia com seu corpo e então ela as coloca em seu pescoço, as suas vão para a minha cintura.
     - Oh non the less; I must confess; That I’m a mess; I’ve been left; Oh non the less; I must confess; That I’m a mess; I’ve been left to save you - sussurra ela e então me beija, tão rápido quanto a surpresa vem ela se vai e eu me entrego.
     Passei mil anos esperando por isso, todos os outros beijos eram vazios, eram ocos de sentimentos, mas esse, esse traz todas as emoções e sensações que à mil anos eu não tinha. Enquanto a beijo, a música continua, mas eu não consigo ouvir, as pessoas a nossa volta cantando diminuem para mim, o tumulto, o cheiro dos carrinhos de comida, das bebidas. O tudo fora vira nada e o nada dentro de mim se torna tudo, Amy se torna tudo, Amy e Charlotte, Amy é Charlotte, ela é minha, seu beijo é meu, seu toque é meu, a princesa e a sereia, como em uma história de conto de fadas, e eu sou a bruxa, a bruxa que foi salva, salva pelos olhos verdes hipnotizadores e os lábios macios e quentes, pelas mãos em minhas costas, e pelos cabelos em minha mãos. Suavemente Amy se afasta, não muito, apenas o suficiente para falar.
     - Velarc - diz ela baixo.
     - O que? - pergunto levantando os olhos.
     - Meu sobrenome - diz ela - Eu me chamo Amy Velarc.
     Velarc. Charlotte Velarc. Princesa Charlotte Velarc. Rainha Charlotte Velarc. Amy Velarc. Amy, Charlotte, Velarc, rainha, princesa. Tudo se mistura na minha cama e me acerta no mesmo momento, como um estalo meu corpo é jogado pra frente e eu grudo novamente meu corpo no dela a beijando, ela se surpreende mas não para o beijo, Amy quer isso, assim como eu.
    Quando nos separamos ela está rindo.
    - O que foi? - pergunto preocupada que ela tenha no fim achado terrível.
    - Se queria tanto me beijar, por que não fez isso logo?
    Escondo o rosto de vergonha e ela ri.
    - Não se preocupe, Mia Rodriguez - ela segura minha mão - Vamos passear.
    Ela caminha comigo por todos os lugares e palcos, canta todas as músicas e me ensina algumas. Já passa das quatro da tarde quando ela finalmente decide parar.
    - Ei, Cali - me viro para ver Halsey e mais duas garotas se aproximando de nós.
    - Oi Hal - diz Amy e sinto sua mão no meu braço.
    - Olha só, Mia, certo? - pergunta ela acenando para mim.
    - Certo - digo imitando o gesto.
    - Oi meninas - Amy cumprimenta as garotas que vieram com Halsey - Mia, essas são Laurel - ela aponta para a mais alta, de cabelos lisos e pretos, seus olhos tão pretos quanto - E essa é a Hannah - aponta para a de cabelos verdes e olhos castanhos.
    - Oi meninas - digo baixo - Vi vocês tocando quando cheguei.
    - O que achou? - pergunta Hannah.
    - Adorei - digo sorrindo pois é verdade.
    Halsey se aproxima de mim e prende algo em minha camiseta. Quando ela se afasta vejo que é um bottom escrito Aero Cherries.
    - Agora já pode dizer que é nossa fã.
    - Ainda estou esperando minha camiseta - diz Amy fazendo cara feia.
    - Vou fazer a sua - diz Laurel - Toda azul.
    - Adorei - diz Amy rindo.
    - Olha só - um garoto se aproxima com os braços levantados - Nossa sereia.
    - Oi Leo - diz Amy abraçando ele.
    Quando se separam ele cumprimenta as garotas e vira para mim, seu olhar desce para a mão de Amy no meu braço e ele dá um sorriso malicioso.
    - Olá - ele inclina a cabeça para mim e continua sorrindo para Amy.
    - Oi - digo olhando de canto para Amy.
    - Meninas eu tô pensando, o que acham da gente ir ver o show do Jake? - diz Hannah.
    - VAMOS - diz Laurel pulando e segurando Halsey.
    - Eu acho que vou deixar passar - diz Amy balançando a mão.
    - Por que?
    - Acho que a Mia tá com fome - viro para ela quando diz isso.
    - Estou mesmo - digo.
    - Então tudo bem - diz Leo sem tirar o sorriso malicioso do rosto.
    - Para com isso, garoto - diz Amy dando um tapa nele.
    - Ei.
    - Vamos logo que o show vai começar - Hannah puxa os amigos que saem aos tropeços deixando Amy e eu sozinhas novamente.
    - Tá com fome? - pergunta ela.
    - Sim, mas não acho que tenha algo aqui que eu goste - digo enrolando a camiseta.
    - Ninguém gosta muito de comida de festival pequeno - diz ela rindo - Mas acho que posso te levar a um lugar.
    - Mas não vai ter problema? Você ir embora sem a Halsey?
    - A Hal vai com as meninas na Florence - diz ela.
    - Florence?
    - A kombi dela.
    - Ah sim.
    - Mas e ai, vai querer?
    - Vou - digo e percebo que balanço a cabeça rápido demais.
    Ela sorri e começa a andar, a sigo. Ela não vai para o estacionamento onde Isaac deixou seu carro.
    Paramos perto de uma kombi e uma moto Vespa. Ela vai até a moto, levanta o banco, pega um capacete e me entrega.
    - E o seu? - pergunto pegando o capacete.
    - Não preciso - diz ela e sobe na moto, ela prende os cabelos e eu levo cinco segundos para subir - Ah - diz ela me chamando atenção e apontando para a Kombi azul cheia de desenhos - Essa é a Florence.
    Depois de dizer isso ela pisa fundo e procuro algum lugar na moto para me segurar.
    - Pode segurar na minha cintura - diz ela rindo.
    E assim eu faço, eu não conheço o caminho que ela faz, mas não me importo, nesse momento me sinto como em um filme. Eca, o que é isso Mia.
    Ela vai diminuindo a velocidade quando chegamos em um parque, estacionamos e descemos da moto.
    Caminhamos um pouco até encontrarmos um carrinho de lanches, pedimos dois cachorros quentes e seguimos andando pelo parque.
    - Preciso avisar o Isaac - digo batendo na testa e pegando o telefone - Mesmo sabendo que serei a última coisa que ele vai se lembrar.
    Pego meu celular e abro a conversa com ele, começo a escrever, mas antes que termine meu celular é roubado, por Amy.
    Ela começa a correr com o meu celular, tento correr sem derrubar o cachorro quente, percebo então que ela está mexendo em algo.
    - Amy - digo na minha corrida fracassada - Devolve.
    Ela começa a desacelerar e logo a alcanço.
    - Prontinho - diz ela me entregando o aparelho.
    Pego-o e guardo no bolso, tento me controlar mas começo a rir e ela me acompanha logo.
    - Vem, vamos sentar - diz ela indo para um banco perto de nós.
    - Me diga, Amy Velarc - começo - Sempre faz isso?
    - Isso o que?
    - Beija as pessoas e depois foge com elas.
    - Ah, não.
    - Então posso ficar feliz de ser a primeira.
    Ela sorri quando digo isso, mas tenta esconder.
    - Agora, me conte quem é você, Mia Rodriguez - diz ela acabando com seu cachorro quente e enrolando o papel.
    Sou surpreendida por essa pergunta.
    - Não sei - digo coçando o braço.
    - Não sabe quem é você?
    - Acho que, é mais fácil perguntar quem sou eu agora.
    - Filosófica - diz rindo.
    Rio também.
    - Bem, eu tenho vinte e um anos, trabalho em um escritório em Manhattan, vivo com meu irmão e acho que é isso.
    - Esperta, não me dê todas as respostas - ela vira o olhar para mim - Ainda posso ser uma psicopata.
    - E eu ainda adoraria ser perseguida por você.
    Ela abre um sorriso e esse me parece mais encantador, talvez porquê eu tenha o feito.
    Sentada neste parque, ao seu lado, quero contá-la todos os meus segredos, planos, vida, não entendo como ela faz isso. Logo escurece, mas não dizemos nada sobre ir embora.
    - Acho que depois de um tempo em que achamos que vamos ter alguém, percebemos que na verdade vamos continuar sozinhas.
    - Ah não! Não me diga isso.
    - O que?
    - Isso de morrer sozinha - ela ri e pega um punhado de folhas - Todos nós temos alguém.
    - Você não me conhece então.
    - Não é preciso conhecer, Mia Rodríguez - ela amassa as folhas e as deixa cair - Você tem seu irmão, seus amigos, seus pais, e você os ama certo?
    - Sim.
    - Então, não limite o amor a uma coisa entre duas pessoas, o amor pode estar em todos os lugares, você pode amar mais uma planta do que ama as pessoas, isso não é errado, você pode dar seu amor a pequenas coisas e estas não te deixarão só.
    Olho para ela, seus cabelos azuis brilhando na noite.
    - Eu amo o som de folhas secas sendo amassadas, isso faz com que eu não me sinta só quando passeio em um parque no outono, você tem algo que ame a ponto de não deixá-la só, e não isso não foi uma pergunta. E também não devemos nos prender a isso de esperarmos um príncipe ou princesa encantados para nos fazer feliz, essa pessoa pode até ser alguém que tem tudo ou talvez seja uma simples garota do subúrbio, ou garoto. - diz dando de ombros - Amor não tem definição, não tente por uma.
    Passo todo o tempo que ela fala a encarando e admirando.
    - Por que olha tanto para mim, Mia Rodríguez?
    - Porque você é linda - digo antes de pensar.
    Espero que ela dê mais um de seus sorrisos, ou fale algo bem pensando, mas ao invés disso ela me beija.
    Quando nos separamos ela pega seu celular e vê as horas.
    - Vem - ela se levanta e segura minha mão - Tem uma coisa que quero te mostrar.
    Vou com ela pelo parque, chegamos perto de uma grande árvore e ela começa a escalar, arregalo os olhos assustada.
    - Pode fazer isso? - pergunto.
    - Pode - responde já no alto - Agora você.
    - O que?
    - Suba na árvore.
    - Não vou subir.
    - Vai perder uma coisa linda.
    Minha curiosidade me vence e assim eu faço, a árvore não é lisa o que ajudou a escalada, mas também me deixou com as mãos sujas, ela pisa em um galho grosso soltando seu peso, mas ele nem mexe.
    - Senta aqui - diz já fazendo isso, vou com ela e me sento com cuidado - Agora olha pra frente.
    Faço isso e me surpreendo, do ponto que estamos vemos o luar e também o mar, um pouco distante.
    - É lindo - digo encantada.
    - Eu amo observar paisagens - diz ela balançando os pés - Principalmente com o sol ou a lua.
    Naquele momento, naquele lugar, eu penso em como a vida é e nas coisas que ela me disse antes. Eu tenho algo que eu amo e vou fazer de tudo para não acabar só, denovo.



Notas Finais


espero que tenham gostado, até breve

xoxo


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